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1
Profª Rafaela Hoebel
Aula 1
Libras Conversa Inicial
Terminologias
O que é Libras? 
Por que Libras 
é uma língua?
Temas norteadores
Histórico da 
educação de surdos 
no Brasil e no mundo
Instituto Nacional de 
Educação de Surdos 
(INES)
As línguas de sinais 
no mundo
Terminologias Quem é o deficiente 
auditivo?
Tratamento 
Visão patológica
Deficiente auditivo
2
Mudez ≠ surdez
Aprendizagem da fala
Fonoaudiologia 
Surdo ou mudinho
Diversidade 
linguística
Ser social 
Falante de Libras
Sujeito surdo
Perda auditiva
Leitura labial
Aparelhos ou 
implantes 
Comunicação oral
Surdo oralizado e/ou surdo 
usuário da língua portuguesa 
oral
Espaço – visual
O termo correto 
usado pela 
comunidade 
surda e que também 
deve ser utilizado 
pela sociedade em 
geral é surdo
Comunicação visual
“O surdo percebe o 
mundo de forma 
diferenciada dos 
ouvintes, através 
de uma experiência 
visual e faz uso 
de uma linguagem 
específica. Para isso, 
utiliza a língua de 
sinais. (...)
(...) Esta língua é, 
antes de tudo, 
a imagem do 
pensamento dos 
surdos e faz parte 
da experiência vivida 
da comunidade 
surda. Como artefato 
cultural, a língua de 
sinais também (...)
3
(...) é submetida à 
significação social a 
partir de critérios 
valorizados, sendo 
aprovada como 
sistema de 
linguagem rica e 
independente.” 
(Quadros, 2006)
O que é Libras? 
Por que Libras é 
uma língua?
Desconhecimento da 
modalidade 
linguística
Linguagem de sinais? 
Verbal e não-verbal
Língua de sinais
Sigla: Libras
Língua natural –
L1 e L2
Estrutura Gramatical
Níveis linguísticos
Fonologia
Morfologia
Sintaxe
Semântica
Entre outros
Vamos falar com as mãos?
Daniela Barreto/shutterstock
“Esta forma de 
linguagem é rica, 
completa e coexiste 
com as línguas orais, 
mas é independente 
e possui estrutura 
gramatical própria 
e complexa, com 
regras fonológicas, 
morfológicas, 
semânticas, 
sintáticas (...)
4
(...) e pragmáticas. 
É lógica e serve para 
atingir todos os 
objetivos de forma 
rápida e eficiente 
na exposição de 
necessidades, 
sentimentos, desejos, 
servindo plenamente 
para alimentar os 
processos mentais”. 
(Quadros, 2006)
Histórico da educação 
de surdos no Brasil e 
no mundo
Feneida
(1977 a 1987)
Feneis (1987)
Dra. Ana Regina e 
Souza Campello
Federação Nacional de Educação 
e Integração dos Surdos
Lei 10.436/2002
Decreto 5626/2005
1779: Pierre Desloges
Século XVIII: 
Charles-Michel 
de l'Épée
1955–1970: 
William Stokoe
(ASL/Universidade 
Gallaudet)
“O avanço nas 
pesquisas linguísticas 
acerca dessa língua 
trouxe como 
consequência o seu 
reconhecimento 
linguístico e 
atualmente tem 
status linguístico, ou 
seja, já é reconhecida 
como língua. A língua 
de sinais é (...)
(...) a língua natural 
dos surdos, mas 
para entender esta 
língua com suas 
características e 
peculiaridades faz-se 
necessário entender 
o conceito de língua e 
a sua importância na 
comunicação.” 
(Soares, 1999)
5
Instituto Nacional de 
Educação de Surdos 
(INES)
Educação infantil até 
o ensino médio
1855: Ernest Huet
Imperador 
Dom Pedro II
1º de janeiro de 
1856: início de 
funcionamento
Proposta de ensino 
Dom Pedro II .c.a.1851
1957: mudança de 
terminologia mudo
para educação
1993: 
regulamentação da 
Libras em âmbito 
federal
2002: aprovação da 
Lei 10.436
Sobre o surgimento da 
Libras, Menezes (2006, 
p. 92) afirma que “o 
Brasil ainda era uma 
colônia portuguesa 
governada pelo 
imperador Pedro II 
quando a língua de 
sinais para surdos 
aportou no país, mais 
precisamente no Rio de 
(...)
