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1 Louhainy Isabelle Rezende Miranda I Turma TXXIV I 2021.1 
PROFESSORA MARCINHA – AULA 6 
 Histologia – Pólipos 
INTESTINO DELGADO E CÓLON 
A mucosa do intestino tem vilosidades, que 
são projeções da mucosa para dentro da 
luz do tubo. 
E tem criptas, essas criptas são ao 
contrário, a mucosa desce em direção a 
parede muscular. 
Mucosa faz projeções para cima 
(vilosidades) e projeções pra baixo 
(criptas). 
Temos 2 tipos de células no intestino 
• Células absortivas 
• Células caliciformes 
Duodeno tem muitas vilosidades e tem 
mais células absortivas do que células 
caliciformes. 
Já no cólon, não tem mais vilosidades, 
essas vilosidades vão diminuindo, do 
duodeno para o jejuno, do jejuno para o 
íleo, etc. 
Quando chega no cólon não tem mais 
vilosidade, só tem criptas. Existe a prega 
macroscópica, não é a vilosidade. 
A mucosa do cólon é plana, não tem mais 
vilosidades, tem as criptas e predomínio 
das células caliciformes. 
 
PÓLIPOS 
O pólipo pode se transformar em adenoma 
(tumor benigno) e o adenoma pode se 
transformar em adenocarcinoma (tumor 
maligno). 
Isso acontece no intestino. Normalmente 
nos outros órgãos, se o tumor é benigno, 
ele será benigno sempre, não se 
transforma em maligno. 
Portanto, no intestino, no caso da polipose 
adenomatosos familiar (PAF) tem essa 
transformação. 
O pólipo é uma hiperplasia, é uma 
proliferação de células benignas, aí 
quando tem muitos pólipos, alguns pólipos 
podem se transformar em adenoma 
(neoplasia benigna) e o adenoma pode se 
transformar em adenocarcinoma 
(neoplasia maligna). 
Pólipo é uma nomenclatura usada mais na 
macroscopia, no exame a olho nu. 
O que é o pólipo? É uma área sobrelevada 
da mucosa, a mucosa tem um aumento de 
proliferação de células e essas células 
fazem uma sobreelevação em relação a 
mucosa. 
Esse pólipo pode ter uma base séssil ou 
pode ter uma base pediculada. 
 
 
2 Louhainy Isabelle Rezende Miranda I Turma TXXIV I 2021.1 
Pólipo é tudo que se eleva sobre o plano da 
mucosa e independe da natureza do tecido 
que o forma. 
No intestino grosso, pólipos são raros na 
juventude, mas tornam-se comuns a partir 
da meia idade. 
Há pólipos sésseis (sem pedículo) e 
pedunculados. 
Quando descobrimos a macroscopia de 
um cólon e visualizamos essas alterações, 
é melhor falarmos que é uma formação 
polipoide pois só vamos dar diagnóstico de 
pólipo (que é uma hiperplasia ou adenoma 
ou adenocarcinoma) só se houver uma 
histologia. 
A confirmação do diagnóstico é pela 
histologia. 
Corte histológico de uma formação 
polipoide (séssil ou pediculada) tamanho 
pequeno = quando faz o corte eu vou ver 
uma proliferação de criptas, vai ter muito 
mais glândulas, mas essas glândulas são 
revestidas por células caliciformes, iguais 
as células caliciformes da mucosa normal. 
Portanto eu faço o corte histológico dessa 
formação polipoide e vejo que tem mais 
criptas que o habitual, mas as células 
caliciformes estão lá, então isso é uma 
hiperplasia, porque as células não estão 
alteradas. É uma proliferação de células, 
mas sem critérios de malignidade, são 
células normais, isso é um pólipo. 
Por isso chamamos de pólipo hiperplásico 
pois tem um aumento de criptas, mas são 
células caliciformes. 
No entanto, também podemos fazer o 
corte histológico e observar que tem 
vilosidades, que são projeções para luz do 
tubo, e quem tem vilosidades é o duodeno 
e não o cólon, então tem alguma coisa 
errada na diferenciação dessas células, 
porque no cólon só tem criptas, não tem 
vilosidades. 
Portanto, já não é mais uma hiperplasia, é 
uma neoplasia, pois não são células 
caliciformes normais, tem critérios de 
malignidade discretos. E se não tem 
infiltração é um adenoma (neoplasia 
benigna). 
Em geral, pólipos intestinais podem ser 
classificados como não neoplásicos ou 
neoplásicos. 
O pólipo neoplásico mais comum é o 
adenoma, que tem o potencial de evoluir 
para câncer. 
Os pólipos colônicos não neoplásicos 
podem ser classificados como 
inflamatórios, hamartomatosos ou 
hiperplásicos 
 
PÓLIPOS HIPERPLÁSICOS 
Os pólipos sésseis na sua grande maioria 
são pequenos (da ordem de 1 a 3 mm) e 
representam focos de hiperplasia da 
mucosa, sem tendência a progressão ou 
transformação maligna. 
São chamados de pólipos hiperplásicos e 
não são considerados neoplasias. 
 
