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Resumo de Músculos - Anatomia

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conjunto); 2/3 anteriores do lábio interno da crista ilíaca; fáscia 
toracolombar; superfície interna das 6 últimas costelas; 
- Inserção: aponeurose p/ formação da bainha do m. reto do abdome; linha alba; 
- Inervação: Nn. Intercostais T7 a T11, N. subcostal (T12) e ramo anterior de L1; 
- Ação: contração simultânea das suas “fibras circulares” reduz o diâmetro do abdome. 
Músculos verticais (2) - mais centrais: 
1. Músculo reto do abdome 
- Origem: sínfise e crísta púbicas; 
- Inserção: face anterior do proc xifóide; face anterior das cartilagens costais 5ª, 6ª e 7ª; 
- Ação: flexão do tronco -> em posição supina, eleva o tórax e, consequentemente, a cabeça; 
- Inervação: Nn. Intercostais T6/7 e N. subcostal (T12) 
* intersecções tendíneas - separando cada ventre (4). 
2. Músculo piramidal (mais inferior; d/e) 
- Origem: crista púbica; 
- Inserção: linha alba; 
- Ação: tensiona a linha alba, fornecendo fixação estável p/ os músculos planos da parede ântero-lateral do abdome; 
- Inervação: N. subcostal (T12). 
Obs. - Na região inguinal, não há lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome -> região de fragilidade -> 
ocorre maior parte das herniações -> hérnia de Spiegel/ da linha semilunar (protrusão de componentes do interior 
da cavidade abdominal, pode ser sutura ou cirúrgica), epigástrica (da linha alba, geralmente protrusão de gordura 
peritoneal), incisional intersticial (incisão de cesária -> c/ projeção do omento maior) e umbilical (não fechamento 
do anel umbilical da linha alba pode levar ao desenvolvimento de hérnias congênitas ou adquiridas – na gestação) 
- diástese abdominal – afastamento dos músculos retos do abdome, c/ o envelhecimento e a gestação -> leva ao 
desenvolvimento de hérnias 
Linha arqueada (2cm abaixo do umbigo) é a transição entre a lâmina posterior e a fáscia transversal (é fina e frágil). 
Ela marca a última porção de presença da lâmina posterior da bainha do músc reto do abdome. 
- Linha semilunar (Spiegel) - sulco lateral ao mm. reto do abdome 
Face interna 
3 fossas inguinais (medial/trígono inguinal/de Hasselbach – entre pregas medial e lateral -> hérnias inguinais 
diretas/adquiridas - e lateral – lateral aos vasos epigástricos inferiores -> hérnias inguinais indiretas/congênitas) e 
supravesical (entre pregas mediana e medial - 2) x Regiões de fragilidade (herniações) 
* não fechamento do processo vaginal -> aparecimento de hérnias indiretas (mais comuns) 
5 pregas (ligamentos) umbilicais mediana (resquício embrionário do úraco; c/ lig umbilical mediano abaixo do 
peritônio parietal), medial (d/e - ligs umbilicais mediais, correspondem à p arte obliterada das artérias 
umbilicais mediais -> levam sangue não oxigenado do bb de volta p/ placenta ser oxigenado, obliterados depois do 
nascimento -> viram umbilicais mediais) e laterais (d/e - correspondem aos vasos epigástricos inferiores da artéria 
ilíaca externa) 
Incisões oblíquas e transversais 
 
Suprapúbica - cesárea; 
Incisão subcostal - vesícula biliar; 
Estrelada - apêndice -> incisão de McBurney oblíqua é feita no ponto de McBurney, aproximadamente 2 , 5 cm 
superomedial à EIAS na linha espinoumbilical (Moore et al . , 2014 ) ou união do terço externo com os dois terços 
internos (Sinal de Blumberg positivo); 
* espaço inferior ao umbigo é perigoso por formar adesões. 
 
