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Bem Estar e Sustentabilidade na Caprinocultura

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Medicina veterinária 
 
Beatriz Laranjeira de Souza 
Camila de Souza Sotto 
Flávio Lustosa Caribé Morais 
Gabriela da Silva Duarte 
Giulia Norbim Lobato 
Isabella Barbosa Duarte 
Lívia Pomar Ramirez 
Nicole Moraes Barrio 
Rafaela Almeida de Sá Tauro 
Vinicius Andrade 
 
ZOOTECNIA DE RUMINANTES: BEM-ESTAR ANIMAL E SUSTENTABILIDADE 
AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE CAPRINOS 
 
 
 SANTOS – SP 
2021 
 
Beatriz Laranjeira de Souza 
Camila de Souza Sotto 
Flávio Lustosa Caribé Morais 
Gabriela da Silva Duarte 
Giulia Norbim Lobato 
Isabella Barbosa Duarte 
Lívia Pomar Ramirez 
Nicole Moraes Barrio 
Rafaela Almeida de Sá Tauro 
Vinicius Andrade 
 
ZOOTECNIA DE RUMINANTES: BEM-ESTAR ANIMAL E SUSTENTABILIDADE 
AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE CAPRINOS 
 
Trabalho de Conclusão de Unidade 
Curricular apresentado ao Curso de 
graduação em Medicina Veterinária 
sob orientação da professora Valéria 
Aparecida 
 
 SANTOS – SP 
2021 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 
1. CRIAÇÃO DE CAPRINOS ................................................................................... 4 
2. BOAS PRÁTICAS DE MANEJO SANITÁRIO ..................................................... 6 
3. DE BEM-ESTAR ANIMAL NA CAPRINOCULTURA ........................................... 8 
4. MANEJO AMBIENTAL ...................................................................................... 10 
5. MANEJO NUTRICIONAL E A INFLUÊNCIA NO AUMENTO SIGNIFICATIVO DA 
PRODUÇÃO ............................................................................................................. 13 
6. SUSTENTABILIDADE NA CRIAÇÃO DE CAPRINOS ...................................... 18 
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 20 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 21 
 
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INTRODUÇÃO 
O presente trabalho tem como objetivo trazer à tona uma temática de 
importância que é o bem-estar animal e a sustentabilidade na criação de pequenos 
ruminantes, mais especificamente, na criação de caprinos, que tem ganhado cada vez 
mais espaço em território brasileiro, com bastante variação de raças e sistemas de 
criação distintos para finalidades distintas. 
Dito isto, foi feita uma análise pelo grupo, com base em fontes da literatura, e 
artigos específicos que abrangem sobre a criação de caprinos e os cuidados que o 
produtor deve ter com essa produção, como devem ser feitos os manejos sanitários, 
as práticas de enriquecimento ambiental para evitar estresse ou entediar o animal. 
Além disso, também é citado o manejo nutricional destes animais, práticas de 
sustentabilidade, manejo ambiental e como isso impacta diretamente na produção de 
insumo dos mesmos. 
Por fim, o intuito do trabalho é sempre ressaltar que a saúde e o bem-estar 
animal associados a práticas sustentáveis na criação, devem ser sempre a prioridade, 
e visto como investimento pelo produtor, pois esse conjunto de boas práticas sempre 
farão com que estes animais rendam mais em suas respectivas finalidades, assim 
como serão mais saudáveis e pouco propensos a desenvolverem doenças, o que 
geraria mais gasto para o produtor. 
 
