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medicina do trabalho

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TRABALHO DE DIREITO DO TRABALHO
Natália da Glória Francisco Pereira - 202010630
Segurança e Medicina do Trabalho
	Quando o trabalhador e o empregador criam um vinculo empregatício é criado também uma rede de segurança para que o trabalhador possa exercer suas funções com a devida segurança. Através de normas, pode-se criar um ambiente de trabalho acessível e que contenha uma infraestrutura adequada para todos os tipo de trabalhadores mas especificamente para deficientes físicos, grávidas, idosos e jovens aprendizes.
	Há um capítulo separado na CLT destinado à área de segurança e medicina do trabalho. Foram criados, também, órgãos específicos responsáveis por fiscalizar, orientar e penalizar, se necessário, as atividades relativas à área, tais como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), cujas normas devem estar de acordo com o Ministério do Trabalho. 
	Todas as empresas, públicas ou privadas, que possuem trabalhadores sob o regime da CLT devem observar as normas regulamentadoras (NR) relacionadas à segurança e medicina do trabalho. E, caso essas normas não sejam cumpridas, haverá a aplicação de penalidades de acordo com a legislação. Essas normas foram aprovadas em 1978, por meio da portaria nº 3.214.Além da CLT e das NRs, outras portarias, decretos, normas brasileiras (NBRs) e convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo Brasil regem o exercício da medicina e segurança do trabalho.
	A medicina do trabalho tem como foco a prevenção de doenças e controle de riscos ambientais. Portanto, os médicos do trabalho fazem uma mediação entre as exigências da empresa para as atividades profissionais e o impacto na saúde dos colaboradores. Para isso, é preciso reunir conhecimentos sobre medicina, legislação e particularidades da atividade profissional que será avaliada. Dessa forma, o médico poderá orientar o trabalhador, e terá ferramentas para investigar a relação entre patologias e condições de trabalho. Outra atribuição da medicina do trabalho é realizar exames médicos, os quais servem para prevenção e acompanhamento de doenças. Conforme o Art. 168 da CLT, exames devem ser realizados na admissão, demissão e periodicamente.
	O exame admissional é realizado logo após a contratação, esse exame serve para verificar as condições de saúde do novo colaborador, considerando a função para a qual foi contratado. O procedimento envolve um check up geral, com avaliação da postura, pressão, frequência cardíaca, entre outros parâmetros, assim como exames específicos. Se, durante o trabalho, o funcionário ficará exposto ao ruído, por exemplo, uma audiometria deverá ser feita.
	O exame demissional é feito quando o trabalhador se desliga da empresa, ele também deve passar por testes para avaliar a condição de saúde.A principal função do exame demissional é verificar se o trabalho causou algum prejuízo à saúde do colaborador, o que gera responsabilidade indenizatória para a empresa contratante. Há também o exame periódico, serve para a manutenção da saúde do trabalhador no período em que está contratado pela empresa.
	Outra atividade é coordenar e desenvolver o programa de controle médico de saúde ocupacional, conforme determina a norma regulamentadora (NR 7) , cujo objetivo é identificar a ocorrência de algum distúrbio orgânico resultante da atividade profissional, em uma fase inicial, possibilitando tomar as medidas necessárias para neutralizá-lo ou evitar a evolução.
	Quanto aos equipamentos de segurança, a empresa é obrigada a fornecer aos emprega dos, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.
	Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho ou no local do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Como é sabido, acidentes de trabalho podem acontecer de todas as formas, a qualquer momento, de maneiras tanto inusitadas, quanto trágicas, ou seja, nenhum trabalhador está livre de envolver em um acidente, por mais que esteja usando todos os equipamentos de segurança.
	Se caso, vier ocorrer tal acidente, é necessário que para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá comuni car à previdência social o acidente de que tratam os arts. 19, 20, 21 e 23 da Lei n º 8.213, de 1991, ocorrido com o segurado empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena da multa aplicada e cobrada na forma do art. 286.
	Quando ocorrem infrações a legislação trabalhista e são identificadas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), acarretam punições ao infrator. Ordinariamente iniciam-se com as notificações que podem evoluir de acordo com a gravidade da infração, chegando até a paralisação das atividades do estabelecimento, através do embargo de obra ou serviço ou da interdição de máquinas e equipamentos, institutos utilizados sempre que for constatado risco grave e iminente a saúde e a integridade física das pessoas. Com relação ao valor da multa, podem ser fixo ou variável, quando variável o valor pode aumentar nos casos de reincidência, embaraço, reincidência, artifício e simulação.
	 Assim surgiram as normas regulamentadoras do MTE, que dispõem sobre como aplicar os preceitos contidos no capítulo V da CLT, como já esclarecido supra, em especial sobre as matérias descritas no artigo 200 da CLT. De forma a garantir o cumprimento da legislação trabalhista, o órgão competente dispõe de profissionais Auditores que fiscalizam as empresas diuturnamente, impondo penalidades aos infratores. Durante a atuação dos Auditores do MTE, devem analisar as leis que tutelam a relação do empregado com o empregador e, quando verificados procedimentos irregulares na empresa, o Fiscal-Auditor, antes de aplicar eventual multa, pode conceder prazo para a correção. A notificação nada mais é que um tipo de advertência dada pelo órgão competente que pode ocorrer de duas formas; na primeira, durante a fiscalização “in loco”, o Auditor Fiscal do trabalho diante de irregularidades sanáveis, ou tendo o Auditor de analisar documentos, determina dia e horário para que o empregador compareça ao MTE para apresentação de documentos ou para demonstrar o cumprimento da legislação trabalhista em determinada matéria; na segunda, verificando a gravidade do ato praticado, sendo a infração de difícil reparação, não sanável ou o infrator reincidente, o Auditor-Fiscal lavrará o auto de infração, especificando os motivos e mencionando a fundamentação legal que justifica a autuação. 
	 É importante observar que as normas vigentes é que serão utilizadas pelas empresas para o cumprimento, como também serão usadas pela fiscalização, assim, quando o empresário tiver dificuldade em cumprir qualquer item das normas trabalhistas, deve-se procurar um especialista na matéria para receber orientação e caso persista o problema, recomenda-se procurar a superintendência do MTE de seu Estado ou a gerência do MTE de sua região, para solicitar orientação de como poderá cumprir a legislação trabalhista.
	São meios para efetivar a Segurança do Trabalho: a fiscalização dos locais de trabalho, identificando e tomando providências para reduzir ou eliminar situações de risco; Entregar e orientar a respeito de EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais); Treinar os trabalhadores em relação às medidas de segurança, higiene, ergonomia, uso de máquinas e equipamentos; Criar planos para lidar com emergências possíveis, como incêndios, alagamentos e outras catástrofes; Elaborar PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho), PPP (Perfil Profissiográfico