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aula 3

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foco pode alcançar o objeto, 
pode ser parcial ou completo. Por exemplo, como visto em outra aula, se o 
fotógrafo quiser restringir o foco a uma pequena parte do elemento, ele vai utilizar 
uma técnica específica para transmitir tal sensação, nos ajustes do foco e do 
diafragma. 
Observe as seguintes imagens: 
 
A captura, sendo registrada com pouca profundidade de campo, trará um 
efeito de desfoque. 
 
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Se o fotógrafo quiser capturar um elemento completamente focado, ele 
deverá articular uma grande profundidade de campo. 
 
 
Nos retratos, para destacar a pessoa, foque nos olhos e utilize uma 
grande abertura para diminuir a profundidade de campo e obter o efeito “fundo 
desfocado”, como, por exemplo, na imagem a segui. 
 
 
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Ao contrário, para trazer a sensação de profundidade, deve-se optar pelo 
diafragma mais fechado, caso a condição de luz seja favorável. Com isso, deve-
se compensar a pouca entrada de luz do diafragma com a velocidade média de 
tempo de abertura do obturador, ou ainda da elevação da sensibilidade ISO. 
Claro que, tudo depende da condição de luz do ambiente. 
 
Importante! 
Foco infinito: Com o foco infinito garantimos que todos os elementos da 
composição da imagem fiquem nítidos, a partir de uma distância mínima, 
indicada no manual do equipamento. Recomenda-se o foco infinito para 
fotografar a lua, fogos de artifício, estrelas e outras cenas noturnas difíceis de 
focar manualmente. 
 
 
Já o balanço de branco ou white balance (WB) seria um processo de 
remoção de cores não reais e se refere a um ajuste que a câmera interpreta a 
luz do ambiente. O WB age de modo a tornar brancos os objetos que aparentam 
ser brancos para os nossos olhos, já que eles são muito bem treinados para 
julgar o que é branco em diferentes situações de luz, o que normalmente não 
 
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acontece nas câmeras digitais. O balanço de branco correto deve calcular a 
"temperatura de cor" de uma fonte de luz. 
Para entender esse processo, precisamos analisar as diferentes 
temperaturas e cores da luz. 
 
 
 
Basicamente, as cores são divididas em frias e quentes, sendo as 
primeiras mais azuladas e as segundas mais puxadas para o vermelho. Quando 
se fala em “bater o branco”, quer dizer que estamos mostrando para a câmera 
qual é o objeto branco naquela cena, para que, com esse cálculo, ela possa 
dosar as demais cores corretamente. Desta maneira, podemos deixar as cores 
da imagem o mais próximo possível do que vemos a olho nu. 
Caso se opte pelo balanço de branco automático, a câmera faz esse 
cálculo sozinha. Isso pode ser uma desvantagem quando acaba ocasionando 
um cálculo errado da temperatura da cor, e assim a imagem fica muito amarelada 
ou muito azulada, deixando a imagem muito fria ou muito quente. As cores da 
imagem podem ser ficar tão diferentes do real que acabarão com, vamos dizer 
assim, a magia do realismo fotográfico. 
 
Vamos analisar as imagens abaixo para entender esse processo. 
 
 
 
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Fotografia com temperatura quente, mais avermelhada. 
 
 
 
Fotografia com temperatura fria, mais azulada. 
 
Agora, assista ao vídeo da professora Sionelly no material on-line e 
aprofunde ainda mais seus conhecimentos sobre Linguagem e leituras 
fotográficas. 
 
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Técnica fotográfica 4: iluminação. 
 
A luz é a principal fonte de criação técnica da fotografia, pois sem luz não 
há estímulo visual nem fixação da imagem. A iluminação pode evidenciar um 
elemento, destacando-o dos demais, como também pode alterar sua conotação. 
A princípio, quando se pensa na iluminação, a fotografia desperta beleza 
e realismo quando a luz está bem dosada, seja ao conduzir a luz de forma que 
lembre o objeto/a cena de forma natural a olho nu, sem aberrações e efeitos 
especiais de luz; ou, ao contrário, com uma luz especial, diferente, como se fosse 
um flagrante poético, como na imagem a seguir. 
 