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1. CRIAÇÃO DE CAPRINOS 
Para iniciar uma criação de caprinos deve-se escolher a raça e qual sistema de 
criação será destinado; temos, por exemplo, as raças especializadas em produção de 
carne, produção de leite e produção de lã. 
Existem 3 tipos de regimes que podem ser adotados por criadores: 
• Sistema extensivo, onde se divide a área de pastagens em piquetes e 
se faz a rotação dos animais por um tempo pré-definido nesses piquetes; 
• Sistema semi-intensivo, onde os caprinos são soltos pela manhã e 
presos novamente no fim da tarde para passarem a noite fechados; 
• Sistema intensivo, onde os caprinos ficam confinados, ou seja, 
permanecem em apriscos com área restrita, em que a água e os alimentos 
necessários são fornecidos em cochos. 
Dentre estes, o sistema intensivo é o mais aconselhável para os cabritos em 
engorda para abate e cabritas para recria. 
Em uma pesquisa, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), foi estimado que a caprinocultura brasileira possui um rebanho de 
11,3 milhões de cabeças, sendo 10,7 milhões de cabeças (o equivalente a 94,5% do 
rebanho nacional) da região Nordeste onde se utiliza principalmente o sistema de 
produção extensivo. 
As instalações dos animais, independente de qual sistema de produção foi 
adotado, precisam abrigá-los adequadamente, ser confortáveis, seguros, funcionais, 
de fácil limpeza, resistentes, duradouras, arejadas, espaçosas, ter comedouros 
protegidos etc. 
 
 
 
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Pode-se encontrar instalações como: bodil, local onde é mantido os bodes 
quando não estão em monta; solário, que é uma área anexa ao capril ou bodil e que 
tem a função de permitir que os animais tomem sol. Existe também o curral de manejo, 
onde é feito a contenção dos animais para aplicação de medicamento como 
vermífugos, vacinas, para pesagem e outras atividades e o confinamento local, onde 
os cabritos são confinados após a desmama e permanecem até a reposição ou 
comercialização do mesmo. 
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2. BOAS PRÁTICAS DE MANEJO SANITÁRIO 
A gestão sanitária na produção de caprinos deve priorizar sempre a saúde, a 
prevenção de doenças, e garantir a segurança e a qualidade dos insumos produzidos. 
 Existem diversas práticas de manejo sanitário que preconizam a relação com 
o ambiente e os manejos reprodutivos e zootécnicos. Dito isto, a manutenção da 
saúde animal depende de alguns fatores importantes e considerando o tipo de 
produção, deve-se pensar em técnicas de manejo específicas, como a temperatura 
do ambiente em que os animais ficarão, a ventilação local e quantidade máxima de 
indivíduos nas pastagens e instalações. No geral as técnicas se baseiam em higiene, 
profilaxias e requer investimento do produtor em planejamentos como, por exemplo, 
o Planejamento de Saúde Animal (PSA) e o Calendário Zoossanitário, feitos por um 
profissional da área para que seja possível prevenir o rebanho contra futuras 
ocorrências indesejadas ou a propensão de enfermidades, tudo de acordo com fatores 
como ambiente em que os animais vivem, bem como o Calendário Zoossanitário tem 
como função ter o controle das vermifugações e vacinações em dia, através de fichas 
de controle individual e coletivas com informações sobre o nascimento, mortalidade, 
sintomas de doenças, casqueamento e etc. 
 Com relação a higiene do ambiente, se faz necessária a lavagem diária de 
comedouros e troca dos alimentos para que não acumule bactérias e fungos. Os 
bebedouros podem ser vaso-comunicantes para prevenir contaminação de restos de 
alimentos ou até fezes e, de preferência, ambos ficarem do lado de fora do aprisco. 
As instalações devem ser desinfetadas mensalmente com, por exemplo, 
desinfetantes, vassoura-de-fogo (espécie de maçarico usado para esterilizar), cal 
virgem nas paredes e pisos. 
 Existem as medidas mais específicas para os problemas também. Na 
quarentena, o animal ou um grupo é deixado num lugar isolado por um período para 
observar se há sinais de doenças, essa técnica pode ser usada para animais recém-
chegados. E isolamento se houver algum animal doente no rebanho, ele é separado 
e isolado para que não contamine os demais animais. 
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 O descarte é usado também como uma forma de erradicação de doenças 
contagiosas e, principalmente, zoonoses. Os indivíduos contaminados com, por 
exemplo, brucelose, raiva, tuberculose, vão para o abate e, dependendo da doença, 
são sacrificados e suas carcaças não podem ser aproveitadas. 
 Vacinas são de extrema importância visando não só evitar perdas