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RAYANE AGUIAR – P5 
ESTÁTICA FETAL E MECANISMO DE PARTO 
* Atitude: atitude ou hábito fetal a relação das diversas partes do feto entre si. O feto se aloja na cavidade uterina em 
atitude de flexão generalizada. coluna vertebral encurvada no seu todo e a cabeça com o mento aproximado da face 
anterior do tórax, o que dá ao concepto a forma ovoide, o ovoide fetal, que apresenta então dois polos: o cefálico e o 
pélvico. 
* Situação: Denomina-se situação a relação entre os grandes eixos longitudinais fetal e uterino. Quando ambos se 
coincidem, a situação será longitudinal; quando perpendiculares, a situação é transversa; e, se cruzados, a situação 
será oblíqua ou inclinada. 
* Apresentação: É a região fetal que se localiza na área do estreito superior, ocupando-a em seu todo, e aí tende a 
insinuar-se. Até o 6o mês de gestação a cabeça é encontrada no fundo uterino, e depois, graças a essa rotação axial, 
o feto, por “cambalhota”, orienta o polo cefálico para as porções inferiores do órgão, e aí se mantém. 
Obs: À situação transversa corresponde sempre a apresentação córmica. Duas apresentações podem ocorrer na 
situação longitudinal – a do polo cefálico e a do polo pélvico –, e se denominam, respectivamente, apresentação 
cefálica e apresentação pélvica. 
Obs2: O polo cefálico pode apresentar-se fletido, com o mento próximo à face anterior do tórax ou dele se afastar em 
graus diversos de extensão. No primeiro caso, têm-se as apresentações cefálicas fletidas, e no segundo caso, as 
apresentações cefálicas defletidas: de 1o grau ou bregmáticas, de 2o grau ou de fronte, e na deflexão máxima, as de 
3o grau ou apresentação de face. 
Obs3: Se o polo pélvico no estreito superior, duas apresentações podem ocorrer: a apresentação pélvica completa 
(pelvipodálica), se as coxas e as pernas estão fletidas, e a apresentação pélvica incompleta (pélvica simples), também 
chamada modo de nádegas, quando, fletidas as coxas contra a bacia, as pernas se acham estendidas sobre a face 
anterior do tronco. 
Obs4: As linhas de orientação são: Sutura sagital, na apresentação cefálica fletida 
Altura das apresentações: Para expressar a altura da apresentação aconselha-se adotar o critério de DeLee: considerar 
o diâmetro biespinha ciática ou linha interespinhosa, como plano de referência “0” (zero). Quando a parte baixa da 
apresentação estiver a 1 cm acima do plano “0”, a altura é expressa como “–1”; 2 cm acima, como “–2” e assim 
sucessivamente até “–5”. Quando a parte mais baixa da apresentação ultrapassar de 1 cm o plano “0”, sua altura será 
“+1”; quando de 2 cm, “+2”, nomeando-se assim até “+5”. 
 
* Posição: posição esquerda ou 1a posição, quando o dorso fetal se acha voltado para o lado esquerdo materno, e 
posição direita ou 2a posição, quando o dorso se orienta para o lado direito. nas apresentações cefálicas fletidas, o 
dorso e o ponto de referência da apresentação se encontram no mesmo lado, ao passo que, nas defletidas, o dorso 
está em plano oposto ao ponto de referência fetal. 
RAYANE AGUIAR – P5 
ESTÁTICA FETAL E MECANISMO DE PARTO 
 
Variedades de posição: se define como a relação dos pontos de referência maternos e fetais. 
*Maternos: O púbis, as eminências ileopectíneas, as extremidades do diâmetro transverso máximo, a sinostose 
sacroilíaca e o sacro. 
 
*Fetais: São variáveis com as apresentações: 
-Lâmbda, nas apresentações cefálicas fletidas 
-Extremidade anterior do bregma, nas apresentações cefálicas defletidas de 1o grau (bregmáticas) 
-Glabela ou raiz do nariz, nas de 2o grau (fronte) 
-Mento nas de 3o grau (face) 
-Sacro, nas apresentações pélvicas. 
 
