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Principais patologias nos répteis

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Doenças Virais
 Fibropapilomatose
A fibropapilomatose é uma enfermidade causada pelo Herpesvírus que se apresenta com papilomas
cutâneos e viscerais principalmente em tartarugas marinhas. Os tumores são benignos, mas a
enfermidade é potencialmente fatal, devido ao seu caráter debilitante para o animal. Apresentam
coloração de acordo com o local, podendo ser ou não pigmentados, a localização pode variar, sendo
comum em lugares como ao redor dos olhos, nadadeiras, pescoço, áreas axilares, cavidade oral e
áreas inguinais. O diagnóstico é por exame físico e laboratorial e o tratamento consiste na remoção
cirúrgica dos fibropapilomas que estão afetando a qualidade de vida do animal e suporte vitamínico.
Doenças Bacterianas
 Doença cutânea ulcerativa sistêmica
É é causada pela bactéria Citrobacter freundii e afeta especialmente os quelônios de água doce com
a transmissão através da água. Os sinais clínicos incluem falhas e perdas de unhas e
dígitos,hemorragias, ulceraçõe e anorexia. O diagnóstico é feito com identificação da bactéria através
raspados cutâneos e o tratamento com antibioticoterapia, com o Cloranfenicol e aplicação tópica de
iodo orgânico além da higienização e troca da água diariamente. 
Salmonelose
A Salmonelose é causada pela bactéria salmonella spp. e é uma zoonose. Afeta os répteis de forma a
causar sintomas como anorexia, diarréia, enterite, septicemia e morte súbita, sendo obseravdo na
necropsia sinais de necrose focal em vísceras. O diagnóstico é feito com a cultura e antibiograma das
lesões. O tratamento é à base de antibióticos como as tetraciclinas, cloranfenicol e ampicilina,
fluidoterapia aquecida e vitaminas. 
Tuberculose
É causada pela bactéria Mycobacterium spp. sendo de ocorrência a quase todos os répteis. Os
animais infectados apresentam os granulomas cutâneos, tumores, letargia, dermatite, ulcerações e
debilidade progressiva. O diagnóstico é feito atraves da cultura e antibiograma do agente e o
tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro, pode-se usar inalações e medicações
tópicas, além do suporte com fluidoterapia e polivitaminicos.
Principais patologias 
dos répteis
Doenças fúngicas
Aspergilose
A levedura Aspergillus spp. afeta os répteis causando alterações no trato respiratório, com sinais
de pneumonia granulomatosa nodular e traqueite, podendo afetar a cavidade celomática gerando
hepatite e esplenite. O diagnóstico é realizado com histopatologia e cultura antibiograma, a
radiografia pode revelar as alterações pulmonares. O tratamento inclui antifúngicos como
itraconazol e antibioticoterapia de amplo espectro somados a fluidoterapia e aquecimento da
temperatura. 
Doenças parasitárias
Coccidiose
A Coccidiose pode ser causada pelos protozoários Eimeria spp. e Isospora spp. e afetam todo o
sistema gastrointestinal dos répteis. Os sinais clínicos observados incluem anorexia, apatia,
enterorragia e diarréia. O diagnóstico é pelo exame histopatológico e o tratamento é a base dos
antiparasitários e sulfametazina, além de fluidoterapia aquecida para manutenção.
Ectoparasitose
Os ectoparasitas mais comuns em répteis são os piolhos (Diplopoda spp.) e se espalham
rapidamente. Os ovos são depositados no ambiente e as ninfas migram para fazer a hematofagia
e se alojar nos animais. Os sinais clínicos são a presença dos ectoparasitas, anemia e anorexia. O
diagnóstico é feito pela avaliação física e análise microscópica do achado e o tratamento se
constitui de antiparasitário injetável, banhos e sprays, além da desinfecção do ambiente.
Prolapso de cloaca
O Prolapso peniano é um quadro patológico comum em quelônios que corre quando o pênis é
exposto e não é reposicionado para dentro da cloaca, permanecendo exposto. Entre as causas
estão os traumas, infecções, deficiência muscular ou neurológica do músculo retrator do pênis ou
separação forçada durante cópula. De imediato, pode-se optar pelo tratamento conservativo, que
se resume a aplicação de compressas frias para reduzir o edema, limpeza, lubrificação e reposição
do pênis dentro da cloaca. Se persistir, será necessário intervenção cirúrgica, a penectomia é
realizada com o animal sob anestesia e o pós cirúrgico é feito com antibiótico de amplo espectro,
fluidoterapia e cremes cicatrizantes, mantendo o animal em conforto térmico. Nas fêmeas
também pode ocorrer o prolapso do oviduto no período de postura, desencadeado principalmente 
por distocia de ovos. O tratamento é o mesmo dos machos mas o procedimento cirúrgico é mais
invasivo, sendo optado a terapêutica conservativa como primeira opção. 
 
