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ANTIBIOTICOTERAPIA

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É feita a coleta de material biológico possivelmente 
infectado, esse material é usado para produzir esfregaços e 
lâminas que receberão técnicas de coloração e depois serão 
observadas em microscópio para pesquisar o patógeno. 
 
É feita a coleta de material biológico possivelmente 
infectado, uma porção desse material é colocada em uma 
placa de Petri, com material específico que vai proporcionar 
a proliferação da colônia bacteriana ou inibir seu crescimento 
(antibiograma), dependendo da técnica empregada. Assim se 
chega a mais provável identidade do patógeno em questão. 
 
 
5- QUAL A DROGA DE ESCOLHA PARA A SITUAÇÃO? 
 Idealmente baseada em resultados de culturas, essa escolha deve levar em conta todos os aspectos 
supracitados, além de considerações sobre efeitos indesejáveis, disponibilidade da droga e via de 
administração. Além disso, deve - se levar em conta o espectro de ação e se o efeito da droga é 
bactericida ou bacteriostático. Por fim, outro fator que deve ser lembrado é a avaliação dos custos que o 
antimicrobiano representa para os indivíduos e para as instituições de saúde. 
Bactericida – destrói e mata a bactéria/ Bacteriostático – impede a proliferação bacteriana 
 
Fabiana de Abreu Getulino, Nathalia Campos Palmeira, Eduardo Gauze Alexandrino – LACCAD/FURG 
6- É NECESSÁRIA UMA COMBINAÇÃO DE DROGAS? 
 Algumas vezes, precisamos utilizar combinações de antimicrobianos para obter o efeito desejado. 
Com as combinações, podemos obter ampliação do espectro e sinergismo, por exemplo. 
- Ampliação do espectro: Ocorre quando combinamos, por exemplo, drogas que agem predominantemente 
sobre gram positivos com drogas que agem predominantemente sobre gram negativos. 
- Sinergismo: Ocorre quando uma associação de drogas tem resultados superiores à soma de seus efeitos 
isolados, por exemplo sulfas e trimetoprim ou aminoglicosídeos e penicilinas associados. 
 
7- QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS FARMACOCINÉTICAS E 
FARMACODINÂMICAS DO ANTIMICROBIANO? 
 A farmacodinâmica é o estudo do mecanismo de ação dos fármacos em geral, enquanto a 
farmacocinética avalia o processamento do fármaco pelo corpo e seus efeitos, dentre eles, os processos 
de absorção, distribuição, metabolismo e excreção. 
Sempre deve-se ter conhecimento dos seguintes itens relacionados aos antimicrobianos: via de 
administração, propriedades físico-químicas, distribuição, absorção e eliminação, meia-vida, 
barreiras de penetração, efeito pós-antibiótico, entre outros. 
 
 
8- É NECESSÁRIO CUIDADO ESPECIAL NA SELEÇÃO OU USO DO 
ANTIMICROBIANO? 
 Seguem alguns fatores que devem ser avaliados: gravidez / lactação (observar toxicidade da droga 
para o feto sempre antes de prescrevê-la), faixa etária, função renal e função hepática (checar essas 
funções e fazer os ajustes de dose, caso necessário), imunidade (em imunodeprimidos, evitar medicações 
bacteriostáticas), interações medicamentosas, etc. 
 
 
ATENÇÃO: A resposta dessas perguntas favorece o uso adequado de antimicrobianos e 
consequentemente promove: uma diminuição do risco de desenvolvimento de resistência, bem como 
favorece um resultado clínico mais satisfatório, além de menor custo de tratamento. O uso racional 
dos antimicrobianos é tão importante que se tornou uma das metas definidas pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS) para o século XXI. 
FARMACOCINÉTICA 
 
Fabiana de Abreu Getulino, Nathalia Campos Palmeira, Eduardo Gauze Alexandrino – LACCAD/FURG 
PONTOS-CHAVE: 
 