• Parede posterior do abdome (3): 
1. Músculos psoas maior e psoas menor*; 
a. Maior 
- Origem: corpos das vértebras T12 à L5; proc transversos das vértebras T12 à L5; 
- Inserção: une-se ao m. ilíaco, insere-se no trocanter menor do fêmur 
- Ação: primariamente, flexor da coxa. c/ a artic do quadril fixa, a contração bilateral e simultânea c/ o músc 
transverso espinal posterior, atua na retificação da lordose lombar. A contração unilateral resulta em flexão lateral 
ipsilateral do tronco e rotação contralateral da coluna lombar. 
- Inervação: ramos anteriores de L1 à L4. 
B. Menor (inconstante) 
- Origem: corpos vertebrais de T12 à L1; 
- Inserção: iminência iliopúbica, linha pectínea; fáscia ilíaca; 
- Ação: flexor fraco da coluna lombar; 
- Inervação: ramo anterior de L1. 
2. Músculo ilíaco 
- Origem: fossa ilíaca; ligamento sacro-ilíaco anterior; EIAI; 
- Inserção: trocânter menor do fêmur (anterior ao M. psoas maior) 
- Ação: com a pelve fixa, auxilia o m. psoas maior na flexão da coxa. Com o fêmur fixo, atua na anteversão da pelve. 
- Inervação: 
3. Músculo quadrado do lombo 
- Origem: ligamento iliolombar e crista ilíaca; 
- Inserção: borda inferior da 12ª costela; processos transversos das vértebras lombares 
- Ação: estende e flete lateralmente a coluna vertebral; 
- Inervação: N. subcostal e ramos anteriores de L1 a L4. 
 
Regiões de fragilidade -> herniações 
1. Trígono lombar inferior (de Petit) - 
Limite medial: margem do músculo latíssimo do dorso; 
Limite lateral: margem posterior do m. oblíquo externo do abdome; 
Limite inferior: crista ilíaca; 
Assoalho: aponeurose de origem do músculo transverso do abdome e fáscia transversal com o peritônio parietal. 
2. Trígono lombar superior “Grynfelt” - 
Limite cranial: 12ª costela; 
Limite lateral: músculo oblíquo interno do abdome; 
Limite medial: músculos intrínsecos do dorso; 
Limite do assoalho: aponeurose de origem do músculo transverso do abdome; 
Limite do teto: músculo serrátil posterior inferior, músculo latíssimo do dorso. 
Vascularização da parede anterolateral do abdome - 
Região central da parede ânterolateral do abdome - Subclávia (irrigação MMSS) > (2 – d/e) artérias torácicas 
internas -> artéria epigástrica superior (anastomosa c/ art epigástrica inferior – ramo da art ilíaca externa) + artéria 
músculo frênica (-> diafragma + hipocôndrio direito) 
Parede lateral irrigada por artérias intercostais posteriores (X, XII, subcostal) superficial e profunda - pode sofrer 
anastomose c/artérias lombares 
Região inferior da cavidade abdominal - irrigação por artéria epigástrica superficial -> pele subcutânea da região 
infraumbilical, do púbis 
Ramo ascendente da artéria circunflexa ilíaca profunda – supre a musculateria da parede lateral (intercostais 
posteriores e subcostal) 
Irrigação: 
Parede lateral: 10-11ª artérias intercostais posteriores; artéria subcostal; a. musculofrênica (ramo da artéria torácica 
interna); a. circunflexa ilíaca profunda (ramo da a. ilíaca externa). 
Parede anterior: Aa. epigástrica superior (ramo da a. torácica interna) e epigástrica inferior (ramo da a. ilíaca 
externa); 
Parede abdominal inferior: Aa. circunflexa ilíaca superficial (ramo da a. femoral) e epigástrica superficial (ramo da a. 
femoral) e a. epigástrica inferior (irrigação profunda). 
A. Drenagem superior (acima da cicatriz umbilical) – veias torácica interna (medialmente) e torácica lateral 
(lateralmente), pode anastomosar c/ epigástrica superficial = v. toraco-epigástrica + linfa -> linfonodos axilares 
B. Drenagem inferior (abaixo da cicatriz umbilical) – veias epigástrica superficial e epigástrica inferior + linfonodos 
inguinais superficiais 
Músculos da pelve 
Paredes, fáscias e espaços pélvicos - 
parede ânteroinferior (sínfise púbica), duas paredes laterais (ossos do quadril), uma parede posterior (posterolateral 
– musculoligamentar) e um assoalho (sustentação). 
Pelve feminina - 
 
Peritôneo parietal reveste as paredes e as vísceras presentes -> delimita duas escavações = posterior (entre reto e 
útero -> reto-uterina -> projeta-se lateralmente e posteriormente criando a fossa pararretal, que permite a distenção 
do reto enquanto ele se enche de fezes) e anterior (entre útero e bexiga urinária -> vesico-uterina). 
Pelve masculina - 
 
Há peritônio parietal (paredes) e visceral (vísceras) também, mas apenas uma escavação -> reto-vesical, c/ fossa 
pararretal. 
* Peritônio visceral não alcança diafragma/assoalho pélvico, reveste apenas as vísceras e as escavações. 
Fáscias da pelve (inferior ao peritônio):