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Letícia Salazar ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,SISTEMA DIGESTÓRIO INTESTINO DELGADO Apresenta 3 m de comprimento e 2,5 cm de largura É dividido em 3 porções: Duodeno, jejuno e íleo No intestino delgado o alimento termina a digestão e será absorvido Apresenta pregas circulares (internamente), vilosidades, microvilosidades e grande extensão, todos estes aumentam a superfície de contato com o alimento, favorecendo para a digestão e absorção Estende-se do piloro até a junção ileocecal, onde o íleo se une ao ceco (que consiste na 1ª parte do intestino grosso) O piloro esvazia o alimento do estômago no duodeno (1ª das partes do intestino delgado) DUODENO É a 1ª região do intestino delgado e a mais curta E vai do esfíncter pilórico até a flexura duodeno jejunal A parte superior, descendente e horizontal, formam um formato em C, que envolve a cabeça do pâncreas É dividido em 4 partes: • SUPERIOR: É a parte que está ligada ao piloro. Os 2 primeiros cm é chamado de ampola (essa região é mais dilatada), na qual é a única região do duodeno que possui mesentério, por isso é móvel, sendo revestida pelo peritônio • DESCENDENTE : apresenta a ampola hepatopancreática (é a união do ducto colédoco e do pancreático que juntos formam a ampola, estes saem do fígado e do pâncreas trazendo bile e suco pancreático), possuindo também um esfíncter chamado Oddi. Essa ampola desemboca essa secreção em uma abertura (que é uma elevação da mucosa) chamada papila maior do duodeno. Existe também o ducto pancreático acessório (Santorini) que desemboca na papila menor do duodeno • HORIZONTAL ; • ASCENDENTE: Nessa região é onde ocorre a união do duodeno ao jejuno, chamado de junção duodenojejunal que toma a forma de um ângulo agudo (flexura duodenojejunal) → FUNÇÃO DO DUODENO : É absorver lipídeos, proteínas e amidos nos quais estão digeridos. Quando o quimo chega no intestino, ele entrará em contato com secreções pancreáticas, biliares e intestinais que juntamente aos movimentos segmentares ajudarão para a digestão e absorção → SECREÇÃO PANCREÁTICA : Apresenta muitas enzimas que contribuem para digestão de lipídeos, proteínas, carboidratos. Além disso apresentam fatores de regulação que também irá ajudar na absorção e digestão. Essa secreção é rica em água e bicabornato, oque faz com que o quimo se torne mais alcalino, pois este chega do estômago totalmente ácido (assim as enzimas não conseguiriam atuar e a parede duodenal seria agredida) e gorduroso( pois as lipases no estômago não foram capazes de quebrar tudo). Essa secreção é regulada pelo quimo ácido que chega no intestino, pois ele deixa o ph do intestino muito baixa e isso faz com que as células S sejam ativadas e liberem a secretina que é um hormônio que estimula o ducto pancreático a secretar o suco pancreático (que é rico Letícia Salazar em bicabornato e água e vai deixar o quimo mais alcalino. Assim, ocorre um feedback negativo pois com o aumento do PH do duodeno para-se de ser secretado a secretina. • ENZIMAS DO SUCO PANCREÁTICO : 1. AMILASE PANCREÁTICA: São enzimas responsáveis em quebrar carboidratos complexos em monossacarídeos, pois o intestino só absorve estes 2. PROTEASES PANCREÁTICAS : AS proteínas foram parcialmente digeridas pela pepsina no estômago, assim quando chegam no intestino serão digeridas novamente pela tripsina, quimiotripsina,carboxipeptidase etc.. Essas enzimas chegam em sua forma inativa (Tripsinogênio, Quimiotripsinogênio e Procarboxipeptidase), quem irá ativar o tripsonogênio em tripsina é uma enzima produzida no intestino chamada de enteroquinase. Assim a própria trpsina consegue ativar as outras enzimas 3. LIPASES PANCREÁTICAS ; → SECREÇÃO BILIAR: Como o quimo também chega com gordura, isso estimula as células I do intestino a produzirem o hormônio CCK que ativa o ducto colédoco que vai liberar a secreção biliar (esta não possui enzimas, age apena emulsificando os lipídeos para facilitar a quebra pelas lipases OBS: As glândulas de Brunner, localizadas no duodeno, secretam um muco (alcalino) que protege as paredes contra o suco gástrico. → O quilífero é um vaso linfático que vai absorver essas substâncias (ação de vascularização) JEJUNO Começa na flexura duodenojejunal (nessa região o