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Sistema Rh - ISBT 004 Estrutura da proteína Rh O sistema Rh, ao contrário do sistema ABO e do sistema H, já vão produzir a proteína na membrana da hemácia (proteína multipasso). Essa proteína passa 12 vezes na membrana da hemácia. Dessa forma existem as porções extracelulares, intracelulares e transmembranares. A porção reconhecida pelo sistema imune é a porção extracelular. Essa é a estrutura geral da proteína RH, E no sistema RH existe a produção de duas proteínas diferentes (Proteína RH-D e RH-CE). Existem vários epítopos de reconhecimento na proteína RH. Função biológica das proteínas Rh obs: Não se sabe ao certo qual a função da proteína, então essas funções estão mais relacionadas a proteína rhce. Integridade da estrutura morfológica da hemácia – Interação com outras proteínas (anquirina, proteína 4,2,etc).Quando se tem alterações das proteínas do rh, ao invés de aparecerem hemácias bicôncavas elas podem aparecer como esferócitos, por exemplo. Transporte de CO2 e Amônia – Proteínas Rh no centro da hemácia. Classificação e nomenclatura Geralmente se tem 4 tipos de classificações e são de acordo com a genética/molecular (não cai em prova). Na classificação de Rosenfield a presença do antígeno é dada pela sua numeração (D:1; C:2; c:4; E:3; e:5) e a ausência pelo sinal de subtração ( - ). Importância Clínica A quantidade de antígenos de sistema é maior do que qualquer outro. Mais polimórfico entre os sistemas – 55 antígenos (maior importância: D,C,c,E,e) Segundo grupo mais imunogênico (primeiro é ABO) – Chance de desenvolvimento anti-D em transfusão incompatível é de 80%. Anticorpos específicos anti-Rh – Causam reações hemolíticas, AHAI, DHFRN. Variações do antígeno D formam D-fraco ou D-parcial. Antígenos são exclusivamente eritrocitários, diferente do ABO que são antígenos que podem ser encontrados em outros lugares como em secreções e tecidos. Bases genéticas do sistema Rh Como o gene RHD não possui alelos, caso o gene esteja presente serão produzidos antígenos. Quando ele está ausente não produzirá esses alelos e, geralmente, dará origem ao RH negativo. Como o gene rhc possui vários alelos, esses alelos podem se recombinar. Nem sempre todos esses antígenos estarão presentes dependendo do gente vai estar expresso. Quando se tem o RH positivo, eu tenho o gene rhd que vai produzir a proteína que tem o antígeno D. Tenho proteína rhc que vai conter A presença ou ausência dos antígenos com base no genótipo do indivíduo. No rh-negativo esse Gene está deletado. Geralmente os RH negativos têm a expressão de c e de e - ccee(mas pode ter outros tipos). Eu tenho dois genes produzindo duas proteínas diferentes. RhD contendo antígeno D. RhCE contendo antígenos C/c e E/e. Fenótipo Rh positivo (RhD positivo ou seja, quando tem antígeno D) ● possui os dois genes rhd e rhce ● 85% da população mundial Apresenta RH positivo ● variação na expressão fenotípica ● alteração quantitativa(d fraco) ● alteração qualitativa (d parcial) O indivíduo é considerado rhd positivo normal quando possui todos os epítopos no antígeno D presentes (aproximadamente 37). RhD-fraco Tenho alteração quantitativa da expressão do antígeno D na superfície da hemácia. Em linhas gerais: Hemácias que apresentam reação de aglutinação fraca ou negativa com soros anti-D e aglutinação intensificada pelo teste indireto da anti-globulina humana (TAI/Coombs indireto). Causa – Mutações no gene RHD. No caso de d-fraco os epítopos se mantêm intactos mas com a expressão diminuída, sendo uma alteração quantitativa. Identificação: tipagem Prova direta e reversa, pesquisa de rhd. Normal apresenta aglutinação positiva. No primeiro teste o fraco apresenta aglutinação negativa, tem que usar o teste de coombs indireto para visualizar aglutinação. A porção extracelular que contém os