Nomenclatura obstétrica: designam-se, de maneira exata, a situação, a apresentação, a posição e a variedade de 
posição, tendo-se perfeito conhecimento da estática fetal. Tomando como exemplo a apresentação cefálica fletida, 
em occipital, as variedades de posição são: 
OP: occipitopubiana 
OEA: occípito-esquerda-anterior 
OET: occípito-esquerda-transversa 
OEP: occípito-esquerda-posterior 
OS: occipitossacra 
ODP: occípito-direita-posterior 
ODT: occípito-direita-transversa 
ODA: occípito-direita-anterior. 
 
Anatomia da cabeça do feto 
As suturas mais importantes são: 
-Sutura sagital, entre os parietais 
-Sutura metópica, interfrontal ou frontal média 
-Sutura coronária, entre os frontais e os parietais 
-Sutura lambdoide, entre os parietais e o occipital 
-Sutura temporal, entre os parietais e os temporais. 
As fontanelas são zonas membranosas, nos pontos de convergência de 3 ou 4 ossos e delas partem as suturas: 
-Fontanela bregmática (anterior, ou grande fontanela): tem configuração losangular 
-Fontanela lambdoide (posterior ou pequena fontanela): limitada pelo occipital e pelos parietais, apresenta morfologia 
relativamente triangular. 
-Fontanelas ptéricas ou ptérios (lateroanteriores) 
-Fontanelas astéricas ou astérios (lateroposteriores) 
 
 
 
 
 
 
RAYANE AGUIAR – P5 
ESTÁTICA FETAL E MECANISMO DE PARTO 
MECANISMO DE PARTO 
Sob o ponto de vista do mecanismo do parto, o feto é o móvel ou o objeto que percorre o trajeto (bacia), impulsionado 
pelo motor (contração uterina). 
-O estudo do mecanismo de parto é, em essência, o dos movimentos que a cabeça descreve, sob a ação das contrações 
uterinas, a transitar pelo desfiladeiro pelvigenital. 
-O trajeto ou canal do parto estende-se do útero à fenda vulvar – partes moles (segmento inferior do útero, cérvice, 
vagina, região vulvoperineal) –, sustentado pela cintura óssea – pequena bacia ou escavação. 
-O mecanismo do parto tem características próprias, que variam em seus pormenores de acordo com o tipo de 
apresentação e a morfologia da pelve. O único mecanismo fisiológico é o da apresentação cefálica fletida em bacia 
ginecoide. 
 
Os tempos do mecanismo do parto são: 
I. Insinuação 
II. Descida 
III. Rotação interna: anterior ; posterior ; transversa ; occiptopúbica 
IV. Desprendimento cefálico 
V. Rotação externa 
VI. Desprendimento do ovóide córmico 
 
* insinuação: é a passagem da maior circunferência da apresentação pelo estreito superior. Nessas condições, o ponto 
mais baixo da apresentação está à altura das espinhas ciáticas (plano “O” de DeLee). 
A variedade de posição mais frequente de insinuação é a occípito-esquerda-anterior (OEA). 
 
A insinuação ocorre por dois processos diferentes: 
Insinuação estática, processada na gravidez, em mais de 50% das primigestas. Flexão por aconchego no segmento 
inferior e na descida, conjuntamente com o útero, por tração dos ligamentos sustentadores do órgão e pressão das 
paredes abdominais 
Insinuação dinâmica, que surge no fim da dilatação cervical ou no início do período expulsivo nas multíparas. Flexão 
por contato com o estreito superior da bacia e descida à custa das contrações expulsivas. 
 
Na descida, a cabeça migra até as proximidades do assoalho pélvico, onde ocorre a rotação interna para occípitopúbica 
(OP); concomitantemente há a insinuação das espáduas. 
Uma vez colocado o suboccipital sob a arcada púbica, o desprendimento da cabeça ocorre por movimento de deflexão. 
O tempo imediato é a rotação externa da cabeça. 
Durante a descida das espáduas, há a sua rotação interna, colocando o ombro anterior sob a arcada púbica, ocorrendo, 
em seguida, o seu desprendimento. 
 
Assinclitismo: movimento entre os ossos parietais para diminuir o diâmetro da cabeça e facilitar a passagem. 
Trabalho de parto: 2 contrações de duração de 40 segundos cada, em um perído de 10 minutos.

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