sistema digestório passa a ser revestido pelo peritônio) e estende até o íleo Possui cerca de 1m de comprimento Está localizado no Quadrante Superior Esquerdo No jejuno a estrutura da mucosa é mais pregueado (tem mais vilosidades e microvilosidades), e a superfície de contato é maior e ocorre portanto maior absorção na região ÍLEO Estende-se do jejuno até a válvula ileocecal Tem cerca de 2 m Está no quadrante inferior esquerdo Sua função é reabsorver os sair biliares secretados no duodeno, e mandar para o fígado para produzir bile novamente. Além disso, tem ação do fator intrínseco, que irá absorver a vitamina B12 Mas a estrutura da mucosa do íleo é mais lisa Letícia Salazar VASCULARIZAÇÃO DO INTESTINO DELGADO Como o intestino delgado é um dos maiores órgãos, deve haver uma grande vascularização ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR: é um grande vaso nutridor. Nutri o jejuno e íleo. Dela saem as artérias jejunais e ileais que se unem e formam o arco (ou alça) arterial, que posteriormente dá origem a artérias retas. Estas vão em direção a mucosa para nutri-la As artérias do duodeno surgem do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior → ARTÉRIA GASTRODUODENAL : surge do tronco celíaco. Deste sai a artéria hepática comum, e esta forma a artéria gastroduodenal que vai em direção a primeira parte do duodeno (porção superior) e dá origem a 3 ramos (importante agora são so 2) ARTÉRIA PANCREATICODUODENAL SUPERIOR ANTERIOR ( irá suprir a parte descendente do duodeno e cabeça do pâncreas). E A PANCREATICODUODENAL SUPERIOR POSTERIOR OBS: supre a parte superior e descendente do duodeno → Já a parte inferior do duodeno será nutrido através da artéria mesentérica superior, a qual dá origem as ARTÉRIAS PANCREATICODUODENAL INFERIOR ANTERIOR E POSTERIOR ; Posteriormente as artérias pancreaticoduodenal superior e inferior se unem (anastomose) → As veias do duodeno acompanham as artérias e drenam para a veia porta, algumas diretamente e outras indiretamente, pelas veias mesentérica superior e esplênica Letícia Salazar MOTILIDADE INTESTINAL → Existe 2 tipos de movimentos :o de segmentação e o de peristalse Esses movimentos se iniciam quando o quimo chega e distende o intestino, isso já é necessário para o intestino entender que tem que começar os movimentos de contrações para a mistura do alimento com as secreções para que seja possível a digestão e absorção A peristalse é um tipo de movimento mais lento, ocorrendo por uma contração antes do quimo e um relaxamento posterior a este MESENTÉRIO É uma prega do peritônio em forma de leque que prende o jejuno e o íleo na parede abdominalLetícia Salazar É um órgão muito vascularizado e com presença de células imuni. Dessa forma sua função é absorver os nutrientes e manda-los para fora do intestino, além da proteção INTESTINO GROSSO É dividido em: CECO: região de união entre o íleo e o ceco (junção ileocecal). No ceco apresenta o apêndice vermiforme (órgão que apresenta células linfoides responsáveis por combater agentes estranhos). Embora não seja um órgão essencial, quando inflamado pode colocar a vida em risco, devido à elevada chance de estourar e liberar bactérias pelo abdômen, resultando numa infecção generalizada. OBS: a junção entre o íleo e o ceco encontra-se a VÁLVULA ILEOCECAL (óstio ileal), um esfíncter funcional formado pelas camadas musculares circulares tanto do íleo quanto do ceco. Ela previne o refluxo do conteúdo rico em bactérias do intestino grosso para o intestino delgado. COLO: Este se divide em: → Ascendente: Apresenta uma “curva” ( flexura hepática, ou direita do colo) ele é o mais estreito → Transverso → Descendente: Apresenta uma “cuva” (flexura esquerda do colo ou esplênica) → Sigmoide RETO: É a parte terminal do intestino grosso, e é fixa. Sua continuidade se da no canal anal e anus que possui 2 esfíncters – o interno do ânus e esterno do ânus → As tênias do colo são fibras musculares que se contraem e ajudam no transito do bolo fecal formam as saculações → As saculações são bolsas dispostas no intestino grosso → Os apêndices omentais, são bolsas preenchidas por gordura que se prendem externamente às paredes do intestino grosso. FUNÇÕES A principal função é a absorção de água, o quimo chega líquido e já na região descendente, este já