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Tuberculose e Hanseníase

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Tuberculose e Hanseníase 
 
Þ Tuberculose 
® Sintomatologia característica da tuberculose: 
à Tosse seca ou produtiva persistente; 
à Febre vespertina; 
à Suores noturnos; 
à Perda de peso; 
à Cansaço; 
à Fadiga; 
à Sorologia positiva para HIV (1 a cada 4 
pacientes com HIV desenvolve tuberculose). 
® Grupos de risco para a tuberculose segundo o 
MS: 
à Portadores de HIV; 
à Moradores de rua; 
à Indígenas; 
à Presidiários. 
® Microrganismos: Mycobacterium tuberculosis. 
® As micobactérias não são coradas no método 
de gram, são bactérias ricas em lipídios e com a 
presença do ácido micólico. Além disso, 
possuem uma abundância maior em bombas 
de efluxo, são parasitas intracelulares e de 
crescimento lento, por isso seu tratamento 
precisa ser a longo prazo. 
® O diagnóstico é feito pela clínica bem 
característica do paciente, contando com 
exames auxiliares como baciloscopia e exames 
de imagem. 
® A primeira linha de tratamento para 
tuberculose é a associação RHZE (Rifampicina 
+ Izoniazida + Pirazinamida + Etambutol). 
à Rifampicina (R): inibe a síntese de RNA 
bacteriano se liganda à RNA-polimerase. 
à Izoniazida (H): pró-fármaco, penetra no bacilo 
por difusão passiva e é ativado por uma 
enzima bacteriana. Compromete a s;intese de 
ácido micólico. 
à Pirazinamida (Z): inativa, é convertida em 
ácido pirazinóico por uma enzima. 
Compromete o funcionamento da membrana 
celular. 
à Etambutol (E): inibe a transferência de 
arabinose para a síntese da parede celular. 
® Em caso de resistência à primeira linha de 
tratamento, podem ser utilizadas 
estreptomicina e fluoroquinolonas. 
	
Þ Hanseníase 
® Sintomatologia característica da hanseníase: 
à Manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou 
amarronzadas em qualquer lugar do corpo; 
à Alteração de sensibilidade (térmica, tátil ou 
dolorosa) naquela região; 
à Área de pele seca, com queda dos pelos e falta 
de suor; 
à Espessamento dos nervos alterando o 
controle motor de pés, mãos e face. 
® O diagnóstico da hanseníase é clínico, o exame 
feito é de caráter epidemiológico (se voltar 
negativo não significa que o paciente não tem a 
doença). 
® Os exames, geralmente complementares, são a 
baciloscopia ou um corte histológico do tecido. 
® Hanseníase paucibasilar: 
à Até 5 lesões; 
à Tratamento: dapsona ou rifampicina. 
® Hanseníase multibacilar: 
à Mais de 5 lesões; 
à A baciloscopia positiva significa causa de H. 
multibacilar, independente da quantidade de 
lesões. 
à Tratamento: dapsona, rifampicina ou 
clofazimina. 
® Dapsona: 
à Análogo ao PABA. 
à Inibe a síntese de folato (relacionado às 
sulfonamidas). 
à Principal uso terapêutico na hanseníase. 
® A clofamizina é um corante que o mecanismo 
ainda não é totalmente conhecido, mas é 
importante no tratamento de hanseníase 
multibacilar.