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Apostila de treinamento para membros da CIPA. Contém objetivos e história da CIPA, NR‑5 (organização e atribuições), segurança do trabalho, acidentes (definição, classificação, estatísticas), legislação trabalhista e previdenciária, EPI/EPC, investigação de acidentes.

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CIPA 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
Curso de Treinamento para Membros da CIPA ou Designados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIPA SUPORTE 
Jundiaí - 2014 
 
© 2014 CIPA SUPORTE - JOÃO CARLOS PINTO FILHO 
 
 
 
 3 
 
 
 
 
 
 
 
A reprodução dessa publicação pode ser feita somente para uso exclusivo do titular do 
CD-ROM CIPA Suporte. É vedada a distribuição ou compartilhamento dessa 
publicação por qualquer meio sem prévia autorização. A violação dos direitos autorais 
desta obra é crime e punível de acordo com o Código Penal e Lei de Direitos Autorais 
em vigor. O autor acredita que todas as informações aqui apresentadas estão corretas 
e podem ser utilizadas para qualquer fim legal. Entretanto, não existe qualquer 
garantia, explícita ou implícita, de que o uso de tais informações conduzirá sempre ao 
resultado desejado. 
 
 
 
 
 
Contato com o autor 
joaocarlostst@terra.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa e Ilustrações: Alexandre Falasco 
Revisão: Fabiana Claudia Ruano Pinto 
 4 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 Você foi escolhido ou eleito para integrar uma equipe e possui uma 
importante missão: praticar prevenção de acidentes e doenças do trabalho. 
Você não foi escolhido ao acaso, você é especial! Em você foram identificadas 
características de liderança, representatividade, cooperação, preocupação com 
o bem estar do próximo, entre outras. Tudo isso o torna a pessoa certa para 
ser CIPEIRO. 
 
 Certamente, atuar como CIPEIRO, poderá não ser uma tarefa simples, 
porém, em você, foram depositados os votos da empresa e de muitos 
companheiros de trabalho, que assim como você almejam um ambiente de 
trabalho mais seguro e sadio e melhores condições de trabalho. 
 
 Durante esse período de treinamento, que o tornará um CIPEIRO 
preparado, essa apostila - complementada pelas explicações técnicas de seu 
instrutor - lhe proporcionará de forma simples, objetiva e didática 
conhecimentos mínimos e indispensáveis para uma boa atuação. 
 
 Esse trabalho traz informações sobre a história da segurança do 
trabalho e da própria CIPA no Brasil, legislação aplicada (incluindo os 
dispositivos da CLT e Previdência relacionados com a SST), acidente e 
doenças do trabalho, informações sobre riscos ambientais nos ambientes 
ocupacionais, inspeções de segurança, equipamentos de proteção individual - 
EPI e equipamentos de proteção coletiva - EPC, investigação e análise de 
acidentes do trabalho, AIDS, conceitos e definições aplicados à SST, 
prevenção de incêndio e muito mais. 
 
 Desejo, que esse trabalho possa contribuir para sua importante missão, 
que inicia a partir de agora. 
 
 
O Autor 
 
 
"O trabalho dignifica o homem." 
Max Weber - sociólogo alemão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
SUMÁRIO 
 
Capítulo 1 - CIPA 8 
 
1.1. O que é CIPA? 9 
1.2. História da CIPA 10 
1.3. Objetivo da CIPA 10 
1.4. O papel do cipeiro ou designado 10 
1.5. Estabilidade no emprego 12 
 
Capítulo 2 - Norma Regulamentadora nº. 5 (NR-5) - CIPA 13 
 
2.0. Informações Básicas para Consulta 14 
2.1. Do Objetivo 14 
2.2. Da Constituição 14 
2.3. Da Organização 17 
2.4. Das Atribuições 20 
2.5. Do Funcionamento 24 
2.6. Do Treinamento 26 
2.7. Do Processo Eleitoral 28 
2.8. Das Contratantes e Contratadas 31 
2.9. Disposições Finais 32 
 
Capítulo 3 - Segurança no Trabalho 33 
 
3.1. O que é Segurança no Trabalho? 34 
3.2. Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil 34 
 
Capítulo 4 - O Acidente do Trabalho 37 
 
4.1. Definição Legal e Prevencionista de Acidente do Trabalho 38 
4.2. Classificação dos Acidentes do Trabalho 39 
4.2.1. Acidentes Típicos 39 
4.2.2. Acidentes de Trajeto 40 
4.2.3. Doenças Ocupacionais ou Doenças do Trabalho 40 
4.3. Equiparação à Acidente do Trabalho 42 
4.3.1. Incidente 42 
4.4. Comunicação do Acidente do Trabalho 42 
4.5. Custos dos Acidentes do Trabalho 44 
4.6. Estatísticas de Acidentes do Trabalho 45 
4.6.1. Horas-Homem de Exposição ao Risco (horas-homem) 45 
4.6.2. Dias Perdidos - DP 46 
4.6.3. Dias Debitados – DB 46 
4.6.4. Taxa de Frequência - TF 47 
4.6.5. Taxa de Gravidade - TG 48 
4.7. Estatísticas Através dos Quadros da NR-4 50 
 
Capítulo 5 - Legislação Trabalhista e Previdenciária 51 
 
5.1. Noções de Legislação Trabalhista para Membros da CIPA 52 
5.1.1. Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT 52 
5.1.2. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho 52 
5.2. Noções de Legislação Previdenciária para Membros da CIPA 53 
5.2.1. Auxílio-doença 53 
5.2.2. Auxílio-acidente 53 
5.2.3. Aposentadoria por Invalidez 54 
5.2.4. Pensão por Morte 54 
5.2.5. Habilitação e Reabilitação profissional 54 
5.3. Legislação Complementar 54 
 
 6 
Capítulo 6 - Conceitos e Definições Aplicados à SST 55 
 
6.1. Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho (SESMT) 
56 
6.2. Medicina do Trabalho 57 
6.3. Ergonomia 57 
6.4. Programas de Segurança, Saúde e Gestão de Riscos 57 
6.5. Campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho 58 
6.6. Higiene Ocupacional 58 
6.6.1. Avaliações Quantitativas 58 
6.6.2. Avaliações Qualitativas 59 
6.7. Insalubridade 60 
6.8. Periculosidade 60 
6.9. Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) 61 
 
Capítulo 7 - Riscos Ambientais 62 
 
7.0. Riscos Ambientais 63 
7.1. Classificação dos Riscos Ambientais 63 
7.2. Agentes Ambientais (riscos ambientais) 64 
7.2.1. Agentes Físicos 64 
7.2.2. Agentes Químicos 67 
7.2.3. Agentes Biológicos 70 
7.2.4. Agentes Ergonômicos 71 
7.2.5. Agentes Mecânicos (ou de acidentes) 71 
7.3. Mapa de Riscos Ambientais 72 
7.4. Etapas da Elaboração do Mapa de Riscos Ambientais 72 
7.5. Representação Gráfica do Mapa de Riscos Ambientais 73 
 
Capítulo 8 - Inspeções de Segurança 76 
 
8.0. Inspeções de Segurança 77 
8.1.1. Inspeções de Rotina 77 
8.1.2. Inspeções Periódicas 78 
 
Capítulo 9 - Investigação e Análise de Acidentes 79 
 
9.0. Investigação e Análise de Acidente 80 
9.1. Etapas da Investigação de Acidentes do Trabalho 80 
9.2. Causas dos Acidentes do Trabalho 81 
9.3. Fatores Pessoais e Atitudes que Podem Causar Acidentes 83 
9.3.1. Negligência 83 
9.3.2. Imprudência 83 
9.3.3. Imperícia 83 
9.3.4. Outros Fatores 83 
9.3.5. A Importância da Prevenção de Acidentes do Trabalho 84 
9.4. O Treinamento como Fator de Prevenção de Acidentes 84 
 
Capítulo 10 - Equipamento de Proteção Individual - EPI 86 
 
10.0. Equipamento de Proteção Individual - EPI 87 
10.1. Cabe ao Empregador quanto ao EPI 87 
10.2. Cabe ao Empregado quanto ao EPI 87 
10.3. Controle de Entrega de Equipamentos de Proteção Individual 87 
10.4. Tipos de Equipamentos de Proteção Individual 88 
10.4.1. EPI para Proteção da Cabeça 88 
10.4.2. EPI para Proteção dos Olhos e Face 89 
10.4.3. EPI para Proteção Auditiva 90 
10.4.4. EPI para Proteção de Tronco 91 
10.4.5. EPI para Proteção Respiratória 91 
 7 
10.4.6. EPI para Proteção de Membros Superiores 92 
10.4.7. EPI para Proteção de membros Inferiores 93 
10.4.8. EPI para Proteção de Corpo Inteiro 95 
10.4.9. EPI para Proteção contra Quedas em Locais com Diferença de Nível 96 
10.5. Certificado de Aprovação de EPI 96 
10.5.1. Validade dos Certificados de Aprovação para EPI 97 
 
Capítulo 11 - Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 98 
 
11.0. Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 99 
11.1. Modelos de Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 99 
 
Capítulo 12 - AIDS (Conceito e Prevenção) 100 
 
12.0. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS 101 
12.1. Como o HIV é Transmitido? 101 
12.2. Quais são os sintomas? 101 
12.3. Como prevenir a infecção pelo HIV 102 
 
Capítulo 13 - Prevenção e Segurança no Trabalho 103 
 
13.1. Prevenção Contra Incêndios 104 
13.1.1. Teoria do Fogo 104 
13.1.2. Características Físico-químicas do Fogo 106 
13.1.3. Propagação do Fogo 107 
13.1.4. Classes de Incêndio 109 
13.1.5. Agentes Extintores 109 
13.1.6. Métodos de Extinção de Incêndios 113 
13.1.7.Medidas de Prevenção de Incêndio 115 
13.2. Segurança no Trânsito 116 
13.2.1. Infrações e Penalidades no Trânsito 116 
13.3. Segurança no Trabalho Rural 117 
13.3.1. Classificação de Riscos no Trabalho Rural 117 
13.3.2. Orientações de Segurança e Saúde no Trabalho Rural 118 
13.4. Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade 118 
13.4.1. Sistema Elétrico 119 
13.4.2. Riscos em Instalação e Serviços em Eletricidade 120 
13.4.3. Prevenção do Risco Elétrico 122 
13.5. Segurança na Construção Civil 122 
13.6. Segurança na Mineração 123 
13.7. Segurança no Trabalho Portuário 123 
13.7.1. Prevenção de Riscos nas Operações Portuárias 124 
 
 Referências Bibliográficas 125 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
 
 9 
1.1. O que é CIPA? 
 
 O termo CIPA é formado pelas letras iniciais das palavras Comissão 
Interna de Prevenção de Acidentes conforme definição abaixo: 
 
a) Comissão 
 
 Grupo de pessoas conjuntamente encarregadas de tratar de um 
determinado assunto. Como grupo, deve haver a preocupação de um trabalho 
unitário, onde seus objetivos estejam sempre em primeiro plano. A Comissão 
enseja a participação do empregador e dos empregados na prevenção de 
acidentes. 
 
b) Interna 
 
 O campo de atuação da CIPA ou designados está restrito à própria 
empresa. 
 
c) Prevenção 
 
 Esse termo define claramente o papel da CIPA que é atuar em prol da 
prevenção. Trata-se de sua meta principal. Prevenção significa caminhar antes 
do acidente. É a atuação do cipeiro quando se depara com alguma situação de 
risco capaz de provocar um acidente, inerente à atividade laboral desenvolvida. 
 
d) Acidentes 
 
 Qualquer ocorrência imprevista e sem intenção que possa causar danos 
ou prejuízos à propriedade ou pessoa. Podemos incluir de forma subentendida 
as doenças do trabalho ou doenças profissionais que podem acometer o 
trabalhador em seu local de trabalho. 
 