se encontra na forma sólida No colo ainda apresenta uma digestão pelas bactérias (mas é uma digestão para conseguir absorver) As glândulas secretam apenas muco, o que ajuda no trânsito do bolo fecal As bactérias quando agem no quimo: → fermentam os carboidratos remanescentes em gases → convertem as proteínas remanescentes em aminoácidos mais simples (para serem absorvidos) → Decompõe a bilirrubina em estercobilina (o que vai dar a cor amarronzada ás fezes) MICROSCOPIA ID → Existem adaptações para aumentar a superfície de absorção em comum entre as 3 partes do intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo) PREGAS CIRCULARES: São dobras da mucosa e submucosa VILOSIDADES: São projeções da mucosa, são recobertas por epitélio. Sua forma pode variar com o local (por ex. no duodeno essas vilosidades são maiores pelo fato dessa região ter maior função de absorção) MICROVILOSIDADES: São protusões do citoplasma MUCOSA Letícia Salazar → É formada pelo epitélio de revestimento, lâmina própria, e muscular da mucosa É caracterizada por apresentar na REGIÃO DO EPTÉLIO: A mucosa é composta por Vilosidades que são projeções da mucosa, preenchidas por lâmina própria, recobertas por epitélio cilíndrico simples. No epitélio das vilosidades, encontra-se células absortivas e caliciformes. As absortivas, são chamadas enterócitos, estas são colunares altas, responsáveis por digerir e absorver água e nutrientes. No ápice desses enterócitos são encontradas microvilosidades (que consiste na projeção da membrana plasmática em direção ao lúmen. Pode haver enzimas que ajudam na digestão, por esse motivo as microvilosidades são revestidas por glicocálix, para proteger contra a autodigestão). As CÉLULAS CALICIFORMES estão distribuídas entre as células absortivas. São responsáveis pela produção de glicoproteínas ácidas do tipo mucina que são hidratadas e formam ligações cruzadas entre si para originar o muco, cuja função principal é proteger e lubrificar o revestimento do intestino. Entre as vilosidades apresentam uma invaginação e formam glândulas tubulares simples chamada de criptas (apresentam epitélio colunar simples), e são encontrados nessa região, célula absortivas, caliciformes, e células de paneth (são células exócrinas que liberam grânulos que possuem lisozima e defensima, as quais são enzimas que podem digerir parede de bactérias) e células tronco. (que renova as células da mucosa). Elas vão contribuir para aumentar a absorção Células M: Participam do sistema imuni, pois estas fagocitam antígenos do intestino e transportam para a lâmina própria. Ela é mais encontrada recobrindo a lâmina de payer (presente em maior quantidade no íleo), ou seja, recobrindo os nódulos linfáticos. Assim, quando engloba os antígenos e leva até os macrófagos e células apresentadoras de antígenos para começar uma resposta imunológica → Na região DA LÂMINA PRÓPRIA apresenta: Tecido conjuntivo frouxo, fibras nervosas, vasos sanguíneos e linfáticos e fibras musculares lisas. OBS: A lamina própria preenche as vilosidades → MUSCULAR DA MUCOSA: apresentam células musculares que permitem uma movimentação das vilosidades, que facilita a absorção SUBMUCOSA Formada por tecido conjuntivo denso ( fibroelástico) Apresentam glândulas duodenais chamadas glandulas de brunner, que consistem em glândulas que produzem muco alcalino rico em bicabornato) que vai quebrar acidez do quimo vindo do estômago Ainda apresentam agregados de nódulos linfoides (GALT, que são mais numerosas no íleo, formando uma placa organizada chamada placa de payer) MUSCULAR Apresenta células circulares internas e longitudinais externas (as externas são responsáveis pelo peristaltismo) de músculo liso SEROSA Apresenta camada de tecido conjuntivo recoberta por um epitélio pavimentoso simples ou mesotélio. DUODENO Vai apresentar as vilosidades em forma de folha e possui glândulas duodenais na submucosa (chamadas glândulas de Brunner, que produzem muco alcalino) JEJUNO Letícia Salazar Apresenta grande quantidade de pregas circulares (ou seja, muitas dobras da mucosa e submucosa). E as vilosidades apresentam formato de dedos ÍLEO • Apresenta grande quantidade de células caliciformes nas vilosidades • E apresenta as Placas de payer, que são agregados de nódulos linfoides presentes na submucosa. • Nódulos