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PATOLOGIA BUCAL QUEILITE/QUEILOSE ACTÍNICA É uma alteração pré-maligna comum do vermelhão do lábio inferior que resulta de uma exposição progressiva excessiva ao espectro ultravioleta da luz solar. EPIDEMIOLOGIA ➢ A queilose actínica raramente ocorre em pessoas com idades abaixo de 45 anos. Tem forte predileção pelo gênero masculino, com uma proporção homem-mulher de cerca de 10:1 em alguns estudos; pessoas brancas tem maior facilidade; CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Alterações clínicas mais precoces incluem a atrofia da borda do vermelhão do lábio inferior, caracterizada por uma superfície lisa e áreas de manchas pálidas. O apagamento da margem entre a zona do vermelhão e a porção cutânea do lábio é tipicamente observado; À medida que a lesão progride, áreas ásperas e cobertas de escamas desenvolvem-se nas porções mais secas do vermelhão. Essas áreas se tornam espessas e podem se assemelhar a lesões leucoplásicas, especialmente quando se estendem para próximo da linha úmida do lábio. Com a progressão, a ulceração crônica focal pode se desenvolver em um ou mais sítios; CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS Caracterizada por um epitélio escamoso estratificado atrófico, frequentemente demonstrando uma marcante produção de ceratina. Um infiltrado de células inflamatórias crônicas leve comumente está presente em uma disposição subjacente ao epitélio displásico. O tecido conjuntivo subjacente invariavelmente e mostra um feixe de alteração basofílica amorfa e acelular conhecido como elastose solar (actínica), uma alteração das fibras colágenas e elásticas induzida pela luz ultravioleta; Gabrielle Silveira PATOLOGIA BUCAL QUEILITE/QUEILOSE ACTÍNICA DIAGNÓSTICO É feito a partir de biópsia em áreas endurecidas, espessas, com ulceração ou leucoplasia, sobretudo com o objetivo de descartar a hipótese de carcinoma. Em casos mais graves sem malignidade pode-se remover somente uma fina porção do lábio (procedimento conhecido como vermelhectomia). TRATAMENTO Os pacientes devem ser orientados a usar protetor solar labial com fator de proteção solar mínimo 30, a fim de evitar danos adicionais. O acompanhamento a longo prazo é recomendado. Diagnóstico diferencial: Leucoplasia, CEC (carcinoma espinocelular). Gabrielle Silveira