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Semiologia das glândulas salivares

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Semiologia das glândulas salivares 
Semiologia das glândulas salivares 
O que é saliva? 
A saliva é uma mistura homogênea de 
secreções produzidas principalmente pelas 
glândulas salivares e pelas glândulas bucais 
menores, que desenham uma função dupla: 
participação no processo de digestão e 
facilitação da deglutição dos alimentos 
dentre outras. 
 
Glândulas salivares. 
É responsável pela produção e secreção de 
saliva, que umedece e protege a mucosa 
oral. 
A saliva também exerce ações 
anticariogênicas e imunológicas e participa 
da digestão dos alimentos e da fonação. 
EMBRIOLOGIA: 
Surgem como cavidades salientes do 
estomodo, que começa na 4ª semana. 
Normalmente, as parótidas aparecem 
primeiro (semana 4), seguidas de gl. 
Submaxilar (semana 6) e gl. Sublingual e gl. 
Salivar menor (semana 9) 
PRINCIPAIS E MAIORES: 
São as mais volumosas e constituem o 
verdadeiro órgão excretor PARÓTIDAS 
SUBMANDIBULAR SUBLINGUAL 
Parótidas: MAIORES TAMANHO, SENDO 
SOMENTE SEROSA - 50% FLUXO 
ESTIMULADO. 
As submandibulares, mista, e as 
sublinguais que produzem saliva mucosa. 
As glândulas salivares menores variam 
entre 450 e 750 espalhadas pela mucosa 
bucal, concentrando-se na face interna do 
lábio inferior e limite do palato duro e 
mole. 
O conduto excretor da glândula parótida é 
denominado ducto parotídeo, o da 
submandibular, ducto da submandibular e 
o da sublingual, ducto sublingual maior. 
Glândulas salivares menores: 
Linguais, labiais: secreção cerosa 
Bucais: secreções mucosas. 
Inervação: 
NERVO AURÍCULO TEMPORAL (ramo do 
mandibular V3): inervação parassimpática 
para parótida 
NERVO CORDA DO TÍMPANO (ramo do 
facial VII): parassimpática para 
submandibular e sublingual 
GÂNGLIO CERVICAL SUPERIOR: 
estimulação simpática submandibular: 
saliva mucosa 
NERVO CORDA DO TÍMPANO: estimulação 
simpática submandibular: saliva serosa. 
Funções da saliva: 
PROTEÇÃO E LUBRIFICAÇÃO DAS MUCOSAS 
Favorece a deglutição e a fala - Ação 
antibacteriana - Digestiva - Auxilia na 
percepção do paladar - Capacidade tampão 
- Remineralização do esmalte - Limpeza da 
boca - Retenção de próteses. 
Sabe-se que cerca de 47% da saliva 
excretada se dá por meio das glândulas 
salivares maiores, sendo a submandibular a 
que mais contribui para isso. 
PRODUÇÃO DE SALIVA = 0,85ml/min: 
Submandibular >>> parótida >> sublingual 
> salivares menores > ductos 
Maior no período da tarde 
Menor à noite 
Semiologia das glândulas salivares 
Menor nos idosos: Processo de 
envelhecimento ou efeito medicamentoso. 
HIPOSSALIVAÇÃO: Dieta - Hábitos (fumo, 
álcool, goma de mascar) - Estado 
emocional - Temperatura ambiente, 
umidade-Medicações (anticonvulsionantes, 
anti-espasmódicos, etc) - Doses de 
radiação. 
HIPERSSALIVAÇÃO: Presença de uma lesão 
na boca (especialmente as ulcerações) -
Dor, mastigação - Visão de alimentos -
Estímulos olfativos e gustativos 
SECREÇÃO E COMPOSIÇÃO SALIVAR: 
Principais eletrólitos: Cálcio, cloro, 
bicarbonato e fosfato inorgânico e Água 
Principais constituintes orgânicos: 
Amilase, albumina e gamaglobulinas e 
ureia. 
Potentes agentes antimicrobianos: 
Lisozima (causa lise das bac), 
lactoperoxidase, (atua contra bactérias, 
fungos e vírus.) Imunoglobulinas, 
lactoferrina (causa poros na bac), histatinas 
(cândida albicans) e os fluoretos. 
Mucinas salivares: As mucinas salivares são 
responsáveis pela lubrificação, proteção 
física, proteção contra a água e limpeza 
mecânica da mucosa bucal. 
O pH da saliva mista em indivíduos normais 
é em média de 6,6. 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA SALIVA: 
 A saliva é um líquido claro, viscoso, 
alcalino (pH entre 6 e 7), que contém em 
sua composição: 95% de água, 3% de 
substâncias orgânicas e 2% de sais 
minerais. Além disso, também apresenta 
dois tipos de secreção proteica: uma 
secreção serosa e rica em ptialina, que 
contribui para digestão do amido; outra 
secreção mucosa, que contém mucina, 
elemento lubrificante que facilita a 
mastigação e a passagem do bolo 
alimentar pelo esôfago através da 
deglutição. 
