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livro Anatomorfofisiologia do Sistema digestório, endócrino, urinário e reprodutor

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para serem excretados nas fezes. Além disso, 
AUTOATIVIDADE
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praticamente todos íons são absorvidos, e apenas de 1 a 5 mEq de íons sódio 
e cloreto são eliminados nas fezes” (GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de 
fisiologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009).
 Este texto esclarece que grande parte da absorção de íons e água que 
percorrem o nosso tubo digestório ocorre em nosso intestino grosso. Grande 
parte desta absorção dá-se no cólon. Assinale a alternativa que contempla as 
diferentes divisões anatômicas do cólon:
a) ( ) Cólon lateral, cólon descendente, cólon sigmoide e cólon ascendente.
b) ( ) Cólon cecóide, cólon transverso, colón lateral e cólon sigmoide.
c) ( ) Cólon transverso, cólon ascendente, cólon descendente e cólon sigmoide.
d) ( ) Cólon transverso, cólon duodenal, cólon descendente e cólon sigmoide.
e) ( ) Nenhuma das alternativas acima. 
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TÓPICO 2
FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Prezado acadêmico, no tópico anterior entendemos como está constituído 
anatomicamente nosso sistema digestório. A partir deste tópico, vamos começar 
a entender como o nosso sistema digestório, literalmente, funciona. 
Neste tópico, iremos explicar os movimentos peristálticos que envolvem 
a passagem do alimento por todo o nosso tubo digestório, bem como as conexões 
nervosas relacionadas à ativação deste sistema.
Também iremos observar algumas patologias que alteram a homeostasia, 
ou seja, alteram o equilíbrio entre os sistemas e órgãos, estabelecendo algumas 
doenças das quais, provavelmente, você já ouviu falar.
Então vamos lá, estudar um pouco mais da fisiologia do sistema digestório!
2 MECANISMOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA DIGESTÓRIO
Primeiramente, vamos imaginar que você está se alimentando de algo que 
gosta, supomos, um prato de macarrão ou uma lasanha, por exemplo!
Você imagina o quanto de comida você ingere diariamente? Bom, 
sabemos que isso é determinado pelo desejo de alimentar-se o qual chamamos 
de fome; também sabemos que você prefere determinado tipo de alimento, certo? 
Isto chamamos de apetite. Estes dois mecanismos (fome e apetite) são excelentes 
sistemas de regulação automática os quais se referem ao contexto de manter o 
suprimento nutricional necessário ao organismo (GUYTON; HALL, 2017).
Uma vez que você possua fome e tenha apetite pelo prato de macarrão, 
precisamos ingerir a comida, para isto necessitaremos do processo de deglutição. 
Este processo pode ser dividido em três partes: um estágio voluntário que inicia 
UNIDADE 1 | SISTEMA DIGESTÓRIO
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o processo de deglutição, denominado fase oral, um estágio faríngeo que, de 
maneira involuntária se refere à passagem do alimento da faringe ao esôfago 
e, por último, um outro estágio involuntário que leva o alimento do esôfago ao 
estômago, denominado fase esofagiana. Estes três estágios já foram descritos no 
tópico anterior.
Também, conforme já havíamos comentado anteriormente, o peristaltismo 
ocorre em todo o sistema digestório e é responsável pela passagem do bolo 
alimentar ou do quimo pelo tubo digestório.
Então, vamos entender melhor o que é o peristaltismo: 
DICAS
Entenda o que é peristaltismo, através do link: http://bit.ly/2LfXe7w.
Os movimentos peristálticos são extremamente importantes no caminho 
do alimento por todo o tubo alimentar, estes movimentos não estão relacionados 
somente ao tubo digestório, mas também ocorrem nos ductos biliares, ductos 
glandulares, ureteres e uma série de ductos tubulares revestidos por musculatura 
lisa em nosso organismo (GUYTON; HALL, 2017).
Esses movimentos peristálticos descritos no esôfago estão diretamente 
relacionados ao processo de deglutição e, normalmente, uma única onda 
peristáltica é capaz de conduzir o alimento desde a faringe até o estômago (onda 
primária). Eventualmente, caso algum resto alimentar permaneça no esôfago, 
será desencadeada uma onda peristáltica secundária.
