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Patologia 
 
EVOLUÇÃO DA NECROSE 
 
- Após a necrose existem diferentes formas de evolução, e é 
importante ressaltar que um tipo não exclui o outro. 
1. REPARO POR REGENERAÇÃO 
 
➢ É a substituição do tecido morto (necrótico) por outro tecido com 
as mesmas características morfológicas e fisiológicas. 
 
➢ Esse tipo de regeneração ocorre quando a área de necrose é 
pequena, favorecendo a ação fagocítica dos neutrófilos e 
macrófagos. 
 
➢ Outro ponto importante é que esse processo só ocorre em 
tecidos constituídos por células lábeis ou quiescentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. REPARO POR CICATRIZAÇÃO 
 
➢ Substituição do tecido necrosado por tecido conjuntivo do tipo 
cicatricial - não apresenta a mesma funcionalidade das áreas que 
são regeneradas. 
 
➢ Ocorre quando a área de necrose é extensa. 
 
➢ Também pode ser uma forma de evolução de tecidos com células 
lábeis e quiescentes, dependendo do tamanho da área de lesão. 
 
➢ Tecidos com células perenes/permanentes só se reparam por 
cicatrização, independentemente do tamanho da lesão. 
 
OBS: Quando se trata do tecido nervoso o reparo 
ocorre por gliose (fibrilas gliais = projeções 
membranares dos astrócitos gemistocíticos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lâmina de tecido muscular estriado cardíaco. É possível notar células 
cardíacas remanescentes e tecido conjuntivo. 
3. REPARO POR ENCISTAMENTO 
 
➢ Formação de uma cápsula de tecido conjuntivo que encista a área 
necrosada, que será absorvida lentamente. 
 
➢ Ocorre quando o material necrótico é muito volumoso ou quando 
há fatores que impedem a migração de leucócitos (reação 
inflamatória apenas na periferia da lesão). 
 
➢ É uma área que eventualmente pode ser reparada por 
regeneração ou cicatrização. 
 
4. CALCIFICAÇÃO 
 
➢ Deposição de sais de cálcio no tecido necrótico - certos tipos de 
necrose tendem a calcificar como, por exemplo, a necrose 
caseosa. 
 
5. ELIMINAÇÃO 
 
➢ Ocorre a eliminação do tecido necrótico para fora do organismo 
por meio de estruturas canaliculares que se comunicam com o 
meio externo, sejam naturais (ex. brônquios - eliminação de 
material caseoso na tuberculose) ou fístulas (comunicações 
provocadas quando a necrose destrói uma área). 
 
Naturais: 
 
 
Fístulas: 
 
Necrose caseosa em linfonodo (linfoadenite), causada por 
Mycobacterium tuberculosis. Houve o rompimento da cápsula fibrosa 
do linfonodo que criou uma fistula, permitindo a comunicação com o 
meio externo. 
Tipos de células: 
- Perenes: não se multiplicam (SNC, músculo estriado 
esquelético e cardíaco); 
- Quiescentes: se replicam quando há estímulo (ex. fígado); 
- Lábeis: se replicam continuamente (medula óssea). 
 
 
Caroline Vasconcelos 
 
6. GANGRENA 
Resultado da ação de agentes externos sobre a necrose. 
➢ Gangrena seca: 
- A área necrótica perde água para o ambiente e fica seca, retraída e 
com aspecto mumificado. 
- A coloração negra é devido à impregnação da hemoglobina. 
- Frequente nas regiões terminais, nas extremidades. 
 
 
 
 
 
➢ Gangrena úmida / pútrida: 
- Quando o tecido necrótico se contamina com bactérias saprófitas. 
Normalmente são bactérias anaeróbicas e produzem enzimas 
proteolíticas e fosfolipases (digerem o tecido - heterólise). 
- A região fica com aspecto exsudativo. 
 
 
 
 
Área de gangrena seca e úmida 
 
➢ Gangrena gasosa: 
- Quando as bactérias contaminantes pertencem ao gênero 
Clostridium perfringes, pode haver a produção de gases. 
- Tem aspecto sero- sanguinolento, enfisematoso e gasoso, 
- A pele fica vermelho acastanhada, enegrecendo progressivamente. 
- A pele também fica tumefeita (presença de gases). 
 
OBS: a presença de um tipo de gangrena não exclui 
outro; pode ter 2 quadros no mesmo tecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caroline Vasconcelos