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Caso clínico na Assistencia Ginecológica Sâmara Luiza, 55 anos, branca, casada, vendedora, católica, natural e procedente da cidade de São Luis, do Maranhão, chegou no ambulatório de especialidade para uma consulta de rotina após 5 anos sem avaliação médica. Paciente relata que nos últimos 5 meses tem sentido certo cansaço e ainda mais dificuldade para realizar tarefas do seu dia-a-dia, como varrer o chão e subir a ladeira da rua para chegar em casa, o que tem a deixado muito frustrada e desanimada. Ademais, também mencionou insônia e fogacho. Os sintomas têm sido bem tolerados pela paciente, mas mesma tem receio de que aumentem a frequência. É hipertensa em uso de Medildopa 250mg duas vezes ao dia, negou diabetes e dislipidemia. Refere consumo de álcool nos finais de semana desde os 30 anos, depois que os filhos vieram, fazendo uso de até 8 latas de cerveja aos finais de semana, nega tabagismo e relata não realizar exercícios físicos. Nega alergias, hemotransfusões ou ser fazer uso de drogas ilícitas. Relata ter realizado duas cesárianas (há 30 e 32 anos), por não ter “passagem”negou outras cirurgias. Refere não ter conseguido amamentar seus filhos. Menopausa aos 50 anos, possui vida sexual ativa. Menarca aos 12 anos, com 3 parceiros sexuais durante a vida. Como histórico familiar, tem pai hipertenso, mãe falecida por câncer de mama aos 68 anos de idade, irmã realizou mastectomia bilateral há 3 anos. Marido teve diagnóstico de hepatite B há um ano e está em tratamento. Filhos saudáveis. Ao exame físico, a paciente encontrava-se em bom estado geral, lúcida e comunicativa, hidratada, hipocorada, eupneica, acianótica, anictérica. Altura de 1,60 m, peso de 70 kg e IMC de 27,3. Frequência cardíaca de 80 bpm, Pressão Arterial de 150X100 mmHg e frequência respiratória de 18rpm. Aparelho cardiovascular e respiratório sem alterações. Abdome globoso com panículo adiposo, ruídos hidroaéreos audíveis nos quatro quadrantes sem visceromegalias, fígado e baço não palpáveis e indolor à palpação superficial e profunda. Apresenta discreto edema e presença de talangectasias em membros inferiores. Ao exame ginecológico, exame especular com presença de secreção amarela esverdeada bolhosa sem odor. Presença de verrugas em região vulvar.Toque vaginal sem alterações. Mamas simétricas, sem retrações e sem drenagem de secreções pelos mamilos, espontânea ou à pressão. Presença de nódulo de mais ou menos 2 cm de diâmetro, localizado no quadrante lateral superior da mama direita, indolor a palpação e de consistência firme. Não se detecta linfonodomegalia à palpação das axilas. A paciente foi orientada a realizar exames laboratoriais, no qual apresentou uma queda no número de hematócritos (32%) e hemoglobina (9,8 g/dL) Na mamografia, o principal achado foi a presença de um nódulo irregular de alta densidade radiológica, com margens espiculadas, apresentando microcalcificações, localizado no quadrante súperolateral da mama direita, medindo cerca de 21,0 x 9,0 mm. Regiões axilares livres, sem evidências de linfonodomegalias. Mama esquerda sem alterações dignas de nota. A paciente também fez ressonância magnética confirmando o nódulo BI- RADS IV na mama direita. A equipe médica, contudo, já possui o diagnóstico e está pronta para revelar à paciente e sua família, assim como para discutir o tratamento que será realizado. Questões 1. Quais características esse nódulo possui que tornam a suspeita maligna? 2. Quais sinais e sintomas do câncer de mama? 3. Quais são os métodos de rastreamento de câncer de mama? 4.O que é BI-RADS descreva a categoria que paciente apresenta. 5. Quais são os possíveis tratamentos para câncer de mama? 6. Quais são os diagnósticos e as intervenções de Enfermagem para o estudo de caso acima descrito?