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TÉCNICAS DE EXAME 
• TÓRAX PA (póstero-anterior) 
o O feixe de raios X atravessa o paciente de trás para frente 
o Incidência frontal padrão do tórax  realizada com o paciente na posição 
ortostática e em inspiração máxima 
o É obtida a uma distância de 1,80m de distância do chassi/filme para reduzir a 
magnificação e melhorar a nitidez  se a fonte de luz se afasta, a magnificação 
diminui e as bordas de tornam mais nítidas 
o Para reduzir a magnificação e aumentar a nitidez da imagem, o tórax deve ser 
posicionado mais próximo possível do chassi e o tubo de raios X o mais distante 
possível do chassi 
o 
• TÓRAX AP (ântero-posterior) 
o É geralmente obtida com uma unidade de raios X portátil, em pacientes em estado 
grave impossibilitados de ficar em pé ou em crianças  paciente em decúbito dorsal 
ou sentado no leito 
o O feixe de raios X atravessa o paciente da frente para trás 
o As incidências AP são geralmente obtidas a uma distância menor do filme 
o A radiografia AP apresenta imagens com maior magnificação e menor nitidez 
o 
▪ Comparada com a Rx PA (1-1A), a radiografia AP apresenta menor nitidez, 
maior magnificação e insipiração máxima diminuída 
• TÓRAX PERFIL 
o O lado esquerdo do tórax é posicionado contra o chassi 
o É obtida a uma distância de 1,80m 
o É comum que uma lesão localizada atrás do coração, mediastino ou diafragma, não 
seja visível na incidência PA porque a sombra do coração e do diafragma a 
escondem  a Rx perfil geralmente mostra essa lesão e por isso é utilizado 
rotineiramente 
• Rx em DECÚBITO LATERAL 
o Um derrame livre na cavidade pleural sofre o efeito da gravidade  o líquido 
gravitará para o diafragma quando o paciente estiver em posição ortostática, para o 
dorso quando em decúbito dorsal e para o aspecto lateral do hemitórax poisicionado 
para baixo quando em decúbito lateral 
o 
▪ 1-4A: elevação do hemidiafragma esquerdo  derrame pleural livre que 
gravitou para a base da cavidade pleural 
▪ I-4B: Rx com o mesmo paciente em decúbito lateral esquerdo  o derrame 
agora forma uma dupla camada com a parede do hemitórax afetado 
o Enquanto o líquido intrapleural desce pela ação da gravidade, o ar intrapleural sobe, 
assim a posição ideal para de diagnosticar um pneumotórax é a posição ortostática 
o Porém, se houver suspeita de pneumotórax à esquerda, por exemplo, em um 
paciente que não pode ficar de pé ou sentar  Rx em decúbito lateral direito para 
baixo será útil 
▪ 
• 1-5: pneumotórax em paciente na posição ortostática  setas 
indicam as bordas do pulmão 
• 1-6: ar entre o pulmão e a parede do hemitórax esquerdo na posição 
em decúbito lateral direito 
• Obs: a radiografia normal é feita em inspiração máxima  na expiração a trama pulmonar 
torna-se mais densa  o pulmão tem menos ar e aparece mais claro  o coração, que 
repousa sobre o diafragma, está elevado e parece maior 
o Assim, pacientes sentados/deitados geralmente não conseguem inspirar 
profundamente  em muitos radiografias AP não se consegue que o paciente esteja 
em inspiração máxima, podendo simular doenças! 
o 
▪ 1-7A: Rx em expiração  sugere aumento da área cardíaca e talvez edema 
leve 
▪ 1-7B: Rx normal do mesmo paciente feita em inspiração máxima 
o As radiografias em expiração podem ser utilizadas com vantagens em algumas 
situações!  detecção de aprisionamento focal de ar de um enfisema assimétrico 
ou obstrução brônquica parcial que resulta em aprisionamento aéreo (ex. aspiração 
de corpo estranho) 
▪ Quando existe aprisionamento de ar unilateral, o pulmão desinsuflado 
normal aparecerá mais claro, enquando que o pulmão obstruído aparecerá 
inalterado 
▪ Se você ouvir um sibilo unilateral, peça uma radiografia em expiração e 
procure por aprisionamento aéreo! 
• Radiopacidade x Radiotransparência/lucidez 
o A absorção diferencial da radiação pelos diferentes tecidos ou lesões é responsável 
por todas as imagens radiológicas 
o Absorção de radiação: ar  gordura  partes moles  ossos 
o O osso absorve mais radiação e o ar absorve menos  o osso é considerado 
radiopaco, porque a radiação penetra nele com dificuldade  o pulmão é 
considerado radiolucente porque a radiação penetra nele com facilidade 
• 
o 1-13: 
▪ Área A: aparece dentro de uma área do pulmão com transparência normal 
▪ Área B: aparece dentro de uma área do pulmão hipertransparente 
(enfisema, bolha) 
▪ Área C: é uma área radiopaca do pulmão (líquido em uma bolha) 
LESÕES RADIOLÓGICAS FUNDAMENTAIS 
• Lesões do espaço aéreo: 
o Consolidação 
o Atelectasia 
• Lesões do interstício: 
o Lesões retículo-nodulares 
• Lesões do parênquima: 
o Cavitações 
• Lesões do espaço pleural: 
o Derrame pleural 
o Pneumotórax 
 
• CONSOLIDAÇÃO: 
o É definida na histologia como preenchimento dos alvéolos por diversos tipos de 
produto patológico 
o Causas de consolidação: 
▪ Exsudato inflamatório (pneumonia; pneumonias lobares e segmentares = 
80-90% dos casos de consolidação) 
▪ Conteúdo gástrico (pneumonia aspirativa) 
▪ Transudato (edema) 
▪ Sangue (hemorragia alveolar) 
▪ Material lipoproteináceo (proteinose alveolar) 
▪ Células (carcinoma bronquioloalveolar, linfoma, pneumonia em 
organização) 
o Se caracteriza na radiografia e na TC pela presença de opacidade homogênea, que 
causa apagamento dos vasos pulmonares, com pequena ou nenhuma perda de 
volume 
o Os contornos das opacidades geralmente são mal definidos, exceto no ponto de 
contato com a pleura 
o Sinal mais indicativo de consolidação = broncogramas aéreos 
▪ Como os brônquios possuem paredes finas, contêm ar e são circundados por 
alvéolos, os brônquios intraparenquimatosos não são visíveis na radiografia 
normal! 
▪ Quando o pulmão está consolidado e os brônquios contêm ar, o pulmão 
denso delimita o ar nos brônquios = sinal do broncograma aéreo  a 
presença de uma broncograma aéreo não é normal! 
▪ Os brônquios são estruturas pulmonares; portanto, a visibilização dos 
brônquios (broncograma aéreo) demonstra uma lesão pulmonar e exclui 
lesão pleural ou mediastinal  ele indica que os brônquios contêm ar, e que 
o pulmão adjacente está consolidado (radiopaco) 
▪ O broncograma aéreo pode ser visto na pneumonia, no edema de pulmão, 
no infarto pulmonar e em algumas lesões pulmonares crônicas 
▪ Obs: a consolidação pulmonar periférica focal ou a doença intersticial 
geralmente não induzem a formação de broncogramas aéreos; doenças que 
causam hiperinsuflação dos pulmões não induzem a formação de 
broncogramas aéreos 
Edema agudo de pulmão 
SARA
Tuberculose 
Pneumonia 
Edema agudo de pulmão 
TEP
Linfoma
Carcinoma bronquíolo alveolar
▪ A presença de um broncograma aéreo indica lesão no parênquima pulmonar; 
a ausência de um broncograma aéreo indica que a lesão pode ser ambas 
pulmonar ou extrapulmonar 
▪ Obs: a sombra cardíaca frequentemente obscurece doenças no LIE  
algumas vezes, um broncograma aéreo observado através da sombra 
cardíaca é o sinal mais sugestivo de consolidação do LIE 
▪ Brônquios aglomerados indicam colapso (atelectasia); brônquios dilatados 
indicam bronquiectasia 
▪ Se um broncograma aéreo for observado, a existência de um tumor 
endobrónquico é muito improvável 
▪ 
o Sinal da silhueta: 
▪ É o borramento da silhueta do coração, da aorta ou do diagragma por uma 
opacidade adjacente 
▪ A opacidade responsável pelo borramento da silhueta pode ser pulmonar, 
mas também mediastinal (ex. massa mediastinal), pleura (ex. derrame 
pleural), ou até mesmo associada a deformidade da parede torácica (ex. 
pectus excavatum) 
▪ Perda da silhueta do coração  lesão nos segmentos 4 e 5! 
▪ Perda da silhueta do diafragma  lesão nos segmentos 7, 8, 9 e 10! 
▪ 
• Consolidação do lobo inferior direito 
• Sinal de silhueta  perda de silhueta do diafragma 
▪ 
• A borda direita do coração não é visível devido a consolidação no 
lobo médio  sinal de silhueta 
o 
o A consolidaçãopode ser focal, esparsa ou distribuída amplamente por ambos os 
pulmões 
o A broncopneumonia geralmente afeta mais de um segmento e mais de um lobo 
pulmonar  causas comuns de broncopneumonia incluem staphylococcus aureus, 
streptococcus pyogenes e várias bactérias gram-negativas 
▪ 
o Na pneumonia lobar, a consolidação classicamente inicia-se na região subpleural 
e, ao progredir, atravessa segmentos adjacentes (distribuição não segmentar) para 
envolver maior parte ou todo o lobo pulmonar  causa mais freuquente = 
streptococcus pneumoniae 
▪ 
o A consolidação bilateral extensa ou difusa é mais comum no edema pulmonar, na 
síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA), na hemorragia pulmonar 
difusa e na pneumonia por pneumocystis 
▪ 
• ATELECTASIA 
o É a redução parcial ou completa da inflação pulmonar, ou seja, diminuição de ar 
intrapulmonar associada a volume pulmonar reduzido 
o Pode decorrer de 5 mecanismos: 
▪ Obstrução brônquica (de reabsorção)  o mais comum 
▪ Compressão pulmonar 
▪ Retração passiva 
▪ Falta de surfactante 
▪ Cicatrização 
 
o O termo colapso pode ser utilizado na presença de atelectasia completa de um lobo 
ou de todo o pulmão 
o Sinais diretos: 
▪ Deslocamento das fissuras interlobulares (sinal mais importante e 
fidedigno) 
▪ Aproximação de brônquios e vasos na área atelectasiada 
o Sinais indiretos: 
▪ Aumento da opacidade do lobo atelectasiado 
▪ Sinais relacionados com mecanismos que compensam a perda de 
volume: 
• Elevação do hemidiafragma 
• Desvio ipsilateral do mediastino 
• Hiperinflação do pulmão remanescente 
• Estreitamento dos espaços intercostais 
o Pode ser subsegmentar, segmentar, lobar ou envolver todo um pulmão, além de ser 
qualificada, segundo a forma, como laminar ou redonda 
o É geralmente área opaca sem broncograma aéreo 
o Atelectasia pulmonar total: 
▪ É geralmente secundária à obstrução completa de um brônquio principal e 
associa-se a aumento da opacidade do pulmão atelectasiado 
▪ 
o Atelectasia lobar: 
▪ No atelectasia do LSD, a pequena fissura desvia-se para cima e assume uma 
configuração côncava inferiormente, enquanto a metade superior da grande 
fissura desloca-se anteriormente 
• 
▪ 
▪ 
o Atelectasia segmentar: 
▪ É, em geral, secundária à obstrução brônquica e está associada à pneumonite 
obstrutiva, resultando opacidade homogênea segmentar sem broncograma 
aéreo 
o Atelectasia por retração passiva: 
▪ 
o Atelectasia por cicatrização: 
▪ 
o 
▪ 8-13: mostra colapso do LSD com elevação e deslocamento medial da 
pequena cissura (setas)  o hilo direito está elevado e a traqueia está 
deslocado para a direita 
• NÓDULOS E MASSAS PULMONARES 
o Nódulo: opacidade focal arredondada com <3cm de diâmetro 
▪ Nódulos miliares: <2mm 
▪ Micronódulos: 2 – 7mm 
▪ Nódulos: 7-30mm 
o Massa: qualquer lesão expansiva pulmonar, pleural, mediastinal ou da parede 
torácica >3cm, com contornos pelo menos parcialmente definidos, fora de 
topografia da fissura 
o PADRÃO NODULAR: 
▪ Corresponde à presença de múltiplos pequenos nódulos pulmonares com 
<1cm de diâmetro 
▪ O diagnóstico diferencial do padrão nodular é baseado no contexto clínico, 
na aparência do contorno (bem ou mal definido), na localização e 
distribuição (randômica, perilinfática, centrolobular e pleural), bem como 
em achados associados, como linfonodomegalia 
▪ Um padrão puramente nodular em um paciente febril com doença 
aguda é bastante sugestivo de infecção hematogênica, sobretudo TBC 
miliar 
▪ Padrão similar pode ser observado na doença fúngica miliar (ex. 
histoplasmose), na silicose, na pneumoconiose dos mineradores de carvão e 
no carcinoma metastático (ex. tireoide) 
▪ Na silicose e na pneumoconiose dos mineradores de carvão, os nódulos 
acometem principalmente os terços médios e superiores, enquanto os 
nódulos resultantes de doenças hematogênicas, como TBC miliar e 
metástases, são difusos ou predominam nas regiões pulmonares inferiores 
▪ 
o PADRÃO RETICULAR: 
▪ Caracteriza-se por inúmeras opacidades lineares entrelaçadas que lembram 
uma rede 
▪ É composto por espessamentos septais, bandas (estrias) e opacidades 
lineares 
▪ Ocorre principalmente nas pneumopatias intersticiais, como a pneumonia 
intersticial usual, asbestose, pneumonia intersticial linfoide e pneumonia 
intersticial não específica, além de infecções (especialmente virais), edema 
pulmonar e neoplasias com linfagite pulmonar carcinomatosa 
▪ 
▪ 
o PADRÃO RETICULONODULAR: 
▪ Este talvez seja o padrão mais comum de apresentação, pois corresponde a 
uma somatória dos dois primeiros  achado clássico = micronódulos 
associados a opacidades reticulares, como espessamentos septais ou estrias 
▪ Pode ser visto em várias afecções, como pneumoconioses, infecções, 
penumopatias intersticiais e neoplasias 
▪ Muitas vezes é decorrente de faveolamento, presente nas doenças 
pulmonares fibrosantes 
▪ 
▪ 
▪ 
• CAVITAÇÕES: 
o Cavidade é um espaço que contém gás, com ou sem nível líquido, dentro de nódulo, 
massa ou consolidação pulmonar geralmente produzida pela eliminação ou 
drenagem da parte necrótica pela via aérea 
o Cavidade não é sinônimo de abscesso!  o abscesso pulmonar sem comunicação 
com a árvore brônquica é radiologicamente opaco  apenas quando o abscesso se 
comunica com a árvore brônquica, permitindo que o ar substitua o material 
necrótico, desenvolve-se uma cavidade 
o Quase todas as cavidades solitárias, cuja parte mais espessa da parede tem <1mm 
de espessura, e ~90% das cavidades solitárias, cuja parte mais espessa da parede 
tem até 4mm de espessura, são benignas 
o ~90% das lesões com espessura da parede da cavidade >15mm são malignas 
o Motivos comuns de cavidades de paredes finas incluem: 
▪ Infecções crônicas (TBC, coccidioidomicose) 
▪ Embolismo séptico 
o Causas importantes de cavidades de paredes espessas: 
▪ Carcinoma de pulmão 
▪ Granulomatose de Wegner 
o A presença de nível líquido dentro de uma cavidade indica presença de pus ou outro 
conteúdo líquido, como secreções ou sangue 
o A existência de um nódulo ou massa móvel dentro de uma cavidade sugere 
colonização fúngica (bola fúngica), embora também possa ocorrer em hematoma 
o Algumas doenças cavitárias são tipicamente solitárias (ex. carcinoma pulmonar 
primário, abscesso pulmonar) 
o Outras doenças são caracteristicamente múltiplas (ex. neoplasia metastática, 
granulomatose de Wegener e embolia séptica) 
o 
o 
▪ G-2A: massa ou consolidação alveolar focal com uma cavidade central e 
nível líquido (seta) 
o Pseudocavidade: 
▪ Representa uma área arredondada ou oval de baixo coeficiente de atenuação 
em nódulos ou massas pulmonares ou em uma área de consolidação 
secundária a presença de porção de parênquima pulmonar preservado, 
presença de brônquios dilatados ou mesmo de calibre normal, uma área de 
enfisema no interior da lesão 
▪ Geralmente medem <1cm de diâmetro 
▪ Podem ser identificados em pacientes com adenocarcinoma, carcinoma 
bronquioloalveolar e pneumonia 
▪ 
• DERRAME PLEURAL: 
o É a presença de líquido no espaço pleural, resultante de uma disfunção das forças 
homeostáticas responsáveis pela fisiologia normal do líquido pleural 
o Pode ser resultante de doenças pleurais, pulmonares ou extrapulmonares 
o Derrames pleurais transudativos: 
▪ Causados por aumento na pressão hidrostática capilar ou por redução na 
pressão coloido-osmótica, como na ICC e na hipoalbuminemia, 
respectivamente 
o Derrames exsudativos: 
▪ Geralmente resultantes de doenças pleurais ou do parênquima pulmonar 
adjacente, com consequente aumento na permeabilidade capilar, como nas 
pneumonias, ou redução na drenagem linfática, como na carcinomatose 
o Os derrames pleurais livres acumulam-se nas porções pendentes do espaço pleural 
 na Rx ortostática, os achados mais precoces são a obliteração/velamento do 
seio costofrênico posterior na incidênciaem perfil, a partir de 100mL, e 
obliteração dos seios costofrênicos laterais na incidência frontal, a partir de 
175mL 
o Sinal de menisco (linha de Damoiseau): é o aspecto mais comumente observado 
no paciente com derrame pleural, na Rx de tórax ortostática 
▪ Consiste em opacidade homogênea com borda superior côncava 
▪ 
▪ Para ocorrer, necessita de >500mL de líquido 
o Hemitórax opaco: derrames pleurais volumosos produzem opacificação do 
hemitórax acometido, com desvio contralateral das estruturas mediastinais  
ausência do desvio mediastinal sugere a associação de atelectasia lobar subjacente 
ou de fixação do mediastino 
▪ Olha para que lado o mediastino está desviado para diferenciar o derrame 
da atelectasia! 
o Técnica amplamente utilizada para a detecção de pequenos derrames pleurais é o 
decúbito lateral com raios horizontais (incidência de Hjelm-Laurell), colocando-
se o paciente deitado sobre o lado acometido 
▪ Derrames pleurais livres, pela gravidade, escorrem para a parede lateral de 
tórax, evidenciando volumes a partir de 5mL 
o Derrame loculado (tumor fantasmo/líquido fissural): 
▪ Derrame assume aspecto complexo  nestes casos, o conhecimento da 
história clínica e o acompanhamento da imagem suspeita podem auxiliar na 
diferenciação entre derrame pleural e alterações parenquimatosas 
▪ 
▪ Tumor fantasma: 
• 
• Geralmente ocorrem na ICC  desaparece após melhora do quadro 
• PNEUMOTÓRAX: 
o A presença de ar na cavidade pleural é uma das formas de acometimento pleural 
mais comuns 
o Pode ser classificado como traumático ou espontâneo, de acordo com sua etiologia 
▪ Traumáticos: traumas acidentais (abertos ou fechados) e iatrogênias (ex. 
ventilação mecânica com pressão positiva, passagem de cateteres venosos 
centrais) 
▪ Espontâneos: podem ser divididos em primários ou secundários, quando 
associados a uma doença pulmonar preexistente 
• Primários: ocorre em indivíduos normais, sem história de trauma 
o Resulta geralmente da ruptura de uma bolha próxima à 
pleura visceral 
o Ocorre mais frequentemente em longilíneos magros e em 
homens (4-5:1) entre 18 e 40 anos de idade 
o O tabagismo é o principal fator de risco (aumenta o risco 
9x em mulheres e 22x em homens) 
• Secundário: ocorre em indivíduos com doença pulmonar prévia, 
geralmente associada à presença de bolhas, cistos, enfisema ou 
fibrose intersticial nas regiões subpleurais 
o Doença mais importante = DPOC 
o Manifestações clínicas: 
▪ Dor torácica ipsilateral e dispneia súbita 
▪ Os grandes volumes estão associados à redução dos movimentos 
ventilatórios, do frêmito toracovocal e a redução ou ausência do murmúrio 
vesicular ipsilateral 
o É identificado, na radiografia, pela ausência das silhuetas dos vasos pulmonares 
distalmente a uma fina linha radiopaca paralela à parede torácica, que 
corresponde à pleura visceral 
o A maioria dos casos de pneumotórax pode ser detectada na radiografia em posição 
ortostática nas regiões superiores 
 
