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Aspectos Comportamentais da Gestão de Pessoas

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as mudanças estão 
sendo feitas pelos próprios membros da equipe.
5 – Avaliar as alternativas
5. Como existem várias possibilidades para a origem 
do problema, o que deve ser feito de imediato?
R. Reunir a equipe para avaliar o problema, reunir 
os interessados no projeto para verificar o que está 
acontecendo, verificar como está sendo o processo 
de aprovação de mudanças no Comitê. A conclusão 
é que as mudanças estão vindo diretamente para os 
membros que executam as atividades.
6 – Escolher a alternativa que parece 
melhor
6. Após a verificação de todas as alternativas para so-
lução do problema (mudanças constantes no escopo 
do projeto) foi tomada uma decisão.
R. Todas as mudanças solicitadas devem ser examina-
das, primeiro, pelo Gerente do Projeto e a equipe de 
coordenação e, se necessário, serão submetidas ao 
Comitê de Mudanças.
3. Um exemplo que pode ilustrar esse processo é o de João (observador) 
que foi ao cliente oferecer e demonstrar um produto (ação). Ao final da 
reunião o cliente agradeceu e não manifestou o menor interesse em 
adquirir o produto (resultado). Podemos aqui ilustrar algumas manei-
ras de João responder a essa situação:
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O indivíduo na organização
 1. Voltar ao escritório e dizer para seu chefe que o cliente não sabe o 
que quer e não vê razão para manter esse tipo de cliente em sua car-
teira de atendimento. Aprendizagem de primeira ordem.
 2. João pode refletir com seu chefe como contribuiu para esse resulta-
do. Aprendizagem de segunda ordem.
 3. João não só revê seu papel enquanto prestador de serviço como 
também reflete mais profundamente sobre o significado de prestar 
serviços em todos os seus espaços existenciais (em casa, socialmente), 
o que pode gerar oportunidade para uma transformação mais pro-
funda no tipo de observador (profissional e ser humano) que João é. 
Aprendizagem de terceira ordem – transformacional.
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O indivíduo na organização
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Equipes
Isabel Stepanski
Grupos e equipes
O ser humano sempre viveu em grupos podendo pertencer a um ou até 
vários simultaneamente. Esses grupos influenciam o comportamento de 
acordo com sua estrutura e formação, tornando-se referência para os papéis 
ali representados.
Moscovici (1994, p. 5) considera que um grupo
compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los de forma compartilhada. A 
comunicação entre os membros é verdadeira, opiniões divergentes são estimuladas. A 
confiança é grande, assumem-se riscos. As habilidades complementares dos membros 
possibilitam alcançar resultados, os objetivos compartilhados determinam seu propósito 
e direção. Respeito, mente aberta e cooperação são elevados. O grupo investe em seu 
próprio crescimento.
O indivíduo para atuar em equipe, de acordo com Biehl (2004), necessita 
de um processo evolutivo que se inicia pela capacitação em termos de au-
toconhecimento, autoavaliação, feedback e relacionamento interpessoal. É 
importante ressaltar a influência que o alinhamento das metas e objetivos 
pessoais com as metas organizacionais exerce sobre o resultado dessa atua-
ção. Depois, evoluindo para grupo que, ainda de forma superficial, se reúne 
em função de compromissos comuns e, por fim, a equipe como o ápice de 
relação interpessoal coletiva.
Vergara (2000, p. 149) tem outro conceito para que um grupo de pessoas 
se torne uma equipe. Na concepção da autora, “é preciso que haja um ele-
mento de identidade, elemento de natureza simbólica que una as pessoas, 
estando elas fisicamente próximas ou não”.
Por essa concepção, profissionais que trabalham próximos ou distan-
tes podem constituir uma equipe, ainda que, no momento da execução da 
tarefa, cada indivíduo atue isoladamente.
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Equipes
Bion apud Vergara (2000) escreve que, quando um grupo se reúne consti-
tui simultaneamente dois grupos simbólicos: o grupo de trabalho ou refina-
do e o grupo primitivo. O grupo refinado entende como valor a experiência 
e a aprendizagem, sendo constituído por elementos de ordem da organiza-
ção. Esse grupo está aberto ao aprendizado e a rever suas regras. Tem como 
foco principal a tarefa a ser realizada. Já o grupo primitivo não considera o 
valor da experiência, pois a identifica como um erro do grupo. Esse grupo 
não gosta de aprender, pois a aprendizagem questiona seus pressupostos e 
comportamentos.
Uma equipe, portanto, pode ser considerada como um grupo refinado, 
mas como seus componentes são seres humanos, apresentam característi-
cas que constitui um grupo primitivo.
Já para Biehl (2004) o conceito de equipes de trabalho dá ênfase ao pro-
pósito, à meta e objetivo comuns.
A definição de Katzenbach e Smith (1994) também apresenta o objeti-
vo como foco, porém de forma mais ampla. Os autores consideram como 
equipe um grupo de pessoas que complementam suas aptidões, estando 
comprometidas com um objetivo comum e realizando seu trabalho de forma 
interdependente, sendo que todos são responsáveis pelos resultados. Essa 
definição tem sido utilizada na maioria dos trabalhos sobre equipes.
Em todas as definições apresentadas é comum que os membros de uma 
equipe de trabalho compartilhem os objetivos e os resultados. Essas pessoas 
atuam na organização para o cumprimento de uma tarefa ou trabalho, com 
um ou mais objetivos comuns e valorizam a existência de condições que per-
mitam também o seu crescimento individual.
Observando as organizações contemporâneas, sob uma ótica do trabalho 
em equipe, percebe-se que muitas mudanças vêm ocorrendo na forma de 
como administrar as questões relacionadas à gestão de seus colaboradores.
A necessidade de aumentar a produtividade, reduzir custos, cumprir 
prazos, obter resultados

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