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Trilhas
da Matem‡tica
Componente curricular:
MATEMÁTICA
Ensino Fundamental:
ANOS FINAIS
Fausto Arnaud Sampaio
6Manual do
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Fausto Arnaud Sampaio
Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp-SP)
Especialista em Educação Matemática pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp-SP)
Professor da rede particular de ensino
1ª edição
São Paulo, 2018
naud Sampaio
Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual
Especialista em Educação Matemática pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp-SP)
Trilhas
da Matem‡tica
Componente curricular:
MATEMÁTICA
Ensino Fundamental:
ANOS FINAIS
6Manual d
o
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fe
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II MANUAL DO PROFESSOR
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Mirian Senra
Gestão de área: Julio Cesar Augustus de Paula Santos
Coordenação: Marcela Maris
Edição: Enrico Briese Casentini, Erika Di Lucia Bártolo,
Katia Takahashi, Luana Fernandes de Souza e Rodrigo Macena e Silva
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Márcia Pessoa
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa,
Carlos Eduardo Sigrist, Célia Carvalho, Daniela Lima, Flavia S. Vênezio,
Gabriela M. Andrade, Hires Heglan, Lilian M. Kumai, Luís M. Boa Nova,
Luiz Gustavo Bazana, Maura Loria, Patricia Cordeiro, Paula T. de Jesus,
Raquel A. Taveira, Rita de Cássia C. Queiroz, Sueli Bossi;
Amanda T. Silva e Bárbara de M. Genereze (estagiárias)
Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.)
e Daniel Hisashi Aoki (edição de arte)
Diagramação: Setup
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.),
Evelyn Torrecilla (pesquisa iconográfica)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Thiago Fontana (coord.),
Flavia Zambon (licenciamento de textos), Erika Ramires, Luciana Pedrosa Bierbauer,
Luciana Cardoso e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Dawidson França, Estúdio Lab 307, Estúdio Mil,
Hector Gómez, Luiz Fernando Rubio, Luis Moura,
Quanta Estúdio, Setup e WYM Design.
Cartografia: Eric Fuzii (coord.)
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Aurélio Camilo (proj. gráfico e capa),
Tatiane Porusselli e Gustavo Vanini (assist. arte)
Foto de capa: Aberu.Go/Shutterstock
Todos os direitos reservados por Saraiva Educação S.A.
Avenida das Nações Unidas, 7221, 1o andar, Setor A –
Espaço 2 – Pinheiros – SP – CEP 05425-902
SAC 0800 011 7875
www.editorasaraiva.com.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Julia do Nascimento - Bibliotecária - CRB-8/010142
2018
Código da obra CL 820680
CAE 631757 (AL) / 631758 (PR)
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento
Sampaio, Fausto Arnaud
Trilhas da matemática, 6º ano : ensino fundamental, anos
finais / Fausto Arnaud Sampaio. -- 1. ed. -- São Paulo :
Saraiva, 2018.
Suplementado pelo manual do professor.
Bibliografia.
ISBN: 978-85-472-3665-6 (aluno)
ISBN: 978-85-472-3666-3 (professor)
1. Matemática (Ensino fundamental). I. Título.
2018-0045 CDD: 372.7
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IIIMANUAL DO PROFESSOR
Caro professor,
Este Manual foi elaborado a fim de auxiliá-lo em seu trabalho docente com o uso desta coleção, promo-
vendo uma discussão sobre alguns aspectos da Educação Matemática e a maneira como eles se refletem
nas escolhas feitas para esta obra.
As orientações didáticas aqui apresentadas expressam a intenção da coleção de se alinhar com uma
educação preocupada com a formação cidadã dos alunos, em que a Matemática seja um instrumento
para o desenvolvimento cognitivo e atitudinal. Também destacamos o objetivo de atender aos requisi-
tos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), abrangendo o desenvolvimento das habilidades e das
competências da coleção.
Inicialmente apresentamos os aspectos gerais da coleção: as competências gerais da BNCC e as compe-
tências específicas de Matemática; nossos pressupostos teórico-metodológicos, como o uso da resolução de
problemas e a relação da Matemática com outras áreas de conhecimento; concepções de avaliação e algumas
formas de implementação no trabalho docente.
Ao longo de cada Unidade apresentamos as habilidades da BNCC que serão exploradas, gradativamente,
e alguns aspectos pedagógicos importantes no que diz respeito ao que se encontra na literatura acadêmica
sobre o ensino e a aprendizagem do conteúdo explorado. São também contempladas algumas dificuldades
encontradas por alunos e professores em relação ao tema trabalhado e, em alguns casos, as estratégias que
podem levar a melhores resultados. Além disso, algumas atividades propostas são analisadas abordando-se
encaminhamentos possíveis, ampliações e complementações.
Também apresentamos sugestões de leituras, vídeos, sites, jogos ou material pedagógico que lhe permitem
aprofundar o trabalho com a Unidade e proporcionar reflexões acerca do ensino de Matemática.
Lembramos que apenas com a mediação exercida pelo professor é possível atingir os objetivos propostos
nesta coleção e desejamos a você um trabalho de grandes realizações junto aos alunos.
Um abraço,
O autor
Apresenta•‹o
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IV MANUAL DO PROFESSOR
Orientações gerais .......................... V
Visão geral do Manual do Professor ....... V
Livro impresso .......................................... V
Material Digital ........................................ V
O ensino de Matemática nos anos
fi nais do Ensino Fundamental no
contexto da BNCC ..................................... V
Pressupostos teórico-metodológicos ..... VII
Resolução de problemas ....................... VII
O papel do professor ............................ VIII
Contextualização .....................................IX
O diálogo com outras áreas
de conhecimento .................................... XI
Objetivos da coleção ............................... XII
Para o professor ......................................XII
Para os alunos .........................................XII
Organização geral do
Livro do Estudante ................................. XIII
Distribuição dos conteúdos .................. XIII
Quadro de conteúdos .......................... XVI
Quadros com as habilidades da
Base Nacional Comum Curricular
previstas para cada ano ....................... XX
Estrutura do Livro do Estudante ........ XXV
Sumário
Encaminhamentos para o
trabalho com o aluno ........................ XXVIII
Trabalho colaborativo ........................ XXIX
Outros recursos didáticos ..................... XXX
Tecnologias digitais ............................. XXX
Jogos ................................................... XXXI
Avaliação em Matemática ................... XXXI
Elaboração de relatórios .................. XXXII
Observação das ações em sala
de aula ................................................XXXII
Aplicação de provas ......................... XXXIII
Autoavaliação .................................. XXXIII
Sugestões para a formação
continuada e o desenvolvimento
profi ssional docente .......................... XXXIII
Revistas e periódicos ........................ XXXIII
Órgãos governamentais,
grupos e instituições ....................... XXXIV
Sugestões de leitura ........................ XXXV
Sugestões de jogos e outras atividades ....XXXVI
Orientações .......................................... XLV
Bibliografi a e obras consultadas ........ XLVII
Reprodução do Livro do
Estudante do 6o ano ..........................1TRILHAS_MP_GERAL_PNLD2020_6ANO_IIaXVLIII.indd 4 10/23/18 8:17 AM
VMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Visão geral do Manual do Professor
O Manual do Professor tem o objetivo de fornecer subsídios
e orientações para o seu trabalho em sala de aula, desde a
etapa de planejamento das aulas, organização e sequen-
ciamento de conteúdos e atividades (propostas no Livro do
Estudante ou complementares) até a etapa de avaliação da
aprendizagem dos alunos, que, conforme veremos adiante,
não tem um fim em si mesma e deve servir para reorientar
o trabalho de planejamento e a implementação de novas
ações pedagógicas. O Manual do Professor é composto de
livro impresso e Material Digital para cada volume.
Livro impresso
O livro impresso apresenta orientações gerais para o
trabalho com a coleção e orientações específicas para cada
volume:
• Nas orientações gerais, são apresentados os objetivos,
a estrutura e a proposta teórico-metodológica adotada
na coleção, além de discussões sobre alguns recursos
didáticos e avaliação da aprendizagem dos alunos. Expli-
cita-se, também, a correspondência entre os conteúdos
do Livro do Estudante e os objetos de conhecimento e as
habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
desenvolvidos em cada volume.
• As orientações específicas do volume são encontradas
tanto nas páginas do Livro do Estudante (na cor para o
professor) como em torno delas (em um formato que se
assemelha a um “U”). Nelas há orientações didáticas e
respostas às atividades propostas para os alunos, além
da indicação das habilidades da BNCC que estão sendo
desenvolvidas, gradativamente, a cada novo tópico abor-
dado no Livro do Estudante. Nas orientações específicas
é possível encontrar também indicações para o uso de
recursos do Material Digital.
Material Digital
O Material Digital é composto de um texto de apresentação
inicial com os recursos disponíveis para o ano letivo, planos de
desenvolvimento bimestrais, sequências didáticas, propostas
de acompanhamento da aprendizagem e material audiovisual.
Esse conjunto de recursos tem o objetivo de colaborar para
a organização e o enriquecimento do seu trabalho em sala
de aula, uma vez que, entre outros elementos, apresenta:
• quadros bimestrais com os objetos de conhecimento e
habilidades que podem ser trabalhados em cada bimestre;
Orientações gerais
• sugestões de atividades recorrentes em sala de aula que
favoreçam o desenvolvimento das habilidades previstas
para o ano letivo;
• sugestões para a gestão da sala de aula;
• sequências didáticas com planejamento aula a aula e
objetivos de aprendizagem relacionados aos objetos de
conhecimento e habilidades previstos para o bimestre;
• propostas de projetos integradores com outros compo-
nentes curriculares;
• propostas de avaliação e fichas que podem auxiliar no
acompanhamento da aprendizagem dos alunos.
O ensino de Matemática nos anos finais do
Ensino Fundamental no contexto da BNCC
Em face das necessidades dos alunos de hoje, com base
em nossa experiência em sala de aula e em resultados de
pesquisas sobre Educação Matemática, buscamos oferecer um
material que colabore para que os alunos possam desenvolver
competências e habilidades necessárias à compreensão da
realidade e à atuação diante das demandas da sociedade atual.
As competências e as habilidades a serem desenvolvidas
ao longo dos anos finais do Ensino Fundamental tomam como
referência a BNCC:
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um docu-
mento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e
progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos
devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Edu-
cação Básica, de modo que tenham assegurados seus direitos
de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o
que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). [...]
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais
definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos es-
tudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que
consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de apren-
dizagem e desenvolvimento.
(BRASIL, 2017, p. 7-8)
Nesse documento, define-se competência como a “mo-
bilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos),
habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), ati-
tudes e valores para resolver demandas complexas da
vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mun-
do do trabalho.” (BRASIL, 2017). Destacamos a seguir as
10 competências gerais para a Educação Básica previstas
na BNCC, que perpassam todas as áreas de conhecimento,
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VI MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
articulando-se na construção de conhecimentos, no de-
senvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e
valores, conforme disposto na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB):
COMPETÊNCIAS GERAIS DA
EDUCAÇÃO BÁSICA
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e
digital para entender e explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma so-
ciedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abor-
dagem própria das ciências, incluindo a investigação,
a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criativi-
dade, para investigar causas, elaborar e testar hipó-
teses, formular e resolver problemas e criar soluções
(inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos
das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais, e também participar
de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-
-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora
e digital –, bem como conhecimentos das linguagens
artística, matemática e científica, para se expressar e
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos
em diferentes contextos e produzir sentidos que levem
ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de in-
formação e comunicação de forma crítica, significativa,
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as
escolares) para se comunicar, acessar e disseminar infor-
mações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais
e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe
possibilitem entender as relações próprias do mundo
do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, auto-
nomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações con-
fiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos
de vista e decisões comuns que respeitem e promovam
os direitos humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito local, regional e global,
com posicionamento ético em relação ao cuidado de si
mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e
emocional, compreendendo-se na diversidade humana
e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com au-
tocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito
ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valo-
rização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais,
seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem
preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabi-
lidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando
decisões com base em princípios éticos, democráticos,
inclusivos, sustentáveis e solidários.
(BRASIL, 2017, p. 9-10)
O ensino,em todas as áreas de conhecimento, deve visar
ao desenvolvimento dessas competências gerais como
maneira de atingir os objetivos da educação e ao aperfei-
çoamento da aprendizagem vista como um processo de
envolvimento em atividade intelectual, por meio da qual se
produzam pensamentos críticos e reflexivos.
Sobre o ensino de Matemática, destacamos que é uma
ação por meio da qual devem ser criadas condições que
possibilitem o desenvolvimento de modos de pensar, ao se
descobrir, reunir e dar sentido aos conteúdos. Desse modo,
deve ter o compromisso com competências e habilidades que
estimulem os alunos a raciocinar, representar, comunicar e
argumentar. Além disso, deve assegurar aos alunos reconhecer
que os conhecimentos matemáticos são fundamentais para
a compreensão e a atuação no mundo. Essas características
estão presentes nas 8 competências específicas de Matemá-
tica elencadas pela BNCC:
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE
MATEMÁTICA PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL
1. Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto
das necessidades e preocupações de diferentes culturas, em
diferentes momentos históricos, e é uma ciência viva, que
contribui para solucionar problemas científicos e tecnoló-
gicos e para alicerçar descobertas e construções, inclusive
com impactos no mundo do trabalho.
2. Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação
e a capacidade de produzir argumentos convincentes,
recorrendo aos conhecimentos matemáticos para com-
preender e atuar no mundo.
3. Compreender as relações entre conceitos e procedimentos
dos diferentes campos da Matemática (Aritmética, Álgebra,
Geometria, Estatística e Probabilidade) e de outras áreas
do conhecimento, sentindo segurança quanto à própria
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VIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
capacidade de construir e aplicar conhecimentos mate-
máticos, desenvolvendo a autoestima e a perseverança na
busca de soluções.
4. Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos
e qualitativos presentes nas práticas sociais e culturais,
de modo a investigar, organizar, representar e comunicar
informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las
crítica e eticamente, produzindo argumentos convincentes.
5. Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive
tecnologias digitais disponíveis, para modelar e resolver
problemas cotidianos, sociais e de outras áreas de conhe-
cimento, validando estratégias e resultados.
6. Enfrentar situações-problema em múltiplos contextos,
incluindo-se situações imaginadas, não diretamente
relacionadas com o aspecto prático-utilitário, expressar
suas respostas e sintetizar conclusões, utilizando diferentes
registros e linguagens (gráficos, tabelas, esquemas, além
de texto escrito na língua materna e outras linguagens
para descrever algoritmos, como fluxogramas, e dados).
7. Desenvolver e/ou discutir projetos que abordem, sobretudo,
questões de urgência social, com base em princípios éticos,
democráticos, sustentáveis e solidários, valorizando a
diversidade de opiniões de indivíduos e de grupos sociais,
sem preconceitos de qualquer natureza.
8. Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhan-
do coletivamente no planejamento e desenvolvimento de
pesquisas para responder a questionamentos e na busca de
soluções para problemas, de modo a identificar aspectos
consensuais ou não na discussão de uma determinada
questão, respeitando o modo de pensar dos colegas e
aprendendo com eles.
(BRASIL, 2017, p. 265)
As competências são trabalhadas em torno das cinco
grandes unidades temáticas (Números, Álgebra, Geometria,
Grandezas e medidas e Probabilidade e estatística) nas quais
a BNCC organiza os conhecimentos escolares da área de
Matemática. Tais competências são desenvolvidas por meio
das habilidades e dos objetos de conhecimento (conteúdos,
conceitos e processos) indicados para cada ano.
Pressupostos teórico-metodológicos
A BNCC cita os processos matemáticos de resolução
de problemas, de investigação, de desenvolvimento de
projetos e da modelagem como formas privilegiadas de
atividades matemáticas. O documento destaca que esses
processos podem ser vistos ao mesmo tempo como objeto
e estratégia para aprendizagem ao longo de todo o Ensino
Fundamental.
Buscamos viabilizar um trabalho com a resolução de proble-
mas sob diferentes perspectivas; com seções que propiciam o
desenvolvimento de estratégias para a resolução de problemas;
seções em que os conteúdos e os procedimentos estudados
são aplicados na resolução de problemas relacionados a eles;
e, sempre que possível, propondo situações na apresentação
ou no desenvolvimento de um conteúdo que buscam mobilizar
conhecimentos por meio da resolução de problemas.
O trabalho com a resolução de problemas estimula no aluno
uma postura de protagonista perante situações de aprendiza-
gem, mas, para que ele se desenvolva desse modo, é preciso
que o professor atue como mediador do conhecimento, ciente
de sua autonomia para decidir como relacionar o conhecimento
atual do aluno com o novo conhecimento a ser aprendido e
como fazer uso desse conhecimento em classe.
Uma forma de “tirar” o aluno de uma condição de expecta-
dor passivo é envolvê-lo em situações contextualizadas, que
agucem sua curiosidade e permitam que ele estabeleça uma
rede de relações articuladas a esse conhecimento. A história
da Matemática, por exemplo, pode oferecer contextos férteis
para o desenvolvimento de certos conteúdos.
A busca pela formação integral do aluno exige mais do
que a simples transmissão de conhecimentos por parte do
professor e o acúmulo de informações por parte dos alunos;
o aluno deve ser capaz de transferir a habilidade de resolver
problemas para os contextos do mundo social. Para isso, não
basta ter ciência dos conhecimentos matemáticos, é neces-
sário relacionar os saberes de diferentes áreas. Na coleção,
apresentamos diferentes situações contextualizadas em rela-
ção ao cotidiano, a outras áreas de conhecimento e à própria
Matemática, oferecendo oportunidades para que o professor
explore a integração entre componentes curriculares e, se
for possível, proponha um trabalho interdisciplinar junto aos
alunos e a outros professores da escola.
Resolução de problemas
Embora pareça redundante falar de resolução de proble-
mas em Matemática, pretendemos discutir o seu papel de
modo mais amplo, considerando-a mais que a busca pela
solução matemática de um problema.
A definição de problema permite delimitarmos a natu-
reza dos problemas a serem investigados. De acordo com
Onuchic (1999), problema é “tudo aquilo que não se sabe
fazer, mas que se está interessado em resolver” (p. 215),
considerando ainda que “o problema não é um exercício no
qual o aluno aplica, de forma quase mecânica, uma fórmula
ou uma determinada técnica operatória [...]” (p. 215). Nessa
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VIII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
perpectiva, problemas são atividades que permitem ao aluno
observar, elaborar hipóteses, relacionar dados e mobilizar
recursos anteriormente aprendidos em um novo contexto,
produzindo conhecimentos e aprendizados.
O papel da resolução de problemas na Educação Mate-
mática tem basicamente se orientado por três diferentes
perspectivas:
• ensinar sobre resolução de problemas, ou seja, como um
conteúdo ou ramo do saber;
• ensinar para a resolução de problemas, em que o foco
concentra-se na aplicação de conteúdos da Matemática;
• ensinar por meio da resolução de problemas, como um
modo de ensinar Matemática.
Essas diferentes perspectivas relacionam-se a diferen-
tes concepções sobre a resolução de problemas, ora como
um objetivo, ora como um processo em que se analisam as
estratégias desenvolvidas pelos alunos, ora como um ponto
de partida em que se apresentao problema como desenca-
deador de um processo de construção de conhecimento.
Na década de 1980, quando o Movimento da Matemática
Moderna perdeu força devido à percepção de que o rigor e
a linguagem formal não trouxeram o efeito esperado para a
aprendizagem, Krulik e Reys (2010) lançaram o livro anual
do Conselho Nacional dos Professores de Matemática dos
Estados Unidos (NCTM), inteiramente dedicado à resolução
de problemas. Em diversos artigos desse livro abordava-se a
importância das heurísticas, ou seja, dos métodos e proces-
sos criados para se resolver um problema, destacando-se o
ensinar sobre resolução de problemas. A justificativa para
essa abordagem é o fato de que pesquisas já apontavam
que o domínio de conteúdos matemáticos não assegura ao
aluno ser um bom solucionador de problemas.
A ênfase nas heurísticas no ensino de Matemática remonta
aos trabalhos de George Polya (1887-1985), que escreveu um
dos capítulos da obra A arte de resolver problemas, no qual
apresentava um roteiro geral de resolução, que consistia em:
compreender o problema, elaborar um plano ou estratégia de
resolução, executar o plano e analisar a solução obtida. Essa
abordagem da resolução de problemas exige que os alunos
estabeleçam conexões entre as heurísticas e seu repertório
de conceitos e procedimentos. Ela também representa um
avanço em relação à concepção de que os alunos devem
meramente aprender determinadas técnicas, algoritmos e
procedimentos e repeti-los em listas com grande número de
exercícios similares. Em determinados momentos buscamos
viabilizar um trabalho com a resolução de problemas como
um conteúdo.
A abordagem de ensinar para a resolução de problemas
enfatiza a aplicabilidade da Matemática, seus conceitos e
procedimentos para resolver problemas, possibilitando aos
alunos utilizar, em diferentes contextos, o que foi aprendido,
em geral após a apresentação de um novo conteúdo. Em nossa
coleção, há problemas que se relacionam mais diretamente
ao conteúdo anteriormente apresentado, e problemas mais
complexos, que mobilizam diferentes conceitos e procedi-
mentos em sua resolução.
A abordagem em que um problema é apresentado como
desencadeador de um processo de construção de conheci-
mento vincula-se a uma visão de que o aluno deve ser um
agente que participa ativamente da construção do saber,
uma vez que, diante de um problema que não sabe resol-
ver, o sujeito terá de construir as ferramentas para a sua
resolução. Esse processo envolve a elaboração e o teste de
conjecturas, a busca por estratégias apropriadas à resolução
do problema em estudo, a observação de regularidades, o
uso de raciocínios indutivos e sua posterior validação por
meio da ideia de demonstração ou prova matemática. Por
ser a abordagem que mais aproxima o aluno do pensar ma-
tematicamente, sua utilização em sala de aula exige uma
conjunção dos seguintes fatores:
• o professor colocar-se como um mediador das situações
de aprendizagem, e não como o único detentor do saber
e da estratégia “correta” de resolução de um problema;
• o aluno ser encorajado a assumir uma postura ativa e
comprometida com o seu aprendizado, visto que o per-
curso da construção do saber pelo aluno está sujeito
a diferentes ritmos, a retomadas e a avanços próprios
para cada pessoa.
Sempre que possível, as situações propostas na apre-
sentação de um conteúdo e em algumas atividades foram
concebidas com base nessa ideia de resolução de problemas.
Diante das diferentes possibilidades de trabalhar a re-
solução de problemas em sala de aula, um aspecto impor-
tante a ser considerado é a relação entre professor, aluno
e situação-problema.
O papel do professor
Uma obra didática elege, organiza e propõe abordagens dos
diferentes conteúdos para que a apropriação do conhecimento
pelo aluno possa ser intermediada pelo professor.
Assim, o professor precisa estar ciente de seu papel nesse
processo e recorrer ao livro como uma possibilidade de traba-
lho para que as aulas planejadas atinjam seus objetivos. De
acordo com Brousseau (1996a, p. 38-39):
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IXMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
O trabalho do professor é, em certa medida, o inverso do
investigador, uma vez que ele tem de produzir uma recontex-
tualização dos conhecimentos. Estes transformar-se-ão no
conhecimento de um aluno, ou seja, numa resposta bastante
natural a condições relativamente particulares, condições
indispensáveis para que eles tenham algum sentido para
ele. Cada conhecimento tem de nascer da adaptação a uma
situação específica, [...]
– O professor tem, pois, de simular na sua aula uma micros-
sociedade científica, se quer que os conhecimentos sejam meios
econômicos para colocar boas questões e resolver debates, se
quer que as linguagens sejam meios para dominar situações
de formulação e que as demonstrações sejam provas.
– Mas tem também de dar aos seus alunos meios para des-
cobrir, nessa história particular que os fez viver, aquilo que é o
saber cultural e comunicável que se pretendeu ensinar-lhes. Por
sua vez, os alunos têm de redescontextualizar e redespersona-
lizar o seu saber, e têm de fazê-lo por forma a identificarem a
sua produção com o saber em curso na comunidade científica
e cultural da sua época.
– Trata-se, evidentemente, de uma simulação, que não é a
“verdadeira” atividade científica, da mesma maneira que o saber
apresentado de forma axiomática não é o “verdadeiro” saber.
Nessa perspectiva, podemos observar que o papel do
professor se divide em duas fases: na primeira ele deve fazer
com que os alunos vivenciem um conhecimento a partir de
uma situação que lhes seja familiar e que parte dos alunos
produza uma resposta razoável; depois o professor deve
transformar esta “resposta razoável” em um conhecimento
descontextualizado reconhecido externamente. Ainda segundo
Brousseau (1996a, p. 55):
Para o professor, é grande a tentação de pular estas duas fases
e ensinar diretamente o saber como objeto cultural, evitando
este duplo movimento. Neste caso, apresenta-se o saber e o
aluno se apropria dele como puder.
Para cumprir seu papel, o professor pode fazer as esco-
lhas que considerar adequadas durante a utilização do livro
didático, visando ao aproveitamento das características do
material, incorporando sua experiência e conhecimento ao
selecionar sequências apropriadas e coerentes com o seu
planejamento de ensino, prevendo também a utilização de
outros recursos. Em resumo, nessa perspectiva o professor
tem um papel que consiste em observar as dificuldades dos
alunos e auxiliá-los em seus percursos de aprendizagem,
encorajando-os a questionar, refletir, trocar ideias, pesquisar
e desenvolver a autonomia.
Contextualização
Um aspecto de grande relevância no âmbito da Educação
Matemática é a contextualização das situações de aprendizagem.
Na década de 1960, o psicólogo inglês Peter Wason de-
senvolveu um teste que mostra o papel da contextualização
sobre a cognição humana. A seguir, apresentamos uma versão
adaptada desse teste. Tente resolvê-lo:
Primeiro problema
Imagine que você tenha à sua frente quatro cartões, nos
quais em uma face está escrita uma letra do alfabeto e na
face oposta, um número. Digamos que as faces visíveis dos
cartões sejam as mostradas a seguir:
A G 3 6
Em seguida, é solicitado a você que vire os cartões, que
devem atender à seguinte regra: “Na face oposta àquela que
tem uma vogal deve haver um número par.”.
A sua tarefa é determinar quais desses cartões devem
obrigatoriamente ser virados para se ter certeza de que a
regra está sendo cumprida.
Resolução
• O cartão com a letra A deve ser verificado, pois, se na face
oposta tiver um número ímpar, a regra foi quebrada.
• O cartão com o número 3 deve ser verificado, pois, se na
face oposta tiver uma vogal, a regra foi quebrada.• O cartão com a letra G não precisa ser verificado, pois a
regra não diz nada sobre cartões com consoantes.
• O cartão com o número 6 não precisa ser verificado, pois
se na face oposta tiver uma vogal, a regra está sendo
cumprida, e se tiver uma consoante, nada foi dito na regra
sobre cartões com consoantes.
Portanto, os cartões que devem ser verificados são os
cartões com a letra A e com o número 3.
Segundo problema
Em uma festa, você é o responsável por fiscalizar se nenhum
menor de idade está ingerindo bebida alcoólica. Em determi-
nado momento, são apresentadas a você quatro pessoas:
• a primeira delas é menor de idade, mas você não sabe qual
é a bebida em seu copo;
• a segunda pessoa está bebendo uma bebida alcoólica,
mas você não sabe a idade dela;
• a terceira pessoa está bebendo suco de laranja, mas você
não sabe a idade dela;
• a última pessoa é maior de idade, mas você não sabe o
que ela está bebendo.
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X MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
A sua tarefa é certificar-se de que a regra está sendo cum-
prida: quais pessoas você deve, obrigatoriamente, verificar
o que está bebendo (no caso de saber se a pessoa é maior
de idade ou menor de idade) ou verificar a idade (no caso de
saber o que está bebendo)?
Resolução
• A pessoa menor de idade deve ter o conteúdo do copo ve-
rificado, porque se estiver consumindo bebida alcoólica,
a regra foi quebrada.
• A pessoa que está ingerindo bebida alcoólica dever ter a
idade verificada, porque, se ela for menor de idade, a regra
foi quebrada.
• A pessoa que está bebendo suco de laranja não precisa
ter a idade verificada, porque, independentemente de sua
idade, ela não estará violando a regra.
• A pessoa que é maior de idade não precisa ter o conteúdo
do copo verificado, porque, independentemente do que
estiver bebendo, ela não estará violando a regra.
Os resultados do Teste de Wason indicam que, de modo
geral, as pessoas consideram o primeiro problema mais difícil
de resolver do que o segundo. Entretanto, do ponto de vista
lógico, os problemas são equivalentes, pois podemos fazer a
seguinte correspondência entre eles:
– Cartão com uma vogal – Ingerir bebida alcoólica
– Cartão com uma consoante – Ingerir suco de laranja
– Cartão com um número par – Pessoa maior de idade
– Cartão com um número ímpar – Pessoa menor de idade
Se os problemas são equivalentes, podemos nos perguntar:
Por que as pessoas, em geral, consideram o primeiro mais
difícil do que o segundo?
No primeiro problema, em que temos cartões com vogais
e números, por mais que lidemos com eles constantemente,
a situação não tem relação com o cotidiano e com a vivên-
cia das pessoas, ou seja, não são contextualizadas. Já no
segundo, a situação se refere a algo que pode ocorrer no
cotidiano, sendo, portanto, menos abstrata e mais fácil de
compreender e de resolver.
De acordo com Pavanello (2006, p. 34), o uso de situações
contextualizadas significa:
[...] uma elaboração humana, realizada a partir de neces-
sidades impostas pela realidade num determinado contexto
histórico e social, o processo de ensinar/aprender Matemática
passa a ser concebido como aquele no qual o aprendiz constrói
o conhecimento a partir de sua própria atividade cognoscitiva,
atividade esta que se apoia nos conteúdos. [...]
No ensino de Matemática, em particular, dada a organização
de seus saberes de forma hierarquizada e formal, as mudanças
para promover um ensino que leve em consideração o pano
de fundo histórico e social ganhou diversos defensores, como
D’Ambrósio (2001, p. 76), para quem:
[...] contextualizar a Matemática é essencial para todos.
Afinal, como deixar de relacionar os Elementos de Euclides
com o panorama cultural da Grécia Antiga? Ou a adoção
da numeração indo-arábica na Europa como florescimento
do mercantilismo nos séculos XIV e XV? E não se pode
entender Newton descontextualizado. Alguns dirão que a
contextualização não é importante e que o importante é re-
conhecer a Matemática como a manifestação mais nobre do
pensamento e da inteligência humana [...] e assim justificam
sua importância nos currículos.
Diversas questões vieram à tona à medida que ações
com vistas a um ensino de Matemática mais contextualizado
ganharam força:
• Como contextualizar em Matemática?
• Todos os conteúdos matemáticos são passíveis de ser
contextualizados?
• Quais efeitos indesejáveis a contextualização dos conteú-
dos matemáticos tem trazido ao ensino de Matemática?
• Não corremos o risco de tornar a Matemática um acessório
ou apêndice de suas aplicações práticas e utilitárias?
Todas essas questões são pertinentes e têm sido objeto
de artigos, pesquisas e discussões. Entretanto, para além
delas, não se pode perder de vista um aspecto importante
para o movimento que se deu a favor da contextualização:
a constatação de que o extremo oposto a ela era um ensino
com base em procedimentos mecânicos e repetitivos, que
valorizava a memorização de conceitos, técnicas e procedi-
mentos, e desse modo tinha pouco significado para grande
parte dos alunos.
As críticas citadas chamam a atenção ao que muitas vezes
se tem apontado como um equívoco: confundir contextualiza-
ção com o cotidiano imediato, o que pode levar ao simplismo,
ao uso de aplicações equivocadas da Matemática em relação
a determinados temas e à artificialidade de algumas delas. O
que se pretende é situar o conhecimento em estudo em uma
rede de relações articuladas a esse conhecimento, permitin-
do que na interação com elas o aluno construa significados
e se aproprie desse saber. Assim, é importante considerar
que o contexto incorpora ideias relacionadas a determinada
situação ou ação e não se reduz ao cotidiano e às experiências
vivenciadas pelos alunos. Apropriando-se, em sala de aula, de
um conceito matemático, os alunos passam a compartilhar
com o professor e os colegas um novo contexto relacionado
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XIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
ao tema, que incorpora elementos antes desconhecidos por
eles, como simbologias, termos matemáticos, algoritmos e
outros, e que pode ser considerado uma base significativa
para novos aprendizados e novas investigações.
É possível trabalhar a contextualização a partir de dife-
rentes abordagens:
• Questões próprias da Matemática podem servir de
interessante contexto para a introdução de um novo
tema, pois permitem ao aluno avaliar as suas primeiras
ideias sobre ele, observar a “resistência” do problema
diante da abordagem apresentada, elaborar ideias e
procedimentos, incorporá-los ao conhecimento anterior,
superá-lo e, enfim, construir uma nova compreensão
sobre ele.
• Problemas relacionados à sua história também podem
ser contextos adequados para a abordagem de um novo
conteúdo, pois mostram a insuficiência do conheci-
mento estabelecido até então para sua compreensão,
oferecendo aos alunos a oportunidade de confrontar-se
com os meios e as técnicas disponíveis, romper ou
superar conceitos preestabelecidos, favorecendo a
atribuição de significado às suas ações.
Procuramos propor situações contextualizadas na apre-
sentação dos conteúdos, em diferentes atividades e nas
seções finais da Unidade.
História da Matemática
A apresentação dos resultados da Matemática, em abor-
dagens tradicionais, como uma sequência encadeada de
raciocínios logicamente organizados, em uma linguagem
formal, pode ocultar o processo de sua construção, uma
produção humana que sofreu as influências do tempo e do
contexto histórico e social. Segundo a BNCC, é importante
incluir a história da Matemática como recurso que pode des-
pertar interesse e representar um contexto significativo para
aprender e ensinar Matemática.
Usar a história da Matemática como recurso ao ensino de
Matemática, de acordo com Fauvel e Maanen (2000),pode
contribuir para:
• aumentar a motivação dos alunos para a aprendizagem
da Matemática;
• permitir aos alunos compreender como os conceitos ma-
temáticos se desenvolveram;
• contribuir para a mudança na forma como os alunos per-
cebem a Matemática;
• oferecer situações que permitem a investigação em Ma-
temática.
O uso de problemas historicamente situados em ativida-
des em sala de aula está alinhado com a ideia de construção
do saber e permite aos alunos compreender a produção do
conhecimento matemático como um processo investigativo e
dinâmico, sujeito a reelaborações, refinamentos e validações,
intrinsecamente vinculado às condições socioculturais do
tempo em que ocorre.
Incentivar os alunos a recuperar esses elementos em
situações didaticamente preparadas para tal fim propicia o
desenvolvimento de atitudes favoráveis ao ensino e à apren-
dizagem da Matemática de modo geral.
Nesta coleção, procuramos propor situações que abordam
a história da Matemática ao longo das unidades. Elas podem
aparecer, por exemplo, em aberturas de Unidade, nas seções
de atividades e nas seções Saiba mais.
O diálogo com outras áreas de conhecimento
O ensino de Matemática foi, durante o período em que
predominou o Movimento da Matemática Moderna, pautado
pela apresentação dos conteúdos matemáticos encerrados
em si mesmos, uma vez que o foco era o estudo dos objetos
matemáticos como parte de uma estrutura formal, sem levar
em consideração a relação do saber matemático com outros
componentes curriculares ou o meio sociocultural.
O diálogo com outras áreas de conhecimento relaciona-se
com a contextualização e pode permitir a realização de trabalhos
interdisciplinares, ou seja, trabalhos que rompam as barreiras
que separam os diferentes componentes curriculares.
Sobre a interdisciplinaridade é importante ressaltar que
ela vai além da mera integração de disciplinas, pois
[...] a integração poderia acontecer em aspectos parciais
como: confronto de métodos, teorias-modelo ou conceitos-
-chave das diferentes disciplinas, ao passo que, delimitando
mais rigorosamente o conceito de interdisciplinaridade,
conclui-se que esta seria um passo além dessa integração,
ou seja, para que haja interdisciplinaridade deve haver
uma “sintonia” e uma adesão recíproca, uma mudança de
atitude frente a um fato a ser conhecido; enfim, o nível
interdisciplinar exigiria uma “transformação”, ao passo
que o nível de integrar exigiria apenas uma “acomodação”.
(FAZENDA, 2011, p. 87)
A interdisciplinaridade não propõe abandonar o ensino por
meio de disciplinas, mas criar condições para que o ensino se
dê considerando as relações entre as disciplinas, tendo como
pano de fundo os problemas do mundo real. Longe de ser uma
ação simples de realizar, ela exige, segundo Fazenda (2011),
a superação de uma série de obstáculos:
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XII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
• psicossociológicos e sociais: desconhecimento sobre
interdisciplinaridade, ausência de uma formação especí-
fica, receio de perda de prestígio pessoal, acomodação
a uma prática pedagógica já estabelecida;
• metodológicos: trabalhar de forma interdisciplinar
implica refletir sobre o modo de desenvolvimento dos
conteúdos em cada disciplina, as concepções sobre os
objetivos gerais da educação, o tipo de aluno que se
deseja formar, etc.;
• quanto à formação: no trabalho interdisciplinar, o con-
teúdo deve ser abordado em um processo no qual o
diálogo entre as áreas seja constante;
• materiais: trabalhar de forma interdisciplinar requer
planejamento de espaço, tempo, recursos materiais e
previsão de orçamento para sua aquisição.
Trabalhar por meio da interdisciplinaridade pressupõe
investigação e análise de uma situação, o que incentiva
o aluno a indagar, elaborar hipóteses, confrontar teorias
com os dados obtidos, testar hipóteses, enunciar novas
questões.
Na realização de trabalhos interdisciplinares, busca-se
a transferência de aprendizagem, ou seja, a aplicação de
um conhecimento a outras situações, o que pode ocorrer
não apenas por influência das habilidades cognitivas,
mas também pelos aspectos culturais e psicológicos dos
alunos. Nesse processo, eles constroem significados para
os conceitos e conhecimentos trabalhados e os ampliam
em uma nova rede de relações. Em resumo, não aprendem
apenas sobre os conceitos de Matemática e das áreas
relacionadas ao tema da investigação.
Um trabalho interdisciplinar não se resume a uma sim-
ples justaposição de disciplinas que abordam o tema
em discussão; ele pressupõe o envolvimento de alunos
e professores em um processo dinâmico com base nas
interações entre os sujeitos. Por esse motivo, a promoção
de um trabalho interdisciplinar em uma obra didática pode
apresentar limitações inerentes a suas características,
sendo sua implementação dependente das ações de toda
a comunidade escolar: professores, alunos, direção, etc.
Sempre que possível, apresentamos atividades e seções
propostas no Livro do Estudante que podem ser oportunida-
des para a realização de um trabalho integrado com outros
componentes curriculares, com potencial para se tornar
um trabalho interdisciplinar. Nas orientações específicas
deste manual também é possível encontrar sugestões para
a realização de um trabalho dessa natureza.
Objetivos da coleção
Obras didáticas são instrumentos pedagógicos a que o
professor pode recorrer para viabilizar os objetivos gerais
da educação e, em particular, os objetivos específicos do
ensino de Matemática. Entretanto, cada obra se vale de suas
peculiaridades e características para atingir os objetivos da
proposta didático-pedagógica a que se propõe:
Para o professor
• Oferecer um material didático de Matemática para os anos
finais do Ensino Fundamental atualizado e consoante com
o que propõe a Base Nacional Comum Curricular em rela-
ção às aprendizagens essenciais e ao desenvolvimento
gradativo de competências e habilidades por parte dos
alunos ao longo da Educação Básica.
• Proporcionar situações que favoreçam o trabalho docen-
te para uma aprendizagem significativa de conceitos e
procedimentos pelos alunos.
• Contribuir para o desenvolvimento de um trabalho pautado
na construção do conhecimento matemático.
• Possibilitar o desenvolvimento de trabalhos em conexão
com outras áreas de conhecimento por meio de textos,
seções e atividades que incentivem tal prática.
• Fornecer situações que permitam relacionar diferentes
campos da Matemática.
• Auxiliar a formação docente incorporando ao Manual do
Professor discussões recentes das pesquisas em Edu-
cação Matemática.
Para os alunos
• Desenvolver atitudes favoráveis em relação à aprendi-
zagem.
• Valorizar o trabalho colaborativo, de atitudes éticas e de
respeito à diversidade cultural.
• Reconhecer a Matemática como um instrumento para a
inserção cidadã na sociedade, tanto por seu caráter for-
mativo como por permitir uma leitura crítica da realidade.
• Reconhecer a Matemática como uma criação humana em
constante evolução, cujos conceitos e procedimentos
são historicamente situados.
• Responder a questionamentos que buscam confrontar o
próprio conhecimento com o saber sistematizado envol-
vido na resolução de situações-problema, promovendo
reflexões e a elaboração de novos saberes.
• Estabelecer relações entre diferentes campos da Matemá-
tica e entre a Matemática e outras áreas de conhecimento.
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XIIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
• Desenvolver diferentes modalidades de raciocínio (indu-
tivo, dedutivo, recursivo, etc.) e utilizá-las para resolver
problemas.
• Comunicar-se matematicamente, apropriando- se, grada-
tivamente, da linguagem matemática formal.
Organização geral do Livro do Estudante
Esta coleção é composta de 4 volumes, do6O ano ao 9O
ano. Cada um desses volumes contém um número variado
de unidades e cada Unidade está dividida em capítulos, que
estão subdivididos em tópicos.
A seguir, apresentamos o modo como os conteúdos estão
distribuídos ao longo dos 4 volumes e a estrutura do Livro
do Estudante, com as propostas das seções e boxes.
Distribuição dos conteúdos
Os objetos de conhecimento das cinco unidades temá-
ticas (Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas
e Probabilidade e estatística) dos anos finais do Ensino
Fundamental estão presentes em todos os volumes e seu
estudo é retomado e ampliado, a cada ano, em diferentes
níveis de aprofundamento, conforme indicam as habilidades
propostas na BNCC.
É importante ressaltar que, embora cada Unidade de um
volume, em geral, enfoque uma das unidades temáticas, não
significa que os conhecimentos estejam compartimenta-
lizados, pois em diversas oportunidades em uma mesma
Unidade ou capítulo buscamos estabelecer relações entre
objetos de conhecimento e habilidades de duas ou mais
unidades temáticas da BNCC. Por exemplo, quando um as-
sunto próprio da unidade temática Números é representado
por meio de um modelo geométrico, assim como quando
um tema da unidade temática Probabilidade e estatística
pode relacionar-se a um conceito de Grandezas e medidas,
enfatizando a integração entre conceitos e procedimentos
das diferentes unidades temáticas.
A seguir, abordamos de modo breve algumas características
de cada unidade temática da Matemática para os anos finais
do Ensino Fundamental.
Números
Nesta etapa da escolaridade, os conjuntos numéricos
são retomados e o estudo sobre esse conteúdo é ampliado,
passando a incorporar números naturais, números inteiros,
números racionais e números reais, envolvendo as opera-
ções fundamentais (com a ampliação para a apresentação
das operações de potenciação e radiciação), com seus dife-
rentes significados, e utilizando estratégias diversas, com
compreensão dos processos neles envolvidos.
O domínio do conceito de número e das operações aritmé-
ticas propicia ao aluno o desenvolvimento de ferramentas
para calcular, estimar, resolver problemas de maior com-
plexidade e interpretar algumas situações que podem ser
modeladas matematicamente, ampliando a compreensão
da Matemática e da realidade.
Cabe ainda destacar que o desenvolvimento do pensa-
mento numérico não se completa, evidentemente, apenas
com objetos de estudos descritos na unidade Números. Esse
pensamento é ampliado e aprofundado quando se discutem
situações que envolvem conteúdos das demais unidades
temáticas: Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas e Pro-
babilidade e estatística.
Também são explorados, na unidade temática Números,
conceitos relacionados a porcentagem, juros, descontos
e acréscimos, visando à educação financeira dos alunos,
favorecendo um estudo interdisciplinar sobre as questões
de consumo, trabalho e dinheiro.
p. 10, volume do 6o ano
Álgebra
De acordo com a BNCC,
A unidade temática Álgebra, por sua vez, tem como finali-
dade o desenvolvimento de um tipo especial de pensamento –
pensamento algébrico – que é essencial para utilizar modelos
matemáticos na compreensão, representação e análise de
relações quantitativas de grandezas e, também, de situações
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XIV MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
e estruturas matemáticas, fazendo uso de letras e outros
símbolos. (BRASIL, 2017, p. 268)
Os primeiros contatos com atividades que permitem a
observação e a generalização de padrões são introduzidos
nos anos iniciais da escolaridade, mas é nos anos finais do
Ensino Fundamental que o aluno tem o primeiro contato com
a linguagem algébrica. À medida que os alunos compreendem
as operações e suas propriedades e fazem generalizações a
partir da observação de sequências numéricas, eles desen-
volvem o pensamento algébrico e compreendem a natureza
das representações algébricas. As ideias matemáticas funda-
mentais vinculadas a essa unidade temática são: equivalência,
variação, interdependência e proporcionalidade.
O estudo de Álgebra permite ainda expressar a ideia de
relação entre elementos de um conjunto, associada ao con-
ceito de função, e a representação dessa relação por meio
da linguagem algébrica, de modo que os alunos estabeleçam
conexões entre variável e função e entre incógnita e equação.
Além disso, a BNCC destaca que:
Outro aspecto a ser considerado é que a aprendizagem de
Álgebra, como também aquelas relacionadas a outros cam-
pos da Matemática (Números, Geometria e Probabilidade
e estatística), podem contribuir para o desenvolvimento do
pensamento computacional dos alunos, tendo em vista que
eles precisam ser capazes de traduzir uma situação dada em
outras linguagens, como transformar situações-problema,
apresentadas em língua materna, em fórmulas, tabelas e grá-
ficos e vice-versa. (BRASIL, 2017, p. 269)
p. 184, volume do 6o ano
Geometria
O estudo desta unidade temática permite aos alunos
desenvolver um pensamento que os auxilie a reconhecer,
descrever, representar e compreender o mundo onde vivem.
Partindo de um estágio em que o raciocínio se baseia
apenas na visualização, avançará gradativamente, passando
pela observação de propriedades por meio de experimentos
ou ações até chegar à construção do raciocínio dedutivo em
alguns casos, consolidando e ampliando os estudos realizados
nos anos iniciais.
Nessa etapa, irão desenvolver os conceitos de congruência
e semelhança, de modo que saibam aplicá-los em demons-
trações simples, contribuindo para a formação de um tipo
de raciocínio importante para a Matemática, o raciocínio
hipotético-dedutivo.