o 
 
o PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO: 
▪ Ocorre quando há aprisionamento no interior do espaço pleural do ar 
inspirado, geralmente por um mecanismo valvular broncopleural, levando a 
aumento da pressão intrapleural em todo o ciclo respiratório 
▪ É uma emergência clínica, devendo ser diagnosticado e imediatamente 
tratado mediante a descompressão da cavidade pleural, pois os pacientes 
entram em rápida hipóxia e acidose, podendo levar à morte 
▪ Achados clínicos: 
• Paciente com história de dor pleurítica e dispneia de início abrupto, 
sinais como taquicardia, hipotensão e cianose 
▪ Achado radiológicos: 
• Desvio contralateral acentuado das estruturas mediastinais 
• Retificação da borda cardíaca 
• Rebaixamento da cúpula diafragmática 
• Aumento dos espaços intercostais ipsilaterais e do volume do 
hemitórax acometido 
▪ Conduta: 
• Por se tratar-se de uma emergência médica, o diagnóstico do 
pneumotórax hipertensivo deve ser feito por meio da história clínica 
e do exame físico  não deve pedir exame de Rx! Deve ser 
tratado imediatamente!  em pacientes hemodinamicamente 
estáveis, a radiografia do tórax é o 1º método de imagem a ser 
realizado 
RX NORMAL NO RN 
• Utilizado para diagnóstico de doenças pulmonares em RNs a termo ou prematuros; para 
avaliar posicionamento de sonda nasogástrica, cânula endotraqueal, cateteres umbilicais 
arterial e venoso; e para detectar alterações em estruturas ósseas e abdominais 
• Realização do exame radiológico de tórax: 
o Deve ser realizado na UTI neonatal com aparelho diológico portátil 
o Para reduzir a carga da radiação no RN  somente incidência AP  na maioria 
das vezes fornece informações suficientes para realização do diagnóstico 
o Na primeira radiografia  deve incluir abdome  possibilita avaliação 
preliminar do ar nas alças e exclusão de doença abdominais  nas radiografias 
subsequentes, só faz incidência em perfil e do abdome se houver indicação clínica 
• Critérios de parâmetros técnicos adequados: 
o 1. Densidade do filme: visualização dos espaços intervertebrais nas primeiras 
vértebras torácicas, através da silhueta cardíaca 
o 2. Grau de aeração pulmonar satisfatório: hemidiafragma direita na altura do 8º 
arco costal posterior 
o 3. Centralização adequada do raio central na caixa torácica: inclinação caudal 
dos arcos costais anteriores, situando-se abaixo dos posteriores 
o 4. Posicionamento adequado do RN: simetria das estruturas ósseas em ambos 
lados da caixa torácica 
o 
• Principais problemas: 
o 1. Hipopenetração do feixe de Rx  simula falsas opacidades pulmonares 
o 2. Hipoaeração pulmonar  acarreta horizontalização de arcos costais, 
alargamento de silhueta cardiotímica, etc. 
o 3. Hiperpenetração do feixe de Rx  escurece o exame radiofráfico  oclusão 
de sinais 
o 4. Rotação do paciente 
o Centralização inadequada do raio central sobre o abdome do RN 
• Estruturas Anatômicas Intratorácicas - particularidades: 
o Pode ocorrer cardiomegalia transitória nas primeiras horas de vida do RN (pela 
entrada adicional de sangue da placenta para o cordão umbilical) 
o Proeminência da vascularização pulmonar (por absorção de líquido 
intrapulmonar residual) 
o Bossa ductal (“ductus bump”) – normal nas primeiras horas (por passagem de 
sangue bidirecional entre o ramo esquerdo da artéria pulmonar e a porção mais 
cefálica da aorta descendente, através do canal arterial ainda patente) 
▪ 
o O fechamento do forame oval e do canal arterial, a redução da resistência vascular 
pulmonar e a absorção do fluido pulmonar remanescente nas horas subsequentes 
reduzem as dimensões cardíacas e a proeminência vascular no tórax 
o Timo  caracteriza-se por alargamento do mediastino acima da imagem cardíaca 
em AP e por aumento da densidade retroesternal em perfil 
▪ Em AP, a largura norml deve ser ≥2x da largura da 3ª vértebra torácica; se 
não  sinal de involução tímica 
▪ 
▪ Sinal da onda: corresponde a uma suave ondulação em seus contornos 
produzida pela compressão dos arcos costais anteriores, mais comum à 
esquerda 
▪ Sinal da incisura: representado pela junção do timo normal com a 
silhueta cardíaca 
▪ 
• Estruturas extratorácicas: 
o A espessura dos tecidos moles da parede torácica reflete o estado nutricional  
reduzida no RN de baixo peso 
o Núcleos de ossificação secundários da extremidade proximal do úmero e da 
apófise coracoide podem ser visualizados = desenvolvimento normal 
▪ 
o É sempre importante correlacionar os achados radiológicos com o número de 
horas de vida do RN! 
▪ Ar pode ser observado no estômago logo ao nascimento, no intestino 
delgado com 3 horas de vida, e no reto 6-8 horas após o nascimento 
• Cateteres, cânulas e sondas: 
o É importante conferir o posicionamento correto para diminuir risco de iatrogenias 
 a extremidade dos cateteres umbilicais não deve estar localizada na origem de 
troncos vasculares de menor calibre, sobo risco de ocasionar espasmos ou 
tromboses 
o Cateter umbilical venoso  deve ser localizado na veia cava inferior, próxima à 
entrada do átrio D, sendo visualizado à direita dos corpos vertebrais T8 e T9 
o Cateter umbilical arterial: 
▪ Localização baixa:acima da bifurcação das artérias ilíacas entre L3 e L4 
▪ Localização alta: na aorta torácica, abaixo do canal arterial, no lado E de 
T6 a T10 
o 
o Cânula endotraqueal  deve estar localizada na traqueia, acima da carina, ao 
nível do T1 e logo abaixo das extremidades mediais das clavículas 
o Sondagem gástrica  deve ser visualizada à esquerda da cânula traqueal e a sua 
extremidade deverá estar locada no estômago 
o 
• Artefatos de imagem: 
o Dobra de pele do RN: um dos artefatos mais frequentes  é projetada sobre a 
cavidade torácica, podendo simular um pneumotórax 
o Projeção do orifício da incubadora sobre os pulmões: produz imagem 
arredondada de menor densidade que pode ser confundida com lesão cística 
o 
• O conhecimento das particularidades e dos aspectos radiológicos normais do tórax do RN 
evita diagnósticos equivocados, reduz as iatrogenias e representa valioso suporte no 
diagnóstico e no acompanhamento clínico destes pacientes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TUBERCULOSE 
• Mycobacterium tubercuosis é o agente causador 
• A transmissão se dá por via inalatória por meio de gotículas 
• ~9 milhões de pessoas adoecem anualmente de TBC no mundo; ~2 milhões de pessoas 
morrem de TBC por ano no mundo 
• Brasil  ocupa a 22ª posição em relação ao número de casos novos por ano 
• Principais fatores de risco: pobreza, miséria, conglomerados urbanos, desmantelamento 
dos sistemas de saúde, pandemia pelo HIV 
• Nos tecidos, determina formação de granuloma com necrose caseosa 
• A forma primaria, caracterizada pelo complexo de Ranke, tem cura espontânea na 
maioria dos casos (95%)  nas lesões residuais, podem permanecer bacilos viáveis 
capazes de se multiplicar posteriormente 
• A forma pós-primária ocorre em ~5% das pessoas infectadas 
• Aspectos clínicos: 
o Tuberculose primária: 
▪ Irritabilidade, inapetência e febre = sintomas gerais mais comuns, sendo 
geralmente acompanhados de tosse e dispneia 
o Tuberculose pós-primária: 
▪ Quadro clínico insidioso na maioria dos casos 
▪ Inapetência, febre vespertina, sudorese e perda de peso são os sintomas 
gerais mais comuns 
▪ Tosse, escarros sanguíneos e dor torácica são os sintomas respiratórios mais 
frequentes 
• Diagnóstico diferencial: 
o Doenças infecciosas: pneumonia bacteriana, actinomicose, nocardiose, 
coccidioidomicose, paracoccidioidomicose, croptococose, histoplasmose pulmonar 
crônica, aspergilose pulmonar crônica 
o Causas não infecciosas: sarcoidose, vasculites pulmonares (granulomatose de 
Wegener) 
o Causas neoplásicas: carcinoma bronquioloalveolar, linfoma 
• Sinais radiológicos: 
o TBC primário: 
▪ Ocorre mais frequentemente na infância (<5 anos de idade) 
▪ Em razão das inúmeras dificuldades em se estabelecer o diagnóstico 
definitivo por meio de baciloscopia e cultura do escarro, a história 
clinicoepidemilóica associada aos dados de imagem é essencial na 
investigação  radiografia de tórax permanece como o principal 
instrumento diagnóstico 
▪ O achado típico é do clássico complexo primário: condensação alveolar 
circunscrita (foco pulmonar) associada à linfonodomegalia hiliar e/ou 
mediastinal (foco ganglionar) 
▪ Consolidação parenquimatosa (70% dos casos)  pode ser unifocal, 
segmentar ou lobar e exibir aspectos radiográficos e tomográficos variados 
▪ Linfadenopatia hiliar e mediastinal = achado mais comum!  ~90% dos 
casos  pode determinar redução volumétrica dos pulmões (por 
compressão extrínseca das vias aéreas por linfonodomegalias) 
▪ Derrame pleural (5% a 10% dos casos)  não é comum  quando ocorre, 
é geralmente unilateral e de pequeno volume 
▪ Cavitação é rara 
▪ 
▪ 
o TBC pós-primária: 
▪ Ocorre essencialmente em adultos, sendo o pulmão o órgão mais afetado 
▪ Condições/doenças associadas que favorecem a reinfecção: desnutrição, 
alcoolismo, extremos de faixas etárias, prisões, indivíduos que vivem nas 
ruas, AIDS, DM, gastrectomia, insuficiência renal crônica, uso de drogas 
imunossupressoras, etc. 
▪ As lesões localizam-se com mais frequência nos lobos superiores, não se 
acompanham habitualmente de linfonodomegalias e exigem excavação 
numa significativa proporção dos casos 
▪ 
▪ Alterações parenquimatosas  são as manifestações mais comuns da 
TBC pós-primária  opacidades focais ou consolidações heterogêneas que 
predominam nos segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores e 
apicais do lobos inferiores 
▪ Disseminação broncogênica e presença de cavidade  padrão clássico 
da TBC pós-primária 
• A cavidade pode ser única ou múltipla, associa-se frequentemente a 
áreas de opacidades de limites imprecisos, tem tamaanho médio 
entre 2 – 3cm, localiza-se preferencialmente nos segmentos apicais 
e dorsais e, quando sua parede tem mais de 3mm de espessura, 
geralmente indica atividade da doença 
• Raramente observa-se nível líquido no interior da cavidade 
• 
• Obs: pneumatocele não é sinônimo de cavitação! 
o Pneumatocele = lesão no parênquima com parede fina 
(<1mm)  mais comum em crianças 
o Cavitação = lesão escavada  lesão pulmonar com 
espessura de parede >1mm 
▪ Tuberculomas presentes em ~5% dos casos  opacidades nodulares <3m 
de aspecto arredondado/ovalado e com limites preciosos e bordos nítidos 
▪ Forma miliar: surge em razão da disseminação hematogênica do bacilo  
padrão micronodular difuso distribuído aleatoriamente 
▪ Tuberculose pleural: é a forma mais comum da doença extrapulmonar  
o envolvimento pleural é geralmente unilateral e caracterizado por derrame 
livre ou loculado, de pequeno a moderado volume 
▪ 
▪ 
• Radiografia = 1ª escolha, porém TC recomendado nas seguintes situações: 
o Pacientes com sintomas respiratórios e baciloscopia do escarro negativo 
o Casos suspeitos de TBC nos quais a radiografia do tórax é normal ou demonstra 
alteração duvidosa 
o Necessidade de avaliação mediastinal 
o Doença disseminada 
o Alterações endobrônquicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÓDULOS PULMONARES SOLITÁRIOS 
• A maioria dos nódulos pulmonares solitários é composta por carcinomas ou 
tuberculomas 
• Diagnóstico diferencial: grande número de neoplasias (hamartoma, tumor carcinoide, 
metástase isolada de sarcoma), infecções (histoplasmose, blastomicose, pneumonia 
redonda, cisto hidático) e outras causas (cisto broncogênico, malformação arteriovenosa, 
hematoma pós-traumático) 
• Características de nódulo benigno: 
o Lesão <2cm 
o Bordas lisas 
o Presença de calcificação central ou difusa 
o Paciente jovem não fumante 
o Na radiografia e na TC, a calcificação difusa ou lamelar de um nódulo 
pulmonar e o sinal mais fidedigno de benignidade, geralmente refletindo a 
presença de um foco cicatrizado de inflamação, granulomatosa, 
principalmente tuberculose 
▪ 
▪ Calcificação central em um nódulo pulmonar de 2cm ou menos de diâmetro 
também quase sempre reflete benignidade 
• Características de nódulo maligno: 
o Lesão >2cm 
o Presença de bordas espiculadas 
o Ausência de calcificação 
o Paciente >40 anos 
o Tabagismo 
• Pontos importantes do artigo: 
o A solitary pulmonar nodule (SPN) is a round or oval opacity <3cm in diameter that 
is completely surrounded by pulmonar parenchyma and is not associated with 
lymphadenopathy, atelectasis or pneumonia 
o Present in up to 0,2% of chest radiographs 
o Nearly 90% of newly discovered SPNs on chest radiographs may be visible in 
retrospect on prior radiographs!  sempre quando apresentado com um nódulo 
pulmonar solitário, deve perguntar se o paciente realizou Rx de tórax no passado 
(>2 anos atrás) para possível comparação! 
▪ Prior chest radiographsare also needed because a nodule that is 
unchanged on chest radiographs for 2 years is almost certainly benign 
and requires no further imaging! 
▪ Benign nodules can be diagnosed confidently if the lesion is <3cm in 
diameter and exhibits one of the following patterns of calcification: central 
nidus, laminated, popcorn, or diffuse  when one of these patterns is seen, 
the likelihood of benignity approaches 100%! 
• Obs: popcorn calcifications are observed in 1/3 of hamartomas 
o More than 90% of nodules that are smaller than 2cm in diameter are benign 
o The right upper lobe is the most common location of lung cancer 
o Fluxograma para conduta frente nódulo indeterminado: 
▪ 
TROMBOEMBOLIA PULMONAR AGUDA 
• Tromboembolia pulmonar (TEP) e trombose venosa profundal (TVP) são manifestações 
clínicas de uma mesma doença, a tromboembolia venosa (TEV) 
• A TEP é a 3ª causa de morbimortalidade entre as doenças cardiovasculares agudas e causa 
comum de óbitos entre indivíduos hospitalizados 
• A TEP resulta, comumente, de TVP formada no sistema venoso profundo dos mmii 
• Em ~50% dos casos de TVP próximal pode-se identificar TEP por meio de pesquisa 
sistemática em pacientes assintomáticos respiratórios 
• Em ~70% dos casos de TEP, a TVP está presente nos mmii, muitas vezes sem evidências 
clínicas 
• Êmbolos pulmonares pequenos podem provocar áreas de hemorragia alveolar e resultar em 
hemoptise, dor torácica ventilatório-dependente e, habitualmente, pequeno derrame pleural 
(infarto de pulmão) 
• Êmbolos pulmonares maiores e/ou múltiplos podem determinar elevação súbita de 
resistência vascular pulmonar a um nível intolerável ao ventrículo D  síncope e/ou 
hipotensão arterial sistêmica  pode progredir para choque refratário  risco de morte 
súbita 
• 
• Estratificação de risco  feito através de escores clínicos (escore clínico de Wells; escore 
clínico de Geneva revisado)  por meio do somatório de pontos atribuídos a variáveis 
clínicas, fatores de risco e dados de exame físico, é possível estabelecer a probabilidade 
pré-teste = indispensável à elaboração diagnóstica e à seleção dos exames comprobatórios 
a serem realizados 
• As manifestações radiográficas de TEP aguda demonstram baixas sensibilidade e 
especificidade, todavia tem função importante no sentido de excluir outras condições que 
podem simular clinicamente a TEP, como pneumotórax, pneumomediastino, pneumonia e 
fratura de costela, além de fornecer informações que auxiliam a interpretação de exames 
cintilográficos 
• TC helicoidal com contraste = padrão ouro para o manejo da TEP aguda 
• ARTIGO: 
• A seleção de exames e as estratégias diagnósticas consideram: 
o Condição clínica do paciente (estratificação do risco) 
o Disponibilidade de recursos na instituição 
o Riscos individuais referentes aos meios de contraste 
o Radiação 
o Custo-efetividade 
• Recomendações formuladas com base em Prospective Investigation of Pulmonar 
Embolism Diagnosis (PIOPED) II: 
o Recomendações/avaliação dos pacientes com baixa probabilidade clínica 
 ELISA rápido quantitativo para D-dímeros 
▪ Se D-dímero = normal  não são necessários testes adicionais 
▪ Se D-dímero = anormal  realizar angiografia pulmonar por TC 
com contraste + venografia por TC 
• Recomenda-se realização de TC apenas das veias femoral e 
poplítea para reduzir a exposição à radiação 
• Se angiografia ou venografia por TC negativas  tratamento é 
desnecessário 
• Com embolia pulmonar principal ou lobar na angiografia por 
TC, o tratamento é indicado 
• Com embolia pulmonar segmentar ou subsegmentar, a 
confirmação do diagnóstico da TC deve ser reavaliado 
o Recomendações para pacientes com probabilidade moderada: 
▪ D-dímero por ELISA rápido  se negativo, investigação necessária 
não é necessário  se positivo, angiografia-TC e venografia-TC são 
recomendadas 
▪ Tratamento com anticoagulante enquanto espera-se o resultado das 
TCs pode ser apropriado 
▪ Se angiografia-TC e venografia-TC negativos  nenhum tratamento é 
necessário, porém US venoso é recomendado nos casos em que 
apenas angiografia-TC é negativo 
▪ Se angiografia-TC e venografia-TC positivos  tratamento é 
necessário! 
o Recomendações para pacientes com alta probabilidade clínica: 
▪ Não realizar teste D-dímero! não é útil!  resultado negativo não 
exclui embolia pulmonar em >15% dos casos 
▪ Angiografia positivo, ou angiografia + venografia positivo  TEP em 
96% dos casos! 
▪ Angiografia e venografia negativas  ainda TEP em 18% dos casos! 
▪ Angiografia TC negativa  ainda embolia pulmonar em 40% dos casos! 
▪ Deve-se tratar o paciente com anticoagulantes enquanto aguarda os 
resultados 
▪ Se angiografia TC negativa ou angiografia + venografia negativas  
outras opções incluem US venoso seriado, angiografia pulmonar digital 
e cintilografia 
▪ Se angiografia positiva ou angiografia + venografia positivas  tratar! 
• Precauções com os alérgicos a iodo: 
o Se a alergia é leve/moderada  podem ser pré-tratados com esteroides e depois 
submetidos a TC 
o Se a alergia é grave  cintilografia pulmonar pode ser uma alternativa útil 
o Outras alternativas: US venoso único; US seriadas; angiotomografia com 
gadolínio 
 