 10 
 
 
1.2. História da CIPA 
 
 A Organização Internacional do Trabalho (OIT), fundada em 1919, 
organizou no ano de 1921, um comitê, cujo objetivo era estudar assuntos sobre 
segurança e higiene do trabalho como recomendações de medidas e ações 
preventivas de doenças e acidentes do trabalho. Uma dessas recomendações 
foi a organização foi a comissão de segurança do trabalho em 
estabelecimentos industriais, que no Brasil se deu em 10 de novembro de 1944 
através do Decreto-Lei 7.036. 
 A CIPA surgiu dessa recomendação da OIT. Em 19 de junho de 1945, 
com a Portaria 229, houve a primeira regulamentação da comissão recém-
criada. A segunda, terceira e quarta regulamentação chegaram em 27 de 
novembro de 1953 (Portaria 155), 29 de novembro de 1968 (Portaria 32) e em 
3 de agosto de 1977 (Portaria 3.456), respectivamente. 
 No ano de 1977 foi sancionada a Lei 6.514 que regulamentava mais 
uma revisão no Capitulo V da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) dando 
à CIPA mais destaque nos artigos 163,164 e 165. 
 Em 8 de junho de 1978 foi baixada a importante Portaria 3.214 
revogando todas as portarias anteriores que vigoravam sobre segurança do 
trabalho e aprovou e expediu 28 novas Normas Regulamentadoras, dentre 
essas normas a que tratava, exclusivamente, sobre a Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes (NR-5). 
 Em 24 de maio de 1999, entrou em vigor a nova redação da Norma 
Regulametadora nº. 5, dada pela Portaria 8, de 23 de fevereiro de 1999. 
 
 
1.3. Objetivo da CIPA 
 
 Conforme o item 5.1 da NR-05 a CIPA possui como objetivo a prevenção 
de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível 
permanentemente o trabalho com a preservação e a promoção da saúde do 
trabalhador. Esse será, também, o objetivo ou a missão do cipeiro. 
 
 
1.4. O papel do Cipeiro ou Designado 
 
 Primeiramente, devemos saber que o termo "cipeiro" não é 
dicionarizado. Esse termo é utilizado na área técnica para identificar o 
trabalhador que é membro de uma CIPA ou designado pelo empregador para o 
cumprimento das funções estabelecidas pela norma. 
 Você foi escolhido para fazer parte da CIPA ou atuar como designado. 
Provavelmente foram identificadas em você algumas qualidades: vontade de 
colaborar, bom senso, responsabilidade, entre outras, que foram percebidas 
por aqueles que o escolheram e o viram como alguém capaz de desempenhar, 
a contento, esse importante papel. 
 Assim, começa sua responsabilidade na medida em que esperam uma 
atuação positiva de sua parte. O primeiro passo é acreditar que algo pode ser 
feito para a prevenção de acidentes em sua empresa, que a CIPA não é 
 11 
abstrata, mas que pode desenvolver um trabalho concreto, real. Dificuldades 
poderão existir, visto que você nunca irá trabalhar sozinho. O cipeiro faz parte 
de uma Comissão que, por sua vez, poderá esbarrar em outras áreas da 
empresa. Isso porque o sucesso da atuação da CIPA depende de: 
 
 Do apoio constante do empregador; 
 Da assessoria do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de 
Segurança e Medicina do Trabalho); 
 Da receptividade e conscientização dos empregados; 
 
 É necessário que o cipeiro ou designado esteja consciente dessa 
situação, de sua responsabilidade e que se proponha a ser um agente de 
mudança, no sentido de ser o elemento de articulação para resolver os 
problemas. Para tanto, é indispensável que o objetivo da CIPA – prevenção de 
acidentes – norteie todas as suas ações. O grupo ganhará maior coesão se 
todos os seus membros reconhecerem a importância deste objetivo. 
 
 Portanto, o cipeiro deve: 
 
 Ter uma atitude receptiva com tudo quanto diz respeito à prevenção de 
acidentes; 
 Estar predisposto a participar do treinamento para membros da CIPA, 
para adquirir conhecimentos específicos, necessários à sua atuação; 
 Buscar e propor soluções para os problemas que porventura surjam, 
como se isto dependesse especialmente dele. 
 
 
 
 A prevenção de acidentes não se faz de noite para o dia. É preciso 
trabalhar tendo em mente as dificuldades, mas com a convicção de que pode 
ser concretizada, se houver boa vontade, por parte de todas as pessoas 
envolvidas, e persistência nos objetivos. 
 O cipeiro deve, ainda, defender os interesses dos trabalhadores, indicar 
propostas de melhorias nos locais de trabalho, cobrar do empregador prazos 
para sanar possíveis irregularidades, colaborar com a empresa na 
conscientização e fiscalização dos funcionários em relação ao uso dos 
 12 
Equipamentos de Proteção Individual - EPI e cumprimentos dos procedimentos 
e normas internas de segurança e saúde do trabalho. 
 
 
1.5. Estabilidade no Emprego 
 
 De acordo com o item 5.8 da NR-05 a estabilidade temporária de 
emprego está garantida aos membros eleitos (titulares e suplentes) e não 
abrange os representantes do empregador ou ainda o designado pelo 
empregador, que não possui qualquer garantia de emprego prevista na NR-5. 
 
"É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do 
empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas 
de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura 
até um ano após o final de seu mandato." 
 
 O objetivo da estabilidade de emprego, prevista na NR-5 e reforçada 
pelo enunciado n°. 393 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), é proteger a 
atuação do cipeiro em prol da prevenção de acidentes e doenças do trabalho 
dando autonomia para criticar, agir e portanto não deve ser usada por ele para 
qualquer outro fim. 
 Vale acrescentar que a estabilidade de emprego não imuniza o cipeiro 
da dispensa por justa causa ou impede, sob qualquer hipótese, a aplicação das 
sanções por parte da empresa, nos casos de desvio de conduta ou quaisquer 
outros aplicáveis e/ou previsto pela legislação trabalhista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 13 
 
 14 
2.0. Informações Básicas para Consulta 
 
 Esse item traz dois textos distintos, mas que se complementam. 
Primeiramente, aparecem citados os itens originais da Norma 
Regulamentadora nº. 5 (destacados em itálico) e em seguida os comentários 
contidosno Manual da CIPA. Tanto o texto da norma como o Manual da CIPA 
poderão ser acessados no site do Ministério do Trabalho e Emprego na 
internet. 
 
 
2.1. Do Objetivo 
 
Item 5.1 A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como 
objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo 
a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e 
a promoção da saúde do trabalhador. 
 
 
Manual: A CIPA deverá abordar as relações entre o homem e o trabalho, 
objetivando a constante melhoria das condições de trabalho para prevenção de 
acidentes e doenças decorrentes do trabalho. 
 
 
2.2. Da Constituição 
 
Item 5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular 
funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, 
órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, 
associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que 
admitam trabalhadores como empregados. 
 
Manual: A CIPA é obrigatória para as empresas que possuam empregados 
com vínculo de emprego. A ampliação das questões relativas à CIPA para as 
categorias de trabalhadores que não estão enquadrados nas formatações dos 
vínculos de emprego - em especial servidores públicos - não foi possível face à 
falta de regulamentação constitucional, que defina a quem cabe regulamentar 
as questões de segurança para essa categoria de trabalhadores. 
 
Manual: Havendo órgão público, ou empresa pública, onde hajam 
trabalhadores efetivamente com vínculos de emprego regidos pela CLT e 
outros com vínculos estabelecidos conforme o estatuto do servidor público, a 
CIPA deve ser constituída levando-se em consideração o número de 
empregados efetivamente vinculados ao regime celetista. E, sendo assim, 
somente esses devem ser candidatos e somente esses devem votar. 
Entretanto, cabe ressaltar que na ação da CIPA para a melhoria das condições 
de trabalho não pode haver, sob pena de infração à Constituição Federal, 
determinação de medidas discriminatórias, como por exemplo a solicitação de 
distribuição de determinado equipamento somente para os celetistas. 
 
 15 
Manual: Caso exista interesse do órgão ou empresa pública em englobar todos 
os trabalhadores, empregados e funcionários públicos, em sua CIPA, não há 
nada que o impeça. Nessa situação, poderão ser candidatos também os 
trabalhadores servidores públicos, mas deve ser garantido o número de vagas 
estabelecidas para os empregados celetistas, naquele estabelecimento público. 
O dimensionamento da CIPA, no caso, deverá considerar todos os 
trabalhadores naquele estabelecimento, celetistas e estatutários. Não deve 
englobar, entretanto, os prestadores de serviços que estejam em atividades no 
estabelecimento e que sejam contratados por outra empresa. 
 
Manual: Devem constituir CIPA os empregadores, ou seus equiparados, que 
possuam empregados conforme as determinações do Artigo 3º - da CLT - em 
número acima do mínimo estabelecido no Quadro I, dimensionamento, para 
sua categoria específica. As empresas que possuam empregados em número 
inferior devem indicar um designado conforme estabelece o item 5.6.4. 
 
Manual: É importante verificar que a NR 5 fala algumas vezes de 
trabalhadores e algumas de empregados. Quando a norma diz empregados, 
refere-se àqueles com vínculo de emprego com a empresa determinada, 
quando refere-se a trabalhadores engloba todos os que trabalham no 
estabelecimento de determinada empresa, ainda que sejam contratados por 
outras. 
 
Manual: Deve ser considerado empregado, para fins de constituição da CIPA, 
a pessoa física que preste serviço de natureza não eventual a empregador, sob 
dependência deste e mediante salário. 
 
Manual: O Fiscal do Trabalho verificará o número real de trabalhadores com 
vínculo de emprego, portanto é importante que a empresa faça 
adequadamente sua avaliação. 
 
Manual: O estabelecimento deve ser definido conforme o estabelecido na 
alínea “d” do item 1.6 da NR 1 da Portaria 3214/78: “ estabelecimento é cada 
uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes, tais como: 
fábrica, refinaria, usina, escritório, loja oficina, depósito, laboratório. 
Ressalvados os setores com NR ou regra específica estabelecida em portaria. 
Havendo dúvidas nessa definição, a empresa poderá consultar o órgão 
regional do MTE. 
 
Manual: No caso de empresas prestadoras de serviço ou empreiteiras deve 
ser considerado como estabelecimento o local onde efetivamente os trabalhos 
são desenvolvidos, ou seja, os estabelecimentos estarão dentro de outras 
empresas ou em locais públicos. 
 
Item 5.3 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos 
trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as 
disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores 
econômicos específicos. 
 
 16 
Manual: Trabalhadores avulsos são aqueles geralmente ligados ao 
carregamento de mercadorias, a maioria em portos. Nesse caso considera-se 
como empresa o sindicato ou o órgão gestor de mão de obra. A CIPA para as 
atividades portuárias deve observar o que estabelece a NR 29. 
 
Item 5.4 (revogado). 
 
Item 5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial 
estabelecerão, através de membros de CIPA ou designados, mecanismos de 
integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de 
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de 
uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do mesmo. 
 
 
Manual: No caso de empresas instaladas em centro comercial ou industrial, 
devem ser consideradas como instalações de uso coletivo as áreas de uso 
comum por parte dos trabalhadores de todas as empresas. Como exemplo: 
áreas de circulação, vestiários, banheiros, refeitórios, entre outros. Há também 
as ambiências geradas por sistemas como: ar condicionado, instalações 
elétricas, redes de gás. O que se almeja é que tais sistemas, quase sempre de 
responsabilidade dos administradores, mas que afetam todas as empresas e 
seus empregados, sejam avaliados pelas CIPA, já que podem ser origem de 
acidentes e de doenças. 
 