epítopos da proteína do rhD. Mutações modificam a forma em que a molécula está inserida na membrana do eritrócito. Execução do D fraco: Tem-se o soro anti D e a hemácia do doador/paciente, os dois vão reagir (etapa salina). Se tem o D em baixa expressão, após a centrifugação eu não consigo ver aglutinação já que eu tenho poucos anticorpos ligados a essas hemácias. Então eu lavo as hemácias para remover todos os anticorpos que não se ligaram deixando só as hemácias com os anticorpos ligados. Então eu preciso do soro de coombs para visualizar a ligação antígeno anticorpo (positivo - aglutinação). Só se utiliza do soro de coombs caso a etapa salina negativar. Quando a etapa salina é positiva, diz-se que o RH é positivo. Se o teste permanecer sem aglutinação após a adição do soro de coombs o RH é negativo. ● Existem mais de 50 tipos de D-fraco diferentes. ● Geralmente não desenvolvem anti-D com a exposição a hemácias incompatíveis. RhD-parcial Em linhas gerais: Caracterizado pela ausência de um ou mais epítopos originais do antígeno D, sendo substituídos por outra sequência de aminoácidos. A quantidade de epitopos expressos está normal, a mesma quantidade de proteínas D expressas. No entanto, os epitopos estão alterados. Alteração qualitativa. Causa: Mutações no gene RHD ou rearranjo dos genes RHD e RHCE. Caso o indivíduo RH negativo receba uma bolsa com D-parcial ele pode desenvolver o anti D. O uso de reagentes inadequados pode impactar nisso. Eu posso ter porções da proteína rhce dentro da proteína rhd, isso muda os epítopos dentro da proteína do RH. Então o epíteto do D que seria reconhecido, o anticorpo que o reconheceria não conseguirá mais se ligar. Os reagentes devem reconhecer a maior parte dos epitopos de D. RhD-parcial Classificação sorológica com base na presença ou ausência de antígenos. São utilizados anticorpos monoclonais com especificidade única. Os reagentes funcionam como um painel com diferentes hemácias que serão testadas. E qual o significado clínico do RhD-fraco/parcial? RhD fracos e parciais – São fenotipicamente RhD positivos. E a conduta transfusional? Depende se é doador ou paciente. Fenótipo Rh negativo (RhD negativo) três formas dessa proteína não ser produzida: ● deleção do gene rhd (europeus) ● pseudogene rhd (africanos): Quando se realiza o teste esse pseudogene está presente, no entanto, ele é mutado e não codifica a produção da proteína D. ● gene híbrido rhd-ce-d: Tem a presença do gene mas não produz a proteína D. Nesses três casos se tem ausência do antígeno D. Compatibilidade de antígenos do sistema RH deverá ser obedecida com o intuito de evitar a sensibilização dos receptores. Testa-se a hemácia com anti-D, não havendo aglutinação. O teste com soro de coombs indireto é feito resultando no teste negativo (rhd -). Rh Null: Não expressa proteínas RH Fenótipo RhNull ● Ausência completa dos antígenos Rh; ● Proteína RhA (sistema necessário para a produção dos antígenos da proteína rh). Sem essa proteína há completa ausência dos antígenos do sistema RH. ● O fenótipo resulta de alterações em nucleotídeos no gene RHAG. Implicação clínica ● Eritrócitos com alteração de forma (p.ex. estomatócitos) ● Anemia moderada. Resultado: A+. Genótipo: ccee K- Essa recomendação é para evitar aloimunização. É obrigatória apenas abo, prova direta e reversa e rhd. Anticorpos anti-Rh ● Clinicamente significantes Sua presença causa reações transfusionais hemolíticas; AHAI, DHFRN. ● Motivo de sua produção Transfusão ou parto/aborto ● Maior ocorrência (nessa ordem) Anti-D, anti-E, anti-c, anti-C e anti-e; Geralmente são do isotipo IgG (passagem transplacentária). ● Anti-D Uma vez formado, pode persistir por vários anos; Pode ser produzido por indivíduos RhD parcial, uma vez que o epítopo original pode estar ausente. ● Reatividade exacerbada Quando se tem hemácias