Subsegmentar pedir duplex ou cintilografia
• Pacientes com insuficiência renal: 
o Utilizar contraste não iônico!  menos nefrotoxicidade e melhor tolerado 
o Hidratação profilática antes da exposição ao contraste com bicarbonato de sódio 
parece mais eficaz que hidratação com cloreto de sódio 
o AINEs e metformina devem ser descontinuados 
o Recomendações: 
▪ Teste D-dimero é recomendado para excluir embolia pulmonar 
▪ Os US venosos são recomendados e, caso os resultados sejam positivos, 
é indicado tratamento 
▪ A cintilografia pulmonar é recomendada caso os resultados do US 
venosos sejam negativos 
▪ Exames seriados de US venosos são uma opção 
• Mulheres em idade reprodutiva: 
o O ponto principal se baseia no risco benefício da irradiação das mamas e ovários 
 angiografia por TC > cintilografia de perfusão 
o Entretando o risco de morte por TEP é muito maior que a chance de induzir 
neoplasias pela irradiação  uso de cintilografia para reduzir a irradiação das 
mamas 
o Recomendações: 
▪ Se D-dímero positivo  US venoso é opcional 
▪ Cintilografia pulmonar é recomendado em 31% dos casos, mas a 
maioria (69%) recomenda TC como o próximo exame de imagem 
▪ Angiografia por TC associado à venoso é uma alternativa aceitável 
▪ Se um venograma por TC é necessário, é recomendado iniciar pelo 
acetábulo para reduzir a irradiação dos ovários 
• Gestantes: 
o Realizar teste D-dímero com a avaliação clínica 
o Se D-dímero positivo  US venoso antes de exames que utilizem radiação 
ionizante 
o Maior parte dos pesquisadores do PIOPED II recomenda cintilografia 
pulmonar, enquanto 31% recomendam angioTC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RADIOLOGIA DE ABDOME 
• Radiografia simples: 
o 
o Deve-se dirigir a atenção aos ossos, tecidos moles, órgãos abdominais e ao padrão 
de distribuição dos gases intestinais 
o Ossos: 
▪ Devem ser procuradas lesões blásticas ou líticas (podem indicar diversas 
doenças, entre elas metástases), sinais de fratures ou, ainda, de artrite 
o Órgãos abdominais: 
▪ Fígado: a visualização de sua borda posterior será possível apenas graças à 
existência de gordura no compartimento pararrenal posterior  o 
apagamento da margem hepática inferior, em Rx feitas em decúbito dorsal, 
pode indicar a presença de líquido livre na cavidade abdominal 
▪ Pâncreas: normalmente não é visualizado, porém, podem ser identificadas 
calcificações em sua topografia em pacientes com pancreatite crônica 
▪ Rins: os contornos renais podem ser visíveis devido à presença da gordura 
perirrenal, entretanto as glândulas suprarrenais normais não são visíveis 
▪ Bexiga: a bexiga cheia pode aparecer como uma massa arredondada na 
pelve 
o Distribuição de gases:▪ É de grande importância, pois ajuda a localizar estas estruturas e a identificar 
seus deslocamentos 
▪ Estômago: gás está quase sempre presente, exceto em casos de jejum 
▪ Alças de delgado: em condições não-patológicas, geralmente tem pouca 
quantidade de gás devido à rápida absorção do ar deglutido 
• O encontro de grande quantidade de gás e líquido pode indicar 
problemas de adinamia ou obstrução 
▪ Cólon: em geral contém gás e fezes, estas apresentando-se com um aspecto 
moteado  a ausência de gás neste segmento costuma sugerir obstrução 
próximal 
o O apagamento da borda do músculo psoas, apesar de ocorrer em alguns pacientes 
hígidos, muitas vezes está relacionado à presença de massa tumoral retroperitoneal, 
abscesso ou líquido 
▪ Apagamento da borda direita pode corresponder à apendicite e o 
apagamento da borda esquerda às vezes está presente na pancreatite 
aguda 
o Calcificações abdominais: 
▪ Costumam ser muito sugestivas de afecções específicas como apendicite 
aguda na presença de apendicolito, granulomas calcificados no baço e 
fígado, miomas calcificados na cavidade pélvica, calcificações vasculares, 
calcificações de tumores mucinosos, cálculos renais e da vesícula biliar e 
calcificações da pancreatite crônica 
▪ 
o Obs: Sinal de Chilaiditi: quando o cólon, intestino delgado ou estômago é visto 
interposto entre o fígado e o diafragma direito  geralmente é assintomático e se 
constitui em achado radiológico (0,25% dos exames) 
▪ 
O apagamento dos contornos do músculo psoas pode estar relacionado a processos inflamatórios/infecciosos, hemorragias retroperitoneais, tumores, ascite, etc
ABDOME AGUDO 
• É uma síndrome caracterizada fundamentalmente por dor abdominal de início repentino 
 a dor pode vir acompanhada de vômitos, distensão abdominal, rigidez muscular ou 
colapso 
• A radiologia convencional é comumente utilizada como 1ª etapa na avaliação do abdome 
agudo  barata e rápida 
• TC  método de escolha quando há suspeita de diverticulite e pancreatite aguda 
• US  importante na avaliação das vias biliares, as emerg&encias ginecológicas e a 
apendicite 
• Sinais que devem ser buscados quando suspeita de abdome agudo: 
o Pneumoperitônio (sinal do crescente): traduz rotura de víscera oca 
▪ 
o Apagamento da gordura pré-peritoneal: traduz processo inflamatório 
o Velamento da borda externa do psoas: traduz acometimento do retroperitônio 
o Ausência de gás na ampola retal: traduz obstrução 
o Presença de líquidos: traduz obstrução; quando no delgado, são pequenos e 
múltiplos; quando no grosso, são maiores e em menor número 
o Alça sentinela: é uma alça que se encontra fixa, edemaciada e distendida 
o Volvo/sinal do grão de café/sinal do ômega: ocorre secundariamente à torção da 
alça sobre seu próprio eixo 
▪ 
o Sinal de Riegler: ocorre pela presença de ar entre as alças no caso de perfuração 
intestinal 
▪ 
▪ 
o Retropneumoperitônio: ar no espaço retroperitoneal  pode destacar bem os rins 
e o psoas 
o Sinal da chave inglesa: ocorre na invaginação intestinal (geralmente 
ileocecocólica) 
o Escoliose antálgica: a concavidade ocorre para o lado comprometido (ex. 
apendicite) 
▪ 
o Apagamento das lojas renais: por comprometimento do retroperitônio 
o Distensão de alças intestinais: quando ocorre no jejuno, tem-se o aspecto de 
empilhamento de moedas 
• ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO 
o Pode ser dividido em funcional e mecânico 
o Obstrução funcional: 
▪ Íleo Funcional (íleo paralítico/adinâmico): 
• Caracteriza-se por distensão abdominal, ausência de eliminação de 
gases e fezes, náuseas e vômitos, sem que haja obstrução 
mecânica do intestino 
• O distúrbio encontra-se na peristalse 
• Ocorre com mais frequência no período pós-cirúrgico (24 – 48h 
após) 
• Também pode ocorrer em distúrbios hidro-eltrolíticos 
• Rx: dilatação de alças intestinais (tanto do intestino grosso quanto 
do delgado) 
Muita alça distendida
• 
o Obstrução mecânica: 
▪ Acontece quando existe um obstáculo físico à passagem do bolo alimentar 
▪ Se ocorrer comprometimento vascular (obstrução estrangulada) o quadro 
evolui para isquemia e necrose 
▪ Obstruções em alça fechada: 
• São aquelas nas quais a alça encontra-se ocluída em um ponto distal 
e outro proximal (ex. obstrução de intestino grosso com valva 
ileocecal competente e volvo) 
• Ocorre maior dilatação da alça, uma vez que o líquido e o ar 
acumulam-se progressivamente e ficam aprisionados sem a 
possibilidade de refluir para segmentos proximais 
• Evoluem mais rapidamente para o estrangulamento 
▪ Na dilatação, as haustrações do intestino grosso distinguem-se das valvas 
coniventes do delgado por serem mais espessas e mais espaçadas entre si do 
que estas 
▪ Quando ocorre obstrução no delgado, é incomum que a alça tenha >5cm de 
diâmetro; quando no grosso, é incomum que seu calibre seja <5cm! 
▪ Obstrução do intestino delgado: 
• Representa 60% a 80% das obstruções 
• Causas mais comuns: 
o Bridas/adesões (~60%): principal causa; geralmente 
decorrente de procedimento cirúrgica e fibrose 
o Hérnias (mais comuns = inguinais) 
o Íleo biliar: é muito raro!  cálculo preso na válvula íleo-
cecal aós fístula entre vesícula biliar e duodeno por infecção 
o Invaginação 
o Bolo de áscaris 
o Tumor maligno 
• Quadro clínico: 
o Dor abdominal em cólica na região medial do abdome 
o Borborigmo audível 
o Vômitos (mais precoces nas obstruções mais altas) 
Peristaltismo aumentado
o Constipação e não-eliminação de gases na obstrução 
completa 
• Rx: 
o Distenção de alças 
o Níveis líquidos: ocorrem em diferentes alturas e com 
localização mais central, sendo observados na incidência em 
AP ortostática 
o Sinal do empilhamento de moedas: ocorre em função do 
espessamento das pregas coniventes por edema 
▪ 
▪ Obstrução do intestino grosso: 
• O adenocarcinoma é a principal causa de obstrução cólica 
• Outras causas: diverticulite, volvo, invaginação e fecaloma, 
hérnias 
• Divide-se a obstrução do intestino grosso em função do 
comportamento da valva ileocecal  quando se encontra 
competente, não ocorre retorno de conteúdo intestinal ou gás para o 
delgado  obstrução de alça fechada  maior risco de 
estrangulamento e consequente perfuração e/ou isquemia 
• A dilatação do intestino delgado após obstrução do intestino grosso 
vai depender da competência da válvula ileocecal! 
• Adenocarcinoma: 
o É mais frequente no segmento descendente 
o O quadro clínico caracteriza-se por dor abdominal, altearção 
do hábito intestinal e sangramento retal, podendo levar à 
anemia ferropriva, hiporexia e perda de peso 
o A distensão do abdome e a parada da eliminação de gases e 
fezes surgem de acordo com o grau de redução da luz 
intestinal 
Descendente, sigmoide e reto é o local mais comum de obstrução por tumor
Íleo Paralítico X Abdome Agudo Obstrutivo 
 Ar âmpola 
retal/sigmoide 
Ar intestino 
delgado 
Ar intestino grosso 
 