Como você deve ter percebido, o alimento segue um sentido único, uma 
vez que ele é deglutido. Mas como ele é impedido de “voltar” do estômago ao 
esôfago, por exemplo? Isso se deve à presença de estruturas musculares em forma 
de anéis, chamadas de esfíncteres, que se fecham rapidamente após a passagem 
do bolo alimentar por estas estruturas. Na figura a seguir você verá a presença 
destes anéis musculares (esfíncteres) localizados na parte superior (constrição 
cricofaríngea) e inferior do esôfago (esfíncter esofágico inferior ou válvula cárdia).
TÓPICO 2 | FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO
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FIGURA 19 – ANÉIS MUSCULARES (ESFÍNCTERES)
FONTE: Adaptado de Netter (2000)
E sobre a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), você já ouviu falar? 
Afeta bebês e adultos! Aquela sensação de azia, regurgitação, tosse seca e que 
pode até mesmo ocasionar erosão dentária. Não ouviu falar? Essa doença pode 
ser ocasionada justamente por uma incompetência do esfíncter esofágico inferior, 
a de contrair-se fazendo com que o suco gástrico do estômago (que abordaremos 
adiante) possa retornar ao esôfago e, como suas paredes não são protegidas da 
ação do ácido estomacal, ocasionar lesão da mucosa esofágica. 
Dentes incisivos
Orofaringe
Epiglote
Recesso piriforme
Cartilagem tireóide
Cartilagem cricóide
Músculo cricofaríngeo
Traquéia
Aorta
Constrição 
da aorta
Esfíncter
esofágico 
inferior
Constrição 
cricofaríngea
Diafragma
Fundo do estômago
Parte cárdica do estômago
Brônquio principal esquerdo
Extensão média
em centímetros
UNIDADE 1 | SISTEMA DIGESTÓRIO
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IMPORTANT
E
 “A DRGE é mais comum em adultos acima dos 40 anos de idade, mas também 
ocorre em bebês e crianças. Os sintomas clínicos mais comuns são disfagia (dificuldade de 
deglutição), azia e menos frequentemente regurgitação perceptível de conteúdos gástricos 
com sabor ácido” (KUMAR et al., 2010, p. 2040).
Agora o bolo alimentar chegou ao estômago! E o que acontecerá com este 
bolo alimentar ao chegar neste órgão? Para isso precisamos determinar quais são 
exatamente as suas funções: 
O Quadro 1 demonstra, de maneira resumida, as funções do estômago:
QUADRO 1 – FUNÇÕES DO ESTÔMAGO
Funções do Estômago
Armazenamento – Atua como reservatório temporário para o alimento que 
chega a ele.
Secreção de H+ – Objetiva destruir micro-organismos patogênicos e converter o 
pepsinogênio em sua forma ativa.
Secreção de fator intrínseco – Visa permitir a absorção de vitamina B12.
Secreção de muco e bicarbonato (HCO3-) – Visa a proteção da mucosa gástrica.
Secreção de água – Para a lubrificação e promover a suspensão aquosa dos 
nutrientes.
Atividade motora – Para misturar as secreções produzidas pelo órgão com o 
alimento ingerido.
Atividade motora coordenada – Com o objetivo de regular o esvaziamento do 
conteúdo para o duodeno (primeira porção do intestino delgado).
FONTE: O autor
Algumas destas funções do estômago, principalmente aquelas que se 
referem à secreção e ação bioquímica de diversos componentes, iremos abordar, 
futuramente, no decorrer de nosso Livro Didático, no presente momento 
focaremos nas funções fisiológicas realizadas por este órgão.
Uma vez que o alimento entre no estômago, ocorrerá um processo de 
contrações peristálticas neste órgão também, o que, além de facilitar a mistura do 
alimento com as secreções estomacais, irá auxiliar no esvaziamento do estômago. 
Este órgão, apesar de quando em repouso, ser de tamanho pequeno (50ml), é 
TÓPICO 2 | FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO
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capaz de armazenar até 1,5L de alimento em uma única refeição. Vale ressaltar 
que durante o jejum, as paredes do estômago se encontram colabadas (unidas) 
e este possui uma atividade motora estreitamente coordenada com o intestino, 
o que leva a um padrão de atividade elétrica contrátil, como ondas que se 
propagam pelo estômago e intestino delgado, chamadas complexos miolétricos 
interdigestivos.
Muitas vezes você já disse ter sentido dor “de fome” no estômago, não é 
verdade? Isto realmente pode acontecer, pois, no estômago, além dos movimentos

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