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HAS

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1 Clínica Médica Tayana Bastos – ATM 23 
Hipertensão Arterial Sistêmica 
 
Conceito 
Condição clínica multifatorial caracterizada por elevação 
sustentada dos níveis pressóricos ≥140/90 mmHg. 
 
É quando o paciente tem níveis persistentemente elevados de 
PA, ou seja, maiores que 140x90mmH (numa mesma consulta 
inclusive, mas aferido em diferentes momentos) 
 
Fatores de Risco 
Idade (≥60) 
Sexo (masculino) 
Etnia (negros) 
Ingestão de sal 
Ingestão de álcool 
Sedentarismo 
Fatores socioeconômicos (baixos) 
Genética. 
 
 
Existem 2 subtipos de HAS: 
HAS essencial/primária/idiopática-> Não tem uma etiologia 
definida, são um conjunto de fatores que acabam culminando 
no desenvolvimento de HAS e a genética tem muita relação 
com ela (maioria das HAS) 
HAS secundária -> É uma manifestação secundária de alguma 
doença. Por exemplo: por um descontrole hormonal, tumor 
de suprarrenal ou hiperaldosteronismo, estenose lateral de 
artérias laterais. 
 
Hipertensão Arterial Sistêmica 
Essencial 
 
Diagnóstico 
 
➔ Medida no consultório/ambulatorial: 
 Afere-se a pressão de: 
 - 2/2 anos se PA inferior ou igual a 120/80 mmHg, 
 - Anualmente se PA entre 120/80 -140/90 mmHg 
 
➔ MAPA = (manguito 24h) 
Média ≥ 130/80 mmHg; 
Vigília ≥ 135/85 mmHg; 
Sono ≥ 120/70 mmHg 
➔ MRPA = que o próprio paciente faz durante o dia. 
Maior ou igual a 135/85 mmHg. 
 
É necessário ainda avaliar na consulta: 
• No exame, questionar o paciente se fumou, tomou café, 
fez xixi, fez exercício físico.. 
• Sempre aferindo 2x, se a primeira e a segunda derem 
alteradas já é possível diagnosticar como hipertensão. 
 
 
 
• Hipotensão ortostática: 
o Queda de PAs > 20mmhg ou PAd > 10mmhg = 
diagnóstico de HAS ortostática, nas PA ao se aferir 
deitado e ao sentar/de pé. 
o Na Hipotensão ortostática, principalmente nos 
idosos e diabéticos, essa regulação dos quimio e 
barorreceptores é muito lenta o que leva o paciente 
ter um hipofluxo cerebral quando muda para a 
posição ortostática/sentada, podendo levar o 
paciente a ter uma síncope ou tonturas. 
o Por que o paciente diabético tem hipotensão 
ortostática? Ele tem neuropatia diabética que afeta 
o sistema vascular (causando uma vasculopatia) e o 
sistema neurológico simpático e parassimpático 
(causando uma desautonomia por causa da 
diabetes, que é uma piora na resposta aos estímulos 
vasomotores). 
o No idoso isso ocorre por causa da arterioesclerose 
(enrijecimento arterial, por calcificação, que torna a 
resposta mais lenta frente as alterações 
vasomotoras) 
• Investigar doenças vasculares: 
o Se diferença > 20/10 mmHg entre os braços -> se 
não há obstrução arterial. 
 
Essas duas medidas (MAPA e MRPA) são usadas quando se 
tem HAS do avental branco (em casa PA é normal e na 
consulta é elevada, se percebe quando paciente não tem 
outros sintomas que relacionem ou levem ao diagnóstico) ou 
HAS Mascarada (paciente tem PA normal no consultório, mas 
tem hipertrofia ventricular esquerda, doença renal crônica, 
obeso, diabético... dessa forma a PA no domicílio é elevada). 
 
 
 
 
 
 
 
ARTERIOESCLEROSE é DIFERENTE de ARTERIOSCLEROSE 
 
 
2 Clínica Médica Tayana Bastos – ATM 23 
Classificação da PA 
 
 
Objetivos da avaliação clínica e laboratorial 
 Confirmar o diagnóstico de HAS 
 Classificar essa HAS 
 Identificar a presença de fatores de risco cardiovasculares 
 Verificar se o paciente tem lesão ao órgão alvo (se há 
complicações por causa da HAS) 
 Pesquisar doenças associadas 
 Estratificação do RCV 
 Descartar em HAS secundária. 
 
 
Para isso é feita a investigação complementar com exames, 
para identificar lesões. 
 
Rotina de exames da HAS: 
 EQU 
 Potássio Plasmático 
 Glicemia de jejum e HbA1C 
 Ritmo de filtração glomerular estimado 
 Creatinina plasmática 
 Colesterol total, HDL-C, TAG 
 Ác. úrico plasmático 
 ECG (eletrocardiograma) convencional. 
 