3 Louhainy Isabelle Rezende Miranda I Turma TXXIV I 2021.1 
PÓLIPOS NEOPLÁSICOS BENIGNOS 
(ADENOMAS) 
Os pólipos maiores (a partir de 0,5 cm) 
tendem a ser pedunculados. 
São considerados neoplasias benignas 
das células epiteliais da mucosa, e 
chamados portanto de adenomas. 
Há três variedades, que formam, na 
realidade, um espectro contínuo. 
Os adenomas podem ter um 
padrão/classificação tubulares, vilosos ou 
tubulovilosos. 
TUBULARES 
Os adenomas tubulares tendem a ser 
pólipos pequenos, geralmente 
pedunculados, compostos por glândulas 
arredondadas ou tubulares pequenas. 
A superfície destes adenomas tubulares é 
lisa ou finamente aveludada. 
Embora neoplásicos, a chance de 
malignização é muito pequena. Quando 
contêm componente viloso, este não 
ultrapassa 20%. 
 
VILOSOS 
Em contrapartida, os adenomas vilosos, 
que frequentemente são maiores (entre 5 
e 10 cm. de diâmetro) com base de 
implantação larga (portanto, sésseis), são 
cobertos por vilosidades delgadas. 
A chance de malignização é bem maior. 
São formados por 50% ou mais de 
componente viloso, ou seja, de longas 
papilas estruturadas em torno de um eixo 
conjuntivo vascular, à forma de dedo de 
luva. 
 
Há uma relação direta entre o tamanho do 
pólipo, a proporção de componente viloso 
e a probabilidade de malignização. 
Quanto maior o pólipo, maior a quantidade 
de vilosidades em relação às glândulas, o 
que é mais perigoso, pois a transformação 
maligna geralmente se dá no componente 
viloso. 
TUBULOVILOSOS 
Os adenomas tubulovilosos têm uma 
mistura de elementos tubulares e vilosos. 
Portanto, o padrão mais perigoso é o 
viloso, ele foge um pouco da diferenciação, 
pois ele faz um padrão histológico 
diferente do cólon, o cólon tem criptas e 
não vilosidades. 
 
 
4 Louhainy Isabelle Rezende Miranda I Turma TXXIV I 2021.1 
POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR 
Essa doença autossômica dominante 
condiciona o aparecimento de grande 
número de pólipos no intestino grosso já 
na juventude. 
Há um mínimo de 100 pólipos, mas podem 
superar 2000. 
A grande maioria são adenomas tubulares, 
mas alguns têm componente viloso 
(arranjo papilífero) que é associado a 
chance maior de malignização. 
Como o número de pólipos é muito grande, 
o risco de malignização em pelo menos um 
deles é virtualmente 100%, o que obriga a 
colectomia total como único tratamento 
eficaz. 
A idade média para aparecimento de 
câncer do intestino grosso é 35 anos nos 
portadores de polipose familial, contra 60 
anos em pacientes sem polipose. 
A mutação que causa a doença ocorre no 
gem APC (adenomatous polyposis coli) no 
cromossomo 5, um importante gem 
controlador do crescimento celular. 
Quando faz a colonoscopia e vê um cólon 
com muitos pólipos já sabe que é PAF, não 
precisa nem fazer exame citogenético 
para ver se tem mutação no APC. 
Essa mutação no APC induz a proliferação 
de células e aí vai fazendo muitos pólipos. 
Ele nasce com uma mutação, essa 
mutação induz a proliferação 
desordenada, é muito mais fácil um pólipo 
dentre desses milhões fazer outras 
mutações e se transformar em um 
adenoma e depois em um 
adenocarcinoma. 
Um indivíduo quem tem polipose em quase 
100% das vezes vão desenvolver um 
câncer se não fazer nada. 
PAF = mutação no gene supressor de 
tumor APC, portando o APC não consegue 
fazer seu papel de inibir o ciclo, e acontece 
a proliferação, vai formar mais pólipos, 
acontece mais mutação etc. 
HNPCC = Tem pólipos porem não são 
muitos. HNPCCé um gene de reparo, então 
se tiver uma mutação nele, ele não vai 
conseguir concertar os erros do DNA, mas 
não vai ter um estimulo/indução a 
proliferar.

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