Íleo Funcional 
 
 
SIM 
 
Múltiplas alças 
distendidas 
 
 
Dilatadas 
 
Obstrução do 
delgado 
 
 
NÃO 
 
Múltiplas alças 
distendidas 
 
Sem dilatação 
 
Obstrução do 
grosso 
 
 
NÃO 
 
Sem distenção, ao 
menos se válvula = 
incompetente 
 
 
dilatadas 
 
• ABDOME AGUDO PERFURATIVO (PNEUMOPERITÔNIO): 
o É a presença de ar intraperitoneal por ruptura de víscera oca 
o Dentro suas causas podem-se destacar o pós-operatório (até 5 a 7 dias após cirurgia 
 particularmente pós cirurgia laparoscópica [ex. retirada de cálculos biliares]) e 
todos os processos que levam à perfufação de alça intestinal, como a úlcera 
péptica, a doença de Chron, a diverticulite, e carcinoma perfurado 
o Pode haver extravasamento de secreções do TGI para a cavidade peritoneal, 
levando à peritonite 
o 
• ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO 
o APENDICITE 
▪ Ocorre por obstrução do lúmen do apêndice (dentre as causas, hiperplasia 
de folículos, fecalito, áscaris, restos vegetais,etc.)  acúmulo de muco + 
estase  proliferação bacteriana com secreção de toxinas  ulcera a 
mucosa + permite penetração de bactérias nas camadas musculares  
inflamação 
▪ Com o aumento da pressão intraluminal e a distensão do apêndice há 
comprometimento do retorno venoso e do suprimento arterial, ocorrendo 
isquemia, que poderá gerar necrose e perfuração 
▪ Quadro clínico: 
• Dor abdominal que se inicia de forma generalizada, torna-se 
periumbilical e, por fim, localiza-se na fossa ilíaca direita 
• Há também anorexia, náuseas e vômitos 
• A ausculta abdominal revela sons diminuídos 
• A febre, que geralmente é moderada, pode elevar-se com a rotura do 
órgão 
• Obs: pergunta-chave = “está com fome?”  diminuição da fome é 
sinal de apendicite, pois o peristaltismo = diminuído!  se forçar 
comer  vômitos 
▪ Imagem: 
• Rx: apesar de não ser o padrão ouro e método de maior 
especificidade, continua sendo muito utilizada na avaliação inicial 
o Melhor indício diagnóstico = apendicolito na fossa ilíaca 
direita (presente em 5 a 10% dos casos) 
▪ 
o Alça sentinela: alça distendida e fixa na proximidade do 
processo inflamatório 
o Apagamento da borda do psoas direito 
o Escóliose antálgica lombar de convexidade esquerda 
o Níveis líquidos na fossa ilíaca direita 
• US: tem grande sensibilidade e especificidade; padrão ouro para 
gestantes 
o Diagnóstico feito ao identificar imagem tubular de fundo 
cego, sem peristaltismo, com o diâmetro transverso 
>6mm 
o O apendicolito, quando presente, mostra-se como um cálculo 
com sombra acústica 
o Complicações como abscessos e coleções podem também ser 
identificadas, assim como outras morbidades que fazem 
parte do diagnóstico diferencial 
o 
• TC com contraste: padrão ouro em adultos; método de maior 
acurácia, entretando, de custo elevado, utiliza radiação ionizante e 
contraste iodado 
o É de grande importância para concluir o diagnóstico nos 
casos em que a US apresenta limitações 
o Vale ressaltar que a apendicite aguda é uma entidade de 
alta prevalência em crianças e mulheres grávidas e, 
portanto, os riscos inerentes da exposição à radiação 
devem ser considerados 
o Sinais: 
▪ Diâmetro apendicular >7mm 
▪ Espessamento da parede apendicular 
▪ Infiltração da gordura periapendicular 
▪ Coleções adjacentes ao apêndice 
▪ apendicolito 
o COLECISTITE 
▪ É a inflamação da vesícula que se segue à impactação permanente de um 
cálculo no ducto cístico desencadeando uma série de eventos 
fisiopatológicos que irão culminar com inflamação química do órgão 
▪ Obs: em 5% dos casos de colecistite aguda pode se dar na ausência de 
cálculos (ex. isquemia da artéria cística, cirurgias, traumatismos, etc.) 
▪ Quadro clínico: 
• Clínico clássico da colelitíase: dor tipo cólica geralmente 
desencadeada por alimentação; intolerância a leite e derivados 
• A maioria dos pacientes com colelitíase é assintomática, entretanto, 
15% apresentam sintomas como náuseas, vômitos, sudorese, 
plenitude pós-prandial e dor no hipocôndrio direito 
• A obstrução transitória do ducto cístico por cálculo provoca dor que 
é devida a espasmos do cístico na tentativa de expulsão do cálculo 
• Dor biliar: em fisgada, contínua, localizada no epigástrio ou 
hipocôndrio direito, podendo ou não se irradiar para a escápula ou o 
ombro, chegando a durar ~6 horas 
• Dos 15% de pacientes sintomáticos, apenas 15% apresentarão 
complicações como colecistite aguda e coledocolitíase, ambos os 
eventos decorrendo da impactação de cálculos no ducto cístico e no 
colédoco, respectivamente 
▪ Imagem: 
• Rx: somente detecta 15-20% dos casos de colelitíase, já que só essa 
porcentagem são calcificados  os cálculos biliares são compostos 
de colesterol, e assim são radiotransparentes! 
o Pode ter pequeno derram pleural, elevação do diafragma e 
atelectasias laminares 
o Também pode ter dilatação de alças em função do processo 
inflamatório (íleo regional) 
o 
• US: é o exame de escolha para detecção de litíase!  precisão 
diagnóstica de 96% 
o Deve ser realizada após 6 horas de jejum para que a vesícula 
esteja distendida com bile, possibilitando análise adequada 
o Sinais: 
▪ Aumento significativo do diâmetro transverso do 
fundo da vesícula 
▪ Colelitíase  imagens hiperecóicas (brancas) com 
sombra acústica posterior e móveis 
▪ Lama biliar (não específica a colelitíase; comum após 
cirurgia bariátrica) 
▪ Espessamento da parede da vesícula >3mm 
▪ Sinal de Murphy ultra-sonográfico 
▪ Eventual demonstração de abscesso pericolecístico 
ou subfrênico à direita 
▪ 
o DIVERTICULITE 
▪ diverticulose adquirida: 
• doença de prevalência maior em indivíduos idosos, consiste na 
herniação da mucosa intestinal através da parede muscular em 
locais de menor resistência, formando pequenas saculações que 
recebem a denominação de divertículos 
• fisiopatologia: aumento da pressão intraluminal (ex. dieta pobre em 
fibras) e/ou fraqueza da camada muscular por deficiência de fibras 
colágenas 
• maior acometimento no sigmoide 
• doença diverticular do cólon: presença de divertículos somada ao 
espessamento da parede intestinal 
o mais comum em mulheres e crianças 
• é na maioria das vezes assintomática 
• complicação mais comum = diverticulite (30%) 
▪ Quadro clínico: 
• A maioria dos indivíduos permanece assintomática, entretanto ~15% 
podem apresentar hemorragia 
Alça enfraquecida + aumento da pressão intraluminal
• 10 a 25% dos pacientes com divertículos poderão sofrer perfuração 
do divertículo gerando um processo inflamatório pericólico = 
diverticulite  ocorre por obstrução do colo dos divertículos 
• Hematoquezia  sinal importante!  32% dos pacientes com 
hematoquezia apresentam diverticulite! 
▪ Imagem: 
• Rx: capaz de identificar pneumoperitônio ou coleção gasosa pélvica 
extraluminal quando há perfuração 
• TC com contraste: padrão ouro para diverticulite (não pode utilizar 
a colonoscopia, pois aumenta o risco de ruptura) 
o Espessamento da parede cólica >4mm 
o Presença de divertículos 
o Líquido livre abdominal 
o Pneumoperitônio 
o Fístulas 
o Extravasamento do meio de contraste 
o Abscesso 
• Obs: padrão ouro para detecção de doença diverticular dos cólons = 
colonoscopia! 
o PANCREATITE 
▪ É condição inflamatória causada por ativação intracelular e extravasamento 
inapropriado de enzimas proteolíticas que provocam destruição do 
parênquima pancreático e dos tecidos peripancreáticos 
• Fatores etiológicos mais comuns: litíase biliar e alcoolismo (80% 
dos casos em adultos) 
• Outras causas: hipertrigliceridemia, hipercalcemia, drogas, 
doenças autoimunes, parasitoses 
• Maioria dos casos = forma leve e autolimitada; 20%-30% dos casos 
= formas graves com morbimortalidade significativa 
▪ 2 apresentações: 
• forma edematosa (pancreatite aguda leve), sem áreas extensas de 
necrose e sem complicações locais ou sistêmicas  80-90% dos 
casos 
• forma grave (pancreatite necrosante), associada a necrose, 
formação de pseudocistos e abscesso, podendo haver acometimento 
multissistêmico com envolvimento de órgãos a distância, choque e 
morte 
▪ Quadro clínico: 
• Dor abdominal aguda localizada no andar superior do abdome 
com distribuição em barra e irradiação para o dorso 
• A dor torna-se mais intensa com o paciente em decúbito dorsal 
e pode ser atenuada na posição genupeitoral ou na posição fetal 
• Abdome distendido (devido ao íleo paralítico que ocorre em função 
da inflamação intra-abdominal) e doloroso 
• A dor quase sempre é acompanhada de náuseas e vômitos 
incoercíveis 
• Podem estar presentes icterícia, febre, desidratação, hipotensão e 
taquicardia, em alguns casos evoluindo para choque e coma 
▪ Diagnóstico: 
• 2 de 3 dos critérios seguintes: 
o Dor abdominal fortemente sugestiva de PA 
o Elevação dos níveis séricos de amilase em pelo menos 3x o 
valor normal 
o Achados característicos nos exames de imagem▪ Definição de gravidade e tratamento: 
• A gravidade da PA está diretamente relacionada à instituição da 
conduta terapêutica: 
o PA leve  tratamento conservador 
o Pancreatite necrosante  disfunção orgânica  necessita 
tratamento intensivo 
• 1ª fase da PA: avaliação da gravidade é definida por critérios 
clinicolaboratoriais 
• 2ª fase da PA: necessidade de tratamento é baseada na evolução 
clínica e o tipo de tratamento é definido pelas alterações 
morfológicas identificadas nos exames de imagem 
o Utilização dos critérios de tomografia computarizada 
(TC) contrastada para definição da conduta terapêutica 
na 2ª fase da doença  alterações morfológicas guiam o 
tratamento 
• TC com contraste = padrão ouro na avaliação por imagem da PA 
 mais eficaz, mais rápido e mais disponível 
▪ TC: 
• Deve ser realizada em 48-72h após início do quadro clínico, já que 
a necrose geralmente se estabelece em 24-48h 
• Avaliação por imagem é dispensada em casos leves com 
apresentação clínica clássica 
• PA intersticial edematosa: aumento pancreático difuso ou 
localizado, com perda do padrão glandular habitual; tecidos 
peripancreáticos/retroperitoneais com alterações inflamatórias 
discretas 
o Responde por 80% dos casos de PA 
 
