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Resumo de antibióticos

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Arlindo Ugulino Netto • interMEDRESUMOS 2018 
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interMEDRESUMOS 2018 
Arlindo Ugulino Netto 
 
ANTIBIÓTICOS 
 
RESUMO DE MICROBIOLOGIA 
Principais bactérias GRAM POSITIVAS de importância médica 
Cocos Gram Positivos 
Staphylococcus - Coagulase positivos: S. aureus (foliculites, abscessos, celulite, endocardites, pneumonia grave, etc.). 
- Coagulase negativos: S. epidermidis (endocardite precoce em valva protética); S. saprophyticus (causa ITU). 
Streptococcus - Beta-hemolíticos: 
 Grupo A: S. pyogenes (causa faringite, escarlatina, piodermite, febre reumática, glomerulonefrite). 
 Grupo B: S. agalactiae (causa infecções em neonatos: meningite, bacteremia, sepse). 
- Não beta-hemolíticos: S. pneumoniae / Pneumococo (são alfa-hemolíticos; causadores clássicos da 
pneumonia); S. bovis. 
- Grupo viridans: são alfa-hemolíticos ou não hemolíticos frequentes nos dentes; podem causar abscessos 
dentários ou endocardite subaguda (em valva nativa). Ex: S. milleri; S. mitis; S. mutans; S. salivarius. 
Enterococcus E. faecalis; E. faecium. 
Bacilos Gram Positivos 
Aeróbicos - Bacillus: B. anthracis; B. cereus. 
- Listeria: Listeria monocytogenes (causadora de meningite em recém-nascidos, pacientes após 55 anos, 
gestantes, imunossuprimidos, após neurocirurgias ou com infecção de shunts). 
- Corynebacterium: C. diphtheriae; Corynebacterium sp. 
- Nocardia: N. asteoides; N. brasiliensis; N. farcinica. 
Anaeróbicos - Clostridium: C. tetani (causador do tétano); C. botulinum (causador do botulismo); C. difficile (causador da 
colite pseudomembranosa); C. perfrigens (causador da gangrena gasosa). 
- Actinomyces: A. israeli. 
 
 
Principais bactérias GRAM NEGATIVAS de importância médica 
Cocos Gram Negativos 
Neisseria - Ex: N. meningitidis / meningococo (causador da meningite meningocócica); N. gonorrhoeae / gonococo 
(causador da uretrite gonocócica ou gonorreia). 
Bordetella - Ex: B. pertussis (causador da coqueluche); B. parapertussis (coqueluche com sintomas mais brandos). 
Bacilos Gram Negativos entéricos 
Aeróbicos - Ex: Escherichia coli (principal causa de ITU); Klebsiella pneumoniae (causador de pneumonia grave); 
Enterobacter sp.; Citrobacter sp.; Proteus sp.; Salmonella sp. (causador de diarreia aguda e osteomielite em 
falcêmicos); Shigella sp. (principal causa de disenteria em nosso meio); Yersina pestis; Helicobacter pylori 
(relacionada com gastrite); Pseudomonas aeruginosa (causadora de infecções hospitalares); Acinetobacter 
baumannii; Stenotrophomonas maltophilia; Burkholdelia cepacia; Aeromonas sp.; etc. 
Anaeróbicos - Ex: Campylobacter jejuni (principal causa de disenteria nos países desenvolvidos); Bacteroides; etc. 
Bacilos Gram Negativos não-entéricos 
Aeróbicos - Ex: Bordetella; Haemophilus influenzae (causador de otite média aguda e sinusite aguda); C. granulomatis. 
Anaeróbicos - Ex: Actinobacilus. 
 
 
Outros 
Espiroquetas - Ex: Borrelia burgorferi (doença de Lyme); Leptospira (leptospirose); Treponema pallidum (sífilis). 
Bacilos álcool-
ácido resistentes 
- Ex: Mycobacterium avium-intracellulare; Mycobacterium tuberculosis (tuberculose); Mycobacterium 
kansasii; Mycobaterium leprae (hanseníase); Mycobacterium marinum. 
Miscelânea - Ex: Chlamydya trachomatis (cervicite); Chlamydya pneumoniae (pneumonia atípica); Mycoplasma 
pneumoniae (pneumonia atípica); Pneumocystis carinii; Ureaplasma urealyticum, etc. 
 