 
Na imagem, identificamos o lugar e a cena. Se trata de uma mulher em 
um restaurante, em almoço ou jantar. A luz do lugar é soft, ou seja, é suave, 
sem trazer uma sombra muito dura ou marcante aos elementos de cena ou à 
personagem. A luz parece ser de janela, natural, mas pode ser uma simulação 
de luz de janela, para causar tal sensação, apenas. 
Todos os elementos estão bem iluminados, do guardanapo ao lado 
inferior esquerdo, ao rosto da personagem, que tem uma sombra mais ao lado 
 
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esquerdo do rosto (direito da imagem), o que nos leva a crer que há luz vindo 
apenas do lado oposto, o esquerdo. 
Ao entrar em cena, a luz conduz a fixação da imagem ao sensor/filme. 
Como visto na aula passada, se dosada excessivamente, a fotografia ficará 
superexposta, e se for escassa, a fotografia estará subexposta. Isso não quer 
dizer que só exista uma única possibilidade de luz para uma cena. Há diferentes 
formas, gostos e estilos de se “fazer a luz”, como diz o jargão fotográfico. 
E isso varia do olhar de um profissional para outro. Há quem, inclusive, 
faça trabalhos que revelem um cuidado especial com a luz, como parte de sua 
linguagem, de forma a exaltá-la como elemento principal. 
 
A fotografia em estúdio permite um maior controle da qualidade, da 
precisão e duração da luz. Há diversos equipamentos e acessórios, dentre eles 
luzes contínuas e flashes, em diferentes dosagens, possíveis de serem 
posicionadas em diferentes ângulos e medidas, surtindo efeitos controláveis e 
esperados. 
A luz pode ser natural, com o sol brilhante, céu limpo; soar diferenças 
quando o sol está alto ou está baixo; a sensível luz do céu, da luz, as estrelas; o 
 
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aproveitamento do céu nublado; as especificidades do nevoeiro, neblina e 
poeira, etc. 
A luz pode ser também artificial, com os postes das ruas, a iluminação de 
estádios, casas, hospitais, interiores, elemento de decoração, a luz destaca e faz 
ver no escuro. Evidencia, forma e informa. A luz é a matéria prima, e pode ser 
usada não apenas como fonte de criação, mas também como diferencial criativo. 
 
TROCANDO IDEIAS 
Percebeu como a construção fotográfica tem seus caprichos? Não é 
apenas um click, ou um simples recorte tomado no automático. Uma mesma 
cena pode ser revelada de diversas formas, a depender dos ajustes e gosto do 
fotógrafo, além, é claro, das condições de luz do ambiente fotográfico. Agora, 
que tal testar esses ajustes em uma câmera? 
Depois de fazer alguns testes compartilhe com seus colegas de curso no 
fórum da disciplina, disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), 
quais foram as suas maiores dificuldades e surpresas. 
NA PRÁTICA 
Agora que você conhece um pouco mais do funcionamento da câmera, 
que tal fotografar? Busque uma câmera que permita manuseio em modo manual 
e faça fotografias do tem que preferir, buscando o ajuste correto e as 
compensações do ISO, do obturador e do diafragma. 
Faça cinco fotografias, anote os ajustes de captura e liste observações de 
melhoras técnicas, apoiando-se na estética da luz, do recorte e demais aspectos 
técnicos vimos até aqui. 
 
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SÍNTESE 
Chegamos ao final da nossa aula. Hoje, vimos que a história da fotografia 
é longa e possui diversos nomes que contribuíram para que conhecêssemos a 
imagem tal como ela é. 
A técnica e sua evolução, por sua vez, trouxeram agilidade do manuseio 
e captura, além do que permitiram que cada vez mais imagens fossem 
registradas, mostrando e revelando recortes do mundo. 
 
 
Veja o resumo de tudo