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Aula -08-Bibliotecas

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dissabores. Na página da Biblioteca
Nacional na Internet, encontram-se essas informações na parte que trata do aten-
dimento ao leitor. Por exemplo, somente é permitido portar lápis e papéis que não
possuam nada escrito. Há várias restrições quanto ao manuseio e cópia de materiais.
Recomenda-se aos interessados que, para evitar contratempos, procurem antes
um contato direto com a direção da instituição ou o responsável pelo setor de
atendimento aos usuários, pois nem sempre a recepção oferecida pelo serviço de
portaria ao cidadão anônimo é receptiva ou bem-informada, e tende a interpretar,
no mínimo literalmente, as regras adotadas pela Biblioteca Nacional.
Desde que o catálogo informatizado entrou em funcionamento, não é permi-
tido ao leitor consultar diretamente o catálogo em fichas, o que nem sempre é
satisfatório, tendo em vista as deficiências do primeiro. Observe-se que, em 1990, a
Biblioteca Nacional registrava possuir cerca de 8 milhões de peças (assim chama-
dos todos os materiais possuídos pela biblioteca, isto é, livros, manuscritos, dis-
cos etc.). Havia uma previsão de que em 2000 esse número chegaria a dez milhões
de peças. Em janeiro de 2004, o catálogo informatizado disponível em linha na
Internet registrava menos de 600 mil peças, das quais 370 mil eram livros. Ou seja,
se o acervo for hoje de dez milhões de peças, o acesso disponível pela Internet
cobre menos de 6% do total.
A Biblioteca Nacional mantém no Rio de Janeiro, no prédio antigamente ocupa-
do pelo Ministério da Educação, e hoje denominado Palácio da Cultura, uma biblio-
teca pública que, inclusive, oferece serviço de empréstimo domiciliar para as pessoas
residentes naquela cidade. Trata-se da Biblioteca Euclides da Cunha. Seu catálogo
está disponível na Internet no mesmo sítio da Biblioteca Nacional.
Finalmente, nesse elenco de tipos de bibliotecas não se podem deixar de citar
as bibliotecas particulares. Hoje não têm a mesma envergadura e riqueza que os-
tentavam há alguns anos, em grande parte devido ao custo do espaço físico em
áreas urbanas mas também devido a mudanças nas formas de busca e obtenção de
informação e, quem sabe, a mudanças nos critérios que valiam para a conquista de
reconhecimento social em certas camadas ditas de elite.
Mas, existem bibliotecas de excelente qualidade, ainda que, na maioria das
vezes, fechadas ao acesso do público. Quando morrem seus detentores, o destino
que lhes é dado pelos herdeiros podem ser os sebos e antiquários, quando então
se dispersam, ou algumas poucas instituições que as adquirem em bloco e as
tornam disponíveis para um público maior.
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INTRODUÇÃO ÀS FONTES DE INFORMAÇÃO
Um dos problemas com relação às bibliotecas particulares é saber de sua
existência ou do destino que tomaram após a morte de seus proprietários. Há casos
em que essa informação foi aos poucos se divulgando até alcançar amplas cama-
das da população de estudiosos. Muitas vezes são acervos inigualáveis na sua
área de interesse.
Estrutura organizacional
As bibliotecas são organizações de maior ou menor complexidade, em função
das dimensões de seu espaço físico, de seu acervo, do número e diversidade de
usuários, recursos humanos etc. No entanto, todas possuem certas características
organizacionais básicas, que mencionaremos a seguir.
Em relação às atividades técnicas que se desenvolvem na biblioteca, encon-
tram-se em geral os serviços de seleção e aquisição de materiais; processamento
técnico (catalogação/classificação); atendimento aos usuários (que inclui orien-
tação e referência e empréstimo).