Manual: Enquadram-se neste item os “shoppings” e os consórcios de 
empresas industriais, ou seja, as empresas que se estruturem com 
administração autônoma, ou semi-autônoma, em um mesmo local. O item 
aborda empresas que, apesar de possuírem autonomia gerencial, 
administrativa, técnica e financeira, se estabelecem de forma conjunta, 
havendo ou não interação entre suas atividades no processo produtivo. São 
empresas que não trabalham umas para as outras mas que se relacionam ou 
pelo espaço, ou por regras ou por finalidade. O item engloba a situação na qual 
a administradora é ou não proprietária do estabelecimento. 
 
Manual: As empresas que compõem um condomínio são individualizadas, 
tendo autonomia, desta forma, podem acatar ou não as definições da 
administradora. Mas, cabe ressaltar que o administrador tem papel primordial 
na estruturação deste item, como aliás em todas as regras de convivência 
coletiva. Podemos elencar duas situações: a primeira, quando são poucas as 
empresas e elas definem através dos membros de suas CIPA ou designados, 
conforme estabelece o item, os mecanismos de integração; a segunda, quando 
são muitas as empresas, tornando-se necessária uma atitude proativa por 
parte da administradora. 
 
Manual: Os Fiscais do Trabalho irão verificar o cumprimento das regras de 
participação de um centro comercial (Shopping) ou industrial de duas formas. A 
primeira será quando a empresa administradora ou as empresas “conviventes” 
já tiverem definidos os mecanismos e estes se encontrarem em adequado 
funcionamento. Neste caso, os Fiscais do Trabalho poderão discutir a eficácia 
dos procedimentos, no sentido de contribuir, mas nunca poderão autuar por 
 17 
discordância, já que os mecanismos não foram definidos na Norma. O segundo 
caso se dá quando os mecanismos não foram definidos. Caberá então uma 
notificaçãopara que o sejam. Neste caso, cada empresa e a administradora, se 
houver, devem ser notificadas. A notificação pode ser feita por ofício individual 
a todas elas, num procedimento de fiscalização indireta, ou através da 
fiscalização direta a cada uma. Não caberá uma notificação somente à 
administradora porque não é sua responsabilidade objetiva. 
 
 
2.3. Da Organização 
 
Item 5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos 
empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta 
NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores 
econômicos específicos. 
 
Manual: A CIPA terá dimensionamento paritário, a menos que se estabeleça 
de outra forma em negociações nacionais submetidas à Comissão Tripartite 
Paritária Permanente - CTPP, conforme estabelece a Portaria SSST/MTE nº 9, 
de 23 de fevereiro de 1999. A composição paritária da CIPA tem importância 
por consolidá-la como uma instância de análise e negociação das questões de 
segurança e saúde no local de trabalho. 
 
Manual: A CIPA não segue mais critério do Grau de Risco mas ele ainda 
permanece para outras NR. Os setores econômicos, que se encontram no 
Quadro II, foram englobados por semelhança das atividades, em primeiro lugar, 
e por critérios de semelhança de âmbitos de negociação coletiva. O 
empregador pode reconduzir seus representantes para mais de dois mandatos. 
 
Item 5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão 
por eles designados. 
 
Item 5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão 
eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de 
filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados. 
 
Manual: O empregado, se assim desejar, poderá abster-se de votar na eleição 
dos representantes da CIPA. Os suplentes, cujo quantitativo está estabelecido 
no Quadro I, são aqueles eleitos com número de votos imediatamente inferior 
aos titulares. 
 
Item 5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando 
a ordem decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento 
previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em 
atos normativos de setores econômicos específicos. 
 
Manual: Caso haja previsão de dimensionamento diferente para setores 
econômicos em outras Normas Regulamentadoras estas têm precedência ao 
estabelecido na NR 5. 
 
 18 
Item 5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a 
empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, 
podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através 
de negociação coletiva. 
 
Manual: Conforme estabelece o item, qualquer empresa de qualquer ramo de 
atividade que não esteja obrigada a constituir CIPA para determinado 
estabelecimento deverá possuir nele o designado. O responsável pelo 
cumprimento desta NR será designado pela empresa, podendo a definição dos 
mecanismos de participação dos empregados ser objeto de negociação interna 
no estabelecimento ou através de Acordo ou Convenção Coletiva. 
 
Item 5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, 
permitida uma reeleição. 
 
Manual: Reeleição é a eleição subsequente, ou seja, o empregado foi eleito 
para o mandato referente ao ano de 1999 e reeleito para o ano 2.000. Ele está 
formalmente impedido de se candidatar ao mandato referente ao ano 2.001. 
Porque seria a segunda reeleição, mas não há nenhum impedimento que ele 
venha a se candidatar novamente para a eleição de 2.002, voltando a valer a 
mesma regra anterior. 
 
Manual: Se houver candidatos insuficientes para a eleição o fato deve ser 
comunicado ao órgão descentralizado do MTE, que avaliará e definirá caso a 
caso. 
 
Manual: No caso de prestação de serviços com atividades em períodos 
menores que um ano em determinado estabelecimento o órgão 
descentralizado do MTE avaliará e definirá, caso a caso. 
 
Item 5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado 
eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes 
desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 
 
Manual: O texto é o contido no Artigo 10º , do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, que tem seu entendimento explicitado em várias 
decisões judiciais, especialmente no Enunciado TST nº 393. Conforme a 
jurisprudência, têm garantia de emprego os titulares e os suplentes eleitos. 
 
Manual: Caso desejar sair da empresa, o empregado deverá primeiramente 
solicitar por escrito sua renúncia ao mandato da CIPA ou ao direito da garantia 
de emprego, quando o mandato já houver encerrado. A empresa deverá enviar 
correspondência ao MTE, comunicando o fato e a substituição do membro da 
CIPA pelo suplente. A empresa poderá efetivar o acordo junto ao sindicato da 
categoria. O número de suplentes, constante no Quadro I, deve ser mantido 
com a nomeação do próximo candidato mais votado, conforme a ata de 
eleição. 
 
Item 5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não 
descaracterizem suas atividades normais na empresa, sendo vedada a 
 19 
transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o 
disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT. 
 
Manual: O artigo 469 da CLT estabelece: 
Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para 
localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando 
transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu 
domicílio. 
§ lº. Não estão compreendidos na proibição deste artigo os empregados que 
exerçam cargos de confiança e aqueles cujos contratos tenham como 
condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real 
necessidade de serviço. 
§ 2º. É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em 
que trabalhar o empregado. 
 
Item 5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a 
representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções 
de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA. 
 
Manual: Este item garante a representação dos indicados pelo empregador, os 
quais, ainda que sob consulta, pois também são empregados, devem 
encaminhar adequadamente as questões negociadas na CIPA. 
 
Item 5.11 O empregador designará entre seus representantes o Presidente da 
CIPA, e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o 
vice-presidente. 
 
Manual: A redação consta da CLT - artigo 164, parágrafo 5º. 
 
Item 5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão, empossados no 
primeiro dia útil após o término do mandato anterior. 
 
Manual: Quando não houver mandato anterior, a posse ocorrerá em data 
estabelecida no edital de convocação para as eleições. 
 
Item 5.13 Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um 
secretário e seu substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo 
neste caso necessária a concordância do empregador. 
 
Manual: A anuência do empregador só se faz necessária se o secretário não 
for membro da CIPA, será entretanto de bom princípio, a comunicação ao 
empregador sobre quem será o secretário, em função das atribuições que lhe 
serão delegadas. 
 
Manual: A consulta ao empregador pode ser feita pelo próprio presidente da 
CIPA e não precisa ser formalizada por escrito, pode ser uma consulta 
informal. 
 
Manual: O Secretário e seu substituto só terão direito à garantia de emprego 
quando forem membros eleitos da CIPA. 
 20 
 
Item 5.14 A documentação referente ao processo eleitoral da CIPA, incluindo 
as atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias, 
deve ficar no estabelecimento à disposição da fiscalização do Ministério do 
Trabalho e Emprego. 
 
Manual: O livro de Atas não precisam mais existir, porém as Atas continuam 
sendo obrigatórias. O procedimento deverá ser efetivado para todos os 
mandatos. 
 
Item 5.14.1 A documentação indicada no item 5.14 deve ser encaminhadaao 
Sindicato dos Trabalhadores da categoria, quando solicitada. 
 
Item 5.14.2 O empregador deve fornecer cópias das atas de eleição e posse 
aos membros titulares e suplentes da CIPA, mediante recibo. 
 
Item 5.15 A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem 
como não poderá ser desativada pelo empregador, antes do término do 
mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados 
da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do 
estabelecimento 
 
Manual: Ainda que a empresa tenha o seu número de empregados reduzido 
ela deverá manter a representação adequada ao número de trabalhadores que 
possuía no início do mandato. O número de representantes também não será 
ampliado quando o número de empregados aumentar. A situação inicial é 
mantida em qualquer circunstância, salvo se houver encerramento das 
atividades no estabelecimento. Nesse caso o mandato da CIPA é considerado 
encerrado. Este mesmo critério é válido para as empreiteiras e prestadoras de 
serviço. 
 
 
2.4. Das Atribuições 
 
5.16 A CIPA terá por atribuição: 
 
a) Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de 
riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com 
assessoria do SESMT, onde houver; 
 
Manual: A CIPA não tem como atribuição fazer avaliações quantitativas para 
identificação dos riscos. A atribuição de medir e quantificar é do SESMT, ou do 
responsável pelo PPRA. A CIPA deve identificar os riscos para poder elaborar 
o mapa de riscos que é uma metodologia de avaliação qualitativa e 
subjetiva dos riscos presentes no trabalho. 
 
Manual: A NR 5 não mais estabelece a metodologia, ficando aberta a 
utilização de metodologias mais avançadas. Nada impede que se siga o 
estabelecido na antiga NR 5. 
 
 21 
b) Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução 
de problemas de segurança e saúde no trabalho; 
 
Manual: A CIPA deverá fazer um plano de trabalho simples o qual conterá 
objetivos, metas, cronograma de execução e estratégia de ação. A elaboração 
de plano do trabalho foi escolhida dentro da visão de que a CIPA deve ser uma 
comissão proativa, que pretenda efetivamente contribuir, dentro de suas 
possibilidades, para a melhoria das condições de trabalho. Cabe ressaltar que 
o mesmo pode estar estruturado na própria ata, não necessitando constituir 
documento separado. É importante que a empresa garanta aos membros da 
CIPA o tempo necessário para que este plano seja elaborado e monitorado. 
 
c) Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de 
prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação 
nos locais de trabalho; 
 
Manual: A CIPA deve participar da implementação e controle das medidas de 
proteção uma vez que o conhecimento da realidade do trabalho é fundamental 
para que se estabeleça controle dos riscos. 
 
d) Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de 
trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos 
para a segurança e saúde dos trabalhadores; 
 
e) Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas 
em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram 
identificadas; 
 
f) Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde 
no trabalho; 
 
Manual: A melhor forma de despertar o interesse dos trabalhadores para a 
segurança e saúde é através da divulgação de informações. 
 
g) Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo 
empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e 
processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos 
trabalhadores; 
 
Manual: Item importante num mundo onde as transformações tecnológicas e 
administrativas estão na pauta do dia, inserindo na realidade do trabalho novos 
perigos e riscos, que precisam ser conhecidos e avaliados pelo SESMT, 
quando houver, com a participação da CIPA. 
 
h) Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação 
de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à 
segurança e saúde dos trabalhadores; 
 
Manual: A paralisação das atividades está consignada na Convenção 155 da 
Organização Internacional do Trabalho OIT e na NR 09, da Portaria 3214/78. 
 22 
 
“art. 13 – Em conformidade com a prática e as condições nacionais, deverá ser 
protegido, de conseqüências injustificadas, todo trabalhador que julgar 
necessário interromper uma situação de trabalho por considerar, por motivos 
razoáveis, que ela envolve um perigo iminente e grave para sua vida ou sua 
saúde”. (Convenção OIT 155, de 1981, aprovada no Brasil pelo Decreto 
Legislativo n° 2, de 17.03.92, do Congresso Nacional; ratificado em 18.05.92, 
vigente em 18.05.93).v 
 
9.6.3 – O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais 
nos locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente risco um 
ou mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato suas 
atividades, comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas 
providências”. 
(NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, PT SSST n° 25, de 
29.12.94 (DOU de 30.12.94, republicada no de 15.02.95). 
 