(...) Janeiro. Em 1856, 
o conde francês Ernest 
Huet desembarcou na 
capital fluminense 
com o alfabeto 
manual francês e 
alguns sinais. O 
material trazido pelo 
conde, que era surdo, 
deu origem à Língua 
Brasileira de Sinais 
(Libras).”
As línguas de sinais 
no mundo
6
Variedade de línguas 
de sinais no mundo
Regionalismo em 
língua de sinais
Libras não é 
universal
Gesto único 
(Gestuno)
No Brasil, adota-se a 
Língua Brasileira de 
Sinais (Libras)
Na França, a Langue 
de Signes Française
(LSF)
Na Espanha, a 
Lengua de Signos 
Española (LSE)
Em Portugal, a Língua Gestual 
Portuguesa (LGP)
Nos Estados Unidos e Canadá, a 
American Sign Language (ASL)
Chones/Shutterstock
Na Prática
Existe na sua região algum 
projeto que propõe a 
disseminação da 
Libras?
Existem escolas 
bilíngues para Surdos?
Quantos surdos 
existem em seu 
Estado? E no Brasil?
Pesquisa individual
Finalizando
7
Tema 1 –
Terminologias
•Deficiente auditivo
•Surdo/mudo
•Sujeito surdo
•Surdo oralizado
•Comunicação Visual
•Surdo
Tema 2 –
O que é Libras? 
Por que Libras é 
uma língua?
•Desconhecimento da Libras
•Linguagem de Sinais
•Língua de Sinais
•Sigla/Libras
•Língua Natural/L1 e L2
Tema 3 –
Histórico da 
educação de 
surdos no Brasil 
e no mundo
•Feneida
•Feneis
•Lei 10.436/2002
•Decreto 5626/2005
•Desloges
•L’Épee
•Stokoe
Tema 4 – Instituto 
Nacional de Educação de 
Surdos (INES)
•INES
•Huet
•Dom Pedro II
•Início de funcionamento do INES
•Proposta de ensino
•Mudança de terminologia
•Projeto de Lei que regulamenta a 
Libras
•Aprovação da Lei
Tema 5 –
Línguas de sinais no 
mundo
•Variedades de línguas de sinais 
no mundo
•Regionalismo em Libras
•Libras NÃO É UNIVERSAL
•Exemplos de línguas de sinais
•Gestuno
Referências
BRASIL. Constituição (1988). 
Constituição da República 
Federativa do Brasil. Brasília, DF: 
Senado Federal, 1998.
_____. Decreto n. 5.626. 
Regulamenta a Lei n. 10.436, de 
24 de abril de 2002, que dispõe 
sobre a Língua Brasileira de 
Sinais – Libras, e o art. 18 da Lei 
n. 10.098 de 19 de dezembro de 
2000. Diário Oficial da União, 
Brasília, 22 dez. 2005.
BRITO, L. F. et. al. (Org.). Língua 
Brasileira de Sinais. Brasília: 
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Curso Básico: Livro do Estudante. 
Brasília: MEC/SEESP, 2001.
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(Módulo 1). Natal: EDUFRN, 
2011.
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brasileira de sinais: 
desvendando a comunicação 
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Cultural, 2009.
KRIEGER, M. da G.; FINATTO, 
M. J. B. Introdução à 
Terminologia: teoria e prática. 
São Paulo: Contexto, 2004.
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LILLO-MARTIN, D. Estudos de 
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8
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Manuscrito inédito.
PIMENTA, N.; PERLIN, G. 
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2007. Disponível em: 
http://editora-arara-
azul.com.br/estudos2.pdf. 
Acesso em: 9 nov. 2017.
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ROCHA, S. Histórico do INES. 
Revista Espaço: edição 
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(coord.). Mídia e deficiência. 
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165. Disponível em: 
<http://editora-arara-
azul.com.br/estudos2.pdf>. 
Acesso em: 9 nov. 2017.
VELOSO, E.; MAIA FILHO, V. 
Aprenda libras com eficiência 
e rapidez. 2. ed. Curitiba: 
Autores Paranaenses,2010. v. 
1 e 2.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento 
e linguagem. São Paulo: 
Martins Fontes, 1991.

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