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CRESCIMENTO	INTRAUTERINO	RESTRITO		
Última	revisão:	março	de	2018//	Estabelecido	em:	//				 	
		
Responsáveis	/	Unidade		
Francisco	Eduardo	de	Carvalho	Lima–	Médico	Preceptor	|	MOV		
Ana	Paula	Cabral	Almeida	–	Médica	Residente	|	MOV			
	
		
		
Validadores		
Comissão	de	Protocolos		da	Maternidade	Odete	Valadares		
		
		
				
		
Disponível	em	www.fhemig.mg.gov.br			
e	intranet		
		
	
	
INTRODUÇÃO	
	
O	crescimento	intrauterino	restrito	(CIUR)	é	uma	complicação	comum	durante	a	gestação,	sendo	causa	
de	 morbidade	 e	 mortalidade	 perinatal.	 Sua	 real	 definição	 permanece	 controversa	 devido	 a	
variabilidade	de	apresentação	clínica	e	a	melhor	forma	de	identificação	ainda	está	por	ser	definida.	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
OBJETIVOS	
			
O	protocolo	a	seguir	tem	como	função	sistematizar	o	diagnóstico	de	CIUR	e	as	condutas	da	instituição,	
na	tentativa	de	melhorar	os	resultados	perinatais.	
	
	
	
	
	
	
	
	
		
	
	
	
	
	
	
DIAGNÓSTICO		
	
• Confirmação	da	idade	gestacional	por	ultrassonografia	de	primeiro	trimestre	pela	medida	do	
comprimento	cabeça-nádega	(CCN)-	padrão-ouro-	ou	pela	biometria	fetal,	considerando	a	margem	
de	erro	descrita	na	tabela	abaixo:	
	
• Suspeita	clínica:	
o Medida	da	altura	uterina	em	todas	as	consultas	de	pré-natal	a	partir	de	26	semanas	
o Se	a	medida	da	altura	uterina	for	menor	que	o	percentil	10	para	a	idade	gestacional	
(conforme	tabela	abaixo),	é	necessária	a	realização	de	ultrassonografia	para	avaliação	do	
peso	fetal.	
	
• Diagnóstico	ultrassonográfico:	
o Identificação	dos	fetos	pequenos:	Peso	estimado	fetal	(PEF)	abaixo	do	percentil	10	
e	acima	do	percentil	3	(por	tabelas	de	peso	fetais-	sugere-se	a	tabela	de	Hadlock)	
o Detecção	dos	fetos	com	CIUR	dentre	os	pequenos:	
	
	
▪ Peso	abaixo	do	percentil	3,	independente	dos	resultados	do	Doppler	
▪ Peso	entre	os	percentis	3	e	10	com	pelo	menos	uma	das	alterações	abaixo:	
• Artéria	Uterina	(AUt)	com	índice	de	pulsatilidade	(IP)	acima	do	
percentil	95;	
• Artéria	Cerebral	Média	(ACM)	com	IP	abaixo	do	percentil	5;	
• Artéria	Umbilical	(AU)	com	IP	acima	do	percentil	95,	diástole	zero	
ou	reversa;	
• Relação	cerebroplacentária	(ACM/AU)	abaixo	do	percentil	5.	
o Classificação:	
▪ Feto	pequeno	para	a	idade	gestacional		
▪ CIUR	
• Estágio	I	
• Estágio	II	
• Estágio	III	
• Estágio	IV	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
SEGUIMENTO	
	
Fetos	pequenos	para	a	idade	gestacional:	
-	Ultrassonografia	a	cada	2	semanas	para	cálculo	do	peso	fetal	e	para	realização	do	Doppler	da	AU,	
ACM	e	relação	ACM/AU	
-	Doppler	da	AUt	a	cada	4	semanas	
-	Parto	com	40	semanas	(via	obstétrica)	
	
CIUR	Estágio	I:	
-	Diagnóstico:	
-	AU	com	IP	acima	do	percentil	95	
-	ACM	com	IP	abaixo	do	percentil	5	
-	Relação	ACM/AU	abaixo	do	percentil	5	
-	AUt	com	IP	médio	acima	do	percentil	95	
-	Peso	estimado	fetal	abaixo	do	percentil	3	
-	Conduta:	
-	Controle	ultrassonográfico	ambulatorial	semanal	
-	Indução	do	parto	com	monitorização	contínua	com	37	semanas	
-	ACM	com	IP	abaixo	do	P5:	50%	dos	fetos	evoluirão	para	cesariana	por	sofrimento	fetal	
	
CIUR	Estágio	II:	
-	Diagnóstico:	
-	AU	com	diástole	zero	
-	Conduta:	
	 -	Internação	hospitalar	
	 -	Cardiotocografia	(CTG)	diária		
-	Controle	ultrassonográfico	a	cada	2	dias		
-	Cesariana	eletiva	com	34	semanas	
	
	
	
	
	
CIUR	Estágio	III:	
-	Diagnóstico:	
-	AU	com	diástole	reversa		
-	DV	com	IP	acima	do	percentil	95	
-	Conduta:	
		 -	Internação	hospitalar	
		 -	CTG	duas	vezes	ao	dia	
-	Controle	ultrassonográfico	diário		
-	Cesariana	eletiva	com	30	semanas	
	
CIUR	Estágio	IV:	
-	Diagnóstico:	
-	Desacelerações	espontâneas	e	variabilidade	

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