A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
59 pág.
RESUMÃO PROVA HABILIDADES MÉDICAS VII SEMESTRE

Pré-visualização | Página 1 de 19

Amanda Coimbra Pires 
Resumo para prova 
de HM - VII SEM 
Conteúdos: 
1- ACLS: Um caso de PCR e falaremos toda a conduta (RCP, droga, choque...) 
2- URGÊNCIA PEDIÁTRICA: um caso de hm bebê e falaremos a conduta que tomaríamos com ele (tipo as da 
aula que ela deu de exemplo) 
3-Cirugia geral: provavelmente uma doença e identificaremos: anamnese, diagnóstico complementar, 
tratamento... (identificar e conduzir uma das doenças dadas) 
4-ATLS: Atendimento inicial ao politraumatizado. 
5-UROPEDIATRIA: (Tami vai falar) 
6-Cirugia pediátrica: mandei um texto separado só desse assunto 
7-Medicamentos: 
8-Ginecologia: ele não sabia que a prova seria discursiva. Disse que ele não fez questão discursiva pra prova. 
(Ou seja, fica aí pra vocês decidirem se vão estudar pra GO ou não) 
9-Oftalmologia: Nada de anatomia, nada de diagnóstico diferenciais, ela vai cobrar quadro clínico de 
paciente com vício de refração, como tratar (medicamento e métodos). Ela disse que como foi uma aula 
prática ela acha difícil cair questão dela 
10- Cirugia vascular: pé diabético e oclusão arterial 
11- Imagem : se cair algo, vai ser sobre assunto da aula prática que ela deu (nada específico nem mto 
detalhado) 
Amanda Coimbra Pires 
CIRURGIA VASCULAR – IVO ARÃO 
Qualquer lesão que acomete os MMII de um paciente que tem DM. DM é uma doença sistêmica que acaba 
por acometer o pé. 
Sinais do pé diabético: paciente diabético, com ferida em MMII de fundo granulado e avermelhado. A 
perfusão do pé é boa (diferente da doença arterial crônica), mas existe uma área com halo amarelado – 
HIPERCERATOSE, determinando um ponto de pressão elevada que predispõe a formação de lesões. Ocorre 
descompensação biomecânica deixando a área mais sujeita a lesões. 
Processo fisiopatológico: o diabetes é responsável por causar uma polineuropatia, que se inicia com uma 
perda da sensibilidade protetora (neuropatia sensitiva), que pode vir acompanhada de uma neuropatia 
motora, onde a perda do tônus normal leva a uma deformidade do pé, que vai culminar em anormalidades 
biomecânicas. Adicionado a isso, pode sobrevir uma neuropatia autonômica, que reduz a sudorese do pé, 
deixando a pele mais seca, e contribuindo assim para a formação de calos. Alguns pacientes podem apresentar 
ainda, em associação a esse quadro, uma doença arterial periférica e traumas repetitivos (ex.: sapatos não 
adequados que ferem e o paciente não sente pela perda da sensibilidade), levando a uma hemorragia 
subcutânea e ulceração do pé. 
Classificação de Wagner para pé diabético: 
 Obs.: teste de probe avaliar osteomielite 
(objeto metálico e ver se toca o osso). 
PÉ DIABÉTICO: entidade clínica que tem como base a neuropatia induzida pela hiperglicemia sustentada que, 
com ou sem doença arterial periférica e com prévio traumatismo desencadeante, produz uma ulceração no 
pé. Os custos com o pé diabético conseguem ser reduzidos pelas intervenções de prevenção de úlceras de pé, 
por estratégias para cicatrização das mesmas (que encurta o período de cicatrização e previne amputações) e 
por cuidados na incapacidade pós-amputação. Os doentes com lesões de pé diabético apresentam, 
fequentemente, complicações múltiplas da diabetes, havendo necessidade de uma abordagem 
multidisciplinar. 
O pé diabético pode ser neuropático (65% dos casos) e isquêmico (35% dos casos) e essa diferença entre as 
prevalências dos tipos de pé diabético se dão pela fisiopatologia dessa entidade clínica. A polineuropatia 
periférica deriva da degeneração dos axônios iniciada pela parte terminal e quanto mais longos os axônios 
forem, mais fácil ocorre essa desmielinização. Como o máximo de tamanho ocorre em ambos os membros 
inferiores, ela é bilateral e predominante nos pés. Além disso, quanto menos mielina revestir o axônio, mais 
facilmente ela ocorre. Sendo as fibras do sistema nervoso autônomo amielínicas. A neuropatia, quando 
isolada, caracteriza o “pé neuropático”, porém, em ¼ dos caos, está associada aos efeitos da oclusão 
aterosclerótica que ocorre nas grandes artérias da coxa e perna criando a isquemia no pé. 
Amanda Coimbra Pires 
O PÉ ISQUÊMICO: A patologia significativa do pé isquêmico diabético resulta sempre da doença arterial 
obstrutiva dos grandes vasos da coxa e perna e não da microangiopatia no pé. A responsável pela patogênese 
desse pé é a aterosclerose a montante, tendo como consequência direta a diminuição da perfusão arterial. 
Nesses pacientes, as feridas são causas de grande preocupação, pois, além de existir uma tendência 
polimicrobiana, esse pé se apresenta com baixa oxigenação, o que dificulta a cicatrização da ferida. O 
tratamento da infecção aguda no pé diabético é feito com a administração de antibióticos e, por vezes, cirurgia 
de drenagem, sendo o internamento frequentemente necessário. 
 