Também se destaca o estudo do plano cartesiano, permi-
tindo uma aproximação da Geometria com a Álgebra.
p. 90, volume do 6o ano
Grandezas e medidas
Esta unidade temática permite fazer conexões entre as
unidades temáticas Números, Geometria e Álgebra, uma
vez que abarca objetos de conhecimento e habilidades re-
lacionadas a grandezas como comprimento, área, volume,
massa, temperatura e velocidade, presentes em diferentes
contextos. Também propicia o desenvolvimento de atividades
relacionadas ao uso de instrumentos como régua, balança,
termômetro, etc., que motivam, por exemplo, a discussão
sobre valores estimados, medidas diretas e indiretas e a
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XVMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
compreensão de diferentes unidades usadas para medir.
Esse tipo de discussão pode favorecer a integração da Mate-
mática, por exemplo, com Ciências (densidade, grandezas e
escalas do Sistema Solar, energia elétrica, etc.) ou Geografia
(coordenadas geográficas, densidade demográfica, escalas
de mapas e guias, etc.).
Além disso, nessa etapa da escolaridade, os alunos desen-
volverão alguns conceitos de Álgebra que permitirão a eles
expressar alguns cálculos envolvendo grandezas e medidas
por meio da linguagem algébrica.
Segundo a BNCC, outro ponto que merece destaque no
trabalho com esta unidade temática
[...] refere-se à introdução de medidas de capacidade de
armazenamento de computadores como grandeza associada
a demandas da sociedade moderna. Nesse caso, é importante
destacar o fato de que os prefixos utilizados para byte (quilo,
mega, giga) não estão associados ao sistema de numeração
decimal, de base 10, pois um quilobyte, por exemplo, cor-
responde a 1024 bytes, e não a 1000 bytes. (BRASIL, 2017,
p. 271-272)
p. 236, volume do 6o ano
Probabilidade e estatística
A incerteza e o tratamento de dados quantitativos e
qualitativos, bem como sua representação por meio de
tabelas e gráficos, são assuntos estudados nessa etapa
da escolaridade.
Com relação à estatística, os primeiros passos envolvem
o trabalho com a coleta e a organização de dados de
uma pesquisa de interesse dos alunos. O planejamento
de como fazera pesquisa ajuda a compreender o papel
da estatística no cotidiano dos alunos. Assim, a leitura,
a interpretação e a construção de tabelas e gráficos têm
papel fundamental, bem como a forma de produção de
texto escrito para a comunicação de dados, pois é preciso
compreender que o texto deve sintetizar ou justificar as
conclusões. No Ensino Fundamental – Anos Finais, a
expectativa é que os alunos saibam planejar e construir
relatórios de pesquisas estatísticas descritivas, incluindo
medidas de tendência central e construção de tabelas
e diversos tipos de gráfico. Esse planejamento inclui a
definição de questões relevantes e da população a ser
pesquisada, a decisão sobre a necessidade ou não de usar
amostra e, quando for o caso, a seleção de seus elemen-
tos por meio de uma adequada técnica de amostragem.
(BRASIL, 2017, p. 272-273)
De acordo com a BNCC, o estudo da probabilidade teve
início nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com a
noção de aleatoriedade, objetivando desenvolver nos alu-
nos a compreensão de que há eventos certos, possíveis
e impossíveis. Nessa etapa da escolaridade, esse estudo
será retomado e aprofundado por meio de atividades que
envolvam experimentos aleatórios e simulações. Neste
caso, a progressão dos conhecimentos se dará pelo apri-
moramento da capacidade de enumeração dos elementos
do espaço amostral, que está associada, também, aos
problemas de contagem.
p. 303, volume do 6o ano
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XVI MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Unidade 6ºo ano 7o ano 8o ano 9o ano
1
Números
• Sistemas de numeração:
egípcio, romano e indo-
-arábico.
• Números naturais.
• Reta numérica.
• Comparação, ordenação, lei-
tura e escrita de números
naturais.
• Arredondamentos.
Probabilidade e estatística
• Tabelas.
Números
• Números naturais.
• Múltiplos e divisores.
• Mínimo múltiplo comum e
máximo divisor comum.
• Números inteiros.
• Comparação, ordenação, lei-
tura e escrita de números
inteiros.
• Pares ordenados de coor-
denadas inteiras no plano.
• Módulo de um número inteiro.
• Operações com números
inteiros: adição, subtração,
divisão exata, potenciação.
• Expressões numéricas.
Probabilidade e estatística
• Gráficos de barras.
Números
• Conjunto dos números na-
turais.
• Conjunto dos números in-
teiros.
• Conjunto dos números ra-
cionais.
• Forma fracionária e forma
decimal dos números ra-
cionais.
• Cálculo de porcentagens na
calculadora.
• Potências com expoente
natural.
• Potências com expoente
inteiro.
• Raiz quadrada.
• Raiz cúbica.
• Conjunto dos números reais.
• Potências com expoente
fracionário.
Probabilidade e estatística
• Tipos de gráfico.
Números
• Números reais.
• Conjunto dos números in-
teiros.
• Conjunto dos números ra-
cionais.
• Propriedades da potencia-
ção.
• Notação científica.
• Raiz quadrada.
• Raiz enésima.
• Aplicações das propriedades
dos radicais.
• Relação entre potências e
radicais.
• Operações com radicais:
adição algébrica, multipli-
cação, divisão, potenciação
e radiciação.
• Racionalização de denomi-
nadores.
Probabilidade e estatística
• Interpretação de gráficos.
2
Números
• Operações com números na-
turais: adição, subtração,
multiplicação e divisão.
• Algoritmos.
• Propriedades da adição e da
multiplicação.
• Relações entre adição e sub-
tração e entre multiplicação
e divisão.
• Arredondamentos e estima-
tivas.
• Potenciação com números
naturais.
• Relação de igualdade.
Números
• Frações.
• Números racionais.
• Operações com números ra-
cionais: adição, subtração,
multiplicação.
• Divisão de um número inteiro
por uma fração.
• Cálculos de porcentagem
com calculadoras.
Álgebra
• Expressões algébricas.
• Fórmulas algébricas.
• Sequências recursivas e não
recursivas.
• Monômios.
• Operações com monômios.
• Polinômios.
• Operações com polinômios.
• Proporcionalidade direta e
inversa.
• Representação gráfica de
grandezas direta ou inversa-
mente proporcionais.
Álgebra
• Produtos notáveis.
• Técnicas de fatoração de
polinômio.
• Raízes de uma equação do
2o grau com uma incógnita.
• Resolução de equações do
2o grau com uma incógnita.
• A relação entre o discrimi-
nante e o número de raízes
de uma equação do 2o grau.
• Soma e produto das raízes
de uma equação do 2o grau.
Probabilidade e estatística
• Pesquisa estatística.
Quadro de conteúdos
Nos volumes desta coleção, os assuntos se apresentam de acordo com as unidades temáticas, conforme o quadro a seguir.
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XVIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
3
Geometria
• Figuras geométricas planas
e não planas.
• Poliedros (prismas e pirâ-
mides) e corpos redondos
(cone, cilindro e esfera).
• Ângulos.
• Retas paralelas e retas con-
correntes.
• Polígonos.
• Classificação de quadriláte-
ros e triângulos.
• Coordenadas cartesianas.
Grandezas e medidas
• Medidas de ângulos.
Probabilidade e estatística
• Pictogramas.
Álgebra
• Sequências e regularidades.
• Leis de formação de sequên-
cias numéricas.
• Sequências recursivas e não
recursivas.
• Valor numérico de expres-
sões algébricas.
• Simplificação de expressões
algébricas.
Geometria
• Classificação de triângulos.
• Congruência de triângulos.
• Pontos notáveis de um triân-
gulo: incentro, circuncentro,
baricentro e ortocentro.
• Centro de massa de uma
placa triangular.
• Propriedades do triângulo
isósceles.
• Construção de ângulos com
régua e compasso.
Probabilidade e estatística
• Média aritmética.
Geometria
• Ângulos formados por uma
reta transversal a duas retas
paralelas.
• Razão e proporção.
• Proporcionalidade em feixes
de retas paralelas cortadas
por transversais.
• Teorema de Tales.
• Figuras semelhantes.
• Polígonos semelhantes.
• Razão entre perímetros de
polígonos semelhantes.
• Razão entre áreas de polígo-
nos semelhantes.
• Ampliação e redução de fi-
guras por homotetia.
• Semelhança de triângulos.
• Teorema fundamental da
semelhança de triângulos.
• Casos de semelhança de
triângulos.
4
Números
• Múltiplos e divisores.
• Critérios de divisibilidade.
• Números primos e compos-
tos.
• Múltiplos comuns e divisores
comuns.
Geometria
• Medidas de abertura de ân-
gulo.
• Construção de ângulo com
régua e compasso.
• Minuto e segundo.
• Adição e subtração entre me-
didas de abertura de ângulos.
• Multiplicação e divisão de
uma medida de abertura
de ângulo por um número
natural.
• Ângulos congruentes, adja-
centes, complementares e
suplementares.
• Bissetriz de um ângulo.
• Retas paralelas e concor-
rentes.
• Ângulos determinados por
duas retas concorrentes.
• Ângulos formados por retas
cortadas por uma reta trans-
versal.
Probabilidade e estatística
• Construção de gráficos de
setores.
Álgebra
• Equações do 1o grau com
uma incógnita.
• Equações do 1o grau com
duas incógnitas.
• Sistemas de equações do
1o grau com duas incógnitas.
• Métodos de resolução de
sistemas de equações do
1o grau com duas incógnitas.
• Classificação de sistemas
de equações do 1o grau com
duas incógnitas.
Geometria
• Elementos de um triângulo
retângulo.
• Teorema de Pitágoras.
• Relações métricas no triân-
gulo retângulo.
• Razões trigonométricas no
triângulo retângulo: seno,
cosseno e tangente de um
ângulo agudo.
• Relações entre as razões
trigonométricas.
• Razões trigonométricas para
ângulos agudos de 308, 458
e 608.
• Arcos de circunferência.
• Ângulo central e medida an-
gular de um arco.
• Ângulo inscrito em uma cir-
cunferência.
• Relação entre as medidas de
abertura do ângulo central e
do ângulo inscrito em uma
circunferência.
• Relações métricas na cir-
cunferência.
Probabilidade e estatística
• Interpretação de gráficos.
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XVIII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
5
Números
• Tipos de fração.
• Números racionais na forma
de fração.
• Frações equivalentes.
• Operações com frações.
• Elaboração e resolução de
problemas com números
racionais na forma de fração.
• Porcentagem.
Probabilidade e estatística
• Gráficos de barras verticais.
Geometria
• Polígonos: convexidade,
elementos, nomenclatura
e diagonais.
• Polígonos regulares.
• Triângulos: nomenclatura
e construção com régua e
compasso.
• Soma das medidas das aber-
turas dos ângulos internos
de um polígono convexo.
• Ângulos internos de um po-
lígono regular.
• Circunferência, círculo e se-
tor circular.
• Simetria axial, de rotação e
de translação.
Grandezas e medidas
• Comprimento de uma circun-
ferência.
Probabilidade e estatística
• Pictogramas.
Geometria
• Quadriláteros: paralelogra-
mos, retângulos, losangos,
quadrados, trapézios.
• Soma das medidas dos ân-
gulos internos de um qua-
drilátero.
• Tipos de simetria: reflexão,
rotação, translação.
Probabilidade e estatística
• Gráficos de barras horizon-
tais múltiplas.
Álgebra
• A ideia de função.
• Variáveis e lei da função.
• A notação f(x).
• Gráfico de uma função.
• Zero de uma função.
• Função afim.
• Função linear.
• Função quadrática.
Probabilidade e estatística
• Pesquisa estatística.
6
Números
• Frações decimais.
• Números racionais na forma
decimal.
• Operações com números
decimais.
• Elaboração e resolução de
problemas com números
decimais.
• Porcentagem.
Números
• Razão e proporção.
• Porcentagem.
Álgebra
• Grandezas direta e inversa-
mente proporcionais.
Probabilidade e estatística
• Tabelas de frequências re-
lativas.
Grandezas e medidas
• Perímetro de figuras planas.
• Área de triângulos e de al-
guns quadriláteros.
• Polígonos inscritos e circuns-
critos a circunferências.
• Área do círculo.
• Área de um setor circular.
• Área de uma coroa circular.
• Volume de um bloco retan-
gular.
• Volume de um cilindro cir-
cular.
Probabilidade e estatística
• Interpretação de gráficos.
Geometria
• Polígonos regulares.
• Ângulos internos de um po-
lígono regular.
• Polígonos regulares inscritos
na circunferência.
• Ângulo central de um polígo-
no regular.
• Cálculo da medida do apó-
tema.
• Cálculo da medida do lado de
um polígono regular inscrito
em uma circunferência.
• Polígonos regulares circuns-
critos a uma circunferência.
• Construção de polígonos
regulares usando régua e
compasso.
• Construção de polígonos re-
gulares usando um software
de Geometria dinâmica.
• Projeções ortogonais.
• Vistas ortogonais.
• Desenhos em perspectiva.
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XIXMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
7
Grandezas e medidas
• Medidas de comprimento,
de massa, de capacidade,
de tempo e de temperatura.
• Unidades de medida padro-
nizadas: múltiplos e submúl-
tiplos.
• Perímetro.
• Área de retângulo e triângulo.
• Volume de bloco retangular.
• Relação entre volume e ca-
pacidade.
• Vista aérea e planta baixa.
Probabilidade e estatística
• Gráficos de setores circu-
lares.
Grandezas e medidas
• Medidas e erros.
• Medida da área de um triân-
gulo.
• Medida da área de alguns
quadriláteros: quadrado,
retângulo, paralelogramo,
losango, trapézio.
• Medida do volume de um
bloco retangular.
• Relação entre volume e ca-
pacidade.
Probabilidade e estatística
• Gráficos de rosca.
Probabilidade e estatística
• Amostragem.
• Organização de dados em
tabelas e gráficos.
• Gráficos de barras.
• Gráficos de setores circu-
lares.
• Gráficos de linha.
• Histogramas.
• Média aritmética.
• Moda.
• Mediana.
• Desvio médio absoluto.
• Princípio fundamental da
contagem.
• Espaço amostral.
• Eventos equiprováveis.
Grandezas e medidas
• Perímetro de figuras planas.
• Área de algumas figuras pla-
nas: retângulo, quadrado,
paralelogramo, triângulo,
losango, trapézio.
• Área de um polígono regular
qualquer.
• Área de uma coroa circular.
• Área de um setor circular.
• Volume de um prisma.
• Volume de um bloco retan-
gular.
• Volume de prismas de bases
não retangulares.
• Volume de um cilindro cir-
cular.
Probabilidade e estatística
• Interpretação de gráficos.
8
Probabilidade e estatística
• Tabelas.
• Gráficos de barras.
• Experimentos aleatórios.
• Probabilidade.
Probabilidade e estatística
• Pesquisa censitária e pes-
quisa amostral.
• Gráficos de barras.
• Gráfico de setores.
• Planejamento e realização
de uma pesquisa.
• Média aritmética.
• Probabilidade e frequência
relativa.
Probabilidade e estatística
• Gráficos.
• Roteiros para pesquisas es-
tatísticas.
• Probabilidade em eventos
compostos por mais de uma
etapa.
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XX MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Quadros com as habilidades da Base Nacional Comum Curricular previstas para cada ano
Habilidades da BNCC para o 6o ano
Unidade(s)
do livro
(EF06MA01) Comparar, ordenar, ler e escrever números naturais e números racionais cuja representação decimal é finita,
fazendo uso da reta numérica.
1, 6
(EF06MA02) Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e destacar seme-
lhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais características (base, valor posicional
e função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decomposição de números naturais e números racionais em sua
representação decimal.
1, 6
(EF06MA03) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculos (mentais ou escritos, exatos ou aproximados) com números
naturais, por meio de estratégias variadas, com compreensão dos processos neles envolvidos com e sem uso de calculadora.
1, 2
(EF06MA04) Construir algoritmo em linguagem natural e representá-lo por fluxograma que indique a resolução de um pro-
blema simples (por exemplo, se um número natural qualquer é par).
4
(EF06MA05) Classificar números naturais em primos e compostos, estabelecer relações entre números, expressas pelos
termos “é múltiplo de”, “é divisor de”, “é fator de”, e estabelecer, por meio de investigações, critérios de divisibilidade por 2,
3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 100 e 1 000.
4
(EF06MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam as ideias de múltiplo e de divisor. 4
(EF06MA07) Compreender, comparar e ordenar frações associadas às ideias de partes de inteiros e resultado de divisão,
identificando frações equivalentes.
5
(EF06MA08) Reconhecer que os números racionais positivos podem ser expressos nas formas fracionária e decimal, estabelecer
relações entre essas representações, passando de uma representação para outra, e relacioná-los a pontos na reta numérica.
5, 6
(EF06MA09) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo da fração de uma quantidade e cujo resultado seja um
número natural, com e sem uso de calculadora.
5
(EF06MA10) Resolver e elaborar problemas que envolvam adição ou subtração com números racionais positivos na repre-
sentação fracionária.
5
(EF06MA11) Resolver e elaborar problemas com números racionais positivos na representação decimal, envolvendo as quatro
operações fundamentais e a potenciação, por meio de estratégias diversas, utilizando estimativas e arredondamentos para
verificar a razoabilidade de respostas, com e sem uso de calculadora.
6
(EF06MA12) Fazer estimativas de quantidades e aproximar números para múltiplos da potência de 10 mais próxima. 1, 2, 6
(EF06MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com base na ideia de proporcionalidade, sem fazer uso da
“regra de três”, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, em contextos de educação financeira, entre outros.
5, 6
(EF06MA14) Reconhecer que a relação de igualdade matemática não se altera ao adicionar, subtrair, multiplicar ou dividir os seus
dois membros por um mesmonúmero e utilizar essa noção para determinar valores desconhecidos na resolução de problemas.
2
(EF06MA15) Resolver e elaborar problemas que envolvam a partilha de uma quantidade em duas partes desiguais, envolvendo
relações aditivas e multiplicativas, bem como a razão entre as partes e entre uma das partes e o todo.
5
(EF06MA16) Associar pares ordenados de números a pontos do plano cartesiano do 1o quadrante, em situações como a
localização dos vértices de um polígono.
3
(EF06MA17) Quantificar e estabelecer relações entre o número de vértices, faces e arestas de prismas e pirâmides, em
função do seu polígono da base, para resolver problemas e desenvolver a percepção espacial.
3
(EF06MA18) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e classificá-los em regulares
e não regulares, tanto em suas representações no plano como em faces de poliedros.
3
(EF06MA19) Identificar características dos triângulos e classificá-los em relação às medidas dos lados e dos ângulos. 3
(EF06MA20) Identificar características dos quadriláteros, classificá-los em relação a lados e a ângulos e reconhecer a inclu-
são e a intersecção de classes entre eles.
3
(EF06MA21) Construir figuras planas semelhantes em situações de ampliação e de redução, com o uso de malhas quadricu-
ladas, plano cartesiano ou tecnologias digitais.
3
(EF06MA22) Utilizar instrumentos, como réguas e esquadros, ou softwares para representações de retas paralelas e per-
pendiculares e construção de quadriláteros, entre outros.
3
(EF06MA23) Construir algoritmo para resolver situações passo a passo (como na construção de dobraduras ou na indicação
de deslocamento de um objeto no plano segundo pontos de referência e distâncias fornecidas etc.).
3
Unidades temáticas: Números Álgebra Geometria Grandezas e medidas Probabilidade e estatística
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XXIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Habilidades da BNCC para o 6o ano
Unidade(s)
do livro
(EF06MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam as grandezas comprimento, massa, tempo, temperatura, área
(triângulos e retângulos), capacidade e volume (sólidos formados por blocos retangulares), sem uso de fórmulas, inseridos,
sempre que possível, em contextos oriundos de situações reais e/ou relacionadas às outras áreas do conhecimento.
7
(EF06MA25) Reconhecer a abertura do ângulo como grandeza associada às figuras geométricas. 3
(EF06MA26) Resolver problemas que envolvam a noção de ângulo em diferentes contextos e em situações reais, como
ângulo de visão.
3
(EF06MA27) Determinar medidas da abertura de ângulos, por meio de transferidor e/ou tecnologias digitais. 3
(EF06MA28) Interpretar, descrever e desenhar plantas baixas simples de residências e vistas aéreas. 7
(EF06MA29) Analisar e descrever mudanças que ocorrem no perímetro e na área de um quadrado ao se ampliarem ou redu-
zirem, igualmente, as medidas de seus lados, para compreender que o perímetro é proporcional à medida do lado, o que não
ocorre com a área.
7
(EF06MA30) Calcular a probabilidade de um evento aleatório, expressando-a por número racional (forma fracionária, decimal
e percentual) e comparar esse número com a probabilidade obtida por meio de experimentos sucessivos.
8
(EF06MA31) Identificar as variáveis e suas frequências e os elementos constitutivos (título, eixos, legendas, fontes e datas)
em diferentes tipos de gráfico.
5, 7, 8
(EF06MA32) Interpretar e resolver situações que envolvam dados de pesquisas sobre contextos ambientais, sustentabili-
dade, trânsito, consumo responsável, entre outros, apresentadas pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e
redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões.
1, 7, 8
(EF06MA33) Planejar e coletar dados de pesquisa referente a práticas sociais escolhidas pelos alunos e fazer uso de plani-
lhas eletrônicas para registro, representação e interpretação das informações, em tabelas, vários tipos de gráficos e texto.
7, 8
(EF06MA34) Interpretar e desenvolver fluxogramas simples, identificando as relações entre os objetos representados (por
exemplo, posição de cidades considerando as estradas que as unem, hierarquia dos funcionários de uma empresa, etc.).
8
Habilidades da BNCC para o 7o ano
Unidade(s)
do livro
(EF07MA01) Resolver e elaborar problemas com números naturais, envolvendo as noções de divisor e de múltiplo, podendo
incluir máximo divisor comum ou mínimo múltiplo comum, por meio de estratégias diversas, sem a aplicação de algoritmos.
1
(EF07MA02) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam com acréscimos e decréscimos
simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no contexto de educação financeira, entre outros.
2
(EF07MA03) Comparar e ordenar números inteiros em diferentes contextos, incluindo o histórico, associá-los a pontos da
reta numérica e utilizá-los em situações que envolvam adição e subtração.
1
(EF07MA04) Resolver e elaborar problemas que envolvam operações com números inteiros. 1
(EF07MA05) Resolver um mesmo problema utilizando diferentes algoritmos. 1, 2
(EF07MA06) Reconhecer que as resoluções de um grupo de problemas que têm a mesma estrutura podem ser obtidas
utilizando os mesmos procedimentos.
1
(EF07MA07) Representar por meio de um fluxograma os passos utilizados para resolver um grupo de problemas. 2
(EF07MA08) Comparar e ordenar frações associadas às ideias de partes de inteiros, resultado da divisão, razão e operador. 2
(EF07MA09) Utilizar, na resolução de problemas, a associação entre razão e fração, como a fração 2/3 para expressar a razão
de duas partes de uma grandeza para três partes da mesma ou três partes de outra grandeza.
6
(EF07MA10) Comparar e ordenar números racionais em diferentes contextos e associá-los a pontos da reta numérica. 2
(EF07MA11) Compreender e utilizar a multiplicação e a divisão de números racionais, a relação entre elas e suas propriedades
operatórias.
2
(EF07MA12) Resolver e elaborar problemas que envolvam as operações com números racionais. 2
(EF07MA13) Compreender a ideia de variável, representada por letra ou símbolo, para expressar relação entre duas grande-
zas, diferenciando-a da ideia de incógnita.
3
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XXII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Habilidades da BNCC para o 7o ano
Unidade(s)
do livro
(EF07MA14) Classificar sequências em recursivas e não recursivas, reconhecendo que o conceito de recursão está presente
não apenas na matemática, mas também nas artes e na literatura.
3
(EF07MA15) Utilizar a simbologia algébrica para expressar regularidades encontradas em sequências numéricas. 3
(EF07MA16) Reconhecer se duas expressões algébricas obtidas para descrever a regularidade de uma mesma sequência
numérica são ou não equivalentes.
3
(EF07MA17) Resolver e elaborar problemas que envolvam variação de proporcionalidade direta e de proporcionalidade inversa
entre duas grandezas, utilizando sentença algébrica para expressar a relação entre elas.
6
(EF07MA18) Resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais de 1o grau, redutíveis
à forma ax 1 b 5 c, fazendo uso das propriedades da igualdade.
3
(EF07MA19) Realizar transformações de polígonos representados no plano cartesiano, decorrentes da multiplicação das
coordenadas de seus vértices por um número inteiro.
5
(EF07MA20) Reconhecer e representar, no plano cartesiano, o simétrico de figuras em relação aos eixos e à origem. 5
(EF07MA21) Reconhecer e construir figuras obtidas por simetrias de translação, rotação e reflexão, usando instrumentos de
desenho ou softwares de geometria dinâmica e vincular esse estudo a representações planas de obras de arte, elementos
arquitetônicos, entre outros.
5
(EF07MA22) Construir circunferências, utilizando compasso, reconhecê-las como lugar geométrico e utilizá-laspara fazer
composições artísticas e resolver problemas que envolvam objetos equidistantes.
5
(EF07MA23) Verificar relações entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma transversal, com e sem uso
de softwares de geometria dinâmica.
4
(EF07MA24) Construir triângulos, usando régua e compasso, reconhecer a condição de existência do triângulo quanto à
medida dos lados e verificar que a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é 1808.
5
(EF07MA25) Reconhecer a rigidez geométrica dos triângulos e suas aplicações, como na construção de estruturas arquite-
tônicas (telhados, estruturas metálicas e outras) ou nas artes plásticas.
5
(EF07MA26) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um triângulo qualquer,
conhecidas as medidas dos três lados.
5
(EF07MA27) Calcular medidas de ângulos internos de polígonos regulares, sem o uso de fórmulas, e estabelecer relações
entre ângulos internos e externos de polígonos, preferencialmente vinculadas à construção de mosaicos e de ladrilhamentos.
5
(EF07MA28) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um polígono regular
(como quadrado e triângulo equilátero), conhecida a medida de seu lado.
5
(EF07MA29) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de grandezas inseridos em contextos oriundos de situa-
ções cotidianas ou de outras áreas do conhecimento, reconhecendo que toda medida empírica é aproximada.
7
(EF07MA30) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida do volume de blocos retangulares, envolvendo as unidades
usuais (metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico).
7
(EF07MA31) Estabelecer expressões de cálculo de área de triângulos e de quadriláteros. 7
(EF07MA32) Resolver e elaborar problemas de cálculo de medida de área de figuras planas que podem ser decompostas por
quadrados, retângulos e/ou triângulos, utilizando a equivalência entre áreas.
7
(EF07MA33) Estabelecer o número p como a razão entre a medida de uma circunferência e seu diâmetro, para compreender
e resolver problemas, inclusive os de natureza histórica.
5
(EF07MA34) Planejar e realizar experimentos aleatórios ou simulações que envolvem cálculo de probabilidades ou estimativas
por meio de frequência de ocorrências.
8
(EF07MA35) Compreender, em contextos significativos, o significado de média estatística como indicador da tendência de
uma pesquisa, calcular seu valor e relacioná-lo, intuitivamente, com a amplitude do conjunto de dados.
8
(EF07MA36) Planejar e realizar pesquisa envolvendo tema da realidade social, identificando a necessidade de ser censitária
ou de usar amostra, e interpretar os dados para comunicá-los por meio de relatório escrito, tabelas e gráficos, com o apoio
de planilhas eletrônicas.
1, 8
(EF07MA37) Interpretar e analisar dados apresentados em gráfico de setores divulgados pela mídia e compreender quando
é possível ou conveniente sua utilização.
8
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XXIIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Habilidades da BNCC para o 8o ano
Unidade(s)
do livro
(EF08MA01) Efetuar cálculos com potências de expoentes inteiros e aplicar esse conhecimento na representação de números
em notação científica.
1
(EF08MA02) Resolver e elaborar problemas usando a relação entre potenciação e radiciação, para representar uma raiz
como potência de expoente fracionário.
1
(EF08MA03) Resolver e elaborar problemas de contagem cuja resolução envolva a aplicação do princípio multiplicativo. 7
(EF08MA04) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de tecnologias digitais. 1, 2, 4
(EF08MA05) Reconhecer e utilizar procedimentos para a obtenção de uma fração geratriz para uma dízima periódica. 1
(EF08MA06) Resolver e elaborar problemas que envolvam cálculo do valor numérico de expressões algébricas, utilizando
as propriedades das operações.
2
(EF08MA07) Associar uma equação linear de 1o grau com duas incógnitas a uma reta no plano cartesiano. 4
(EF08MA08) Resolver e elaborar problemas relacionados ao seu contexto próximo, que possam ser representados por sis-
temas de equações de 1o grau com duas incógnitas e interpretá-los, utilizando, inclusive, o plano cartesiano como recurso.
4
(EF08MA09) Resolver e elaborar, com e sem uso de tecnologias, problemas que possam ser representados por equações
polinomiais de 2o grau do tipo ax2 5 b.
4, 6
(EF08MA10) Identificar a regularidade de uma sequência numérica ou figural não recursiva e construir um algoritmo por meio
de um fluxograma que permita indicar os números ou as figuras seguintes.
2
(EF08MA11) Identificar a regularidade de uma sequência numérica recursiva e construir um algoritmo por meio de um fluxo-
grama que permita indicar os números seguintes.
2
(EF08MA12) Identificar a natureza da variação de duas grandezas, diretamente, inversamente proporcionais ou não propor-
cionais, expressando a relação existente por meio de sentença algébrica e representá-la no plano cartesiano.
2
(EF08MA13) Resolver e elaborar problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversamente proporcionais, por meio
de estratégias variadas.
2
(EF08MA14) Demonstrar propriedades de quadriláteros por meio da identificação da congruência de triângulos. 5
(EF08MA15) Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz, bissetriz, ângulos
de 908, 608, 458 e 308 e polígonos regulares.
3, 5
(EF08MA16) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um hexágono regular
de qualquer área, a partir da medida do ângulo central e da utilização de esquadros e compasso.
5
(EF08MA17) Aplicar os conceitos de mediatriz e bissetriz como lugares geométricos na resolução de problemas. 3
(EF08MA18) Reconhecer e construir figuras obtidas por composições de transformações geométricas (translação, reflexão
e rotação), com o uso de instrumentos de desenho ou de softwares de geometria dinâmica.
5
(EF08MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas, utilizando expressões
de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como determinar medida de terrenos.
2, 6
(EF08MA20) Reconhecer a relação entre um litro e um decímetro cúbico e a relação entre litro e metro cúbico, para resolver
problemas de cálculo de capacidade de recipientes.
6
(EF08MA21) Resolver e elaborar problemas que envolvam o cálculo do volume de recipiente cujo formato é o de um bloco
retangular.
6
(EF08MA22) Calcular a probabilidade de eventos, com base na construção do espaço amostral, utilizando o princípio multi-
plicativo, e reconhecer que a soma das probabilidades de todos os elementos do espaço amostral é igual a 1.
7
(EF08MA23) Avaliar a adequação de diferentes tipos de gráficos para representar um conjunto de dados de uma pesquisa. 1, 7
(EF08MA24) Classificar as frequências de uma variável contínua de uma pesquisa em classes, de modo que resumam os
dados de maneira adequada para a tomada de decisões.
7
(EF08MA25) Obter os valores de medidas de tendência central de uma pesquisa estatística (média, moda e mediana) com a
compreensão de seus significados e relacioná-los com a dispersão de dados, indicada pela amplitude.
7
(EF08MA26) Selecionar razões, de diferentes naturezas (física, ética ou econômica), que justificam a realização de pesquisas
amostrais e não censitárias, e reconhecer que a seleção da amostra pode ser feita de diferentes maneiras (amostra casual
simples, sistemática e estratificada).
7
(EF08MA27) Planejar e executar pesquisa amostral, selecionando uma técnica de amostragem adequada, e escrever relatório
que contenha os gráficos apropriados para representar os conjuntos de dados, destacando aspectos como as medidas de
tendência central, a amplitude e as conclusões.
7
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XXIV MANUALDO PROFESSOR - PARTE GERAL
Habilidades da BNCC para o 9o ano
Unidade(s)
do livro
(EF09MA01) Reconhecer que, uma vez fixada uma unidade de comprimento, existem segmentos de reta cujo comprimento
não é expresso por número racional (como as medidas de diagonais de um polígono e alturas de um triângulo, quando se
toma a medida de cada lado como unidade).
6
(EF09MA02) Reconhecer um número irracional como um número real cuja representação decimal é infinita e não periódica,
e estimar a localização de alguns deles na reta numérica.
1
(EF09MA03) Efetuar cálculos com números reais, inclusive potências com expoentes fracionários. 1
(EF09MA04) Resolver e elaborar problemas com números reais, inclusive em notação científica, envolvendo diferentes
operações.
1
(EF09MA05) Resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de aplicação de percentuais sucessi-
vos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente com o uso de tecnologias digitais, no contexto da educação
financeira.
1
(EF09MA06) Compreender as funções como relações de dependência unívoca entre duas variáveis e suas representações
numérica, algébrica e gráfica e utilizar esse conceito para analisar situações que envolvam relações funcionais entre duas
variáveis.
5
(EF09MA07) Resolver problemas que envolvam a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, como velocidade e
densidade demográfica.
5
(EF09MA08) Resolver e elaborar problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta e inversa entre duas ou mais
grandezas, inclusive escalas, divisão em partes proporcionais e taxa de variação, em contextos socioculturais, ambientais
e de outras áreas.
3
(EF09MA09) Compreender os processos de fatoração de expressões algébricas, com base em suas relações com os produtos
notáveis, para resolver e elaborar problemas que possam ser representados por equações polinomiais do 2o grau.
2
(EF09MA10) Demonstrar relações simples entre os ângulos formados por retas paralelas cortadas por uma transversal. 3
(EF09MA11) Resolver problemas por meio do estabelecimento de relações entre arcos, ângulos centrais e ângulos inscritos
na circunferência, fazendo uso, inclusive, de softwares de geometria dinâmica.
4
(EF09MA12) Reconhecer as condições necessárias e suficientes para que dois triângulos sejam semelhantes. 3
(EF09MA13) Demonstrar relações métricas do triângulo retângulo, entre elas o teorema de Pitágoras, utilizando, inclusive,
a semelhança de triângulos.
4
(EF09MA14) Resolver e elaborar problemas de aplicação do teorema de Pitágoras ou das relações de proporcionalidade
envolvendo retas paralelas cortadas por secantes.
4
(EF09MA15) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um polígono regular
cuja medida do lado é conhecida, utilizando régua e compasso, como também softwares.
6
(EF09MA16) Determinar o ponto médio de um segmento de reta e a distância entre dois pontos quaisquer, dadas as coorde-
nadas desses pontos no plano cartesiano, sem o uso de fórmulas, e utilizar esse conhecimento para calcular, por exemplo,
medidas de perímetros e áreas de figuras planas construídas no plano.
7
(EF09MA17) Reconhecer vistas ortogonais de figuras espaciais e aplicar esse conhecimento para desenhar objetos em
perspectiva.
6
(EF09MA18) Reconhecer e empregar unidades usadas para expressar medidas muito grandes ou muito pequenas, tais como
distância entre planetas e sistemas solares, tamanho de vírus ou de células, capacidade de armazenamento de computa-
dores, entre outros.
1, 7
(EF09MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de volumes de prismas e de cilindros retos, inclusive
com uso de expressões de cálculo, em situações cotidianas.
7
(EF09MA20) Reconhecer, em experimentos aleatórios, eventos independentes e dependentes e calcular a probabilidade de
sua ocorrência, nos dois casos.
8
(EF09MA21) Analisar e identificar, em gráficos divulgados pela mídia, os elementos que podem induzir, às vezes proposita-
damente, erros de leitura, como escalas inapropriadas, legendas não explicitadas corretamente, omissão de informações
importantes (fontes e datas), entre outros.
8
(EF09MA22) Escolher e construir o gráfico mais adequado (colunas, setores, linhas), com ou sem uso de planilhas eletrô-
nicas, para apresentar um determinado conjunto de dados, destacando aspectos como as medidas de tendência central.
8
(EF09MA23) Planejar e executar pesquisa amostral envolvendo tema da realidade social e comunicar os resultados por meio
de relatório contendo avaliação de medidas de tendência central e da amplitude, tabelas e gráficos adequados, construídos
com o apoio de planilhas eletrônicas.
8
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XXVMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Estrutura do Livro do Estudante
Abertura de Unidade
Cada Unidade é iniciada com uma dupla de páginas que
apresenta um tema relacionado ao conteúdo em estudo.
p. 74 e p. 75, volume do 6o ano
As situações são apresentadas por meio de textos e ima-
gens que motivam uma discussão inicial, proposta por meio
de questões no boxe Trocando ideias. Essa conversa inicial
tem por objetivo:
• instigar o interesse dos alunos pelos conteúdos que serão
estudados na Unidade;
• favorecer o reconhecimento das relações entre o tema a
ser estudado na Unidade e o cotidiano;
• permitir ao professor verificar os conhecimentos prévios
dos alunos em relação a conteúdos da Unidade;
• discutir, sempre que possível, temas relacionados, por
exemplo, à pluralidade cultural, à educação ambiental, ao
trabalho e à ética (temas contemporâneos);
• incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de atitudes
favoráveis à construção de conhecimento.
Desenvolvimento dos conteúdos
Os conteúdos apresentados são desenvolvidos por meio
de textos, em geral acompanhados de figuras ou de recur-
sos gráficos como esquemas, diagramas, tabelas, gráficos
e tirinhas, os quais complementam o texto e, muitas vezes,
cumprem um papel relevante na compreensão dos conteúdos.
Sempre que possível, os conteúdos são introduzidos por
meio de uma situação que permite ao aluno fazer conexões,
questionamentos, reflexões, rupturas ou ampliações de seus
conhecimentos prévios.
A participação do aluno é requerida, muitas vezes, por meio
de questionamentos em boxes apresentados ao longo do texto.
Alguns desses questionamentos propostos motivam debates
entre a turma e o professor em relação ao conteúdo, confron-
tando opiniões, apresentando exemplos e contraexemplos, as
condições em que os resultados são válidos, etc.
detalhe da p. 68, volume do 6o ano
Os resultados sistematizados também recebem tratamento
gráfico diferenciado, para que os alunos recorram a marcado-
res gráficos quando necessitam revisitar o conteúdo e seus
resultados principais.
detalhe da p. 37, volume do 6o ano
Quando usamos no texto uma palavra cujo significado
possa ser desconhecido pelos alunos, de modo a prejudicar
a compreensão, destacamos a palavra e apresentamos o
significado dela no boxe Glossário.
detalhe da p. 18, volume do 6o ano
Além de facilitar a compreensão do texto, pretendemos, com
isso, contribuir para a ampliação do vocabulário dos alunos.
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XXVI MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Atividades
As atividades sobre determinado conteúdo são apresentadas
após o seu desenvolvimento, em dois momentos distintos:
na seção Atividades e na seção Atividades complementares.
Na seção Atividades, busca-se, em geral, explorar as
habilidades mais simples, que trabalham o conteúdo de
maneira mais direta. Entretanto, eventualmente, são apre-
sentadas atividades que exigem habilidades mais complexas,
em que o aluno é chamado a investigar e testar hipóteses,
identificar regularidades, entre outras. Nesta seção são
apresentadas atividades resolvidas que têm o objetivo de
mostrar aos alunos estratégiasde resolução que podem
não ter sido abordadas no desenvolvimento do conteúdo ou
nas demais atividades, favorecendo o estabelecimento de
uma rede de relações entre diferentes conceitos e proce-
dimentos da Matemática e o enriquecimento do repertório
de estratégias dos alunos.
p. 15, volume do 6o ano
Atividades complementares
Nesta seção, em geral, buscamos propor atividades con-
textualizadas, nas quais é possível identificar algumas das
seguintes características:
• problemas com dados reais, que relacionam a Matemática
a outras áreas de conhecimento;
• incentivo ao uso de estimativa, arredondamento, cálculo
mental e da calculadora;
• atividades de caráter lúdico, curiosidades ou “truques
matemáticos”, que motivam a descoberta de regularidades
e a elaboração de hipóteses;
• incentivo à elaboração de problemas a partir de um conjunto
de dados disponíveis;
• trabalho com diferentes gêneros textuais, gráficos, ima-
gens, diagramas e esquemas.
p. 44 e p. 45, volume do 6o ano
Algumas atividades desta seção possibilitam um trabalho
integrado com outros componentes curriculares e, sempre que
possível, permitem a discussão sobre um tema contemporâneo
com o intuito de contribuir para a formação cidadã dos alunos.
Saiba mais
A seção Saiba mais caracteriza-se por apresentar textos
diversificados que abordem algum conteúdo relacionado ao
tema da Unidade sob a perspectiva histórica, curiosidades ou,
ainda, relações com outros campos da Matemática. Em alguns
casos, são também apresentadas aplicações do conteúdo em
outras áreas de conhecimento.
Em diversas dessas seções os textos são provenientes de
fontes externas, como livros, reportagens de revistas, jornais
ou sites, favorecendo o desenvolvimento da compreensão
leitora dos alunos. Ao final da seção, no Para explorar, são
propostas atividades que permitem explorar o texto, com o
objetivo de ampliar a compreensão do tema em estudo.
Lei de Murphy: “Se algo pode dar errado, vai dar errado”
A torrada escorrega da sua mão justamente com a manteiga para baixo, o tem-
po vira só porque você saiu sem guarda-chuva, e o seu carro parece ser o fator
determinante para a fila andar mais devagar. Existem dias em que, independen-
temente do que seja feito, as circunstâncias parecem estar dispostas a torná-lo
vítima da lei de Murphy. Será mesmo que, se algo pode dar errado, dará, e de
modo a causar o maior estrago possível? Pode ficar aliviado, a ciência garan-
te que está tudo na sua cabeça: não há provas concretas que confirmem os
adágios de Murphy.
Adágio: sentença
moral de origem
popular; ditado,
provérbio.
Saiba mais Não escreva no livro!
Fatia de pão que caiu com o lado da
geleia para baixo.
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Deu errado
Em 1949, o médico militar John Stapp realizou um experimento
na base Edwards da força aérea americana, na Califórnia, a fim de
testar o impacto da gravidade sobre o corpo humano em casos de aci-
dente. Para medir a força do impacto, o engenheiro espacial Edward
Murphy Jr. acoplou quatro sensores ao aparelho, uma espécie de tre-
nó que corria em trilho. Ironicamente, o engenheiro acabou vítima do
azar: ao fim do experimento, descobriu-se que seu assistente tinha
afixado todos os contadores ao contrário, o que zerou os valores re-
gistrados. Irritado, Murphy teria pronunciado a famosa máxima: “Se
existem duas ou mais maneiras de fazer algo, e uma dessas maneiras
pode terminar em desastre, alguém irá adotá-la”.
[...]
Matematicamente testado e... reprovado
Essencialmente, a Lei de Murphy prevê o resultado final de situações hipotéticas – o que envolve pro-
babilidade [...]. No entanto, a ciência não fornece nenhuma prova concreta de que o princípio tenha uma
fundamentação que comprove sua validade. “O principal motivo pelo qual nos identificamos com a Lei de
Murphy é que as situações em que houve uma falha no que estava previsto são lembradas por um longo
período – especialmente as que têm consequências desagradáveis –, enquanto as situações que transcorrem
sem qualquer imprevisto são esquecidas”, diz o professor Carlos Hoppen, do departamento de Matemática
Pura e Aplicada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
CARTOLA – Agência de Conteúdo. Tudo tende a dar errado? Saiba o que diz a ciência sobre a Lei de Murphy.
Disponível em: <http://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/lei-de-murphy-vc-sabia>. Acesso em: 17 set. 2018.
Para explorar
1. Muitas versões da lei de Murphy podem ser explicadas com base no raciocínio lógico. Identifique a
alternativa que melhor explica a afirmação apresentada.
Os objetos perdidos estão sempre no último lugar onde os procuramos
a) O último lugar em que procuramos sempre é o de mais difícil acesso, então, os objetos perdidos
devem se encontrar lá.
b) Não faz sentido continuar a procurar um objeto se já o encontramos. Então, ele sempre é encon-
trado no último lugar em que o procuramos.
2. O professor Carlos Hoppen oferece uma explicação para justificar por que tantas pessoas dão credi-
bilidade à lei de Murphy. Você concorda com a explicação? Justifique sua resposta. Resposta pessoal.
alternativa b
308 Unidade 8 Probabilidade e Estatística
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p. 308, volume do 6o ano
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XXVIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Análise da resolução
Esta seção apresenta problemas desafiadores, obtidos em
provas e bancos de questões de olimpíadas de Matemática,
em especial a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas
Públicas (Obmep).
p. 228, volume do 6o ano
A seção Análise da resolução busca viabilizar um trabalho
com a resolução de problemas vinculado à abordagem de
ensinar sobre resolver problemas. Em cada Unidade é apre-
sentado um problema cuja resolução é discutida por meio
de quatro passos: Entendimento do problema, Elaboração
de uma estratégia, Execução da estratégia e Verificação. Ao
final da seção, no É a sua vez!, é apresentada aos alunos
uma situação para que resolvam com base em ideias de-
senvolvidas na resolução apresentada ou no trabalho com
o tema da Unidade.
Essa seção tem por objetivos:
• apresentar diferentes estratégias para a resolução de
problemas, por meio da organização por etapas;
• valorizar a resolução de problemas desafiadores como os
encontrados em olimpíadas de Matemática;
• promover o desenvolvimento de atitudes favoráveis em
relação à aprendizagem, incentivando o desenvolvimento
da confiança dos alunos em sua capacidade de resolver
problemas e validar sua resolução.
A partir da experiência com esta seção, pode-se ampliar
o trabalho com a resolução de problemas utilizando outras
questões que podem ser obtidas, por exemplo, nos bancos de
questões ou provas da Obmep, Canguru de Matemática, Olim-
píada Brasileira de Matemática (OBM) e de olimpíadas regionais.
Trabalhando com a informação
Esta seção aborda, essencialmente, objetos de conheci-
mento e habilidades previstos pela BNCC na unidade temática
Estatística e probabilidade. Seus objetivos são retomar os
principais conceitos trabalhados nos anos anteriores da
escolarização e preparar os alunos para estudar os novos
conceitos que são abordados no ano corrente.
Com frequência variável ao longo de um mesmo volume,
esta seção busca utilizar o tema ou os conceitos em estudo
de modo que possam ser relacionados aos conceitos de Es-
tatística ou Probabilidade que se pretende estudar.
p. 277, volume do 6o ano
Tecnologia digital
Nesta seção, estimula-se o uso de softwares de geometria
dinâmica, planilhas eletrônicas e calculadoras. Seus objetivos
são introduzir ou aplicar os objetos de conhecimento em estudo
e favorecer o desenvolvimento das habilidades previstas pela
BNCC que incluem o uso de tecnologias digitais.
O software que vamos utilizar nessa seção é o LibreOffice. Ele é um software de licença gratuita que
podeser utilizado em diversos conteúdos da Matemática. O LibreOffice pode ser encontrado para
download no endereço <www.libreoffice.org>. Se precisar de ajuda com a instalação, peça para alguém
mais experiente.