linfoides que são revestidos por células M, que facilitam a apresentação de antígenos • No íleo, a altura das vilosidades diminui MICROSCOPIA IG → MUCOSA EPITÉLIO A mucosa do IG não apresenta vilosidades nem pregas circulares (exceto o reto) A mucosa apresenta epitélio colunar com microvilosidades (curtas ou ausentes) Apresentam a glândula s Lieberkuhn e células caliciformes Lâmina própria rica em linfócitos e nódulos linfoides MUSCULAR DA MUCOSA → Submucosa Apresenta linfócitos e nódulos linfoides → Muscular Apresentam fibras circulares internas e longitudinais externas que formam as tênias do colo que se contraem ajudando no peristaltismo OBS: A parede muscular é espessa devido a grande atividade peristaltica → Serosa protuberâncias de tecido adiposo ESTÔMAGO DIVISÃO → Apresenta 2 curvaturas: • Curvatura maior • Curvatura menor → Apresenta 4 partes: • CÁDIA: parte que liga o esôfago e o estômago • FUNDO: parte superior, é “dividido” do corpo, pela incisura Cádia • CORPO: maior parte do estômago, está entre a parte superior e inferior • PILÓRICA: esta é a parte inferior que é “dividida” do corpo pela incisura angular. Sendo divididaem antro pilórico(é onde o alimento será misturado com o suco gástrico), canal pilórico e piloro( que é um esfíncter, ou seja, age como uma válvula para controlar o esvaziamento do conteúdo do estômago para o duodeno → A função do estômago é armazenar e misturar o alimento. E isso ocorre pelo fato de apresentar 3 camadas de músculo liso (camada longitudinal, circular e obliqua) que permitem realizar movimentos peristálticos (contrações), misturando o alimento com as enzimas (função química). → Na porção superior do estômago é produzido o ácido gástrico pelas glândulas intestinais presentes na mucosa. Essas vão liberar esse suco gástrico rico em HCL (hormônio gástrina) e enzimas digestivas que vão ser misturadas com o alimento no antro pilórico formando o quimo ❖ O ácido gástrico é uma mistura de secreções que tem função digestiva. É formado por HCL (é o que deixa o estômago ácido e mata microorganismos, além de ajudar na desnaturação de proteínas), Pepsinogênio( é a Letícia Salazar forma inativa da pepsina, ela vai ser ativada com o HCL, quando o alimento chega no estômago, e é ela que vai degradar proteínas) e lipase gástrica( vai degradar triclicerídeos) ❖ Na mucosa do estômago possui glândulas que secretam a mucina gástrica que tem como função revestir e proteger o estômago do suco gástrico (que é ácido e corrosivo) ❖ Outra substância produzida no estômago é o fator intrínseco, que consiste em uma molécula que é responsável pela absorção da vitamina B12.Essa substância vai caminhar junto com o quimo para o intestino delgado, onde essa vitamina será absorvida ❖ A parte interna do estômago apresenta rugas(pregas gástricas), quando chega o alimento o órgão se expande e essa rugas ficam pouco visíveis. Permitem aumentar a superfície de contato HISTOLOGIA DO SISTEMA DIGESTÓRIO A parede do sistema digestório principalmente abaixo do músculo do diafragma é formada por 4 camadas: • MUCOSA: É formada por tecido epitelial de revestimento. São células absortivas (na maioria das vezes, tendo assim microvilosidades). É formada também por uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo (é bem vascularizado, e rico em células musculares lisas, glândulas e tecido linfoide). Além disso é formada pela parte muscular da mucosa (vai estra entre a mucosa e submucosa) • SUBMUCOSA : É formada por tecido conjuntivo (vascularizado e apresenta algumas glândulas que seu ducto desemboca na luz) • MUSCULAR: É formada por tecido muscular liso, com células circulares internas e longitudinais externas • SEROSA: É formada por tecido conjuntivo frouxo e é revestida por eptélio pavimentoso simples (chamado mesotélio) HISTOLOGIA ESTÔMAGO A mucosa do estômago é formada por Epitélio Colunar Simples, que sofre invaginações em direção a lâmina própria formando as fossetas gástricas, e nessas fossetas apresentam glândulas tubulares que que se abrem ao longo das fossetas OBS: As glândulas se diferenciam de acordo com a região do estomago REGIÃO CÁRDICA : Apresenta glândulas tubulares que produzem o muco (mucina gástrica), que é alcalino e reveste as células epiteliais da mucosa protegendo o estômago do suco