Manual: O Plano de Trabalho da CIPA deverá estar em sintonia com os 
programas de prevenção adotados pela empresa, para tanto é importante que 
os responsáveis pela elaboração do PCMSO e PPRA contem com a 
colaboração da Comissão quando do desenvolvimento e implantação desses 
programas. 
 
i) Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e 
de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho; 
j) Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, 
bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, 
relativas à segurança e saúde no trabalho; 
l) Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o 
empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de 
trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados; 
m) Requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que 
tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; 
n) Requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas; 
o) Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT; 
 
Manual: A CIPA é a instância de prevenção de acidentes dentro das 
empresas. Deve conhecer o perfil acidentário da mesma. É importante 
acrescentar que a CAT é emitida, segundo a lei n.º 2173, em quatro vias, 
sendo uma para a empresa, uma para o INSS, uma para o empregado 
acidentado e outra para o sindicato que o representa. 
 
p) Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de 
Prevenção da AIDS; 
 
Item 5.17 Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios 
necessários ao desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente 
para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho. 
 
 23 
Manual: O tempo e os meios necessários para o desempenho das funções 
previstas no Plano de Trabalho da CIPA, deverão ser garantidas pelo 
empregador. 
 
5.18 Cabe aos empregados: 
a) Participar da eleição de seus representantes; 
b) Colaborar com a gestão da CIPA; 
c) Indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e 
apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho; 
d) Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à 
prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. 
 
5.19 Cabe ao Presidente da CIPA: 
a) Convocar os membros para as reuniões da CIPA; 
b) coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao 
SESMT, quando houver, as decisões da comissão; 
c) Manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA; 
d) Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria; 
e) Delegar atribuições ao Vice-Presidente; 
 
5.20 Cabe ao Vice-Presidente: 
a) Executar atribuições que lhe forem delegadas; 
b) Substituir o Presidente nosseus impedimentos eventuais ou nos seus 
afastamentos temporários; 
 
5.21 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as 
seguintes atribuições: 
a) Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o 
desenvolvimento de seus trabalhos; 
b) Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os 
objetivos propostos sejam alcançados; 
c) Delegar atribuições aos membros da CIPA; 
d) Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver; 
e) Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do 
estabelecimento; 
f) Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA; 
g) Constituir a comissão eleitoral. 
 
5.22 O Secretário da CIPA terá por atribuição: 
a) Acompanhar as reuniões da CIPA e redigir as atas apresentando-as 
para aprovação e assinatura dos membros presentes; 
b) Preparar as correspondências; e Outras que lhe forem conferidas. 
 
 
2.5. Do Funcionamento 
 
Item 5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o 
calendário preestabelecido. 
 
 24 
Manual: A CIPA deverá seguir o calendário previamente estabelecido, porque 
a situação pode gerar autuações, no caso da fiscalização comparecer ao 
estabelecimento na hora marcada e verificar que não haverá reunião. 
Entretanto, caso a CIPA não possa observar o calendário, por motivos 
justificados, a empresa deverá encaminhar comunicação contra recibo aos 
membros da CIPA e guardá-los para apresentação oportuna à fiscalização. 
 
Item 5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o 
expediente normal da empresa e em local apropriado. 
 
Manual: Entende-se como expediente normal da empresa aquele em que 
trabalham o maior número de empregados do estabelecimento. Caso a reunião 
ocorra fora do horário de trabalho do empregado membro da CIPA, o tempo da 
reunião deve ser considerado como de trabalho efetivo. 
 
Manual: Local apropriado é aquele que forneça condições para a efetivação de 
uma reunião. Deve haver cadeiras, mesa, ser limpo e permitir a concentração 
necessária. 
 
Item 5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com 
encaminhamento de cópias para todos os membros. 
 
Manual: Os comprovantes de entrega de cópia das atas a todos os membros 
da CIPA, deverão ficar à disposição dos Fiscais do Trabalho. 
 
Item 5.26 As atas devem ficar no estabelecimento à disposição da fiscalização 
do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
Item 5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: 
 
a) Houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine 
aplicação de medidas corretivas de emergência; 
 
Manual: Denúncias provenientes da CIPA e dos trabalhadores. As situações 
podem também se relacionar a eventos da natureza ou de situações de 
entorno que possam afetar o estabelecimento. Podemos citar como exemplo a 
suspeita de rompimento de barragem, a ocorrência iminente de inundação, 
entre outros. 
 
b) Ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; 
 
Manual: A reunião extraordinária, no caso de acidente fatal, deve se dar o mais 
cedo, sempre que possível, antes das modificações do local onde o acidente 
ocorreu. 
 
c) Houver solicitação expressa de uma das representações. 
 
Item 5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso. 
 
 25 
Item 5.28.1 Não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação 
direta ou com mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a 
ocorrência na ata da reunião. 
 
Manual: A mediação pode ser feita por pessoa ou entidade que conte com o 
aceite das duas partes. Pode ser alguém da própria empresa, de um dos 
sindicatos - quer representantes dos trabalhadores quer das empresas - pode 
ser um membro das comissões tripartites ou bipartites, quando existentes, ou 
mesmo o órgão regional do MTE. 
 
Item 5.29 Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração, mediante 
requerimento justificado. 
 
Manual: A reconsideração relativa às decisões podem ser de iniciativa do 
empregador, de um trabalhador ou de grupo deles. A reconsideração deve ser 
encaminhado à CIPA . 
 
Item 5.29.1 O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a 
próxima reunião ordinária, quando será analisado, devendo o Presidente e o 
Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários. 
 
Item 5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, 
quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. 
 
Item 5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será 
suprida por suplente, obedecida à ordem de colocação decrescente registrada 
na ata de eleição, devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada 
do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos. 
 
Manual: A suplência não é específica de cada titular, portanto deve ser 
observada a ordem decrescente de votos constante na ata de eleição. 
 
Item 5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente, o empregador 
indicará o substituto, em dois dias úteis, preferencialmente entre os membros 
da CIPA. 
 
Manual: O empregador pode substituir o presidente da CIPA por empregado 
que não seja membro da CIPA. No caso de substituição por pessoa não 
integrante, deverá ser promovido seu treinamento, seguindo o princípio 
estabelecido para o primeiro mandato da CIPA, ou seja, deve ser realizado até 
trinta dias após a data da substituição. 
 
Item 5.31.2 No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros 
titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus 
titulares, em dois dias úteis. 
 
Item 5.31.3 Caso não existam suplentes para ocupar o cargo vago, o 
empregador deve realizar eleição extraordinária, cumprindo todas as 
exigências estabelecidas para o processo eleitoral, exceto quanto aos prazos, 
que devem ser reduzidos pela metade. 
 26 
 
Item 5.31.3.1 O mandato do membro eleito em processo eleitoral extraordinário 
deve ser compatibilizado com o mandato dos demais membros da Comissão. 
 
Item 5.31.3.2 O treinamento de membro eleito em processo extraordinário deve 
ser realizado no prazo máximo de trinta dias, contados a partir da data da 
posse. 
 
 
 
2.6. Do Treinamento 
 
Item 5.32 A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, 
titulares e suplentes, antes da posse. 
 
Manual: O treinamento deverá ser repetido quando o trabalhador for 
novamente indicado ou reeleito ou mesmo quando o indicado ou eleito já 
houver feito o curso anteriormente, em outro estabelecimento ou em outra 
empresa. O curso deve ser realizado para cada membro de cada mandato da 
CIPA . 
 
Manual: Profissionais titulados em matérias de segurança e saúde no trabalho 
deverão fazer o curso da CIPA se houverem sido eleitos ou indicados para a 
CIPA. O curso tem eminente caráter de treinamento mas é também uma 
oportunidade de firmar laços para a consecução dos objetivos da comissão. 
 
Item 5.32.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no 
prazo máximo de trinta dias, contados a partir da data da posse. 
 
Manual: Refere-se ao primeiro mandato no estabelecimento. É ponto de vista 
administrativo que o período de trinta dias valha também para a formação do 
presidente substituto quando esse não fizer parte da CIPA. 
 
Item 5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão 
anualmente treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do 
objetivo desta NR. 
 
Manual: O treinamento é equivalente em conteúdo àquele ministrado para os 
membros da CIPA sendo que a carga horária poderá ser negociada por Acordo 
ou Convenção Coletiva. 
 
Item 5.33 O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os 
seguintes itens: 
 
Manual: O treinamento da CIPA teve seu escopo transformado, visando a que 
o trabalhador compreenda o processo produtivo e seus principais riscos. 
 
a) Estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos 
originados do processo produtivo; 
 
 27 
Manual: O item tem o objetivofazer com que os trabalhadores compreendam o 
ambiente e as condições de trabalho da empresa, inclusive, quanto aos 
critérios relacionados à organização do trabalho. 
 
b) Metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do 
trabalho; 
 
Manual: É importante que o método escolhido seja participativo e que se 
proponha a buscar causas intervenientes, com o objetivo de eliminá-las ou de 
inserir barreiras protetoras, e não com o objetivo de classificar de forma 
simplória o acidente, que é sempre complexo, e, muito menos, de buscar 
configurar culpados. 
 
c) Noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de 
exposição aos riscos existentes na empresa; 
 
Manual: Estudo dos casos clássicos de acidentes que tenham ocorrido na 
empresa ou em similares. O estudo das possibilidades de acidentes também se 
faz promissor. 
 
d) Noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e 
medidas de prevenção; 
 
e) Noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à 
segurança e saúde no trabalho; 
 
Manual: Noções básicas das Normas Regulamentadoras e Acordos e 
Convenções Coletivas relacionados à segurança e saúde. Estudos básicos da 
legislação previdênciária, em especial os itens que tratam do Acidente de 
Trabalho. 
 
f) Princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos 
riscos; 
 
g) Organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das 
atribuições da Comissão. 
 
 
Item 5.34 O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no 
máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da 
empresa. 
 
Item 5.35 O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, 
entidade patronal, entidade de trabalhadores ou por profissional que possua 
conhecimentos sobre os temas ministrados. 
 
Item 5.36 A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive 
quanto à entidade ou profissional que o ministrará, constando sua 
manifestação em ata, cabendo à empresa escolher a entidade ou profissional 
que ministrará o treinamento. 
 28 
 
Item 5.37 Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens 
relacionados ao treinamento, a unidade descentralizada do Ministério do 
Trabalho e Emprego, determinará a complementação ou a realização de outro, 
que será efetuado no prazo máximo de trinta dias, contados da data de ciência 
da empresa sobre a decisão. 
 
Manual: Não haverá credenciamento do profissional ou instituição que vai 
ministrar o curso para a CIPA. A avaliação do profissional ou instituição será 
feito pela própria CIPA. O Ministério do Trabalho e Emprego agirá no caso de 
denúncias de irregularidades e poderá determinar a realização de outro curso 
ou de complementação, caso o efetuado tenha sido incompleto. 
 