Construção de gráfico de setores
Mariana fez uma pesquisa com os colegas da sua escola. Perguntou aos colegas das três turmas
do 6o ano qual esporte eles praticavam. Para essa pesquisa, cada aluno poderia dar como resposta
apenas um esporte.
Com as respostas que recebeu, Mariana organizou uma tabela.
Esportes praticados pelos alunos do 6º ano por número de praticantes
Esporte praticado Quantidade de alunos
Futebol 22
Capoeira 23
Judô 14
Voleibol 12
Natação 27
Outros 10
Nenhum 12
Dados elaborador pelo autor.
Depois, Mariana quis exibir essas informações em um gráfico de setores circulares. Para construir esse
gráfico, utilizou uma planilha eletrônica.
Observe os passos que ela seguiu.
1o passo: Ela digitou a tabela anterior em uma planilha eletrônica. Na coluna B inseriu o título “Esporte
praticado” e os esportes listados. Na coluna C inseriu o título “Quantidade de alunos” e os números
de alunos por esporte. Para selecionar toda a tabela, Marina clicou na célula B2 e, segurando o botão
esquerdo do mouse, arrastou o ponteiro até a célula C8.
Captura de tela mostrando a tabela selecionada.
Esta atividade tem por objetivo trabalhar construções de gráficos utili-
zando uma planilha eletrônica. É recomendável trabalhar a atividade em
grupos de 2 ou 3 alunos.
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Tecnologia digital Não escreva no livro!
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279Capítulo 17 Perímetro, área e volume
p. 279, volume do 6o ano
Desvendando enigmas
Esta seção aparece ao final de algumas unidades e propõe
uma situação-problema que denominamos enigma. Essa
situação-problema tem como objetivo que os alunos utilizem
os conceitos estudados na Unidade para resolvê-la.
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XXVIII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
O enigma do avião
Natália trabalha em uma companhia de táxi aéreo e pilota um monomotor. Ela viaja com frequência para
várias cidades do Brasil e, na semana passada, demonstrou muita calma e perícia ao fazer um pouso de
emergência em uma pista na zona rural de uma cidade. Apesar do susto, ninguém se feriu e não houve
danos ao avião.
Sabe-se que o pouso forçado ocorreu por falta de combustível, de modo que a empresa proprietária do
avião está realizando uma investigação para saber se a falha foi mecânica, relacionada a consumo desregu-
lado de combustível, ou se houve problema na hora de abastecer o tanque do monomotor.
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A distância entre as
duas cidades é de
375 quilômetros. Confira,
por favor, o plano de voo.
Sim. Confere. E a
distância até a pista de
pouso mais próxima
do destino é de
50 quilômetros.
Como medida de segurança, a equipe que abastece as aeronaves faz esse serviço colocando uma quanti-
dade maior de combustível do que o necessário para realizar o trajeto definido no plano de voo.
Nesse caso, além de combustível a ser gasto na viagem principal, para uma eventual emergência acres-
centa-se combustível necessário para chegar à pista de pouso mais próxima do destino; e também uma
quantidade de combustível para 45 minutos adicionais de voo.
¥ Com base nas informações do texto e da imagem, responda: O monomotor foi abastecido com quan-
tidade insuficiente de combustível, de acordo com o recomendado, ou ocorreu algum problema de
consumo da própria aeronave? O combustível com que o monomotor foi abastecido não era suficiente.
Desvendando enigmas Não escreva no livro!
276 Unidade 7 Grandezas e medidas
p. 276, volume do 6o ano
O que aprendi
Ao final de cada Unidade, são propostas atividades
que retomam os principais assuntos abordados nela e
questões que motivam os alunos a fazer uma autoavalia-
ção do trabalho que desenvolveram durante o estudo que
realizaram. É um momento em que eles têm a possibilidade
de refletir sobre as principais dificuldades encontradas
nesse estudo, bem como os recursos de que dispuseram
para superá-las. Acompanhe as orientações didáticas para
o trabalho com esta seção.
p. 231, volume do 6o ano
Conhecimento interligado/Em ação
Após cada Unidade é apresentada a seção Conhecimento
interligado ou a seção Em ação.
Na seção Conhecimento interligado são trabalhados temas
que permitem estabelecer uma conexão entre conteúdos
matemáticos estudados na Unidade anterior à seção e outras
áreas de conhecimento.
p. 158 e p. 159, volume do 6o ano
Na seção Em ação são apresentados temas que permitem
estabelecer uma conexão entre conteúdos trabalhados na
Unidade anterior à seção e temas contemporâneos (cidadania,
trabalho e consumo, saúde, meio ambiente, ética, pluralidade
cultural, orientação sexual), possibilitando que os alunos per-
cebam a Matemática como um instrumento importante para
a compreensão da realidade e a formação cidadã.
p. 312 e p. 313, volume do 6o ano
Ambas as seções apresentam o Para explorar, com ati-
vidades que permitem verificar a compreensão leitora dos
alunos e como utilizam as ideias matemáticas na situação
apresentada. Também podem ser propostas pesquisas para
ampliar o trabalho com os temas dessas seções.
Encaminhamentos para o trabalho com o aluno
A fim de obter a participação ativa dos alunos durante a
leitura do texto e no desenvolvimento de conceitos e procedi-
mentos, ao longo do Livro do Estudante, esta coleção oferece
diferentes modos de incentivá-los a assumir uma postura de
protagonismo de sua aprendizagem, pois:
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XXIXMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
• favorece, sempre que possível, a retomada de conhecimen-
tos prévios sobre o tema por meio de questionamentos nas
aberturas das unidades e em situações na apresentação
dos conteúdos;
• permite aos alunos ter a oportunidade de acompanhar sua
compreensão sobre os conteúdos por meio de boxes, inse-
ridos ao longo dos textos, nos quais eles são questionados,
por exemplo, sobre o desenvolvimento de um raciocínio, os
resultados obtidos e se percebem regularidades;
• em diversas atividades os alunos podem explorar proprie-
dades e resultados obtidos por meio do uso de calculadoras,
de instrumentos de medição, como régua e transferidor, e
de construção de tabelas e gráficos.
Nesta coleção exploramos, sempre que possível, no texto
principal e nas atividades, situações-problema com diferentes
finalidades:
I. Introduzir um novo conceito ou procedimento, carac-
terizando-se como um problema que contextualiza o
tema em estudo. Nesse caso, é preciso certificar-se
de que os alunos compreenderam as informações da
situação proposta, garantindo um contexto familiar
para que atribuam significado aos conceitos e proce-
dimentos envolvidos.
II. Apresentar diferentes modos de resolver um problema
ou discutir diferentes representações e procedimentos,
valorizando o conhecimento matemático como resultado
de um processo. Entretanto, além de apresentar diferen-
tes estratégias de resolução de situações-problema, é
necessário estimular o aluno a elaborar e compartilhar
as diferentes estratégias, desenvolvendo as compe-
tências relacionadas à comunicação na apresentação
de resultados e conclusões.
III. Propor a integração entre diferentes campos da Matemáti-
ca, como a Geometria e a Álgebra, estabelecendo relações
entre os diversos conceitos matemáticos estudados.
IV. Favorecer a ampliação do repertório de raciocínios, técni-
cas e estratégias empregados na resolução de problemas.
É comum o aluno adotar a estratégia com a qual se sente
mais confortável para resolver uma situação-problema;
por isso, é preciso selecionar adequadamente situações
que o provoquem e o levem a explorar novoscaminhos
para a solução.
V. Discutir questões que podem ter mais de uma resposta
possível. Muitos alunos esperam que a solução de um
problema seja única, principalmente quando é um proble-
ma matemático. Por isso, questões que possuem mais
de uma solução contribuem para que o aluno desenvolva
o pensamento crítico acerca do problema proposto e
suas soluções.
VI. Desenvolver competências relacionadas à argumentação
e à elaboração de hipóteses e generalizações por meio da
observação de regularidades. Por exemplo, a observação
de padrões pode não ser tão evidente aos alunos quanto
é para o professor. Nesse caso, é interessante propor
questões que os auxiliem a percebê-los, por exemplo, em
sequências figurais ou numéricas, perguntando qual é a
próxima figura ou termo e por quê. Mesmo que os alunos
ainda não estejam aptos a representar algebricamente,
estimule-os a explicar, oralmente ou por escrito, qual é
a regularidade observada.
Situações-problema desse tipo são um caminho para o
desenvolvimento do pensamento algébrico e permitem
que o aluno atribua significado para a representação
algébrica.
VII. Diferenciar resultados aproximados e exatos e valorizar
o uso de estimativas em algumas situações. Esse tipo
de situação permite que o aluno perceba se as soluções
de um problema são pertinentes ou não.
VIII. Compreender a necessidade de demonstração para
validar resultados provenientes da experimentação ou
verificação empírica.
IX. Mobilizar os conceitos e procedimentos estudados na
elaboração de um problema. Esse tipo de situação-pro-
blema exige do aluno criatividade e articulação com o
repertório dele. Além disso, permite ao professor observar
as situações com as quais o aluno possui maior familia-
ridade e as que geram maior dificuldade.
O trabalho com situações-problema pode ser enriquecido
quando proposto em grupo, por favorecer o desenvolvimento
do aluno entre seus pares. É preciso estimular o trabalho
colaborativo.
Trabalho colaborativo
Um dos significados da palavra “colaboração” é “trabalhar
junto”, o que implica ajuda e apoio mútuos, negociação entre
as partes e responsabilidade compartilhada pelas decisões,
tendo em vista a concretização de uma tarefa. De acordo com
Damiani (2008, p. 217):
Na revisão que realizaram sobre os mecanismos que atuam
para potencializar as aprendizagens em ambientes de colabo-
ração, Jeong e Chi (1997) relatam que pesquisas realizadas nas
áreas da Antropologia, Linguística e Ciência Organizacional
sugerem que as pessoas passam a compartilhar memórias,
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XXX MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
conhecimentos, ou modelos mentais como resultado do trabalho
em conjunto. Dessa forma, atingem significados e represen-
tações comuns, possivelmente mais complexos e ricos do que
aqueles elaborados individualmente.
Em estudos como os de Coll Salvador (1994) e Colaço
(2004), o trabalho colaborativo entre os estudantes apresenta
os seguintes benefícios:
• superação do egocentrismo, ao ter de relativizar seus
pontos de vista e negociar com o grupo;
• controle de impulsos agressivos;
• adaptação às normas estabelecidas;
• socialização com os pares;
• melhora na aquisição de habilidades e no rendimento
escolar.
Os resultados desses e de outros estudos revelam que
um dos principais mecanismos psicológicos que favorecem
o bom desempenho em tarefas feitas em grupo é a coorde-
nação de operações entre os indivíduos, habilidade mais
bem desenvolvida quando o professor assume em aula uma
postura incentivadora ao trabalho colaborativo e desempenha
um papel de mediação que seja um modelo de referência aos
alunos na interação com os colegas.
A coleção oferece diversas situações nas quais o profes-
sor pode conduzir um trabalho colaborativo entre os alunos,
incentivando a leitura, a descoberta, a troca de ideias, o ques-
tionamento, a discussão sobre diferentes procedimentos e a
validação de respostas. Esse processo pode ocorrer tanto na
apresentação dos temas e nas atividades quanto nas seções
em que são apresentadas possibilidades de trabalho integra-
do com outros componentes curriculares, como Saiba mais,
Conhecimento interligado e Em ação.
Outros recursos didáticos
O trabalho pedagógico com a coleção pode ser enriquecido
com o uso de recursos didáticos que auxiliarão os alunos na
construção de conceitos, por exemplo o uso de softwares,
da calculadora, de dobraduras, de recortes, de jogos, entre
outros.
Para as atividades que exigem o uso desses recursos, é
necessária uma preparação por parte do professor, para tomar
ciência da proposta, analisar possíveis encaminhamentos
e sugerir materiais alternativos no caso de dificuldade na
obtenção dos materiais solicitados.
A seguir, destacamos brevemente dois recursos: o uso
de tecnologias digitais e de jogos.
Tecnologias digitais
O uso de tecnologias digitais em sala de aula permite ampliar
as possibilidades de ensinar e aprender Matemática, que podem ir
desde a aplicação direta de algoritmos, propriedades e conceitos
até a descoberta destes. Por exemplo, há recursos digitais que
permitem ao aluno desenvolver seus conhecimentos aplicando-os
em situações nas quais, ao apresentar uma resposta, obtenha
um retorno imediato, tornando o processo de aprendizagem mais
ágil e o aluno mais autônomo na atividade realizada. Por outro
lado, se o objetivo for apresentar um novo conteúdo, há recursos
digitais com os quais os alunos têm a oportunidade de observar
regularidades e formular hipóteses, criando condições para que
eles atribuam significado ao conteúdo estudado.
A realização de atividades com o uso de tecnologias digitais
pode contribuir para que os alunos assumam uma posição de
protagonismo em seu processo de aprendizagem. Por isso re-
comendamos o uso de tecnologias digitais não apenas na seção
Tecnologia digital, que aborda o uso de calculadoras e softwares,
mas também com certa recorrência ao longo do ano letivo.
A seguir, tratamos um pouco mais do uso da calculadora
e de objetos educacionais digitais.
Calculadora
A exploração exaustiva dos cálculos por meio de listas de
exercícios cuja finalidade era o treino na operacionalização
dos algoritmos teve sua importância diminuída ao longo das
últimas décadas.
O advento das calculadoras eletrônicas e sua popularização
provocaram uma mudança na concepção do ensino de algo-
ritmos usuais das operações aritméticas em sala de aula e do
uso desses algoritmos nas práticas sociais. Isso não significa
que devemos deixar de ensinar algoritmos aos alunos, mas
sim refletir sobre como trabalhar com esse tema em sala de
aula. O trabalho com algoritmos permite analisar como os
alunos organizam as ideias em uma sequência lógica, além
de identificar possíveis lacunas na compreensão dos alunos.
Desse modo, compartilhamos a ideia de que a calculadora
pode ser um recurso adicional em um contexto mais amplo
e de investigação, em que os alunos devem mobilizar conhe-
cimentos para observar regularidades e construir hipóteses
sobre resultados matemáticos.
Ao trabalhar com calculadoras em sala de aula, o professor
deve estar ciente de que há diferentes modelos de calculadora
e procedimentos de uso. Por isso, é necessária uma preparação
na qual sejam realizados alguns testes com os alunos, além de
acompanhá-los individualmente, até que todos compreendam
como utilizar esse instrumento.
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XXXIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Objetos Educacionais Digitais
Em sites de universidades e de outras instituições é possível
encontrar diversos recursos digitais que oferecem simulações,
jogos, animações, planilhas eletrônicas, entre outros softwares,
que podem auxiliá-lo no trabalho com os alunos.
Como exemplos de recursos disponíveis, citamos os doisrepositórios digitais a seguir.
• Coleção M3 - Matemática Multimídia
Esse portal contém mais de 350 recursos educacionais
digitais para o ensino de Matemática no Ensino Médio, de-
senvolvidos pela Unicamp (SP) a partir de financiamento do
FNDE, SED, MCT e MEC. Os recursos estão em formatos digitais
como áudio, vídeo e software. Disponível em: <http://m3.ime.
unicamp.br/>. Acesso em: 16 out. 2018.
• Bioe – Banco Internacional de Objetos Educacionais
Criado pelo MEC em 2008, o Bioe é um repositório digital
com diversos recursos educacionais de livre acesso e em
diferentes formatos: áudio, vídeo, animação, simulação, entre
outros. Nele, há conteúdos para vários níveis de ensino, desde
Educação Infantil até Ensino Superior, incluindo também a
Educação Profissional. Disponível em: <http://objetoseduca
cionais.mec.gov.br>. Acesso em: 16 out. 2018.
Jogos
O uso de jogos no contexto educacional tem sido respaldado
pelos trabalhos de vários pesquisadores, que destacam os
benefícios aos alunos, em particular dos jogos com regras, pois:
[...] No que diz respeito à Matemática na perspectiva esco-
lar, o jogo de regras possibilita à criança construir relações
quantitativas ou lógicas: aprender a raciocinar e demonstrar,
questionar o como e o porquê dos erros e acertos. [...]
(MACEDO et al., 1997, p. 151)
De acordo com Lara (2003), com relação aos objetivos, os
jogos podem ser classificados basicamente em: jogos de cons-
trução, de treinamento, de aprofundamento e de estratégia.
Destacamos a seguir os jogos de treinamento e os de estratégia,
que em geral são mais comuns no trabalho em sala de aula.
Jogos de treinamento: são aqueles cuja finalidade é subs-
tituir longas e tediosas listas de exercícios e por meio dos
quais se procura retomar algum conceito ou procedimento
que necessite de retomada ou reforço.
Jogos de estratégia: trabalham habilidades por meio das
quais os alunos buscam, com base nas regras do jogo, resolver
problemas a fim de atingir o objetivo do jogo.
Em Matemática, o uso de jogos na prática educacional se
justifica porque eles podem contribuir para:
• inserir a situação de aprendizagem em um contexto familiar
e prazeroso ao aluno;
• desenvolver a confiança do aluno em buscar alternativas,
testar, errar e retomar tentativas sem criar ressentimen-
tos no caso de insucessos, uma vez que as situações se
sucedem rapidamente na situação de jogo;
• favorecer a prática de resolução de problemas, permitindo
ao aluno fazer perguntas, desenvolver estratégias, antecipar
resultados, realizar cálculos mentais e/ou desenvolver a
visualização geométrica, dependendo da natureza do jogo,
e verificar a solução obtida em cada caso.
Propusemos, no final destas Orientações gerais, sugestões
de jogos e outras atividades com o intuito de explorar aspec-
tos mencionados anteriormente. Essas atividades podem, a
critério do professor, sofrer alterações, ajustes ou ampliações
conforme as especificidades da turma.
Avaliação em Matemática
A avaliação é um processo que está relacionado aos obje-
tivos definidos no planejamento pedagógico e à metodologia
de ensino utilizada a fim de atingi-los. Se o ensino propõe
contribuir para a formação de cidadãos conscientes e atuan-
tes em sua realidade e participantes na construção de seu
conhecimento, faz-se necessário superar a visão meramente
classificatória da avaliação, ou ainda, como instrumento de
controle do professor sobre os alunos. De acordo com Luckesi
(2004, p. 4-6):
as provas são recursos técnicos vinculados aos exames e não
à avaliação. Importa ter-se claro que os exames são pontuais,
classificatórios, seletivos, antidemocráticos e autoritários; a
avaliação, por outro lado, é não pontual, diagnóstica, inclusiva,
democrática e dialógica. [...]
As provas (não confundir prova com questionário, contendo
perguntas abertas e/ou fechadas; este é um instrumento; provas
são para provar, ou seja, classificar e selecionar) traduzem a
ideia de exame e não de avaliação. Avaliar significa subsi-
diar a construção do melhor resultado possível e não pura e
simplesmente aprovar ou reprovar alguma coisa. Os exames,
através das provas, engessam a aprendizagem; a avaliação a
constrói fluidamente.
A identificação de avaliação com a aplicação de provas ou
testes se relaciona à concepção de avaliação como medida,
que é parcialmente subsidiada pela crença de que o aspecto
quantitativo é isento de subjetividade. Já as avaliações que
valorizam o processo de aprendizagem, identificadas como
formativas, baseiam-se na concepção de que a avaliação deve
servir de base a uma tomada de decisão, ou seja, serve para
subsidiar ações pedagógicas que assegurem a aprendizagem
do aluno. É importante destacar que os aspectos quantitati-
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XXXII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
vos e qualitativos não são mutuamente excludentes, ou seja,
podem ser complementares desde que os modelos de provas
recebam ajustes e adaptações.
A pergunta que nos fazemos é “Como implementar uma
avaliação de caráter formativo?”.
Tomicioli e Donatoni (2008) procuram elucidar essa questão
com base em Vasconcellos (1993):
Vasconcellos (1993) em sua análise de alternativas para uma
nova forma de avaliar, apresentou cinco propostas que, a seu
ver, são fundamentais para a realização de uma avaliação que
quer a participação do educando no seu processo avaliativo
e na construção do seu conhecimento.
A primeira proposta seria alterar a metodologia de tra-
balho em sala de aula. O professor precisaria repensar sua
prática, utilizando um conteúdo mais significativo e uma
metodologia mais participativa. Não se pode conceber uma
avaliação reflexiva, crítica, emancipatória num processo de
ensino positivo, repetitivo, alienante. (p. 55)
A segunda proposta seria diminuir a ênfase na avaliação.
Ela deveria ser contínua para cumprir sua função de integrar o
processo de ensino-aprendizagem; só deveria ser feita durante
o processo, quando o professor acompanhasse diretamente
a construção do conhecimento do aluno. A ênfase deveria
estar centrada no processo, e não no produto. [...]
A terceira proposta feita por ele refere-se ao conteúdo da
avaliação. Como a avaliação deve ser reflexiva, não deve ter
conteúdo decorativo, pois quando o aluno decora, não tem a
preocupação de aprender […]. O professor deveria ainda ter
o cuidado de que a complexidade dos exercícios das provas
fosse semelhante à das aulas, para dar continuidade ao seu
trabalho. Deve-se buscar avaliar aquilo que é fundamental no
ensino, como, por exemplo, o estabelecimento de relações, a
comparação de situações, a capacidade de resolver problemas,
a compreensão crítica etc. (p. 65)
A quarta proposta seria a de alterar a postura diante dos
resultados da avaliação. Na avaliação como parte do proces-
so de aprendizagem, seria preciso que os resultados fossem
encarados como ponto de partida para tomada de decisões
na superação dos problemas apresentados. O aluno deveria
ter sua participação aumentada na avaliação e na educação.
A quinta proposta refere-se ao trabalho de conscientização
da comunidade educativa. O professor deveria trabalhar para
criar uma nova visão de educação entre os alunos e as famí-
lias, visando acabar com essa distorção sobre a avaliação. O
primeiro passo seria infundir nos alunos, familiares e mesmo
nos professores o sentido comunitário da aprendizagem. Todos
deveriam colaborar para que todos alcançassem a construção
efetiva de seu conhecimento. (TOMICIOLI; DONATONI,
2008, p. 155-156)
Uma avaliação que se alinhe com essa concepção deve
apresentar as seguintes características:
• não se restringir apenas aos momentos de aplicação de
provas, uma vez que a evolução do aluno se manifesta
ao longo de todo o processo de ensino e aprendizagem, e
utilizar diferentes instrumentos de avaliação;
• conceber o erro como suportepara a aprendizagem, fa-
vorecendo, por meio de sua análise, a compreensão das
dificuldades apresentadas pelo aluno;
• abordar diferentes habilidades relacionadas aos saberes
avaliados;
• valorizar o processo de aprendizagem e não apenas a
obtenção de respostas certas;
• propiciar a autoavaliação dos alunos.
Uma avaliação nesses moldes pode ser desenvolvida com
auxílio de alguns recursos, como os destacados a seguir.
Elaboração de relatórios
Os alunos podem ser incentivados a elaborar relatórios nos
quais descrevem suas experiências, permitindo ao professor
observar e compreender os avanços obtidos e as dificulda-
des apresentadas, de modo a obter subsídios para ações de
retomada dos conteúdos. Um contexto adequado para se
propor tal modalidade de registro é durante a realização de
atividades de resolução de problemas, em que, nesse registro,
os alunos poderão:
• apresentar a resolução detalhada de algumas atividades,
o que permite ao professor avaliar diferentes habilidades,
as estratégias de resolução empregadas, a realização dos
cálculos, a maneira como o aluno se comunica matema-
ticamente, etc.;
• responder a questões que envolvam a reflexão sobre as
ações executadas durante as atividades, sugerindo a
análise do que ocorreria com a solução se determinado
dado do problema fosse modificado; em que condições
o problema não apresentaria solução; apresentar o início
de uma resolução e pedir aos alunos que a completem;
solicitar que analisem por que determinada resolução
sugerida está incorreta, etc.;
• relatar os pontos nos quais tiveram mais dificuldades e
em que aspectos o trabalho em equipe (no caso em que a
atividade foi proposta dessa forma) favoreceu a elucidação
das dificuldades e a compreensão dos conteúdos.
Observação das ações em sala de aula
Ao considerar a avaliação como um processo contínuo, a
observação da participação dos alunos em sala de aula ofe-
rece ao professor a oportunidade de avaliar o aluno antes e
depois das intervenções pedagógicas, além de verificar se os
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XXXIIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
objetivos definidos no planejamento pedagógico estão sendo
alcançados. Esse olhar permite ao professor diagnosticar as
habilidades desenvolvidas pelo aluno ao longo do processo,
detectar suas dificuldades (conceituais, procedimentais e
atitudinais) e proporciona elementos para o planejamento
de ações que visam garantir a aprendizagem dos conteúdos.
Em nossa coleção, as situações propostas na abertura
possibilitam ao professor sondar os conhecimentos prévios dos
alunos. Além disso, há questionamentos em boxes propostos
ao longo do desenvolvimento do conteúdo que permitem ao
professor acompanhar o progresso dos alunos e identificar
as dificuldades do grupo.
Aplicação de provas
Provas ou testes podem ser utilizados como instrumentos
de avaliação, havendo diversas modalidades, como: individuais,
em dupla ou em grupo, em sala de aula ou em casa, com con-
sulta ou sem consulta, escritas ou orais, em uma única etapa
ou em diversas etapas. Em relação à realização de provas em
diversas etapas, uma possibilidade é a devolução da prova
corrigida pelo professor ao aluno para que ele refaça as ques-
tões nas quais apresentou dificuldades, ou ainda a devolução
com encaminhamentos orientando o aluno a localizar o erro,
reconhecê-lo e reestruturar a resolução da questão. Essa
abordagem empresta à aplicação das provas uma dimensão
formativa, a qual deve ser sustentada com a diversificação
das questões propostas, que podem envolver problemas
elaborados pelos alunos, problemas abertos, problemas que
podem ser resolvidos por meio de diversas estratégias; resu-
mindo, questões que favoreçam a reflexão, a postura crítica,
a criatividade, a argumentação e a elaboração de hipóteses,
preferencialmente com o uso de diferentes representações
(textos, imagens, gráficos, tabelas e esquemas).
Autoavaliação
A reflexão individual sobre o processo de aprendizagem
e socialização também contribui para a avaliação do aluno.
Motivá-lo a fazer essa reflexão é fundamental para que ele se
reconheça como sujeito do processo de ensino e aprendizagem:
Por meio da autoavaliação, o estudante assume sua respon-
sabilidade em seu próprio processo educacional, de modo que
a todo momento pode saber como vai progredindo em sua
aprendizagem. O professor com sua prática docente e avalia-
dora, deve propiciar e desenvolver a autoavaliação do aluno.
Sem a autoavaliação acerca dos acertos e dos erros não haverá
progresso significativo de aprendizagem. (ARREDONDO;
DIAGO, 2009, p. 221)
Uma possibilidade de encaminhar uma autoavaliação
consiste em apresentar aos alunos algumas questões,
como: “Dos tópicos estudados, quais foram os que eu tive
maior facilidade em compreender? E maior dificuldade?”;
“As atividades propostas foram suficientes para que eu
compreendesse o assunto?”; “Eu procurei expor minhas
dúvidas e solicitei auxílio do professor e dos colegas?”; “Eu
realizei as atividades propostas em aula e as atividades
propostas para casa?”; “Eu fui solícito com o professor e os
colegas?”; etc.
A seção O que aprendi, no Livro do Estudante, propõe
questões que auxiliam o aluno a avaliar seu próprio apro-
veitamento ao estudar o conteúdo da Unidade. Espera-se
que os alunos reflitam sobre essas questões e registrem
as respostas com o intuito de retomar o que não ficou bem
consolidado no processo de aprendizagem e de construir
com o professor e os colegas um plano de estudo para essa
retomada, bem como para o estudo de novos temas. Esse
processo possibilita inclusive que o professor reflita sobre
sua prática pedagógica.
Sugestões para a formação continuada e o
desenvolvimento profissional docente
Apresentamos a seguir algumas sugestões de mate-
riais e de sites que podem ser consultados para ampliar
as possibilidades de trabalho em sala de aula. Em alguns
desses sites é possível descobrir informações sobre
publicações e cursos que poderão contribuir para a sua
formação continuada.
Revistas e periódicos
• Bolema – Boletim de Educação Matemática
Periódico cuja intenção é disseminar a produção científi-
ca em Educação Matemática. Nele são publicados textos
como artigos e resumos de dissertações com foco no en-
sino e aprendizagem de Matemática e na importância da
Educação Matemática para a sociedade. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pi
d=0103-636X&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 12 out.
2018.
• RPM – Revista do Professor de Matemática
Revista destinada aos professores de Matemática dos
anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e a
alunos do curso de licenciatura. A revista publica artigos
que podem contar sobre uma experiência em sala de aula,
trazer problemas instigantes ou novas abordagens para
um assunto conhecido. Disponível em: <http://rpm.org.
br/>. Acesso em: 12 out. 2018.
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XXXIV MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
• Zetetiké – Revista de Educação Matemática
Revista quadrimestral que busca contribuir para o desen-
volvimento da pesquisa na área da Educação Matemática e
para a formação de pesquisadores dessa área, divulgando
pesquisas e estudos realizados em instituições brasileiras
ou estrangeiras. Disponível em: <https://periodicos.sbu.
unicamp.br/ojs/index.php/zetetike>. Acesso em: 12 out. 2018.
• Revemat – Revista Eletrônica de Educação Matemática
Revista científica cujos artigos tratam de temas como
epistemologia, formação de professores e ensino e apren-
dizagem em Matemática, enfatizando as contribuições
dos estudos em Semiótica nessas áreas. Disponível em:
<https://periodicos.ufsc.br/index.php/revemat>. Acesso
em: 12 out. 2018.
Órgãos governamentais, grupos e instituições
• Caem – Centro de Aperfeiçoamentodo Ensino da Mate-
mática (USP)
Seu objetivo é prestar serviços de assessoria a profes-
sores de Matemática, além de oferecer atividades como
seminários e oficinas. Disponível em: <https://www.ime.
usp.br/caem/>. Acesso em: 12 out. 2018.
• Cempem – Centro de Estudos, Memória e Pesquisa em
Educação Matemática (Unicamp)
É um órgão de apoio à docência, pesquisa e extensão na
área de Educação Matemática. Neste centro de estudos, os
professores podem buscar aperfeiçoamento profissional e
novas propostas através de cursos e grupos de pesquisa.
Disponível em: <https://www.cempem.fe.unicamp.br/>.
Acesso em: 12 out. 2018.
• Cremm – Centro de Referência de Modelagem Matemática
no Ensino da Fundação Universidade Regional de Blume-
nau (Furb)
O objetivo é promover ações que contribuam para a Educa-
ção Matemática e dispor de um sistema de documentação
referente a pesquisas e práticas pedagógicas de modelagem
matemática no ensino. Disponível em: <http://www.furb.br/
cremm/portugues/index.php>. Acesso em: 12 out. 2018.
• Gepeticem – Grupo de Estudos e Pesquisas das Tecnologias
da Informação e Comunicação em Educação Matemática
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
O Gepeticem desenvolve pesquisas, tanto na Educação
Básica quanto no Ensino Superior, sobre a utilização e
análise das tecnologias da informação e comunicação
no ensino básico e na formação docente. Disponível em:
<http://www.gepeticem.ufrrj.br/portal/sobre-o-grupo/>.
Acesso em: 12 out. 2018.
• Impa – Instituto de Matemática Pura e Aplicada
Instituto de ensino e pesquisa em Matemática que, além de
desenvolver pesquisa no Ensino Superior, oferece o Progra-
ma de Aperfeiçoamento para Professores de Matemática
do Ensino Médio (Papmem) – um treinamento gratuito
para a formação continuada de docentes. Disponível em:
<https://impa.br/>. Acesso em: 12 out. 2018.
• LEM – Laboratório de Ensino de Matemática (Unicamp)
Instituição de pesquisa e assessoria na área de Matemática,
o laboratório tem por finalidade contribuir com o ensino
de Matemática através do compartilhamento de conheci-
mentos e tendências e da promoção do desenvolvimento
profissional de professores. Disponível em: <https://www.
ime.unicamp.br/lem/>. Acesso em: 12 out. 2018.
• LEM – Laboratório de Ensino de Matemática (USP)
O LEM possui uma coleção de materiais interativos voltados
para o ensino de Matemática por meio do uso de sistemas
computacionais, estimulando o aprendizado da Matemática
de modo prático. Disponível em: <https://www.ime.usp.br/
lem/>. Acesso em: 13 out. 2018.
• SBHMat – Sociedade Brasileira de História da Matemática
Seu objetivo é promover levantamentos, pesquisas e
estudos sobre a História da Matemática como forma de
desenvolver essa área de conhecimento, além de elaborar
e executar programas de capacitação e prestar serviços
de consultoria acadêmica e afins. Disponível em: <http://
www.sbhmat.org/>. Acesso em: 13 out. 2018.
• Sbem – Sociedade Brasileira de Educação Matemática
Tem como principal finalidade reunir educadores matemá-
ticos da Educação Básica ao Ensino Superior e estudantes
dessa área para discutir, em grupos, simpósios, congressos
e outros eventos, questões relacionadas ao processo de
ensino e aprendizagem da Matemática, incluindo a formação
de professores e o uso e a análise de livros didáticos e de
outros recursos pedagógicos. Disponível em: <http://www.
sbembrasil.org.br/sbembrasil/>. Acesso em: 13 out. 2018.
• SBM – Sociedade Brasileira de Matemática
A SBM é responsável por diversas atividades voltadas à
pesquisa matemática e ao ensino de Matemática, como a
publicação de livros e periódicos, a produção de eventos
acadêmicos e reuniões científicas e o apoio a Olimpíadas de
Matemática regionais e nacionais, como a Obmep – Olim-
píada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (em
colaboração com o Impa) e a OBM – Olimpíada Brasileira
de Matemática. Disponível em: <https://www.sbm.org.br/>.
Acesso em: 13 out. 2018.
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XXXVMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Sugestões de leitura
BARBOSA, Ruy M. Conexões e educação matemática: brinca-
deiras, explorações e ações. v. 2. Belo Horizonte: Autêntica
Editora, 2009.
Nesse livro, são propostas brincadeiras e explorações com
triângulos, poliminós, dobradura com tiras e outros. Ele fornece
muitas atividades para uso em sala de aula.
. Geoplanos e redes de pontos: conexões e educação
matemática. v. 4. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.
O autor apresenta nessa obra o geoplano e algumas possi-
bilidades de exploração geométrica por meio de atividades
práticas destinadas a alunos do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio.
BARRETO, Marcilia C.; CARVALHO, Rodrigo L.; MAIA, Dennys L.;
PINHEIRO, Joserlene L. Matemática, aprendizagem e ensino.
Fortaleza: EdUECE, 2013.
Esse livro aborda diferentes temas da Educação Matemática,
sendo de especial interesse o capítulo “A concepção de fração
de pedagogos: contribuição da teoria dos registros de repre-
sentação semiótica”. A leitura desse capítulo fornece impor-
tantes subsídios para que o professor avalie as dificuldades
das crianças em relação ao estudo de fração.
BOYER, Carl B. História da Matemática. São Paulo: Edgard
Blucher, 1996.
Um livro que aborda a história da Matemática desde o período
Neolítico até as últimas realizações matemáticas do século
XX. Os capítulos iniciais dessa obra abordam antigos sistemas
de numeração.
CHERMAN, Alexandre; VIEIRA, Fernando. O tempo que o tempo
tem. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
Esse livro aborda a história dos calendários, permitindo que
se estabeleça uma relação entre a astronomia, as diferentes
culturas e os sistemas de registros nos calendários Juliano,
Gregoriano, Judaico, Maia e outros.
COUTINHO, Severino C. Números inteiros e criptografia RSA. Rio
de Janeiro: Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada,
IMPA, 2007.
Com esse livro, é possível aprofundar o conhecimento sobre
números inteiros, fatoração, algoritmos de divisão, números
primos e outros assuntos da teoria dos números, como con-
gruências, aritmética modular e suas aplicações em sistemas
de segurança de dados.
CURY, Helena N. Análise de erros: o que podemos aprender com
as respostas dos alunos. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007.
Nesse livro a autora apresenta subsídios teóricos relativos à
análise de erros cometidos por alunos e defende a utilização
desses erros como instrumento de pesquisa e metodologia
de ensino. A ideia principal é que os alunos sejam estimula-
dos a refletir sobre o erro de modo que isso contribua para a
aprendizagem.
DAVIS, Harold T. Tópicos de história da matemática para uso
em sala de aula: computação. São Paulo: Atual, 1992.
Nesse livro, são apresentadas as ideias das técnicas de cál-
culo desenvolvidas ao longo do tempo pelas mais diversas
civilizações, abrangendo as quatro operações fundamentais
da aritmética, entre outros assuntos.
DEVLIN, Keith. O gene da matemática: o talento para lidar
com números e a evolução do pensamento matemático. Rio
de Janeiro: Record, 2004.
O autor apresenta uma teoria para o desenvolvimento do
pensamento matemático e suas relações com a linguagem.
Nos capítulos iniciais são abordados diversos aspectos da
matemática, como as teorias que explicam a aquisição do
conceito de número.
DUARTE, Newton. Educação escolar, teoria do cotidiano e a
escola de Vigotski. Campinas: Editora Autores Associados,
1996.
Nesse livro o autor aborda o papel da educação escolar na
formação do indivíduo e analisa de que modo ela forma neces-
sidades cada vez mais elevadas para além da vida cotidiana.
DU SAUTOY, Marcus. A música dos números primos: a história
de um problema não resolvido em matemática. Rio de Janeiro:
Zahar, 2007.
Nesse livro, é apresentada a história da hipótese de Riemann,
um resultado de fundamental importância para a matemática
atéhoje não provado.
FAYOL, Michel. Numeramento: aquisição das competências
matemáticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
Nessa obra o autor aborda as dificuldades encontradas pelas
crianças na aquisição do conceito de número, reportando-se
aos resultados de pesquisas sobre o tema em psicologia
cognitiva e neuropsicologia.
FONSECA, Maria da Conceição F. R.; LOPES, Maria da Penha;
BARBOSA, Maria das Graças G.; GOMES, Maria Laura M.; DAYRELL,
Mônica Maria M. S. S. O ensino de Geometria na escola funda-
mental: três questões para a formação do professor dos ciclos
iniciais. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2007.
Nesse livro, são discutidas três questões sobre o ensino de
Geometria: o que se ensina em Geometria, os conhecimentos
de Geometria dos professores e dos alunos, e por que se
ensina Geometria. Organizado a partir de atividades práticas
realizadas em oficinas de formação de educadores, o livro
apresenta, ainda, a fundamentação teórica que sustenta a
proposta nele apresentada.
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XXXVI MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
FONSECA FILHO, Cléuzio. História da computação: o caminho
do pensamento e da tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.
Nesse livro, o autor analisa a trajetória histórica da evolução dos
conceitos relacionados à lógica e à computação, desde Aristó-
teles até a era da Inteligência Artificial. De especial interesse
são os capítulos 5 e 6, que apresentam um panorama histórico
desde a invenção das máquinas de calcular até os dias atuais.
GOLDEMBERG, José (Coord.). Metrópoles e o desafio urbano
frente ao meio ambiente. São Paulo: Blucher, 2010. (Série
Sustentabilidade).
Nesse livro são apresentados os desafios das metrópoles em
relação à gestão ambiental, o transporte público, as demandas
de energia e outros temas, o que o torna um excelente ponto
de apoio para pesquisas sobre a sustentabilidade.
GUNDLACH, Bernard H. Tópicos de história da Matemática
para uso em sala de aula: números e numerais. São Paulo:
Atual, 1992.
Além de contar resumidamente a história dos números e dos
numerais, esse livro apresenta 27 cápsulas contendo detalhes
sobre os mais diversos aspectos da história dos números, como
números de Mersenne, ternos pitagóricos e números de Fibonacci,
entre outros assuntos.
IFRAH, Georges. Os números: a história de uma grande invenção.
São Paulo: Globo, 1987.
Esse livro é um dos mais acessíveis materiais sobre a história
dos sistemas de numeração, tornando-se uma fonte de consulta
e de pesquisa para alunos e professores.
IMENES, Luiz Marcio; LELLIS, Marcelo. Os números na história da
civilização. São Paulo: Scipione, 1999.
Esse livro apresenta os sistemas de numeração desenvolvidos
na Antiguidade e pode ser usado como consulta sobre aspectos
históricos relacionados a esses sistemas.
LINDQUIST, Mary M. Aprendendo e ensinando Geometria. São
Paulo: Atual, 1994.
Esse livro é o primeiro anuário do Conselho Nacional de Profes-
sores de Matemática (NCTM), dos Estados Unidos, contendo 20
artigos sobre o ensino e a aprendizagem da Geometria, escritos
por diversos especialistas.
NIVEN, Ivan. Números: racionais e irracionais. Rio de Janeiro:
Sociedade Brasileira de Matemática, 1984.
Nesse livro, podem-se consultar os fundamentos do nosso
sistema numérico, em particular a classificação de números em
racionais e irracionais.
NUNES, Terezinha; CAMPOS, Tânia M. M.; MAGINA, Sandra;
BRYANT, Peter. Educação Matemática: números e operações
numéricas. São Paulo: Cortez, 2005.
Os autores apresentam os fundamentos teóricos da aprendizagem
das quatro operações sob o enfoque das teorias sociointeracio-
nistas, além de exemplos de situações e respostas dos alunos
diante de cálculos com as operações, consistindo em importante
fonte de consulta e pesquisa para professores.
RODRIGUES, Marian dos Santos. O ensino de grandezas e medidas
através de uma abordagem investigatória. Dissertação (Mes-
trado em Ensino de Ciências Naturais e Matemática) – Centro
de Ciências Exatas e da Terra, UFRN, Natal (RN). Orientador: Iran
Abreu Mendes. Disponível em: <https://repositorio.ufrn.br/jspui/
handle/123456789/16034>. Acesso em: 13 out. 2018.
Nessa dissertação, a autora recupera a história das práticas
pedagógicas relacionadas ao ensino de grandezas e medidas,
apresenta os fundamentos teóricos que subsidiam sua pesquisa
e propõe estratégias de intervenção em sala de aula.
SINGH, Simon. O último teorema de Fermat. Rio de Janeiro: Record,
1998.
Esse livro conta a história de um problema matemático que levou
358 anos para ser resolvido. O livro conta ainda vários aspectos
históricos, permitindo ao leitor conhecer parte das descobertas
matemáticas motivadas por esse problema.
TAHAN, Malba. O homem que calculava. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Esse livro apresenta várias histórias em que aparecem problemas
matemáticos cujas soluções são obtidas por meio de estratégias
muito interessantes desenvolvidas pela personagem Beremiz.
No apêndice do livro são apresentadas as explicações para as
soluções dos problemas.
VIEIRA, Eduardo. Os bastidores da internet no Brasil. Barueri:
Manole, 2003.
Nessa obra o autor apresenta a história da internet em nosso
país com foco nas modificações socioeconômicas promovidas
por ela na sociedade brasileira.
VILLIERS, Michael. Algumas reflexões sobre a teoria de Van Hiele.
São Paulo, v. 12, n. 3, Revista Educação Matemática Pesquisa,
2010. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/emp/
article/view/5167>. Acesso em: 13 out. 2018.
Nesse artigo o autor apresenta a teoria de desenvolvimento do
pensamento geométrico de Van Hiele e discute algumas de suas
implicações para o ensino e a aprendizagem da Geometria.
Sugestões de jogos e outras atividades
Neste tópico, apresentamos sugestões de jogos e outras
atividades, separadas por ano e com a indicação da Unidade
do Livro do Estudante em que elas podem ser utilizadas. Ao
final desta seção apresentamos algumas orientações didáticas
para o trabalho com essas propostas.
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XXXVIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
6º ano – Unidade 2
Jogadores
• 2 jogadores.
Material
• Papel e duas canetas de cores diferentes.
Regras
• Determinem quem vai ser o primeiro e quem vai ser o segundo jogador.
• O primeiro jogador começa desenhando uma região fechada qualquer; em seguida, o segundo jogador desenha, com a caneta
de outra cor, uma região que seja vizinha àquela, mas que não a englobe nem a toque em apenas um ponto:
Vizinhança permitida Vizinhanças não permitidas
• Os jogadores alternam-se preenchendo as regiões até que cada um tenha desenhado 5 regiões.
• Em seguida, os jogadores decidem quem começará a distribuir 100 pontos entre suas regiões, alternadamente. Por exemplo,
o primeiro jogador escreve 30 em uma de suas regiões, e o segundo escreve 20 em uma das regiões dele, até que fiquem
sem pontos, ou seja, que tenham distribuído 100 pontos cada. Não é obrigatório que todas as regiões de um jogador tenham
pontos em seu interior.
• Em seguida, começa a fase de ataque: o primeiro jogador escolhe uma região do adversário para atacar e calcula a soma dos
pontos das suas regiões que são vizinhas ao território atacado. Se essa soma for maior que os pontos da região atacada, essa
região é eliminada (marca-se um X sobre ela). Acompanhe o exemplo:
15
10
40
25
20
35
25
510
15
X
O jogador que tem as regiões de cor azul decidiu atacar a região do adversário que tem 40 pontos. Como a soma dos pontos
das regiões em azul que são vizinhas da região atacada totaliza 70 pontos (25 1 35 1 10 5 70), e como 70 é maior que
40, essa região do adversário é eliminada.
• Se a soma dos pontos das regiões que atacam for igual ou menorque os pontos da região atacada, nada acontece e o jogador
passa a vez.
• A partida termina quando não for mais possível aos jogadores eliminar território adversário.
Vence quem, ao final da partida, tiver o maior número de regiões que não foram eliminadas. Em caso de empate, o vencedor será
quem tiver ao todo mais pontos em suas regiões que não foram marcadas com X.
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Batalha das regi›es
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XXXVIII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
6º ano – Unidade 4
Neste jogo, você e os colegas devem registrar nove números distintos de 1 a 50 em um tabuleiro. Em seguida, cada um, na
sua vez, deve observar os números sorteados em dois dados e verificar se um desses números, ou a soma deles, é divisor de
um dos números registrados no tabuleiro.
Jogadores
• Grupos de 2, 3 ou 4 jogadores.
Material
• Caneta ou lápis grafite.
• 2 dados comuns.
• Folha de papel e régua para fazer o tabuleiro (1 tabuleiro para cada jogador).
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Thinkstock/Getty Images
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Como fazer o tabuleiro
Regras
• Antes de começar a partida, cada jogador deve preencher as casas de seu tabuleiro com nove números distintos de 1 a 50 e
colocar o tabuleiro à sua frente, para que os outros jogadores possam vê-lo.
• Os jogadores devem decidir quem começa a partida e combinar uma ordem de jogadas, alternando-se em cada rodada.
• Cada jogador, na sua vez, deve lançar os dados e observar os números obtidos. Em seguida, o jogador da vez deve verificar
se um dos números de seu tabuleiro é divisível por um dos números obtidos no dado ou pela soma deles. Caso isso aconteça,
o número do tabuleiro deve ser riscado.
