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SUMÁRIO 
FATO TÍPICO: DOLO E CULPA .............................................................................................................. 2 
Culpa ................................................................................................................................................ 2 
Conceito ........................................................................................................................................ 2 
Elementos do crime culposo ............................................................................................................. 2 
Conduta Voluntária ....................................................................................................................... 2 
Violação do Dever Objetivo de Cuidado ...................................................................................... 3 
Resultado Naturalístico Involuntário ............................................................................................ 3 
Nexo Causal .................................................................................................................................. 3 
Previsibilidade do Resultado ........................................................................................................ 3 
Tipicidade ..................................................................................................................................... 3 
 
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
 
 
 
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FATO TÍPICO: DOLO E CULPA 
CULPA 
CONCEITO 
Segundo	Jamil	Chaim	Alves1,	a	culpa	é	a	conduta	voluntária	e	consciente,	voltada	à	realização	de	
um	 determinado	 resultado,	 mas	 que	 provoca	 um	 resultado	 involuntário,	 apesar	 de	 previsível,	 que	
poderia	ser	evitado	com	a	devida	cautela.	
	
Há,	inclusive,	uma	definição	legal	prevista	no	art.	18,	II,	do	Código	Penal,	nos	seguintes	termos:	
	
Art.	18	-	Diz-se	o	crime: 	
(...)	
II	 -	 culposo,	 quando	 o	 agente	 deu	 causa	 ao	 resultado	 por	 imprudência,	
negligência	ou	imperícia.	
	
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 
O	crime	culposo	apresenta,	em	regra,	os	seguintes	elementos:	
	
	
	
	
Por	exemplo,	um	indivíduo,	atrasado,	dirige	seu	carro	(conduta	voluntária)	em	alta	velocidade	
(violação	do	dever	objetivo	de	cuidado).	Sem	conseguir	reduzir	a	velocidade	quando	o	sinal	fechou,	
acaba	 atingindo	 o	 veículo	 da	 frente,	 causando	 ferimentos	 no	 motorista	 (resultado	 naturalístico	
involuntário).		
	
Nessa	 situação,	 era	 previsível	 (previsibilidade	 objetiva)	 que	 a	 direção	 imprudente	 poderia	
causar	um	acidente	(nexo	causal),	assim,	o	indivíduo	responderá	pelo	crime	de	lesão	corporal	culposa	
(tipicidade).	
	
CONDUTA VOLUNTÁRIA 
No	 crime	 culposo,	 a	 vontade	 do	 agente	 se	 limita	 à	 prática	 de	 uma	 conduta	 perigosa	 e	 não	 ao	
resultado	naturalístico	produzido.	
	
 
1 Alves, Jamil Chaim. Manual de Direito Penal – Parte Geral e Parte Especial. Ed. JusPodivm, 2020. Pág. 250 
Conduta voluntária
Violação do dever objetivo de cuidado
Resultado naturalístico involuntário
Previsibilidade do resultado
Nexo causal
Tipicidade
 
 
 
3 
 
SITUAÇÃO	 HIPOTÉTICA:	 “A”,	 atrasado	 para	 uma	 reunião,	 dirige	 em	 alta	 velocidade	 e	 acaba	
causando,	involuntariamente,	um	acidente	de	trânsito.	
	
VIOLAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO 
Ocorre	quando	o	indivíduo	descumpre	as	regras	de	atenção	e	cautela	que	devem	ser	observadas	
por	toda	a	sociedade.	
	
RESULTADO NATURALÍSTICO INVOLUNTÁRIO 
No	crime	culposo,	o	resultado	tem	que	ser	involuntário,	do	contrário,	haveria	dolo	na	conduta	
do	agente.		
	
Assim,	se	o	resultado	é	involuntário,	em	regra,	o	crime	culposo	não	admite	tentativa.	
	
DÚVIDA: O crime culposo nunca admite tentativa? 
	
A	resposta	é	NÃO.	
	
A	culpa	imprópria	que	decorre	do	erro	de	tipo	inescusável	admite	a	modalidade	tentada.	
	
	
	
Em	regra,	os	crimes	culposos	são	crimes	materiais,	pois	é	necessária	a	ocorrência	do	resultado	
naturalístico,	ou	seja,	se	a	conduta	é	perigosa,	mas	não	causa	um	resultado	lesivo,	será	atípica.		
	
SITUAÇÃO	 HIPOTÉTICA:	 “A”,	 com	 pressa,	 dirige	 em	 alta	 velocidade,	 contudo,	 chega	 ao	 seu	
destino	sem	causar	nenhum	acidente.	
	
NEXO CAUSAL 
Tendo	em	vista	que	a	modalidade	culposa	exige	resultado	naturalístico,	há,	portanto,	o	nexo	
causal	entre	conduta	e	resultado.	
	
PREVISIBILIDADE DO RESULTADO 
O	resultado	involuntário	deve	ser	previsível	para	um	homem	médio,	ou	seja,	o	agente	pode	até	
não	ter	previsto	o	resultado,	mas	seria	algo	esperado	para	as	pessoas	comuns.	
	
TIPICIDADE 
O	crime	culposo	somente	pode	ser	punido	se	houver	previsão	legal	expressa,	caso	contrário,	o	fato	
será	atípico.	
	
REGRA
Não admite 
tentativa
EXCEÇÃO
Admite na 
culpa 
imprópria
 
 
 
4 
 
Nesse	sentido,	é	o	art.	18,	parágrafo	único,	do	Código	Penal:	
	
Art.	18,	Parágrafo	único	-	Salvo	os	casos	expressos	em	lei,	ninguém	pode	ser	
punido	por	fato	previsto	como	crime,	senão	quando	o	pratica	dolosamente.

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