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Uma Nova Agenda Para a Arquitetura Cap10 11

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RAIMUND ABRAHAM | DIANA AGREST|TADAO ANDO|GIULIO CARLO ARGAN
| PHILIP BESS | GEOFFREY BROADBENT | ALAN COLQUHOUN | JACQUES
DERRIDA I PETER EISENMAN KENNETH FRAMPTON MARCO FRASCARI
UMA NOVA AGENDA PARA A ARQUITETURA
| MARIO GANDELSONAS | DIANE GHIRARDO | MICHAEL GRAVES | VITTORIO
GREGOTTI | KARSTEN HARRIES | FRED KOETTER | REM KOOLHAAS | LIANE
LEFAIVRE | WILLIAM MCDONOUGH | ROBERT MUGERAUER | CHRISTIAN
NORBERG-SCHULZ|JUHANI PALLASMAA|DEMETRI PORPHYRIOS|ALDO ROSSI
COLIN ROWE | THOMAS L. SCHUMACHER |
DENISE SCOTT BROWN | IGNASI DE SOLA-MORALES RUBIO | ROBERT A.
M. STERN | MANFREDO TAFURI | BERNARD TSCHUMI I ALEXANDER
TZONIS | ROBERT VENTURI ] ANTHONY VIDLER
ANTOLOGIA TEÓRICA 1965-1995
KATE NESBITT (ORG.)
I
No Brasil, a sensação predominante nas ultimas décadas é que os espaços de discussão
de arquitetura e urbanismo tornaram-se cada vez mais escassos. Enquanto avançava
a pesquisa especializada, a arquitetura parecia perder relevância cultural: sumiam pú¬
blico e críticos, periódicos de arquitetura convertiam-se em vitrines de escritórios e
fabricantes, dissolviam-se os elos entre a arquitetura, as artes e o pensamento, assim
como entre reflexão e prática projetual, levando o meio profissional brasileiro à deso¬
rientação e ao conformismo mais conveniente.
É provável que este curto-circuito que se produziu no país depois da construção de
Brasília tenha algo a ver com a forma como a modernidade arquitetônica passou a ser
interpelada entre nós. Sobretudo desde o golpe militar de 1964. De um lado, a partir da
exacerbação do viés produtivista da arquitetura moderna em favor da construção esta¬
tal e especulativa pesada; de outro, a partir da denúncia de sua face aparatosa e autori¬
tária em meio à crise das promessas de desenvolvimento social e autonomia nacional.
A impressão que se tem é que, com o passar dos anos, o debate da profissão chegou a
um ponto de saturação tal que, enrijecidas em suas próprias convicções, nenhuma das
posições em voga no país - ultra, pró, pós ou anti modernas - tem muita coisa a nos
dizer quando o assunto é o que fazer da arquitetura para além do mero consentimento
com exercícios de estilo pessoal, de escola ou oportunidade.
Neste sentido, Uma nova agenda para a arquitetura, organizada pela professora norte-
americana Kate Nesbitt, traz uma contribuição inestimável ao leitor brasileiro. Ao reunir
um conjunto influente de textos teóricos produzidos entre 1965 e 1995, permite romper
com o longo isolamento que condenou o meio local dos arquitetos a um diálogo de surdos.
A antologia, dividida em quatorze capítulos temáticos, reúne 51 dos principais tex¬
tos de teoria contemporânea de arquitetura, cada um dos quais precedidos de uma
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1UMA NOVA AGENDA PARA A ARQULTETURA
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9 Agradecimentos
11 Prefácio
15 Introdução
89 CAPíTULO 1 Pós-modernismo: as respostas da arquitetura à crise do modernismo
91 Complexidade e contradição em arquitetura: trechos selecionados
de um livro em preparação (1966) ROBERT VENTURI
95 O pós-funcionalismo (1976) PETER EISENMAN
101 Argumentos em favor da arquitetura figurativa (1982) MICHAEL GRAVES
108 A pertinência da arquitetura clássica (1989) DEMETRI PORPHYRIOS
I 15 Novos rumos da moderna arquitetura norte-americana: Pós-escrito
no limiar do modernismo (1977) ROBERT A. M. STERN
CAPíTULO 2 Semiótica e estruturalismo: 0 problema da significação127
129 Semiótica e arquitetura: consumo ideológico ou trabalho teórico (1973)
DIANA AGREST E MARIO GANDELSONAS
141 Um guia pessoal descomplicado da teoria dos signos na arquitetura (1977)
GEOFFREY BROADBENT