• PA necrosante: 
o Necrose parenquimatosa: necrose do parênquima 
pancreático usualmente concomitante com necrose dos 
tecidos peripancreáticos 
o Estatonecrose: necrose restrita aos tecido peripancreáticos 
 
o Caracteriza-se por curso prolongado, com alta incidência de 
complicações locais e alta taxa de mortalidade 
o Na evolução de uma PA é mais comum observar-se necrose 
gordurosa peripancreática do que necrose do parênquima 
pancreático; ademais, a necrose gordurosa peripancreática 
representa uma condição de menor morbidade do que a 
necrose parenquimatosa 
• Infecção bacteriana secundária: ocorre em 40-70% dos pacientes 
com PA necrosante = principal fator de risco de mortalidade 
o Presença de infecção presumida na TC pela presença de gás 
extraluminal nas áreas acometidas pela necrose infectada 
o 
o Síndrome da desconexão ductal: 
▪ necrose parenquimatosa provoca a descontinuidade do ducto pancreático 
principal  drenagem prejudicada  contínua produção de suco 
pancreático  acaba por se aculmular ou por fistula 
 
• Complicações locais da PA: 
o Acúmulos líquidos agudos peripancreáticos 
o Pseudocisto (10 a 20% dos pacientes) 
o Alterações pós-necróticas pancreáticas e 
peripancreáticas (aparência sólida para aspecto liquefeito) 
o Necrose pancreática delimitada: consiste em uma área 
circunscrita contendo líquido e restos pancreátivos 
necróticos que substitui parte do parênquima pancreático e 
surge a partir de uma área de necrose 
 
OUTRAS DOENÇAS DOS INTESTINO DELGADO E GROSSO 
• DOENÇA DE CROHN: 
o É uma doença inflamatória granulomatosa crônica do TGI, evoluindo com períodos 
de remissão e recidiva, podendo afetar qualquer segmento, desde a boca até o ânus 
o Pode acometer qualquer região do TGI, entretando, o íleo terminal e o cólon 
ascendente são os segmentos mais comprometidos com acometimento 
tipicamente descontínuo 
o a sua causa não é conhecida, no entanto vários fatores podem estar envolvidos: 
infecções, anomalias no sistema imunológico, alterações genéticas, dieta e fatores 
psicogênicos 
o ambos sexos são igualmente afetados e o pico de envolvimento pela doença ocorre 
entre 15 e 25 anos 
o sintomas clássicos: dor abdominal, diarreia crônica e perda de peso 
o complicações: sangramento, obstrução, estenoses, abscessos e formação de fístula 
o Imagem: 
▪ As alterações transmurais acometem a parede da alça intestinal em toda a 
sua espessura, incluindo a mucosa 
▪ Há formação de fístulas, espessamento da parede intestinal e áreas de 
estenoses (sinal da corda) 
▪ A parede espessada afasta as alças intestinais 
▪ Aspecto de pedras de calçamento: mucosa comprometida intercalada com 
áreas preservadas 
▪ TC e RM são os exames mais indicados para investigar suspeita de doença 
de Crohn, porém no Brasil o exame de “transito intestinal” utilizando 
contraste oral é o mais utilizado 
▪ 
Os granulomas são não caseosos
▪ 
• RETOCOLITE ULCERATIVA: 
o Faz parte do grupo das doenças inflamatórias intestinais idiopáticas juntamente com 
a doença de Crohn 
o É uma moléstia crônica e difusa que acomete nos estágios iniciais o reto, com 
posterior extensão proximal, até envolver parte ou todo o cólon 
o Está ligada a fatores genéticos, ambientais, neurais, hormonais, infecciosos, 
imunológicos e psicológicos 
o É mais comum em caucasianos, judeus e em pacientes com parentes acometidos 
pela doença 
o 2 picos de incidência: 15 – 25 anos (mais comum); 55 -65 anos 
o Achados clínicos: 
▪ Manifesta-se com diarreia crônica, dor abdominal, sangramento retal, 
perda ponderal e tenesmo 
▪ Mais frequentemente tem curso indolente com surtos intermitentes, porém 
pode ter curso agudo e fulminante em ~15% dos casos 
o Imagem: 
▪ Ocorrem áreas de mucosa normal entre as áreas acometidas por úlceras 
▪ Pseudopólipos: são ilhas de regeneração da mucosa circundadas por áreas 
ulceradas 
▪ As ulcerações formam-se imagem de “papel rasgado” 
▪ Cano de chumbo: perda das haustrações e espessamento da musculatura 
lisa 
▪ Os diversos métodos radiológicos permitem observar as alterações 
provocadas pela RCU 
▪ O enema opaco e a colonoscopia são melhores para demonstrar as 
alterações superficiais mucosas, que não são aparentes na TC 
▪ O TC é importante para avaliar as demais camadas do cólon, a presença de 
sinais inflamatórios agudos e as alterações inflamatórios pericolônicas 
Intestino grosso: haustracoes
Intestino delgado: pregas
▪ 
o MEGACÓLON TÓXICO: 
▪ Associado a quadros inflamatórios (principalmente a retocolite ulcerativa; 
pode também ocorrer na doença de Crohn), em que se destacam a distensão 
com perda das haustrações e a espessura da parede no limite normal 
(<3mm), com formação de níveis hidroaéreos e ilhotas de mucosa ou 
pseudopólipos 
▪ 
 
 
 
 
 
• ADENOCARCINOMA COLÔNICO: 
o É o tumor maligno mais frequente no cólon e compromete preferencialmente o 
retossigmoide 
o Principais sinais e sintomas: alteração do hábito intestinal, diarreia ou 
constipação, enterorragia, dor abdominal e, eventualmente, massa retal tocável 
o O diagnóstico geralmente é feito por meio da colonoscopia com biópsia 
o O enema opaco com duplo contraste pode demonstrar a clássica imagem de maçã 
mordida/anel de guardanapo, resultante da falha de enchimento irregular, 
concêntrica e estenosante causada pelo tumor 
▪ 
o TC: útil no planejamento cirúrgico, pois é capaz de demonstrar a extensão regional 
do tumor, linfonodomegalias e metástases a distância 
o Tipicamente apresenta-se como lesão expansiva com atenuação de parte moles, que 
determina estreitamento luminal 
o Principais complicações: obstrução, perfuração e formação de fístulas 
o Metástases: fígado  pulmões  suprarrenais  ossos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ULTRASSOM NO TRAUMA – ULTRASSOM FAST 
• US FAST: permite detectar rapidamente líquido livre abdominal, pleural e pericárdico em 
paciente com trauma e outras características sugestivas de lesão em um ou mais órgãos 
• ~25% dos pacientes que sofreram grandes traumas penetrantes ou contusos sofreram lesões 
abdominais 
• A cada 3 minutos de atraso para tratamento definitivo aumenta-se 1% a 
probabilidade de morte do paciente  por isso o US FAST é viável  diminui a 
probabilidade de morte do paciente! 
• US  é de grande vantagem, pois é barato e de grande disponibilidade 
• A US abdominal é importante na avaliação de lesão de órgãos sólidos e quando realizada 
com qualidade e em pacientes estáveis, evita-se a necessidade de outros exames de imagem, 
o que deve ser levado em conta principalmente em crianças e gestantes 
• O objetivo principal da US no trauma grave é detectar qualquer acúmulo de fluido livreintraabdominal, e outras características sugestivas de lesão em um ou mais órgãos 
• Principais locais de acúmulo de fluido livre: saco de Morisson, saco de Douglas, fossa 
esplenorrenal 
o 
• Fígado: 
o Tem padrão de ecogenicidade variado  difícil interpretação para iniciantes 
o Lesões subparenquimatosas demoram muito para serem visualizadas 
o Alterações do parênquima hepático causadas por esteatose, nódulos regenerativos 
ou mudanças focais na distribuição de gorduras podem complicar na detecção das 
lesões 
o 
▪ Imagem: área de ligeira hiperecogenicidade no lobo esquerdo do fígado 
(seta), um achado sugestivo de laceração 
Saco de Morison = recesso hepatorrenal
Recesso esplenorrenal 
Saco de Douglas = espaço retrovesical
Imagens hipo ou hiperecoicas
• Baço: 
o Em traumas não penetrantes, o baço é o principal órgão lesado  30% dos 
traumas contusos do abdome causam lesão esplênica 
o Alterações típicas em pacientes com trauma grave: hematoma subcapsular e 
laceração do tecido esplênico 
o 
▪ Na imagem mulher de 68 anos que pulou de um telhado. As vistas 
longitudinal (direita) e transversal (esquerda) do quadrante superior 
esquerdo mostram hiperecogenicidade parenquimatosa (ponta de seta). No 
plano transversal, o bordo esplênico caudal é irregular no contorno (seta) 
• Rim: 
o Lesões renais são menos comuns do que as lesões hepáticas e esplênicas 
o Rim direito é de fácil visualização enquando o rim esquerdo tem visão dificultada 
pelas costelas e intestino 
o Sistema coletor e ureteres são de difícil visualização 
• Pâncreas: 
o Lesões pancreáticas não são comuns no trauma abdominal menor que 2%  
entretanto, é crucial que o diagnóstico seja rápido porque o grau de 
morbimortalidade é alto 
• Intestinos: 
o As características que podem ser encontradas são espessamento da parede 
intestinal, pneumoperitônio e presença de líquidos livres 
• Coração e pericárdio: 
o As lesões mais comuns nessas regiões são traumas penetrantes 
o Em casos de hemopericárdio com evolução para tamponamento cardíaco, alguns 
pacientes podem estar aparentemente estáveis, porém podem evoluir rapidamente 
ao óbito  nessas situações o FAST será eficaz para identificar a presença de 
sangue no pericárdio 
Ecogenicidade variada
Por isso se usa TC para uretrolitiase
Órgão de difícil visualização no US
Lesão intestinal mais encontrada na TC
Boa sensibilidade do fast para detecção de lesões cardíacas e visão pericárdica
o 
▪ Imagem: grande derrame pericárdico (seta) com compressão quase total do 
ventrículo direito (setas) 
• US FAST pode ser utilizado para controle da intubação endotraqueal 
o Possibilidade de detecção de intubação esofágica: 
▪ diretamente, com descrição do tubo na luz esofágica; 
▪ indiretamente, com a ausência de sinais específicos do US que deve aparecer 
na traquéia entubada 
o O tubo endotraqueal é mal orientado para brônquio principal em 5% a 10% das 
intubações realizadas em serviços de urgência hospitalar 
• Limitações do US FAST: 
o Outras manobras e procedimentos; 
o Pacientes não colaborativos; 
o RCP; 
o Roupas, corpos estranhos e sujeira; 
o Equipamentos obsoletos e luz inadequada; 
o Operador dependente; 
• Obs: Projeções rotinas da US FAST (PROVA!) 
o 
 