Eles servem, principalmente para pesquisar LOA. Os principais 
órgãos/sistemas lesados pela HAS são: 
Sistema vascular: com o aumento da aterosclerose e o 
aumento de lesões endoteliais e vasculares 
Coração: hipertrofia ventricular esquerda 
Rim: disfunção renal 
Além disso, esses exames servem para avaliar se não há 
alguma complicação relacionada ao uso do anti-hipertensivo, 
um dos principais problemas que temos com o tratamento é 
no nível de potássio, visto que as principais drogas utilizadas 
para o tratamento do HAS agem no K, aumentando ou 
diminuindo o nível de potássio. 
• Alteração do EQU = É uma análise qualitativ. Serve para 
pesquisar proteinúria, pois o paciente com HAS faz 
glomeruloesclerose focal e segmentar, que faz com que o 
rim comece a deixar passar proteínas para a urina. A 
partir da presença de proteínas na urina se faz a análise 
quantitativa que é a albuminúria. 
• Potássio plasmático (K) = todas as medicações que se usa 
pra HAS mexe no metabolismo do potássio seja para 
aumentar ou diminuir o potássio sistêmico. 
 
 
 
• Ritmo de filtração glomerular = 180 - idade do pac. x 
peso/ 72 x creatinina, se for mulher multiplica por 0,85 o 
resultado. Por isso não entra ureia na rotina de exames e 
sim a creatinina. 
• ECG = pesquisar hipertrofia ventricular esquerda 
 
Exames complementares 
 Rx tórax 
 Ecocardiograma 
 Albuminuria 
 US carótidas 
 Ecodoppler nas a.a. renais. 
 
 
Estratificação de risco – 
Estratificação risco global (calculadoras de RCV) 
+ 
Presença de doença aterosclerótica manifesta (Alto Risco 
Automático) 
+ 
Presença de lesões a órgão alvo 
+ 
Presença de fatores de risco adicionais 
Tem que LEMBRAR A 
CLASSIFICAÇÃO! 
Lembrar que sempre 
começa com 120/80. 
A sistólica sobre de 20 
em 20, e a diastólica de 
10 em 10. Conforme for 
os estágios de HAS. 
 
3 Clínica Médica Tayana Bastos – ATM 23 
O paciente 
precisa ter 3 ou 
mais desses 
riscos para ser 
Alto Risco 
 
Fatores de Alto Risco Automático 
→ Diabéticos: 
Com lesão a órgão alvo = Muito alto risco (retinopatia ou 
nefropatia diabética → proteinúria, infarto, AVC. 
Sem lesão a órgão alvo = alto risco 
→ Doença renal crônica 
TFG < 30ml/min = muito alto risco (estágio 4 de DRC) 
TFG 30-50ml/min = alto risco (estágio 2 e 3 de DRC) 
→ Aterosclerose 
Evento cardiovascular (CV): presença de placa de colesterol e 
já teve IAM/AVC/vasc. periférico = muito alto risco 
Aterosclerose subclínica (presença de placa de colesterol, mas 
sem evento CV) = alto risco 
 
 
Presença de Lesões de Órgão Alvo 
Hipertrofia ventricular esquerda (Eletro ou Ecocardiograma) 
Espessura Média Intimal (EMI) da carótida > 0,9 mm 
Índice Tornozelo-Braquial (ITB) < 0,9 
Doença renal crônico estágio 3 
Velocidade de Onda de Pulso (VOP) carotídeo-femoral > 
10m/s 
Albuminuria entre 30 e 300 mg/24h ou relação albumina-
creatinina urinária 30 a 300 mg/g. 
 
 
 
Fatores de Risco Associados/Adicional 
Sexo masculino 
Idade: 
 Homens > ou igual a 55 anos 
 Mulheres > ou igual a 65 anos 
História de D. Cardiovasc. prematura em parentes de 1º grau 
 Homens: < 55 anos 
 Mulheres < 65 anos 
Dislipidemia: 
 Colesterol total > 190 mg/dL 
 Colesterol LDL > 115 mg/dL 
 Colesterol HDL < 40 mg/dL nos homens ou 
 HDL < 46 mg/dL nas mulheres 
 TAG > 150 mg/dL. 
Tabagismo 
Diabetes: 
 Glicemia em jejum: 100 -125 mg/dL 
 Teste oral de tolerância à glicose: 140-199 mg/dL em 2h 
 Hemoglobina glicada 5,7 – 6,4% 
Obesidade 
 IMC > ou igual a 30 kg/m² 
 Circunferência Abdom. > ou igual a 102 cm nos homens 
 > ou igual a 88 cm nas mulheres 
Tratamento para HAS 
Pressão arterial sistólica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
Pacientes baixo ou moderado risco: MEC por 3 a 6 meses, caso 
não funcione entra com tratamento farmacológico. 
 
Paciente de alto risco: se inicia tratamento farmacológico + 
MEV na primeira consulta assim que a gente viu que o 
paciente é de alto risco e tem PA elevada. 
 
 
 
Metas