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psicoterapia em grupo

Texto sobre construção e condução de grupos psicoterapêuticos: descreve condições para passagem de agrupamento a grupo (segundo Zimmerman), enumera características grupais e apresenta a atuação do psicoterapeuta na visão sistêmica — facilitar interação, identificar conflitos, manejar transferência.

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Craque NetoCraque Neto

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1) A construção de um grupo psicoterapêutico se dá a partir de quê e com que intuito, considerando quais condições para essa formação? 
Zimmerman (1997) destaca que o agrupamento caracteriza-se por um conjunto de pessoas que partilha de um mesmo espaço e tem interesses comuns, podendo vir a tornar-se um grupo. 
A passagem de um agrupamento a um grupo propriamente dito resultaria, segundo o autor, da transformação de interesses comuns em interesses em comum; isto é, os integrantes de um grupo reúnem-se em torno de uma tarefa e de um objetivo comum ao interesse de todos. 
Além dessa peculiaridade, o autor enumera outras características de um grupo: forma uma nova entidade, com leis e mecanismos próprios; garante, além de uma identidade própria, as identidades específicas; preserva a comunicação; garante espaço, tempo e regras que normatizam a atividade proposta; organiza-se em função de seus membros e esses organizam-se em função do grupo; apresenta duas forças contraditórias, uma tendente à coesão e outra à desintegração; apresenta interação afetiva e distribui posições de modo hierárquico.
2) Como o psicoterapeuta de grupo pode trabalhar as questões trazidas para ele, do ponto de vista da visão sistêmica?
Esse profissional é responsável por conduzir a sessão de forma simples, facilitando a interação e as descobertas dentro do grupo.
O psicoterapeuta é responsável por facilitar a interação do grupo, para que eles consigam interagir e falar abertamente.
Também identifica conflitos intrapsíquicos, efeitos negativos intensos e mecanismos de defesa relacionados aos sintomas apresentados pelos pacientes. 
A transferência, primordial no processo psicoterápico, oferece um espaço para que os membros do grupo possam lidar com sentimentos negativos, como desconfiança, dificuldades com autoridade, medo de abuso e fantasias de raiva e culpa.
Zimerman, D. E. (1997). Fundamentos teóricos. In D. E. Zimmerman & L. C. Osorio (Orgs.), Como trabalhamos com grupos (pp. 23-31). Porto Alegre: Artes Médicas.

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