Manual: No caso de primeiro mandato a própria CIPA deve ser ouvida já na 
reunião de posse. O curso, nesse caso, poderá ser realizado até trinta dias 
após a posse. No caso de comissões subsequentes a CIPA que está 
encerrando o mandato deve ser ouvida na última reunião sobre a entidade ou o 
profissional que ministrará o curso. 
 
 
2.7. Do Processo Eleitoral 
 
Item 5.38 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos 
representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) 
dias antes do término do mandato em curso. 
 
Manual: A responsabilidade pela convocação da CIPA é do empregador. Se 
não há convocação dentro do prazo adequado ele se sujeita a multa, em valor 
estipulado em norma. 
 
Item 5.38.1 A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do 
processo eleitoral ao sindicato da categoria profissional. 
 
Manual: A forma de comunicação não está definida, mas deverá ter 
comprovação para efeito de fiscalização do MTE. A mesma deve ser efetivada 
quando do inicio do processo eleitoral, ou seja, quando da convocação pela 
empresa, no mínimo sessenta dias antes da posse. 
 
Item 5.39 O Presidente e o Vice Presidente da CIPA constituirão dentre seus 
membros, no prazo mínimo de 55 (cinqüenta e cinco) dias antes do término do 
mandato em curso, a Comissão Eleitoral – CE, que será a responsável pela 
organização e acompanhamento do processo eleitoral. 
 
Manual: A comissão é responsável pelo processo. Deve acompanhar as 
inscrições, divulgar os inscritos, rubricar as cédulas; acompanhar a votação; 
guardar as cédulas caso a apuração não seja imediata; efetivar a apuração e 
declarar os eleitos, titulares e suplentes. 
 
Item 5.39.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a Comissão Eleitoral 
será constituída pela empresa. 
 29 
 
Item 5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições: 
 
a) Publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e 
visualização, no prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do 
término do mandato em curso; 
 
Manual: A publicação e divulgação deve ser efetivada de forma que a maioria 
dos trabalhadores tomem conhecimento do desencadeamento do processo de 
eleição. O prazo de quarenta e cinco dias deve ser observado para permitir que 
os empregados se candidatem e que possam efetivamente participar do 
processo. Após o encerramento das inscrições, a comissão eleitoral deverá dar 
ampla divulgação dos candidatos. 
 
b) Inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para 
inscrição será de quinze dias; 
 
Manual: As inscrições deve ser individuais e mantidas abertas por pelo menos 
quinze dias, de forma a garantir a possibilidade de participação de todos os 
empregados que assim o desejarem. 
 
c) Liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, 
independentemente de setores ou locais de trabalho, com fornecimento 
de comprovante; 
 
Manual: Conforme estabelece o item as inscrições devem ser livres com 
fornecimento de comprovante, que deve conter a data da efetivação do ato e a 
assinatura de quem a recebeu. 
 
Manual: Em estabelecimentos que possuam áreas ou setores cujo risco 
potencial de acidentes ou doenças do trabalho se diferenciem dos demais é 
importante que sejam estimuladas as inscrições de representantes destes 
locais de trabalho. 
 
d) Garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição; 
 
Manual: Como o artigo 10º dos ADCT define que a garantia de emprego deve 
ser a partir da inscrição é implícito que ficam garantidos, transitoriamente, os 
empregos de todos os candidatos, pois antes da eleição não se sabe quem vai 
ser eleito. 
 
e) Realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do 
término do mandato da CIPA, quando houver; 
 
f) Realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os 
horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria 
dos empregados. 
 
Manual: As eleições devem respeitar os turnos de trabalho, quando houver. No 
caso de empresas onde os trabalhadores não permanecem nos 
 30 
estabelecimento é possível a utilização de urnas “itinerantes” de forma a 
garantir maior participação. 
 
g) Voto secreto; 
 
h) Apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com 
acompanhamento de representante do empregador e dos empregados, 
em número a ser definido pela comissão eleitoral; 
 
Manual: Ocorrendo eleição em mais de um dia ou em não havendo 
possibilidade de apuração no término da votação, a Comissão Eleitoral - CE 
deve garantir a guarda segura dos votos. 
 
i) Faculdade de eleição por meios eletrônicos; 
 
Manual: O meio eletrônico deverá manter a inviolabilidade do voto, garantindo 
a vontade manifesta do votante e a posterior avaliação das informações, que 
devem ser guardadas, de forma acessível à fiscalização do trabalho, pelo 
período mínimo de cinco anos. 
 
j) Guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, 
por um período mínimo de cinco anos. 
 
Item 5.41 Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados 
na votação, não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá 
organizar outra votação, que ocorrerá no prazo máximo de dez dias. 
 
Item5.42 As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas 
na unidade descentralizada do MTE, até trinta dias após a data da posse dos 
novos membros da CIPA. 
 
Item 5.42.1 Compete a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e 
Emprego, confirmadas irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua 
correção ou proceder a anulação quando for o caso. 
 
Manual: A Portaria MTE 82 estabelece o prazo de 60 dias para a anulação, 
que deve ser formal e os prazos devem começar a contar a partir do dia 
seguinte do conhecimento, também formal, do empregador sobre o fato. 
 
Item 5.42.2 Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo 
de cinco dias, a contar da data de ciência, garantidas as inscrições anteriores. 
 
Manual: Nesse caso são reabertos todos os prazos anteriormente definidos e 
devem ser observadas novamente todas as regras estabelecidas. 
 
Item 5.42.3 Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, 
ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a 
complementação do processo eleitoral. 
 
 31 
Item 5.43 Assumirão a condição de membros titulares e suplentes, os 
candidatos mais votados. 
 
Item 5.44 Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de 
serviço no estabelecimento. 
 
Item 5.45 Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de 
eleição e apuração, em ordem decrescente de votos, possibilitando nomeação 
posterior, em caso de vacância de suplentes. 
 
Manual: Assumirá o candidato mais votado que na ocasião da vacância for 
empregado do estabelecimento. 
 
 
2.8. Das Contratantes e Contratadas 
 
Item 5.46 Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de 
serviços, considera-se estabelecimento, para fins de aplicação desta NR, o 
local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades. 
 
Manual: O dimensionamento da CIPA, para as empreiteiras ou empresas 
prestadoras de serviço, é calculado com base no número de seus empregados 
em cada estabelecimento, separadamente, não podendo ser somados com os 
empregados do estabelecimento onde prestam seus serviços, ou dos demais 
estabelecimentos, ou da sede da empresa, sendo que estabelecimento é o 
local onde os empregados estejam exercendo suas atividades. 
 
Item 5.47 Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo 
estabelecimento, a CIPA ou designado da empresa contratante deverá, em 
conjunto com as das contratadas ou com os designados, definir mecanismos 
de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às 
decisões das CIPA existentes no estabelecimento. 
 
Item 5.48 A contratante e as contratadas, que atuem num mesmo 
estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de 
prevenção de acidentes e doenças do trabalho, decorrentes da presente NR, 
de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e 
saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento 
 
Item 5.49 A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as 
empresas contratadas, suas CIPA, os designados e os demais trabalhadores 
lotados naquele estabelecimento recebam as informações sobre os riscos 
presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção 
adequadas. 
 
Item 5.50 A empresa contratante adotará as providências necessárias para 
acompanhar o cumprimento pelas empresas contratadas que atuam no seu 
estabelecimento, das medidas de segurança e saúde no trabalho. 
 
 32 
Manual: Os itens 5.47, 5.48, 5.49 e 5.50, tratam da relação e das 
responsabilidades de contratantes e contratadas. A norma responsabiliza, 
solidariamente, contratantes e contratadas na criação de mecanismos de 
integração de políticas de segurança e saúde e de CIPA ou designados, de 
forma a garantir o mesmo nível de proteção a todos os trabalhadores do 
estabelecimento. A contratante deve: repassar as informações sobre os riscos 
presentes nos ambientes de trabalho às contratadas, às CIPA ou Designados e 
aos demais trabalhadores do estabelecimento; definir as medidas de proteção 
adequadas aos riscos da empresa e acompanhar a implementação das 
medidas indicadas. A forma como se dará o cumprimento desses itens deverá 
ser definida pela empresa ou estabelecida em acordos e convenções coletivas. 
 
 
2.9. Disposições Finais 
 
Item 5.51 (revogado). 
 
Manual: Este item refere-se a Portaria que estabelece os critérios, os níveis e 
as possibilidades de negociação que buscarão adequar melhor os critérios 
relativos às CIPA às diversas realidades dos setores econômicos e mesmo às 
várias realidades geográficas de tais setores. 
 
Manual: Quando houver itens relativos à CIPA em normas de setores 
econômicos específicos, esses têm prioridade sobre o que define a NR 5. Para 
aqueles itens não disciplinados na norma específica, devem ser observados o 
que dispõe a NR 5. 
 
Manual: As portarias que estabeleçam dispositivos relacionados à CIPA para 
setores específicos, deverão explicitar os itens da NR 5, cujo cumprimento é 
obrigatório para aqueles setores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 33 
 
 34 
3.1. O que é Segurança no Trabalho? 
 
 Segurança no trabalho é um conjunto de ciências e tecnologias que 
visam a proteção do trabalhador em seu ambiente de trabalho. O objetivo 
elementar da segurança no trabalho é a prevenção de acidentes. É uma área 
da engenharia e medicina do trabalho que constitui basicamente em identificar, 
avaliar e controlar situações de risco proporcionando, dessa forma, um 
ambiente mais seguro e saudável. 
 
 
 
 
 
3.2. Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil 
 
 Na Europa, em 1802, surge na Inglaterra a primeira lei de proteção ao 
trabalhador acidentado no exercício de suas funções; em 1862, acontece a 
regulamentação da Segurança e Higiene do Trabalho na França; em 1865, na 
Alemanha; e, em 1921, nos Estados Unidos. 
 No entanto, no Brasil, a proteção legal ao trabalhador é mais recente e 
vem se desenvolvendo nos últimos 50 anos. 
 
 Veja a linha histórica, que traz, os fatos históricos mais importantes no 
campo da segurança do trabalho no Brasil: 
 