gástrico. As glândulas ainda produzem a Lisozima (que é uma enzima que degrada bactérias, é um mecanismo de defesa) REGIÃO FUNDICA : as glândulas dessa região se dividem em istmo, corpo e base BASE: É formada por células principais ( secretam o pepsinogênio e lipase gástrica) COLO E ISTMO: já tem predominância em parietais (células arredondadas que secretam HCL e o fator intríseco) e células da mucosa REGIÃO PILÓRICA: Essa região apresenta células G, responsáveis por secretar o hormônio Gastrina, que estimula as células parietais a secretarem o HCL. São intercaladas com células da mucosa VITAMINA B12 Letícia Salazar A VITAMINA B12, É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA PARA A MATURAÇÃO FINAL D AS HEMÁCIAS (POIS SEM ELA, AS HEMÁCIAS SE PROLIFERAM LENTAMENTE, RESULTANDO EM UM TAMANHO MAIOR QUE O NORMAL, O QU E FAZ COM QUE SEJA OVALADA E COM MEMBRANA MUITO FRÁGIL. O QUE DIMINUI SUA MEIA VIDA). VITAMINA B1 2, TAMBÉM É IMPORTANTÍSSIMA PARA A SÍNTESE DE DNA, POIS A B12 TEM COMO FUNÇÃO ATUAR COMO COFATOR NA SÍNTESE DE METIONINA. A QUAL, É IMPORTANTE PARA FORMAR O GRUPO DE ENZIMAS DOADORAS DE GRUPO METIL PARA A PRODUÇÃO DE DNA (COM ISSO, A FALTA DE B12, TERÁ DIMINUIÇÃO DO DNA, CONSEQUENTEMENTE, NA FALHA DA MATURAÇÃO NUCLEAR E DA DIVISÃO CELULAR). Além disso, a B12 atua na formação da creatina muscular (proteína fundamental para produção de energia no músculo, e mantem o nível de massa muscular adequado). B12 produz mielina, (que é de extrema importância para a proteção das células nervosas), pois essa vitamina atua no metabolismo de ácidos graxos, que são componentes da bainha de mielina. Atua também na produção de catecolaminas (como adrenalina e noradrenalina) e de alguns neurotransmissores. A B12 é encontrada na dieta (principalmente em folhas/verduras), e no alimento ela está associada a alguma proteína. Quando a vitamina é ingerida, as glândulas salivares (principalmente a parótida), produzem uma vitamina chamada transcobalamina 1 que se mistura no bolo alimentar e é deglutida. Quando chegam no estômago, como este é muito ácido, a proteína acoplada a B12 vinda do alimento será digerida pela pepsina. Assim, a vitamina B12 agora libre irá se ligar a trasncobalamina 1 (ou fator R), produzido pelas glândulas salivares. Essa ligação tem como função proteger a B12 contra a acidez do suco gástrico, e transporta-la até o íleo. Ainda no estômago, tem-se a produção do fator intrínseco pelas células parietais (das gandulas fúndicas), este fator é uma proteína que se junta ao quimo (onde está presente o alimento + B12 + fator R), mas não age, pelo fato de não possui receptores para ele, apresentando apenas no íleo. Quando chegam no duodeno, alí será liberado próteses pancreáticas, e estas acabam separando o complexo, ou seja a vitamina B12 da transcobalamina. Assim, rapidamente a B12 se liga ao fator intrínseco, de forma que percorrem juntos no jejuno e íleo. No íleo, o fator intrínseco encontra um receptor de membrana dos enterócitos para ele (chamado cubilina), se ligando, e permitindo a entrada da B12 no enterócito, ocorrendo portanto sua absorção. Posteriormente, no enterócito a B12 se liga a uma proteína do enterócito, chamada transcobalamina 2, e esta irá transportar a vitamina pelo sistema porta até o fígado onde será armazenada e dali será utilizada para várias funções. Portanto, uma pessoa que não se alimenta de verduras (folhas) e apresenta-se desnutrida, terá baixa quantidade de vitamina B12 armazenada no fígado, o que faz com que tenha uma produção mais lenta de hemácias, e estas serão produzidas em um tamanho acima do normal (chamadas megaloblastos) , se tornando ovaladas e mais frágeis, ou seja seu tempo de meia vida será mais curto fazendo com que esses indivíduos não terão transporte de O2 suficiente, o que leva a diminuição da fosforilação oxidativa e consequentemente de ATP, ou seja a pessoa terá um quadro de anemia FISIOLOGIA DA DIGESTÃO E ABSORÇÃO Os alimentos, chegam na boca onde serão triturados, cortados, dilacerados e é onde começa sua digestão. As glândulas salivares (principalmente a parótida, por meio do ducto parotídeo), liberam uma secreção serosa (ou seja, rica em enzimas) contendo enzimas salivares, chamadas ptialinas. Haverá também liberaçãoda lipase lingual, secretada pelas