tratadas com enzimas proteolíticas (bromelina, papaína). ● Outros anticorpos de importância transfusional Anti-f (anti-ce), anti-G (anti-CD) Exacerbação quando tratado com enzimas. Sistema Kell – ISBT 006 Antígenos do sistema Kell Mais de 30 antígenos ● codificados por um único gene (gene kel); ● Mutações no gene levam à expressão de diferentes antígenos,ao contrário do RH que pode ter interação entre os genes. Antígenos de maior relevância ● K(kell), k (cellano), Kpa,Kpb, Jsa e Jsb; ● São inativados por tratamento com reagentes thiol(). Esses reagentes costumam ser utilizados para quebrar a conformação pentamérica da Ig formando apenas as subunidades. Antígeno K (kell) ● 3 vezes mais imunogênico que c e E; ● 6 vezes menos imunogênico que o antígeno D. Quando ocorre uma exposição frente a hemácias incompatíveis o indivíduo pode desenvolver o anticorpo anti-kel. Função Biológica – Kell Glicoproteína Kell ● Função enzimática; ● Ativação de peptídeos bioativos; ● Possível relação com a regulação do tônus muscular. Existe um sistema associado ao kell, chamado XK (Essa proteína contém antígenos do grupo sanguíneo ISBT 019). Ausência de XK levam a baixa expressão dos antígenos do sistema Kell. Essa baixa expressão está associada a síndrome de McLeod. Como essa glicoproteína está associada com a regulação do tônus muscular, indivíduos com essa síndrome apresentam fraqueza muscular. Sintomas costumam aparecer após os 50 anos de idade. A função enzimática também está associada. A expectativa de vida após o início dos sintomas é de 5 a 10 anos. O anti-kell é perigoso por conta da ação do anticorpo dele. Os anticorpos RH tem uma relação entre a quantidade de anticorpos, seus tipos, com a gravidade das reações. O anti-kell não tem essa relação, se ele estiver presente pode desencadear sérias reações, geralmente reação hemolítica do feto recém-nascido. Anticorpos Kell Clinicamente significantes ● Reações transfusionais hemolíticas; ● DHFRN (IgG associado) Motivo de sua produção ● Transfusão ou parto/aborto; ● Algumas bactérias podem induzir produção de IgM anti-kell Isotipo mais comum ● Geralmente IgG Maior severidade em casos de DHFRN ● Anticorpos anti-K da mãe direcionados aos precursores de células vermelhas do feto; Ou seja, esse antígeno está presente desde a formação das células vermelhas. ● Independente da concentração dos anticorpos. Conduta transfusional – Sistema Kell Pacientes com indicação crônica de transfusões ● Bolsas fenotipadas negativas para Kell para evitar sensibilização. Respeitar o antígeno Kell sempre que possível ● Mulheres em idade fértil. No caso de uma transfusão de emergência a bolsa deve ser K negativa. Mulheres acima de 50 anos que não estejam mais em idade fértil ou homens podem receber K positivo em caso de emergência. Sistema Kidd – ISBT 009 Antígenos do sistema Kidd ● 3 antígenos JKa, JKb, JK3 ● Produto do gene Gene codifica glicoproteína multipasso (atravessa 10 vezes a membrana) ● Distribuição Podem ser detectados a 7º e a 11º semana de gestação; Encontrados em eritrócitos e células endoteliais do rim. A hemácia precisa ser deformada para passar nos capilares menores. Pessoas com esse genótipo negativo tem a capacidade de concentrar a urina reduzida. Anticorpos Kidd ● Clinicamente significantes Fixação de complemento (opsonizar e lisar as hemácias), DHFRN, Reações graves, AHAI - anemia hemolítica auto-imune (geralmente pelo uso de metildopa/ anti-JKb costuma estar mais envolvido) Anti-JKa e JKb ● Anti-JKa Relatado como o mais perigoso dos anticorpos imunes; Associado a reações fatais. ● Isotipo mais comum Geralmente IgG Pode haver presença de IgM ● Possuem efeito de dose Os alelos que provêm da mãe e do pai, possuindo alelos diferentes, são heterozigotos. Nesse caso existe a co-dominância e expressão dos dois antígenos na hemácia. Nesse caso em que a