Doenças consequentes por falhas de manejo
Doença ósseo-metabólica 
A Doença ósseo-metabólica ocorre por falta de raios ultravioletas e consumo de cálcio na dieta. O
animal apresenta deformação na carapaça, escudos epidermais em formato piramidal, peso e
tamanhos inferiores ao normal, amolecimento do casco e descalcificação óssea. No exame de
radiografia é possível notar a diminuição da densidade óssea em alguns casos. O tratamento é
feito com a correção da dieta, banhos de sol diários e a suplementação de cálcio por via
intramuscular e depois continuar seu uso na dieta.
Distocia de ovos
 Ocorre nas fêmeas principalmente de quelônios com dificuldade na liberação dos ovos. As causas
obstrutivas são resultado de alguma alteração anatômica que impede a saída dos ovos do oviduto
e cloaca ou malformação dos ovos. As causas não obstrutivas são decorrentes de fatores
relacionados ao manejo, como substrato inadequado para postura ou subnutrição, desidratação e
hipovitamose que tornam o animal fraco e debilitado para realizar a postura. Nos sinais clínicos
são observados inquietação, comportamento de cavar repetidamente, tentativa de oviposição
sem sucesso, oviposição de apenas um ovo e vocalização (dor). Como diagnóstico, além da
avaliação física, a radiografia indica os ovos na cavidade. O tratamento se baseia no estimulo da
oviposição, fluidoterapia aquecida, ambiente aquecido e aplicação de cálcio e ocitocina. Em casos
severos, é necessária a intervenção cirúrgica com a celiotomia e a remoção de ovos e do trato
reprodutivo. 
Fecaloma
Também é muito comum nos quelônios e ocorre quando a passagem do conteúdo fecal pelo trago
digestório está comprometida normalmente por obstrução. Os fatores obstrutivos envolvem
ingestão de corpo estranhos, neoplasias ou processos traumáticos e inflamatórios. O diagnóstico
é confirmado através de exames de imagem. O tratamento consiste na estabilização do animal
com fluidoterapia, analgesia, antibiocterapia e tratamento da causa primária. Pode ser necessário
terapêuticas com laxantes, enemas e sondagens para alimentação pastosa além de manter
aquecimento do ambiente. Em ultima opção pode ocorrer a cirurgia da cavidade celomátia para
remoção das fezes paradas e/ou u corpo estranho e desobstrução ou procedimento.
Disecdise 
A Disecdise ocorre nas serpentes e lagartos quando há falhas de manejo, com ausência de água
para hidratação, hipovitamioses ou patologias cutâneas. A pele da troca não se solta totalmente e
pode causar edemas cutâneos, abscessos e infecções bacterianas ou fúngicas. O diagnóstico é
pelo exame físico e o tratamento é realizado pela hidratação intensiva dos animais na água morna,
ambiente aquecido, suplementação vitamínica e administração de antiinflamatórios e antibióticos
quando necessário. A profilaxia é feita com a correção do manejo e nutrição adequada.

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