glândulas linguais (Porém essas lipases só quebram triglicerídeos de cadeia curta e média, sendo que a maior quantidade de lipídeos vindos dos alimentos são de cadeia longa. Letícia Salazar Assim, a amilase começa a digestão, realizando a quebra de grande carboidratos (como o amido que é um polissacarídeo) em maltose (dissacarídeo- união de 2 monossacarídeos), por hidrólise. Isso porque o intestino só consegue absorver carboidratos na forma de monossacarídeos. Sendo assim, o que a amilase faz é ligar H+ e OH da água, nos monossacarídeos impedindo que estes se liguem, e portanto, forma-se dissacarídeos (no caso a maltose) em seguida passa pela faringe, esôfago e chega no estômago, lá a digestão continua na região fundica por 1 hora antes do alimento ser misturado ao suco gástrico, pois nessa situação a amilase inibida pelo baixo PH (acidez). Quando o alimento chega no estômago, a acetilcolina (liberada por estimulo parassimpático) estimula as células principais das glândulas fúngicas a liberarem o pepesinogenio e a lipase gástrica.O pepisinogenio ainda está inativo, só se torna ativo quando se liga ao HCL. Assim, também em razão da chegada do alimento, as células G, presentes na região pilórica, produzem e liberam o hormônio gastrina, o qual, estimula as células parietais presentes nas glândulas fundicas liberarem HCL que também ajuda na digestão do amido em maltose. Dessa forma, o pepsinogênio se liga ao HCL e se torna a enzima Pepsina. OBS: É importante salientar que as células parietais também secretam o fator intrínseco, que vai junto ao quimo para que no íleo absorva a vitamina B12. Dessa maneira, no estômago começa a digestão de proteínas por meio das enzimas (pepsina), e pelo HCL que também ajuda no processo de degradação. Ali no estomago também começa a digestão dos lipídeos, pela ação da lipase gástrica. A digestão no estomago é facilitada pois este realiza contrações (movimentos peristálticos que misturam o alimento com as enzimas) Em seguida o quimo, é esvaziado do estomago para o intestino delgado pelo esfíncter pilórico (que controla a liberação do alimento). Assim, o alimento chega no ID ainda com lipídeos, proteínas e carboidratos para acabarem sua digestão. O quimo chega no duodeno muito ácido, e por esse motivo, células S (do intestino) são ativadas e produzem o hormônio Secretina, que estimula o ducto pancreático a secretar o suco pancreático (o qual é rico em bicarbonato, que irá aumentar o PH do intestino, impedindo que este degrade a parede do intestino) no duodeno pela ampola hepatopancreática (que corresponde a junção do ducto pancreático e colédoco). No suco pancreático vai apresentar várias enzimas: amilase pancreática, proteases pancreáticas e lipases. A amilase pancreática, a qual é bem potente e irão transformar os carboidratos que estão na forma de maltose em glicose (monossacarídeo, que é a única forma que o ID absorve). Porém existem outros dissacarídeos no intestino delgado, como a sacarose (glicose + frutose) e lactose (glicose + galactose), que serão quebrados. Posteriormente, a frutose e galactose vão para o fígado, através do sistema porta hepático, para serem metabolizados em glicose. Em seguida, como os carboidratos estão na forma de monossacarídeos, serão absorvidos. Logo, a glicose presente no intestino será absorvida pelas vilosidades presentes em sua mucosa, nessas vilosidades são ricas em vasos sanguíneos os quais irão distribuir a glicose para o corpo. A absorção da glicose e galactose, ocorrem através de um cotransporte de glicose e Na+. Assim, é utilizado ATP para transportar o Na+, e a glicose aproveita essa energia, e para que isso ocorra ambos devem estar ligados ao traportador. Já o transporte da frutose, não ocorre por cotransporte, e sim por difusão facilitada Quando chegam nas células, a glicose não consegue passar com facilidade devido ao seu peso molecular, portanto seu transporte ocorre através de difusão facilitada (sem gasto de ATP) onde proteínas carregadoras (GLUTs) permitem essa passagem. Assim a glicose quando chegam nas células poderão ser convertidas em glicogênio ou ser usada para fonte de energia. Isso pode ocorrer pela via aeróbia (com uso de oxigênio), sendo o ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativa e via anaeróbia CONTINUAÇÃO DA