No serviço de seleção e aquisição são recebidas sugestões dos usuários para
aquisição de materiais para o acervo. Essas sugestões são avaliadas, normalmen-
te, por uma comissão de seleção, formada por bibliotecários e usuários, que toma
as decisões com base em uma política de seleção e aquisição estabelecida para a
biblioteca. O mesmo serviço providencia a aquisição dos materiais, em geral por
meio de compra. Várias bibliotecas também obtêm material por doação ou per-
muta com duplicatas ou publicações feitas pela instituição a que está vinculada.
Os materiais relevantes e que atendem à maior demanda dificilmente se obtêm
por tais processos.
O aumento da produção bibliográfica e a rápida obsolescência da informa-
ção científica em certas áreas das ciências puras e aplicadas têm suscitado a
adoção de políticas de descarte de materiais. Em bibliotecas, onde a função de
preservação é prioritária ou onde inexiste a possibilidade de ampliação de áreas
de depósito, adota-se a microfilmagem de materiais ou, mais recentemente, seu
armazenamento em formato digital, em geral em discos ópticos ou cederrons.
Ressalte-se, porém, que há dúvida quanto à durabilidade desses novos suportes e
a permanência das informações nele gravadas.
O serviço de processamento técnico concentra-se nas atividades de cataloga-
ção/classificação dos materiais e sua preparação para colocação nas estantes. A
catalogação constitui um processo de criação de representações sintéticas dos do-
cumentos, as fichas catalográficas dos catálogos tradicionais ou os registros eletrô-
nicos nos catálogos informatizados. É um processo submetido a padronização in-
ternacional, que tem facilitado não só a adoção da informática para a construção de
catálogos de acesso em linha mas também para uma maior cooperação nacional e
internacional no setor, reduzindo a duplicação de tarefas nas bibliotecas.
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BIBLIOTECAS – ANTÔNIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
Qualquer que seja o tipo de biblioteca, a utilização eficiente de seu acervo
depende de um instrumento essencial que é o catálogo da biblioteca. É essa ferra-
menta que vai dizer ao usuário se a biblioteca possui uma obra de determinado
autor, ou sobre determinado assunto, ou com determinado título ou que pertence
a uma série. Em muitos catálogos é também possível se fazer uma busca pelos
nomes de tradutores, colaboradores, ilustradores ou por outros pontos de acesso.
Hoje em dia, são relativamente comuns os catálogos informatizados. Neles
prevalecem os mesmos pontos de acesso encontrados nos catálogos em fichas e
outros mais elaborados. Por exemplo, por meio dos chamados operadores booleanos
(e, ou, não) é possível, num catálogo informatizado, realizar buscas por meio da
combinação ou exclusão de termos que representam os assuntos. Também é pos-
sível solicitar buscas baseadas em palavras-chave que ocorram em qualquer um
dos diferentes campos de dados que constituem a representação do documento.
Outros recursos podem ser encontrados, dependendo da complexidade do progra-
ma de busca utilizado, como buscas por prefixos ou sufixos de palavras, por núme-
ros de classificação etc.
O advento de sistemas operacionais de computador que empregam as cha-
madas interfaces gráficas permitiu aumentar a facilidade de uso de programas de
recuperação, que se tornam cada vez mais amigáveis para o usuário. Isso pode
ser constatado, por exemplo, em diversos catálogos de bibliotecas disponíveis na
Internet e até mesmo em livrarias virtuais.
No processo de catalogação, atribuem-se aos documentos números ou códi-
gos que servirão para definir sua localização em acervos que podem ser formados
desde algumas centenas até alguns milhões de volumes, como acontece nas gran-
des bibliotecas nacionais. Essa localização pode ser fixa, sem levar em conta o
assunto do documento; simplesmente, no exemplo mais simples, é como se se
colocasse o documento mais recente no final de uma fila que começou com o
documento de número um. O novo documento receberá o número que lhe cabe na
seqüência e será colocado no lugar correspondente. Esses números ou códigos de
localização fixa são chamados às vezes de cotas. Esta solução é adotada por bibliote-
cas que não permitem o acesso do público ao acervo.
Normalmente, a forma de localização dos materiais é feita por meio de códigos
(numéricos, alfabéticos ou alfanuméricos)

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