Por exemplo: se o jogador da vez tem o número 35 registrado em seu tabuleiro e obteve nos dados os números 5 e 2, ele
pode riscar o número 35, pois a divisão de 35 por 5 é exata (35 : 5 5 7). Observe que o número 35 também poderia ser
dividido pela soma dos números obtidos nos dados, 5 1 2 5 7, pois 35 : 7 5 5.
• Em cada rodada, o jogador da vez deve riscar apenas um número de seu tabuleiro, caso seja possível.
• Se o jogador da vez não conseguir riscar nenhum dos números disponíveis em seu tabuleiro, ele deve passar a vez ao próximo
jogador da rodada.
Vence a partida o jogador que riscar primeiro todos os números de seu tabuleiro.
Jogo dos divisores
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XXXIXMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
7º ano – Unidade 1
Jogadores
• Grupos de 2 ou 3 alunos.
Material
• folhas de papel-cartão azul, vermelho e branco.
• 1 dado comum.
• Canetinhas azul e vermelha.
Como fazer
• Utilize os papéis-cartão azuis e vermelhos para montar as cartas coloridas. Cada grupo vai precisar de 60 retângulos azuis e
60 retângulos vermelhos, todos de mesmo tamanho.
• Utilize o papel-cartão branco para montar um dado de seis faces. Com as canetinhas, pinte três faces do dado de azul e as
outras três de vermelho.
Regras
• Cada carta azul representa 11 ponto, e cada carta vermelha representa 21 ponto. Uma carta azul juntamente com uma carta
vermelha “anulam-se”, ou seja, correspondem a zero ponto.
• Os jogadores devem formar 2 montes no centro, um com as cartas azuis e o outro com as cartas vermelhas, e decidir quem
começa a partida.
• Na sua vez, o jogador deve lançar os 2 dados ao mesmo tempo. Depois, ele deve retirar do monte o número de cartas azuis ou
vermelhas de acordo com a cor obtida no dado colorido e o número obtido no dado comum. Por exemplo, se o jogador da vez obteve
a cor vermelha em um dado e, no outro, o número 5, ele deve retirar 5 cartas vermelhas do monte, correspondendo ao número 25.
• Ao final de cada rodada, cada jogador deve juntar as cartas que obteve e calcular o número de pontos.
Vence o jogo quem conseguir mais pontos ao final de 5 rodadas.
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Batalha numŽrica
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XL MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
7º ano – Unidade 5
Alguns tipos de mosaico são feitos por meio da repetição de padrões geométricos e do uso de simetria para fazer as compo-
sições. Nesta atividade, você terá a possibilidade de compor mosaicos usando dois diferentes tipos de malha.
Material
• Folha de papel com malha quadriculada, folha de papel com malha triangular, lápis de cor, caneta hidrográfica e régua.
Construção
I. Crie um padrão geométrico para ser reproduzido na malha triangular, de modo a obter um mosaico. Use lápis ou canetas
hidrográficas de diferentes cores para compor o mosaico.
Observe um modelo de padrão geométrico.
Padrão geométrico. Parte do mosaico obtido por meio da repetição do padrão.
II. Crie um padrão geométrico para ser reproduzido na malha quadriculada, de modo a obter um mosaico. Use lápis ou canetas
hidrográficas de diferentes cores para compor o mosaico. Observe um modelo de padrão geométrico.
Parte do mosaico obtido por meio da
repetição do padrão.
Padrão geométrico.
III. Compare as composições criadas pelos colegas e verifique a presença de simetria nessas composições. Com auxílio do
professor, selecione alguns mosaicos para montar um mural na sala de aula.
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Mosaico e simetria
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XLIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
7º ano – Unidade 8
Jogadores
• Grupos de 4 alunos.
Material
• Cartolina para tabuleiro.
• 1 peão ou marcador.
• 3 moedas.
• 4 fichas de papel indicadas, respectivamente, por P, Q, R e S.
Como fazer tabuleiro e fichas
• Recortar uma tira da cartolina para confeccionar 4 fichas. Em cada ficha, escreva uma
letra: P, Q, R e S.
• No restante da cartolina, com o auxílio de uma régua, desenhe o tabuleiro conforme modelo
ao lado.
Regras
• O jogo é iniciado com o peão na posição O do tabuleiro.
• Sorteia-se uma ficha para cada jogador com a indicação do ponto final ao qual o peão deve chegar.
• No começo da partida, as 3 moedas são lançadas; para cada moeda, há duas possibilidades:
a) se sair a face “cara”, o peão avança uma unidade para a direita (D).
b) se sair a face “coroa”, ele avança uma unidade para cima (C).
Por exemplo, se sair a sequência cara-coroa-coroa (DCC), o peão avança 1 casa para a direita,
depois 1 casa para cima e, finalmente, 1 casa para cima, chegando ao ponto Q, conforme
indicado na figura ao lado.
• Um jogador ganha a partida se o ponto ao qual a peça chegou for o mesmo que o ponto
indicado na ficha que foi sorteada a esse jogador.
Agora, faça o que é pedido a seguir.
1. Joguem 8 partidas e registrem o nome do ganhador de cada partida e o ponto ao qual o peão chegou. Em seguida, contem
quantas vezes saiu cada um dos pontos vencedores: P, Q, R e S.
2. Vamos analisar o jogo.
a) Reproduza no caderno o quadro a seguir e complete-o com as oito possibilidades de movimento no lançamento das 3
moedas e a posição final da peça para cada resultado.
b) Qual é a probabilidade de um jogador que sorteou a posição P vencer a partida?
c) E um jogador que escolheu a posição Q? E a posição R? E a S?
d) Compare as probabilidades dos itens b e c com a resposta da primeira questão. Elas são parecidas?
O
unidade
P
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C
D
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Movimentoda 1a moeda Movimento da 2a moeda Movimento da 3a moeda Posição final
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Jogo das moedas
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XLII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
8º ano – Unidade 6
Vamos descobrir padrões! Junte-se com outros dois colegas e faça o experimento a seguir.
Participantes
• 3 participantes.
Material
• 5 tampas circulares de diferentes
tamanhos.
• Barbante.
• Tesoura com pontas arredondadas.
• Régua.
• Calculadora.
Procedimento
• Cada participante deve copiar o quadro abaixo no caderno. Em seguida, deve identificar cada tampa circular com a numeração
I, II, III, IV e V.
Identificação
da tampa
Medida do comprimento
da circunferência
Medida do
diâmetro
Medida do comprimento da circunferência
Medida do diâmetro
I
II
III
IV
V
• Primeiro é preciso medir o comprimento da circunferência de cada tampa circular e completar a segunda coluna do quadro
com essa medida. Para isso, deve-se colocar um barbante contornando a tampa e cortar a sobra, de modo que o barbante
tenha o comprimento exato dessa circunferência. Depois, deve-se esticar o barbante, medi-lo com uma régua e anotar os
valores na linha correspondente do quadro.
• Em seguida, é preciso medir o diâmetro das tampas circulares com auxílio de uma régua, e, novamente, anotar os valores no
quadro.
• Com auxílio de uma calculadora, deve-se completar a quarta coluna do quadro com o resultado da divisão da medida do com-
primento da circunferência pela medida do diâmetro da circunferência correspondente.
Sobre os dados preenchidos no quadro, responda:
1. O que ocorre com a medida do comprimento da circunferência se aumentarmos a medida do diâmetro?
2. Que padrão você observa nos valores da quarta coluna do quadro? Converse com os colegas e o professor.
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O comprimento de uma circunfer•ncia
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XLIIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
9º ano – Unidade 4
Junte-se com outro colega e construa uma tabela com os valores aproximados das razões trigonométricas.
Material
• Papel milimetrado.
• Transferidor.
• Calculadora.
• Régua.
• Lápis.
Procedimento
• Em uma folha de papel milimetrado, trace triângulos retângulos de modo que um dos catetos tenha uma medida constante e
o ângulo agudo adjacente a este lado tenha medida variável a, começando com a 5 5° e aumentando de 5° em 5°.
Veja na figura a seguir a construção de um triângulo retângulo cujo ângulo agudo mede 5°.
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1
0
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0
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4
0
50
60
70
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• Cada aluno da dupla deve reproduzir o quadro a seguir em seu caderno, acrescentando linhas para valores de a variando de
5° em 5°.
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Medida de a
Medida do cateto
adjacente a a
Medida do cateto
oposto a a
Medida da
hipotenusa
sen a cos a tg a
5°
10°
15°
20°
æ
85°
• Meçam o comprimento dos lados de cada um dos triângulos e registrem os valores na tabela.
• Usem uma calculadora para obter os valores de seno, cosseno e tangente do ângulo a para cada valor de a, registrando na
tabela.
Comparem os valores obtidos de seno, cosseno e tangente dos ângulos construídos nesta atividade com a tabela trigonométrica
apresentada no livro e verifiquem se houve diferença entre eles.
Tabela de raz›es trigonomŽtricas
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XLIV MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
9º ano – Unidade 5
Neste jogo, você e os colegas devem reunir quatro diferentes informações sobre uma mesma função afim: lei da função,
gráfico, tabela e zero da função.
Jogadores
• 4 jogadores.
Material
• Cartolina.
• Tesoura com pontas arredondadas.
• Régua.
• Lápis e canetas coloridas.
Como fazer as cartas
Recorte a cartolina e forme 10 conjuntos de 4 cartas, todas de mesmo tamanho.
Escolha 10 funções afim diferentes e, para cada uma delas, preencha uma carta com um tipo de informação sobre a função:
lei da função, tabela, gráfico e zero da função. Veja um exemplo de um conjunto de 4 cartas contendo as informações sobre uma
função escolhida:
Lei da função
y 5 2x 1 6
Gráfico
x
y
12
24
3
22
Tabela
x y
21 4
0 6
1 8
2 10
Zero da função
x 5 23
Regras
• Os jogadores devem separar as cartas em 4 montes de acordo com o tipo de informação – lei da função, tabela, gráfico e zero
da função. As cartas dos montes devem estar viradas para baixo.
• Ao iniciar o jogo, cada jogador deve receber 1 carta de cada monte.
• Na sua vez, um jogador deve escolher um monte e retirar uma carta. Esse jogador pode trocá-la pela carta do mesmo tipo que
está em sua mão ou descartá-la no centro da mesa, com a face que mostra seu conteúdo voltada para cima.
• Na jogada seguinte, o próximo jogador pode trocar a carta que está no centro da mesa pela carta de mesmo tipo em sua mão
ou retirar uma carta de um dos montes, podendo descartá-la ou trocá-la pela carta de sua mão.
• Quando as cartas de um dos montes acabar, um jogador pode, na sua jogada, trocar uma carta (do mesmo tipo das que esta-
vam no monte que acabou) pela carta correspondente de um dos outros jogadores.
Vence o jogo aquele que primeiro obtiver as 4 cartas com as informações referentes à mesma função.
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Jogo das fun•›es
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XLVMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Orientações
6o ano
Unidade 2
Batalha das regiões
Incentive os alunos a jogar algumas partidas desse jogo, o qual exige o desenvolvimento de estratégias nas etapas de desenho das
regiões e na distribuição dos pontos nas regiões desenhadas.
De acordo com a configuração do desenho, o jogador deve decidir quais regiões vai atacar, considerando que, na jogada se-
guinte, poderá ser atacado.
Essa alternância faz com que as estratégias elaboradas pelos jogadores criem situações de cálculo envolvendo a adição e
a subtração de números naturais.
Unidade 4
Jogo dos divisores
Este jogo trabalha não apenas o cálculo mental dos divisores naturais de um número, mas motiva também o uso de estraté-
gia na construção do tabuleiro. Por exemplo, se um jogador preencheu seu tabuleiro com muitos números primos (2, 3, 5, 7, 11,
13, ...), ele terá menos possibilidades de riscar os números com base no lançamento dos dados; caso tenha marcado o número
13 no tabuleiro, esse número só poderá ser riscado se sair 1 em um dos dados (não é possível obter soma 13 no lançamento de
dois dados).
Incentive-os a jogar diversas vezes e verifique se eles percebem esse fato, relacionado ao preenchimento do tabuleiro. Esse
momento do jogo poderá também ser usado como uma forma de avaliar a compreensão dos alunos sobre múltiplos e divisores
e fornecer indícios do que precisa ser retomado e esclarecido no trabalho com esse conteúdo.
7o ano
Unidade 1
Batalha numérica
Oriente os alunos sobre como construir o dado colorido em papel-cartão. Caso ache necessário, distribua moldes de um dado
de seis faces para eles. Esta atividade auxilia a compreensão da adição com números inteiros. Oriente-os a registrar o número
de cartas retirado em cada rodada e a adição correspondente. Por exemplo: no início do jogo todos os jogadores têm zero ponto.
Um jogador que tira 3 cartas vermelhas na primeira rodada terá 23 pontos ao final desta, pois 0 1 (23) 5 23. Se na segunda
rodada esse jogador obtiver 2 cartas azuis, terá 21 ponto ao final dessa rodada, pois (23) 1 (12) 5 21.
Sugira aos alunos que pratiquem o jogo mais de uma vez, para que gradativamente criem estratégias de cálculo mental en-volvendo adição com números inteiros. Esse jogo pode ser explorado em diferentes momentos.
Unidade 5
Mosaico e simetria
Avalie a possibilidade de realizar esta atividade de modo integrado com a disciplina de Arte e incentive os alunos a explorar a
criatividade para compor os padrões geométricos.
Se julgar oportuno, peça a eles que pesquisem sobre mosaicos produzidos por diferentes povos em diferentes épocas, os
quais podem servir de releitura para novas composições.
Unidade 8
Jogo das moedas
Este jogo tem por objetivo incentivar os alunos a comparar os resultados obtidos ao realizar as jogadas com as probabilidades deter-
minadas nos itens b e c. Para isso, é esperado que eles joguem muitas vezes e registrem os resultados obtidos para fazer a comparação.
Oriente os alunos sobre a diferença entre possibilidade e frequência relativa. É possível que, em princípio, eles considerem que todos os
pontos de chegada P, Q, R e S oferecem ao jogador a mesma probabilidade de vencer o jogo, mas, conforme as partidas se sucedem, eles
devem perceber que os pontos Q e R são mais frequentemente verificados. Um modo de compreender o motivo disso é observar que, dos 8
caminhos possíveis após o lançamento de 3 moedas, em 3 deles o ponto de chegada é Q, em outros 3 o ponto de chegada é R, e para cada
um dos pontos P e S há apenas um caminho para chegar, e todos os caminhos têm a mesma probabilidade de ocorrer.
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XLVI MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Respostas:
1. Resposta pessoal.
2. a)
Movimento da 1ª moeda Movimento da 2ª moeda Movimento da 3ª moeda Posição final
D D D S
D D C R
D C D R
C D D R
D C C Q
C D C Q
C C D Q
C C C P
b)
1
8
c) Q:
3
8
; R:
3
8
; S:
1
8
d) Espera-se que os alunos percebam que os valores podem ser próximos, mas a frequência relativa e a probabilidade
calculada não precisam ser necessariamente iguais.
8o ano
Unidade 6
O comprimento de uma circunferência
Nesta atividade, os alunos terão a oportunidade de obter valores aproximados para o número p por meio de um experimento.
Comente com os estudantes sobre as limitações inerentes a esse procedimento, por exemplo, os erros no processo de medição.
Atividades dessa natureza permitem que o professor observe como os alunos interagem e interpretam os procedimentos
descritos. Além disso, permitem observar como os alunos utilizam os instrumentos de medida e, quando necessário, intervir.
Respostas:
1. Espera-se que os alunos percebam que, ao aumentar a medida do diâmetro (d) da circunferência, aumentamos a medida
do comprimento (c), pois c 5 d ? p.
2. Espera-se que os alunos percebam que os valores são próximos de 3,14.
9o ano
Unidade 4
Tabela de razões trigonométricas
Esta é uma atividade prática de construção de uma tabela trigonométrica que tem como objetivo mostrar as relações entre as
medidas dos lados do triângulo retângulo e a medida das aberturas dos ângulos internos. Os alunos devem ser informados de que as
tabelas trigonométricas apresentadas em livros, por exemplo, não são construídas usando este procedimento: elas não são obtidas
por meio de medições, mas calculadas com base em ferramentas tecnológicas da trigonometria e do cálculo numérico.
Unidade 5
Jogo das funções
Este jogo permite mobilizar os conhecimentos aprendidos pelos alunos sobre a função afim e favorece a associação entre
diferentes representações de uma função afim, como a lei da função, o gráfico, a tabela com alguns valores de x e os valores de y
correspondentes, que demanda também o desenvolvimento de habilidades de cálculo mental para a sua obtenção.
Se julgar oportuno, incentive os alunos a jogar diversas vezes e a criar novas cartas com as características de outras funções afim.
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XLVIIMANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
Bibliografia e obras consultadas
ALLEVATO, N. S. G. Associando o computador à resolução de problemas fechados: análise de uma experiência. (Tese de douto-
rado em Educação Matemática). Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Rio Claro, 2005.
ARREDONDO, S. C.; DIAGO, J. C. Práticas de Avaliação Educacional. Curitiba: IBPEX; São Paulo: Unesp, 2009.
BORIN, J. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. São Paulo: CAEM/IME-USP, 2004.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB): Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília: Câmara dos
Deputados, Edições Câmara, 2011.
. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: 2017. Disponível em: <http://basenacio
nalcomum.mec.gov.br/a-base>. Acesso em: 13 out. 2018.
. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Diretrizes Curriculares Nacionais da Edu-
cação Básica. Brasília: MEC/SEB/DICEI, 2013.
. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3o e 4o ciclos do Ensino Fundamental. Temas transversais, 1998. Disponível em:
<portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf>. Acesso em: 13 out. 2018.
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tematica/tese_grando.pdf>. Acesso em: 13 out. 2018.
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XLVIII MANUAL DO PROFESSOR - PARTE GERAL
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1MANUAL DO PROFESSOR
Fausto Arnaud Sampaio
Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp-SP)
Especialista em Educação Matemática pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp-SP)
Professor da rede particular de ensino
1ª edição
São Paulo, 2018
naud Sampaio
Licenciado em Matemática pela Universidade Estadual
Especialista em Educação Matemática pela Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp-SP)
Professor da rede particular de ensino
Trilhas
da Matem‡tica
Componente curricular:
MATEMÁTICA
Ensino Fundamental:
ANOS FINAIS
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2 MANUAL DO PROFESSOR
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Mirian Senra
Gestão de área: Julio Cesar Augustus de Paula Santos
Coordenação: Marcela Maris
Edição: Enrico Briese Casentini, Erika Di Lucia Bártolo,
Katia Takahashi, Luana Fernandes de Souza e Rodrigo Macena e Silva
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Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Márcia Pessoa
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa,
Carlos Eduardo Sigrist, Célia Carvalho, Daniela Lima, Flavia S. Vênezio,
Gabriela M. Andrade, Hires Heglan, Lilian M. Kumai, Luís M. Boa Nova,
Luiz Gustavo Bazana, Maura Loria, Patricia Cordeiro, Paula T. de Jesus,
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Amanda T. Silva e Bárbara de M. Genereze (estagiárias)
Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.)
e Daniel Hisashi Aoki (edição de arte)
Diagramação: Setup
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.),
Evelyn Torrecilla (pesquisa iconográ�ca)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Thiago Fontana (coord.),
Flavia Zambon (licenciamento de textos), Erika Ramires, Luciana Pedrosa Bierbauer,
Luciana Cardoso e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Dawidson França, Estúdio Lab 307, Estúdio Mil,
Hector Gómez, Luiz Fernando Rubio, Luis Moura,
Quanta Estúdio, Setup e WYM Design.
Cartografia: Eric Fuzii (coord.)
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Aurélio Camilo (proj. grá�co e capa),
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Foto de capa: Aberu.Go/Shutterstock
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Julia do Nascimento - Bibliotecária - CRB - 8/010142
2018
Código da obra CL 820680
CAE 631757 (AL) / 631758 (PR)
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento
Sampaio, Fausto Arnaud
Trilhas da matemática, 6º ano : ensino fundamental, anos
finais / Fausto Arnaud Sampaio. -- 1. ed. -- São Paulo :
Saraiva, 2018.
Suplementado pelo manual do professor.
Bibliografia.
ISBN: 978-85-472-3665-6 (aluno)
ISBN: 978-85-472-3666-3 (professor)
1. Matemática (Ensino fundamental). I. Título.
2018-0045 CDD: 372.7
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3MANUAL DO PROFESSOR
Apresenta•‹o
Caro aluno,
A Matemática é parte da cultura humana e tem uma história de milhares de anos.
Ela contribui para a formação cidadã e o desenvolvimento do raciocínio lógico –
crucial para o exercício de qualquer atividade humana. Além disso, a Matemática oferece
ferramentas para as ciências investigarem os mais diversos fenômenos, contribuindo
direta ou indiretamente para o avanço tecnológico.
A Matemática é a base sobre a qual se apoiam as ciências aplicadas: pense em qual-
quer aparelho eletrônico de seu dia a dia (DVD, rádio, televisor, computador, telefone
celular, etc.) e poderá verificar que todos incorporam princípios científicos que, em
última análise, dependem da Matemática para sua compreensão.
Com o estudo da Matemática, você pode descobrir a resposta para diferentes
perguntas, por exemplo: “Como os números são escritos nos computadores? Como
é possível calcular a altura de um prédio com um transferidor e uma trena? Por que
devemos ser cautelosos com as conclusões de pesquisas divulgadas na mídia?”, entre
muitas outras questões.
Esperamos que esta coleção de Matemática:
• proporcione a você um caminho de busca e investigação;
• favoreça seu desenvolvimento visando à formação de um cidadão consciente de
seu papel na sociedade;
• possibilite a você reconhecer a importância da Matemática na “sociedade da
informação” em que vivemos; e
• incentive sua atração na construção do futuro de nosso país.
Um grande abraço,
O autor.
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4 MANUAL DO PROFESSOR
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Conheça seu livro
Este livro está organizado em Unidades e capítulos. O desenvolvimento dos temas foi distribuído em
diferentes seções, cada uma delas com a finalidade específica a seguir.
Desvendando enigmas
Nesta seção é proposta
uma situação-problema quedenominamos enigma, cujo objetivo
é utilizar os conceitos explorados
na Unidade para resolvê-la.
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Nesta Unidade você vai estudar
Figuras geométricas espaciais
Figuras geométricas planas
Ângulos e retasGeometria
Existe uma arte milenar, conhecida como
origami, que consiste em representar seres e
objetos por meio de dobraduras em papel. A
palavra origami vem do japonês oru, ‘dobrar‘,
e kami, ‘papel‘.
Ao realizar dobraduras em uma folha de pa-
pel, obtemos diferentes formas que lembram
figuras geométricas.
Acredita-se que o papel e a arte de dobrá-lo
para fazer esculturas tenham surgido no mesmo
período, na China, no ano 105 d.C.
Trocando ideias
Observe as imagens, leia o texto e responda às questões.
1. O texto apresenta diferentes características relacionadas às técnicas de dobradura conhecidas
como origami, kirigami e kirikomi origami. Quais são essas características? Você já conhecia
essa diferenciação?
2. Em sua opinião, as estruturas feitas com base na técnica de origami apresentadas nas ima-
gens lembram objetos do dia a dia? As formas que compõem essas estruturas dão ideia de
figuras geométricas?
3. Você sabe construir alguma estrutura usando a técnica de origami? Em grupos, pesquisem como
construir e construam algumas estruturas usando essa técnica. Em seguida, montem uma exposição
dos trabalhos realizados, explicando, passo a passo, como construir as estruturas pesquisadas.
Não escreva no livro!
Tsuru é uma ave do Japão.
Ela simboliza a saúde, a
longevidade, a felicidade e a
fortuna. Os japoneses costumam
fazer a dobradura que lembra
o tsuru quando desejam algo,
como a cura de uma doença.
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A partir do século VII, o método de fabricação de papel se espalhou para outros países asiáticos, assim
como a técnica de fazer dobraduras em papel, que chegou ao Japão, onde foi desenvolvida.
No século VIII, no Japão, as dobraduras faziam parte de cerimônias religiosas e foram criadas regras
rígidas para realizar a técnica de dobrar papel. Essas regras proibiam que as folhas de papel fossem cor-
tadas ou coladas, em respeito aos espíritos das árvores que davam vida ao papel.
Com o tempo, essas regras foram amenizadas e novas técnicas, como o kirigami e o kirikomi ori-
gami, foram desenvolvidas. No kirigami, as esculturas são feitas com pequenos pedaços de papel em
vez de usar uma única folha de papel. No kirikomi origami, pode-se também usar a cola.
Devido ao alto custo do papel, até o século XIX apenas os adultos praticavam essa arte. A partir de
1876, quando o origami passou a fazer parte da educação dos japoneses nas escolas, isso começou a
mudar.
Fonte de pesquisa: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-o-origami>. Acesso em: 5 set. 2018.
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5. O valor de um símbolo é multiplicado por 1 000 quando há uma barra
horizontal sobre ele.
Exemplos:
• V → 5 � 1 000 � 5 000
• XIV → 14 � 1 000 � 14 000
• MXX → 1 020 � 1 000 � 1 020 000
Ainda hoje, utilizamos o sistema de numeração romano em algumas re-
presentações. Observe os exemplos a seguir.
Em marcadores
de relógio.
Em marcadores Para indicar volumes de
coleções de livros.
Em nomes de ruas e avenidas.
Usando símbolos
romanos, escreva, no
caderno, o ano em
que você nasceu.
Observe as fotografias
ao lado e, no caderno,
responda às questões.
a) Os ponteiros do
relógio apontam
para quais números?
b) Quais números
aparecem nos livros
da fotografia?
c) Qual é o número
que aparece no
nome da rua?
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3. Escreva como são lidos os números representados a seguir.
a) LXIV
b) LXIX
c) CXXXII
d) CCXVII
e) CDII
f) DXLI
g) DCCCLVI
h) MI
4. Responda às questões a seguir usando números escritos no sistema de numeração romano.
a) Em que ano nasceu uma pessoa que hoje está completando 20 anos de idade?
b) Em que ano você fará 20 anos de idade?
5. Milena e Rodrigo fizeram afirmações sobre números escritos no sistema de numeração romano.
Classifique cada afirmação como verdadeira ou falsa, justificando as respostas.
Resolução
– Para a afirmação feita por Milena, podemos comparar, por exemplo, os números treze e cinquenta.
Temos que cinquenta (L) é maior do que treze (XIII), mas utiliza menos símbolos em sua representação.
Assim, verificamos que a afirmação de Milena é falsa.
– Para a afirmação feita por Rodrigo, podemos considerar, por exemplo, o número quatro (IV).
Se alterarmos a ordem dos símbolos, obtemos a representação do número seis (VI). Portanto, a afir-
mação de Rodrigo também é falsa.
Quanto maior o número,
mais símbolos romanos
precisamos utilizar para
representá-lo.
Se trocarmos a
ordem dos símbolos, o
número representado
nunca se altera.
Atividades Não escreva no livro!
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As imagens não
estão representadas
em proporção.
12 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Trabalhando com a informação Não escreva no livro!
Gráfico de setores
Apresentando a situação
Leia o texto a seguir sobre a participação das mulheres na pesquisa científica no Brasil.
Os desafios da mulher na ciência e na inovação
Homens 51%
Mulheres 49%
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Dados obtidos em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/
pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-06/brasil-e-
portugal-tem-maior-percentual-de-mulheres-na-
producao>. Acesso em: 3 out. 2018.
Cientistas no Brasil em 2017
Homens 80%
Mulheres 20%
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Dados obtidos em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/
pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-06/brasil-e-portugal-
tem-maior-percentual-de-mulheres-na-producao>.
Acesso em: 3 out. 2018.
Cientistas no Japão em 2017
Um estudo sobre a participação dos gêneros na pesquisa cientí-
fica nos últimos 20 anos, publicado em 2017 pela editora Elsevier,
mostrou que o número de mulheres pesquisadoras e inovadoras tem
aumentado em todo o mundo. No Brasil, de acordo com a publicação,
o número de pesquisadoras já corresponde a 49% do total, o maior
percentual entre todos os países pesquisados, junto com Portugal.
No entanto, segundo a cientista e professora da Universidade
de Brasília, Taís Gratieri, esses números, apesar de positivos, mas-
caram que, na prática, as mulheres na ciência brasileira enfrentam
problemas históricos, como a sub-representação e a falta de prestí-
gio como cientistas.
Disponível em: <http://www.inpi.gov.br/noticias/mulheres-e-inovacao-
perpectivas-de-cientistas-brasileiras>. Acesso em: 3 out. 2018.
O texto mostra que o número de mulheres cientistas, em 2017,
correspondia a 49% do total. Para compreender melhor essa infor-
mação, podemos representá-la num gráfico de setores, como este ao
lado. Nesse gráfico, o título "Cientistas no Brasil em 2017" identifica
o seu conteúdo e o ano ao qual ele corresponde. Do lado direito, há
a legenda, que relaciona a porcentagem de mulheres e de homens
cientistas em relação ao total de cientistas no Brasil com os dois seto-
res do gráfico. Abaixo do gráfico, pode-se verificar a fonte dos dados
utilizados para construí-lo.
Observando o gráfico, podemos notar que a distribuição dos
cientistas entre homens e mulheres é quase igualitária, pois as duas
regiões do gráfico possuem quase o mesmo tamanho. Porém, a re-
gião correspondente aos homens é ligeiramente maior, já que o ân-
gulo β é ligeiramente maior do que o ângulo a, o que indica que os
homens ainda são maioria na pesquisa científica.
O texto ainda afirma que Brasil e Portugal são os países que pos-
suem o maior percentual de mulheres cientistas. O país que apresen-
ta o menor percentual de mulheres na pesquisa científica é o Japão,
como podemos observar no gráfico ao lado.
Por esse gráfico, podemos observar que o setor circularcorres-
pondente à quantidade de cientistas homens é bem maior do que a
região correspondente à quantidade de mulheres, pois o ângulo β é
bem maior do que o ângulo a. A diferença apresentada pelos grá-
ficos pode se dar por diversos fatores, como a cultura dos países.
Organizando os dados
Além de comparar a diferença entre a quantidade de
pesquisadoras e pesquisadores brasileiros, podemos consi-
derar a distribuição desses profissionais entre as áreas do
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277Capítulo 17 Perímetro, área e volume
Lei de Murphy: “Se algo pode dar errado, vai dar errado”
A torrada escorrega da sua mão justamente com a manteiga para baixo, o tem-
po vira só porque você saiu sem guarda-chuva, e o seu carro parece ser o fator
determinante para a fila andar mais devagar. Existem dias em que, independen-
temente do que seja feito, as circunstâncias parecem estar dispostas a torná-lo
vítima da lei de Murphy. Será mesmo que, se algo pode dar errado, dará, e de
modo a causar o maior estrago possível? Pode ficar aliviado, a ciência garan-
te que está tudo na sua cabeça: não há provas concretas que confirmem os
adágios de Murphy.
Adágio: sentença
moral de origem
popular; ditado,
provérbio.
Saiba mais Não escreva no livro!
Fatia de pão que caiu com o lado da
geleia para baixo.
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Deu errado
Em 1949, o médico militar John Stapp realizou um experimento
na base Edwards da força aérea americana, na Califórnia, a fim de
testar o impacto da gravidade sobre o corpo humano em casos de aci-
dente. Para medir a força do impacto, o engenheiro espacial Edward
Murphy Jr. acoplou quatro sensores ao aparelho, uma espécie de tre-
nó que corria em trilho. Ironicamente, o engenheiro acabou vítima do
azar: ao fim do experimento, descobriu-se que seu assistente tinha
afixado todos os contadores ao contrário, o que zerou os valores re-
gistrados. Irritado, Murphy teria pronunciado a famosa máxima: “Se
existem duas ou mais maneiras de fazer algo, e uma dessas maneiras
pode terminar em desastre, alguém irá adotá-la”.
[...]
Matematicamente testado e... reprovado
Essencialmente, a Lei de Murphy prevê o resultado final de situações hipotéticas – o que envolve pro-
babilidade [...]. No entanto, a ciência não fornece nenhuma prova concreta de que o princípio tenha uma
fundamentação que comprove sua validade. “O principal motivo pelo qual nos identificamos com a Lei de
Murphy é que as situações em que houve uma falha no que estava previsto são lembradas por um longo
período – especialmente as que têm consequências desagradáveis –, enquanto as situações que transcorrem
sem qualquer imprevisto são esquecidas”, diz o professor Carlos Hoppen, do departamento de Matemática
Pura e Aplicada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
CARTOLA – Agência de Conteúdo. Tudo tende a dar errado? Saiba o que diz a ciência sobre a Lei de Murphy.
Disponível em: <http://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/lei-de-murphy-vc-sabia>. Acesso em: 17 set. 2018.
Para explorar
1. Muitas versões da lei de Murphy podem ser explicadas com base no raciocínio lógico. Identifique a
alternativa que melhor explica a afirmação apresentada.
Os objetos perdidos estão sempre no último lugar onde os procuramos
a) O último lugar em que procuramos sempre é o de mais difícil acesso, então, os objetos perdidos
devem se encontrar lá.
b) Não faz sentido continuar a procurar um objeto se já o encontramos. Então, ele sempre é encon-
trado no último lugar em que o procuramos.
2. O professor Carlos Hoppen oferece uma explicação para justificar por que tantas pessoas dão credi-
bilidade à lei de Murphy. Você concorda com a explicação? Justifique sua resposta.
308 Unidade 8 Probabilidade e Estatística
O enigma do avião
Natália trabalha em uma companhia de táxi aéreo e pilota um monomotor. Ela viaja com frequência para
várias cidades do Brasil e, na semana passada, demonstrou muita calma e perícia ao fazer um pouso de
emergência em uma pista na zona rural de uma cidade. Apesar do susto, ninguém se feriu e não houve
danos ao avião.
Sabe-se que o pouso forçado ocorreu por falta de combustível, de modo que a empresa proprietária do
avião está realizando uma investigação para saber se a falha foi mecânica, relacionada a consumo desregu-
lado de combustível, ou se houve problema na hora de abastecer o tanque do monomotor.
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A distância entre as
duas cidades é de
375 quilômetros. Confira,
por favor, o plano de voo.
Sim. Confere. E a
distância até a pista de
pouso mais próxima
do destino é de
50 quilômetros.
Como medida de segurança, a equipe que abastece as aeronaves faz esse serviço colocando uma quanti-
dade maior de combustível do que o necessário para realizar o trajeto definido no plano de voo.
Nesse caso, além de combustível a ser gasto na viagem principal, para uma eventual emergência acres-
centa-se combustível necessário para chegar à pista de pouso mais próxima do destino; e também uma
quantidade de combustível para 45 minutos adicionais de voo.
¥ Com base nas informações do texto e da imagem, responda: O monomotor foi abastecido com quan-
tidade insuficiente de combustível, de acordo com o recomendado, ou ocorreu algum problema de
consumo da própria aeronave?
Desvendando enigmas Não escreva no livro!
276 Unidade 7 Grandezas e medidas
Trabalhando com
a informação
Aborda assuntos relacionados
à leitura de gráficos e tabelas e
outros relacionados a Estatística
e Probabilidade.
Saiba mais
A seção apresenta textos
diversificados que abordam
conteúdos relacionados ao
tema da Unidade sob outras
perspectivas.
Nesta Unidade
você vai estudar
Apresenta os principais
conteúdos desenvolvidos
na Unidade.
Desenvolvimento
Os conteúdos apresentados
são desenvolvidos por meio
de textos, acompanhados
de figuras, esquemas,
diagramas, fluxogramas,
tabelas e gráficos.
Os boxes ao longo do texto
trazem questionamentos
que motivam debates entre
a turma e o professor.
Atividades
Nesta seção, em
geral, trabalha-se o
conteúdo de maneira
mais direta. Há
também problemas
resolvidos, que
trazem exemplos
de estratégias para
a resolução de
atividades.
Abertura da
Unidade
Cada Unidade é
iniciada com uma
dupla de páginas
que apresenta um
tema relacionado
ao conteúdo em
estudo. As questões
do boxe Trocando
ideias motivam uma
discussão inicial.
Propriedades da adição
A adição apresenta propriedades que, quando aplicadas, podem facilitar
o cálculo de expressões numéricas e o cálculo mental.
Comutativa
Em uma adição de dois números naturais, a ordem das parcelas não altera
a soma.
Essa é a propriedade comutativa da adição.
Exemplos:
• 443 1 257 5 700; 257 1 443 5 700 • 511 1 100 5 100 1 511 5 611
Elemento neutro
A soma de um número natural com zero é igual ao próprio número.
O zero é o elemento neutro da adição.
Exemplos:
• 13 1 0 5 13 • 0 1 28 5 28 • 15 5 0 1 15
Associativa
Em uma adição de três ou mais números naturais, a forma de associar as
parcelas não altera a soma.
Essa é a propriedade associativa da adição.
Exemplo:
Veja dois modos de calcular 443 1 257 1 182 associando essas parcelas
de diferentes formas.
(443 1 257) 1 182 5
5 700 1 182 5
5 882
443 1 (257 1 182) 5
5 443 1 439 5
5 882
Portanto: (443 1 257) 1 182 5 443 1 (257 1 182) 5 882
Se 318 1 164 5 482,
responda no caderno:
a) Qual é o resultado
de 164 1 318?
b) Que cálculo você
fez para responder
à pergunta do item
anterior? Justifique
sua resposta.
Sobre a adição
79 1 6 1 34,
responda no caderno:
a) Use parênteses para
indicar dois modos
de calcular
79 1 6 1 34associando essas
parcelas de
diferentes formas.
b) Para calcular
mentalmente o valor
de 79 1 6 1 34, qual
é a melhor forma
de associar essas
parcelas? Explique.
Atividades Não escreva no livro!
10. Calcule o resultado de cada adição cujas parcelas
são: um número da fileira vertical e um número da
fileira horizontal. Veja no exemplo destacado que
176 1 368 5 544.
11. Cada representação a seguir sugere uma adição. Analise a sequência de figuras e escreva no ca-
derno, uma adição que pode representar cada caso. Depois, identifique a propriedade da adição
que relaciona cada adição representada.
a) b)
1 84 368 892 3 476
19
176 544
987
1 508
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37Capítulo 3 Adição e subtração
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5MANUAL DO PROFESSOR
5
(Obmep) Carlinhos completou 5 voltas e meia correndo ao longo de uma pista circular. Em seguida, inver-
teu o sentido e correu mais quatro voltas e um terço, faltando 40çmetros para chegar ao ponto de início.
Quantos metros tem essa pista de corrida?
a) 48 b) 120 c) 200 d) 240 e) 300
Entendendo o problema
Quais informações são importantes para a resolução desta atividade?
O objetivo da atividade é determinar quantos metros tem a pista que Carlinhos corre. Sabemos que Car-
linhos saiu de um ponto de início da pista e correu 5çvoltas inteira mais 1
2
volta da pista circular. Em se-
guida, correu ainda 4 voltas inteiras mais 1
3
de volta da pista circular no sentido contrário. Com isso, ficou
40 metros distante do ponto em que iniciou a corrida.
Elaboração de uma estratégia
Elaborar um esquema representando a pista e as frações de volta correspondentes a cada corrida que Car-
linhos fez.
Analisar os dados do problema e verificar as relações existentes entre eles, determinando a medida de com-
primento da pista.
Execução da estratégia
Observe ao lado o esquema da pista de corrida onde Carlinhos foi.
Vamos supor que ele estava no ponto A quando iniciou a corrida,
no sentido horário.
Depois de correr 5 voltas e meia, Carlinhos inverteu o sentido no
ponto B. Ele deu 4 voltas completas mais 1
3
de volta e chegou ao
ponto C, ficando 40 metros do ponto de início (ponto A).
A distância entre A e B na pista corresponde a 1
2
da medida de comprimento total da pista e, como
1
2
1
3
1
6( )2 5 , temos que
1
6
da medida de comprimento da pista mede 40 metros.
Logo, a pista tem 240 metros (40 metros 3 6). (Alternativa d.)
É a sua vez!
(Obmep) André, Bernardo e Carlos retiraram, respectivamente, 1
2
, 2
7
, 1
14
do total de doces de um pacote.
a) Quem retirou o menor número de doces?
b) A quantidade de doces que restou no pacote corresponde a que fração do total?
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Análise da resolução
Não escreva no livro!
da pista
40 metros
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192 Unidade 5 Frações
Atividades complementares Não escreva no livro!
1. A cunha é uma das mais antigas ferramentas usadas pela humanidade
para cortar pedras, árvores e outros objetos.
Com base nas imagens ao lado, responda às questões a seguir.
a) A cunha lembra qual sólido geométrico?
b) Quantos vértices, arestas e faces tem o poliedro que você identificou
no item anterior?
2. O suíço Leonhard Euler (1707-1783) foi um grande matemático. Uma de suas descobertas foi a
relação matemática envolvendo o número de vértices, faces e arestas de um poliedro. Considere
os poliedros a seguir. Depois, faça o que se pede.
1 2 3 654
a) Copie, em seu caderno, o quadro indicado a seguir e complete-o.
Poliedro
Nome do
poliedro
Número de
vértices (V)
Número de
faces (F)
Número de
arestas (A)
V 1 F
1
2
3
4
5
6
b) Compare os números da coluna V 1 F com o número correspondente de arestas de cada po-
liedro. Você identifica alguma regularidade? Qual?
3. O astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630) ela-
borou um modelo geométrico usando poliedros encai-
xados para explicar as órbitas planetárias em torno do
Sol. Posteriormente, ele deduziu que essas órbitas não
eram circulares, como se acreditava até então.
Observe na imagem ao lado
um protótipo desse modelo,
exposto no Museu de Viena.
Escreva, em seu caderno, o nome do poliedro de 6 arestas
cuja forma podemos identificar nessa imagem.
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Prot—tipo: primeiro
tipo; modelo original.
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Cunha.
Réplica do modelo do Sistema Solar de Kepler.
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89Capítulo 6 Figuras geométricas
Nesta Unidade você estudou múltiplos e divisores de um número natural, critérios de divisibilidade, nú-
meros primos e números compostos.
Resolva as questões propostas e, caso tenha alguma dificuldade, retome o conteúdo e esclareça suas
dúvidas com o professor.
1. Indique, no caderno, a afirmação incorreta relacionada à igualdade 7 3 13 3 11 5 1 001:
a) 1 001 é divisível por 13.
b) 1 001 é fator de 11.
c) 7 é divisor de 1 001.
d) 1 001 é múltiplo de 77.
e) A divisão de 1 001 por 143 é exata.
2. Escreva no caderno um número natural que seja múltiplo de 2, divisível por 5 e que o número 3
seja um de seus divisores.
3. Acompanhe o fluxograma a seguir.
NÃO NÃO
SIM SIMO resto da
divisão é igual
a zero?
O resto da
divisão é igual
a zero?
Insira um número
natural N
Divida N
por 3
Divida N por 5 N é divisível
por
N não é divisível
por
INÍCIO
FIM
Qual alternativa mostra o que pode ser escrito em todas as lacunas de modo que o fluxograma
fique correto?
a) Múltiplo de 3
b) Múltiplo de 5
c) Múltiplo de 8
d) Múltiplo de 15
e) Divisor de 15
Reflita sobre o que você estudou e responda às questões a seguir.
I. Em quais temas desta Unidade você encontrou mais dificuldades? Você buscou
auxílio dos colegas ou do professor em relação às dificuldades encontradas?
Esse auxílio foi suficiente?
II. Elabore um pequeno texto, com base na multiplicação 4 3 5 5 20, sobre a
relação entre o conceito de múltiplo e o de divisor de um número natural.
III. Construa, no caderno, um fluxograma para identificar se um número natural
é divisível por 6.
O que aprendi Não escreva no livro!
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157Capítulo 11 Números primos e números compostos
Conhecimento
interligado
Não escreva no livro!
O ciclo de vida das cigarras
A garantia de existência das espécies em um ecossistema depende de algumas estratégias
evolutivas que incluem conseguir alimento e livrar-se de seus parasitas. As cigarras são insetos
que têm um ciclo de vida considerado longo, pois podem viver um período que varia de 2 a
17 anos, dependendo da espécie. Alguns estudos sugerem que esse ciclo longo pode ser uma
maneira de fugir de seus possíveis parasitas.
Você conhece o ciclo de vida de uma cigarra?
Parasita: organismo que vive de outro
organismo, dele obtendo alimento e, não raro,
causando-lhe dano.
Metamorfose: mudança de forma, natureza e
estrutura que alguns animais sofrem durante
seu ciclo de vida.
Metamorfose
da cigarra.
Depois de
acasalar,
a fêmea
deposita os
ovos e morre
em seguida.
Informações obtidas
em: <https://www.bbc.
com/portuguese/ciencia/
story/2004/05/040513_
cigarrasrg.shtml>.
Acesso em: 17 jun. 2018.
As ninfas (fase jovem
da cigarra) caem no
solo e penetram na
terra, onde passam
um longo período,
alimentando-se da
seiva das raízes.
Depois de um
período que varia de
espécie para espécie,
cavam túneis até a
superfície e sobem
nas árvores.
As ninfas
sofrem uma
metamorfose e se
transformam nas
cigarras, prontas
para acasalar e
recomeçar o ciclo.
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158 Unidade 4 Múltiplos e divisores
Em açãoNão escreva no livro!
Fator de proteção solar (FPS)
Você costuma usar protetor solar para se proteger dos raios solares? Conhece
a importância desse tipo de cuidado com a pele?
Leia o texto a seguir e entenda um pouco mais sobre o significado dos núme-
ros indicados nos rótulos de protetores solares.
PROTETOR
SOLAR
PROTETOR
SOLAR
PROTETOR
SOLAR
PROTETOR
SOLAR
PROTETOR
SOLAR
O fator de proteção solar representa o tempo a mais que a pele fica pro-
tegida. Por exemplo, se sua pele leva cinco minutos para sofrer os efeitos do
Sol, ao passar um protetor com fator de proteção solar 15 [(FPS 15)], a pele
fica protegida por 15 vezes mais tempo (no caso, 75 minutos). O mesmo
protetor sobre uma pele mais escura, que sofre os efeitos solares após sete
minutos, protege por 105 minutos. Mas, cuidado. Isso não quer dizer que o
FPS 60 seja quatro vezes mais poderoso que o FPS 15, mas que ele protege
por quatro vezes mais tempo.
Mas o que é pele protegida? É aquela que, quando exposta ao sol, não
apresenta danos visíveis, como vermelhidão e queimaduras. Já a numera-
ção dos protetores é uma convenção internacional regulamentada por ór-
gãos reguladores de medicamentos, como a Anvisa [(Agência Nacional de
Vigilância Sanitária)]. Os números são definidos em diversos testes. Um
deles é o da dose mínima de eritema (DME), que é o tempo mínimo para a
pele ficar vermelha após a exposição. Basicamente, o FPS é determinado ao
dividir a DME das pessoas que aplicaram protetor no teste pela DME das
que não passaram. Assim surgem números como 2, 4, 8, 20, 50 etc. [...]