DIGESTÃO DAS PROTEÍNAS NO INTESTINO DELGADO : Em relação as proteínas, também sofrem ação do suco pancreático, pois este apresenta enzimas como a carboxipeptidase, tripsina e quimiotripsina que se encontram na forma inativa, e quem realiza a ativação, da tripsina é a enteroquinase (enzima produzida no intestino), e posteriormente a própria tripsina ativa as demais. Além disso, existem enzimas no intestino delgado que também participa dessa quebra em aminoácidos. A pepsina, tripsina, elastina, quiotripsina, transformam as proteínas em polipeptídeos, e a carboxipeptidase transforma em aminoácidos. A digestão termina com as enzimas presentes na borda de escova, que quebram o restante das proteínas (polipeptídeos) em aminoácidos. Estes agora serão absorvidos nas vilosidades do ID. Quando absorvidos caem na corrente sanguínea até atingirem as células, seu transporte para a célula ocorre por difusão facilitada Letícia Salazar As proteínas devem ser quebradas em aminoácidos (moléculas menores), por enzimas do estomago, intestino delgado e pâncreas, para serem absorvidas. Sua absorção ocorre por cotransporte junto ao Na+ que serão transformados em proteína tecidual ou em compostos nitrogenados não proteicos (bases nitrogenadas e porfirinas). Então as proteínas não serão armazenadas, se não forem transformados em compostos nitrogenados não proteicos e em proteínas teciduais, eles serão degradados e excretados CONTINUAÇÃO DIGESTÃO E ABSORÇÃO DOS LIPÍDEOS : Assim, que o quimo chega com gordura no ID, isso estimula as células I do intestino a produzirem o hormônio CCK, o qual estimula contrações no ducto colédoco, promovendo liberação da secreção biliar. Esse hormônio age também diminuindo o esvaziamento gástrico e também dá saciedade. Os sais biliares não possuem enzimas, age apena emulsificando, ou seja, dividindo aqueles glóbulos de gordura, em partículas menores, chamadas micelas, o que irá facilitar ação de quebra pelas enzimas lipases. Como o alimento chegou ácido no intestino (pois veio do estomago), células S vão produzir o hormônio secretina, que irá estimular o ducto pancreático a liberar o suco pancreático, pois este é rico em bicarbonato e por essa razão vai aumentar o PH. Nesse suco pancreático apresenta enzimas e uma delas é a Lipase pancreática, a qual é responsável em quebrar os lipídeos em ácidos graxos livres, que agora conseguem ser absorvidos pelo enterócito. Porém esses ácidos graxos livres não conseguem passar pelo sangue, por esse motivo passam pelo retículo endoplasmático liso do enterócito que irá reesterificar os ácidos graxos, voltando a lipídeos originais (triglicerídeos, fosfolipídeos e éster de colesterol). Assim, será produzido ainda no intestino a lipoproteína Quilomicrom (de baixa densidade) que irá transportar os lipídeos exógenos. Eles deixam o intestino por meio do sistema linfático e caem na circulação sistêmica, nestas os quilomicrons são metabolizados pela lipase lipoproteica (LPL) em ácido graxos livres, que serão captados pelos adipócitos, armazenado gordura ou captados pelos músculos para produção de ATP. O restante dos Quilomicrons,quesão chamados de remanescentes vão para o fígado. Lá no fígado ocorrerá a produção de lipídeos através da glicose e catabolismo do QM remanescente. Assim consequentemente será formado a lipoproteína VLDL (também de muito baixa densidade), que tem como função o transporte de lipídeos endógenos. Sendo secretada pelo fígado, e por ação da LPL, serão formados ácidos graxos que vão se acumular nos tecidos ou serão usados como fonte de energia dos músculos. O VLDL transforma-se em lipoproteína de densidade intermediária e posteriormente em LDL (lipoproteína de baixa densidade). Essa lipoproteína rica em colesterol tem função de transportar esses colesteróis para o tecido periférico, sendo portanto um fator de risco para doenças cardiovasculares. E o HDL (colesterol Bom, alta densidade) que pode ter sido produzido tanto no intestino, no fígado, ou na catabolização do Qm ou VLDL, vai retirar o colesterol dos tecidos e levar para fígado. DESNUTRIÇÃO Desnutrição caracteriza-se pela IMC inferior a 16 kg/m2. A desnutrição primária se deve a uma alimentação inadequada, onde há oferta insuficiente de calorias, macro e micronutrientes. Não apresenta outra doença