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JUNTAS DE MOVIMENTAÇÃO

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CONTRUÇÃO CIVIL II – JUNTAS DE MOVIMENTAÇÃO
MIGUEL AGUIAR BAUER
As juntas de movimentação são executadas com a função de aliviar tensões provocadas pela movimentação do revestimento e do substrato, nas linhas de ligação entre as paredes de alvenarias e as estruturas de concreto, proporcionado certa liberdade de movimentação para o sistema. Em geral, as juntas de movimentação são mais largas do que as juntas de assentamento e devem ser previstas e dimensionadas ainda na fase do projeto arquitetônico. Ou seja, junta de movimentação nada mais é do que o espaço regular que define as divisões da superfície revestida com placas cerâmicas. Sua função é permitir o alívio de tensões originadas pela movimentação da base onde é aplicado o revestimento ou pela própria expansão das placas cerâmicas.
Na figura a seguir, uma representação do posicionamento de uma junta de movimentação.
As juntas de movimentação operam subdividindo o revestimento em trechos menores para permitir que os materiais se movimentem com mais facilidade a fim de evitar fissuras. Isto é, como uma possível solução dessas patologias, as juntas de movimentação são utilizadas para tentar minimizar a incidência de deformações. Porém, este detalhe construtivo demanda técnicas e tecnologias específicas para que não gere ainda mais problemas como o cuidado na aplicação por profissionais experientes.
A junta de movimentação horizontal serve para acomodar as movimentações geradas pelo carregamento da própria edificação. Ela deve ser feita no emboço, entre a estrutura e a alvenaria, ou seja, no encunhamento. Como ela é aberta até a alvenaria, requerem impermeabilização com uma manta líquida, além da aplicação do selante posteriormente. 
Já a junta de movimentação vertical tem o objetivo de aliviar as tensões que o revestimento irá sofrer. Neste caso, não há necessidade de fazer o corte na alvenaria. A junta pode der feita no espaçamento entre os revestimentos.
E as juntas de dessolidarização são espaços deixados em todo o perímetro do piso, no encontro dele com planos perpendiculares como paredes e muretas, e também quando há mudança no tipo de revestimento.
· Piso
Área interna: a cada 32m² ou quando uma das dimensões for maior que 8m. Área externa: a cada 20m² ou quando uma das dimensões for maior que 4m.
· Parede
Área interna: a cada 32m² ou quando uma das dimensões for maior que 8m. Área externa: a cada 3m na horizontal e a cada 6m na vertical, no máximo. 
Nas imagens a seguir, exemplos de aplicação interna e externa:
Na figura acima, aplicação interna, onde a linha azul representa a junta de movimentação vertical, a linha verde representa a junta de movimentação horizontal e a linha vermelha representa a linha de dessolidarização.
Na figura acima, aplicação externa, onde a linha azul representa a junta de movimentação vertical, a linha preta representa a junta de movimentação horizontal e a linha verde representa a junta de dessolidarização.
Nas juntas de movimentação, só o revestimento que se move, então, não necessariamente precisa ser estrutural, agora quando se tem a estrutura, é preciso ter também as juntas de dilatação.
Cuidados na aplicação
 As juntas de movimentação são regidas pela norma NBR 13755 : 2017 – Projeto e Execução de Revestimentos Cerâmicos de Fachadas e Paredes Externas com a Utilização de Argamassa Colante e especifica todos os cuidados na aplicação. Normalmente, as juntas em pavimentos são feitas de andar em andar na horizontal a cada três metros entre a parede e a estrutura. Além disso, as normas falam que quando se tem cores mais escuras deve-se diminuir o espaçamento e no caso das cores mais claras, se faz necessário aumentar a distância entre essas juntas. É preciso um projeto indicando a posição correta, e a partir do projeto, um engenheiro precisa acompanhar o corte e o fator de forma onde é medida a largura, profundidade, limpeza, aplicação de primer, etc.
Em casos de falhas na execução pode ocorrer infiltração e ao invés de ser um ponto de alívio de tensão a junta de movimentação será um ponto de concentração de pressão. Logo, os revestimentos, principalmente o cerâmico, vão se descolar na região das juntas e vão tentar se movimentar. Então, é preciso que o revestimento esteja bem estruturado e selado com poliuretano ou outro material que possua alguma flexibilidade. Se ele não estiver com uma borracha bem selada, o revestimento tem altas chances de mexer e soltar. No caso de pisos, também funciona da mesma forma, mas não são selados e sim vedados, então, se a água penetrar ela não gera fissura.