Nathália Braga. Superinteressante. nov. 2012. Disponível em: <https://super.abril.com.br/
comportamento/o-que-sao-os-numeros-fps-no-protetor-solar/>. Acesso em: 15 out. 2018.
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198 Unidade 5 Frações
O software que vamos utilizar nessa seção é o LibreOffice. Ele é um software de licença gratuita que
pode ser utilizado em diversos conteúdos da Matemática. O LibreOffice pode ser encontrado para
download no endereço <www.libreoffice.org>. Se precisar de ajuda com a instalação, peça para alguém
mais experiente.
Construção de gráfico de setores
Mariana fez uma pesquisa com os colegas da sua escola. Perguntou aos colegas das três turmas
do 6o ano qual esporte eles praticavam. Para essa pesquisa, cada aluno poderia dar como resposta
apenas um esporte.
Com as respostas que recebeu, Mariana organizou uma tabela.
Esportes praticados pelos alunos do 6º ano por número de praticantes
Esporte praticado Quantidade de alunos
Futebol 22
Capoeira 23
Judô 14
Voleibol 12
Natação 27
Outros 10
Nenhum 12
Dados elaborador pelo autor.
Depois, Mariana quis exibir essas informações em um gráfico de setores circulares. Para construir esse
gráfico, utilizou uma planilha eletrônica.
Observe os passos que ela seguiu.
1o passo: Ela digitou a tabela anterior em uma planilha eletrônica. Na coluna B inseriu o título “Esporte
praticado” e os esportes listados. Na coluna C inseriu o título “Quantidade de alunos” e os números
de alunos por esporte. Para selecionar toda a tabela, Marina clicou na célula B2 e, segurando o botão
esquerdo do mouse, arrastou o ponteiro até a célula C8.
Captura de tela mostrando a tabela selecionada.
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Tecnologia digital Não escreva no livro!
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279Capítulo 17 Perímetro, área e volume
Tecnologia digital
Esta seção propõe a utilização
de recursos e ferramentas
tecnológicas, como calculadora,
softwares de Geometria dinâmica
e de planilhas eletrônicas,
na resolução de
situações-problema.
Análise da resolução
Esta seção apresenta problemas
desafiadores, extraídos de provas e bancos
de questões de olimpíadas de Matemática.
A resolução é discutida passo a passo.
Em ação
São propostos temas como cidadania,
trabalho, consumo, saúde, meio
ambiente, ética e pluralidade cultural,
os quais permitem a reflexão sobre as
próprias atitudes e o posicionamento
de maneira crítica em relação a eles.
Atividades
complementares
Nesta seção, as atividades
são muitas vezes
contextualizadas com
situações cotidianas
que exigem a aplicação
de diferentes conceitos
estudados até o momento
em que aparecem.
Em diversos momentos,
apresentamos o significado
de algumas palavras para
facilitar a compreensão
dos textos.
Conhecimento interligado
São apresentados temas que
permitem a conexão entre alguns
conteúdos matemáticos estudados
na Unidade e outras áreas do
conhecimento.
O que aprendi
Esta seção traz
atividades que criam
a oportunidade
de rever o que foi
estudado e refletir
sobre as dificuldades
encontradas e os
métodos utilizados
para superá-las.
Ao encontrar estes selos, fique atento, cada um deles tem o seguinte significado:
calculadoraem grupo cálculo mentalem duplaaudiovisual
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6 MANUAL DO PROFESSOR
6
Sumário
UNIDADE 1 Sistemas de numeração e
números naturais
Capítulo 1. Sistemas de numeração, 10
Sistema de numeração egípcio, 10
Sistema de numeração romano, 11
Sistema de numeração indo-arábico, 13
Trabalhando com a informação – Tabelas, 18
Análise da resolução, 19
Atividades complementares, 20
Capítulo 2. Números naturais, 21
Conjunto dos números naturais, 21
Arredondamentos, 24
Atividades complementares, 25
O que aprendi, 29
Conhecimento interligado – A internet e o sistema
de numeração binário, 30
UNIDADE 2 Operações com números
naturais
Capítulo 3. Adição e subtração, 34
Adição, 34
Subtração, 38
Relação entre adição e subtração, 41
Atividades complementares, 44
Capítulo 4. Multiplicação e divisão, 47
Multiplicação, 47
Análise da resolução, 53
Divisão, 55
Relação entre multiplicação e divisão, 59
Tecnologia digital – Operações com números
naturais, 61
Atividades complementares, 63
Capítulo 5. Potenciação e expressões
numéricas envolvendo números
naturais, 64
Potenciação, 64
Expressões numéricas, 68
Desvendando enigmas – O haras, 69
Atividades complementares, 70
O que aprendi, 71
Em ação – O consumo de água, 72
UNIDADE 3 Geometria
Capítulo 6. Figuras geométricas, 76
Figuras geométricas espaciais e figuras geométricas planas, 77
Poliedros, 77
Análise da resolução, 87
Atividades complementares, 89
Capítulo 7. Ângulos e retas, 90
O que é um ângulo?, 90
A relação entre ângulo e giro, 91
Ângulo agudo e ângulo obtuso, 92
Medida da abertura de um ângulo, 92
Trabalhando com a informação – Pictogramas, 97
Posições entre duas retas no plano, 99
Construções geométricas com régua e esquadro, 100
Atividades complementares, 102
Capítulo 8. Polígonos, 104
Polígonos convexos e polígonos não convexos, 106
Elementos e nomenclatura dos polígonos, 107
Polígonos regulares e polígonos não regulares, 108
Triângulos, 110
Quadriláteros, 114
Tecnologia digital – Construção de quadriláteros, 116
Coordenadas cartesianas, 119
Representação de polígonos no sistema de eixos
cartesianos, 120
Ampliação e redução de polígonos, 122
Atividades complementares, 124
O que aprendi, 125
Conhecimento interligado – Técnica e arte
nas representações, 126
UNIDADE 4 Múltiplos e divisores
Capítulo 9. Múltiplos de um número
natural, 130
Linguagem matemática, 133
Análise da resolução, 135
Atividades complementares, 136
Capítulo 10. Divisores naturais, 137
Obtendo os divisores naturais de um número, 138
Critérios de divisibilidade, 142
Atividades complementares, 146
Capítulo 11. Números primos e números
compostos, 148
Obtendo números primos: o crivo de Eratóstenes, 149
Reconhecimento de um número primo, 150
Múltiplos comuns, 152
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7MANUAL DO PROFESSOR
7
Divisores comuns, 153
Desvendando enigmas – O enigma do presente
misterioso, 155
Atividades complementares, 156
O que aprendi, 157
Conhecimento interligado –O ciclo de vida
das cigarras, 158
UNIDADE 5 Frações
Capítulo 12. Estudo das frações, 162
Ideias relacionadas a frações, 162
Forma mista e tipos de fração, 170
Comparação de frações, 175
Atividades complementares, 179
Capítulo 13. Operações com frações, 181
Adição e subtração de frações, 181
Problemas envolvendo repartições desiguais, 184
Porcentagem, 187
Análise da resolução, 192
Trabalhando com a informação – Gráficos de barras
verticais, 193
Atividades complementares, 195
O que aprendi, 197
Em ação – Fator de proteção solar (FPS), 198
UNIDADE 6 Números decimais
Capítulo 14. Décimos, centésimos
e milésimos, 202
Décimos, 203
Centésimos, 203
Milésimos, 204
Números decimais e sistema de numeração decimal, 205
Transformações entre números decimais e frações, 207
Comparação entre números decimais, 209
Representação de números decimais em uma reta
numérica, 210
Atividades complementares, 213
Capítulo 15. Operações com números
decimais, 215
Adição e subtração com números decimais, 215
Multiplicação com números decimais, 218
Divisão com números decimais, 220
Desvendando enigmas – Postos de combustíveis, 224
Tecnologia digital – Uso de calculadora na resolução
de problemas, 225
Potenciação com números decimais, 226
Porcentagem e números decimais, 226
Análise da resolução, 228
Atividades complementares, 229
O que aprendi, 231
Em ação – Consumo e desperdício, 232
UNIDADE 7 Grandezas e medidas
Capítulo 16. Comprimento, massa,
capacidade, tempo e
temperatura, 236
Medidas de comprimento, 237
Medidas de massa, 240
Medidas de capacidade, 243
Medidas de tempo, 244
Medidas de temperatura, 248
Atividades complementares, 250
Capítulo 17. Perímetro, área e volume, 254
Perímetro, 254
Área, 257
Análise da resolução, 265
Vista aérea, 267
Planta baixa, 267
Volume, 269
Desvendando enigmas – O enigma do avião, 276
Trabalhando com a informação – Gráfico
de setores, 277
Tecnologia digital – Construção de gráfico
de setores, 279
Atividades complementares, 281
O que aprendi, 283
Conhecimento interligado – Família gigante, 284
UNIDADE 8 Probabilidade e Estatística
Capítulo 18. Organização de informações, 288
Tabelas, 288
Gráfico de barras, 291
Fluxogramas, 294
Análise da resolução, 296
Atividades complementares, 298
Capítulo 19. Probabilidade, 303
Introdução a probabilidade, 303
Atividades complementares, 309
O que aprendi, 311
Em ação – Animais silvestres, 312
Respostas, 314
Sugestões de leitura, 328
Bibliografia, 328
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 18
Objetivos da Unidade
� Compreender o concei-
to de sistema de nume-
ração.
� Reconhecer os sistemas
de numeração egípcio,
romano e indo-arábico e
suas características.
� Destacar semelhanças
e diferenças entre o sis-
tema de numeração in-
do-arábico e outros sis-
temas de numeração.
� Ler, escrever e comparar
números naturais.
� Resolver problemas en-
volvendo números natu-
rais.
� Utilizar a reta numérica
para representar, orde-
nar e comparar números
naturais.
� Identificar o antecessor
e o sucessor de um nú-
mero natural.
� Identificar números pa-
res e números ímpares.
� Fazer estimativas de
quantidades e aproximar
números para múltiplos
de potências de 10.
� Reconhecer o sistema
de numeração binário.
� Interpretar e construir
tabelas que organizem
informações de uma
pesquisa.
1
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ID
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Sistemas de
numeração
e números
naturais
Os pesquisadores
usaram alto-falantes
instalados em arbustos
para reproduzir o
rugido de leoas.
Senso numérico
Estudos indicam que os seres humanos são capazes de determinar a quantidade de ele-
mentos de pequenos agrupamentos sem fazer uso da contagem. Essa característica é conhe-
cida como “senso numérico”. Alguns animais, apesar de não saberem contar, também têm
essa característica.
Em um experimento realizado no Parque Nacional de Serengueti, na Tanzânia, pesqui-
sadores verificaram que, quando o grupo de leoas dominante em um território é maior
do que um grupo de leoas invasor, o grupo dominante defende seu território atacando os
invasores. Se o grupo invasor for maior ou igual ao dominante, as leoas nem sempre agem
dessa forma.
Primeiro, emitiram apenas um
rugido para uma leoa solitária.
Ela não deu atenção e seguiu
para encontrar seu grupo.
Nesta Unidade você vai estudar
Sistemas de numeração
Os diferentes usos dos números
Conjunto dos números naturais
8
Esta Unidade favorece o
desenvolvimento das compe-
tências gerais 1, 2, 3, 4, 6 e 9
da BNCC descritas nas Orien-
tações gerais deste manual.
As Unidades 1 e 2 deste vo-
lume estão referenciadas no
plano de desenvolvimento do
1o bimestre do Material Digital.
Nesse material há também
uma ficha de acompanhamen-
to das aprendizagens dos alu-
nos que pode ser utilizada du-
rante o trabalho no bimestre.
Nesta Unidade, vamos estu-
dar os números e as ideias dos
sistemas de numeração, com
destaque para o sistema de
numeração indo-arábico.
Os alunos têm contato com
números expressos no siste-
ma de numeração indo-arábico
desde o ingresso na vida esco-
lar e em suas práticas sociais
cotidianas fora da escola.
A compreensão do conceito de número, bem como a leitura e a
escrita em um sistema de numeração, é fundamental para a inser-
ção do indivíduo nos mais diversos aspectos da vida em sociedade
e na aprendizagem da Matemática.
Esta Unidade é apresentada em dois capítulos: Sistemas de nu-
meração e Números naturais.
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9MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Abertura
A proposta da abertura des-
ta Unidade é promover a refle-
xão dos alunos sobre a ideia de
número, senso numérico e
contagem e resgatar os conhe-
cimentos prévios e as habilida-
des adquiridas pelos alunos
nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, como a utiliza-
ção de números naturais como
indicador de quantidade e a
contagem por meio de agrupa-
mentos e outras estratégias.
Peça aos alunos que leiam o
texto e sintetizem a situação
apresentada. É possível propor
uma discussão sobre o signifi-
cado de “senso numérico” que
vá além da definição dada no
texto e que faça sentido para
eles: pergunte em que situa-
ções cotidianas usamos nosso
senso numérico e a utilidade
dele para realizarmos tarefas.
Se julgar necessário, comente
que não existe na literatura um
consenso sobre o conceito de
senso numérico e que, neste
contexto, senso numérico faz
referência à capacidade de
identificar quantidades com
base nos sentidos, por meio da
percepção visual ou da auditi-
va, e não está vinculado a um
processo de contagem.
Mostre que a percepção de
quantidades é afetada por re-
presentações de quantidades
que são comuns à nossa cultu-
ra, como as quantidades de 1
a 6 representadas nas peças
de um dominó. Apesar de nem
todas as pessoas serem capa-
zes de perceber 6 unidades em
um simples relance, ao se de-
parar com a peça de dominó
mostrada a seguir, é possível
que muitas pessoas reconhe-
çam imediatamente a quanti-
dade seis.
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Na atividade 1 do boxe Tro-
cando ideias, oriente os alunos
a utilizar até 10 bolinhas de pa-
pel na primeira jogada. A cada
nova jogada, o número de bo-
linhas deve aumentar.
Sugestões
Veja outras perspectivas sobre o conceito de senso numérico em:
I. CORSO, L. V.; DORNELES, B. V. Senso numérico e dificuldades
de aprendizagem na Matemática. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 2010. Disponível em:
<http://www.revistapsicopedagogia.com.br/detalhes/212/
senso-numerico-e-dificuldades-de-aprendizagem-na-ma
tematica>. Acesso em: 12 out. 2018.
II. FERRARI, A. H. O senso numérico da criança: formação e ca-
racterísticas. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
São Paulo, SP, 2008. Disponível em: <https://tede.pucsp.
br/bitstream/handle/11357/1/Alessandra%20Hissa%20Ferrari.pdf>. Acesso em: 12 out. 2018.
Os pesquisadores entenderam que o grupo dominante atacou por notar que o grupo invasor tinha
menos elementos e, portanto, seria fácil expulsá-lo. Assim, concluíram que as leoas usaram seu senso
numérico para tomar essa atitude.
Fonte de pesquisa: Keith Devlin. O gene da Matemática. 1. ed. São Paulo: Record, 2004.
Depois, foram emitidos 3 rugidos diferentes para um
grupo de 5 leoas. Elas olharam na direção dos rugidos
e correram até os arbustos, prontas para o ataque.
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Trocando ideias
1. Peça a um colega que encha as mãos com pequenas bolinhas de papel e jogue-as sobre uma mesa.
Sem contar, estime a quantidade de bolinhas que há sobre a mesa e registre em seu caderno.
Em seguida, conte as bolinhas e compare o resultado com seu registro. Repita essa atividade mais
vezes, aumentando a quantidade de bolinhas e, em cada caso, compare o valor estimado com o
obtido após a contagem. Converse com seus colegas sobre o que você observou.
2. Os seres humanos têm a capacidade de contar e, ao longo do tempo, diversas civilizações inven-
taram formas de registrar quantidades: por meio de nós em cordas, marcas em madeira, ossos e
pedras, símbolos escritos, gestos, etc. Como você registra quantidades?
Não escreva no livro!
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos se refiram ao uso dos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos observem que, para pequenas quantidades de bolinhas, é possível, sem contar,
acertar a quantidade de
elementos ou chegar
muito próximo do valor correto, o
que provavelmente não ocorrerá
nos casos com mais bolinhas.
9
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 110
Neste capítulo, apresenta-
mos aos alunos os sistemas de
numeração egípcio e romano
antes do sistema de numera-
ção indo-arábico com o intuito
de estabelecer relações entre
esses sistemas e agregar sig-
nificado às ideias de princípio
aditivo e valor posicional e ao
uso de um símbolo para indicar
a ausência de quantidade.
Para que o trabalho com es-
ses sistemas de numeração te-
nha mais significado, pode-se
fazer um trabalho em conjunto
com o professor de História pa-
ra favorecer o desenvolvimen-
to da habilidade de identificar
aspectos e formas de registro
das sociedades antigas na Áfri-
ca, no Oriente Médio e nas Amé-
ricas, distinguindo alguns sig-
nificados presentes na cultura
material e na tradição oral des-
sas sociedades (EF06HI07) e
da habilidade de discutir o con-
ceito de Antiguidade clássica,
seu alcance e limite na tradição
ocidental, assim como os im-
pactos sobre outras socieda-
des e culturas (EF06HI09).
O intuito é que os alunos te-
nham informações sobre as
sociedades em que eram usa-
dos esses sistemas de nume-
ração e consigam refletir sobre
a necessidade do uso de nú-
meros na época. Para isso, po-
dem ser usados recursos co-
mo filmes, documentários e
livros.
Sistema de
numeração egípcio
O sistema de numeração egípcio tem como principal caracterís-
tica ser aditivo. Os alunos devem compreender que nesse sistema
cada símbolo assume um valor, a ordem dos símbolos é irrelevan-
te para a representação numérica e o valor do número representa-
do é obtido adicionando o valor de cada símbolo que o representa.
Explore de várias maneiras os exemplos dados no livro para refor-
çar as características desse sistema de numeração.
CA
PÍ
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1 Sistemas de numeração
Você sabe que os números aparecem em muitas situações do dia a dia. Porém, eles nem sempre foram
escritos da forma como os conhecemos. Antes, os números eram representados por outros símbolos.
Nesta unidade, vamos conhecer alguns dos sistemas de numeração utilizados por diferentes povos
e aprender sobre o nosso sistema de numeração.
Um sistema de numeração reúne regras e símbolos gráficos que são usados para representar números.
Sistema de numeração egípcio
A civilização egípcia desenvolveu-se por volta de 5000 a.C. com base na agricultura, graças à irrigação
de suas terras pelo rio Nilo. A riqueza de seu império permitiu aos egípcios construírem templos e edifi-
cações, ampliar o comércio e desenvolver um sistema de numeração que lhes permitia registrar colheitas,
impostos, etc.
O objetivo deste capítulo é apresentar aos alunos outros sistemas de numeração, para que eles compreendam as diferenças
e similaridades entre esses sistemas e o sistema de numeração indo-arábico.
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O sistema de numeração egípcio tem sete símbolos. Veja, no quadro a seguir, quais são esses símbolos
e os valores que eles representam.
Símbolo
Bastão
Osso de
calcanhar
Corda
Flor de
lótus
Dedo
dobrado
Sapo Homem
Valor 1 10 100 1 000 10 000 100 000 1 000 000
Para obter a representação de outras quantidades, cada símbolo pode ser repetido até 9 vezes e eles
podem ser combinados em qualquer ordem. O valor do número representado é obtido adicionando o valor
de cada símbolo representado.
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10 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Habilidade da BNCC
(EF06MA02) Reconhecer
o sistema de numeração de-
cimal, como o que prevale-
ceu no mundo ocidental, e
destacar semelhanças e di-
ferenças com outros siste-
mas, de modo a sistematizar
suas principais caracterís-
ticas (base, valor posicional
e função do zero), utilizan-
do, inclusive, a composição
e decomposição de núme-
ros naturais e números ra-
cionais em sua represen-
tação decimal.
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11MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Sistema de
numeração romano
O trabalho com o sistema de
numeração romano é impor-
tante devido à relevância histó-
rica desse sistema de numera-
ção pela civilização ocidental e
ao fato de ainda hoje termos o
uso desse sistema em algumas
situações do nosso dia a dia.
Antes de iniciar o tema, mos-
tre aos alunos os símbolos uti-
lizados no sistema de numera-
ção romano para trazer à tona
o conhecimento prévio que
eles têm sobre o assunto e ex-
plorar as situações trazidas
por eles. Se for possível, leve
para a sala de aula relógios que
usem números escritos no sis-
tema de numeração romano e
livros cujos capítulos sejam
identificados com números re-
gistrados nesse sistema.
Caso algum aluno conheça
as regras do sistema de nume-
ração romano, sugira que ele
exponha seus conhecimentos
à turma. Se na fala do aluno fal-
tar alguma regra, explore como
seria o sistema sem essa regra.
Veja os exemplos a seguir.
6 � 5 � (10) � 4 � (100) �
� 6 � 50 � 400 �
� 456
5 � 2 � (100) � 6 � (10) � 1 000 �
� 5 � 200 � 60 � 1 000 �
� 1 265
No caderno, escreva a
sua idade usando os
símbolos do sistema
de numeração egípcio.
Resposta pessoal.
Sistema de numeração romano
O sistema de numeração romano foi desenvolvido pela civilização romana, cuja cidade sede era
Roma, e foi utilizado por muitos séculos na Europa. Para escrever os números nesse sistema, são utili-
zados sete símbolos que correspondem a letras maiúsculas do nosso alfabeto.
Veja, no quadro abaixo, quais são esses símbolos e o valor que cada um representa.
Símbolo I V X L C D M
Valor 1 5 10 50 100 500 1 000
Os demais números são escritos por meio de combinações desses símbolos, de acordo com as se-
guintes regras:
1. Apenas os símbolos I, X, C e M podem ser repetidos, seguidamente, até três vezes.
2. Quando um símbolo estiver à direita de outro símbolo de maior valor ou igual ao dele, os valores
desses símbolos devem ser adicionados.
Exemplos:
• XX → 10 � 10 � 20
• DC → 500 � 100 � 600
• MV → 1 000 � 5 � 1 005
3. Os símbolos I, X e C podem ser colocados à esquerda de outro símbolo de maior valor nos seguintes
casos:
• I à esquerda de V ou de X; • X à esquerda de L ou de C; • C à esquerdade D ou de M.
Nesses casos, o menor valor deve ser subtraído do maior valor.
Exemplos:
• IV → 5 � 1 � 4
• IX → 10 � 1 � 9
• XL → 50 � 10 � 40
• XC → 100 � 10 � 90
• CD → 500 � 100 � 400
• CM → 1 000 � 100 � 900
4. Se entre dois símbolos quaisquer houver outro símbolo de menor valor que ambos, o valor deste será
subtraído do símbolo seguinte a ele.
Exemplos:
• XIX → 10 � (10 � 1) � 19
• LIV → 50 � (5 � 1) � 54
• CXL → 100 � (50 � 10) � 140
Antes de apresentar aos alunos a próxima regra, pergunte a eles como
representar o número 4 000 usando os símbolos romanos. Espera-se que eles
percebam que não é possível fazer essa representação com os símbolos e as
regras que viram até aqui.
1. Represente os números indicados em cada caso usando o sistema de numeração egípcio.
a) trinta e cinco b) trezentos e dois c) dois mil e seiscentos d) vinte mil
2. Para escrever o número setenta e oito no sistema de numeração egípcio, quais símbolos são
necessários? Quantos de cada um desses símbolos serão usados? osso de calcanhar e bastão; 7 símbolos
osso de calcanhar e 8 símbolos bastão
Atividades Não escreva no livro!
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1. c)
11Capítulo 1 Sistemas de numeração
Habilidade da BNCC
(EF06MA02) Reconhecer
o sistema de numeração de-
cimal, como o que prevale-
ceu no mundo ocidental, e
destacar semelhanças e di-
ferenças com outros siste-
mas, de modo a sistematizar
suas principais característi-
cas (base, valor posicional e
função do zero), utilizando,
inclusive, a composição e
decomposição de números
naturais e números racio-
nais em sua representação
decimal.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 112
Na atividade 4, os alunos te-
rão de efetuar uma operação
para determinar o ano e, de-
pois, representar o ano obtido
usando os símbolos do siste-
ma de numeração romano. Ao
avaliar a resolução que os alu-
nos fizeram para essa ativida-
de, é importante verificar se
eles tiveram dificuldades com
as operações ou com a repre-
sentação dos números. Para
isso, mesmo que algum aluno
tenha errado o cálculo, verifi-
que se o resultado foi repre-
sentado corretamente no sis-
tema de numeração romano.
Pode-se ampliar a atividade
5 propondo aos alunos que,
junto com um colega, escre-
vam outros exemplos que
mostrem que as afirmações
de Milena e Rodrigo são falsas.
Uma possível resposta seria:
para a afirmação de Milena –
Quinhentos (D) é maior do que
cinquenta e quatro (LIV), mas
utiliza menos símbolos em
sua representação; para a afir-
mação de Rodrigo – XC (no-
venta) e CX (cento e dez).
A atividade 6 levanta uma
importante questão, que é a
manutenção de museus e pré-
dios públicos. Se houver opor-
tunidade, faça uma excursão
com os alunos até um museu
próximo à escola. Essa visita
pode ser combinada com pro-
fessores de outras disciplinas,
para que aproveitem a oportu-
nidade para trabalhar outros
assuntos. Pode-se pedir aos
alunos que analisem as condi-
ções do museu visitado e, caso
julgue adequado, divida-os em
grupos para que criem video-
casts evidenciando a conser-
vação do prédio do museu. Es-
ses vídeos podem ser uti-
lizados tanto para incentivar a
comunidade a visitar museus
quanto para reivindicar manu-
tenção no prédio, por exemplo.
A atividade 7 apresenta
uma proposta lúdica em que
os alunos deverão pensar em
movimentar palitos para tor-
nar a sentença verdadeira. Ca-
so julgue oportuno, peça que
os alunos usem lápis e cane-
tas para representar os pali-
tos de fósforo. Assim, a movi-
mentação se torna mais fácil
e os alunos podem experimen-
tar diferentes combinações
refletindo sobre a validade de
cada uma delas.
Atividade complementar
Pergunte aos alunos qual dos sistemas de numeração estudados até o momento nesta Unidade eles consideram mais “simples” pa-
ra representar números. Peça a eles que justifiquem as respostas comparando o sistema de numeração egípcio e o sistema de nume-
ração romano. Em princípio, solicite que representem em um quadro os símbolos de cada sistema e o valor que representam. Durante
a atividade, peça que comparem as características desses sistemas, destacando o que observam de parecido e de diferente entre eles.
5. O valor de um símbolo é multiplicado por 1 000 quando há uma barra
horizontal sobre ele.
Exemplos:
• V → 5 � 1 000 � 5 000
• XIV → 14 � 1 000 � 14 000
• MXX → 1 020 � 1 000 � 1 020 000
Ainda hoje, utilizamos o sistema de numeração romano em algumas re-
presentações. Observe os exemplos a seguir.
Em marcadores
de relógio.
Em marcadores Para indicar volumes de
coleções de livros.
Em nomes de ruas e avenidas.
Usando símbolos
romanos, escreva, no
caderno, o ano em
que você nasceu.
Resposta pessoal.
Observe as fotografias
ao lado e, no caderno,
responda às questões.
a) Os ponteiros do
relógio apontam
para quais números?
b) Quais números
aparecem nos livros
da fotografia?
c) Qual é o número
que aparece no
nome da rua?
IX; XII
IV; V;
VI; VII
XV
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3. Escreva como são lidos os números representados a seguir.
a) LXIV
b) LXIX
c) CXXXII
d) CCXVII
e) CDII
f) DXLI
g) DCCCLVI
h) MI mil e um
4. Responda às questões a seguir usando números escritos no sistema de numeração romano.
a) Em que ano nasceu uma pessoa que hoje está completando 20 anos de idade?
b) Em que ano você fará 20 anos de idade? Resposta de acordo com o ano de nascimento do aluno.
5. Milena e Rodrigo fizeram afirmações sobre números escritos no sistema de numeração romano.
Classifique cada afirmação como verdadeira ou falsa, justificando as respostas.
Resolução
– Para a afirmação feita por Milena, podemos comparar, por exemplo, os números treze e cinquenta.
Temos que cinquenta (L) é maior do que treze (XIII), mas utiliza menos símbolos em sua representação.
Assim, verificamos que a afirmação de Milena é falsa.
– Para a afirmação feita por Rodrigo, podemos considerar, por exemplo, o número quatro (IV).
Se alterarmos a ordem dos símbolos, obtemos a representação do número seis (VI). Portanto, a afir-
mação de Rodrigo também é falsa.
sessenta e quatro
sessenta e nove
cento e trinta e
dois
duzentos e
dezessete
quatrocentos e dois
quinhentos e
quarenta e um
oitocentos e cinquenta
e seis
Resposta de
acordo com o
ano atual.
Quanto maior o número,
mais símbolos romanos
precisamos utilizar para
representá-lo.
Se trocarmos a
ordem dos símbolos, o
número representado
nunca se altera.
Atividades Não escreva no livro!
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As imagens não
estão representadas
em proporção.
12 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
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13MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
6. O prédio que abriga o museu de uma cidade passou por grandes reformas. A obra já está finalizada
e o diretor do museu quer colocar na parede duas placas com números romanos: uma com o ano
de inauguração da nova ala (2019) e outra com o ano de fundação do museu (1985). Escreva
como esses anos serão registrados se forem escritos no sistema de numeração romano.
7. Reproduza, no caderno, cada arranjo representado com palitos de fósforo. Em seguida, em cada
caso, torne a igualdade verdadeira mudando a posição de apenas um palito de fósforo.
a) b)
2019 → MMXIX; 1985 → MCMLXXXV
7. a) Verifique se os alunos notam que, como não há símbolo romano formado por um único traço inclinado, não se deve retirar um pa-
lito de qualquer um dos símbolos V. Mover um palito do número dois para o outro lado da igualdade também não é uma resposta
correta. Ao mover o palito vertical do sinal de adição, colocando-o após o sinal de igualdade, obtemos: VI 2 II5 IV
7. b) Verifique se os alunos notam que podemos retirar o palito à esquerda do X e colocá-lo sobre o sinal de subtração, transformando
a subtração em uma adição. Assim, a igualdade obtida será: VI 1 IV 5 X
Sistema de numeração indo-arábico
Os números com os quais lidamos diariamente fazem parte de nossa formação cultural e talvez, por esse
motivo, raramente nos damos conta de que integram um sistema de numeração que passou por uma longa
evolução: o sistema de numeração indo-arábico.
Nesse sistema de numeração, usamos dez símbolos, chamados algarismos, para escrever qualquer
número. São eles:
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Nesse sistema é possível fazer agrupamentos de dez em dez elementos para facilitar a contagem e os
registros dos números e, por isso, dizemos que é um sistema de numeração decimal.
Veja alguns exemplos de agrupamentos:
• agrupando 10 unidades, obtemos 1 dezena;
• agrupando 10 dezenas, obtemos 100 unidades ou 1 centena;
• agrupando 10 centenas, obtemos 1 000 unidades ou 1 unidade de milhar.
No sistema de numeração indo-arábico, os algarismos são separados em classes. As classes são grupos
de três ordens e cada ordem corresponde à posição de um algarismo. Da direita para a esquerda, temos a
classe das unidades simples, dos milhares, dos milhões, dos bilhões, e assim por diante.
Veja no quadro abaixo algumas dessas ordens e classes.
Classe dos milhões Classe dos milhares Classe das unidades simples
Centena
de milhão
Dezena
de milhão
Unidade
de milhão
Centena
de milhar
Dezena
de milhar
Unidade
de milhar
Centena Dezena Unidade
A disposição dos algarismos em classes e em ordens permite identificar o valor posicional de cada algar-
ismo na escrita de um número.
Exemplos:
• O algarismo 9 no número 790 101 está na ordem das dezenas na classe dos milhares, ou seja,
corresponde a 90 000 unidades;
• Há três algarismos 2 no número 206 728 562. Veja o valor de cada um deles de acordo com a ordem
que ocupam:
206 728 562 2 unidades
20 000 unidades
200 000 000 unidades
É possível usar o valor posicional de cada algarismo de um número para obter sua decomposição.
Exemplos:
• 514 5 500 1 10 1 4
• 7 015 5 7 000 1 10 1 5
• 11 202 5 10 000 1 1 000 1 200 1 2
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O conteúdo pode ser apresentado com a participação
ativa dos alunos, pois eles já o estudaram nos anos
anteriores. Aproveite para diagnosticar os conceitos
que merecem maior atenção conforme os saberes
anteriores dos alunos são explicitados.
13Capítulo 1 Sistemas de numeração
Sistema de numeração indo-arábico
A sequência didática Nú-
meros no dia a dia, disponível
no Material Digital, pode ser
utilizada no trabalho com es-
te tópico.
Nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, os alunos estu-
daram leitura, escrita e orde-
nação de números naturais de
até seis ordens. Por isso, é
possível que muito do que é
abordado neste tópico seja de
conhecimento deles e, assim,
esta pode ser uma oportunida-
de para diagnosticar concei-
tos que merecem maior aten-
ção. Neste momento, o objeti-
vo é que os alunos conheçam
as características do sistema
de numeração decimal e as
comparem com as caracterís-
ticas de outros sistemas para
refletir sobre as vantagens
que esse sistema apresenta
em relação aos sistemas de
numeração egípcio e romano.
A apresentação dos núme-
ros em quadros que mostram
as ordens e as classes tem por
objetivo organizar e sistemati-
zar a escrita numérica. Se jul-
gar pertinente, represente, por
exemplo, o número 809 402
em um quadro de ordens e es-
creva a seguinte decomposi-
ção: 8 centenas de milhar mais
9 unidades de milhar mais 4
centenas mais 2 unidades. Ve-
rifique se os alunos compreen-
dem que, embora o algarismo
2 esteja representado na or-
dem das unidades simples, o
número 809 402 tem 809 402
unidades, e não apenas duas,
ou ainda, embora o algarismo
9 esteja representado na or-
dem das unidades de milhar, o
número 809 402 tem 809 uni-
dades de milhar, e não apenas
nove.
Se possível, use dados so-
bre a população do Brasil para
trabalhar a leitura de números
da ordem dos milhares e da or-
dem dos milhões. Essas infor-
mações podem ser obtidas,
por exemplo, no site do IBGE
para crianças. Disponível em:
<https://educa.ibge.gov.br/
criancas/brasil/nosso-povo/
19631-caracteristicas-da-po
pulacao.html>. Acesso em: 11
out. 2018. Enfatize que 1 uni-
dade de milhar equivale a
1 000 unidades simples, 1 uni-
dade de milhão equivale a
1 000 unidades de milhar, e as-
sim por diante.
Habilidades da BNCC
(EF06MA02) Reconhecer o sistema de numeração decimal,
como o que prevaleceu no mundo ocidental, e destacar seme-
lhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistema-
tizar suas principais características (base, valor posicional e
função do zero), utilizando, inclusive, a composição e decompo-
sição de números naturais e números racionais em sua repre-
sentação decimal.
(EF06MA03) Resolver e elaborar problemas que envolvam cál-
culos (mentais ou escritos, exatos ou aproximados) com números
naturais, por meio de estratégias variadas, com compreensão dos
processos neles envolvidos com e sem uso de calculadora.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 114
Os agrupamentos decimais do sistema de numeração indo-arábico permitem que esses números pos-
sam ser representados com as peças do material dourado ou em um ábaco. Veja cada caso.
Material dourado
Na representação abaixo, temos o valor atribuído a cada tipo de peça do material dourado, quando
consideramos que o cubinho corresponde a 1 unidade.
Cubinho:
1 unidade.
Barra:
1 dezena.
Placa:
1 centena.
Cubo:
1 unidade de milhar.
Note que:
• 1 barra corresponde a 10 cubinhos;
• 1 placa corresponde a 10 barras ou a 100 cubinhos;
• 1 cubo corresponde a 10 placas ou a 1 000 cubinhos.
Veja, abaixo, como representamos, por exemplo, o número 243 com o material dourado.
Ábaco
O ábaco é um instrumento utilizado para realizar contagens e cálculos fazendo agrupamentos de
dez quantidades.
UM C D U
No ábaco, cada haste indica uma ordem. Assim, uma ficha representará um valor diferente dependendo
da haste em que ela for colocada.
Se a ficha estiver na haste:
• das unidades (U), terá valor de 1 unidade;
• das dezenas (D), terá valor de 1 dezena;
• das centenas (C), terá valor de 1 centena;
• das unidades de milhar (UM), terá valor de 1 unidade de milhar; e assim por diante.
Desse modo, veja como representamos o número 123 no ábaco:
3 unidades
2 dezenas ou 20 unidades
UM C D U
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1 centena ou 100 unidades
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14 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
O material dourado foi apre-
sentado para ilustrar os agru-
pamentos de 10 (um cubinho
representa uma unidade; uma
barra representa uma dezena
ou dez unidades; uma placa re-
presenta uma centena, dez de-
zenas ou cem unidades, etc.).
Para ilustrar a característi-
ca posicional da representa-
ção numérica no sistema de
numeração indo-arábico, foi
utilizado o ábaco.
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15MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Atividades Não escreva no livro!
8. Qual é o valor posicional do algarismo 4 em cada número a seguir?
a) 1 648 40 b) 14 092 4 000 c) 5 754 4 d) 28 409 400
9. Escreva cada número a seguir utilizando apenas algarismos.
a) Quatro mil, setecentos e oitenta e um. 4 781
b) Trezentos mil, duzentos e cinquenta e seis. 300 256
c) Um milhão, duzentos e onze mil, duzentos e nove. 1 211 209
d) Vinte e cinco milhões, quinhentos e um mil e dezenove. 25 501 019
10. Escreva como se lê cada número abaixo e indique a adição que corresponde a uma decomposição
possível desse número.
a) 2 426 b) 51 890 c) 134 243 d) 6 000 907
11. Vítor, Milena e Mateus estão brincando com um jogo de cartas. Emcada carta, aparece um veículo
e algumas de suas características (velocidade, manutenção e segurança) com uma pontuação de
zero a 10 000. Em cada rodada, um dos jogadores deve escolher uma característica de seu veículo
e compará-la com a dos veículos dos outros jogadores. No caso de a escolha ser “velocidade” ou
“segurança”, vence a rodada o jogador que tiver a maior pontuação. Se a escolha for “manutenção”,
vence a rodada o jogador que tiver a menor pontuação.
Observe as cartas de Vítor, Milena e Mateus nessa rodada.
Milena
Vítor
MateusMilena
Vítor
Mateus
Velocidade: 8 000
Manutenção: 5000
Segurança: 4 000
Velocidade: 10 000
Manutenção: 3 000
Segurança: 5 000
Velocidade: 4 000
Manutenção: 2 000
Segurança: 6 000
a) Na vez de Vítor, ele vencerá a rodada se escolher qual característica: velocidade, manutenção
ou segurança? E na vez de Mateus? segurança ou manutenção; velocidade
b) Milena teria como vencer essa rodada com alguma característica do veículo de sua carta? não
c) Em sua opinião, qual desses tipos de veículo polui menos o meio ambiente: a bicicleta, a mo-
tocicleta ou o carro? Você acha importante considerar essa característica na compra de um
desses veículos?
12. Observe o mesmo número representado em dois sistemas de numeração:
egípcio e indo-arábico.
Se trocarmos a posição dos símbolos usados para representar esse
número, as quantidades permanecerão as mesmas?
13. Escreva um número no sistema de numeração indo-arábico que apresente:
a) mais símbolos do que quando representado no sistema de numeração egípcio;
b) menos símbolos do que quando representado no sistema de numeração egípcio.
10. a) dois mil, quatrocentos e vinte e seis; 2 000 � 400 � 20 � 6
10. b) cinquenta e um mil, oitocentos e noventa; 50 000 � 1 000 � 800 � 90
10. c) cento e trinta e quatro mil, duzentos e quarenta e três; 100 000 � 30 000 � 4 000 � 200 � 40 � 3
10. d) seis milhões, novecentos e sete; 6 000 000 � 900 � 7
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25
Exemplo de resposta: 100
Exemplo de resposta: 37
No sistema de numeração egípcio, a quantidade representada não se altera se trocarmos a posição dos símbolos, enquanto no sistema
Osso de
calcanhar
Osso de
calcanhar
Bastão Osso de
calcanhar
Flor de
lótus
Corda Sapo HomemDedo
dobrado
Bastão Osso de
calcanhar
Flor de
lótus
Corda Sapo HomemDedo
dobrado
Bastão Osso de
calcanhar
Flor de
lótus
Corda Sapo HomemDedo
dobrado
Bastão Osso de
calcanhar
Flor de
lótus
Corda Sapo HomemDedo
dobrado
Bastão Osso de
calcanhar
Flor de
lótus
Corda Sapo HomemDedo
dobradode numeração indo-arábico
sim, pois: 25 � 52.
Espera-se que os alunos respondam "bicicleta" por ser um meio de transporte de baixo custo e que não
polui o meio ambiente (não utiliza combustível). Além disso, a bicicleta traz benefícios à saúde de seus
usuários, uma vez que o ciclista pode melhorar o seu condicionamento físico e consequentemente a sua qualidade de vida.
15Capítulo 1 Sistemas de numeração
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Os agrupamentos decimais do sistema de numeração indo-arábico permitem que esses números pos-
sam ser representados com as peças do material dourado ou em um ábaco. Veja cada caso.
Material dourado
Na representação abaixo, temos o valor atribuído a cada tipo de peça do material dourado, quando
consideramos que o cubinho corresponde a 1 unidade.
Cubinho:
1 unidade.
Barra:
1 dezena.
Placa:
1 centena.
Cubo:
1 unidade de milhar.
Note que:
• 1 barra corresponde a 10 cubinhos;
• 1 placa corresponde a 10 barras ou a 100 cubinhos;
• 1 cubo corresponde a 10 placas ou a 1 000 cubinhos.
Veja, abaixo, como representamos, por exemplo, o número 243 com o material dourado.
Ábaco
O ábaco é um instrumento utilizado para realizar contagens e cálculos fazendo agrupamentos de
dez quantidades.
UM C D U
No ábaco, cada haste indica uma ordem. Assim, uma ficha representará um valor diferente dependendo
da haste em que ela for colocada.
Se a ficha estiver na haste:
• das unidades (U), terá valor de 1 unidade;
• das dezenas (D), terá valor de 1 dezena;
• das centenas (C), terá valor de 1 centena;
• das unidades de milhar (UM), terá valor de 1 unidade de milhar; e assim por diante.
Desse modo, veja como representamos o número 123 no ábaco:
3 unidades
2 dezenas ou 20 unidades
UM C D U
1 2 3
1 centena ou 100 unidades
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14 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
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Aproveite a atividade 10 pa-
ra observar a compreensão
dos alunos sobre a estrutura
do sistema de numeração in-
do-arábico e verificar se com-
preenderam a ideia do valor po-
sicional de cada algarismo na
representação numérica. Se
julgar relevante, resolva esta
atividade coletivamente e es-
clareça eventuais dúvidas.
A atividade 11 é uma adap-
tação de um conhecido jogo de
cartas que pode ser explorado
para trabalhar a leitura e a
comparação dos números. Pa-
ra responder ao item c, expli-
que aos alunos que, segundo a
Companhia Ambiental do Esta-
do de São Paulo,
“Nas áreas metropolitanas,
o problema da poluição do ar
tem-se constituído numa das
mais graves ameaças à quali-
dade de vida de seus habitan-
tes. [...]
As emissões causadas por
veículos carregam diversas
substâncias tóxicas que, em
contato com o sistema respi-
ratório, podem produzir vá-
rios efeitos negativos sobre a
saúde.”
Disponível em: <http://cetesb.
sp.gov.br/veicular/>. Acesso em:
11 out. 2018.
Peça aos alunos que pesqui-
sem mais sobre esse assunto.
Como sugestão de atividade,
proponha a eles que confeccio-
nem cartas de um jogo como o
apresentado na atividade 11,
em que o tema pode ser esco-
lhido de acordo com o interes-
se da turma. Nesse processo,
há uma possibilidade de deci-
dir com a turma critérios para
estabelecer a pontuação a ser
atribuída a cada item do jogo.
Por exemplo, se o tema for au-
tomóvel, explique aos alunos
que a pontuação do carro pode
considerar não apenas a velo-
cidade, mas o consumo de
combustível, o quanto esse
carro polui o meio ambiente,
etc. Incentive os alunos a de-
bater questões como essas.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 116
Saiba mais Não escreva no livro!
Um pouco sobre o zero
Diversas civilizações antigas utilizaram sistemas de numeração nos quais a posição que o símbolo ocupava
na representação do número não era importante. Um exemplo é o sistema egípcio, no qual basta adicio-
nar o valor de todos os símbolos representados, não importando a ordem em que foram escritos, para
obter o valor de um número. Veja, por exemplo, três modos de escrever o número 23 usando símbolos
do sistema egípcio.
20 1 3 5 23 3 1 20 5 23 10 1 3 1 10 5 23
Entretanto, no sistema indo-arábico, além da im-
portância de escrever cada algarismo na sua posição, é
necessário indicar a ausência de unidades em determi-
nadas posições.
Você já parou para pensar na importância do algaris-
mo 0 (zero)? Se ele não existisse, como faríamos para
representar o número 305, por exemplo, sem que ele
fosse confundido com o número 35?
Nos ábacos, a ausência de quantidades é represen-
tada por uma haste sem fichas, como pode ser visto
no exemplo ao lado.
Na forma escrita, a ordem sem quantidade será repre-
sentada pelo algarismo 0.
Para explorar
Se não houvesse um símbolo para o zero e quiséssemos representar o número duzentos no sistema de nu-
meração indo-arábico, como ele seria escrito? Que dificuldade você percebe em representar esse número
nessas condições? Exemplo de resposta: O espaço vazio à direita de 2 não seria percebido; nesse caso, talvez apenas o con-
texto ao qual o número se referisse informasse ao leitor que se trata de 200 e não de 2 ou 20.
Este é o número
trezentos e cinco.
Osdiferentes usos dos números
Marisa mora na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e utiliza regularmente ônibus como
meio de transporte. Certo dia, ela pegou o ônibus das 07:01 horas da linha mostrada abaixo.
Linha 149 – ICARAÍ
Sentido Bairro/Centro
Horários de partida
05:25 05:50 06:01 06:13
06:25 06:37 06:49 07:01
07:13 07:25 07:37 07:49
08:01 08:13 08:25 08:37
08:49 09:01 09:13 09:25
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2 unidades
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400 centenas 0 dezena
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Este é o
número trinta
e cinco.
16 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
As atividades 12 e 13 da pá-
gina anterior e o Saiba mais
têm como objetivo fazer com
que os alunos comparem ca-
racterísticas do sistema de nu-
meração indo-arábico com ca-
racterísticas do sistema de
numeração egípcio.