LESÕES HEPÁTICAS 
• 3 lesões benignas mais importantes: 
o Hemangioma (a mais comum) 
o Adenoma hepático 
o Hiperplasia nodular focal 
• HEMANGIOMA 
o É a lesão sólida benigna mais comum do fígado, podendo estar associada, quando 
múltipla, com a hiperplasia nodular focal em ~20% dos casos 
o É composto de emaranhado de canais vasculares; morfologicamente apresenta-se 
como lesão bem definida, de limites preciosos, bordas arredondadas ou lobuladas 
o Maioria localizado no lobo direto e são solitários (~90%) 
o Geralmente são lesões assintomáticas (“incidentaloma”) com prevalência geral na 
população de 0,4% a 20%  o hemangioma volumoso pode estar relacionado a 
alterações clínicas, como dor por distensão da cápsula hepática, discrasias 
sanguíneas por consumo e distúrbios inflamatórios 
o Predomínio no sexo feminino (60% a 80%) 
o A apresentação ocorre geralmente entre a 4ª e 5ª décadas de vida 
o O crescimento do hemangioma ao longo do tempo é extremamente raro! 
o Geralmente US é suficiente para diagnosticar, porém em casos atípicos (ex. 
grandes), pode realizar TC para complementar a US 
o US: 
▪ Apresenta-se como um nódulo hiperecogênico, homogêneo, bem definido, 
periférico e frequentemente menor do que 4cm 
▪ 
o TC: 
▪ Como pedir: TC de abdome total com contraste venosa 
▪ A lesão é geralmente hipodensa e, na maioria das vezes, homogênea na fase 
sem contraste com configuração nodular ou ovalar 
▪ Calcificações não são frequentes, mas eventualmente são encontradas em 
hemangiomas grandes ou gigantes 
▪ Padrão de impregnação pelo meio de contraste venoso: realce periférico, 
descontínuo, de evolução centrípeta com enchimento de toda a lesão pelo 
contraste nas fases mais tardias 
• Nas fases mais tardias há retenção do meio de contraste na lesão, 
configurando uma lavagem lenta do meio de contraste (realce na 
fase mais tardia!) 
• 
• ADENOMA HEPÁTICO 
o é um tumor benigno dos hepatócitos ocorrendo quase exclusivamente em mulheres 
na idade fértil  associado ao uso de anticoncepcionais orais  o tamanho das 
lesões e a frequência de complicações = proporcional a dose e ao tempo de 
exposição ao medicamento 
o ocorre a regressão da lesão com a retirada do medicação 
o pode apresentar complicações hemorrágica e raramente transformação maligna  
transformação maligna deve ser suspeitada quando há crescimento significativo e 
principalmente quando se identifica associação com elevação da alfafeto-proteína 
o o adenoma, junto com o carcinoma hepatocelular, é uma das duas principais causas 
de sangramento hepático não relacionadas a trauma, anticoagulação ou secundárias 
a doença de base do fígado 
o é geralmente solitária (~80%) e assintomático 
o US: 
▪ O adenoma pequeno e não complicado apresenta-se como formação 
expansiva sólida, bem definida, homogênea e, geralmente hipoecoica 
▪ 
o TC: 
▪ Geralmente apresenta-se como lesão bem demarcada (85%) e não lobulada 
(95%) 
▪ Realce nas fases mais precoces  após a administração de contraste 
iodado, o adenoma tem impregnação intensa em fase precoce, sendo 
homogênea em lesões menores e heterogênea em adenomas maiores e com 
degeneração 
▪ 
• HIPERPLASIA NODULAR FOCAL (HNF) 
o É o 2º tumor benigno mais comum do fígado, depois do hemangioma 
o A frequ&encia é maior em pacientes do sexo feminino (8:1), sendo diagnosticada 
geralmente em pacientes jovens (3ª a 5ª décadas)  anticoncepcionais não induzem 
acontecimento 
o É frequentemente solitária, sendo múltipla em ~20% dos casos 
o Não há potencial maligno 
o Muitas vezes tem cicatriz central  aspecto de “fatia de laranja” 
o US: 
▪ Apresenta-se como formação expansiva homogênea e com ecogenicidade 
próxima à do parênquima hepático circunjacente 
▪ A cicatriz central é pouco frequentemente identificada na US (~20% dos 
casos) e é geralmente hipoecoica 
▪ 
o TC: 
▪ Tem diâmetro de até 5cm em 85% dos casos 
▪ A sua superfície é lisa em 88% e lobulada em 12% 
▪ A sua localização é preferencialmente subcapsular em >80% das vezes 
▪ No estudo sem contraste, apresenta densidade muito próxima ao restante do 
fígado, sendo na maioria das vezes discretamente hipodensa 
▪ A região da cicatriz central demonstra densidade inferior ao restante da lesão 
e é mais bem apreciada na HNF >5cm 
▪ Também apresenta realce na fases mais precoces  a cicatriz central 
associada ao padrão de realce do restante da lesão permite o diagnóstico da 
HNF  não há realce da cicatriz central em fase precoce, e identificam-se 
septos radiados do interior da cicatriz em relação a sua periferia  na fase 
tardia a cicatriz demonstra realce pelo meio de contraste, enquanto que a 
lesão torna-seisodensa ao restante do fígado 
▪ 
• CARCINOMA HEPATOCELUAR 
o É a 6ª neoplasia maligna mais comum (6% de todos os cânceres) e é o principal 
causa de malignidade primária do fígado 
o Principal fator de risco: hepatite viral (vírus B e C); ourtos fatores = consumo 
abusivo de álcool, hemocromatose, uso excessivo de andrógenos, anticoncepcionais 
orais, etc. 
o A apresentação clínica do CHC geralmente é mascarada pela presença de cirrose ou 
hepatite crônica 
o Sintomas mais comuns: dor abdominal, mal-estar, fadiga e perda de peso; 
manifestações paraneoplásicas eventualmente estão presentes, como hipercalcemia, 
hiperglicemia e policitemia 
o Locais mais comuns de doença metastática: pulmão e osso 
o O achado laboratorial que melhor orienta o diagnóstico do CHC é o nível sérico da 
alfafetoproteína com especificidade de 90%, quando os valores >400 ng/mL, porém 
com sensibilidade baixa 
o 3 formas de apresentação: lesão focal (mais comum); múltiplos nódulos; doença 
infiltrativa difusa 
o Tem propensão para invasão vascular e biliar  a invasão vascular é vista tanto em 
vasos venosos quanto portais, estando presente em ~50% das lesões grandes, 
avançadas e infiltrativas 
o US: 
▪ É utilizada como método de triagem e controle evolutivo em pacientes com 
risco de desenvolver CHC 
▪ Geralmente, a US em associação com a dosagem da alfafetoproteína é 
recomendada como rastreamento de 6/6 meses 
▪ O aspecto ultrassonográfico é inespecífico, com ecogenicidade variável  
pode ser observado como nódulo hipoecoico, hiperecoico ou misto 
▪ O CHC difuso tem aspecto permeativo, com bordas e limites mal definidos 
 geralmente, com o aumento tumoral ocorre rompimento da cápsula e 
infiltração para o parênquima hepático circunjacente 
▪ 
o TC: 
▪ Tem atuação importante no diagnóstico do CHC, na sua diferenciação com 
eventuais outros diagnósticos e no controle pós-tratamento 
▪ Massa heterogênea com contornos mal-definidos e com realce heterogêneo 
após uso de meio de contraste 
▪ A maioria das metástases apresentam hipovascularização 
▪ 
• Recomendações (American College of Radiology): 
o 1. Lesão típica benigna + ausência de história maligna  não requer 
acompanhamento! 
o 2. Lesão típica benigna + história de doença maligna  não requer 
acompanhamento! 
▪ Se tiver dúvida: follow-up com US ou biópsia 
o 3. Lesão atípica  RM para confirmar + biópsia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LITÍASE URINÁRIA 
• Estima-se que ~14% dos homens e 6% das mulheres desenvolverão cálculos urinários ao 
longo da vida, sendo múltiplos em muitos casos, com taxa de recorrência de 50% em 5 a 
10 anos e de 75% em 20 anos 
• A maioria dos cálculos é composta por cálcio (70 a 80%), sendo os de oxalato de cálcio os 
mais frequentes 
• Cálculos de estruvita representam 5 a 15% dos casos e são compostos por fosfato de amônio 
e magnésio, e os de ácido úrico representam cerca de 5% a 10% 
• Outros cálculos, compostos por cistina e xantina e os induzidos por drogas (ex. indinavir) 
correspondem a menos de 5% dos casos 
• 
• O aumento da excreção de cristais e a diminuição do volume urinário favorecem a formação 
e o crescimento dos cálculos  assim, o aumento do volume urinário pode reduzir a 
supersaturação da urina, sendo uma terapia geralmente efetiva para todoso os tipos de 
cálculos renais 
• Há forte associação entre cálculos coraliformes de estruvita e ITU causada por bactérias 
produtoras de uréase (proteus, klebsiella, pseudomonas e algumas espécies de 
staphylococcus) 
• Sintoma mais frequentes: dor lombar aguda, que melhora significativamente após a 
passagem do cálculo para a bexiga urinária 
o Cálculos impactados na junção ureteropiélica também podem causar dor nos 
flancos, e a sua migração para o ureter em geral determina irradiação da dor para os 
genitais 
o Os cálculos impactados na junção ureterovesical geralmente cursam com dor na 
região suprapúbica, muitas vezes também com irradiação para a virilha e os genitais 
o Outros sintomas frequentes: hematúria, náuseas e vômitos 
o Obs: cálculos nos rins não causam dor!  dor só aparece durante a migração dos 
cálculos para o ureter! 
• 3 locais de impactação: 
o Junção ureteropiélica (JUP) 
o Cruzamento dos vasos ilíacos 
o Junção ureterovesical (JUV) 
• Os cálculos coraliformes associados a infecção são geralmente assintomáticos, mas podem 
apresentar-se como infecção recorrente do trato urinário, hematúria macroscópica, dor 
abdominal inespecífica, febre e até sepse 
• Alguns trabalhos mostram que ~50% dos exames realizados na suspeita de urolitíase são 
negativos para esse diagnóstico 
• Rx: 
o A maioria dos cálculos urinários contém cálcio e, por esse motivo, espera-se que 
sejam visíveis à radiografia convencional. No entanto, a sensibilidade desse método 
no diagnóstico de nefrolitíase varia de 45 a 85% e pode ser explicada por diversos 
fatores, incluindo composição e tamanho do cálculo, presença de gás em alças 
intesti nais, calcificações extrarrenais e biótipo do paciente 
o O tamanho do cálculo é outro preditor de visibilidade, e 79% dos cálculos com mais 
de 5 mm são identificados em radiografias 
o 
o 
• US: 
o Indicado em casos de suspeita de cálculo renal, sem presença de dor (ex. hematúria, 
ITU recorrentes, etc.) 
o 
• TC: 
o A TC helicoidal sem contraste = padrão ouro na avaliação dos pacientes com 
suspeita de cálculos urinários, com sensibilidade de 95% a 98% e especificidade de 
96% a 100% 
o Indicado para casos de dor abdominal aguda 
o 
• Cintilografia Renal (DMSA): 
o Para avaliar a função renal 
CISTOS RENAIS 
• São dilatações renais que formama uma bolsa, podendo ou não conter líquido no seu 
interior 
• São frequentemente observados em rins normais 
• Mais frequentes em homens e em pessoas >50 anos de idade 
• Algumas causas: 
o Doença policística renal autossômica 
o Esclerose tuberosa 
o Síndrome de Von Hippel-Lindau 
• Classificação de Bosniak: 
o Criou classificação das lesões renais císticas baseada em exame de TC com 
contraste 
o Objetivo: determinar a conduta de acordo com a classificação (I a IV) 
o Problema: lesões complexas que não se enquadravam nem na categoria II nem na 
III 
o Solução: introdução de categoria II-F que representa lesões complexas não 
classificadas em II ou III 
• Categorias: 
o 
o I: cistos simples, sem septos ou vegetações, de paredes lisas e finas, sem realce após 
contraste 
o II: cistos com septos finos, parede minimamente espessa e calcificações parietais 
finais, sem realce após contraste ou cistos hiperdensos de até 3cm 
▪ 
Calcificações nodulares ou irregulares
Calcificação grosseira, septos irregulares e espessos com realçe após contraste 
Septos ou paredes contendo componentes sólidos bem definidos
Calcificações parietais finas sem realce apos contraste ou cistos hiperdensos < 3cm, septos finos
Sem septos, paredes finas, sem realce após contraste 
o III: cistos com septos irregulares, espessos, com calcificações grosseiras e realce 
após contraste 
▪ 
o IV: cistos com septos ou parede contendo componentes sólidos bem definidos com 
realce após contraste 
▪ 
o II-F: 
▪ Lesões mais complexas que não se enquadram na categoria II ou III 
▪ Múltiplos septos 
▪ Parece ou septo contém calcificações nodulares ou irregulares 
▪ Cistos hiperdensos >3cm ou somente com 25% de suas paredes visíveis 
(exofítico) 
▪ obs: embora esses achados não sejam suficientes para indicar exploração 
cirúrgica, embutiriam um risco maior se simplesmente ignoradas 
▪ 
▪ Meta-análise  inclusão da categoria II-F resultou em diminuição do 
número de explorações cirúrgicas para lesões benignas 
o 
• Conduta: 
o II-F: 
▪ Lesões de menor risco  seguimento com exames semestrais até 2 anos 
após diagnóstico 
▪ Lesões de maior risco  seguimento até 4 anos após diagnóstico 
▪ Considerar a utilização de outros métodos diagnósticos  US, TC e RMo III e IV: 
▪ Remoção cirúrgica 
o Lesões de maior suspeição: 1º ano  intervalos menores, de 3 a 4 meses, 
alternando US, TC e RM, passando para controle semestral somente se estáveis 
▪ 
• Métodos diagnósticos: 
o RM: 
▪ Aceita para classificação de Bosniak 
▪ Desempenho superior à TC: 
• Demonstra melhor os septos mais finos em lesões císticas 
(particularmente <2cm) 
• Identificação de septos internos de cistos hiperdensos e de conteúdo 
hemorrágico 
• Septos parecem maiores que na TC pelos artefatos usados nas 
imagens pela RM 
• Maior resolução e contraste pode levar a classificação de lesões 
benignas em II-F ou III 
▪ 
o US: 
▪ Não é aceito para a classificação de Bosniak 
▪ Pode ser mais eficiente na demonstração de septos internos do que TC e RM 
▪ Cistos simples/minimamente complexos pode ser acompanhados apenas por 
US 
▪ Define a natureza cística ou sólida da lesão 
▪ Excelente método para avaliação inicial de pacientes com lesões císticas 
renais 
▪ Indica com precisão os níveis de complexidade dessas lesões 
▪ 
o Novas perspectivas: 
▪ US com contraste intravenoso pode permitir a detecção de realce em 
lesões císticas complexas com acuidade superior à TC. 
• Limitações: Operador-dependente e alto custo. 
▪ Sequência de difusão por RM – permite avaliação indireta da celularidade 
neoplásica. 
• Nas lesões císticas complexas, o achado de restrição à difusão nos 
componentes sólidos foi descrito como de alto valor preditivo 
positivo para neoplasia 
▪ 
• Conclusão: 
o A classificação de Bosniak permitiu uma padronização de descrição e conduta das 
lesões císticas renais 
o Inicialmente descrita para a TC, tem sido usada também com a RM, com algumas 
vantagens 
o A adoção de uma categoria intermediária II-F criou condições de reduzir a 
abordagem cirúrgica de lesões benignas 
o A US, apesar de não utilizada para a classificação, segue sendo um excelente 
método para detecção e definição da complexidade das lesões císticas 
 