DOENÇA ARTERIAL CRÔNICA: a mais prevalente é a de origem aterosclerótica. Mais prevalente em pessoas 
com > 50 anos, tabagistas, obesos, diabéticos e sedentários. A aterosclerose diminui o lúmen do vaso, 
reduzindo o aporte sanguíneo para os músculos, que mediante um aumento da demanda metabólica (ex.: 
exercício) não consegue suprir com o2 necessário, levando ao metabolismo anaeróbico, acúmulo de lactato e 
os sintomas encontrados. Claudicação, necrose isquêmica de extremidades, perda dos pelos, redução do 
turgor e elasticidade da pele, ausência de sudorese adequada reduzindo a hidratação (seca e brilhosa). 
A doença arterial periférica (DAP) ou Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é resultado da aterosclerose 
crônica das artérias que fornecem fluxo para as extremidades (superiores e inferiores). A aterosclerose se 
manifesta como um estreitamento do lúmen das artérias, devido ao acúmulo de material lipídico e fibroso 
entre as camadas íntima e média. A maior parte dos pacientes com DAP apresenta doença nos vasos da 
extremidade inferior; os membros superiores são muito menos comuns. A DAP é mais comum nos homens. A 
prevalência da doença aumenta com a idade, principalmente após os 40 anos, e diante do envelhecimento da 
população.
Fatores de risco: 
O tabagismo parece ser um fator de risco mais poderoso para DAOP que 
para Doença Arterial Coronariana. Foi relatada por diversos estudos uma 
relação entre a quantidade do uso de cigarros e o risco de DAOP, além do 
aumento da gravidade, efeitos negativos na permeabilidade da 
reconstrução vascular, aumento do risco de amputação e mortalidade 
cardiovascular após revascularização associados a um número maior de 
maços-ano. 
Manifestações clínicas: Em relação ao acometimento dos membros 
inferiores (MMII), a localização mais comum da doença é fêmoro-poplítea, 
responsável por cerca de metade dos casos. Porém, o acometimento dos MMII costuma ser multissegmentar. 
Os sintomas da doença arterial dependem da localização e gravidade da estenose, podendo variar desde dor 
leve até isquemia do membro. Em pacientes portadores de DAP com diabetes, insuficiência renal ou que 
continuam o tabagismo, o quadro pode progredir rapidamente. Apesar disso, a maior parte dos pacientes com 
DAP desconhecem o diagnóstico porque são assintomáticos. 
A claudicação intermitente é o sintoma mais comum e é definida por uma dor, cansaço ou câimbra à 
deambulação, aliviada com o repouso, que acomete grupos musculares geralmente distal à topografia da 
lesão. Consiste numa isquemia transitória, semelhante à angina no peito. Ao longo do tempo, há progressão 
lenta dos sintomas, até o desfecho final com isquemia crítica do membro (raro). A gravidade do sintoma 
depende do grau de estenose, da eficácia da circulação colateral e da intensidade do exercício realizado. 
Dores localizadas em nádegas, quadril e coxas são frequentes na doença aortoilíaca, em que os pulsos estão 
diminuídos em uma ou ambas as virilhas. A oclusão da artéria femoral pode causar dor em coxa e/ou 
panturrilha. Nos casos de doença isolada das artérias femorais ou poplíteas,