 
→ O início da antibioticoterapia e a escolha do antibiótico adequado dependem de alguns fatores 
fundamentais que levam ao diagnóstico de infecção. 
→ Diagnóstico presuntivo - Quadro clínico do paciente que indica infecção! 
→ Lembrar que a febre é um importante sinal, porém não é sinônimo de infecção! 
→ Diagnóstico de certeza – Exames de visualização direta e cultura (identificar o patógeno para 
oferecer o tratamento mais específico)! 
→ Os exames laboratoriais e de cultura levam um certo tempo, além de terem certo custo, por isso 
algumas vezes o tratamento deverá ser baseado no diagnóstico presuntivo. 
→ O conhecimento epidemiológico do local de trabalho é importante para que se inicie o tratamento 
empírico (antes do diagnóstico de certeza). 
→Antes de se iniciar a antibioticoterapia é necessário conhecer os antecedentes do paciente (gravidez, 
comorbidades, imunossupressão, doença hepática, doença renal). 
→ Sempre lembrar da farmacocinética e farmacodinâmica do fármaco para administrar o que for 
mais adequado para as condições do paciente (desde a classe até a dose). 
→ Considerar o espectro do antibiótico é importante para evitar desenvolvimento de resistência 
(problema atual que muitas vezes não é dado a devida importância na ânsia de tratar o paciente). 
→ Acompanhar a evolução do paciente para avaliar a eficácia da terapêutica (cuidado com 
resistência ao antibiótico). 
 
 
 
Fabiana de Abreu Getulino, Nathalia Campos Palmeira, Eduardo Gauze Alexandrino – LACCAD/FURG 
INTRODUÇÃO À ANTIBIOTICOTERAPIA 
 
 
Antimicrobianos são substâncias naturais, semissintéticas ou sintéticas que eliminam ou 
inibem o crescimento dos microrganismos, incluindo bactérias, fungos, helmintos, protozoários e 
vírus. O termo antibiótico está atualmente incluído na expressão agente antibacteriano e muitas vezes 
é usado como sinônimo. São utilizados no tratamento ou na prevenção de doenças infecciosas. 
Para a melhor compreensão do estudo das classes e de fármacos antibióticos, é preciso 
primeiramente conhecer sobre os microrganismos tratados por eles, os mecanismos de resistência 
mais comuns e as classificações que esses antimicrobianos recebem. 
 
ESTRUTURA E FISIOLOGIA BACTERIANA 
Bactérias são organismos unicelulares que se multiplicam por divisão binária e são classificadas 
como procariotas. Uma célula bacteriana típica possui parede celular, membrana citoplasmática, 
citoplasma, núcleo sem membrana e organelas. Outros elementos estruturais bacterianos incluem cápsulas 
e esporos. Uma estrutura em especial que deve ser comentada com maior detalhamento no contexto da 
antibioticoterapia é a parede celular. 
• Parede Celular: é uma estrutura rígida de peptideoglicano (polímero constituído de açúcares e 
aminoácidos) que confere forma à bactéria e previne lise (quebra) da célula mesmo sob intensa 
pressão osmótica interna. Todas as bactérias têm parede celular, com exceção dos micoplasmas. 
Para que ocorra a síntese dessa parede celular, as bactérias têm uma enzima chamada de 
transpeptidase (ou Proteína de Ligação à Penicilina - PBP). 
 
CLASSIFICAÇÃO BACTERIANA 
 
O MÉTODO DA COLORAÇÃO DE GRAM: 
De acordo com a coloração pelo Método Gram e com a estrutura da parede celular, os 
microrganismos são classificados como Gram-positivos ou Gram-negativos. O método consiste em 
diferenciar bactérias a partir das colorações que estas adquirem após tratamento com agentes químicos 
específicos. 
Existem, ainda, algumas bactérias, como as micobactérias, cuja descoloração da parede celular é 
resistente ao álcool-ácido (bacilos álcool-ácido resistentes = BAAR), as quais podem ser caracterizadas por 
outros métodos de coloração, como o método de Ziell-Neelsen (ZN). 
 
 
 
 
 
Fabiana de Abreu Getulino, Nathalia Campos Palmeira, Eduardo Gauze Alexandrino – LACCAD/FURG 
GRAM POSITIVO: GRAM NEGATIVO: 
 
 
- À microscopia, as bactérias apresentam uma 
coloração azul-violeta. 
- Apresentam parede de peptideoglicano mais 
espessa. 
- Apresentam Ácido lipoteicoico 
 
 
 
 
- À microscopia, as bactérias apresentam coloração 
vermelho, pois não retêm o corante. 
- Apresentam parede de peptideoglicano mais 
fina. 
- Apresenta membrana externa de natureza 
lipoproteica. 
- Apresentam endotoxinas: uma endotoxina 
conhecida é o Lipídeo A, o qual é responsável pela 
produção de febre e de choque séptico nos 
pacientes infectados com bactérias