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HISTOLOGIA C

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células hepáticas e células epiteliais de revestimento de ductos biliares intra-hepaticos 
• Os cordões hepáticos se anastomosam em torno de espaços revestidos por endotélio, os 
primórdios dos sinusoides hepáticos. O tecido fibroso, o tecido hematopoiético e as células 
de Kupffer são derivados do mesênquima e do septo transverso 
Desenvolvimento do duodeno 
Desenvolvimento do fígado e do aparelho biliar 
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• A quantidade de sangue oxigenado que flui da veia umbilical para o fígado determina o seu 
desenvolvimento e sua segmentação funcional. 
• A hematopoese se inicia durante a sexta semana, dando ao fígado uma aparência 
vermelho brilhante 
• A formação da bile pelas células hepáticas começa durante a 12ª semana 
 
Mesentério ventral 
• a veia umbilical passa na borda livre do ligamento falciforme na direção do cordão umbilical 
para o fígado. O mesentério ventral também forma o peritônio visceral do fígado. O fígado 
é coberto pelo peritônio, exceto na área nua que está em contato direto com o diafragma 
 
 
• forma-se dos brotos pancreáticos ventral e dorsal originados de células endodérmicas na 
porção caudal do intestino primitivo que crescem entre as camadas do mesentério 
• A maior parte do pâncreas é derivada do broto pancreático dorsal, que cresce num local 
ligeiramente mais cranial d que o broto ventral, entre as camadas do mesentério dorsal 
• O broto pancreático ventral desenvolve-se à entrada do ducto biliar no duodeno e cresce 
entre as camadas do mesentério ventral. Quando o duodeno roda para a direita e adquire 
Desenvolvimento do pâncreas 
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a forma de C, o broto pancreático ventral é levado dorsalmente, juntamente com o ducto 
biliar 
• O broto pancreático ventral forma o processo uncinado e parte da cabeça do pâncreas. 
Quando o estômago, o duodeno e o mesentério ventral rodam, o pâncreas vai se localizar 
junto à parede abdominal dorsal. Quando os brotos pancreáticos se fundem, os seus 
ductos se anastomosam 
• O ducto pancreático principal se forma a partir do ducto do broto ventral e da parte distal 
do ducto do broto dorsal 
 
Intestino médio 
Origina: 
• O intestino delgado, incluindo o duodeno distal até a abertura do ducto biliar 
• O ceco, o apêndice, o colo ascendente e metade a dois terços do colo transverso 
• Todos esses derivados são supridos pela artéria mesentérica superior 
• Com o alongamento do intestino, forma-se a alça intestinal média, em formato de U, que 
se projeta para o remanescente do celoma extra-embrionário. Nesse estágio, o celoma 
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intra-embrionário comunica-se com o extra-embrionário, no umbigo, formando uma hérnia 
umbilical fisiológica 
 
O intestino delgado retorna primeiro, passando para trás da artéria mesentérica superior, e ocupa 
a parte central do abdome. Quando o intestino grosso retorna, ele sofre uma rotação adicional no 
sentido anti-horário de 180 graus. Mais tarde, ele vai ocupar o lado direito do abdome. O colo 
ascendente torna-se reconhecível à medida que a parede abdominal posterior cresce 
progressivamente 
 
Retorno do intestino médio para o abdome 
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• Inicialmente, o mesentério dorsal está no plano mediano. Quando os intestinos se dilatam, 
se alongam e assumem suas posições finais, seus mesentérios são pressionados contra a 
parede contra a parede abdominal posterior 
• O mesentério do colo ascendente se funde com o peritônio parietal nessa parede e 
desparece, consequentemente, o colo ascendente também se torna retroperitoneal 
• Outros derivados a alça intestinal média retêm seus mesentérios. O mesentério está 
inicialmente preso ao plano mediano da parede abdominal posterior. Após o 
desaparecimento do mesentério do colo ascendente, o mesentério do intestino delgado em 
forma de leque adquire uma nova linha de fixação que passa da junção duodenojejunal, 
ínfero-lateralmente, para a junção ileocecal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fixação dos intestinos 
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 Sistema endócrino 
 
 
 
• Hormônios = sinais químicos que agem distante do seu local de secreção 
• Hormônios parácrinos: atuam em uma distância curta 
• Hormônio justacrino: a molécula é libertada na matriz extracelular, se difunde por esta 
matriz e atua em células situadas a uma distância muito curta de onde foram liberadas 
• Hormônio autócrino: as células produzem hormônios que atuam nelas próprias ou em 
células do mesmo tipo 
• Células endócrinas = secretam para dentro. Comumente se unem formando as glândulas 
endócrinas, onde se organizam sob a forma de cordões celulares (OBS: Exceção- tireoide 
= folículos) 
• Muito próximas de capilares sanguíneos, que recebem prontamente os hormônios 
secretados e já os distribuem pelo corpo 
• Local em que o hormônio atua = tecido-alvo -> suas células têm receptores que 
reconhecem especificamente determinados hormônios e só a eles respondem -> 
hormônios podem circular no sangue sem influenciar indiscriminadamente todas as células 
do corpo + capacidade de resposta da célula-alvo é a mesma quando as concentrações 
são pequenas 
• Controle: mecanismo de retroalimentação -> manter os níveis plasmáticos adequados 
dentro de limites muito precisos 
 
 
• A hipófise se liga ao hipotálamo, situado na base do cérebro, por um pedículo que é a 
ligação entre a hipófise e o sistema nervoso central 
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• Tem origem embriológica dupla: nervosa (crescimento do assoalho do diencéfalo em 
direção caudal) e ectodérmica (trecho do ectoderma do teto da boca primitiva que cresce 
em direção cranial formando a bolsa de Rathke). A porção originada do diencéfalo mantém 
continuidade com o sistema nervoso central constituindo o pedículo na glândula. 
 
• A neurohipófise apresenta uma porção volumosa, a pars nervosa, e do seu pedículo, o 
infundíbulo, que se continua com o hipotálamo (lobo posterior, juntamente com a pars 
intermedia) 
• A adenohipófise consta da pars distalis (lobo anterior) e do infundíbulo, a pars tuberalis 
• A hipófise é revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo 
• Suprimento sanguíneo: as artérias hipofisárias superiores direita e esquerda (ramos da 
carótida interna) irrigam a eminência mediana e o infundíbulo; as artérias hipofisárias 
inferiores direita e esquerda irrigam principalmente a neuro-hipófise, mas enviam ramos 
para o pedículo hipofisário. Apresenta o plexo capilar primário com células endoteliais 
frenestradas e o plexo capilar secundário. Dessa forma, tem-se um sistema porta-
hipofisário de grande importância para a regulação das ações da adeno-hipófise, pois 
através dele os neuro-hormônios produzidos no hipotálamo podem ser levados 
diretamente à adeno-hipófise 
• Cordões de células epiteliais produtoras de hormônios entremeados por capilares 
sanguíneos 
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• Os hormônios produzidos por essas células são armazenados em grânulos de 
secreção 
• Células cromófobas: pouco coradas 
o Poucos ou nenhum grânulo de secreção 
• Células cromófilas: muito coradas, de acordo com sua afinidade por corantes ácidos ou 
básicos 
o Apresentam cinco tipos de células secretoras, sendo que quatro tipos produzem 
um único hormônio e um (células gonadotrópicas) produz dois 
• Pars tuberalis: forma de funil que cerca o infundíbulo da neuro-hipófise. A maioria das 
células é secretora de gonadotropinas e são organizadas em cordões em torno de 
vasos sanguíneos 
 
• Não contém células secretoras 
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