reação está sendo feita com anticorpo anti-Jka (reação de aglutinação), ele vai reagir menos (aglutinação 0 ou 1) com o indivíduo sendo heterozigoto (Jka e Jkb) do que se fosse homozigoto (jka e jka), Já que a quantidade de antígenos expressos na membrana das hemácias é menor quando o indivíduo é heterozigoto. Um indivíduo homozigoto vai ter mais anticorpos ligados apresentando uma aglutinação mais forte (2+). Ou seja, quando tem uma alelo só, dose única, a aglutinação é mais fraca. Acontece com o sistema Duffy, Kidd, Lewis e MNS. Sistema Duffy – ISBT 008 Antígenos do sistema Duff ● 6 Antígenos Fya, Fyb – polimórficos; Fy3, Fy4, Fy5, Fy6 – alta frequencia (é raro não ter) ● Distribuição Presentes em fetos (6-7 semanas); Eritrócitos, células endoteliais, rim, baço, cérebro. ● Frequência fenotípica Varia de acordo com a etnia; População negra africana – alta prevalência de fenótipo Fya negativo, Fyb negativo (60-100%) Obs: Antígeno Fya é cerca de quarenta vezes menos imunogênico que o antígeno K Obs 2: Tratamento enzimático das hemácias (bromelina, papaína) destrói os antígenos Duffy. Função Biológica Glicoproteína Duffy ● Quimiorreceptora nas hemácias para diversas substâncias (antígeno receptor de quimiocinas Duffy - DARC) – IL-8, por exemplo. ● Receptor para Plasmodium vivax e Plasmodium knolesi (essencial para invasão do parasita), principalmente duffy a e b. Pessoas com fenótipo Fy(a-b-) são naturalmente resistentes à malária. Anticorpos Duffy ● Clinicamente significantes Fixação de complemento, DHFRN; Geralmente é anti-Fya, mas pode se anti-Fyb ● Possuem efeito de dose Reagem melhor em indivíduos homozigóticos para o alelo em questão ● Isotipo mais comum Geralmente IgG Caso clínico Lembrar que eles são destruídos com hemácias tratadas com enzimas. Hemácias sem tratamento contém o antígeno, quando tratadas Esses antígenos são destruídos. Então na presença de um anticorpo contra antígeno do sistema Duffy ou sistema MNS, em enzima eles não vão apresentar reação. Deve-se observar se ele foi destruído com a reação em enzima, se for ele pertence a um desses temas. Começa observando o que não reagiu. Os antígenos Fya e Fyb (alelo duffy a e duffy b) são tratados como duplas (antígenos antitéticos), se o fya está sozinho na hemácia 1 então ele está em dose dupla pra fya a (dois alelos duffy a, fya do pai e fya da mãe - homozigoto). Outras duplas: M e N; S e s. A hemácia 2 não teve reação mas tem a presença do antígeno Fyb, então se não teve reação o anticorpo não é contra ele (Fyb), assim já se descarta ele. No caso do M e N, não tem como descartá-los agora já que ele está em dose única que na presença dos dois antígenos ele pode reagir em 0. O s está em dose dupla, dessa forma não tem S então corta o s. Hemácia 3: Corta o M (na presença do antígeno não houve aglutinação). Corta o S (na presença do antígeno não houve aglutinação). Hemácia 5: Fyb, M, S e s já foram cortados. Hemácia 6: não tem como cortar M e não tem presença de duffy a. Hemácia 8: não tem como cortar N que está em dose única e nem fya. Agora se observa as hemácias que reagiram (sobrou só N e Fya) Hemácia 1: tem presença de fya e N, não dá pra descartar. Hemácia 4: os dois estão em dose única. Hemácia 9: os dois estão em dose única e reagindo menos. Hemácia 10 e 11: os dois estão em dose dupla e reagindo mais então não é possível concluir algo. Hemácia 7: tem N em dose única e duffy a em dose dupla e tá reagindo 2+. Nessa hemácia ele está reagindo duas cruzes sendo uma reação mais forte quando na presença de hemácia com dose dupla (fya). Sistema Lewis - ISBT 007 Formação dos antígenos solúveis H e Le ● 2 antígenos Lea e Leb (carboidratos) ● Gene FUT-3 produz glicosiltransferases - Não produz antígeno diretamente na superfície da hemácia Antígenos são formados nas secreções e no plasma para então ligar-se à