TRAUMA CRÂNIO-ENCEFÁLICA 
• Os exames radiográficos simples de crânio não são eficazes como método de triagem para 
TCE  a TC é o método de escolha no atendimento ao paciente vítima de TCE, quando 
comparada à RM  é mais rápida, tem menor custo e melhor acessibilidade física 
• Áreas mais radiopacas e brilhantes podem ser um sangramento agudo, calcificação 
(ossificações) ou material de contraste 
• 2 sinais secundários importantes: 
o Opacificação das células de ar mastoideas e dos seios esfenoidais  devido ao 
acúmulo de sangue (ex. preenchimento dos seios esfenoidais = sinal indicativo de 
lesão craniana basilar) 
• Hematoma subgaleal = manifestação mais frequente de lesão do escalpo 
• Fratura mais frequente = fraturas lineares sem luxação de calvária  não requer 
tratamento específico 
o As fraturas com afundamento estão associadas à contusão subjacente 
o Fratura do osso temporal  pode resultar em surdez, paralisia do nervo facial, 
vertigem, tonteira e nistagmo 
▪ Sinais no exame físico: hemotímpano, otorreia, equimose sobre processo 
mastoide (sinal de Battle) 
o Fraturas de base de crânio  muitas vezes não vistas em exames de imagem  
achados físicos como hemotímpano, otorreia, equimose periorbitária (sinal de 
guaxinim), equimose mastoidea (sinal de Battle), epistaxe, pupilas arreativas e 
anisocóricas e rebaixamento do nível de consciência 
• HEMATOMA EXTRADURAL (HED) 
o Resulta geralmente de uma lesão craniana frontal ou frontoparietal (85 a 90%)  
rompimento da a. meníngea média  sangramento predominantemente arterial 
o Característica típica = formato de lente biconvexa, sem ultrapassar as linhas de 
sutura 
o É unilateral em 95% dos casos 
o Intervalo de lucidez: 
▪ Ocorre em ~50% dos pacientes 
▪ Ocorre deteriorização neurológica tardia (perda de consciência tardia) 
depois de um intervalo de lucidez 
o mortalidade baixa  ~5% (pregas contem sangramento  menos efeito de massa) 
o 
o Achados tomográficos: 
▪ Massa hiperatenuante, em forma de lente biconvexa, geralmente sex 
ultrapassar as linhas de sutura e unilateral 
▪ Efeito expansivo de massa com apagamento dos sulcos e desvio da linha 
média 
▪ 
▪ Sinal de redemoinho: 
• HED com aspecto heterogêneo, com áreas de atenuação irregulares, 
formando um aspecto de redemoinho 
• Indica extravasamento ativo de sangue não coagulado 
• 
• HEMATOMA SUBDURAL (HSD) 
o São lesões tipicamente de origem venosa, resultados de uma laceração ou 
estiramento das veias corticais (veias em ponte) 
o 95% ocorrem no compartimento supra-tentorial 
o A taxa de mortalidade é alta (50 a 80%), maior que aquela do HED, possuindo 
mau prognóstico (mais silencioso + mais efeito de massa) 
o Está presente em ~30% dos TCEs graves e é um achado relativamente comum em 
traumas leves em pessoas idosas  devido à redução volumétrica cerebral  
aumento da força de estiramento das veias pontes 
o Na infância  shaken baby syndrome 
o 
o 
o TC: 
▪ Se estende por uma área grande uma vez que se abre para um espaço no qual 
não há linhas de adesão entre a meninge e as estruturas superficiais 
▪ Não cruza as inserções durais, como a foice do cérebro 
▪ Aspecto de crescente com atenuação elevada  morfologia côncavo-
convexa, com a face côncava voltada para a convexidade cortical 
▪ Evolução: Hiperatenuante (HSD aguda)  isoatenuante (HSD subaguda) 
 hipoatenuante (HSD crônica) 
▪ Sinais indiretos: 
• Apagamento dos sulcos 
• Deslocamento do córtex com deformação da substância branca 
• Desvio da linha média 
Ultrapassa foice e tentório
▪ 
▪ 
• HED x HSD: 
o 
Apagamento dos sulcos
• HEMORRAGIA SUBARACNÓIDE TRAUMÁTICA (HSAT) 
o É raramente volumoso suficiente para provocar efeito expansivo significativo 
o Consiste no extravasamento sanguíneo para o espaço subaracnóide devido à lesão 
vascular causada pela ruptura de pequenos vasos subaracnóideos ou pela 
expansão direta de uma hematoma para o espaço 
o Trauma = causa mais comum de hemorragia subaracnoide 
o A extensão da HSAT é diretamente proporcional ao volume de sangue extravasado, 
correlacionando-se com o prognóstico  quanto maior o HSAT, pior o 
prognóstico do paciente 
o Obs: Hemorragia subaracnoide espontânea (HSAE) 
▪ Principal causa = rompimento de aneurismas, comumente proveniente do 
polígono de Willis 
▪ É considerada mais grave do que HSAT, com taxa de mortalidade de 50% 
o HSA  pode ser causa de hipertensão intracraniana por conta do comprometimento 
da reabsorção do líquor nas granulações aracnóideas 
o 
o TC: 
▪ Aspecto no TC do HSAT e HSAE = idêntico 
▪ Áreas lineares hiperatenuantes no espaço subaracnóideo 
▪ Ocasionalmente, o único achado é o apagamento dos sulcos preenchidos por 
pequenos volumes de sangue 
▪ HSAT: se localiza nos sulcos da convexidade adjacentemente às contusões 
▪ HSAE: localiza-se mais comumente nas cisternas basais (placa 
quadrigeminal, ambiens, interpeduncular e basilar) 
▪ 
• HEMORRAGIA INTRAVENTRICULAR (HIV) 
o 3 mecanismos: 
▪ Rompimento dos vasos subependimários encontrados na superfície 
ventricular, causado por rotação do parênquima cerebral 
▪ Extensão direta de uma hemorragia intraparenquimatosa (HIP) para o 
sistema ventricular 
▪ Fluxo retrógrado de líquor contendo sangue proveniente de uma HSA 
o TC: 
▪ Semelhante àquela vista na HSA  presença de material hiperatenuante, só 
que encontrada no sistema ventricular 
▪ 
• LESÃO AXONAL DIFUSA (LAD) 
o Caracteriza-se pelo rompimento disseminado dos axônios dos neurônios causado 
por uma força de cisalhamento nas estruturas 
o Força de cisalhamento: 
▪ Diferença de densidade de regiões adjacentes + força de aceleração ou 
desaceleração  tecido de maior densidade estira as fibras axonais e 
pequenos vasos sanguíneos durante um processos de aceleração ou 
desaceleração 
o 2ª lesão mais comum no TCE fechado 
o Lesões frequentemente associadas: 
▪ Hemorragia de fórnix 
▪ Cavum dosepto pelúcido em fenda 
▪ Hemorragia intraventricular 
▪ Hemorragia encefálica focal múltipla 
▪ 
o Concussão cerebral = tipo de LAD (de 1º grau ou grau leve)  perda imediata da 
consciência de grau variável, consequente ao trauma 
o Tipicamente, se apresenta como um quadro de rebaixamento do nível sensorial 
imediatamente após o trauma, sem associação com distúrbio metabólico ou lesão 
expansível visível à TC que justifiquem o quadro 
o Local mais comum: na transição entre a substância branca e a cinzenta 
o Mortalidade = ~10% 
o TC: 
▪ pode estar normal, subestimando assim o grau da injúria 
▪ 20 a 50% dos casos  lesões hemorrágicas  pequenas hemorragias 
petequiais na junção da substância branca com a cinzenta 
▪ 
Globo palido + putamen = núcleo lentiforme
• CONTUSÃO CEREBRAL (CC) 
o São áreas de lesões intra-axiais cerebrais, de caráter focal, envolvendo 
primariamente a substância cinzenta superficial 
o Alcança ~40% dos casos de TCE 
o Ocorrem em locais de proeminências ósseas do crânio devido à presença de 
irregularidades anatômicas nos ossos dessas regiões 
o São comumente múltiplas e bilaterais 
o Regiões mais frequentes = lobo temporal e lobo frontal 
▪ 
o Caracterizam-se por lesões de golpe e contragolpe, nas quais é menos comum a 
perda de consciência, mas possui um melhor prognóstico em comparação com LAD 
o TC: 
▪ Pode ser normal 
▪ Mesmo se presentes, as lesões não hemorrágicas não são bem visualizadas 
▪ As lesões hemorrágicas, quando presentes, são observadas na forma de 
lesões multifocais hiperdensas em região de substância cinzenta 
superficial  podem estar circundadas por componente hipodenso 
secundário, indicando edema circundante 
▪ Padrão característico: áreas mistas de hiperdensidade e hipodensidade, 
formando o padrão “sal e pimenta” 
▪ Áreas de contusão prévias podem ser reconhecidas como focos de 
encefalomalácia nas regiões características do quadro 
▪ 
• EDEMA CEREBRAL 
o Pode ser focal ou difuso, sendo que este é uma das causas de tumefação cerebral 
difusa secundária ao TCE 
o Deve-se ao aumento do conteúdo líquido do tecido cerebral secundariamente à 
hipóxia tecidual do trauma severo  resulta em aumento da pressão intracraniana 
e possível herniação cerebral 
o Prognóstico ruim  mortalidade = >50% 
o TC: 
▪ Desaparecimento da diferenciação branco-cinzenta do cérebro  
hipodensidade cerebral 
▪ Compressão dos ventrículos e apagamento dos sulcos cerebrais 
▪ 
• ENCEFALOMALÁCIA 
o Consiste na perda do tecido nervoso com formação de gliose circundante 
o Indica lesão craniana antiga, podendo ser assintomática ou atuar como um foco 
epileptogênico potencial 
o TC: 
▪ Área de hipoatenuação (com densidade semelhante à do líquor) com perda 
de volume encefálico e frequentemente pode se observar uma comunicação 
do espaço subaracnoide com o sistema ventricular através dela 
▪ 
• ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE) 
o Caracteriza-se por início súbito de um déficit neurológico focal ou global que 
perdura por >24h 
o Divididos em hemorrágicos (25%) ou isquêmicos (75%), sendo q esses últimos 
podem se transformar em hemorrágicos devido à necrose e reperfusão do infarto 
o Dedendendo da localização, das características e do tipo de lesão, o AVE 
hemorrágico pode ser intraparenquimatoso (HIP) ou subaracnoide (HSA) 
o Representa a 3ª causa de morte no mundo 
o AVE ISQUÊMICO (AVEI) 
▪ O infarto cerebral é uma lesão permanente do tecido nervoso por diminuição 
da perfusão local ou generalizada do encéfalo  deve ocorrer por um 
período de tempo suficiente para causar necrose 
▪ Deve ser diferenciado do acidente isquêmico transitório (AIT)  os sinais 
e sintomas neurológicos causados pelo AIT são transitórios, durando <24h 
 é um “sinal de alerta”, indicando que um possível evento isquêmico possa 
ocorrer em breve  “o AIT é a angina cerebral” 
▪ 4 mecanismos fisiopatológicos: 
• Oclusão de grandes artérias (associado com oclusão de >50% da a. 
carótida, geralmente apresenta envolvimento cortical, do tronco 
encefálico ou do cerebelo) 
• Oclusão de pequenas artérias (infartos lacunares  decorrentes 
principalmente de crises hipertensivas ou associada à DM, não 
havendo envolvimento cortical) 
• Embolia cardíaca (ex. fibrilação atrial, valvulopatias, história de 
IAM) 
• Outras etiologias (ex. trombofilias, vasculopatias não 
ateroscleróticas) e AVEI de causa indeterminada 
▪ Zona central (core) x periférica (penumbra) 
• Core: encontra-se neurônios inviáveis 
• Penumbra: os neurônios ainda são viáveis por razão de fluxos 
colaterais que mantém as atividades basais deles 
o É região com alto risco de evolução para necrose caso não 
seja reestabelecido o fluxo sanguíneo pelo vaso trombosado 
(trombólise ou recanilização)  avaliação do exame de 
imagem = essencial durante a fase hiperaguda pela 
possibilidade de trombólise, sendo que a janela terapêutica 
para a realização do procedimento venoso periférico 
(trombólise venosa) é de 3h a partir do início dos sintomas 
(ictus) e da intra-arterial é de 6h a partir do ictus 
o TC é essencial para excluir-se acometimento 
hemorrágico (AVEH) primário ou por transformação 
hemorrágica 
▪ TC: mais utilizada por ser rápido, com boa acurácia diagnóstica e melhor 
acessibilidade  objetiva-se excluir lesões hemorrágicas ou vasculares de 
outros tipos, como malformações arteriovenosas 
 
• Fase aguda: 
o Frequentemente, não há alterações no exame nas primeiras 
2h do evento 
o Sinal da artéria hiperdensa: 
▪ Presente entre 35 a 50% dos casos (baixa 
sensibilidade e alta especificidade) 
▪ Aparece em torno de 2 a 6 horas, sendo Geraldo pelo 
sinal hiperatenuante causado pelo trombo dentro do 
vaso sanguíneo 
▪ 
o Sinal da fita insular: 
▪ Presente em 50 a 70% dos casos, aparecendo cerca 
de 3h após o ictus 
▪ Ocorre devido à perda da diferenciação branco-
cinzenta na ínsula, causada pelo edema citotóxico 
precocemente susceptível à isquemia, do córtex 
insular 
▪ 
o Sinal do núcleo lentiforme obscurecido: 
▪ Também ocorre 3h após o ictus, devendo-se à 
isquemia aguda e consequente edema citotóxico do 
núcleo lentiforme irrigado pelas artérias lentículo-
estridas 
▪ Leva a uma imagem hipoatenuante do núcleo 
lentiforme 
▪ 
o 
• Fase crônica: 
o Após 24h do evento isquêmico, observa-se o início de um 
quadro de perda tecidual, representada pela área de 
hipodensidade 
o 
o AVE HEMORRÁGICO (AVEH) 
▪ Ocorre quando um vaso sanguíneo (artéria ou veia) se rompe, permitindo 
que o sangue se espalhe pelo parênquima e espaço subaracnoide 
▪ 2 tipos: intraparenquimatoso (HIP) e subaracnoide (HSA) 
▪ HIP: 
• É responsável por 15% a 20% dos AVEs 
• Ocorre como resultado do sangramento direto para dentro do 
parênquima encefálico 
• Possui uma mortalidade elevada em comparação com o AVEI, mas 
possui menos sequelas neurológicas na recuperação, pois a 
hemorragia pode ser reabsorvida 
• Causas: 
o Hemorragia hipertensiva 
▪ Causa mais comum de HIP  ocorre tipicamente nos 
núcleos da base, sendo que o putâmen é o local mais 
comum (35-50%) 
▪ Putamen e cápsula externa juntos representam 2/3 
dos casos 
▪ O acometimento lacunar dos núcleos da base pode ser 
decorrente do rompimento de microaneurismas 
presentes na doença hipertensiva, denomidasa 
aneurismas de Charcot-Bouchard 
▪ 
o Malformação arteriovenosa 
▪ Encontradas em menor frequência, entretando devem 
ser excluídas principalmente em pacientes jovens 
▪ Acontecem predominantemente na porção 
supratentorial do encéfalo (80-90%), levando a 
maioria dos pacientes a quadros hemorrágicos e/ou 
convulsivos 
▪ Também podem causar HSAE associada à HIP e, 
frequentemente, à HSD 
o Drogas 
o Angiopatia amiloide 
▪ Caracteriza-se pelo depósito amiloide na camada 
média e na adventícia das artérias leptomeníngeas 
▪ Afeta caracteristicamente pacientes idosos e está 
associada com a demência senilprogressiva em 30% 
dos casos 
o Tumores hemorrágicos 
o 
• TC: 
o 
▪ HSA Espontânea 
• A causa mais comum é a traumática, no entanto a espontânea é mais 
grave, com uma alta taxa de mortalidade de 50% (geralmente, 70 a 
90% nas 2 primeiras semanas, relacionada a um quadro de 
vasoespasmo) 
• HF positiva = importante fator de risco para o desenvolvimento de 
aneurismas 
• Sintoma mais comum do HSAE: cefaleia intensa e súbita, às vezes 
descrito como a pior dor de cabeça de vida, com evolução para 
rebaixamento do nível de consciência 
• Apresentações clássicas : 
o Paralisia do 3º nervo craniano ipsilateral (oculomotor) no 
caso de aneurisma da a. comunicante posterior 
o Síndrome do seio cavernoso no aneurisma da a. carótida 
interna 
o Síndrome do quiasma óptico (hemianopsia bitemporal ou 
heterônima lateral) no aneurisma de artéria comunicante 
anterior 
• 85% das HSAE são provenientes do rompimento de aneurismas 
do compartimento anterior do polígono de Willis, e 15% dos 
compartimento posterior 
• TC sem contraste = método de imagem de escolha na avaliação da 
HSA, com sensibilidade de ~95% 
o A hemorragia aparece como região hiperatenuante no espaço 
subaracnoide, principalmente nas cisternas basais, podendo 
ser difícil de ser visualizada em pacientes anêmicos 
o 
o Obs: a TC é superior à RM na fase aguda da HSAE, pois o 
sinal do sangramento à RM é similar ao sinal do parênquima 
cerebral normal. Já nas fases subaguda e crônica, a 
hemorragia torna-se mais rapidamente hipoatenuante em 
relação ao liquor na TC, fazendo da RM o melhor método 
diagnóstico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARTIGO: ABC... PARA A TOMADA DE DECISÕES 
• Indicações da TC de crânio: 
o Alterações na escala de coma de Glasgow 
o Estado confusional agudo 
o Aparecimento súbito de cefaleia intensa 
o TCE grave 
o Sonolência persistente 
o Estado de mal epiléptico ou pós-epiléptico com a diminuição do nível de 
consciência ou com déficit focal 
o Lesão hipóxica cerebral (pós parada cardíaca) 
• Na urgência, a investigação cerebral de escolha é a TC de crânio, por ser não invasiva, 
amplamente disponível, de fácil e rápida utilização, além do custo relativamente baixo; 
entretanto, a TC tem baixa sensibilidade em demonstrar alteração isquêmico não 
hemorrágica nas primeiras horas após evento agudo 
• Sequência ABCDEFG de avaliação sistematizada de TC de crânio: 
o A: ATTENUATION 
▪ Avaliação da diferença de atenuação das substâncias branca e cinzenta, bem 
como das diferentes densidades do parênquima cerebral, procurando sinais 
de edema cerebral, AVC e tumores 
▪ Nessa primeira etapa buscam-se diferenças de atenuação entre os 
tecidos, que possam sugerir evento isquêmico, edema ou massas 
▪ Hipoatenuante (ar)  hiperatenuante (metal/osso) 
▪ Gordura e ar  têm baixos valores de atenuação e podem ser facilmente 
identificados 
▪ Líquido cefalorraquidiano (LCR)  tem um valor de atenuação 
semelhante ao da água, aparecendo preto 
▪ Processos patológicos  podem se tornar aparentes em decorrência do 
edema em seu interior ou em estruturas adjacentes 
▪ Edema  mostra-se menos denso que a estrutura adjacente 
▪ 
o B: BLOOD 
▪ Avaliação da existência de sangramento em parênquima, cisternas e 
ventrículos, bem como a reação causada pela presença desse sangue, como 
desvio da linha média 
▪ Determina-se a natureza do sangramento, se intraparenquimatoso, 
extradural ou subdural 
▪ Localização do sangramento  prediz o quadro clínico subjacente 
• Hemorragias putaminais podem provocar desvio e/ou 
hemiparesia/plegia contralateral, afasia, negligência ou agnosia 
• Hemorragiastalâmicas podem causar afasia (lado dominante), 
negligência (lado não dominante), déficits sensoriais ou motores 
contralaterais 
• Lesões de tronco encefálico podem originar coma, tetraparesia, 
nistagmo, hipertermia e padrões respiratórios anormais 
• Hemorragias cerebelares podem apresentar-se com ataxia e 
nistagmo 
▪ 
o C: CAVITIES 
▪ Avalia-se a patência dos ventrículos, cisternas, sulcos e fissuras 
▪ 
▪ 
o D: DILATION 
▪ Avaliação da dilatação de ventrículos e cisternas, como complicação pós-
operatória ou doença  geralmente se encontram repletas de LCR 
▪ Dilatação de ventrículos = sugestiva de hidrocefalia 
▪ Características sugestivas de hidrocefalia, em vez de ventriculomegalia 
secundária a atrofia cerebral (hidrocefalia ex-vácuo): 
• Alargamento dos recessos do 3º ventrículo 
• Dilatação dos cornos temporais do ventrículo lateral 
• Edema intersticial dos tecidos 
• Apagamento dos sulcos corticais 
• 
= corno inferior 
▪ 
o E: EXTERIOR 
▪ Avaliação da tábua óssea e tecido subcutâneo  avaliamos tábua óssea e, 
consequentemente, fraturas dos ossos cranianos, incluindo-se a fratura de 
base de crânio 
▪ 
o F: FISHER SCALE (para avaliação de HSA) 
▪ Graduação de Fisher, no caso de hemorragia subaracnóidea 
▪ 
 
 
o G: GHOSTS, DRAINS and ARTIFACTS 
▪ Identificação de drenos, cateteres e artefatos 
▪ Algumas doença requerem drenagem e, consequentemente, a TC acusa a 
presença de dreno 
▪ Também é necessária monitorização invasiva mediante cateteres, como é o 
caso do cateter de pressão intracraniana 
▪ Artefato é a impressão visual da imagem de um recurso que, na realidade, 
não existe no tecido examinado  é importante reconhece-lo para não ser 
confundido com doença  pode ocorrer por mau funcionamento do 
digitalizador, movimento do paciente e presença de corpo estranho 
▪ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GINECOLOGIA: MAMA E LESÕES UTERINAS FUNDAMENTAIS 
 