163 CAPíTULO 3 Pós-estruturalismo e desconstrução:
os temas da originalidade e da autoria
1 65 Uma arquitetura onde o desejo pode morar (1986) - Entrevista de JACQUES
DERRIDA a EVA MEYER
172 Arquitetura e limites1 (1980) BERNARD TSCHUMI
177 Arquitetura e limites 11 (1981) BERNARD TSCHUMI
183 Arquitetura e limites m (1981) BERNARD TSCHUMI
188 Introdução: Notas para uma teoria da disjunção arquitetônica (1988)
BERNARD TSCHUMI
191 A arquitetura e o problema da figura retórica (1987) PETER EISENMAN
199 Derrida e depois (1988) ROBERT MUGERAUER
11
219 CAPíTULO 4 Historicismo: o problema da tradição
221 Três tipos de historicismo (1983) ALAN COLQUHOUN
232 O fim do clássico: o fim do começo, o fim do fim (1984) PETER EISENMAN
252 Do contraste à analogia: novos desdobramentos do conceito
de intervenção arquitetônica (1985) IGNASI DE SOLà-MORALES RUBIó
265 CAPíTULO 5 Tipologia e transformação
267 Sobre a tipologia em arquitetura (1963) GIULIO CARLO ARGAN
273 Tipologia e metodologia de projeto (1967) ALAN COLQUHOUN
284 A terceira tipologia (1976) ANTHONY VIDLER
291 CAPíTULO 6 A teoria urbana depois do modernismo: contextualismo,
Main Street e outras ideias
293 Cidade-colagem (1975) - COLIN ROWE e FRED KOETTER
322 Contextualismo: ideais urbanos e deformações (1971) THOMAS L. SCHUMACHER
337 Uma significação para os estacionamentos dos supermercados A&P, ou Apren¬
dendo com Las Vegas (1968) ROBERT VENTURI e DENISE SCOTT BROWN
355 Pós-escrito: introdução à nova pesquisa sobre “A cidade contemporânea” (1988)
REM KOOLHAAS
357 Por uma cidade contemporânea (1989) REM KOOLHAAS
361 Para além do delírio (1993) REM KOOLHAAS
369 CAPíTULO 7 A Escola de Veneza
371 Território e arquitetura (1985) VITTORIO GREGOTTI
377 Uma arquitetura analógica (1976) ALDO ROSSI
384 Reflexões sobre meu trabalho recente (1976) ALDO ROSSI
388 Problemas à guisa de conclusão (1980) MANFREDO TAFURI
399 CAPíTULO 8 Agendas éticas e políticas
401 Comunitarismo e emotivismo: duas visões antagónicas sobre ética
e arquitetura (1993) PHILIP BESS
415 A arquitetura da fraude (1984) DIANE GHIRARDO
423 A função ética da arquitetura (1975) KARSTEN HARRIES
427 Projeto, ecologia, ética e a produção das coisas (1993) WILLIAM MCDONOUGH
438 Os princípios de Hannover (1992) WILLIAM MCDONOUGH ARCHITECTS
441 CAPíTULO 9 Fenomenologia do significado e do lugar
443 O fenômeno do lugar (1976) CHRISTIAN NORBERG-SCHULZ
461 O pensamento de Heidegger sobre arquitetura (1983) CHRISTIAN NORBERG-SCHULZ
474 Uma leitura de Heidegger (1974) KENNETH FRAMPTON
481 A geometria do sentimento: um olhar sobre a fenomenologia da arquitetura (1986)
JUHANI PALLASMAA
491 CAPíTULO 10 Arquitetura, natureza e espaço construído
493 Por novos horizontes na arquitetura (1991) TADAO ANDO
498 Negação e reconciliação (1982) RAIMUND ABRAHAM
CAPíTULO 1 1 Regionalismo crítico: cultura local versus civilização universal501
503 Perspectivas para um regionalismo crítico (1983) KENNETH FRAMPTON
520 Por que regionalismo crítico hoje? (1990) ALEXANDER TZONIS e LIANE LEFAIVRE
533 CAPíTULO 12 Expressão tectônica
535 O exercício do detalhe (1983) VITTORIO GREGOTTI
538 O detalhe narrativo (1984) MARCO FRASCARI
556 Rappel à Vordre, argumentos em favor da tectônica (1990) KENNETH FRAMPTON
571 CAPíTULO 13 Feminismo, gênero e o problema do corpo
573 O prazer da arquitetura (1977) BERNARD TSCHUMI
584 À margem da arquitetura: corpo, lógica e sexo (1988) DIANA I. AGREST
599 Visões que se desdobram: a arquitetura na era da mídia eletrónica (1992)
PETER EISENMAN
609 CAPíTULO 14 Definições contemporâneas do sublime
611 En Terror Firma: na trilha dos grotextos (1988) PETER EISENMAN
617 Uma teoria sobre o estranhamente familiar (1990) ANTHONY VIDLER
623 Bibliografia
635 Sobre os autores
645 índice remissivo
662 Fontes das ilustrações
CA
PÍ
TU
LO
10