SECREÇÃO E COMPOSIÇÃO SALIVAR: 
O BICARBONATO é a principal substância 
de capacidade tampão 
Os microrganismos precisam de um pH 
BAIXO para garantir seu máximo 
crescimento 
A SALIVA interfere no tempo de coagulação 
e o coágulo na boca se forma mais 
rapidamente, porém sua solidez se reduz 
com o tempo, podendo ser desfeito. 
 Tumor, infecção ou 
inflamação das G.S? 
HISTÓRIA CLÍNICA: TEMPO DE 
EVOLUÇÃO: 
Lesão antiga com história de remissão e 
exacerbação indica: LESÃO de natureza 
INFLAMATÓRIA 
Lesão antiga, de crescimento contínuo e 
evolução lenta indício: NEOPLASIA 
BENIGNA ou MALIGNA DE BAIXO GRAU DE 
AGRESSIVIDADE 
Lesão de desenvolvimento recente com 
sintomatologia inflamatória aguda: 
Inflamação ou infecção 
Lesão de crescimento rápido e indolor: 
Indicativo de lesão maligna precoce 
Início da lesão: 
Os tumores costumam apresentar 
desenvolvimento gradual, indolor e 
contínuo. 
Se o desenvolvimento é rápido e doloroso, 
o diagnóstico de PROCESSO 
INFLAMATÓRIO é mais apropriado. 
No entanto, deve-se lembrar que muitos 
tumores com CRESCIMENTO RÁPIDO estão 
associados à INFECÇÃO SECUNDÁRIA e 
podem mascarar o diagnóstico. 
Semiologia das glândulas salivares 
QUADROS INFECCIOSOS: Presença de dor, 
exsudação, inflamação, febre, alteração no 
hemograma com desvio à esquerda. 
Muitos tumores têm crescimento insidioso 
e não apresentam sintomatologia até 
invadirem estruturas sensitivas próximas 
ou tornarem-se infectados quando, então, 
simulam o quadro anterior. 
Condições correlatadas: 
Histórias de outras condições associadas à 
queixa principal podem oferecer sugestão 
ou mesmo explicação do fenômeno 
presente. 
TUBERCULOSE em indivíduos da família: 
Pode explicar a ocorrência de corpos 
calcificados na região das glândulas 
salivares. 
ANESTESIAS GERAIS DE LONGA DURAÇÃO 
(emprego de antisialogogo). São 
pertinentes ao desenvolvimento de 
processos infecciosos das glândulas 
salivares. Ocorrência semelhante pode 
estar associada a estados caquéticos ou 
desidratantes. 
 Exame físico. 
PALPAÇÃO E INSPEÇÃO: 
EXAME SEMPRE DE FORMA BIDIGITAL OU 
DIGITOPALMAR 
IDENTIFICAÇÃO DE SIALOLITOS NÓDULOS 
TUMORAIS 
Os abscessos costumam denotar flutuação 
Os cistos são moles e flexíveis 
O endurecimento é típico das LESÕES 
MALIGNAS INVASIVAS, sendo sinal de que 
deve ser considerado diagnóstico até que 
se prove o contrário. 
Os CÁLCULOS são DUROS OU DENSOS, 
podendo apresentar irregularidades. 
As glândulas infectadas ou obstruídas, 
firmes e tensas. 
RESPOSTA SUBJETIVA – DOR: 
As inflamatórias costumam ser dolorosas e 
essa sensibilidade aumenta com a 
mastigação. 
Os tumores podem envolver estruturas 
sensitivas e tornarem-se dolorosos, mas a 
dor é um sinal tardio. 
Tumores benignos, malignos de baixo grau, 
precoces são insensíveis a não ser que a 
manipulação se estenda por longo tempo 
produzindo “formigamento’’. 
A SENSAÇÃO DE PARESTESIA é um sinal 
precoce que pode denunciar quando um 
tumor, especialmente os malignos, envolve 
o NERVO FACIAL. 
Ordenha: 
A estimulação bimanual da glândula ou 
ducto, seguida da observação da salivação, 
permite que o clínico investigue que tipo 
de conteúdo está sendo produzido. 
Diante de uma suspeita de sialoadenite 
bacteriana, pois o conteúdo excretado pela 
glândula será de uma secreção purulenta. 
 Redução da secreção salivar. 
HIPOSSALIVAÇÃO: Baixa produção e 
secreção salivar 
1. Induzida por radiação 
2. Farmacologicamente induzida 
3. Associada a condições sistêmicas 
XEROSTOMIA Sintoma ou sensação 
subjetiva de boca seca. 
Dificuldade para falar ou engolir os 
alimentos mais secos Elevado risco para 
lesões de cáries e infecções bucais 
HIPOSSALIVAÇÃO SEVERA: CANDIDOSE 
PSEUDOMEMBRANOSA -Manchas brancas 
e lesões de cárie incipientes