Até o momento, foi sugerido
que os alunos comparassem
os sistemas de numeração
egípcio e romano. Retomando
essa comparação, solicite que
eles comparem esses dois sis-
temas com o sistema de nume-
ração decimal, dando exem-
plos que os façam refletir sobre
as características de cada sis-
tema. Oriente os alunos a com-
parar a quantidade de símbolos
utilizados em cada sistema e o
valor que cada símbolo repre-
senta (dando especial atenção
ao 0). Verifique se os alunos
percebem que esses três sis-
temas de numeração apresen-
tados utilizam a adição para
formar números e ressalte a
característica posicional do
sistema indo-arábico. Solicite,
por fim, que comparem o fato
de se agrupar elementos de 10
em 10 no sistema decimal com
o agrupamento nos outros sis-
temas.
De posse das informações
obtidas na comparação, os alu-
nos podem iniciar uma discus-
são: Por que usamos o sistema
de numeração decimal?
Para sistematizar a compa-
ração e a discussão, comente
sobre as vantagens que o sis-
tema indo-arábico apresenta
em relação a outros sistemas
que o precederam.
Sugestões
Para mais informações sobre os sistemas de numeração e a
origem do zero, sugerimos os seguintes livros:
I. IFRAH, G. História universal dos algarismos: a inteligência dos
homens contada pelos números e pelo cálculo. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1999.
II. IFRAH, G. Os números: a história de uma grande invenção.
9. ed. São Paulo: Globo, 2001.
III. KAPLAN, R. O nada que existe: uma história natural do zero.
Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
IV. TRACANELLA, A. T.; BIANCHINI, B. L. O número zero e o valor
posicional no sistema de numeração decimal: um estudo sobre a
construção do conhecimento dos alunos. Revista de Produção
Discente em Educação Matemática, v. 6, n. 2, p. 65-77. São Paulo,
SP, 2017. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/
pdemat/article/view/35421>. Acesso em: 11 out. 2018.
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17MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Observando a imagem e o quadro com horários de partida, podemos encontrar exemplos de dife-
rentes usos dos números:
• 38 indica a quantidade de passageiros que podem ser transportados sentados;
• considerando a ordem de saída dos ônibus, Marisa pegou o 8o veículo que saiu pela manhã;
• o tempo mínimo de intervalo entre os ônibus, 11 minutos, indica uma medida de tempo;
• o número 149 indica um código que identifica a linha de ônibus utilizada por Marisa.
Responda às questões a seguir no caderno.
a) Qual é o horário de partida do 2o ônibus do dia? 05:50
b) Quantos minutos de intervalo são esperados entre a partida do 3o e a do 4o ônibus do dia? 12 minutos
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Atividades Não escreva no livro!
14. Observe a cena abaixo e escreva em seu caderno a palavra – código, quantidade, ordem ou medida
– que melhor representa o uso do número em cada item.
a) Por motivos de segurança, o brinquedo exige que o usuário tenha pelo menos 1ãmetro de altura.
b) A 5a criança da fila, da esquerda para a direita, veste camisa verde.
c) Há 7 crianças na fila para utilizar o brinquedo.
d) A criança de camiseta amarela está digitando um número de telefone: 1253-6498.
15. Escreva um texto de até dez linhas usando números com diferentes funções (indicação de quan-
tidade, ordem, medida e código), para descrever um pouco de sua rotina diária em casa ou na
escola. Depois, troque o texto com seus colegas e comparem como vocês utilizaram os números
em cada caso. Resposta pessoal.
medida
ordem
quantidade
código
17Capítulo 1 Sistemas de numeração
Atividade complementar
Apresente aos alunos outros sistemas de numeração e explore com eles as regras de cada um, os padrões e as características. Use co-
mo exemplo alguns sistemas de numeração indígenas, como o dos Jurunas:
SUMAIO, P. A. Linguística, numerais e etnomatemática em juruna. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/bitstream/hand
le/11449/121495/sumaio_pa_tcc_arafcl.pdf?sequence=1>. Acesso em: 11 out. 2018.
Descubra com a turma como é o modo de vida dessa tribo e leve os alunos a refletirem sobre as necessidades de utilizar números no
dia a dia dessas pessoas. Levante o questionamento: O sistema de numeração que usam é suficiente para as atividades que realizam?
Deixe claro que, apesar de o sistema de numeração indo-arábico parecer-nos mais vantajoso, não se encaixa, necessariamente, à
cultura de outras pessoas.
Ao explorar os diferentes
usos dos números, incentive
os alunos a dar outros exem-
plos de situações em que usa-
mos números no dia a dia, dis-
tinguindo quando os números
são usados para indicar quan-
tidade, ordem, medida ou códi-
go. Uma possibilidade de traba-
lho é pedir a eles que levem
para a aula recortes de jornais
ou revistas em que apareçam
representações numéricas e
que elaborem cartazes com
esse material, explicitando os
diferentes usos dos números
em cada caso.
A atividade 15, que envolve
produção textual, permite ava-
liar o domínio dos alunos sobre
a linguagem escrita analisan-
do se eles organizam as ideias
de forma coerente, como es-
crevem os números (com alga-
rismos ou por extenso), verifi-
cando se cometem eventuais
erros de ortografia na escrita
dos números, etc.
Exemplo de resposta: Hoje
acordei às 6 horas da manhã
(medida). Eu fui a 3a pessoa
(ordem) da casa a se levantar,
pois meu irmão e minha mãe já
estavam tomando café da ma-
nhã quando eu acordei. Ao to-
mar café da manhã, comi
2 pãezinhos (quantidade) e de-
pois tomei o ônibus da linha
308 (código) para ir à escola.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 118
Tabelas
Apresentando a situação
Leia o trecho a seguir a respeito da fauna brasileira.
A caatinga ocupa uma área de cerca de 844 453 quilômetros
quadrados [...]. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Mara-
nhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergi-
pe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma
abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis,
79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de
27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e de-
pendente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga
tem um imenso potencial para a conservação de serviços am-
bientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explo-
rado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país.
Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado
de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido
principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de for-
ma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao
sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura.
Fonte: GOVERNO DO BRASIL. Caatinga. Ministério do Meio Ambiente.
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga.html>.
Acesso em 24 set. 2018
Trabalhando com a informação Não escreva no livro!
Bioprospecção: atividade que busca por
organismos e compostosque tenham
valor econômico.
Sobrepastoreio: uso intensivo do pasto ou
por longos períodos.
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Bodes em Custódia, Pernambuco, Brasil.
A vegetação e o solo da foto são
característicos da Caatinga. Fotografia de 2017.
Organizando os dados
O texto aponta que a Caatinga abriga uma gran-
de diversidade de espécies animais, além de vive-
rem cerca de 27 milhões de pessoas na região.
Esses dados mostram a importância desse bioma.
Os números apresentados no texto podem ser
organizados em uma tabela.
As tabelas são compostas de fileiras horizontais
(linhas), fileiras verticais (colunas), título e fonte.
No topo da tabela está o título, que indica, de
maneira resumida, o conteúdo dela. Abaixo da
tabela, está a fonte dos dados apresentados.
Na tabela acima, a coluna da esquerda lista os tipos de animais citados no texto e a coluna da direita fornece
a quantidade de espécies de animais de cada tipo. Por exemplo, a linha da tabela indicada pela seta vermelha
informa que há 178 espécies de mamíferos na Caatinga.
Note que a partir da tabela acima é possível analisar melhor as informações numéricas apresentadas pelo
texto. Podemos observar, por exemplo, que há mais espécies de aves na Caatinga do que espécies de
répteis. Podemos também observar que, entre os tipos de animais citados no texto, os anfíbios são os que
possuem menor número de espécies na Caatinga.
De modo geral, organizar dados em tabelas facilita a sua leitura e análise, o que possibilita interpretar os
dados com mais rapidez e eficiência.
Número de espécies animais na Caatinga, por tipo
Tipo Número de espécies
Mamíferos 178
Aves 591
Répteis 177
Anfíbios 79
Peixes 241
Abelhas 221
Dados obtidos em: <http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga.html>.
Acesso em: 24 set. 2018.
18 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Habilidade da BNCC
(EF06MA32) Interpretar e
resolver situações que en-
volvam dados de pesquisas
sobre contextos ambien-
tais, sustentabilidade, trân-
sito, consumo responsável,
entre outros, apresentadas
pela mídia em tabelas e em
diferentes tipos de gráficos
e redigir textos escritos
com o objetivo de sintetizar
conclusões.
Trabalhando com a
informa•‹o
Neste momento, a ideia é
explorar a unidade temática
Probabilidade e estatística por
meio da leitura de dados orga-
nizados em tabela. A situação
apresentada explora um tema
de grande relevância para a
formação do aluno – a discus-
são sobre o desmatamento e a
preservação do bioma Caatin-
ga e das espécies que lá habi-
tam.
Avalie a possibilidade de
realizar um trabalho integrado
com o professor de Geografia.
Peça aos alunos que pesqui-
sem fotos antigas e atuais de
um mesmo local onde se possa
ver características da Caatiga,
comparando as modificações
das paisagens, identificando
as características transforma-
das pelo trabalho humano a
partir do desenvolvimento da
agropecuária e do processo de
industrialização (EF06GE06).
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19MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
(Obmep) O ano 2002 é palíndromo porque é o mes-
mo quando lido da direita para a esquerda.
33 e 1221 foram
anos palíndromos.
a) Qual será o próximo ano palíndromo depois
de 2002?
b) O último ano palíndromo, 1991, era ímpar.
Quando será o próximo ano palíndromo ímpar?
Entendimento do problema
Inicialmente devemos identificar qual é a pergun-
ta do problema. Nesse caso, vamos compreender o
que pede o item a: Qual será o próximo ano palín-
dromo depois de 2002?
Para resolver esse item, é preciso entender o que é
um número palíndromo. No caso de um número de
3 algarismos, esse número é palíndromo se o alga-
rismo da ordem das unidades for igual ao da ordem
das centenas. No caso de um número de 4 alga-
rismos, o algarismo da ordem das unidades deve
ser igual ao da ordem das unidades de milhar, e o
algarismo da ordem das dezenas deve ser igual ao
da ordem das centenas.
Elaboração de uma estratégia
De um número palíndromo de 4 algarismos, po-
demos obter outros números palíndromos de
4 algarismos:
Resposta pessoal.
Análise da resolução
Não escreva no livro!
1) se trocarmos ambos os algarismos das extremida-
des (unidade e unidade de milhar) por 2 outros
que sejam iguais entre si;
2) se trocarmos os algarismos centrais (dezena e
centena) por 2 outros que sejam iguais entre si;
3) se fizermos as duas trocas indicadas anteriormen-
te ao mesmo tempo.
Para que seja obtido o próximo ano palíndromo, o
número 2002 deve ter seus algarismos modificados
de modo que o número resultante seja maior que
2002, mas o mais próximo possível deste.
Podemos escolher trocar os algarismos das extremi-
dades ou os centrais. Como queremos encontrar o
número palíndromo mais próximo de 2002, precisa-
mos trocar apenas os algarismos centrais.
Execução da estratégia
Trocando os algarismos centrais pelo sucessor de
zero, ou seja, 1, obtemos o número 2112. Esse nú-
mero corresponde ao próximo ano palíndromo.
Análise da solução
Nesse caso, o raciocínio construído logicamente nos
assegura de que a solução está correta, e o núme-
ro 2112 é o mesmo quando lido da direita para a
esquerda.
É a sua vez!
• Agora, use o que você aprendeu para obter a
resposta do item b. 3003
Analisando os dados
De acordo com os dados apresentados na tabela, responda:
a) Dos tipos de animais citados, qual é o que está mais presente na Caatinga, em número de espécies?
b) Há mais espécies de peixes ou de abelhas na Caatinga? peixes
c) Você costuma encontrar tabelas no seu cotidiano? Cite três exemplos. Você acredita que as tabelas pre-
sentes nos exemplos que você citou, de fato, auxiliam na leitura de algumas informações? Resposta pessoal.
Pratique mais
O texto menciona o rápido desmatamento que está ocorrendo na Caatinga. Com base nessas informações
e na tabela, redija um texto sobre a biodiversidade desse bioma e os motivos para preservá-lo.
aves
Resposta pessoal.
19Capítulo 1 Sistemas de numeração
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Tabelas
Apresentando a situação
Leia o trecho a seguir a respeito da fauna brasileira.
A caatinga ocupa uma área de cerca de 844 453 quilômetros
quadrados [...]. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Mara-
nhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergi-
pe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma
abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis,
79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de
27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e de-
pendente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga
tem um imenso potencial para a conservação de serviços am-
bientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explo-
rado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país.
Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado
de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido
principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de for-
ma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao
sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura.
Fonte: GOVERNO DO BRASIL. Caatinga. Ministério do Meio Ambiente.
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga.html>.
Acesso em 24 set. 2018
Trabalhando com a informação Não escreva no livro!
Bioprospecção: atividade que busca por
organismos e compostos que tenham
valor econômico.
Sobrepastoreio: uso intensivo do pasto ou
por longos períodos.
D
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Z
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p
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i/
P
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ls
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r
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g
e
n
s
Bodes em Custódia, Pernambuco, Brasil.
A vegetação e o solo da foto são
característicos da Caatinga. Fotografia de 2017.
Organizando os dados
O texto aponta que a Caatinga abriga uma gran-
de diversidade de espécies animais, além de vive-
rem cerca de 27 milhões de pessoas na região.
Esses dados mostram a importância desse bioma.
Os números apresentados no textopodem ser
organizados em uma tabela.
As tabelas são compostas de fileiras horizontais
(linhas), fileiras verticais (colunas), título e fonte.
No topo da tabela está o título, que indica, de
maneira resumida, o conteúdo dela. Abaixo da
tabela, está a fonte dos dados apresentados.
Na tabela acima, a coluna da esquerda lista os tipos de animais citados no texto e a coluna da direita fornece
a quantidade de espécies de animais de cada tipo. Por exemplo, a linha da tabela indicada pela seta vermelha
informa que há 178 espécies de mamíferos na Caatinga.
Note que a partir da tabela acima é possível analisar melhor as informações numéricas apresentadas pelo
texto. Podemos observar, por exemplo, que há mais espécies de aves na Caatinga do que espécies de
répteis. Podemos também observar que, entre os tipos de animais citados no texto, os anfíbios são os que
possuem menor número de espécies na Caatinga.
De modo geral, organizar dados em tabelas facilita a sua leitura e análise, o que possibilita interpretar os
dados com mais rapidez e eficiência.
Número de espécies animais na Caatinga, por tipo
Tipo Número de espécies
Mamíferos 178
Aves 591
Répteis 177
Anfíbios 79
Peixes 241
Abelhas 221
Dados obtidos em: <http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga.html>.
Acesso em: 24 set. 2018.
18 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
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Habilidade da BNCC
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais
ou escritos, exatos ou apro-
ximados) com números na-
turais, por meio de estra-
tégias variadas, com com-
preensão dos processos ne-
les envolvidos com e sem
uso de calculadora.
Atividade
complementar
Proponha aos alunos ou-
tras questões, como: Qual
é o maior número palíndro-
mo de quatro algarismos?
(Resposta: 9 999) e Qual
será o primeiro ano palín-
dromo de cinco algaris-
mos? (Resposta: 10 001).
Nesta seção é apresentado
um problema sobre números
palíndromos. A resolução des-
se tipo de problema exige a ob-
servação de regularidades en-
volvendo os algarismos usa-
dos na escrita de tais números.
Os números palíndromos
(ou números capicuas) des-
pertam interesse devido à “si-
metria” na disposição dos al-
garismos. Há algumas curio-
sidades envolvendo números
que representam horários e
datas, em que podemos ler os
símbolos usados nessas re-
presentações da esquerda pa-
ra a direita ou da direita para a
esquerda. Por exemplo: os al-
garismos que indicam o dia 8
de outubro de 2018 podem ser
dispostos da seguinte manei-
ra: 8 102 018. Peça aos alunos
que observem que lemos a
mesma sequência de algaris-
mos da esquerda para a direita
e da direita para a esquerda. Se
julgar pertinente, peça a eles
que escrevam outros números
palíndromos que envolvam da-
tas e horários e comparem
com os colegas os números
obtidos.
Análise da resolução
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN1_001a031.indd 19 7/5/19 4:36 PM
MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 120
Não escreva no livro!Atividades complementares Não escreva no livro!
1. Caio inventou um modo curioso de representar
os símbolos do sistema de numeração romano
usando os dedos de suas mãos.
Mostre a um colega como Caio representa-
ria com os dedos os números a seguir, de
acordo com as regras do sistema de nume-
ração romano.
a) 18 b) 39 c) 24 d) 48
2. Escreva os números a seguir em ordem crescente.
DCXVII MCDLIII CXLIX CCXL LXXXIX
3. Neste capítulo, você estudou alguns sistemas
de numeração. Ao longo da história da hu-
manidade existiram diversos outros sistemas
de numeração, como o usado pelos maias,
civilização que existiu no território que atual-
mente constitui o México e a América Central.
A civilização Maia é considerada uma das
mais avançadas do período pré-colombiano
(de modo simplificado, corresponde ao perío-
do anterior à chegada de Cristóvão Colombo
à América). Veja alguns símbolos maias utili-
zados para representar quantidades:
0 1 2 3 4
5 6 7 8 9
10 11 12 13 14
Veja resposta no final do livro.
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/A
rq
u
iv
o
d
a
e
d
it
o
ra
LXXXIX, CXLIX, CCXL, DCXVII, MCDLIII
a) Observe novamente como eram repre-
sentados os números de 0 a 14 por sím-
bolos maias. Como você representaria o
número dezessete?
b) Reúna-se com um colega para pesquisar
o sistema de numeração maia e redijam
um pequeno texto sobre esse assunto.
4. Escreva usando algarismos indo-arábicos:
a) o maior número com 4 algarismos distintos.
b) o menor número com 3 algarismos distintos.
5. Escreva quatro números de três algarismos di-
ferentes formados pelos algarismos 3, 0 e 4.
6. (Olimpíada Canguru de Matemática) Gregório
quer usar uma vez cada um dos algarismos 1,
2, 3, 4, 5 e 6 para escrever dois números de
três algarismos cada um. Ele deseja somar os
dois números assim obtidos e achar a maior
soma possível. Qual é essa soma?
a) 975
b) 999
c) 1083
d) 1173
e) 1221
7. Qual é o próximo número palíndromo depois de:
a) 1 001? 1 111 b) 494? 505
8. O aniversário de Carlos é no dia 20 de julho.
Em agosto de 2005, ao preencher uma ficha
na escola, o rapaz inverteu a posição dos dois
últimos algarismos do ano em que nasceu.
A professora que recebeu a ficha lhe disse:
2 Carlos, por favor, corrija o ano de seu nas-
cimento, senão as pessoas vão pensar que
você tem 56 anos!
Qual era a idade correta de Carlos no dia em
que preencheu a ficha? 11 anos
9. Vimos que uma das características do sistema
de numeração indo-arábico é ser posicional,
ou seja, a posição que um algarismo ocupa
no número modifica seu valor. Leia os núme-
ros abaixo, escritos no sistema de numeração
romano, e responda: este é um sistema de
numeração posicional? Justifique sua resposta.
CLIX CMXIII
Veja resposta no final do livro.
Resposta pessoal.
9 876
102
304, 340, 403 e 430
X
8. Pergunte aos alunos se a informação sobre a data de aniversário de Carlos tem alguma importância para a resolução do problema.
Espera-se que eles percebam que essa informação é para assegurar que Carlos já fez aniversário em agosto de 2005, evitando,
assim, ambiguidades nas respostas.
9. Em ambos os números 2 159 e 913 2 o símbolo I tem valor 1 unidade e o símbolo X tem valor 10 unidades, porém foram escritos em
posições diferentes; o sistema de numeração romano não é posicional.
20 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Habilidades da BNCC
(EF06MA02) Reconhecer
o sistema de numeração
decimal, como o que preva-
leceu no mundo ocidental,
e destacar semelhanças e
diferenças com outros sis-
temas, de modo a sistema-
tizar suas principais ca-
racterísticas (base, valor
posicional e função do ze-
ro), utilizando, inclusive, a
composição e decomposi-
ção de números naturais e
números racionais em sua
representação decimal.
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais ou
escritos, exatos ou aproxi-
mados) com números natu-
rais, por meio de estratégias
variadas, com compreen-
são dos processos neles
envolvidos com e sem uso
de calculadora.
sentar esse número, indicando o valor posicional de cada alga-
rismo. Assim eles poderão perceber que, neste caso, o número
representado é o 34 (que possui dois dígitos).
Atividades
complementares
A atividade 1 é uma oportu-
nidade para explorar a intera-
ção entre os alunos. Desafie-os
a criar os gestos para represen-
tar os números cem, quinhen-
tos e mil, para ampliar as possi-
bilidades de números que
podem ser representados.
Ao trabalhar a atividade 3,
avalie a possibilidade de de-
senvolver um trabalho com o
professor de História e incen-
tive os alunos a descobrir mais
informações sobre essa civili-
zação pré-colombiana. Oriente
os alunos a perceber o padrão
que existe na sequência apre-
sentada, para que possam res-
ponder ao item a. Eles podem,
a partir disso, fazer hipóteses
de quais são as característicasdesse sistema de numeração
e compará-lo aos demais estu-
dados no capítulo.
Na atividade 5 alguns alunos
podem escrever números co-
mo 3,04. Caso isso ocorra é im-
portante verificar se com-
preendem o que esse número
representa. Para isso, pode-se
perguntar: O que indica a vírgu-
la? O que esse número repre-
senta? Dê um exemplo de uma
situação em que esse número
pode ser usado. É possível tam-
bém que alguns alunos respon-
dam “034”. Caso isso ocorra,
peça que usem o quadro de
classes e ordens para repre-
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21MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Conjunto dos números naturais
Os números 1, 2, 3, 4, ..., utilizados na contagem dos elementos de uma coleção de objetos, formam
juntamente com o zero um conjunto denominado conjunto dos números naturais, representado por N.
N � {0, 1, 2, 3, 4, ...}
Podemos representar os números naturais em uma reta numérica, associando cada número natural a
um ponto dessa reta. Nela, os números são posicionados em ordem crescente, no sentido indicado pela
seta. Vamos considerar uma reta com uma seta apontando para a direita e ver como marcamos os números
naturais nela.
• Indicamos um dos pontos da reta numérica como origem e associamos a ele o número zero.
0
• Escolhemos uma unidade de medida de comprimento qualquer e marcamos pontos na reta igual-
mente espaçados entre si.
0
1 unidade
• Ao primeiro ponto marcado à direita da origem associamos o número 1; ao segundo ponto à direita
da origem, o número 2; e assim por diante.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Sequência dos números naturais
Quando organizamos os números naturais em ordem crescente, do menor para o maior, obtemos a
sequência dos números naturais:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, ...
Observe que essa sequência começa com o zero e cada termo, a partir do segundo, é obtido adicionan-
do-se 1 ao termo anterior:
0 � 1 � 1, 1 � 1 � 2, 2 � 1 � 3, 3 � 1 � 4, e assim por diante.
Números naturais2
CA
PÍ
TU
LO
21Capítulo 2 Números naturais
Habilidade da BNCC
(EF06MA01) Comparar, or-
denar, ler e escrever núme-
ros naturais e números
racionais cuja representa-
ção decimal é finita, fazen-
do uso da reta numérica.
Neste capítulo, os alunos
vão retomar a leitura, escrita e
ordenação dos números natu-
rais e trabalhar com conceitos
de antecessor, sucessor, nú-
meros pares e números ímpa-
res. Além disso, vão comparar
números naturais e realizar ar-
redondamentos utilizando a
reta numérica.
Conjunto dos
números naturais
É importante que os alunos
compreendam que, dados dois
números naturais consecuti-
vos, não há nenhum outro nú-
mero natural entre eles.
Aproveite para indagar os
alunos sobre o que poderia re-
presentar em uma reta numé-
rica os espaços vazios entre os
números naturais. Verifique se
eles percebem que esses es-
paços são ocupados por núme-
ros de outra natureza, como as
frações e os números deci-
mais, os quais já fazem parte
de situações cotidianas dos
alunos e serão estudados pos-
teriormente.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 122
1. Classifique cada afirmação a seguir em verdadeira ou falsa.
a) Um número natural pode ser maior que seu sucessor. falsa
b) O antecessor de um número natural sempre é menor que o sucessor desse número. verdadeira
2. Dois ou mais números naturais são chamados consecutivos quando um vem imediatamente após o
outro na sequência dos números naturais. Elabore frases que relacionem os números consecutivos
de cada item usando as palavras antecessor ou sucessor.
a) 12 e 13 12 é antecessor de 13.
b) 38, 39 e 40 39 é sucessor de 38 e antecessor de 40.
c) 119, 120, 121 e 122 120 é sucessor de 119 e 121 é antecessor de 122.
3. Em cada caso, compare os números naturais e escreva as sentenças no caderno substituindo cada
pelo símbolo: . (maior que), , (menor que) ou 5 (igual a).
a) 63 36 . b) 59 60 , c) 412 412 d) 109 190 , e) 801 799 .
4. Copie o quadro ao lado no ca-
derno e complete-o escreven-
do o sucessor e o antecessor,
se houver, de cada número
natural apresentado.
5. Observe a reta numérica representada abaixo.
10 12 13 14
Cada uma das fichas abaixo corresponde a um dos números representados nessa reta numérica.
A B C D
Associe cada ficha ao número correspondente, de acordo com as pistas indicadas a seguir.
• A é maior do que C.
• B é sucessor de D.
• B é 2 unidades maior que A.
6. Copie no caderno as retas numéricas representadas a seguir e descubra quais números naturais
podem substituir cada .
a)
15
1 unidade
b)
1
000
1 unidade
c)
260
1 unidade
Exemplos de resposta:
B
a
n
c
o
d
e
i
m
a
g
e
n
s
/
A
rq
u
iv
o
d
a
e
d
it
o
ra
A: 12; B: 14; C: 10; D: 13
16 19
997 1 004
252 254 256 258
Atividades Não escreva no livro!
5
Antecessor Número Sucessor
0 1
24 25 26
98 99 100
999 1 000 1 001
23Capítulo 2 Números naturais
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Sucessor
O sucessor de um número natural é o termo que vem imediatamente após
o número considerado na sequência dos números naturais e, por isso, ele pode
ser obtido adicionando-se 1 a esse número. Por exemplo:
• 20 é o sucessor de 19.
• 302 é o sucessor de 301.
Note que todo número natural tem um sucessor e sempre é possível adicionar 1
a um número natural. Assim, como não existe um número natural que seja o maior
de todos, dizemos que o conjunto dos números naturais tem infinitos elementos.
Antecessor
O antecessor de um número natural é o termo que vem imediatamente an-
tes do número considerado na sequência dos números naturais. Todo número
natural, com exceção do zero, tem um antecessor em N, que pode ser obtido
subtraindo-se uma unidade do número natural considerado. Por exemplo:
• 50 é o antecessor de 51.
• 619 é o antecessor de 620.
Números pares e números ímpares
Dentro da sequência dos números naturais, podemos destacar outras
duas sequências:
• a sequência dos números pares:
0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, ...
• a sequência dos números ímpares:
1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, ...
Note que as duas sequências seguem a mesma regra: os termos aumentam
de 2 em 2 unidades.
a) Converse com seus colegas e tente identificar alguma característica comum aos
números pares.
b) O número 28 é par? E o número 41, é par? Como você descobriu?
Comparando números naturais
Podemos comparar dois números naturais usando os símbolos . (maior que),
, (menor que) ou 5 (igual a).
Acompanhe o exemplo a seguir.
O diretor da escola Harmonia organizou os dados relacionados ao número
de alunos das três turmas do 6o ano em uma tabela.
Número de alunos do 6o ano da escola Harmonia
Turma A B C
Número de alunos 33 29 33
Dados elaborados pelo autor.
Observando a tabela, podemos afirmar que:
• O número de alunos da turma A (33) é maior que o número de alunos da
turma B (29). Escrevemos: 33 . 29.
• O número de alunos da turma B (29) é menor que o número de alunos da
turma C (33). Escrevemos: 29 , 33.
• O número de alunos da turma A (33) é igual ao número de alunos da
turma C (33). Escrevemos: 33 5 33.
Responda no caderno:
a) Qual é o sucessor de
209? 210
b) E qual é o sucessor
de 5 132? 5 133
c) Qual é o antecessor
de 475? 474
d) E qual é o
antecessor de
1 099? 1 098
b) O número 28 é par porque
termina em 8. O número 41
não é par porque termina em
1. Espera-se que os alunos
expliquem que observaram a
regularidade da sequência dos
números pares e identificaram
que 28 pertence à sequência
dos pares, mas 41 não
pertence a essa sequência.
a) Espera-se que os alunos notem que os números pares terminam
em 0, 2, 4, 6 ou 8.
22 Unidade 1
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O trabalho com sequências
e padrões permite ao aluno
fazer generalizações. Explo-
rar sequências numéricas re-
presenta umaimportante
aplicação das operações e
prepara o aluno para o pensa-
mento algébrico mediante a
generalização.
Ao estudar os números na-
turais, apresentamos também
a classificação deles em nú-
meros pares e números ímpa-
res, um conceito já visto nos
anos iniciais do Ensino Funda-
mental, mas que é retomado
com o objetivo de relacioná-lo
posteriormente com a divisibi-
lidade por 2 e o critério corres-
pondente. Se julgar relevante,
explore situações do dia a dia
em que os números pares e os
números ímpares são utiliza-
dos, como em numeração das
casas de uma rua, de assentos
de ônibus de viagens intermu-
nicipais, jogo de par ou ímpar,
etc. Aproveite para propor aos
alunos uma reflexão sobre a
quantidade de números em ca-
da sequência apresentada. Ve-
rifique se eles percebem que
há infinitos números pares e
infinitos números ímpares.
Ao trabalhar com a compa-
ração dos números naturais,
enfatize a importância de sa-
ber comunicar e se expressar
em linguagem matemática pa-
ra que os alunos valorizem o
uso correto dos sinais < (me-
nor que) e > (maior que).
Peça aos alunos que repre-
sentem em uma reta numérica
os dados expressos na tabela
e, depois, os comparem. Ob-
serve como eles fazem essa
representação: se começam
representando os números a
partir do 0 ou a partir do 29, por
exemplo. Eles devem com-
preender que não é necessário
representar todos os números
naturais na reta numérica.
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23MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
1. Classifique cada afirmação a seguir em verdadeira ou falsa.
a) Um número natural pode ser maior que seu sucessor. falsa
b) O antecessor de um número natural sempre é menor que o sucessor desse número. verdadeira
2. Dois ou mais números naturais são chamados consecutivos quando um vem imediatamente após o
outro na sequência dos números naturais. Elabore frases que relacionem os números consecutivos
de cada item usando as palavras antecessor ou sucessor.
a) 12 e 13 12 é antecessor de 13.
b) 38, 39 e 40 39 é sucessor de 38 e antecessor de 40.
c) 119, 120, 121 e 122 120 é sucessor de 119 e 121 é antecessor de 122.
3. Em cada caso, compare os números naturais e escreva as sentenças no caderno substituindo cada
pelo símbolo: . (maior que), , (menor que) ou 5 (igual a).
a) 63 36 . b) 59 60 , c) 412 412 d) 109 190 , e) 801 799 .
4. Copie o quadro ao lado no ca-
derno e complete-o escreven-
do o sucessor e o antecessor,
se houver, de cada número
natural apresentado.
5. Observe a reta numérica representada abaixo.
10 12 13 14
Cada uma das fichas abaixo corresponde a um dos números representados nessa reta numérica.
A B C D
Associe cada ficha ao número correspondente, de acordo com as pistas indicadas a seguir.
• A é maior do que C.
• B é sucessor de D.
• B é 2 unidades maior que A.
6. Copie no caderno as retas numéricas representadas a seguir e descubra quais números naturais
podem substituir cada .
a)
15
1 unidade
b)
1
000
1 unidade
c)
260
1 unidade
Exemplos de resposta:
B
a
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c
o
d
e
i
m
a
g
e
n
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A
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iv
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e
d
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A: 12; B: 14; C: 10; D: 13
16 19
997 1 004
252 254 256 258
Atividades Não escreva no livro!
5
Antecessor Número Sucessor
0 1
24 25 26
98 99 100
999 1 000 1 001
23Capítulo 2 Números naturais
Caso os alunos sintam difi-
culdade em classificar em ver-
dadeira ou falsa cada afirma-
ção da atividade 1, peça que
usem exemplos para ilustrar a
situação apresentada.
Na atividade 5, é possível
que os alunos escrevam as le-
tras A, B, C e D em pedaços se-
parados de papel, para que
possam organizá-los de acor-
do com as pistas. Assim, é
possível associar a ordem re-
presentada pelos pedaços de
papel com a ordem dos núme-
ros na reta numérica. Propo-
nha aos alunos que reflitam:
Se as fichas representassem
números naturais, mas não
houvesse a indicação dos nú-
meros na reta numérica, como
seriam organizadas de acordo
com as pistas? Neste caso,
eles devem perceber que o nú-
mero representado pela ficha
C pode ser qualquer um menor
do que o representado pela fi-
cha A e os números represen-
tados pelas fichas A, B e C
podem ser quaisquer três nú-
meros consecutivos (nessa
ordem), com A > C.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 124
Arredondamentos
Antônio pesquisou em 5 capitais o valor de uma cesta básica de alimentos com 13 itens: carne, leite,
feijão, arroz, farinha, batata, legumes, pão francês, café em pó, frutas, açúcar, óleo e manteiga.
Veja na tabela abaixo os valores que Antônio obteve em setembro de 2017.
Preço da cesta básica em algumas capitais em setembro de 2017
Município Preço (em real)
Natal 336
Porto Alegre 446
Recife 341
Salvador 332
São Paulo 432
Dados obtidos em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-09/preco-da-cesta-basica-diminui-em-21-capitais-aponta-dieese>.
Acesso em: 4 set. 2018.
Dependendo da situação, pode ser conveniente arredondar um número para facilitar os cálculos ou a
comunicação. Por exemplo, veja como podemos arredondar o número correspondente ao preço da cesta
básica em Recife para o número com dezena exata mais próximo.
330 340
341
350
Como o número 341 está mais próximo de 340 do que de 350, arredondamos 341 para 340.
Agora, considere esta outra representação e veja como podemos arredondar o número 341 para a cen-
tena exata mais próxima.
200 300
341
400
350
Como o número 341 está mais próximo de 300 do que de 400, arredondamos 341 para 300.
7. A distância entre a Terra e a Lua é de aproximadamente 384 400 quilômetros. Arredonde esse nú-
mero para o número com dezena de milhar exata mais próximo. 380 000
8. A distância entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 149 597 871 quilômetros. Arredondando
esse número para o número com dezena de milhão exata mais próximo, qual número obtemos?
9. O estádio de futebol de uma cidade tem capacidade para receber 32 579 torcedores. Nos quatro últimos
jogos realizados nesse estádio, os públicos foram de 28 322, 30 112, 23 795 e 19 469 torcedores.
Arredonde a capacidade do estádio e os públicos de cada um dos quatro últimos jogos para:
a) o número com centena exata mais próximo. 32 600, 28 300, 30 100, 23 800 e 19 500
b) o número com unidade de milhar exata mais próximo. 33 000, 28 000, 30 000, 24 000 e 19 000
c) a dezena de milhar exata mais próxima. 30 000, 30 000, 30 000, 20 000 e 20 000
Agora, compare os arredondamentos dos números 32 579, 28 322 e 30 112 para a dezena de milhar
exata mais próxima. O que você pode dizer sobre esses arredondamentos?
150 000 000
Os arredondamentos são iguais.
Comente com os alunos que números diferentes podem ter o mesmo arredondamento dependendo da ordem escolhida.
Atividades Não escreva no livro!
24 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Habilidade da BNCC
(EF06MA12) Fazer estima-
tivas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
A valorização de diferentes
procedimentos de cálculo e do
uso de estimativa tem ganha-
do destaque nas propostas de
ensino nas últimas décadas. O
uso de arredondamentos co-
mo estratégia de cálculo apro-
ximado é muito comum em si-
tuações cotidianas de compra
e venda de produtos. Além dis-
so, é comum o uso de arredon-
damentos para facilitar a co-
municação.
Comente com os alunos que
não há um único modo de arre-
dondar os números, mas exis-
tem modos mais adequados
ou menos adequados, de acor-
do com o que se pretende ao
fazer o arredondamento.
Pergunte aos alunos quais
dos arredondamentos apre-
sentados seria melhor para cal-
cular mentalmente o valor apro-
ximado que Antônio gastaria na
compra de 8 cestas básicas em
Recife: arredondar o número
341 para o número com dezena
exata mais próximo ou para o
número com centena exata
mais próximo? Espera-se que
eles concluam que o arredon-
damento para a centena mais
próximafacilitaria esse cálculo.
Aproveite o contexto de ces-
ta básica para falar sobre al-
guns temas relevantes com os
alunos. Peça que pesquisem
quais itens compõem a cesta
básica e como eles são escolhi-
dos. Se julgar adequado, peça
que comparem o preço do salá-
rio mínimo vigente com o preço
da cesta básica. Informe-se
melhor sobre o assunto aces-
sando o site do DIEESE. Dispo-
nível em: <https://www.dieese.
org.br/analisecestabasica/
analiseCestaBasica201808.
html>. Acesso em: 12 out. 2018.
A seguir, apresentamos
uma possível maneira de re-
solver a situação proposta na
atividade 4 da página 25.
No item a podemos conside-
rar dois casos para resolver es-
ta situação: obter a quantidade
de peças necessárias para
compor os números de apenas
1 algarismo e a quantidade de
peças necessárias para com-
por números de 2 algarismos:
Arredondamentos
� Quantidade de peças necessárias para compor números de
apenas 1 algarismo:
Esses números são 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, ou seja, para iden-
tificar os apartamentos com esses números o gerente do ho-
tel precisará de 9 peças.
� Quantidade de peças necessárias para compor números de
2 algarismos:
Esses números fazem parte da sequência de números natu-
rais que começa em 10 e vai até 99, ou seja, são 90 números
no total. Como cada um desses números é formado por 2 al-
garismos, serão necessárias 180 peças (para identificar os
apartamentos numerados de 10 a 99.
Portanto, ao todo serão necessárias 189 peças (180 + 9 = 189).
No item b, podemos considerar que, dos números de 1 a 99, aque-
les que têm o algarismo 4 na ordem das unidades são: 4, 14, 24,
34, 44, 54, 64, 74, 84 e 94. Para compor esses números serão ne-
cessárias 11 peças (algarismo 4).
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25MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Atividades complementares Não escreva no livro!
1. Entre 10 e 20, o número 11 é o único que tem todos os algarismos iguais.
a) Quantos números de 10 a 100 têm todos os algarismos iguais? 9 números
b) E de 10 a 1 000? 18 números
2. Qual dos algarismos do número 3 824 deve ser trocado pelo algarismo 7 para que o número for-
mado seja:
a) o maior possível?
b) o menor possível?
3. Os algarismos de 1 a 9 estão dispostos em uma roleta como é
mostrado na figura ao lado.
a) Qual é o maior número que se obtém tomando-se três desses
algarismos em sequência e no sentido horário? 926
b) E o menor número de três algarismos que se obtém tomando-
-se três desses algarismos em sequência e no sentido anti-
-horário?
4. Paulo é gerente de um hotel que tem 99 apartamentos numerados de 1 a 99. Ele precisa comprar
peças com algarismos feitos de metal para fixar nas portas e identificar todos esses apartamentos.
a) Quantas peças ele terá de comprar ao todo? 189 peças
b) E quantas peças com o algarismo 4? 20 peças
5. (Olimpíada Canguru de Matemática) Gina quer acrescentar o algarismo 3 ao número 2 014 de for-
ma que o número de cinco algarismos resultante seja o menor possível. Onde ela deve colocar o
algarismo 3? alternativa e
a) Entre 2 e 0.
b) À esquerda de 2.
c) Entre 0 e 1.
d) À direita de 4.
e) Entre 1 e 4.
6. (Obmep) Para obter o resumo de um número de até 9 algarismos, deve-se escrever quantos são
seus algarismos, depois quantos são seus algarismos ímpares e, finalmente, quantos são seus al-
garismos pares. Por exemplo, o número 9 103 405 tem 7 algarismos, sendo 4 ímpares e 3 pares,
logo seu resumo é 743. Determine um número:
a) cujo resumo seja 523. Exemplo de resposta: 16 210
b) que seja igual ao seu próprio resumo. Exemplo de resposta: 321
7. Usando os algarismos 1, 3, 6 e 7, escreva:
a) o menor número possível de quatro algarismos sem repetição de algarismo. 1 367
b) o maior número possível de quatro algarismos podendo repetir algarismo. 7 777
c) o menor número de quatro algarismos, sem repetição de algarismo, que começa com o
algarismo 3. 3 167
d) o maior número de quatro algarismos, sem repetição de algarismo, que termina com o
algarismo 6. 7 316
O algarismo 3. Ao trocar o algarismo 3 pelo 7 obtemos 7 824.
O algarismo 8. Ao trocar o algarismo 8 pelo 7 obtemos 3 724.
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sentido
horário
sentido
anti-horário
3 7
1
5
9
2
6
4
8
25Capítulo 2 Números naturais
Habilidades da BNCC
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais
ou escritos, exatos ou apro-
ximados) com números na-
turais, por meio de es-
tratégias variadas, com
compreensão dos proces-
sos neles envolvidos com e
sem uso de calculadora.
(EF06MA12) Fazer esti-
mativas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
Atividades
complementares
Faltam as peças dos números de 1 a 99 formados com o alga-
rismo 4 na ordem das dezenas, ou seja, 40, 41, 42, 43, 44 (esses
algarismos já foram contados), 45, 46, 47, 48 e 49, totalizando
mais 9 peças.
Portanto, ao todo serão necessárias 20 peças de algarismo 4.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 126
8. Determine o número natural que é:
a) o sucessor de 29. 30
b) o antecessor de 27. 26
c) o antecessor de 2 100. 2 099
d) o sucessor do antecessor de 45. 45
e) o antecessor do sucessor de 76. 76
9. (Olimpíada Canguru de Matemática) Marisa quer ligar os nove pontos de um círculo, partindo do 1
e voltando para o 1. Ela traça linhas retas, ligando os pontos conforme indicado na figura abaixo.
1
2
3
45
6
7
8
9
Depois que ela terminar de fazer todas as linhas necessárias, como ficará a figura? alternativa e
a)
1
2
3
45
6
7
8
9
b)
1
2
3
45
6
7
8
9
c)
1
2
3
45
6
7
8
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d)
1
2
3
45
6
7
8
9
e)
1
2
3
45
6
7
8
9
10. Em um pombal há 5 pombos, mas apenas 4 casas de pombos. Como não é possível associar cada
pombo a uma única casa, pelo menos uma das casas terá de acomodar mais de um deles.
Esse princípio foi enunciado pelo matemático alemão Johann Dirichlet (1805-1859) e pode ser
aplicado para resolver problemas como o enunciado a seguir.
Qual é o número mínimo de pessoas que devemos reunir para que tenhamos certeza de que duas
delas fazem aniversário no mesmo mês?
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Pergunte aos alunos: “Que re-
gularidade vocês observam em
relação aos números unidos
pelas linhas retas?” Espera-se
que eles percebam que inicial-
mente os números unidos são
ímpares (1-3-5-7-9) e, depois
do 9, os números são pares
(2-4-6-8), até voltar ao 1.
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13 pessoas
10. Sabemos que 1 ano tem 12
meses; se houver 12 pessoas,
é possível que cada uma delas
faça aniversário em um mês
diferente, de modo que não po-
demos ter certeza de que duas
pessoas aniversariam no mes-
mo mês. Portanto, é necessário
haver mais uma pessoa para
que pelo menos duas delas
façam aniversário no mesmo
mês. Assim, são necessárias,
no mínimo, 13 pessoas.
26 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Na atividade 10, o princípio
das casas de pombos pode aju-
dar a resolver a atividade pro-
posta. Peça aos alunos que re-
lacionem pessoas e meses de
aniversário a pombos e casas
de pombos. Neste caso, os me-
ses de aniversário seriam re-
presentados por casas de
pombos e as pessoas seriam
representadas por pombos.
Faça-os refletir: É possível de-
terminar qual mês terá mais de
um aniversariante? Pode-se
dizer que apenas um único
mês irá se repetir?
Escreva na lousa o nome
dos 12 meses e peça aos alu-
nos que marquem o mês de
seus aniversários para que
eles possam analisar as per-
guntas anteriores. Com isso,
valide com eles os argumen-
tos utilizados. Não é possível
determinar qual mês terá mais
de um aniversariante ou dizer
se apenas um único mês se re-
petiráantes de saber o aniver-
sário de todas as pessoas do
grupo.
Leia um pouco mais sobre o
princípio das casas de pombos
em <https://www.obm.org.br/
content/uploads/2018/01/
Combinatoria_casa_pombos.
pdf>. Acesso em: 12 out. 2018.
Se julgar pertinente, mostre
aos alunos parte do conteúdo
da página <http://clubes.
obmep.org.br/blog /tex to_
002-principio-das-casas-dos
-pombos/>. Acesso em: 12 out.
2018.
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27MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
11. Observe algumas fotos dos picos mais altos do Brasil e suas altitudes aproximadas.
Pedra da Mina, na serra da
Mantiqueira (MG/SP). Altitude
aproximada: 2 798 metros.
Pico 31 de Março, na serra do Imeri
(AM). Altitude aproximada:
2 974 metros.
Pico das Agulhas Negras, na serra do
Itatiaia (MG/RJ). Altitude aproximada:
2 791 metros.
Pico da Bandeira, na serra do Caparaó
(ES/MG). Altitude aproximada:
2 891 metros.
Pico do Cristal, na serra do Caparaó
(MG). Altitude aproximada:
2 769 metros.
Monte Roraima, na serra de
Pacaraima (RR). Altitude aproximada:
2 734 metros.
Fonte de pesquisa: IBGE, 2013. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/20/aeb_2016.pdf>.
Acesso em: 4 set. 2018.
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a) Escreva, em ordem decrescente, as altitudes desses picos. 2 974 . 2 891 . 2 798 . 2 791 . 2 769 . 2 734
b) Picos, montanhas, rios e lagos são acidentes geográficos que criam, devido às suas dimensões,
obstáculos naturais ao acesso entre regiões. Assim, podem ser usados como pontos de referência
para demarcar fronteiras. Alguns picos apresentados estão em região de fronteira entre estados
brasileiros. Pesquise outros acidentes geográficos também localizados em regiões de fronteira.
12. Paulinho acordou à noite com frio e quis pegar um par de meias. Como ele não queria acordar
seu irmão, que dormia ao lado, decidiu não acender a luz para pegar as meias na gaveta do
guarda-roupa. Se nessa gaveta havia 10 meias brancas iguais e 10 meias pretas iguais, todas
misturadas, quantas meias, no mínimo, Paulinho precisou pegar para ter certeza de que teria
1 par de meias da mesma cor?
13. (Olimpíada Canguru de Matemática) Cinco garotos fazem as seguintes afirmações sobre o
número 325:
André: “É um número de três algarismos”.