 Em 1919 surge a primeira Lei de Acidentes do Trabalho no Brasil 
(Decreto Legislativo nº. 3.274 de 15/01/1919). Essa lei exige a 
reparação apenas em caso de “moléstia contraída pelo exercício do 
trabalho”. 
 35 
 Em 1934 surge a segunda Lei de Acidentes do Trabalho no Brasil 
(Decreto-Lei nº. 24.637 de 10/07). É reconhecida como acidente do 
trabalho a doença profissional atípica. 
 A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é apresentada à nação em 
1943. 
 Em 1953, a Portaria nº. 155 regulamenta a atuação das Comissões 
Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA), no Brasil. 
 Em 1977, a Lei nº. 6.514, altera o Capitulo V do Titulo II da CLT, relativo 
à Segurança e Medicina do Trabalho. O artigo 163 torna obrigatória a 
constituição de CIPA. 
 A Portaria nº. 3.214, de 08/06/1978, aprova as Normas 
Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho, relativas à 
Segurança e Medicina do Trabalho. 
 Em 1992, através do Decreto nº. 611, da Presidência da Republica, dá 
nova redação ao regulamento dos benefícios da Previdência Social 
criando a estabilidade acidentária pelo período de 12 meses e torna 
contravenção penal, punível com multa, a empresa que deixar de 
cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho; 
 Em 1999, a Portaria nº. 8, de 23 de fevereiro, da Secretaria de 
Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, 
altera a Norma Regulamentadora nº. 05, que dispões sobre a Comissão 
Interna de Prevenção de Acidentes. O novo texto altera, 
consideravelmente, a antiga redação. Destacamos os principais: 
estabilidade dos suplentes eleitos, muda o dimensionamento da CIPA de 
grau de risco para ramo de atividade, atribuições comuns para 
presidente e vice, entre outras. 
 Em 1999, através da Portaria nº. 5.051, de 26 de fevereiro é aprovado o 
novo formulário para a CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho. 
 Ainda em 1999,através da Portaria nº 4, de 6 de outubro, da Secretaria 
de Inspeção, do MTE, são estabelecidos os códigos e normas de 
infrações para os subitens da NR-05. 
 Em 2001, pelo Decreto nº. 4.032, de 26 de novembro, altera o Decreto 
nº. 3.048, de 06 de maio de 1999. Neste Decreto surge o termo Perfil 
Profissiografico Previdenciário, pela primeira vez. 
 Em 2002, a Instrução Normativa nº. 78, de 16 de julho, recomenda o 
fornecimento do PPP a partir de 1º de janeiro de 2003. 
 No ano de 2003, pelo Decreto nº. 4.882, de 18 de novembro, o 
Regulamento da Previdência Social é alterado e passa a vigorar com 
algumas alterações importantes, tais como: a redefinição de “trabalho 
permanente”, recomenda que a metodologia de avaliações ambientais 
sejam o estabelecido pela Fundacentro, altera o limite de exposição do 
agente ruído para 85dB(A), determina que o INSS auditará a 
regularidade e a conformidade das demonstrações ambientais. 
 Em 2005, a Instrução Normativa nº. 86, de 3 de março, aprova a NR 31, 
de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, 
Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura e dentre outros itens, 
apresenta o dimensionamento da CIPATR. 
 36 
 Em 2006, através da Lei nº. 11.430, de 26 de dezembro, o NTEP – Nexo 
Técnico Epidemiológico Previdenciário entre o trabalho e o agravo é 
introduzido. 
 No ano de 2007, o Decreto nº. 6.042, de 12 fevereiro, disciplina a 
plicação, acompanhamento e avaliação do Fator Acidentário de 
Prevenção (FAP) e do NTEP. 
 Em 2009, através da Portaria nº. 84, de 4 de março, do Ministério do 
Trabalho e emprego, é retirada a expressão “ato inseguro” e inserida a 
seguinte redação “elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde 
do trabalho, dando ciência aos empregados por meio de cartazes ou 
meios eletrônicos”. 
 Ao longo desse tempo, outras normas regulamentadoras (NR), foram 
publicadas pelo Ministério do Trabalho. Atualmente, temos 33 normas 
regulamentadoras de segurança e saúde do trabalho e outras em projeto 
e/ou consulta pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 37 
 
 38 
4.1. Definição Legal e Prevencionista de Acidente do Trabalho 
 
 De acordo com a lei nº. 8.213, de 24 de julho de 1991, que alterou 
outras leis e dispositivos legais contidos em legislações anteriores diz que: 
 "O acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho, 
a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que 
cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária da 
capacidade para o trabalho." 
 Desde 1930, época em que foi criado o Ministério do Trabalho no País, 
já se considerava um "conceito prevencionista" para "acidente do trabalho". O 
conceito prevencionista para acidente do trabalho pode ser definido como toda 
ocorrência indesejável que interfere no andamento normal do trabalho. 
 Na verdade, o conceito prevencionista, traduz com mais clareza tudo o 
que cerca um acidente do trabalho, veja: 
 
 Os acidentes do trabalho são ocorrências indesejáveis à empresa e ao 
trabalhador; 
 Paralisam ou causam perda de tempo na execução da atividade do setor 
podendo se alastrar para outros setores e atividades; 
 Causam prejuízos às empresas; 
 Causam lesões nos trabalhadores (leves ou graves) ou até mesmo a 
morte; 
 
 
 
 
 
 
 
 39 
4.2. Classificação dos Acidentes do Trabalho 
 
 Os acidentes do trabalho podem ser classificados em acidentes típicos, 
acidentes de trajeto e doenças ocupacionais ou doenças do trabalho. 
 
 
4.2.1. Acidentes Típicos 
 
 Os acidentes do trabalho típicos são aqueles que ocorrem no local de 
trabalho (espaço físico da empresa) ou ainda nos casos em que o trabalhador 
(empregado) está à serviço da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 
4.2.2. Acidentes de Trajeto 
 
 Os acidentes de trajeto são aqueles que ocorrem no trajeto entre a 
residência e o local de trabalho ou vice-versa e ainda nos casos em que o 
acidente ocorre no intervalo para as refeições e nos casos específicos em que 
a empresa não oferece local interno adequado à realização das refeições. Vide 
artigo 216 da IN INSS/DC n.57 de 10/10/2001. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2.3. Doenças Ocupacionais ou Doenças do Trabalho 
 
 São caracterizados como acidentes do trabalho as doenças 
ocupacionais ou doenças do trabalho. 
 a) Doenças Ocupacionais (ou profissional): são aquelas produzidas 
ou desencadeadas pelo exercício do trabalho peculiar ou inerente a 
determinada atividade dispensando a necessidade da comprovação do nexo 
causal. 
 b) Doenças do Trabalho: as doenças do trabalho diferenciam-se das 
doenças ocupacionais em vários pontos. Ela resulta de condições especiais em 
que o trabalho é exercido e com ele relaciona-se diretamente. Sendo uma 
doença genérica (que acomete qualquer pessoa), exige a comprovação do 
nexo causal em que a mesma foi adquirida pelo exercício do trabalho. 
 
 41 
 
 
 
4.3. Equiparação a Acidente do Trabalho 
 
 Segundo a lei nº. 8.213, de 24 de junho de 1991, em seu artigo nº. 21, 
equiparam-se a acidente do trabalho os seguintes casos: 
 
 O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa 
única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para 
redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido 
lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; 
 O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em 
conseqüência de ato de agressão, sabotagem, terrorismo praticado por 
terceiro ou companheiro de trabalho, ofensa física intencional, inclusive 
de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho, ato de 
imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de 
companheiro de trabalho; 
 Ato de pessoa privada do uso da razão; 
 Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou 
decorrentes de força maior; 
 A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no 
exercício de sua atividade; 
 O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de 
trabalho; 
 O acidente sofrido na execução de ordem ou na realização de serviço 
sob a autoridade da empresa; 
 42 
 Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar 
prejuízo ou proporcionar proveito; 
 Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando 
financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da 
mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, 
inclusive veículo de propriedade do segurado; 
 No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, 
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de 
propriedade do segurado. 
 Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da 
satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou 
durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho. 
 
4.3.1. Incidentes 
 
 Podemos definir como incidente toda ocorrência que atinge 
exclusivamente objetos, provocando, portanto, prejuízos materiais. Exemplo: a 
queda de um material de uma ponte rolante, sem atingir os trabalhadores, é 
caracterizada como um incidente. 
 Os incidentes sinalizam que há alguma coisa errada no ambiente de 
trabalho e sua observação e análise, pela CIPA, contribui sensivelmente para a 
melhoria dos locais de trabalho, sempre com o objetivo de prevenir acidentes. 
 
 
4.4. Comunicação do Acidente do Trabalho 
 
 Todo acidente do trabalho deve ser comunicado pela empresa. Essa 
comunicação é feita através da CAT. 
 A Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT foi prevista inicialmente 
na Lei nº. 5.316/67, com todas as alterações ocorridas posteriormente até a Lei 
nº. 9.032/95, regulamentada pelo Decreto nº. 2.172/97. 
 A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência 
Social até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de 
morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre 
o limite mínimoe o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente 
aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social. 
 Cabe ressaltar a importância da comunicação, principalmente o 
completo e exato preenchimento do formulário, tendo em vista as informações 
nele contidas, não apenas do ponto de vista previdenciário, estatístico e 
epidemiológico, mas também trabalhista e social. 
 A Comunicação de Acidente do Trabalho pode ser emitida pelo: 
 
 Empregador; 
 Sindicato; 
 Médico; 
 Segurado ou seus dependentes; 
 Autoridade publica; 
 
 Existem três tipos de CAT, conforme segue: 
 
 43 
 a) Inicial: se refere à primeira comunicação de acidente ou doença do 
trabalho. 
 b) Reabertura: deve ser emitida quando houver reinício de tratamento ou 
afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado 
anteriormente ao INSS. 
 c) Comunicação de Óbito: refere-se à comunicação do óbito, em 
decorrência de acidente do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial. 
Deverá ser anexada a cópia da Certidão de Óbito e, quando houver, do laudo 
de necropsia. Os acidentes com morte imediata são comunicados por CAT 
inicial. 
 A CAT constitui-se num documento com 63 campos para 
preenchimento. São inseridas informações relativas ao emitente, ao 
acidentado, informações relativas ao acidente ou doença, as testemunhas, ao 
atestado médico, e completada com informações inseridas exclusivamente pelo 
INSS. Sua emissão deve ser feita em 6 vias e devidamente entregues, 
conforme segue: 
 
 INSS 
 à empresa 
 ao segurado ou dependente 
 ao sindicato de classe do trabalhador 
 ao SUS – Sistema Único de Saúde 
 à DRT – Delegacia Regional do Trabalho 
 
 A Comunicação de Acidente do Trabalho pode ser feita pela internet 
utilizando o aplicativo exclusivo disponibilizado pela Previdência Social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 44 
4.5. Custos dos Acidentes do Trabalho 
 
 Vimos em "Conceito Legal e Prevencionista de Acidente do Trabalho" 
que além dos danos humanos, os acidentes do trabalho podem gerar danos 
materiais à empresa e ao empregado. 
 Muitos profissionais de Segurança e Medicina do Trabalho usam 
análises de custos de acidentes do trabalho para justificar a indispensável 
necessidade de investir em prevenção de acidentes e doenças ocupacionais ou 
do trabalho. 
 A FUNDACENTRO (Fundação Jorge Duprat de Figueiredo de 
Segurança e Saúde do Trabalho), por meio de uma pesquisa recente, revelou a 
necessidade de modificar os conceitos tradicionais de custos de acidentes, 
com enfoque prático, denominada custo efetivo dos acidentes do trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 onde: 
 
Ce = custo efetivo do acidente 
C = custo do acidente 
i = indenizações e ressarcimentos recebidos por meio de seguro ou de 
terceiros (valor liquido) 
 
 e: 
 
 
 
 
 
 45 
 
 onde: 
 
C1 = custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) 
em conseqüência de acidentes com lesão; 
C2 = custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e 
materiais danificados (acidentes com danos à propriedade); 
C3 = custos complementares relativos às lesões (assistência médica e 
primeiros socorros) e aos danos à propriedade (outros custos operacionais, 
como os resultantes de paralisações, manutenção e lucros interrompidos). 
 
 
 O custo de um acidente do trabalho está ligado diretamente a diversas 
grandezas como: 
 
 Graduação de gravidade; 
 Quantidade de trabalhadores envolvidos; 
 Extensão dos danos; 
 Atividade desenvolvida; 
 Processos de produção envolvidos na atividade; 
 Características específicas do produto gerado pela empresa; 
 
 
4.6. Estatísticas de Acidentes do Trabalho 
 
 A NBR 14.280 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 
estabelece os procedimentos de cadastro de acidentes do trabalho, além de 
definir critérios para registro, comunicação, estatística, investigação e análise 
dos acidentes e suas causas e consequências. A Norma Regulamentadora nº. 
04, do Ministério do Trabalho e Emprego, também torna compulsório o 
protocolo dos dados estatísticos referente aos acidentes de trabalho e doenças 
ocupacionais nas empresas junto ao TEM. 
 Para o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do 
Trabalho) as estatísticas de acidentes do trabalho podem contribuir para 
identificar as deficiências da empresa no campo da prevenção e tornar possível 
ações que objetivam a prevenção e a saúde no ambiente de trabalho. 
 Vamos conhecer os parâmetros essenciais para a criação das 
estatísticas de acidentes: 
 
 horas-homem de exposição ao risco; 
 dias perdidos; 
 dias debitados; 
 taxa de frequência de acidentes; 
 taxa de gravidade dos acidentes; 
 
 
4.6.1. Horas-Homem de Exposição ao Risco (horas-homem) 
 
 Trata-se do somatório das horas durante as quais os empregados ficam 
à disposição do empregador, em determinado período, devendo ser 
 46 
consideradas as horas normais e extras. O cálculo é feito multiplicando-se o 
numero de empregados da empresa pelas horas de trabalho durante o mês. 
Considerando que a jornada de trabalho brasileira é de 8 horas diárias e 44 
semanais. 
 Assim, durante o mês o numero de horas trabalhadas é de 220 horas 
(44 x 5 semanas). 
 
