A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
102 pág.
EXAMES

Pré-visualização | Página 5 de 10

visualização de imagens de TC do coração são axial 
(transversal), sagital (lateral) e coronal (frontal) 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
49 
 
 
 
 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
50 
 
 
 
 
 
 
• Síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, definida como disfunção cardíaca que 
ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender necessidades metabólicas 
tissulares 
• A falência cardíaca pode ocorrer de forma progressiva, acometendo as câmaras 
cardíacas de formas diferentes, classificando a IC em: 
• IC esquerda – quando as câmaras esquerdas estão comprometidas; 
IC direita – quando as câmaras direitas estão comprometidas; 
IC biventricular – quando as câmaras esquerdas e direitas estão comprometidas. 
• Um erro que a gente costuma fazer é sempre relacionar a IC com diminuição do débito 
cardíaco (Quantidade de sangue que sai do coração = Débito sistólico / minuto). Isto 
porque existe uma outra classificação para a síndrome que é a seguinte: 
• IC de baixo débito – quando há realmente uma disfunção sistólica, levando a uma 
baixa do débito cardíaco e uma hipoperfusão tecidual; 
IC de alto débito – ocorre quando os ventrículos são exigidos a trabalhar mais, devido 
a um aumento da demanda metabólica (por exemplo na tireotoxicose, na anemia grave 
ou sepse). É uma insuficiência relativa no caso, pois mesmo o débito cardíaco estando 
maior, ele não consegue corresponder à demanda. Contudo, a manutenção desta 
Insuficiência cardíaca 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
51 
 
condição pode exaurir os ventrículos, levando a uma falência real deles, e cursando 
para uma IC de baixo débito. 
• A IC também pode ser classificada de acordo com seu mecanismo fisiopatológico: 
• IC sistólica – ocorre quando a fração de ejeção está de fato diminuída. O sangue não 
consegue sair da forma adequada do coração. Geralmente, a IC sistólica está 
associada quando há algum mecanismo de dilatação cardíaca, como numa 
cardiomiopatia dilatada. O sangue que não consegue sair acaba se acumulando dentro 
dos ventrículos causando um aumento da pressão ventricular. 
IC diastólica – aparece devido a uma redução da complacência ventricular. A 
contração miocárdica está normal, porém o enchimento diastólico está comprometido. 
Geralmente associado em casos de hipertrofia do coração (hipertensão arterial 
sistêmica, cardiopatia hipertrófica e etc). 
• 70% dos casos 
• Ocorre deficiência na contratilidade miocárdica com redução do volume de ejeção 
• Dilatação cardíaca e elevação da pressão diastólica de VE 
• Acaba sobrando sangue 
• 30% dos casos de IC 
• O ventrículo não se relaxa adequadamente: manutenção da função sistólica por longo 
período 
• A ejeção é normal, porém, às custas de uma elevada pressão de enchimento ventricular 
• Síndrome complexa com um componente periférico (vasculatura arterial), um centro 
(miocárdio) acometidos por estímulos agressores como HAS 
 
• A manifestação clínica depende, mais comumente, da rapidez com que a síndrome se 
desenvolve e especificamente se houve tempo suficiente para que os mecanismos 
Desconforto em atividade 
física cotidiana 
Sintomas em repouso 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
52 
 
compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se 
acumule no espaço intersticial. 
• O passo inicial para o diagnóstico da IC é obter uma história clínica completa. O 
paciente deveria ser questionado sobre dispnéia, tosse, nicturia, fadiga generalizada e 
outros sinais e sintomas de IC. 
• Dispnéia é o principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda e geralmente se 
apresenta com intensidade progressiva: dispnéia aos esforços, ortopnéia, dispnéia 
paroxística noturna, dispnéia de repouso, até edema agudo de pulmão, sendo a 
expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. 
• Tosse, usualmente noturna e não produtiva, pode acompanhar-se de dispnéia e 
comumente ocorre durante o exercício ou quando o paciente assume a posição supina. 
• Fadiga e astenia são sintomas também importantes relacionados à diminuição da 
perfusão dos músculos esqueléticos com prejuízo da vasodilatação e alteração do 
metabolismo destes músculos. 
• Sintomas urinários como noctúria podem ocorrer em fases iniciais da insuficiência 
cardíaca, sendo resultado da redistribuição do fluxo sangüíneo para os rins, no 
repouso, e maior reabsorção do líquido intersticial das extremidades por diminuição da 
pressão hidrostática(9). A oligúria, por outro lado, apresenta-se tardiamente, em 
decorrência da diminuição da formação da urina pela redução acentuada do débito 
cardíaco. Alguns sintomas estão relacionados especificamente à falência do ventrículo 
direito, determinados pelo acúmulo generalizado de fluidos. Desconforto em 
hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson). 
• Sintomas gastrointestinais, anorexia, náuseas, vômitos, plenitude pós-prandial, 
obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa são os mais freqüentes. Com a evolução 
do quadro, caquexia cardíaca, ou seja, emagrecimento resultante da doença cardíaca 
pode desenvolver-se secundariamente à perda de proteínas e aumento dos níveis de 
certas citocinas, como o fator de necrose tumoral. A caquexia cardíaca pode mimetizar 
a caquexia vista em certas doenças malignas. 
• Alterações cerebrais, como confusão mental, prejuízo da memória e insônia, são 
comuns, principalmente em pacientes idosos, e também resultantes de baixo débito ou 
cirrose cardíaca. A cirrose cardíaca desenvolve-se secundariamente à congestão 
passiva crônica do fígado. 
• Uma vez feita a suspeita da IC, a determinação da capacidade funcional dos pacientes 
cardiopatas é de grande interesse, principalmente para a avaliação de resultados 
terapêuticos. Dessa maneira, apesar de limitada por não ser específica para IC e incluir 
angina, que funciona como um fator complicador, a classificação funcional da New York 
Heart Association é sempre utilizada para comparar grupos de pacientes ou o mesmo 
indivíduo em diferentes períodos (Tabela 1). A avaliação funcional com base nestes 
critérios mostra boa correlação com os dados de morbimortalidade da IC. 
• Fatores desencadeantes ou agravantes da IC: 
 -Falta de aderência ao tratamento 
-Arritmia (FA, taquicardia ventricular) 
-Terapêutica inadequada 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
53 
 
-Infecção 
-Anemia 
-Insuficiência renal 
-Doenças cardíacas associadas 
-Situação geradora de alto débito cardíaco: febre, anemia, hipertireoidismo, infecções) 
Basicamente: Situações de demanda circulatória -> aceleração cardíaca -> em casos de perfusão 
inadequada, isso piora a doença 
 
 
 
 
 
 
• De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia a cardiomegalia é classificada como o 
aumento do tamanho do coração, devido ao grande esforço realizado, ocasionado por alguma 
doença prévia A mensuração do índice cardiotorácico por meio de radiografias consiste no primeiro 
método de exame radiológico para avaliar alterações cardíaca 
 
 
 
 
Você encontra em: PEREZ, A. A. et al. Valor do estudo radiológico do 
tórax no diagnóstico de disfunção ventricular esquerda na doença 
de chagas. Arq. Bras. Cardiol. V. 80, n.2, p. 202-207. 2003 2. 
ARRIETA, D. G. et al. Correlación entre la radiografia de tórax y 
elecocardiograma para lavaloración de cardiomegalia em patients 
com hipertensão arterialsistémica. Arch. Cardiol. Mex. [online]. v. 
76, n. 2, p. 179-184. 2006 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
54 
 
 
 
 
Lklkl 
 
 
 
 
• Cálculo (normal): A + B < C / 2 
• Coração normal: 
 
• Pedículo vascular: bordado à direita por estruturas vasculares venosas e pela esquerda 
pelas estruturas vasculares arteriais (é o espaço que compreende entre a VCS e a saída 
da subclávia esquerda) 
SOFIA HELENA VITTE 
TURMA 60 
EXAMES 
2020.2 
 
55