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OPAS Flavio Goulart 2011 intervenção

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DOENÇAS CRÔNICAS NÃO 
TRANSMISSÍVEIS: ESTRATÉGIAS 
DE CONTROLE E DESAFIOS E 
PARA OS SISTEMAS DE SAÚDE
Flavio A. de Andrade Goulart
Autor: Flavio A. de Andrade Goulart
Revisão Técnica: Elisandréa S. Kemper
Brasília-DF 
2011
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO 
TRANSMISSÍVEIS: ESTRATÉGIAS DE 
CONTROLE E DESAFIOS E PARA OS 
SISTEMAS DE SAÚDE
Ministério da
Saúde
3
SuMáRIO
APRESENTAÇÃO ................................................................................................... 5
AS DCNT E O CENÁRIO GLOBAL DE CRISE DOS SISTEMAS DE SAÚDE ............ 7
1. Estudos dE Carga dE doEnça .............................................................................. 8
2. dCnt E fatorEs dE risCo ...................................................................................... 11
3. impaCto global das dCnt ................................................................................... 12
4. impaCtos EConômiCos das dCnt ...................................................................... 14
5. as dCnt E a CrisE global .................................................................................... 18
6. dCnt: Custos E bEnEfíCios dE sEu ControlE .................................................... 20
AS DCNT E AS RESPOSTAS DOS SISTEMAS DE SAÚDE.................................... 23
1. os sistEmas dE saúdE dão rEspostas adEquadas às dCnt? ........................ 24
2. as basEs do ControlE das dCnt ........................................................................ 27
3. intErvEnçõEs prioritárias Contra as dCnt ................................................... 28
3.1. liderança .......................................................................................................... 29
3.2. prevenção ......................................................................................................... 30
3.3. tratamento ........................................................................................................ 31
3.4. Cooperação e intercâmbio ............................................................................... 31
3.5. informação, monitoramento e responsabilização .............................................. 32
4. prEvEnção E dEtECção prECoCE das dCnt ...................................................... 33
4.1. tabagismo e o consumo abusivo de álcool ....................................................... 33
4.2. intervenções contra a obesidade ....................................................................... 34
4.3. intervenções contra a hipertensão .................................................................... 35
4.4. a abordagem intersetorial nas dCnt ................................................................ 36
5. novas qualifiCaçõEs E ConfiguraçõEs dos CuidadorEs ............................. 38
6. assistênCia farmaCêutiCa E novas tECnologias médiCas nas dCnt ....... 40
7. inCEntivos finanCEiros nas polítiCas dE ControlE das dCnt .................... 42
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 
4
AS DCNT E AS INOVAÇÕES ASSISTENCIAIS NECESSÁRIAS PARA CONTROLÁ-
LAS ..................................................................................................................... 45
1. as CaraCtErístiCas gErais dos modElos dE atEnção para dCnt ............... 45
2. modElos dE abordagEm das dCnt .................................................................... 50
2.1. apoio à mudança de paradigma ....................................................................... 52
2.2. gestão do ambiente político ............................................................................. 53
2.3. desenvolvimento do atendimento integrado .................................................... 53
2.4. alinhamento intersetorial de políticas ............................................................. 54
2.5. o papel dos profissionais de saúde ................................................................... 54
2.6. atendimento focado no paciente e em seu ambiente familiar .......................... 55
2.7. gerar apoio para o paciente em sua comunidade ............................................. 55
2.8. ênfase na prevenção ......................................................................................... 55
3. a formação dE rEdEs intEgradas dE atEnção à saúdE E as dCnt ............. 56
4. as possibilidadEs da atEnção primária à saúdE nas dCnt .......................... 62
5. os modElos dE gEstão da ClíniCa E as dCnt ................................................... 66
6. os sErviços dE tElEassistênCia E as dCnt ........................................................ 69
AS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEIS NO BRASIL: 
SITUAÇÃO ATUAL E RESPOSTAS DO SISTEMA DE SAÚDE ............................... 73
1. o impaCto das dCnt no brasil ........................................................................... 74
2. rEspostas do sistEma dE saúdE às dCnt no brasil ....................................... 76
2.1. o processo de pactuação de indicadores entre as esferas de gestão ................ 77
2.2. o pacto pela saúde ........................................................................................... 77
2.3. o decreto lei 7508/2011 .................................................................................. 79
2.4. o Contrato organizativo da ação pública da saúde – Coap ............................ 80
2.5. o índice de desempenho do sus (idsus) .......................................................... 81
3. plano dE açõEs EstratégiCas para o EnfrEntamEnto das doEnças 
CrôniCas não transmissívEis (dCnt) no brasil, 2011-2022 .......................... 83
3.1. fundamentos .................................................................................................... 83
3.2. diretrizes e ações .............................................................................................. 85
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................... 91
5
APRESENTAÇÃO
O presente texto foi desenvolvido para o Portal da Inovação na Gestão do SUS 
– Redes e APS, a partir de uma seleção prévia de textos atuais sobre as Doenças 
Crônicas e Não-Transmissíveis (DCNT) em perspectiva mundial. 
Em tempos de Crise Global dos Sistemas de Saúde – tanto públicos como 
privados - de Conferência Ministerial Global sobre Estilos de Vida Saudáveis e 
Doenças não Transmissíveis e Assembléia Geral das Nações Unidas – Sessão 
Especial sobre Doenças Crônicas não transmissíveis (DNCT) – cabe uma reflexão 
sobre o tema Doenças Crônicas, chamando a atenção para a necessidade de 
respostas urgentes dos sistemas de saúde, por se tratar de uma epidemia que vem 
se estendendo por países de alta, média e baixa renda em uma velocidade ímpar. 
Este texto tem a intenção de chamar a atenção para a magnitude do pro-
blema do enfrentamento das DCNT e do risco de serem produzidas respostas 
minimizadas, concentradas no setor saúde e com programas verticais. 
Aqui serão abordados conteúdos a partir dos seguintes tópicos: 
1. Cenário Global de Crise dos Sistemas de Saúde e as DCNT
2. Respostas dos Sistemas de Saúde à Epidemia de DCNT
3. As DCNT e as Inovações assistenciais necessárias para controlá-las
4. DCNT no Brasil: Situação Atual e Perspectivas de Controle
7
AS DCNT E O CENáRIO GLOBAL DE 
CRISE DOS SISTEMAS DE SAÚDE 
SUMÁRIO
A falsa dicotomia que caracteriza as DCNT como doenças de ricos – quando com-
paradas às doenças de caráter transmissível dos mais pobres – tem trazido muitos 
danos às nações de renda média e baixa, assim como aos pobres nos países ricos. 
Embora as evidências contrárias, constata-se que tal discurso ainda costuma guiar 
as políticas de assistência em muitos sistemas de saúde, no nível nacional e local, 
bem como de algumas agências internacionais. 
Populações que possuem renda média ou baixa, salvo algumas exceções, sofrem 
uma dupla carga de doença crônica e infecciosa. Instala-se, assim, um círculo vicioso

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