 Exemplo: 
 
 Vamos considerar uma empresa com 100 empregados. 
 
220 horas mês x 100 empregados = 22.000 horas-homem de exposição ao 
risco 
 
 Se durante o mês houver 10% de trabalho extraordinário, teremos: 
 
22.000 + 10% de 22.000 = 24.200 horas-homem de exposição ao risco 
 
4.6.2. Dias Perdidos – DP 
 
 Os dias perdidos são aqueles em que o trabalhador ficou afastado em 
virtude da lesão pessoal provocada pelo acidente. Na contagem, o dia do 
acidente e o dia da volta ao trabalho não são contados. 
 
4.6.3. Dias Debitados – DB 
 
 São os dias que se debitam, por incapacidade permanente ou morte, isto 
é, nos acidentes mais graves que deixam sequelas. 
 47 
 
 
 
 O quadro acima estabelece valores padronizados para os dias debitados 
a serem considerados na estatística em razão da gravidade e a extensão da 
incapacidade provocada pelo acidente. O referido quando foi proposto pela 
ANSI tendo sido adorado pela maioria dos países. 
 
4.6.4. Taxa de Freqüência - TF 
 
 A taxa de freqüência de acidentes é uma expressão que relaciona o 
numero de acidentes do trabalho com numero de horas-homem trabalhadas. A 
taxa de freqüência é calculada é calculada dividindo-se o numero de acidentes, 
 48 
multiplicado por 1.000.000 dividindo-se pelo numero de horas-homem 
trabalhadas por todos os que estão expostos ao risco durante o mesmo 
período. 
 
 
 
Onde: 
 
FA = taxa de freqüência de acidentes 
N = numero de acidentes 
H = horas-homem de exposição ao risco 
 
Importante: 
 
 A constante 1.000.000 corresponde a um parâmetro arbitrário de 
1.000.000 de horas-homem de exposição ao risco que permite a comparação 
da taxa entre as empresas. 
 
a) Taxa de Freqüência de acidentados com lesão com afastamento: 
A equação é idêntica, porem, o valor N nesse caso corresponde ao 
numero de acidentados como lesão e com afastamento. 
b) Taxa de Freqüência de acidentados com lesão sem afastamento: 
A equação é idêntica, porem, o valor N nesse caso corresponde ao 
numero de acidentados como lesão e sem afastamento. 
 
 Exemplo: 
 
 Uma empresa “x” com 1500 empregados, o numero de acidentes no 
mês foi igual a 6 (seis). Considerando que a jornada normal de trabalho no 
mês é de 220 horas, a taxa de frequência é: 
 
 
 
 49 
4.6.5. Taxa de Gravidade - TG 
 
 A taxa de gravidade fornece informações sobre as perdas por invalidez e 
morte resultantes dos acidentes do trabalho. Esse índice é calculado pela 
seguinte expressão: 
 
 
 
 
Onde: 
 
G = taxa de gravidade 
T = tempo computado 
H = horas-homem de exposição ao risco 
 
 Os dias perdidos por todos os acidentados vítimas de incapacidade 
permanente não devem ser considerados, mas apenas debitados, a não ser no 
caso do acidentado perder o numero de dias superiorao de debitados 
estabelecidos no quadro 1. 
 
 Exemplo: 
 
 Uma empresa “x” com 500 empregados e jornada normal de 220 horas 
mensais, foram registrados 2(dois) acidentes, sendo que um deles provocou a 
perda de uma das mãos. 
 T = tempo computado resultante da perda de uma mão é de 3.000 dias, 
conforme quadro de dias debitados. 
 
 
 
 
 
 
 50 
4.7. Estatísticas Através dos Quadros da NR-4 
 
 A norma regulamentadora NR-4 do Ministério do Trabalho e Emprego 
traz através do preenchimento dos Quadros III, IV, V e VI (anexos da referida 
norma) pelo SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e 
Medicina do Trabalho mais uma ferramenta de controle estatístico que pode 
servir como base para ações prevencionistas na empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 51 
 
 52 
5.1. Legislação Trabalhista para Membros da CIPA 
 
 Podemos considerar que a prevenção de acidentes e doenças do 
trabalho no Brasil está basicamente amparada pela legislação trabalhista e 
previdenciária e através de diversos dispositivos legais, que a partir de agora 
passamos a conhecer. Na área trabalhista o Ministério do Trabalho e Emprego 
dispõe da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e das Normas 
Regulamentadoras (NR) que objetivam regulamentar as empresas dentro do 
campo da Segurança e Saúde do Trabalho. 
 
 
5.1.1. Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT 
 
 A lei nº. 5.452 de 01/05/1943 aprovou a Consolidação das Leis do 
Trabalho – CLT, que em seu Capitulo V trata exclusivamente da Segurança e 
da Medicina do Trabalho. São 16 seções que abordam temas como EPI 
(Equipamentos de Proteção Individual), conforto térmico, iluminação, 
instalações elétricas, medidas preventivas de medicina do trabalho, das 
penalidades, entre outros assuntos relacionados à Segurança e Medicina do 
Trabalho. 
 
 
 
 
 
5.1.2. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho 
 
 Em 08 de junho de 1978, a Portaria nº. 3.214 do TEM (Ministério do 
Trabalho e Emprego) aprovou as Normas Regulamentadoras relativas à 
Segurança e Medicina do Trabalho. Na época, foram aprovadas 28 normas 
regulamentadoras. Atualmente, outras portarias, atendendo a uma necessidade 
cada vez mais evidente, já publicou novas normas e alterou inúmeras vezes 
algumas delas. Hoje, temos 32 normas regulamentadoras em vigência. 
 
NR – 1 - Disposições Gerais 
NR – 2 - Inspeção Prévia 
NR – 3 - Embargo e Interdição 
 53 
NR – 4 - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - 
SESMT 
NR – 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA 
NR – 6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI 
NR – 7 - Exames Médicos 
NR – 8 - Edificações 
NR – 9 - Riscos Ambientais 
NR – 10 - Instalações e Serviços de Eletricidade 
NR – 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais 
NR – 12 - Máquinas e Equipamentos 
NR – 13 - Vasos Sob Pressão 
NR – 14 - Fornos 
NR – 15 - Atividades e Operações Insalubre 
NR – 16 - Atividades e Operações Perigosas 
NR – 17 - Ergonomia 
NR – 18 - Obras de Construção, Demolição, e Reparos 
NR – 19 - Explosivos 
NR – 20 - Combustíveis Líquidos e Inflamáveis 
NR – 21 - Trabalhos a Céu Aberto 
NR – 22 - Trabalhos Subterrâneos 
NR – 23 - Proteção Contra Incêndios 
NR – 24 - Condições Sanitárias dos Locais de Trabalho 
NR – 25 - Resíduos Industriais 
NR – 26 - Sinalização de Segurança 
NR – 27 - Registro de Profissionais 
NR – 28 - Fiscalização e Penalidades 
NR – 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho 
Portuário 
NR – 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho 
Aquaviário 
NR – 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na 
Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura 
NR – 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde 
NR – 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados 
NR – 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 
e Reparação Naval. 
NR – 35 - Trabalho em Altura. 
NR – 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e 
Processamento de Carnes e Derivados 
 
5.2. Legislação Previdenciária para Membros da CIPA 
 
 A Previdência Social possui um conjunto de normas de proteção e 
defesa do trabalhador ou do funcionário resultando na concessão de benefícios 
aos seus beneficiários. De acordo com a Lei nº. 8.213/91, o trabalhador 
acidentado ou acometido por doença do trabalho ou doença profissional tem 
direito aos seguintes benefícios: auxílio-doença, auxílio-acidente, 
aposentadoria por invalidez, pensão por morte e reabilitação profissional. 
 
 
 54 
5.2.1. Auxílio-doença 
 
 O auxílio-doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para o 
seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias 
consecutivos (artigo 59 da Lei nº. 8.213/1991). Os acidentes de trabalho que 
resultam numa incapacidade inferior a 16 dias não geram direito ao benefício, 
cabendo à empresa, nesse caso, arcar com o pagamento do salário ao 
trabalhador. 
 
 
5.2.2. Auxílio-acidente 
 
 O auxílio-acidente será concedido, como indenização ao segurado 
quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer 
natureza, resultarem seqüelas que impliquem redução da capacidade para o 
trabalho que exercia habitualmente. 
 
 
5.2.3. Aposentadoria por invalidez 
 
 Quando o acidente do trabalho resultar em incapacidade do trabalhador 
e for insusceptível de reabilitação profissional para o exercício de atividade que 
lhe garanta subsistência, ele receberá o benefício da Previdência enquanto 
permanecer nessa condição. A constatação da incapacidade se dá por 
avaliação da perícia médica do INSS. 
 
 
5.2.4. Pensão por morte 
 
 No caso dos acidentes de trabalho que acarretarem morte ao 
trabalhador, seus dependentes receberão da Previdência pensão por morte a 
partir da data do falecimento. 
 
 
5.2.5. Habilitação e Reabilitação profissional 
 
 Esse benefício consiste na habilitação ou reabilitação profissional e 
social do trabalhador incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho, 
objetivando seu reingresso no mercado de trabalho. 
 
 
5.3. Legislação Complementar 
 
 Há ainda outras legislações que remetem à Segurança e Medicina do 
Trabalho, tais como: 
 
 Normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); 
 NHO – Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO (Fundação 
Jorge Duprat de Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho); 
 Normas Internacionais aplicáveis à SST no Brasil; 
 55 
 
 56 
6.0. Conceitos e Definições Aplicados à Segurança e Saúde do Trabalho 
 
 Você como membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ou 
como designado pelo empregador para o cumprimento dos objetivos 
estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº. 5 deve estar sempre atento a 
tudo que se relaciona com a prevenção de acidentes e doenças do trabalho. 
Logo, é importante e necessário que você tenha conhecimento mínimo 
necessário sobre os principais itens, programas, processos, normas que 
integram a área de prevenção. O objetivo desse capítulo é conceituar e definir 
de forma clara e objetiva temas indispensáveis em Segurança e Saúde no 
Trabalho. 
 
 
6.1. Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho (SESMT) 
 
 Os SESMTs são obrigatórios nas empresas privadas, públicas, órgãos 
públicos da administração direta e indireta e nas sedes dos poderes 
legisladores e judiciários que possuam empregados regidos pela CLT – 
Consolidação das Leis do Trabalho. 
 O SESMT é constituído pelos seguintes profissionais: 
 
 Técnico de Segurança do Trabalho 
 Engenheiro de Segurança do Trabalho 
 Médico do Trabalho 
 Enfermeiro do Trabalho 
 Auxiliar de Enfermagem do Trabalho 
 
 O dimensionamento é realizado com base na quantidade de funcionários 
e graduação de risco da empresa em conformidade com a Norma 
Regulamentadora nº. 4 do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
 
 
 57 
6.2. Medicina do Trabalho 
 
 A Medicina do trabalho é umaimportante peça no campo da SST, pois é 
por meio dela que medimos a eficiência do reconhecimento, avaliação e 
controle dos agentes físicos, químicos e biológicos com a atuação dos 
profissionais de saúde (médicos do trabalho, enfermeiro e auxiliar do trabalho, 
entre outros profissionais). 
 As ações do serviço de saúde ocupacional vão além dos exames 
clínicos e complementares. Eles constituem uma ferramenta de prevenção 
indispensável uma vez que possibilita o monitoramento da saúde do 
trabalhador ao longo de toda sua trajetória na empresa. 
 