Bruno: “Todos os algarismos são distintos”.
Vitor: “A soma dos algarismos é 10”.
Roberto: “O algarismo das unidades é 5”.
Danilo: “Todos os algarismos são ímpares”.
Qual dos garotos estava errado?
a) André b) Bruno c) Vitor d) Roberto e) Danilo
Resposta pessoal. Veja orientação no Manual do Professor.
3 meias
Não escreva no livro!
alternativa e
27Capítulo 2 Números naturais
No item a da atividade 11,
verifique o recurso que os alu-
nos utilizam para indicar a or-
dem dos números. Eles podem
usar a reta numérica, sinais de
desigualdade ou apenas listá-
-los. Compartilhe todos os re-
gistros com o restante da sala.
Avalie a possibilidade de tra-
balhar o item b em conjunto
com o professor de Geografia
para favorecer o desenvolvi-
mento da seguinte habilidade:
Relacionar padrões climáti-
cos, tipos de solo, relevo e for-
mações vegetais (EF06GE05).
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 128
Nesta Unidade você retomou conhecimentos e aprendeu conceitos novos. Viu, por exemplo, que ao longo
da história os seres humanos usaram diferentes formas de registrar quantidades, criando sistemas de numera-
ção. Com o passar do tempo, um desses sistemas, o indo-arábico, passou a ser usado pela maioria dos povos.
Responda às questões propostas e, caso tenha alguma dificuldade, retome o conteúdo e resolva suas
dúvidas com o professor.
1. Escreva cada número a seguir utilizando apenas algarismos.
a) Dez mil e dez.
b) Duzentos mil duzentos e dois.
c) Cento e cinquenta milhões.
2. Responda às questões abaixo.
a) Quantas centenas “cabem” ao todo no número 1 247?
b) E quantas dezenas ”cabem”ao todo no número 1247?
3. De que modo podemos incluir o algarismo 2 no registro
do número 413 para que o número de quatro algarismos
resultante seja o maior possível?
a) Entre 4 e 1.
b) À esquerda de 4.
c) Entre 1 e 3.
d) À direita de 3.
e) Qualquer posição.
4. A tabela a seguir apresenta a extensão dos 5 maiores rios do mundo.
Os 5 maiores rios do mundo em extensão
Rio Extensão (em km) Continente
Amazonas 6 992 América
Nilo 6 853 África
Yangtze 6 300 Ásia
Mississipi-Missouri 6 275 América
Yenisei-Angara 5 540 Ásia
Dados obtidos em: <https://www.worldatlas.com/articles/which-are-the-longest-rivers-
in-the-world.html>. Acesso em: 6 set. 2018.
Arredonde o número que indica a extensão de cada um desses rios para o número com:
a) unidade de milhar exata mais próxima.
b) centena exata mais próxima.
Agora, reflita sobre o que você estudou nesta Unidade e faça o que se pede a seguir.
I) Por que o sistema de numeração indo-arábico prevaleceu sobre os demais? Analise as vantagens que ele
oferece, em sua opinião, em relação aos outros sistemas de numeração estudados nesta Unidade.
II) Qual dos temas estudados mais interessou a você? Por quê?
III) Você é capaz de estimar quantas pessoas cabem no gramado de um estádio de futebol? Suas estima-
tivas são próximas do valor real? O que você pode fazer para chegar a um valor próximo do número
exato de pessoas?
10 010
200 202
150 000 000
12 centenas
124 dezenas
alternativa a
4. a) Amazonas: 7 000 km; Nilo: 7 000 km; Yangtze: 6 000 km;
Mississipi-Missouri: 6 000 km; Yenisei-Angara: 6 000 km
4. b) Amazonas: 7 000 km; Nilo: 6 900 km; Yangtze: 6 300 km; Mississipi-Missouri:
6 300 km; Yenisei-Angara: 5 500 km
I) Exemplos de resposta: Faz uso de poucos algarismos; possibilita escrever infinitos números; é um sistema de numeração
posicional; facilita os cálculos.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
O que aprendi Não escreva no livro!
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29Capítulo 2 Números naturais
Trilhas_da_Matematica_PNLD2020_6ANO_LA_U1_C2_021A031.indd 29 7/5/19 1:44 PM
Não escreva no livro!
14. (Olimpíada Canguru de Matemática) A figura ao lado representa um labirinto
mágico. Cada ponto representa um pedaço de queijo. O ratinho Roc entra
no labirinto com a meta de sair com o maior número possível de pedaços
de queijo. Ele não pode passar duas vezes pelo mesmo ponto. No máximo,
quantos pedaços ele poderá conseguir?
a) 17 b) 33 c) 37 d) 41 e) 49
15. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população residente no
Brasil no ano de 2017 era distribuída por região conforme indicado na tabela a seguir.
População residente no Brasil no ano de 2017 por região
Região População residente (número de habitantes)
Norte 17 936 201
Nordeste 57 254 159
Sudeste 86 949 714
Centro-Oeste 15 875 907
Sul 29 644 948
Fonte de pesquisa: IBGE, 2010. Disponível em: <ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/
Estimativas_2017/estimativa_dou_2017.pdf>. Acesso em: 4 set. 2018.
a) Qual era a região mais populosa? E a menos populosa?
b) Arredonde cada número da tabela para o número com unidade de milhão exata mais próximo.
16. Atualmente muitos países têm populações ele-
vadas, ultrapassando centenas de milhões de
habitantes. Veja os dados ao lado.
As causas dessas populações elevadas estão,
junto de outros fatores, relacionadas com o aper-
feiçoamento da agricultura e da indústria. Esse
aperfeiçoamento possibilitou aos seres humanos
maior acesso a água limpa, comida, moradia e
saúde, resultando no crescimento populacional.
A China ea Índia têm as maiores populações
do mundo e sofrem de um problema chamado
superpopulação, que ocorre quando um grupo
de pessoas se torna tão grande que a região em
que habita pode ter a capacidade de sustentar
suas necessidades comprometida.
Agora, responda às questões a seguir.
a) Organizando China e Índia em um grupo 1, e
Estados Unidos, Indonésia, Brasil e Paquistão
em outro, grupo 2, qual desses grupos tem
maior parte da população mundial?
b) O Brasil ocupa qual posição dentre os países
do mundo quanto ao número de habitantes?
c) Elabore uma pergunta envolvendo os dados apresentados no gráfico acima e troque-a com a de
um colega. Ele deve responder à pergunta criada por você e você, à pergunta criada por ele.
d) Pesquise os tipos de problemas que podem surgir em regiões onde vivem as superpopulações.
Depois, compartilhe com os colegas as informações obtidas.
alternativa c
mais populosa: Sudeste; menos
populosa: Centro-Oeste
Norte: 18 000 000; Nordeste: 57 000 000; Sudeste: 87 000 000; Centro-Oeste: 16 000 000; Sul: 30 000 000
Esta ativida-
de possibilita
realizar um
trabalho inte-
grado com o
componente
curricular
Geografia.
16. a) O grupo 1. Espera-se que os alunos notem que o grupo 1 representa uma parte significativa da população mundial e tem mais
do que o dobro da população do grupo 2.
5a posição
Resposta pessoal.
Resposta pessoal. Veja orientação no Manual do Professor.
Não escreva no livro!
População mundial
7 550 000 000
habitantes
197 016 000
habitantes
209 288 000
habitantes
263 991 000
habitantes
324 459 000
habitantes
1 339 180 000
habitantes
1 409 517 000
habitantes
China
1º
Índia
2º
Estados Unidos
3º
Indonésia
Indonésia
4º
Brasil
5º
Paquistão
6º
Estados Unidos
Brasil
China
Paquistão
Índia
Os seis países mais populosos do mundo
em 2017
Dados obtidos em: <http://www.ufjf.br/ladem/2017/06/28/as-novas-
-projecoes-da-onu-sobre-a-populacao-brasileira-e-mundial-artigo-de-
-jose-eustaquio-diniz-alves/>. Acesso em: 4 set. 2018.
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28 Unidade 1
Trilhas_da_Matematica_PNLD2020_6ANO_LA_U1_C2_021A031.indd 28 7/5/19 1:44 PM
Na atividade 14, solicite que
os alunos copiem o labirinto
em seus cadernos, para que
possam riscá-lo. Proponha
também que os alunos respon-
dam: Qual é o número mínimo
de pedaços de queijo que o ra-
tinho pode pegar, consideran-
do que pega todos os pedaços
em seu caminho?
Consulte o professor de
Geografia para verificar a pos-
sibilidade de realizar um traba-
lho integrado com esse com-
ponente curricular ao explorar
a atividade 16. Se possível,
proponha aos alunos que pes-
quisem outros fatores que po-
dem contribuir com o aumento
desordenado do número de ha-
bitantes de algumas regiões,
além dos citados no texto.
No item c, um exemplo de
resposta é: Qual é a diferença
entre a população da China e a
população do Paquistão? O nú-
mero obtido se aproxima mais
do número de habitantes de
qual país citado? As respostas
para esses questionamentos
são: 1 212 501 000; Índia.
Ao pesquisar sobre superpo-
pulação, os resultados das pes-
quisas dos alunos devem apon-
tar para problemas relacionados
à produção e descarte de lixo, à
poluição, à escassez de recur-
sos e ao abastecimento de água
e de alimentos para toda a po-
pulação. Se julgar adequado, pe-
ça aos alunos que pesquisem se
na cidade ou no bairro onde mo-
ram há problemas desse tipo.
Nesta seção, os alunos vão testar os conhecimentos sobre os
temas tratados na Unidade. Quando terminarem de resolver as
questões, pergunte se há dúvidas. Caso haja, peça aos alunos que
conversem sobre elas para tentar saná-las e assista à conversa. A
ideia desta seção é que os alunos possam voltar ao conteúdo do
livro para sanar suas dúvidas antes de perguntar ao professor.
Caso perceba que muitos alunos têm dificuldade em algum as-
sunto específico, identifique-o e retome-o, fazendo uma nova abor-
dagem que, preferencialmente, tenha conexão com o cotidiano dos
alunos.
Habilidades da BNCC
(EF06MA02) Reconhecer o
sistema de numeração de-
cimal, como o que prevale-
ceu no mundo ocidental, e
destacar semelhanças e di-
ferenças com outros siste-
mas, de modo a sis te matizar
suas principais característi-
cas (base, valor posicional e
função do zero), utilizando,
inclusive, a composição e
decomposição de números
naturais e números racio-
nais em sua representação
decimal.
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais
ou escritos, exatos ou apro-
ximados) com números na-
turais, por meio de estratégias variadas, com compreensão dos
processos neles envolvidos com e sem uso de calculadora.
(EF06MA12) Fazer estimativas de quantidades e aproximar
números para múltiplos da potência de 10 mais próxima.
(EF06MA32) Interpretar e resolver situações que envolvam
dados de pesquisas sobre contextos ambientais, sustentabili-
dade, trânsito, consumo responsável, entre outros, apresenta-
das pela mídia em tabelas e em diferentes tipos de gráficos e
redigir textos escritos com o objetivo de sintetizar conclusões.
O que aprendi
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN1_001a031.indd 28 7/5/19 4:37 PM
29MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Nesta Unidade você retomou conhecimentos e aprendeu conceitos novos. Viu, por exemplo, que ao longo
da história os seres humanos usaram diferentes formas de registrar quantidades, criando sistemas de numera-
ção. Com o passar do tempo, um desses sistemas, o indo-arábico, passou a ser usado pela maioria dos povos.
Responda às questões propostas e, caso tenha alguma dificuldade, retome o conteúdo e resolva suas
dúvidas com o professor.
1. Escreva cada número a seguir utilizando apenas algarismos.
a) Dez mil e dez.
b) Duzentos mil duzentos e dois.
c) Cento e cinquenta milhões.
2. Responda às questões abaixo.
a) Quantas centenas “cabem” ao todo no número 1 247?
b) E quantas dezenas ”cabem”ao todo no número 1247?
3. De que modo podemos incluir o algarismo 2 no registro
do número 413 para que o número de quatro algarismos
resultante seja o maior possível?
a) Entre 4 e 1.
b) À esquerda de 4.
c) Entre 1 e 3.
d) À direita de 3.
e) Qualquer posição.
4. A tabela a seguir apresenta a extensão dos 5 maiores rios do mundo.
Os 5 maiores rios do mundo em extensão
Rio Extensão (em km) Continente
Amazonas 6 992 América
Nilo 6 853 África
Yangtze 6 300 Ásia
Mississipi-Missouri 6 275 América
Yenisei-Angara 5 540 Ásia
Dados obtidos em: <https://www.worldatlas.com/articles/which-are-the-longest-rivers-
in-the-world.html>. Acesso em: 6 set. 2018.
Arredonde o número que indica a extensão de cada um desses rios para o número com:
a) unidade de milhar exata mais próxima.
b) centena exata mais próxima.
Agora, reflita sobre o que você estudou nesta Unidade e faça o que se pede a seguir.
I) Por que o sistema de numeração indo-arábico prevaleceu sobre os demais? Analise as vantagens que ele
oferece, em sua opinião, em relação aos outros sistemas de numeração estudados nesta Unidade.
II) Qual dos temas estudados mais interessou a você? Por quê?
III) Você é capaz de estimar quantas pessoas cabem no gramado de um estádio de futebol? Suas estima-
tivas são próximas do valor real? O que você pode fazer para chegar a um valor próximo do número
exato de pessoas?
10 010
200 202
150 000 000
12 centenas
124 dezenas
alternativa a
4. a) Amazonas: 7 000 km; Nilo: 7 000 km; Yangtze: 6 000 km;
Mississipi-Missouri: 6 000 km; Yenisei-Angara: 6 000 km
4. b) Amazonas: 7 000 km; Nilo: 6 900 km; Yangtze: 6 300 km; Mississipi-Missouri:
6 300 km; Yenisei-Angara: 5 500 km
I) Exemplos de resposta: Faz uso de poucos algarismos; possibilita escrever infinitos números; é um sistema de numeração
posicional; facilita os cálculos.
Resposta pessoal.
Resposta pessoal.
O que aprendi Não escreva no livro!
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29Capítulo 2 Números naturaisTrilhas_da_Matematica_PNLD2020_6ANO_LA_U1_C2_021A031.indd 29 7/5/19 1:44 PM
Não escreva no livro!
14. (Olimpíada Canguru de Matemática) A figura ao lado representa um labirinto
mágico. Cada ponto representa um pedaço de queijo. O ratinho Roc entra
no labirinto com a meta de sair com o maior número possível de pedaços
de queijo. Ele não pode passar duas vezes pelo mesmo ponto. No máximo,
quantos pedaços ele poderá conseguir?
a) 17 b) 33 c) 37 d) 41 e) 49
15. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população residente no
Brasil no ano de 2017 era distribuída por região conforme indicado na tabela a seguir.
População residente no Brasil no ano de 2017 por região
Região População residente (número de habitantes)
Norte 17 936 201
Nordeste 57 254 159
Sudeste 86 949 714
Centro-Oeste 15 875 907
Sul 29 644 948
Fonte de pesquisa: IBGE, 2010. Disponível em: <ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/
Estimativas_2017/estimativa_dou_2017.pdf>. Acesso em: 4 set. 2018.
a) Qual era a região mais populosa? E a menos populosa?
b) Arredonde cada número da tabela para o número com unidade de milhão exata mais próximo.
16. Atualmente muitos países têm populações ele-
vadas, ultrapassando centenas de milhões de
habitantes. Veja os dados ao lado.
As causas dessas populações elevadas estão,
junto de outros fatores, relacionadas com o aper-
feiçoamento da agricultura e da indústria. Esse
aperfeiçoamento possibilitou aos seres humanos
maior acesso a água limpa, comida, moradia e
saúde, resultando no crescimento populacional.
A China e a Índia têm as maiores populações
do mundo e sofrem de um problema chamado
superpopulação, que ocorre quando um grupo
de pessoas se torna tão grande que a região em
que habita pode ter a capacidade de sustentar
suas necessidades comprometida.
Agora, responda às questões a seguir.
a) Organizando China e Índia em um grupo 1, e
Estados Unidos, Indonésia, Brasil e Paquistão
em outro, grupo 2, qual desses grupos tem
maior parte da população mundial?
b) O Brasil ocupa qual posição dentre os países
do mundo quanto ao número de habitantes?
c) Elabore uma pergunta envolvendo os dados apresentados no gráfico acima e troque-a com a de
um colega. Ele deve responder à pergunta criada por você e você, à pergunta criada por ele.
d) Pesquise os tipos de problemas que podem surgir em regiões onde vivem as superpopulações.
Depois, compartilhe com os colegas as informações obtidas.
alternativa c
mais populosa: Sudeste; menos
populosa: Centro-Oeste
Norte: 18 000 000; Nordeste: 57 000 000; Sudeste: 87 000 000; Centro-Oeste: 16 000 000; Sul: 30 000 000
Esta ativida-
de possibilita
realizar um
trabalho inte-
grado com o
componente
curricular
Geografia.
16. a) O grupo 1. Espera-se que os alunos notem que o grupo 1 representa uma parte significativa da população mundial e tem mais
do que o dobro da população do grupo 2.
5a posição
Resposta pessoal.
Resposta pessoal. Veja orientação no Manual do Professor.
Não escreva no livro!
População mundial
7 550 000 000
habitantes
197 016 000
habitantes
209 288 000
habitantes
263 991 000
habitantes
324 459 000
habitantes
1 339 180 000
habitantes
1 409 517 000
habitantes
China
1º
Índia
2º
Estados Unidos
3º
Indonésia
Indonésia
4º
Brasil
5º
Paquistão
6º
Estados Unidos
Brasil
China
Paquistão
Índia
Os seis países mais populosos do mundo
em 2017
Dados obtidos em: <http://www.ufjf.br/ladem/2017/06/28/as-novas-
-projecoes-da-onu-sobre-a-populacao-brasileira-e-mundial-artigo-de-
-jose-eustaquio-diniz-alves/>. Acesso em: 4 set. 2018.
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28 Unidade 1
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A atividade 2 amplia a ideia de decomposição dos números e per-
mite o diagnóstico da aprendizagem dos alunos quanto à ideia de
agrupamento e da notação posicional. Nesse caso, analise se os
eventuais erros cometidos pelos alunos estão relacionados com o
conceito de agrupamento de base 10 ou com a interpretação do que
foi pedido. Se o aluno não tiver compreendido a questão, desafie-o
a resolvê-la novamente para analisar se a dificuldade recai na com-
preensão dos conceitos. Enfatize a importância de observar o verbo
que caracteriza o comando da questão para facilitar a sua interpre-
tação correta. Caso identifique uma dificuldade conceitual, retome
os agrupamentos na base 10
usando o material dourado ou
o ábaco acompanhado do re-
gistro escrito para que estabe-
leçam a relação entre as ações
com os materiais e a equivalên-
cia com a escrita posicional.
Na atividade 3, é possível
que os alunos analisem seus
procedimentos, confrontem
suas respostas e ampliem seu
repertório de estratégias de re-
solução de problemas. O pro-
fessor pode mediar a discus-
são das soluções ressaltando
as diferenças entre os proce-
dimentos apresentados, fa-
zendo perguntas que levem à
reflexão, à crítica, ao desenvol-
vimento da autonomia e da
confiança dos alunos na capa-
cidade de resolver problemas.
Se, por exemplo, um aluno ti-
ver escolhido a alternativa e,
ele pode justificar-se dizendo
que ao inserir o algarismo 2 em
qualquer uma das casas o nú-
mero formado passará a ter 4
algarismos e será, portanto,
maior que 413. Nesse caso, pe-
ça que o aluno leia novamente
o enunciado e explique, à me-
dida que fizer a leitura, o signi-
ficado do trecho lido para asse-
gurar-se de que ele consegue
coordenar os dados do proble-
ma com a estrutura posicional
do número e a pergunta que se
quer responder.
A atividade 4 é importante
para diagnosticar as dificulda-
des dos alunos com relação à
comparação e ordenação dos
números. Se um aluno tiver di-
ficuldades com relação à iden-
tificação da ordem de referên-
cia, ele pode, por exemplo,
aproximar no item a o compri-
mento do rio Nilo para 6 640 km
ou para 10 000 km. Nesse ca-
so, as respostas indicam que o
aluno não compreendeu que,
para arredondar um número
para a unidade de milhar exata
mais próxima, ele deve avaliar
se o número está mais próximo
da unidade de milhar que com-
põe o número ou da unidade de
milhar consecutiva a ela. Um
modo de auxiliá-los a reconhe-
cer o motivo de seus erros é
construir uma reta numérica
para representar cada número
e, assim, visualizar a unidade
de milhar mais próxima desse
número.
A atividade 1 permite diagnosticar dificuldades quanto à com-
preensão do sistema posicional porque envolve muitos algarismos
zero em diferentes ordens do número. Assim, um aluno que tenha
dificuldades com o conceito de sistema posicional pode, por exem-
plo, dizer que a resposta do item a é 1 000 010. Nesse caso, é im-
portante retomar os conceitos de sistema posicional de base dez
por meio de um quadro de ordens ou por meio de material dourado
e do ábaco, sempre com atividades de leitura e registro escrito dos
números para detectar os fatores que estejam interferindo na
aprendizagem.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 130
Conhecimento
interligado
Não escreva no livro!
A internet e o sistema de numeração binário
Muitos produtos eletrônicos, como calculadoras, notebooks, smartphones e tablets, popu-
larizaram-se e tornaram-se tão presentes no cotidiano das pessoas que raramente pensamos
sobre os princípios matemáticos que permitem seu funcionamento.
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A internet tem sido amplamente utilizada em atividades de estudo,
trabalho e lazer.
Os computadores usam um princípio que é fundamentado no sistema de numeração
binário. Esse sistema:
• utiliza apenas dois algarismos: 0 ou 1;
• é posicional e os agrupamentos são feitos de dois em dois. Observe algumas ordens des-
se sistema no quadro de ordens abaixo.
Grupo
de 256
Grupo
de 128
Grupo
de 64
Grupo
de 32
Grupo
de 16
Grupo
de 8
Grupo
de 4
Grupo
de 2
1 unidade
Noteque cada posição, a partir do grupo de 2, tem o dobro de elementos do grupo da
posição que está a sua direita.
Veja como representamos nesse quadro de ordens o número 101 (lê-se: “um zero um”) e
como fazemos para determinar o seu valor no nosso sistema de numeração decimal.
Grupo
de 256
Grupo
de 128
Grupo
de 64
Grupo
de 32
Grupo
de 16
Grupo
de 8
Grupo
de 4
Grupo
de 2
1
unidade
1 0 1
1 4 5 4 unidades
0 2 5 0 unidade
1 1 5 1 unidade
Logo, o número 101 corresponde a 5 unidades.
30 Unidade 1 Sistemas de numeração e números naturais
Conhecimento
interligado
Habilidade da BNCC
(EF06MA02) Reconhe-
cer o sistema de numera-
ção decimal, como o que
prevaleceu no mundo oci-
dental, e destacar seme-
lhanças e diferenças com
outros sistemas, de modo
a sistematizar suas prin-
cipais características (ba-
se, valor posicional e fun-
ção do zero), utilizando,
inclusive, a composição e
decomposição de núme-
ros naturais e números ra-
cionais em sua represen-
tação decimal.
A sequência didática Siste-
mas de numeração decimal e
binário, disponível no Material
Digital, pode ser utilizada no
trabalho com este tópico.
A proposta desta seção é
apresentar aos alunos uma
aplicação na área da informáti-
ca e da tecnologia de um siste-
ma de numeração diferente do
indo-arábico: o sistema binário,
em que o 0 e o 1 são os algaris-
mos utilizados nas representa-
ções numéricas. Além disso,
busca-se mostrar, nesse con-
texto, o uso do número como
código.
Verifique se os alunos co-
nhecem o modo de codificação
usado para estabelecer a co-
municação entre uma rede de
computadores.
Comente com eles que, de
certo modo, o endereço IP de
uma máquina pode ser compa-
rado com o CPF de uma pes-
soa. Conhecer o número IP de
um computador conectado à
rede de computadores pode
ser útil na utilização de alguns
tipos de programa de acesso
remoto ou ainda para desco-
brir fraudes cometidas com
aquela máquina específica.
Comente também que o
uso de conceitos matemáti-
cos favoreceu o desenvolvi-
mento da informática e da
tecnologia. Como exemplo,
podemos citar o uso de algo-
ritmos e da lógica na área de
programação computacional.
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN1_001a031.indd 30 10/23/18 8:21 AM
31MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 1
Veja no quadro abaixo como escrevemos no sistema de numeração binário os números de
0 a 10 do nosso sistema de numeração decimal.
Sistema de
numeração
decimal
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Sistema de
numeração
binário
0 1 10 11 100 101 110 111 1000 1001 1010
Os dispositivos eletrônicos conectados à internet são identificados com um número conhe-
cido como endereço IP, que significa Internet Protocol (protocolo de internet). Esse número
possibilita a conexão, o controle e a transferência de dados entre dois ou mais dispositivos
na internet.
O endereço IP é expresso no sistema de numeração decimal, mas o computador interpreta
esse número na linguagem computacional, que usa o sistema de numeração binário. Nessa
linguagem, cada dígito binário (0 ou 1) é denominado bit, que corresponde à menor unidade
de informação que pode ser armazenada ou transmitida por um computador.
Veja, por exemplo, como o endereço IP 201.115.67.138 é interpretado pelo computador
como um conjunto de 32 bits.
11001001 01110011 01000011 10001010
201 115 67 138
Para explorar
1. Pesquise sobre os primeiros computadores eletrônicos desenvolvidos
nas décadas de 1940 e 1950, destacando suas dimensões físicas e
sua capacidade de processamento de dados. Em seguida, compare
com dados sobre computadores atuais e compartilhe com os colegas
os resultados de sua pesquisa.
2. Determine que número no sistema indo-arábico corresponde a cada
número no sistema binário dado a seguir.
a) 11001 25
b) 100001 33
c) 11101 29
d) 101010 42
Resposta pessoal.
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31
Atividades complementares
Proponha aos alunos, em grupo, a exploração do sistema de numeração de base 3. Comente que nesse sistema é permitido usar apenas os algarismos 0, 1 e 2. Se pos-
sível, disponibilize cinco copos descartáveis e alguns botões (ou outros pequenos objetos) para cada grupo para auxiliar a representação dos números nesse sistema.
Os alunos devem dispor os copos como mostrado ao lado, com os rótulos 1, 3, 9, 27, 81 (potências de base 3).
Peça a eles que coloquem os botões um a um, começando com o copo da direita. Lembre-os de que o número de botões em cada copo só pode ser 0, 1 ou 2, ou seja,
em vez de colocar o terceiro botão em um determinado copo, esse copo deve ser esvaziado e ser colocado um botão no copo da esquerda (isso corresponde às trocas
entre ordens com as quais já estamos acostumados no sistema de numeração decimal).
Se julgar relevante, oriente os alunos a compor um quadro como o que foi apresentado no texto principal ao trabalhar o sistema de numeração binário para fazer a re-
presentação numérica com base no experimento realizado com os botões.
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 232
2
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O que é alimentação saudável?
Uma alimentação saudável é aquela preparada com cuidado s de higiene e oferece to-
dos os nutrientes em quantidades adequadas a cada pessoa. Os nutrientes são as proteí-
nas, os carboidratos, as gorduras, as vitaminas e os minerais, além das fibras – substâncias
que nos ajudam a crescer, a nos desenvolver e a nos fortalecer, prevenindo doenças.
Prato Saudável: alimentos de qualidade, coloridos, variados e equilibrados, livres de
contaminação por bactérias e produtos químicos.
[...] A alimentação inadequada pode ser a causa ou contribuir para a perda da saúde.
A falta ou excesso de alimentos pode levar a várias doenças como a desnutrição, obesi-
dade, anemias, diabetes e hipertensão, entre outras. [...]
Disponível em: <http://www.cfn.org.br/eficiente/repositorio/comunicacao/Material_institucional/174.pdf>.
Acesso em: 6 set. 2018.
Nesta Unidade você vai estudar
Adição, subtração, multiplicação
e divisão
Potenciação
Expressões numéricas
Operações
com números
naturais
Grãos
Devem ser
consumidos em
maior quantidade
ao longo do dia,
pois são a principal
fonte de energia
para o corpo.
Frutas, verduras
e legumes
Também devem
ser consumidos em
grande quantidade
ao longo do dia, pois
fornecem fibras que
facilitam a regulação
dos intestinos.
32
Objetivos da Unidade
� Compreender as ideias
associadas às opera-
ções (adição, subtração,
multiplicação, divisão e
potenciação) com nú-
meros naturais.
� Conhecer e usar dife-
rentes algoritmos para
efetuar as operações
(adição, subtração, mul-
tiplicação e divisão)
com números naturais.
� Reconhecer que a rela-
ção de igualdade mate-
mática não se altera ao
adicionar, subtrair, mul-
tiplicar ou dividir os seus
dois membros por um
mesmo número.
� Usar a relação de igualda-
de e suas propriedades
para determinar valores
desconhecidos na reso-
lução de problemas.
� Usar arredondamento e
estimativa para a reali-
zação de cálculos.
� Resolver problemas en-
volvendo as operações
com números naturais.
zando as características do nosso sistema de numeração. O
trabalho com a resolução de situações-problema ocupa um papel
relevante no decorrer desta Unidade, com objetivo de explorar di-
ferentes ideias, representações, contextos e possibilidades de re-
solução.
A maior novidade para os alunos do 6o ano, provavelmente, é o
estudo da potenciação. É importante que, nessa etapa da apren-
dizagem, os alunos compreendam os conceitos associados a es-
sas operações e usem a notação matemática de forma adequada.
Esta Unidade favorece o de-
senvolvimento das competên-
cias gerais 1, 5, 6, 7 e 8 da
BNCC descritas nas Orienta-
ções gerais deste manual.
Nesta Unidade, vamos re-
cordar as ideias relacionadas
às quatros operações funda-
mentais, já trabalhadas nos
anos iniciais do Ensino Funda-
mental.Durante os anos iniciais do
Ensino Fundamental, os alu-
nos entram em contato com o
sistema de numeração deci-
mal e com as quatro operações
fundamentais da aritmética.
Esse tema é retomado nos
anos finais do Ensino Funda-
mental, quando tal estudo é
ampliado por meio de situa-
ções com maior variedade de
contextos, de conexões com
conteúdos de outras áreas do
conhecimento quando possí-
vel e de resolução de proble-
mas que requerem estratégias
mais refinadas para serem re-
solvidos.
O trabalho nesta Unidade
pretende retomar as ideias e
os algoritmos das operações
fundamentais com o intuito de
propiciar aos alunos a amplia-
ção da compreensão do signi-
ficado das operações, enfati-
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN2_032a073.indd 32 10/23/18 8:21 AM
33MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Dicas de uma alimentação saudável
– Prefira alimentos frescos, naturais, integrais
e variados.
– Consuma diariamente frutas, verduras e le-
gumes.
– Diminua as frituras e os alimentos com ele-
vada quantidade de açúcar, gordura e sal.
– Coma devagar, mastigue bem os alimentos.
– Faça suas refeições em ambiente tranquilo;
procure manter os mesmos horários e os intervalos
regulares.
– Prefira sucos e refrescos naturais aos refri-
gerantes.
– Evite beliscar ou substituir suas refeições por
biscoitos, salgadinhos, chocolates ou outras gulo-
seimas.
Disponível em: <http://www.cfn.org.br/eficiente/
repositorio/Comunicacao/Material_institucional/174.pdf>.
Acesso em: 6 set. 2018.
Trocando ideias
1. Registre em seu caderno os alimentos que você consome geralmente em um dia e verifique se
nesta lista há alimentos dos grupos apresentados. Em seguida, identifique o que você considera
importante acrescentar ou reduzir ao seu consumo habitual de modo a tornar sua alimentação
mais equilibrada.
2. Considere uma pessoa que necessite consumir 2 400 calorias diárias. Se um único lanche fornecer
400 calorias, o consumo diário equivale a quantos desses lanches?
Resposta pessoal.
Equivale a 6 lanches.
Não escreva no livro!
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Alimentos de origem animal
Devem ser consumidos
em menor quantidade e
preferencialmente os que
contêm baixo teor de gordura.
33
Abertura
Aproveite o tema explorado
nesta abertura para conver-
sar com os alunos sobre as-
pectos positivos e negativos
relacionados à alimentação.
Se julgar relevante, desenvol-
va um trabalho com o profes-
sor de Ciências sobre alimen-
tação saudável.
Sugestão
Para o aluno: <http://chc.org.br/lancheira-saudavel/>. Aces-
so em: 13 out. 2018.
Para o professor: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publica
coes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf>. Acesso em:
13 out. 2018.
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN2_032a073.indd 33 10/25/18 3:58 PM
MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 234
Adição
Habilidades da BNCC
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais
ou escritos, exatos ou apro-
ximados) com números na-
turais, por meio de estraté-
gias variadas, com com-
preensão dos processos
neles envolvidos com e
sem uso de calculadora.
(EF06MA12) Fazer esti-
mativas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
Este tema é apresentado de
modo a incorporar as ideias da
adição aos respectivos ter-
mos associados a elas: juntar
e acrescentar quantidades.
Estudar diferentes modos
de obter a soma de duas ou
mais parcelas permite aos
alunos estratégias variadas
na resolução de determinado
problema.
CA
PÍ
TU
LO
13 Adição e subtração
Para saber o número de alunos inscritos em cada tipo de atividade no
ano seguinte, 2020, é necessário acrescentar as quantidades de alunos que
se inscreveram em cada ano.
Adição
Leia a notícia do jornal da escola de Pedro.
Se cada aluno se inscreveu em apenas um tipo de atividade, como
podemos determinar a quantidade total de alunos que se inscreveram
nas atividades esportivas e culturais em 2019? Nesse caso é necessário
juntar as quantidades de alunos que se inscreveram em cada categoria.
Podemos fazer isso por meio de uma adição:
743 1 1 158 5 1 901
parcelas soma ou total
Em uma adição os termos
são denominados parcelas
e soma ou total.
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Nos últimos anos, a prefeitura de Quiprocó vem incentivando os alunos das es-
colas do município a participar de atividades esportivas e culturais, como atletismo,
vôlei, futebol, xadrez, dança, música e teatro.
No ano de 2019, foram 743 inscritos em atividades esportivas e 1 158 inscritos
em atividades culturais.
No ano seguinte, a participação dos alunos aumentou. Nas atividades esportivas,
houve 412 inscritos a mais; e, nas culturais, 527 inscritos a mais.
Município de Quiprocó incentiva alunos a participarem
de atividades esportivas e culturais
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743 1 412 5 1 155
parcelas soma ou total
ATIVIDADES ESPORTIVAS
1 158 1 527 5 1 685
parcelas soma ou total
ATIVIDADES CULTURAIS
Determine, no caderno, a quantidade de alunos que se inscreveram ao todo nas
atividades oferecidas em 2020, considerando que cada aluno se inscreveu em
apenas um tipo de atividade. 2 840 alunos
Converse com os alunos sobre os métodos utilizados por eles para obter a soma em cada uma das situações
descritas neste tópico. Obter o diagnóstico quanto às estratégias por eles empregadas e suas dificuldades
permite planejar os assuntos que merecem maior atenção no processo de ensino-aprendizagem.
Jornal da Escola
34 Unidade 2 Operações com números naturais
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN2_032a073.indd 34 10/23/18 8:21 AM
35MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Espera-se que o contato
com diferentes estratégias em-
pregadas na solução de um
mesmo cálculo auxilie os alu-
nos a consolidar a estrutura do
sistema de numeração deci-
mal, principalmente em relação
ao valor posicional dos algaris-
mos. Auxilie-os a perceber que
os algoritmos são regras que
resultam de uma construção
lógica, como se pode notar pela
sequência de algoritmos apre-
sentada no texto principal. Isso
pode auxiliar a execução do al-
goritmo usual e o reconheci-
mento de que esse tipo de algo-
ritmo é usual por possibilitar
agilidade no procedimento de
agrupar quantidades em or-
dens mais elevadas.
O contato com outros tipos
de algoritmos, como o da de-
composição, permite explicitar
os passos do algoritmo usual,
que pode também ser explora-
do paralelamente com o uso do
ábaco. O objetivo desse traba-
lho conjunto envolvendo dife-
rentes algoritmos é auxiliar o
aluno a compreender o signifi-
cado do algoritmo usual, prin-
cipalmente no que se refere às
trocas realizadas.
No caso do algoritmo usual,
é fundamental que o professor
continue a denominar unida-
des, dezenas e centenas para
cada número que é operado e,
assim, posicioná-lo no ábaco.
O uso da linguagem adequada
contribui para a compreensão
do cálculo do reagrupamento.
Assim, para efetuar 299 1 349
não se deve dizer, por exemplo,
9 1 9 e sim: 9 unidades mais 9
unidades são 18 unidades, o
mesmo que 1 dezena e 8 uni-
dades. Em seguida: 4 dezenas
mais 9 dezenas, mais 1 dezena
formam 14 dezenas, o mesmo
que 1 centena e 4 dezenas. Fi-
nalmente: 2 centenas, mais 3
centenas, mais 1 centena for-
mam 6 centenas, totalizando
6 centenas, 4 dezenas e
8 unidades, ou seja, 648.
Algoritmos da adição
O cálculo do resultado de uma adição pode ser feito de diversos modos.
A seguir, vamos mostrar alguns algoritmos.
Algoritmo por decomposição
Para obter o resultado de uma adição utilizando o algoritmo por decomposição, decompomos as
parcelas envolvidas em centenas, dezenas e unidades. Depois, adicionamos as centenas, as dezenas e
as unidades, separadamente, e, por fim, adicionamos osresultados parciais obtidos.
Veja, por exemplo, como calcular o resultado de 299 1 349 usando o algoritmo por decomposição.
299 c
1
200 1 90 1 9
349 c 300 1 40 1 9
500 1 130 1 18 5 648
Algoritmo usual da adição
Neste tópico, veremos como calcular o resultado de 299 1 349, acompanhando a representação
em um ábaco e com o cálculo escrito.
Para iniciar o cálculo escrito, registramos os números a serem adicionados, colocando
cada algarismo na “coluna” correspondente a sua ordem. Veja ao lado que colocamos
unidade embaixo de unidade, dezena embaixo de dezena e centena embaixo de centena.
Em um ábaco, vamos representar o número 299 e, depois, acrescentar a quan-
tidade de fichas correspondentes ao número 349.
C D U
299
C D U
299 1 349
C D U
5 13 18
C D U
1
2 9 9
1 3 4 9
8
Trocamos
10 unidades
por
1 dezena.
C D U
9 unidades mais 9 unidades são
18 unidades. Como 18 unidades é o
mesmo que 1 dezena e 8 unidades,
escrevemos 8 na coluna das unidades e
juntamos 1 dezena às outras dezenas.
C D U
1 1
2 9 9
1 3 4 9
4 8
Trocamos
10 dezenas
por
1 centena.
C D U
1 dezena mais 9 dezenas mais 4 dezenas são
14 dezenas. Como 14 dezenas é o mesmo
que 1 centena e 4 dezenas, escrevemos 4 na
coluna das dezenas e juntamos 1 centena às
outras centenas.
C D U
1 1
2 9 9
1 3 4 9
6 4 8
Assim,
obtemos
6 centenas,
4 dezenas e
8 unidades. C D U
6 4 8
1 centena mais 2 centenas mais 3 centenas
são 6 centenas.
Logo, o resultado de 299 1 349 é 648.
Algoritmo: sequência
de regras e operações
matemáticas com certo
número de passos que leva
a um resultado desejado.
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Aproveite para perguntar aos alunos
como eles fariam este cálculo
mentalmente e comente as diferentes
estratégias utilizadas por eles. O
algoritmo por decomposição é um
método muito utilizado para a realização
de cálculo mental, podendo também ser associado a
outros procedimentos. Por exemplo, no cálculo anterior,
é possível fazer (300 1 300) 1 50 2 2 e obter 648.
C D U
2 9 9
1 3 4 9
35Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 236
Para resolver a atividade
1 os alunos deverão conside-
rar que a primeira peça de ce-
râmica, que é verde, inicia
uma sequência formada por:
1 peça verde, 2 peças azuis,
3 peças verdes, 4 peças
azuis, 5 peças verdes, 6 pe-
ças azuis e 7 peças verdes.
Ao analisar quais são as pe-
ças visíveis, devem perceber
que estão escondidas: 4 pe-
ças verdes (do grupo de 5 pe-
ças) e 4 peças azuis (do gru-
po de 6 peças).
Alguns alunos podem ter
dificuldades em determinar
os números desconhecidos
na atividade 2. Alguns podem
ter utilizado estratégias de
tentativa e erro e outros ter
usado operações inversas. Se
considerar adequado, peça
aos alunos que socializem as
estratégias utilizadas para
resolução. A socialização das
diferentes estratégias auxi-
liará os alunos com dificulda-
des na compreensão do pro-
blema proposto.
Ao trabalhar a atividade 4
pode-se propor outras varia-
ções da pirâmide, com dife-
rentes números e regras de
preenchimento. Essas novas
atividades poderão ser reali-
zadas na lousa, de modo que
diferentes alunos possam
participar de sua resolução.
Na atividade 5 foi apresen-
tada aos alunos uma situação
em que um livro está aberto
sobre uma mesa. Para sua re-
solução, os alunos deverão
perceber que os números das
páginas são consecutivos e,
desse modo, 153 corresponde
à soma de dois números con-
secutivos, ou seja, 76 e 77.
Para elaborar o problema
proposto na atividade 8 os
alunos deverão interpretar
as informações apresenta-
das no gráfico de barras. Se
considerar adequado, propo-
nha questões que os ajudem
nessa interpretação, como:
Que informações foram orga-
nizadas nesse gráfico? A que
informação corresponde ca-
da barra?, entre outras. Esta
atividade favorece o desen-
volvimento da habilidade de
identificar as variáveis e
suas frequências e os ele-
mentos constitutivos (título,
eixos, legendas, fontes e da-
tas) em diferentes tipos de
gráfico (EF06MA31).
A atividade 9 favorece o desenvolvimento da habilidade de re-
solver e elaborar problemas que envolvam as grandezas compri-
mento, massa, tempo, temperatura, área (triângulos e retângu-
los), capacidade e volume (sólidos formados por blocos
retangulares), sem uso de fórmulas, inseridos, sempre que pos-
sível, em contextos oriundos de situações reais e/ou relacionadas
às outras áreas do conhecimento (EF06MA24).
Atividades Não escreva no livro!
1. O rodapé de uma parede da casa de Amanda
é formado por peças de cerâmica coloridas
de mesmo tamanho dispostas de acordo com
uma regra. Um dia ela notou que não podia
ver todas as peças de cerâmica desse rodapé
porque sua cachorrinha Lisa estava dormindo
na frente dele, mas Amanda percebeu que
mesmo assim poderia descobrir quantas e
quais peças estavam atrás de Lisa. Observe a
cena abaixo e responda às questões a seguir.
a) Quantas peças de cerâmica verdes do ro-
dapé estão totalmente atrás de Lisa?
b) E quantas peças de cerâmica azuis estão
totalmente atrás dela? 4 peças azuis.
c) Quantas peças ao todo formam o rodapé
dessa parede? Escreva uma adição para
representar essa situação.
2. Descubra quais são os algarismos corresponden-
tes a cada .
a) 4 5 8
1 1 4 5
6 0 3
b) 1 2 6 3
1 9 8 5
2 2 4 8
3. Gabriela quer comprar uma camiseta, uma
calça e uma saia. Ela pesquisou o preço das
peças em 3 lojas diferentes e organizou os
dados na tabela a seguir.
Loja
Barateira
Loja da
Pechincha
Loja dos
Descontos
Camiseta 29 reais 59 reais 55 reais
Calça 59 reais 34 reais 69 reais
Saia 54 reais 56 reais 26 reais
Dados elaborados pelo autor.
Quanto Gabriela pagará se comprar cada item
na loja que apresenta o preço mais vantajoso?
4. Na figura ao lado, o núme-
ro de cada quadrinho é
a soma dos números dos
dois quadrinhos abaixo
dele. Por exemplo, o nú-
mero 9 é o resultado de
1 1 8. Copie esta figura
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4 peças verdes.
Exemplo de resposta: 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 1 7 5 28
89 reais
em seu caderno e complete os quadrinhos
com os números que faltam.
5. Um livro está aberto sobre a mesa de Rober-
to. Ele adicionou os números das páginas
que estavam visíveis e verificou que a soma
desses números é igual a 153. Quais são os
números dessas páginas?
6. Alberto e Vanessa são primos e fizeram 13 e
11 anos, respectivamente, em 10 de março
do ano passado. Qual será a soma de suas
idades em 10 de março do ano que vem?
7. Rafael quer usar cada um dos algarismos 5,
6, 7, 8, 9 e 0 uma única vez para formar
dois números de três algarismos. Quais são
os números que ele deve formar de modo
que a soma deles seja a maior possível?
8. Elabore um problema envolvendo uma adição
com base no gráfico a seguir e depois troque
com um colega para que ele o resolva.
6
5
2
4
0
Maçã Uva Laranja Melão
N
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Sabor
8
9
7
10
Dados elaborados pelo autor.
Sucos preferidos pelos alunos
9. Solange quer construir um muro cercando
seu terreno, exceto o trecho reservado para
a construção de um portão. O terreno está
representado abaixo.
27 m
7 m
17 m
8 m
2 m
port‹o
Quantos metros de muro serão construídos?
76 e 77
28 anos
7. Respostas possíveis: 960 1 875 5 1 835; 965 1 870 5 1 835; 970 1 865 5 1 835; 975 1 860 5 1 835
8. Exemplo de resposta: Larissa fez uma pesquisa com sua turma de 6o ano para saber quais são os sucos de fruta preferidos. Cada aluno só
pôde indicar um único tipo de suco preferido. Quantos são os alunos que responderam à pesquisa? Resposta: 25 alunos
116 metros
9
1 8 7 6
52
24
1 7
159
28
8 6
13
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36 Unidade 2 Operações com números naturais
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37MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
O estudo das propriedades
das operações atendeu duran-
te muitos anos às exigências
do ensino da Matemática com
base em sua estrutura lógica e
em seu rigor, em especial no
movimento conhecido como
Matemática Moderna, durante
a década de 1970 e parte dos
anos 1980.
Atualmente, o ensino das
propriedades as destaca como
ferramentas que favorecem o
cálculo mental, sem descartar
sua importância para a estru-
tura interna das operações.
Propriedades da adição
A adição apresenta propriedades que, quando aplicadas, podem facilitar
o cálculo de expressões numéricas e o cálculo mental.
Comutativa
Em uma adição de dois números naturais, a ordem das parcelas não altera
a soma.
Essa é a propriedade comutativa da adição.
Exemplos:
• 443 1 257 5 700; 257 1 443 5 700 • 511 1 100 5 100 1 511 5 611
Elemento neutro
A soma de um número natural com zero é igual ao próprio número.
O zero é o elemento neutro da adição.