• RECOMENAÇÕES CBR/RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA 
o O câncer de mama é o mais frequente e a principal causa de morte por câncer entre 
as mulheres no Brasil e no mundo 
o Rastreamento  queda significativa na mortalidade desde a sua adoção 
o Mulheres <40anos: 
▪ Mamografia: nessa faixa etária em geral não se recomenda a realização da 
mamografia, exceto, de forma individualizada, em mulheres com alto risco 
para câncer de mama 
 
▪ US: nessa faixa etária, não se recomenda a realização de rastreamento por 
US, exceto de forma individualizada, em mulheres com alto risco para 
câncer de mama nas quais o rastreamento por RM pode ser apropriado mas 
não pode ser realizado por qualquer razão 
▪ RM: nessa faixa etária não se recomenda a realização de rastreamento por 
ressonância magnética, exceto, de forma individualizada, em mulheres com 
alto risco para câncer de mama 
 
 
 
 
o Mulheres entre 40 e 69 anos: 
▪ Mamografia: nessa faixa etária recomenda-se a realização da mamografia 
para todas as mulheres, com a periocidade anual 
▪ US: nessa faixa etária em geral não se recomenda a realização do 
rastreamento por US, exceto, de forma individualizada 
 
▪ RM: nessa faixa etária, em geral, não se recomenda o rastreamento por RM, 
exceto, de forma individualizada, em mulheres com alto risco para câncer 
de mama 
 
o Mulheres >70 anos: 
▪ Mamografia: nessa faixa etária recomenda-se a realização do rastreamento 
com a mamografia, de forma individualizada 
 
o Justificativa: 
▪ O rastreamento do câncer de mama visa à detecção de pequenos tumores 
assintomáticos, tendo como objetivo primário a redução da mortalidade pela 
doença 
▪ Objetivos secundários do rastreamento do câncer de mama: aumentar a 
sobrevida pela doença e reduzir a extensão do tratamento cirúrgico, 
permitindo cirurgias menos mutiladoras e a necessidade da quimioterapia 
▪ Mamografia = único método de rastreamento que demonstrou ser 
capaz de promover uma redução absoluta da mortalidade 
▪ Para as mulheres <40ano, que não são classificadas como alto risco, 
nenhuma organização médica recomenda o rastreamento mamográfico  
frequência muito baixa + mamografia apresenta menor sensibilidade e o 
parênquima maior radiossensibilidade 
▪ O rastreamento mamográfico nas mulheres entre 40 e 49 anos é discutível 
 menor incidênciado CA de mama e maior frequência de mamas densas 
e tumores de crescimento rápido  no entanto, estudos mostram relevante 
taxa de mortalidade nessa faixa e redução dela quando há rastreamento 
▪ Para mulheres >70 anos, os dados são escassos, porém o CA de mama é uma 
das principais causas de morte em mulheres >75ano, mas alguns fatos 
sugerem que o benefício do rastreamento mamográfico pode ser menor 
nesta faixa etária  menor expectativa de vida, maior frequência de tumores 
com bom prognóstico, maior risco de morrer de outras doenças  
rastreamento deve continuar enquanto saúde possibilite que o paciente 
receba tratamento! 
▪ US: 
• Não é apropriada como método de rastreamento inicial para a 
população em geral, principalmente pela limitação do método em 
avaliar as microcalcificações 
• Útil na avaliação de paciente assintomático, com mamografia 
negativa e mama densa 
• Alguns estudos mostram aumento da detecção do CA de mama 
quando associado à mamografia 
▪ RM: 
• Apresenta maior sensibilidade na detecção do CA de mama quando 
comparada à mamografia e ao US 
• As pequenas dimensões dos tumores diagnosticados pela 
ressonância magnética, assim como o baixo envolvimento 
linfonodal, sugerem que a ressonância magnética pode trazer 
benefícios 
• Recomendada em conjunto com a mamografia em pacientes de alto 
risco 
• ANOTAÇÕES DA AULA DO BARRA: 
o O auto exame foi retirado da recomendação do MS em 2015. Não se preconiza mais 
a realização do auto exame. Porque ele gera muito mais ansiedade e temor na 
mulher do que beneficio. Não existem estudo que demostram redução na 
mortalidade com a aplicação do auto exame. Tem muito controversa quanto a isso 
mas não é mais preconizado. 
o Frequência das alterações mamárias em função da faixa etária: 
▪ 
▪ Mulheres jovens 15 a 35 anos: maior incidência de tumores benignos 
(fibroadenoma) 
▪ Mulheres 20 a 45 anos: é muito comum as alterações funcionais benignas 
da mama, representada pela dor mamária, a mulher as vezes dependendo da 
fase do ciclo menstrual pode ter a mama mais edemaciada, etc. 
▪ Cistos mamários  mais prevalentes aos os 40-45 anos  nessa faixa 
etária quando fazer a abordagem de queixa mamária sempre deve-se pensar 
no câncer 
▪ Quanto maior a idade maior o risco de se ter o CA de mama! 
o Ao exame: 
▪ 20% dos cânceres palpáveis não são vistos à mamografia, por isso a 
importância do exame clínico 
▪ O que é aceito na literatura é que só consegue palpar nódulos acima de 1cm; 
mas se for um nódulo muito superficial com tamanho <1cm  consegue 
palpar 
o Nas mamas completamente liposubstituidas a sensibilidade da mamografia é muito 
grande, já nas mamas densas cai significativamente  limitação no exame 
mamográfico nas mamas densas! 
o Sinais primários: nódulos e microcalcificações 
o Sinais secundários: espessamento de pele, retração do complexo areolo-papilar e 
linfadenomegalia 
o Sinais indiretos: distorção de arquitetura; densidade assimétrica e neodensidades 
o Morfologia: 
▪ 
▪ Um nódulo redondo, oval ou macroloular  geralmente são benignos 
▪ Os nódulos irregulares, espiculados, obscuros, mal distintos  maior 
suspeição 
o Microcalcificações: 
▪ 
▪ Observa-se a morfologia e a distribuição 
▪ As calcificações mais preocupantes, normalmente associadas a doenças são 
as agrupadas 
▪ As calcificações que pegam a mama de toda ou metade do tecido mamário 
(“regional”) são mais associadas a processos benignos 
▪ As segmentares também podem representar um problema mais extenso mas 
preocupa menos que as aglomeradas 
▪ 
▪ As calcificações benignas são arredondadas, sem pleomorfismo 
▪ Calcificação grosseira tipo pipoca  comum na paciente que tinha 
fibroadenoma e resolveu não tirar  degeneração + retração do 
fibroadenoma 
o Rastreamento: 
▪ Realmente a sensibilidade da mamografia é maior aos 50 anos, e a 
epidemiologicamente a prevalência do CA de mama é maior nessa idade. 
Então a gente pega países de primeiro mundo como Inglaterra, faz 
mamografia a partir dos 47 anos. Na Itália somente a partir dos 50 anos. 
Nesse sentido a gente vê controvérsias em relação a isso, e a gente tem muito 
mais falso positivo nessa faixa dos 40 do que dos 50 anos 
▪ O que é recomendado por exemplo no caso da Angelina Jolyy, a mãe dela 
teve um tumor com 40 anos, uma idade precoce. Então o que é 
recomendado? Que se faça uma mamografica 10 anos antes a idade que o 
parente teve. Além disso fazer o rastreamento com outros métodos, o US ou 
a RM, isso que é preconizado em termos de segmento 
▪ As opções para as pacientes de alto risco seriam o rastreamento e mudanças 
no estilo de vida. O tema do outubro rosa esse ano será atividade física e Ca 
de mama. Uma mulher que consegue fazer pelo menos 4h de atividade física 
por sema incluindo atividade do lar, atividade de ir para o trabalho e 
atividade do lazer, mostra uma redução do CA de mama em torno de 45%. 
Ou seja quase que pela metade. Começando numa faixa etária mais precoce. 
▪ O que eu tenho visto é que a mamografia feita ente 40 e 50 anos tem tido 
mais prejuízo que benefícios para a paciente. O que tem de biopsia de lesão 
benigna que não representa risco é uma coisa assustadora. 
▪ Então saindo da mamografia, vamos supor: pegamos essa paciente com 
assimetria... então a gente precisa... quando tem essa assimetria qual que é 
a categoria? Zero ne. É um achado inconclusivo ne, eu preciso de outro 
método para avaliar essa alteração. Ai o primeiro método utilizado é o US. 
Essa seria uma das indicações do US. Qual que é a outra? Método primário 
para gestantes, lactentes e mulheres jovens. Chegou uma paciente de 37 anos 
de idade, com nódulo palpável na mama, que exame que vamos pedir para 
ela a principio? Todo mundo concorda que é US? Vai pedir mamografia 
para essa paciente? Não. A não ser que clinicamente se tenha suspeita de 
estar aderido, ai sim precisa-se fazer os dois exames. E o US não é 
preconizado como método de rastreamento. Ele é complementar a avaliação 
mamografica 
o US: 
▪ Indicações: 
• Método complementar à mamografia 
• Diagnóstico diferencial: cístico ou sólido 
• Método primário de imagem para gestantes, lactantes e jovens 
• Não é recomendado como método de rastreamento para pacientes 
abaixo dos 40 
▪ 
▪ Nas lesões suspeitas, o diâmetro Antero posterior, ou seja de cima para 
baixo é maior que o longitudinal. Nas lesões benignas o diâmetro 
longitudinal é maior que o antero posterior 
▪ O US não pode ser indicado como método de rastreio porque ele não vê 
microcalcificações 
o RM: indicada em casos de mamografia e US inconclusivos 
 
 
o CLASSIFICAÇÃO BI-RADS: 
▪ 
▪ Nas classificações 4 e 5  é obrigatória a biopsia 
▪ Desvantagens: 
• Falta de definição de critérios claros para a distinção entre lesões 
benignas e malignas 
• Falta de impacto na redução da variabilidade inter-observador do 
método 
o US PÉLVICO: 
▪ No período puberal e na menopausa a pera vira um limão, teve uma atrofia 
do útero. Fica muito menor na aparência na US por causa dessa atrofia 
uterina. Muito comum nessa faixa etaria mais precoce uma US que não 
consegue visualizar os ovários. 
▪ E uma das alterações mais frequentes, igual pretinho básico, é o mioma. 
Miominha pequeno lá na frente é muito frequente. Se não tiver nenhuma 
repercussão clinica não tem problema 
▪ E já na menopausa, isso é importante vocês guardarem, se a paciente tem 
espessura de endométrio acime de 5mm ou acima de 10 mm em TRH esta 
indicado uma avaliação através de biopsia. Isso aqui pergunta em prova: 
qual a principal causa de sangramento na paciente por menopausa? Atrofia 
endometrial (espessura menos eu 4 mm), não eh CA de endométrio. 
▪ Sangramento vaginal anormal: 
• O sangramento vaginal anormal é frequentemente causado por 
desequilíbrio hormonal 
• É também causado por gravidez, pólipos, miomas, hiperplasia 
endometrial e neoplasia maligna cervical ouendometrial 
2% malignidade
13% de malignidade 
20% de malignidade 
95% de malignidade 
• Em uma mulher na pré ou perimenopausa, na ausência de gravidez, 
os ciclos anovulatórios são a causa mais provável de sangramento 
anormal 
• Em uma mulher na pós-menopausa, a causa mais provável é o 
endométrio atrófico 
• Em qualquer um dos casos, pode-se instituir um teste terapêutico 
hormonal  se o sangramento persistir apesar do tratamento 
médico, justificam-se exames de diagnóstico por imagem 
o Em mulheres mais jovens, a meta é diagnosticar pólipos, 
miomas ou outras causas estruturais focais para o 
sangramento 
o Em mulheres mais velhas, a meta é a mesma, e inclui o 
diagnóstico da neoplasia maligna endometrial, que é a causa 
subjacente em 10% das mulheres na pós-menopausa com 
sangramento anormal 
• Sangramento anormal pós-menopausa pode ter como substrato 
anatomopatológico as seguintes entidades: hiperplasia endometrial, 
pólipo endometrial, endométrio atrófico, carcinoma de endométrio 
▪ Na mulher pós-menopáusica, endométrio com espessura >5mm detecta 
cerca de 96% dos cânceres do endométrio e 92% de todas as doenças 
endometriais 
▪ A reposição com estrógeno diminui o risco de osteoporose e alivia os 
sintomas da menopausa. Por outro lado, quando não é acompanhada da 
oposição com progesterona, há maior risco de hiperplasia endometrial e de 
carcinoma do endométrio. A administração de estrogênio e progesterona 
pode ser contínua ou sequencial. O ultrassonografista, ao examinar o útero 
e os ovários, irá referir alterações na espessura e no aspecto textural do 
endométrio, em como outras alterações uterinas e anexais. Alguns autores 
recomendam histerossonografia para toda mulher com sangramento pós-
menopausa, mesmo que tenha ultrassonografia transvaginal normal 
▪ Os miomas ou leiomiomas são mais comumente assintomáticos. Os 
sintomas mais comuns são dor e sangramento. Os submucosos são 
responsáveis por grandes perdas sanguíneas, podendo até determinar 
anemia. Os miomas são estrogênio-dependentes. Poderão estabilizar ou 
regredir após a menopausa. Mas se a mulher estiver recebendo reposição 
hormonal ou fazendo uso de Tamoxifeno, os miomas poderão continuar 
crescendo 
▪ Principais indicações e contra-indicações da histerossalpingografia (US 
após injeção intrauterina de contraste): 
• Pacientes com queixa de infertilidade e pacientes com antecedentes 
de abortos de repetição 
• O exame também pode ser solicitado para documentação radiológico 
de pacientes que se submeteram à cirurgia tubária, ligadura ou 
reanastomose das trompas. 
• A maior indicação do exame é para estudar a permeabilidade tubária 
• A principal contra-indicação é a DIP aguda; outra contra-indicação 
formal é obviamente a gravidez 
▪ Principais indicações e contra-indicações da histerossonografia (para 
esturad a cavidade uterina e possíveis anormalidades): 
• As indicações mais comuns são estudo da cavidade uterina, do 
endométrio e das lesões miometriais superficiais em mulheres com 
sangramento uterino anormal 
• As principais indicações são: espessamentos focais do endométrio, 
sinéquias, pólipos e miomas submucosas, pediculados ou não 
• A contra-indicação mais importante é a DIP aguda 
• A indicação mais comum do método é diferenciar uma lesão 
primária do endométrio de uma lesão submucosa uterina 
 
Doença inflamatória pélvica

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