 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS 
- Quanto à farmacodinâmica: para melhor acertar a posologia e os intervalos de tempo necessários para a terapia antibiótica, 
essas drogas podem ser classificadas de duas formas: 
 Tempo-dependente: o feito antibiótico depende do tempo acima da concentração inibitória mínima bacteriana. Neste 
caso, os antibióticos necessitam de uma ação constante acima da concentração inibitória mínima para realizar sua ação 
bactericida. Ex: β-lactâmicos; Macrolídeos. 
 Concentração-dependente ou Dose-dependente: dependente da concentração durante o pico sérico. Neste caso, não 
há uma relação temporal muito forte, e o antibiótico pode ser administrado em dose única diária, de forma que haja 
um pico evidente em sua concentração. Ex: Aminoglicosídeos (inclusive, a administração em dose única diária desta 
classe de antibióticos é preferível à administração fracionada, pois reduz os riscos de nefrotoxicidade); Quinolonas. 
 
OBS: Concentração inibitória mínima (MIC) é a concentração (em µg/ml) necessária para um antibiótico inibir o crescimento 
bacteriano in vitro. Quando atinge uma concentração plasmática 4x superior a MIC, diz-se que o antibiótico é eficaz na prática. 
 
- Quanto ao efeito antimicrobiano: 
 Bactericidas: Beta-lactâmicos; Glicopeptídeos; Aminoglicosídeos; Quinolonas; Rifampicina (BIZU: β-Glico-Amino-Quino). 
 Bacteriostáticos: Macrolídeos; Tetraciclinas; Sulfonamidas; Oxazolidinonas; Anfenicois; Lincosaminas. 
 
- Quanto ao mecanismo de ação (farmacocinética): 
 Parede celular: 
o Beta-lactâmicos: Penicilinas; Cefalosporinas; Carbapenêmicos; Monobactâmicos. 
o Glicopeptídeos: Vancomicina; Teicoplanina. 
 
 Membrana plasmática: 
o Polimixina B. 
o Colistina (Polimixina E). 
 
 Síntese proteica: 
o Tetraciclinas (30S): Tetraciclina, Doxiciclina. 
o Aminoglicosídeos (30S): Gentamicina. 
o Macrolídeos (50S): Eritromicina; Claritromicina; Azitromicina. 
o Lincosamidas (50S): Clindamicina. 
o Anfenicois (50S): Cloranfenicol. 
o Oxazolidinonas (50S): Linezolida. 
o Estreptograminas: Quinupristina. 
o Glicilciclinas: Tigeciclina. 
 
 Ácido nucleico: 
o Quinolonas: Cipro; Norflox; Levo; Moxifloxacino. 
o Metronidazol. 
o Rifampicina: inibe a RNA polimerase dependente do DNA. 
 
 Competição com PABA: 
o Sulfonamidas (Sulfadiazina, Sulfametoxazol): inibem a formação do ácido fólico. 
 
 
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1. BETA-LACTÂMICOS 
Mecanismo de ação Bloqueio da fase de transpeptidação do peptidoglicando: atuando sobre as PBPs (proteínas ligadoras 
de penicilina), impedem a ligação cruzada entre os proteoglicanos e inibem a síntese da parede 
celular. 
Farmacodinâmica Tempo-dependentes 
Efeito antimicrobiano Ação bactericida 
Resistência - Alteração das PBPs, determinando diminuição da afinidade pelos beta-lactâmicos (Ex: pneumococo 
resistente à penicilina; S. aureus MRSA, Enterococcus fecalis); 
- Produção de beta-lactamases, que inativam o antimicrobiano (Ex: alguns S. aureus, Gram -, ESBL); 
- Redução de porinas, com consequente diminuição da permeabilidade (Ex: P. aeruginosa). 
1.1. Penicilinas 
- Classificação: 
 Penicilinas naturais ou Benzilpenicilinas: não cobrem a maioria das cepas de S. aureus (produtoras de penicilinases). 
o Penicilina G cristalina: reservada para infecções mais graves que indicam internação (ex: neurossífilis). 
o Penicilina G procaína: para infecções de gravidade intermediária (ex: erisipela). 
o Penicilina G benzatina (Benzetacil®): atualmente, tem uso reservado para as seguintes infecções: 
faringoamigdalite (e profilaxia da febre reumática), piodermites estreptocócicas e sífilis que não envolva SNC. 
 Aminopenicilinas: Ampicilina e Amoxicilina. Conseguem atravessar as porinas da membrana externa dos Gram-
negativos, tendo, portanto, relativa eficácia contra várias cepas delas (H. influenzae, M. catarrhalis, E. coli, P. mirabilis, 
Salmonella sp. e Shigella sp.). Mantém também a eficácia contra os Gram positivos (como o estreptococo), porém não 
superior a da penicilina G. O Enterococcus fecalis mantém um certo grau de sensibilidade à ampicilina/amoxicilina. 
 Penicilinas resistentes às penicilinases: Oxacilina e Meticilina. Atualmente, a oxacilina é considerada a droga mais

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