superfície do eritrócito (subs precursora 2 e antígeno H). Genótipos secretores (SeSe / Sese) - Conseguem produzir antígenos solúveis nas secreções ● Gene FUT-2 – alfa-2-L-fucosiltransferase – utiliza precursores do tipo 1 para formar antígeno H solúvel nesses genótipos (SeSe / Sese); ● Gene FUT-3 – alfa-4-fucosiltransferase – utiliza precursores do tipo 1 para formar substância Lea solúvel; ● FUT-2 + FUT-3 – interação das duas especificidades (H e Lea) – formam antígeno Leb. Secretor + fut2: H Secretor + fut3: Lea Fut2 + fut3: Leb Função Biológica Antígeno Leb – Receptor para Helicobacter pylori no tecido epitelial da mucosa gástrica. AnticorposLewis ● Clinicamente significante Geralmente IgM (bom ativador de complemento) reativa a 37ºC; Reação hemolítica grave ● Ocorrência natural Presente principalmente em indivíduos Le (a-b-) ● Reatividade aumentada Hemácias tratadas com enzimas proteolíticas. Sistema MNS – ISBT 002 Antígenos MNS ● Complexo de 48 antígenos – 2º maior sistema, depois do Rh ● Antígenos de maior relevância – M,N,S,s ● Antígenos associados às SGPs (sialoglicoproteínas) Glicoforina A (GPA) antígenos M,N; Glicoforina B (GPB) antígenos S,s ● Distribuição – Restrito à hemácias; Presentes ao nascimento. Função Biológica ● SGP (Grupamentos da imagem que conferem carga negativa) Manutenção do potencial zeta; Aumento da distância entre as hemácias (Diminui a possibilidade de aglutinação espontânea). ● Antígenos Receptor para Plasmodium falciparum. Anticorpos MNS ● Clinicamente significante – IgM potentes e reativas 37ºC; Podem causar reações agudas ou tardias. ● Anti-M/anti-N – Ocorrência natural; Pouca importância transfusional. ● Anti-S – Geralmente IgM (imune); Associada a reações hemolíticas graves ● Anti-s – Geralmente IgG (imune); DHFRN/Reações hemolíticas. Caso clínico Não está reagindo com enzima então é Duffy ou MNS. Começa pelo que não está reagindo: Hemácia 1: Corta Fya, N e s. Hemácia 10: Fya, N e s já foram cortados Hemácia 11: Fya, N e s já foram cortados Agora o que está aglutinando: suspeita Duffy b, M e S Algumas hemácias estão reagindo mais forte. Hemácia 3: Tem duas Cruzes mas o antígeno de Duffy não está presente então não é ele. Hemácia 4: Tem reação da ausência do antígeno, então corta o S. Hemácia 5: M está em dose dupla (quando tem um antígeno tem-se dois alelos para esse antígeno), e o outro em dose única (++) Lembrar do efeito de dose: reage melhor quando se está sozinho. Provando o resultado em que ele reage melhor (2+) quando está sozinho(+ ; 0). Ele vai ter o alelo M e o alelo M, então na superfície da hemácia eu só tenho alelo M, então o anticorpo (anti-M) se liga mais naquela hemácia reagindo melhor. Sistema Diego – ISBT 010 Antígenos Diego ● 22 antígenos Glicoproteína chamada Banda 3 multipasso (atravessa 14 vezes a membrana da hemácia) ● Antígenos mais relevantes Dia(raro, populações indígenas tem frequência maior) Dib(fraquente) Função Biológica ● Transporte de ânions HCO (bicarbonato), Cl (cloreto) ● Faz parte do complexo de integridade da membrana celular Formação do complexo com outras proteínas (GPA,RHD,RHCE,RHAG) ● Proteína Banda 3 Associada à retirada de hemácias velhas da circulação (expressão de marcadores que serão expressos no fim da vida do eritrócito) Anticorpos Diego ● Clinicamente significantes Alta capacidade de fixar complemento (por conta dos isotipos) Frequência de anti-Dia têm aumentando na população brasileira (miscigenação) ● Isotipos Geralmente imunes das classe IgG; IgG1 (maior quantidade e fixa melhor o complemento) e IgG3 (quantidade menor e bons fixadores de complemento causando hemólise maior) ● Aumento da reatividade Hemácias tratadas com enzimas proteolíticas Obg: No sistema RH, Lewis e Diego tem aumento da atividade de aglutinação quando tratados com enzimas. O que seria 2+ em Liss, com enzimas fica 4+.