associada. Além disso, o indivíduo esta ingerindo alimentos que não são suficientes para suprir suas necessidades metabólicas e para o crescimento normal. Já na desnutrição secundária ,pode ser que o indivíduo se alimente adequadamente, porém, este apresenta alguma doença como: infecções,cânceres, doenças intestinais, que aumentam o metabolismo/demanda corpórea e precisam de mais nutrientes. A desnutrição proteico-calórica é a consequência da ingestão inadequada de proteínas e calorias, ou deficiências na digestão ou absorção de proteínas, resultando na perda de tecido gorduroso e muscular, perda de peso, letargia e fraqueza generalizada. Com a desnutrição energético-proteica gera: perda de peso, e posteriormente redução no crescimento Hipotrofia muscular: pois o fato do indivíduo não apresentar proteínas suficientes, terá diminuição das células musculares, ou seja, não terá desenvolvimento de sua massa muscular. Assim, os poucos músculos que possui entram em fadiga muscular devido ao grande esforço. Letícia Salazar anemia carêncial (devido a carência do ferro, para o transporte de O2). perda de apetite mais infecções (pois com a falta de proteína, terá diminuição de substratos para produzir anticorpos que são proteícos) Marasmo (tipicamente por carência proteico-energética) e kwashiorkor (deficiência proteica com ingestão energética adequada) são as formas clássicas de desnutrição infantil. MARASMO A principal causa do marasmo na infância é a restrição crônica à ingestão de alimentos. Pela oferta reduzida de glicose, ocorre depleção do glicogênio hepático, acarretando aumento da neoglicogênese para manter a glicemia. A concentração de glicose e, consequentemente, de insulina caem no plasma. A queda de insulina é o principal fator que estimula os hormônios contrarregulatórios, levando a lipólise (degradação de lipídeos em ácidos graxos e gliceroal), proteólise (degradação de proteínas), cetogênese (pois o organismo sem a presença de glicose começa a utilizar ácidos graxos como forma de energia. Esse processo produz corpos cetônicos), gliconeogênese e redução da síntese proteica. O resultado desse quadro metabólico é o aumento na produção de ácidos graxos e corpos cetônicos para serem usados como combustíveis pelo organismo, além da perda de proteínas musculares. Portanto, os indivíduos apresentaram perda muscular e do tecido subcutâneo.Apresentam-se emagrecidos, desidratados e com sinais de deficiências específicas de minerais ou vitaminas. Os cabelos são esparços, finos, a pele é seca e fina, tendo pouca elasticidade. Além disso, terão ANEMIA Como apresentam falta de energia e proteínas, promove a diminuição do metabolismo desses indivíduos, o qual começa a não dar conta de conservar a função dos órgãos, resultado em hipovolemia (diminuição do volume sanguíneo), bradicardia (diminuição da FR) e hipotermia (diminuição da temperatura). KWASHIORKOR O Kwashiorkor é o termo utilizado para descrever a condição resultante da ingestão inadequada de proteínas, mas com quantidade suficiente de energia. A ingestão energética adequada mantém a insulina circulante em níveis normais. A produção de proteínas como albumina (o que pode gerar ICTERÍCIA , pois não haverá albumina para transportara a bilirrubina indireta do baço para o fígado) e imunoglobulinas (o que vai deixar o SISTEMA IMUNE DESSES INDIVÍDUOS COMPROMETIDO ) não ocorre como deveria pela baixa disponibilidade de aminoácidos, com isso há redução da PRESSÃO ONCÓTICA , e aumento da hidrostática (como tem-se falta de proteínas no sangue, este vai para os tecidos e gera os edemas), contribuindo para o aparecimento de edemas. Por outro lado, a síntese aumentada de ácidos graxos, devido ao excesso de carboidratos e à redução do transporte de lipídeos no plasma leva à infiltração gordurosa do fígado (ESTEATOSE) e hepatomegalia. Apresentam lesões na pele (na região do edema).A perda de peso pode ser mascarada pelo edema, mas, mesmo sem ele, não é tão evidente como no marasmo, pela preservação do tecido adiposo. Os pacientes são pálidos (PELA ANEMIA) e apresentam extremidades frias e cianóticas. O fígado está aumentado de volume e tem bordas arredondadas, pelo acúmulo de gordura. O tônus e a força musculares estão reduzidos, assim como o peristaltismo intestinal. Letícia Salazar