Exemplos:
• 13 1 0 5 13 • 0 1 28 5 28 • 15 5 0 1 15
Associativa
Em uma adição de três ou mais números naturais, a forma de associar as
parcelas não altera a soma.
Essa é a propriedade associativa da adição.
Exemplo:
Veja dois modos de calcular 443 1 257 1 182 associando essas parcelas
de diferentes formas.
(443 1 257) 1 182 5
5 700 1 182 5
5 882
443 1 (257 1 182) 5
5 443 1 439 5
5 882
Portanto: (443 1 257) 1 182 5 443 1 (257 1 182) 5 882
Se 318 1 164 5 482,
responda no caderno:
a) Qual é o resultado
de 164 1 318?
b) Que cálculo você
fez para responder
à pergunta do item
anterior? Justifique
sua resposta.
482
b) Resposta pessoal.
Espera-se que os alunos digam que não foi necessário efetuar cálculos para obter
o resultado de 164 1 318, pois basta verificar no enunciado que 318 1 164 5 482.
Sobre a adição
79 1 6 1 34,
responda no caderno:
a) Use parênteses para
indicar dois modos
de calcular
79 1 6 1 34
associando essas
parcelas de
diferentes formas.
b) Para calcular
mentalmente o valor
de 79 1 6 1 34, qual
é a melhor forma
de associar essas
parcelas? Explique.
a) (79 1 6) 1 34 ou 79 1 (6 1 34)
b) Exemplo de resposta: É melhor fazer 79 1 (6 1 34), pois 6 1 34 5 40 e é fácil
calcular mentalmente o valor de 79 1 40.
Atividades Não escreva no livro!
10. Calcule o resultado de cada adição cujas parcelas
são: um número da fileira vertical e um número da
fileira horizontal. Veja no exemplo destacado que
176 1 368 5 544.
11. Cada representação a seguir sugere uma adição. Analise a sequência de figuras e escreva no ca-
derno, uma adição que pode representar cada caso. Depois, identifique a propriedade da adição
que relaciona cada adição representada.
a) b)
propriedade comutativa da adição: 3 1 7 5 7 1 3
7 1 5 1 6 5 (7 1 5) 1 6 5 18
1 84 368 892 3 476
19 103 387 911 3 495
176 260 544 1 068 3 652
987 1 071 1 355 1 879 4 463
1 508 1 592 1 876 2 400 4 984
7 1 3 5 10
propriedade associativa da adição: (7 1 5) 1 6 5 7 1 (5 1 6)
7 1 5 1 6 5 7 1 (5 1 6) 5 18
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37Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 238
Subtração
Habilidades da BNCC
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais
ou escritos, exatos ou apro-
ximados) com números na-
turais, por meio de es tra-
tégias variadas, com com-
preensão dos processos
neles envolvidos com e sem
uso de calculadora.
(EF06MA12) Fazer estima-
tivas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
O trabalho com as opera-
ções do campo aditivo, ou seja,
adição e subtração, permite
estabelecer a conexão entre
elas, uma vez que são opera-
ções inversas. De modo simi-
lar ao que foi feito em relação
à adição, apresentamos a sub-
tração a partir de diferentes si-
tuações que estão relaciona-
das às ideias da subtração:
retirar, completar ou comparar
quantidades.
Subtração
Em uma subtração os
termos são denominados
minuendo, subtraendo e
diferença ou resto.
Incentive os alunos a elaborar outras questões com base nos dados do quadro. Elaborar questões permi-
te aos alunos mobilizar o vocabulário envolvido com a ideia de subtração (por exemplo, quantos pontos a
equipe C tem a mais que a equipe D), além de articular dados e perguntas coerentes com eles.
Determine, no caderno,
a quantidade de pontos
que faltam para a equipe
B igualar sua pontuação
à da equipe A depois da
punição que sofreu.
68 pontos (300 2 232 5 68)
Desse modo, Bruna descobriu que faltavam 28 pontos à equipe B para obter
a mesma pontuação da equipe A.
Nesse caso, a ideia de subtração envolvida foi a de completar
quantidades.
Após o término da penúltima prova, os organizadores constataram que
um dos pilotos da equipe B cometeu uma infração cuja punição é a perda
de 40 pontos da equipe.
Para saber com quantos pontos a equipe B ficará quando a punição for
aplicada, é necessário retirar 40 pontos de 272 pontos. Podemos fazer isso
por meio de uma subtração:
272 2 40 5 232
Assim, com a perda de 40 pontos, a equipe B passou a ter 232 pontos.
Mesmo depois da punição que sofreu, a equipe B permaneceu à fren-
te da equipe C com 24 pontos a mais. Para descobrir isso, é necessário
comparar 232 pontos com 208 pontos, e podemos fazer isso por meio da
seguinte subtração:
232 2 208 5 24
Após a penúltima prova de motociclismo em uma competição profissional, a pontuação geral das
quatro equipes mais bem classificadas foi apresentada no quadro a seguir.
Posição Equipe Pontuação
1o lugar A 300
2o lugar B 272
3o lugar C 208
4o lugar D 132
Bruna, que é fã de motociclismo, quis descobrir quantos pontos faltam à equipe B (equipe para a
qual ela torce) para igualar a pontuação à da equipe A. Para isso, ela fez uma subtração:
minuendo subtraendo diferença ou
resto
300 2 272 5 28
F
lá
v
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F
lo
ri
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a
p
re
s
s
Apresente o conteúdo dialo-
gando e fazendo perguntas
aos alunos para verificar o que
eles conhecem sobre o tema:
as ideias da subtração, os al-
goritmos utilizados, os termos
da subtração, como eles a
relacionam com a adição, etc.
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38 Unidade 2 Operações com números naturais
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39MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Em geral, o algoritmo usual
da subtração é considerado
mais difícil de compreender e
de ser aplicado pelos alunos
quando comparado ao algorit-
mo da adição. Uma das dificul-
dades está associada à troca
e ao reagrupamento, processo
conhecido pelos alunos como
“emprestar”. Observe se eles
apresentam dificuldade em
executar esse algoritmo e
aproveite para esclarecer
eventuais dúvidas, procuran-
do explicitar a importância do
valor posicional dos algaris-
mos na escrita de um número.
Explore com os alunos os
exemplos apresentados no
texto principal e verifique se
eles estabelecem conexão
entre o cálculo realizado com
uso do ábaco e com o algorit-
mo usual. A intenção é que os
alunos observem as ações
realizadas com as peças no
ábaco e associem essas
ações ao processo de troca
entre as quantidades das di-
ferentes ordens.
Nesta seção Saiba mais há
a apresentação de mais uma
estratégia de cálculo para en-
riquecer o repertório do aluno.
Uma possível resolução pa-
ra a operação proposta é:
218
218 1 2 5 220
220 1 80 5 300
300 1 100 5 400
400 1 4 5 404
ô
2 1 80 1 100 1 4 5 186
Algoritmo usual da subtração
Há diferentes modos de calcular o resultado de uma subtração de dois
números naturais. Veja a seguir como calcular o resultado de 296 2 188,
utilizando o algoritmousual da subtração, acompanhando a representação
em um ábaco e o cálculo escrito.
Para iniciar o cálculo escrito, registramos o número maior, colocando cada
algarismo na “coluna” correspondente a sua ordem. Depois, o número menor
posicionado de acordo com a ordem de cada algarismo.
No ábaco, representamos inicialmente o número maior; neste caso, 296.
Depois, retiramos a quantidade de fichas correspondente ao número menor.
296
C D U
2 9 6
2 1 8 8
18
Como não podemos
retirar 8 unidades de
6 unidades, então
trocamos 1 dezena por
10 unidades. Assim,
ficamos com 8 dezenas
e 16 unidades. C D U C D U
C D U
2 9 6
2 1 8 8
8
8 Retiramos 8 unidades de
16 unidades, restando
8 unidades.
1
C D U C D U
C D U
2 9 6
2 1 8 8
0 8
8 Retiramos 8 dezenas
de 8 dezenas, restando
nenhuma (zero) dezena.
1
C D U C D U
C D U
2 9 6
2 1 8 8
1 0 8
8 Retiramos 1 centena de
2 centenas, restando
1 centena.
1
C D U C D U
Logo, o resultado de 296 2 188 é 108.
C D U
2 9 6
2 1 8 8
Outro modo de calcular subtrações
Para calcular o resultado de 296 2 188, utilizando a ideia de com-
pletar da subtração, completamos a quantidade menor até igualá-la
com a quantidade maior. Depois, adicionamos os valores usados para
completar a quantidade menor e obtemos o resultado da subtração.
Para explorar
¥ Determine o resultado de 404 2 218 utilizando a ideia de completar da subtração. 186
Saiba mais Não escreva no livro!
188 1 2 5 190
188
190 1 10 5 200
200 1 90 5 290
290 1 6 5 296
2 1 10 1 90 1 6 5 108
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39Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 240
Se julgar oportuno, na ativi-
dade 12, incentive os alunos a
confeccionar cédulas e moe-
das de papel para realizar ou-
tras comparações envolvendo
quantidades de dinheiro. Ativi-
dades como esta favorecem o
desenvolvimento de estraté-
gias de cálculo mental.
A atividade 13 favorece o
desenvolvimento da habilida-
de de resolver e elaborar pro-
blemas que envolvam as gran-
dezas comprimento, massa,
tempo, temperatura, área
(triângulos e retângulos), ca-
pacidade e volume (sólidos for-
mados por blocos retangula-
res), sem uso de fórmulas,
inseridos, sempre que possí-
vel, em contextos oriundos de
situações reais e/ou relaciona-
das às outras áreas do conhe-
cimento (EF06MA24).
12. Observe as quantias de Isabel e de Augusto.
Augusto.
Isabel.
Quem tem a maior quantia? Quanto a mais? Isabel; 88 reais a mais
13. As fotografias a seguir mostram o hodômetro de um carro no início e no
final de uma viagem. As distâncias estão indicadas em quilômetros.
Início. Final.
67 806 68 312
Quantos quilômetros o carro percorreu nessa viagem?
14. Calcule o resultado de cada subtração na qual um número da fileira vertical do quadro é subtra-
ído de um número da fileira horizontal. Veja no exemplo destacado que 3 851 2 486 5 3 365.
2 2 065 3 851 1 980 3 401
29 2 036 3 822 1 951 3 372
486 1 579 3 365 1 494 2 915
978 1 087 2 873 1 002 2 423
1 617 448 2 234 363 1 784
T
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506 quilômetros
Hodômetro:
instrumento que
indica a distância
percorrida por
pedestres ou por
veículos.
Atividades Não escreva no livro!
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As imagens não
estão representadas
em proporção.
40 Unidade 2 Operações com números naturais
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41MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Relação entre adição
e subtração
Habilidades da BNCC
(EF06MA03) Resolver e ela-
borar problemas que envol-
vam cálculos (mentais ou
escritos, exatos ou aproxi-
mados) com números natu-
rais, por meio de estratégias
variadas, com compreensão
dos processos neles envol-
vidos com e sem uso de cal-
culadora.
(EF06MA12) Fazer estima-
tivas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
(EF06MA14) Reconhecer
que a relação de igualdade
matemática não se altera ao
adicionar, subtrair, multipli-
car ou dividir os seus dois
membros por um mesmo
número e utilizar essa no-
ção para determinar valores
desconhecidos na resolu-
ção de problemas.
Inicie discutindo com os alu-
nos a ideia de ações inversas
(fazer e desfazer), como: abo-
toar e desabotoar uma blusa,
escrever e apagar uma pala-
vra, ir e voltar por um mesmo
caminho, etc. É importante
que os alunos percebam que
realizar uma operação inversa
a outra faz a situação voltar a
seu estado inicial. A análise
das retas ilustra o fato de que
os alunos podem conferir os
cálculos de uma adição ou
subtração efetuando a opera-
ção inversa correspondente.
Se julgar conveniente, apre-
sente-lhes exemplos.
Igualdades
Ao trabalhar a situação pro-
posta, espera-se que os alu-
nos percebam que, ao adicio-
nar ou subtrair uma mesma
quantidade em ambos os
membros de uma igualdade, a
igualdade se mantém, permi-
tindo, assim, descobrir a quan-
tidade desconhecida. Esse
trabalho tem como objetivo
desenvolver a capacidade de
abstração e contribuir para o
desenvolvimento do pensa-
mento algébrico.
Faça algumas simulações
com os alunos envolvendo a
descoberta de quantidade des-
conhecida. Para isso, pode-se
representar diferentes situa-
ções na lousa.
Relação entre adição e subtração
Acompanhe a adição e a subtração realizadas com auxílio da reta numérica.
2 1 5 5 7
0 1 2 3 4 5
15
6 7 8 9 10
7 2 5 5 2
0 1 2 3 4 5
25
6 7 8 9 10
Adicionando 5 a 2 obtém-se 7 e, ao subtrair 5 de 7, voltamos a obter o valor inicial 2. Por isso, dizemos
que a adição e a subtração são operações inversas entre si.
Essa ideia pode auxiliar a execução do cálculo mental. Veja, por exemplo, como Cristina calculou
mentalmente o resultado de 347 1 299.
Adicionei 300 a 347. Depois,
subtraí unidade do resultado,
obtendo 646.
Veja que, ao adicionar 300 a 347, Cristina adicionou 1 unidade a mais do que se tivesse adicionado 299 a
347 e, por isso, precisou subtrair 1 unidade do resultado obtido, compensando o acréscimo feito anteriormente.
Igualdades
Alice estava brincando com Caroline e fez o seguinte desafio à amiga.
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Escreva no caderno
uma igualdade
correspondente ao
raciocínio usado
porãCristina.
Exemplo de resposta:
347 1 299 5 [347 1 (299 1 1)] 2 1
Eu vou representar essa igualdade em uma balança. Em
um dos pratos da balança vou colocar uma caixa para
representar a quantidade desconhecida e
4 pesos de unidade de medida de massa cada um para
representar as unidades.
No outro prato da balança vou colocar 9 pesos de unidade
de medida de massa cada um.
Veja a estratégia que Caroline usou para resolver esse problema.
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Uma quantidade
adicionada a 4 unidades
resulta em 9 unidades.
Qual é essa quantidade?
41Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 242
A atividade 15 possibilita
aos alunos perceber uma es-
tratégia possível de cálculo
mental: completar a unidade
de milhar, centena, dezena,
etc. e, após a realização do cál-
culo, retirar a quantidade
acrescentada. Essa é uma es-
tratégia de cálculo mental bas-
tante comum e utilizada no co-
tidiano.
Enquanto Caroline explicava sua estratégia, Alice fez as seguintes anotações no caderno:
→ quantidade desconhecida
1 4 5 9
1 4 2 4 5 9 2 4 (subtraímos
4 de ambos os lados da igualdade)
5 9 2 4
5 5
Acompanhe o raciocínio utilizado por Maurício para calcular o resultado de 341 1 197 mentalmente.
Veja o registro desse cálculo, considerando que w representa a quanti-
dadedesconhecida.
w 5 341 1 197
w 1 3 5 341 1 197 1 3
w 1 3 5 541
w 1 3 2 3 5 541 2 3
w 5 538
No caderno,
desenvolva uma
estratégia para resolver
o seguinte problema:
Subtraí 16 da idade de
Lúcio e obtive 2. Qual
é a idade de Lúcio?
18 anos
Atividades Não escreva no livro!
15. Veja ao lado como Vítor calculou men-
talmente o resultado de 431í2í196.
Agora, utilize a estratégia de sua pre-
ferência e calcule mentalmente o re-
sultado de:
a) 378 2 198
b) 501 2 102
c) 1745 2 997
d) 470 2 289
180
181
748
399
Como 97 1 3 5 200,
vou calcular 34 1 200 e,
depois, retirar 3 unidades do
resultado.
34 1 200 5 54
54 2 3 5 538
Então, 34 1 97 5 538.
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Assim, eu posso
concluir que a
quantidade de
medida de massa
desconhecida é
igual a 5 unidades.
Se eu
retirar
4 pesos de
cada prato, a
igualdade será
mantida.
Subtraí
200 de 43 , obtendo
23 . Como retirei 200, que é
4 unidades a mais que 96, adicionei
4 unidades a 23 e obtive o
resultado final 235.
42 Unidade 2 Operações com números naturais
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43MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Na atividade 16, incentive
os alunos a substituir cada
parcela da soma indicada pe-
lo sucessor do número, ou
seja, a expressão passa a ser
10 1 100 1 1 000 1 10 000,
que resulta em 11 110. Como
foram adicionadas 4 unida-
des (uma para cada parcela),
basta subtrair 4 unidades do
resultado obtido, ou seja,
11 110 2 4 5 11 106.
Atividades como a 18 favo-
recem que os alunos utilizem a
calculadora como recurso de
investigação. Além de efetuar
a operação aproximando os nú-
meros para 150 e 500, e de-
pois, subtrair 28, é possível que
os alunos pensem sobre a no-
ção de valor posicional dos al-
garismos na escrita do número
em nosso sistema de numera-
ção. Assim, para resolvê-la,
eles devem compreender que
como o algarismo 4 não pode
ser digitado na calculadora, o
seu valor pode ser decomposto
em pelo menos duas parcelas,
ou seja, no número 147, o 4 tem
valor posicional que representa
4 dezenas, ou seja, 40, que pode
ser decomposto em 30 1 10,
por exemplo.
Na atividade 22 oriente os
alunos a ficar atentos aos ob-
jetos representados sobre os
pratos da balança e comente
sobre o princípio de equivalên-
cia envolvido na situação, ou
seja, que, se objetos de mesma
massa são retirados de ambos
os pratos da balança, ou se
acrescentados em ambos os
pratos da balança, esta perma-
nece em equilíbrio. O uso de ba-
lança de dois pratos para ex-
pressar a ideia de igualdade
contribui para a compreensão
dos princípios de equivalência
de igualdades. Explore com os
alunos os exemplos em que es-
ses princípios são aplicados,
enfatizando os cálculos reali-
zados em cada membro da
igualdade. Esta atividade favo-
rece o desenvolvimento da ha-
bilidade de resolver e elaborar
problemas que envolvam as
grandezas comprimento, mas-
sa, tempo, temperatura, área
(triângulos e retângulos), ca-
pacidade e volume (sólidos for-
mados por blocos retangula-
res), sem uso de fórmulas,
inseridos, sempre que possí-
vel, em contextos oriundos de
situações reais e/ou relaciona-
das às outras áreas do conhe-
cimento (EF06MA24).
16. Calcule mentalmente o resultado de:
9 1 99 1 999 1 9 999.
17. Pedro tem 17 anos e Ricardo, o irmão mais
velho dele, tem 29 anos. Sabendo que eles
fazem aniversário no dia 2 de maio, qual será a
diferença de idade entre eles daqui a 25 anos?
18. Giovana quer obter o resultado de
147 1 475 com o auxílio de uma calcula-
dora, mas a tecla com o número 4 está com
defeito. Como ela pode realizar o cálculo
sem apertar essa tecla?
19. Cátia entrou em um elevador e apertou o
botão do 19o andar. Porém, o elevador ficou
descontrolado e realizou as seguintes ações:
subiu 3 andares, em seguida desceu 5 andares,
depois subiu 7 andares, por fim subiu mais 3
andares e parou no 19o andar. Em que andar
o elevador estava quando ela entrou?
20. Descubra o número que deve estar no re-
tângulo em cada caso para que os cálculos
fiquem corretos.
a) 71 199 152
1 128 2 47
b) 773 456 705
2 317 1 249
c)
75
2 71
2 74
1 57
132 61
149
1 88
d) 107
115210
68
2 39
1 95
2 103 1 47
21. Descubra em que número Carlos pensou.
11 106
12 anos
18. Exemplo de resposta: Calcular 150 1 575 e depois subtrair 103 do resultado, obtendo 622.
11o andar
22. Claude-Gaspard Bachet de Méziriac foi um
matemático francês.
Claude-Gaspard Bachet de Méziriac (1581-1638).
Em um livro publicado em 1612, Bachet apre-
sentou um problema no qual mostrava que é
possível usar uma balança de pratos e quatro
pesos para pesar objetos de 1 unidade a 40
unidades de massa (sem considerar frações da
unidade). Para isso, cada um desses pesos devia
ter: 1 unidade de massa, 3 unidades de massa,
9 unidades de massa e 27 unidades de massa.
Para isso era necessário equilibrar a balança e,
a partir da distribuição dos pesos, determinar
a massa do objeto considerado.
27
31
Fonte de pesquisa: <http://gazeta.spm.pt/getArtigo?gid=271>.
Acesso em: 10 set. 2018.
No exemplo acima, em um dos pratos da balan-
ça há um objeto de massa desconhecida e dois
pesos, de 1 e de 3 unidades de massa; no outro
prato há um peso de 27 unidades de massa.
a) Determine a massa do objeto de massa
desconhecida no exemplo dado.
b) Seguindo essa ideia, desenhe em seu cader-
no esquemas que indiquem como pesar ob-
jetos que tenham de 1 unidade de massa a 10
unidades de massa (sem considerar frações
da unidade).
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23 unidades de massa
Veja resposta no final do livro.
Pensei em um número.
Adicionei a ele
2 unidades, depois subtraí 9
do resultado e adicionei 7.
Obtive o número 29. 19
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43Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 244
Atividades
complementares
Na atividade 1, os alunos de-
vem perceber que o menor nú-
mero de parcelas só será pos-
sível quando for utilizado o
máximo possível de números
4 na adição.
A atividade 2 requer que o
aluno identifique o padrão uti-
lizado na construção da se-
quência numérica dada. As se-
quências numéricas, assim
como a identificação de pa-
drões e de regularidades, se-
rão retomadas e aprofundadas
no decorrer dos próximos anos
escolares (7o e 8o anos).
Pode-se ampliar a atividade
3 propondo uma pergunta cuja
resposta seja a compra de um
notebook e um celular. (Exem-
plo de pergunta: O que Pedro
comprou, se ele gastou apro-
ximadamente R$ 2 150,00?).
Na atividade 6 é apresenta-
da uma situação comum no co-
tidiano, em que arredondamos
valores para estimar valores
em uma compra. Aproveite o
momento para solicitar aos
alunos que levem para a aula
folhetos comerciais e propo-
nha a eles diferentes situações
de compras com os produtos
dos folhetos.
Se considerar adequado, fa-
ça a leitura do enunciado da
atividade 7 com os alunos, de
modo que percebam que a so-
lução está na soma dos núme-
ros que estão ao mesmo tem-
po dentro do triângulo e do
círculo e fora do quadrado. Des-
se modo, a resposta corres-
ponde à soma de 5 1 6, que é
igual a 11.
Não escreva no livro!
8. Reescreva em seu caderno as expressões a
seguir e coloque o sinal de adição ou o de
subtração no lugar de para tornar cada
igualdade verdadeira.
a) 426 138 48 5 336
b) 381 297 123 5 555
9. Obtenha o número desconhecido em cada
cálculo.a) 734 1 5 810
b) 402 2 5 173
c) 2 2 074 5 1 026
d) 15 762 1 5 21 908
10. Explique o erro do cálculo feito por Rogério.
2 154
21 238
1 124
11. Elabore um problema que possa ser resolvido
por meio do cálculo 450 2 245 1 730.
12. Faça o que se pede em cada item.
a) Realize uma subtração e faça com que o
algarismo 4 do número 134 008 no visor
da calculadora seja transformado no alga-
rismo 1 sem alterar os demais algarismos.
b) Realize uma subtração e faça com que
ambos algarismos 5 do número 325 951
sejam transformados em algarismos 2
sem alterar os demais algarismos.
13. Gilson tem 190 reais. Ele comprou dois
produtos diferentes anunciados no folheto
abaixo e sobrou o menor valor possível.
a) Quais produtos Gilson comprou?
b) Qual foi o valor que ele recebeu de troco?
426 2 138 1 48 5 336
381 1 297 2 123 5 555
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229
3 100
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Ver resposta
no final do
livro.
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134 008 2 3 000 5 131 008
325 951 2 3 030 5 322 921
A camisa e a bermuda.
2 reais
14. Uma balança de dois pratos está em equi-
líbrio, uma vez que em cada prato há mais
de 100 gramas. Se retirarmos 17 gramas de
um dos pratos e colocá-los no outro prato,
qual será a diferença de massa entre eles?
15. Uma calculadora está com a tecla 3 que-
brada, mas Sueli quer calcular o resultado de
837 2 296. Como ela poderá realizar esse
cálculo com o auxílio dessa calculadora?
16. Observe o gráfico com a estimativa da po-
pulação de três cidades do estado de Goiás
em 2017.
350
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150
000
250
000
50
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300
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100
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Anápolis Catalão Formosa
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Município
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142
102
393 115 789
Dados obtidos em: <https://cidades.ibge.gov.br>.
Acesso em: 7 jun. 2018.
População estimada para 2017 em
três municípios goianos
a) Qual foi a estimativa da população total
desses três municípios em 2017?
b) A população do município mais populoso
é maior do que a soma das populações dos
outros dois municípios? Qual é a diferença
entre esses valores?
17. A figura a seguir é composta de seis triângulos
iguais ao representado abaixo. Qual é a soma
das medidas dos segmentos vermelhos?
217 mm
125 mm
250 mm
34 gramas
15. Exemplo de resposta: Subtrair 296 de 827 e, depois, adicionar 10 ao resultado obtido.
593 324 habitantes
Sim. A diferença é de 156 960 habitantes.
2 052 milímetros
11. Exemplo de resposta: Lívia é dona de um pequeno mercado. Ao chegar no trabalho havia 450 reais no caixa, mas, em seguida, o
fornecedor de frutas fez uma entrega no valor de 245 reais, pagos em dinheiro por ela. Até o final da manhã, ela vendeu 730 reais em
produtos, pagos com cédulas. Quantos reais ficaram no caixa do mercado?
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45Capítulo 3 Adição e subtração
Trilhas_da_Matematica_PNLD2020_6ANO_LA_U2_C3_032A046.indd 45 10/16/18 7:48 PM
Atividades complementares
Arredondei cada preço para a dezena mais
próxima. Depois, adicionei todos os valores.
Eu arredondei cada preço para
a centena mais próxima. Depois,
adicionei todos os valores.
1. Usando apenas os números 1 e 4, escreva
adições com o menor número possível de
parcelas que resultem nos números 1 a 16.
Veja um exemplo:
11 5 1 1 1 1 1 1 4 1 4
2. A sequência de números abaixo é formada
de acordo com uma regra matemática.
3, 4, 7, 11, 18, 29, 47, ...
a) Qual é a regra de formação dessa sequência
de números?
b) Descubra os três próximos números dessa
sequência.
3. Pedro comprou dois produtos diferentes entre
os que estão em exposição na vitrine desta
loja e gastou menos de 1 800 reais.
Veja resposta no final do livro.
76, 123, 199
5. Hugo quer calcular o resultado de
2 358 1 1 264 usando uma calculadora.
Registre como ele pode fazer isso sem usar:
a) a tecla 3 b) a tecla 6
6. Veja ao lado o cartaz
com preços de alguns
produtos de uma loja.
Marília e Rodrigo que-
rem comprar os quatro
produtos desse cartaz.
Acompanhe como cal-
cularam o valor aproxi-
mado que vão gastar.
Veja resposta no final do livro.
2. a) Cada número, a partir do 3o, é obtido adicionando os dois números anteriores a ele.
a) Quais foram os produtos que Pedro com-
prou?
b) Qual foi o valor total gasto por Pedro
com essa compra?
4. Veja a seguir como Juliana calculou mental-
mente o resultado de 657 1 178.
O celular e a máquina fotográfica.
1 498 reais
Agora é a sua vez. Calcule mentalmente os
resultados das adições a seguir.
a) 286 1 393
b) 427 1 581
c) 748 1 926
d) 677 1 865
679
1 008
1 674
1 542
Juntando 700
com 20
tenho 820.
7 mais 8 são 5,
que, adicionados a
820, resultam em
835.
600 1 00 5 700
50 1 70 5 20
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a) Que valor cada um calculou? Esses va-
lores são iguais?
b) Qual é o valor exato dos quatro produtos
juntos? 607 reais
c) Qual dos arredondamentos está mais
próximo do valor exato?
7. (Obmep) Observe a figura. Qual é a soma
dos números que estão escritos dentro do
triângulo e também dentro do círculo, mas
fora do quadrado?
1 2
3
4
5 6
7
10
9 8
O valor de Rodrigo foi 610 reais e
o de Marília foi 600 reais. Não.
O arredondamento de Rodrigo está mais próximo do valor exato.
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44 Unidade 2 Operações com números naturais
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TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN2_032a073.indd 44 7/5/19 4:40 PM
45MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Peça aos alunos que efetuem corretamente o cálculo indicado
na atividade 10, realizando as trocas necessárias. Se julgar perti-
nente, comente com eles que o erro cometido por Rogério é bas-
tante comum e incentive-os a verbalizar o que Rogério deveria ter
feito para efetuar corretamente a subtração, ou seja, ter trocado 1
dezena por 10 unidades, ficando com 14 unidades para subtrair 8,
o que resultaria em 6 unidades; como restaram 4 dezenas, sub-
traindo 3 dezenas, ficaria 1 dezena; deveria também ter trocado 1
unidade de milhar por 10 centenas, ficando com 11 centenas para
subtrair 2, o que resultaria em 9 centenas; como restou 1 unidade
de milhar, subtraindo 1 unida-
de de milhar, não restaria uni-
dade de milhar. Portanto, o re-
sultado correto da subtração
apresentada é 916.
Se necessário, encaminhe
a resolução da atividade 13.
Comente com os alunos que,
como queremos o menor tro-
co possível, devemos calcular
qual será o maior valor possí-
vel que podemos gastar nes-
sa compra. Adicionando os
preços dos três produtos te-
mos: R$ 59,00 1 R$ 69,00 1
1 R$ 119,00 5 R$ 247,00.
Como não há essa quantia
disponível, não podem ser
comprados os três produ-
tos. Oriente-os a calcular o
valor da compra de dois pro-
dutos. Uma sugestão é cal-
cular o valor da compra dos
dois produtos mais caros, ou
seja, R$ 119,00 1 R$ 69,00 5
5 R$ 188,00. Portanto, com
R$ 190,00 é possível com-
prar a camisa e a bermuda
para que sobre o menor troco
possível, que será R$ 2,00.
Na atividade 14, se a balan-
ça está em equilíbrio, então há
a mesma massa em cada um
dos dois pratos.
Quando se retiram 17 gra-
mas de um desses pratos, ele
fica com 17 gramas a menos
do que a massa inicial nele
existente. Ao colocar esses 17
gramas no segundo prato, este
fica com 17 gramas a mais do
que a massa inicial nele exis-
tente. Desse modo, temos ago-
ra um prato com 17 gramas a
menos do que antes e o outro
com 17 gramas a mais do que
a massa inicial. Portanto, a di-
ferença entre as massas des-
sespratos é de 34 gramas.
A atividade 16 favorece o de-
senvolvimento da habilidade
de identificar as variáveis e
suas frequências e os elemen-
tos constitutivos (título, eixos,
legendas, fontes e datas) em
diferentes tipos de gráfico
(EF06MA31).
As atividades 14 e 17 favo-
recem o desenvolvimento da
habilidade de resolver e ela-
borar problemas que envol-
vam as grandezas compri-
mento, massa, tempo, tempe-
ratura, área (triângulos e
retângulos), capacidade e vo-
lume (sólidos formados por
blocos retangulares), sem
uso de fórmulas, inseridos,
sempre que possível, em con-
textos oriundos de situações
reais e/ou relacionadas às ou-
tras áreas do conhecimento
(EF06MA24).
Não escreva no livro!
8. Reescreva em seu caderno as expressões a
seguir e coloque o sinal de adição ou o de
subtração no lugar de para tornar cada
igualdade verdadeira.
a) 426 138 48 5 336
b) 381 297 123 5 555
9. Obtenha o número desconhecido em cada
cálculo.
a) 734 1 5 810
b) 402 2 5 173
c) 2 2 074 5 1 026
d) 15 762 1 5 21 908
10. Explique o erro do cálculo feito por Rogério.
2 154
21 238
1 124
11. Elabore um problema que possa ser resolvido
por meio do cálculo 450 2 245 1 730.
12. Faça o que se pede em cada item.
a) Realize uma subtração e faça com que o
algarismo 4 do número 134 008 no visor
da calculadora seja transformado no alga-
rismo 1 sem alterar os demais algarismos.
b) Realize uma subtração e faça com que
ambos algarismos 5 do número 325 951
sejam transformados em algarismos 2
sem alterar os demais algarismos.
13. Gilson tem 190 reais. Ele comprou dois
produtos diferentes anunciados no folheto
abaixo e sobrou o menor valor possível.
a) Quais produtos Gilson comprou?
b) Qual foi o valor que ele recebeu de troco?
426 2 138 1 48 5 336
381 1 297 2 123 5 555
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229
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Ver resposta
no final do
livro.
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134 008 2 3 000 5 131 008
325 951 2 3 030 5 322 921
A camisa e a bermuda.
2 reais
14. Uma balança de dois pratos está em equi-
líbrio, uma vez que em cada prato há mais
de 100 gramas. Se retirarmos 17 gramas de
um dos pratos e colocá-los no outro prato,
qual será a diferença de massa entre eles?
15. Uma calculadora está com a tecla 3 que-
brada, mas Sueli quer calcular o resultado de
837 2 296. Como ela poderá realizar esse
cálculo com o auxílio dessa calculadora?
16. Observe o gráfico com a estimativa da po-
pulação de três cidades do estado de Goiás
em 2017.
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Anápolis Catalão Formosa
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Município
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000 375
142
102
393 115 789
Dados obtidos em: <https://cidades.ibge.gov.br>.
Acesso em: 7 jun. 2018.
População estimada para 2017 em
três municípios goianos
a) Qual foi a estimativa da população total
desses três municípios em 2017?
b) A população do município mais populoso
é maior do que a soma das populações dos
outros dois municípios? Qual é a diferença
entre esses valores?
17. A figura a seguir é composta de seis triângulos
iguais ao representado abaixo. Qual é a soma
das medidas dos segmentos vermelhos?
217 mm
125 mm
250 mm
34 gramas
15. Exemplo de resposta: Subtrair 296 de 827 e, depois, adicionar 10 ao resultado obtido.
593 324 habitantes
Sim. A diferença é de 156 960 habitantes.
2 052 milímetros
11. Exemplo de resposta: Lívia é dona de um pequeno mercado. Ao chegar no trabalho havia 450 reais no caixa, mas, em seguida, o
fornecedor de frutas fez uma entrega no valor de 245 reais, pagos em dinheiro por ela. Até o final da manhã, ela vendeu 730 reais em
produtos, pagos com cédulas. Quantos reais ficaram no caixa do mercado?
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45Capítulo 3 Adição e subtração
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 246
Na atividade 19, avalie a
possibilidade de desenvolver
um trabalho interdisciplinar
com os professores de Arte e
História. Comente com os alu-
nos que Albrecht Dürer é um ar-
tista do período Renascentis-
ta. Se julgar pertinente, sugira
que pesquisem a respeito da
arte renascentista na Europa
e outros artistas desse perío-
do, de modo particular os que
usaram a técnica da perspec-
tiva em suas obras. Aproveite
para incentivá-los a buscar in-
formações sobre as principais
características das obras de
arte desse período.
Verifique também se os alu-
nos já conhecem a técnica da
xilogravura e, se possível, peça
a eles que pesquisem algumas
xilogravuras e tragam para a
aula para compor um mural
com esse material. Oriente-os
a identificar a xilogravura com
o artista correspondente.
A seguir apresentamos um
encaminhamento para a reso-
lução do item a desta atividade.
17 24 1 8 15
5 16
4 6 20 22
10 12 19 3
11 18 25 9
Considerando o quadrado
mágico apresentado, a partir
da primeira linha e da última
coluna é possível verificar que
a soma dos números que as
compõem é igual a 65:
17 1 24 1 1 1 8 1 15 5 65 e
15 1 16 1 22 1 3 1 9 5 65.
Identificado esse valor, os
alunos devem localizar as li-
nhas e/ou colunas nas quais
falta apenas um número para
completá-las e descobrir es-
se número. Para isso, devem
adicionar os números já regis-
trados e subtrair o resultado
de 65.
Não escreva no livro!Não escreva no livro!
18. (Obmep) Em uma mesa há nove cartões numerados de 1 a 9. Ana e
Beto pegaram três cartões cada um. A soma dos números dos cartões
de Ana é 7 e a soma dos números dos cartões de Beto é 23. Qual é
a diferença entre o maior e o menor dos números dos três cartões
deixados sobre a mesa?
a) 3 d) 6
b) 4 e) 7
c) 5
19. O artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528) é muito conhe-
cido por suas xilogravuras ricas em detalhes e tornou-se
famoso na Europa ainda muito jovem.
Uma de suas obras mais famosas é Melancolia I, de 1514.
Nela, é possível ver um quadrado mágico com 4 colunas e
4 linhas.
Num quadrado mágico, a soma dos números em cada linha,
coluna ou diagonal é sempre a mesma. No quadrado mágico
da obra de Albrecht Dürer, a soma é 34.
a) Reproduza em seu caderno o quadrado mágico a seguir
e complete-o.
17 24 1 8 15
23 5 7 14 16
4 6 13 20 22
10 12 19 21 3
11 18 25 2 9
b) As obras de Dürer são marcadas pelo uso de
uma técnica chamada de perspectiva. Você sabe
o que é perspectiva? Faça uma pesquisa sobre
esse assunto e apresente para sua turma outras
obras de arte que fazem uso da perspectiva.
alternativa b
Resposta pessoal.
Xilogravura: técnica de fazer sobre
madeira figuras em relevo e, após
pintá-las, reproduzi-las numa folha
de papel, como um carimbo.
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Esta atividade
permite um
trabalho
integrado
com os
componentes
curriculares
História e
Arte.
Albrecht Dürer. Melancolia I (1514).
No detalhe, o quadrado mágico.
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46 Unidade 2 Operações com números naturais
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47MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Multiplicação
Habilidades da BNCC
(EF06MA03) Resolver e
elaborar problemas que en-
volvam cálculos (mentais ou
escritos, exatos ou aproxi-
mados) com números natu-
rais, por meio de estratégias
variadas, com compreensão
dos processos neles envol-
vidos com e sem uso de cal-
culadora.
(EF06MA12) Fazer estima-
tivas de quantidades e
aproximar números para
múltiplos da potência de 10
mais próxima.
Em muitos casos, a multi-
plicação é ensinada exclusi-
vamente com base na ideia de
adição de parcelas iguais. En-
tretanto, é importante que os
alunoscompreendam a dife-
rença entre raciocínio aditivo
e raciocínio multiplicativo.
Multiplicação
A escolha do piso a ser utilizado no acabamento de uma residência
depende de várias características, como preço, beleza, facilidade de
limpeza, durabilidade, etc.
Após avaliar essas características, André comprou 15 caixas de de-
terminado piso, cada uma contendo 20 lajotas. Quantas lajotas ele
comprou ao todo?
Incentive os alunos a dizer o que sabem sobre a multiplicação (as ideias, os algoritmos) e apro-
veite para frisar que o fato de alguns alunos não saberem a tabuada “de cabeça” não significa
empecilho à sua aprendizagem, visto que a prontidão nas respostas não é o aspecto mais impor-
tante da multiplicação.
André usou o piso que comprou em diferentes ambientes de sua casa. Veja como ficou o piso da varanda.
Para calcular a quantidade de lajotas, podemos realizar o cálculo a seguir.
20 1 20 1 20 1 20 1 20 1 ... 1 20 5 300
15 parcelas iguais a 20
Essa adição de parcelas iguais pode ser representada por uma multiplicação:
300203 515
fatores
número
de
caixas de
lajotas
número
de
lajotas em
cada caixa
número de
lajotas
compradas
produto
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Mostruário de pisos.
Lajota: pequena placa de pedra, ou de material
duro, usada para revestir pisos e paredes.
Em uma multiplicação,
os termos são
denominados fatores
e produto.
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47Capítulo 4 Multiplicação e divisão
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MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 248
Explore com os alunos as di-
ferentes ideias relacionadas à
multiplicação: adição de par-
celas iguais, disposição retan-
gular, número de possibilidades
e proporcionalidade. Verifique
se os alunos compreendem o
conceito de multiplicação ana-
lisando se são capazes de reco-
nhecer as diferentes ideias as-
sociadas a essa operação em
diversas situações-problema.
Ao trabalhar a ideia de dis-
posição retangular, incentive
os alunos a buscar sua pró-
pria estratégia de cálculo. É
possível que façam uma adi-
ção (8 1 8 1 8 1 8 1 8 5 40
ou 5 1 5 1 5 1 5 1 5 1 5 1
1 5 1 5 5 40). Para cada
uma das adições é possível
associar uma multiplicação
(5 3 8 ou 8 3 5). Embora o
resultado seja o mesmo, 40
lajotas, são estratégias dife-
rentes de cálculo. É importan-
te que os alunos percebam
essa diferença.
Ao trabalhar a ideia de nú-
mero de possibilidades, propo-
nha aos alunos a resolução
dessa situação-problema, an-
tes de apresentar a solução
proposta no livro. Observe co-
mo os alunos organizam a con-
tagem das possíveis combina-
ções e apresente a tabela e
uma árvore de possibilidades
como meio de organizar as
combinações.
Quantas lajotas ele usou para instalar o piso da varanda?
Observe que as lajotas estão organizadas numa disposição retangular.
Nesse caso, podemos considerar que há 5 fileiras com 8 lajotas em cada uma e
fazer a seguinte multiplicação:
4083 55
fatores
número
de
fileiras
número de
lajotas em
cada fileira
número de
lajotas no
piso da
varanda
produto
623 53
fatores
número
de cores
de pisos
número de
texturas
de pisos
número de
modelos
de pisos
produto
Observe que poderíamos considerar também que na disposição retangular
das lajotas desse piso há 8 fileiras com 5 lajotas em cada uma e efetuar a mul-
tiplicação 8 3 5á5á40.
A empresa que fabrica o piso que André comprou vende modelos de pisos
em três cores diferentes (azul, cinza ou bege) e com dois tipos de textura (liso ou
rugoso). Quantos modelos de pisos essa empresa fabrica?
Para calcular a quantidade de modelos, temos de calcular o número de
possibilidades de cores e texturas dos pisos. Para isso, fazemos um quadro:
Azul Cinza Bege
Liso Azul liso Cinza liso Bege liso
Rugoso Azul rugoso Cinza rugoso Bege rugoso
3 2
3 2
3 3
3 3
3 4
3 4
3 5
3 5
Número de caixas 3 6 9 12 15
Preço (em reais) 360 720 1 080 1 440 1 800
Se essa empresa
também vendesse
pisos nas cores preta
ou branca, qual seria o
número de modelos de
piso fabricados?
10 modelos (5 3 2 5 10)
Assim:
André comprou os pisos em uma promoção na qual cada lote com 3 caixas
custou 360 reais. Quanto ele pagou pelas 15 caixas que comprou?
A ideia para calcular, nesse caso, é a de proporcionalidade. Observe no
quadro abaixo como o preço correspondente a cada número de caixas se rela-
ciona com o preço de 3 caixas de piso.
48 Unidade 2 Operações com números naturais
TRILHAS_MP_PNLD2020_6ANO_UN2_032a073.indd 48 10/23/18 8:22 AM
49MANUAL DO PROFESSOR - UNIDADE 2
Apresentamos o algoritmo
da decomposição e o algoritmo
usual da multiplicação. Quan-
do ambos os fatores forem
maiores que 1 dezena, o algo-
ritmo da decomposição escla-
rece o conhecido “vai um” ao
mostrar, por exemplo, que na
multiplicação de 75 por 3 pri-
meiro multiplicamos 5 unida-
des por 3 e depois 7 dezenas
ou 70 unidades por 3. Já no al-
goritmo usual é fundamental
que os alunos compreendam
por que na 2a parcela a ser adi-
cionada aparece o número
750, pois corresponde à multi-
plicação de 1 dezena (10) por
75. Observe se eles se apro-
priaram dos diferentes modos
de resolução da multiplicação,
sem desconsiderar suas es-
tratégias pessoais.
É possível que alguns alu-
nos ainda continuem resol-
vendo a multiplicação por
meio da adição de parcelas
iguais, o que torna o processo
bastante moroso. Por isso, é
importante chamar a atenção
deles para a praticidade pos-
sibilitada pelos algoritmos,
mas certamente garantindo
que eles compreendam o que
fazem, ao aplicá-lo.
Para saber mais sobre os
algoritmos da multiplicação,
sugerimos a leitura da dis-
sertação Algoritmos da mul-
tiplicação: uma experiência
no Ensino Fundamental, de
Cleudiana dos Santos Feito-
za Zonzini. Disponível em:
<http://repositorio.unb.br/
bitstream/10482/21399/
1/2016_CleudianadosSantos
FeitozaZonzini.pdf> (acesso
em: 14 out. 2018). Nesse tra-
balho, a autora apresenta al-
guns dispositivos multiplica-
tivos e estuda como os
alunos se comportam peran-
te problemas multiplicativos
após conhecerem os dife-
rentes algoritmos.
Note que, se o número de caixas dobra, o preço também dobra (2 3 360 5 720); se o número de caixas
triplica, o preço também triplica (3 3 360 5 1 080); e assim por diante. Desse modo, dizemos que o preço
que André pagou é proporcional ao número de caixas compradas.
Portanto, André pagou 1 800 reais pelas 15 caixas que comprou (5 3 360 5 1 800).
Além do símbolo 3 para indicar multiplicação, pode-se usar também um ponto (?). Por exemplo, a mul-
tiplicação 6 3 8 5 48 pode ser indicada também por 6 ? 8 5 48.
Algoritmos da multiplicação
Assim como adições e subtrações, as multiplicações também podem ser resolvidas por algoritmos. Va-
mos conhecer alguns deles.
Algoritmo da decomposição
Para calcular a multiplicação 75 3 13 podemos fazer a decomposição de cada fator:
75 5 70 1 5
13 5 10 1 3
Depois, multiplicamos as unidades de um dos fatores pelas unidades e dezenas do outro e, em seguida,
multiplicamos as dezenas do primeiro fator pelas unidades e dezenas do segundo fator. Por fim, adiciona-
mos todos os produtos parciais obtidos e encontramos o produto final.
70 1 5
3 10 1 3
1 5 3 3 5
2 1 0 3 3 70
5 0 10 3 5
1 7 0 0 10 3 70
9 7 5
Assim: 75 3 13 5 975
Algoritmo usual da multiplicação
Vamos recordar o algoritmo usual da multiplicação calculando o resultado de 75 3 13.
C D U
7 5
3 1 3
1o passo: Para iniciar o cálculo,
registramos os números a serem
multiplicados colocando cada
algarismo na “coluna” corres-
pondente a sua ordem (neste
caso, unidade embaixo de unida-
de e dezena embaixo de dezena).
C D U
1
7 5
3 1 3
5
2o passo: 3 unidades vezes
5 unidades é igual a 15
unidades. Como 15 unidades
é o mesmo que 1 dezena
e 5 unidades, escrevemos
5 unidades e juntamos