 
6.3. Ergonomia 
 
 A ergonomia cuida da adaptação das condições de trabalho às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o 
máximo de conforto, segurança e eficiência no desempenho das atividades. 
Especialmente no setor de serviços os riscos ergonômicos estão cada vez mais 
presentes e lesando cada vez mais trabalhadores. A ação dos profissionais de 
SST e dos membros da CIPA ou designados, nesse caso, fica fragilizada pois 
nesse campo as lesões, geralmente, levam algum tempo para aparecer e a 
incomodar os trabalhadores. Mas uma boa ação prevencionista consegue 
identificar as inadequações e o correto tratamento dessas inadequações 
resultam na atenuação ou eliminação dos riscos. 
 
 
6.4. Programas de Segurança, Saúde e Gestão de Riscos 
 
 A legislação vigente tem regulamentado diversos programas que 
buscam a identificação e controle dos riscos presentes nos ambientes de 
trabalho. As empresas estão cada vez mais implantando tais programas com o 
objetivo de melhorar as condições de trabalho em seu ambiente produtivo, 
melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores e reduzir custos 
provenientes de acidentes e doenças do trabalho. 
 Dentre esses programas destacam-se o PPRA – Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais, PCMSO – Programa de Controle Médico e 
Saúde Ocupacional, PCMAT – Programa de Condição e Meio Ambiente do 
Trabalho na Industria da Construção Civil, PGR – Programa de Gerenciamento 
de Risco na Industria da Mineração, PCA – Programa de Conservação 
Auditiva, PPRA – Programa de Proteção Respiratória e PPRPS – Programa de 
Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. 
 Além desses, outros dois programas tem sido bastante adotados no 
Brasil, que são o Gerenciamento de Saúde e Segurança da norma britânica 
BS8800 e a OSHA 18001. Essas normas orientam sobre o gerenciamento da 
Segurança e Saúde do Trabalho integrando-a com o sistema global de 
gerencia e administração da empresa. 
 
 
 
 58 
6.5. Campanhas de Segurança e Saúde no Trabalho 
 
 Outras ações podem ser implementadas pelas organizações com o 
objetivo de difundir a prevenção de acidentes e doenças no trabalho. Talvez, a 
mais conhecida, seja a SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes 
do Trabalho. 
 As SIPAT’s são realizadas uma vez por ano, com apoio dos funcionários 
e da CIPA, e consiste basicamente em um ciclo de 5 palestras abordando 
temas específicos (incluindo AIDS/DST). Os temas são previamente definidos 
pela CIPA em conjunto com os demais trabalhadores. Algumas empresas 
realizam paralelamente à SIPAT eventos ou concursos com premiação aos 
trabalhadores que se destacam com o objetivo de incentivar a participação do 
maior numero possível de trabalhadores. 
 Há também a realização de campanhas internas sobre prevenção ao 
tabagismo com estímulo ao abandono do vício por meio de ações que vão 
desde a instrução através de palestras até o fornecimento de medicamentos e 
tratamentos. 
 Empresas com riscos específicos também realizam eventos com 
abordagem de temas que remetem especificamente aos riscos presentes em 
seus setores produtivo. 
 
 
6.6. Higiene do Trabalho 
 
 Higiene do trabalho ou higiene ocupacional é a ciência que atua no 
campo da saúde ocupacional, por meio da antecipação, reconhecimento, 
avaliação e controle dos riscos físicos, químicos e biológicos originados nos 
locais de trabalho e passíveis de produzirem danos à saúde dos trabalhadores, 
observando-se também o impacto ao meio ambiente. 
 
 
6.6.1. Avaliações Quantitativas 
 
 A avaliação quantitativa se dá pelo reconhecimento dos riscos de forma 
objetiva com a utilização de equipamentos e metodologias específicas para 
cada tipo de agente ou fator de risco visando sua quantificação no ambiente de 
trabalho. 
 As avaliações quantitativas são de fundamental importância para a 
elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, previsto 
pela Norma Regulamentadora nº. 09 do MTE, elaboração de laudos técnicos 
em Engenharia de Segurança do Trabalho, insalubridade, periculosidade, 
projetos industriais. 
 A avaliação quantitativa de um determinado agente permite – de forma 
confiável e precisa – estabelecer parecer técnico sobre a nocividade daquele 
agente na saúde do trabalhador e prover medidas de controle ou eliminação do 
risco ou ainda proteger o trabalhador. As avaliações quantitativas são 
realizadas também para provar sua identificação ou seu controle no ambiente 
ocupacional. 
 As avaliações quantitativas são realizadas com base na legislação 
vigente conforme segue: 
 59 
 Norma Regulamentadora nº. 15 (NR-15) do MTE e anexos; 
 ACGIH (American Conference of Governmental Industrial 
Hygienists) – norma americana; 
 NHO (Norma de Higiene Ocupacional) da FUNDACENTRO; 
 Os membros da CIPA ou Designados atuam exclusivamente com a 
avaliação qualitativa, pois as avaliações quantitativas necessitam de 
conhecimentos técnicos específicos. 
 
 
 
6.6.2. Avaliações Qualitativas 
 
 A avaliação qualitativa se dá pelo reconhecimento dos riscos de forma 
subjetiva, onde o avaliador reconhece os riscos e os identifica com base em 
experiências no dia-a-dia, conhecimentos técnicos (teóricos e práticos) em 
atividades no campo da prevenção. 
 Os agentes são avaliados com base nas queixas pessoais, pelo próprio 
conhecimento do ambiente de trabalho, tempo de vínculo com a empresa, 
acidentes ou doenças do trabalho já registrados, experiência ambiental, etc. 
 60 
 
 
6.7. Insalubridade 
 
 O artigo 189 da CLT define como insalubre as atividades ou operações 
que, por sua natureza, suas condições ou seus métodos de trabalho exponham 
os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância 
fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de 
exposição aos seus efeitos. A exposição a um determinado agente nocivo é 
dada através da graduação mínimo, médio e máximo. O artigo 192 da CLT 
estabelece o direito a adicionais de insalubridade em 10%, 20% e 40% do 
salário mínimo da região, respectivamente. 
 A insalubridade é eliminada ou neutralizada quando da adoção de 
medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de 
tolerância estabelecidos pela legislação vigente através da redução da 
intensidade dos agentes e/ou ainda através da adoção de Equipamentos de 
Proteção Individual - EPI adequados ao risco/agente e com sua eficácia 
comprovada. 
 
 
6.8. Periculosidade 
 
 O artigo 193 da CLT considera que serão consideradas atividades ou 
operações perigosas, aquelas que, por sua natureza ou pelos métodos de 
trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em 
condições de risco acentuado. A periculosidade fica caracterizado o direito ao 
adicional de 30% sobre o salário somente para 4 agentes: explosivos, 
inflamável, energia elétrica e radiação ionizante. 
 A caracterização e classificação da insalubridade e da periculosidade 
ocorrem por meio de perícia especializada realizada por médico do trabalho ou 
engenheiro de segurança do trabalho. 
 
 61 
6.9. Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP 
 
 O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um histórico laboral do 
trabalhador na empresa elaborado com base no LTCAT (Laudo Técnico das 
Condições Ambientais do Trabalho) em que constam todo o histórico de 
exposição a agentes nocivos. O PPP deve ser entregue ao trabalhador quando 
da sua rescisão. 
 
 
 
 62 
 
 63 
7.0.Riscos Ambientais 
 
 Podemos definir o risco como a possibilidade da existência de perigo, 
incerto, mas previsível, num ambiente. Em nosso caso vamos estudar os riscos 
presentes no ambiente de trabalho (ocupacional). O agente ou fator de risco, 
presentes no ambiente de trabalho ou inerente à atividade realizada, é aquele 
que tem potencial de gerar dano (acidentes ou doenças) a curto, médio ou 
longo prazo. 
 Os agentes de risco, que integram os riscos ambientais, são avaliados 
de duas formas: avaliação qualitativa e avaliação quantitativa. 
 
 
7.1. Classificação de Riscos Ambientais 
 
 Os riscos ambientais são classificados em 5 grupos nomeados como 
riscos físicos, riscos químicos, riscos biológicos, riscos ergonômicos e riscos 
mecânicos (ou de acidentes). A classificação dos riscos ambientais (agrupando 
os agentes ou fatores de risco) também atribuem cores específicas para cada 
tipo ou grupo de risco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 64 
Tabela de Agrupamento dos Agentes por Grupo de Risco 
 
 
 
 
 
7.2. Agentes Ambientais (riscos ambientais) 
 
 Vimos no quadro acima (exemplo) os 5 tipos de Riscos Ambientais que 
classificam as centenas de agentes ou fatores de risco que podem acometer o 
trabalhador no ambiente de trabalho e/ou por meio da execução da atividade 
laborativa. Vamos estudar com mais profundidade cada tipo de agente 
ambiental tomando como exemplo os principais agentes identificados. 
 
 65 
 
7.2.1. Agentes Físicos 
 
 Os agentes físicos são condições nocivas encontradas no ambiente de 
trabalho ou externo a ele, mas que pode afetar a saúde do trabalhador. 
 
 Vamos conhecer cada um dos principais agentes físicos que podem ser 
nocivos ao trabalhador: 
 
 Calor – em condição extrema onde a transmissão se dá por condução 
(transmissão de um corpo a outro), radiação (transmissão por meio de 
ondas) e convecção (transmissão do calor por meio de correntes 
circulatórias). O calor extremo pode causar queimaduras, desidratação 
entre outras reações. 
 Frio – um ambiente é considerado frio quando as temperaturas são 
inferiores àquelas que o corpo humano está acostumado a sentir quando 
em condições de conforto em seu ambiente de trabalho. O frio pode 
causar danos locais nos tecidos como a redução da temperatura interna 
do corpo (hipotermnia), dentre outras. 
 Umidade – este risco físico ocorre em locais onde há áreas alagadiças, 
águas represadas, águas correntes, etc. O nível de exposição à 
umidade pode ser medida considerando fatores como: umidade próxima 
ou no local da realização das atividades, necessidade do uso da água 
na atividade realizada, entre outros fatores. 
 Pressões Anormais – os risco físico por pressões anormais ocorre nos 
casos acima das existentes ao nível do mar, isto é, são pertinentes e 
comuns às atividades de construção submarina, mergulhos, câmeras 
hiperbálicas, etc. 
 Vibração – este risco resulta principalmente de maquinas ou 
equipamentos onde a atividade é constante. 
 Radiações Ionizante – radiação ionizante trata-se de uma radiação 
eletromagnética ou particulada capaz de produzir íons quando interatua 
com átomos e moléculas. As fontes de radiação ionizantes são dividas 
em dois grupos: 
a) radiação natural – encontrada em alguns terrenos que emitem 
radiações gama e cósmicas. Alguns produtos utilizados na construção 
civil, derivados desses locais, também podem gerar algum tipo de 
radiação. 
b)radiação artificial – é encontrada em aparelhos de televisão, monitores 
de computador, diais luminosos de relógio. Fazem parte desse grupo os 
raios X, gama e beta, que são utilizados para diagnóstico e tratamento. 
 Radiações Não Ionizante – são derivadas do espectro magnético, que é 
a distribuição das radiações eletromagnáticas em função do 
comprimento elongitude de onda. Essas radiações seguem o mesmo 
esquema das radiações ionizantes e se dividem em dois tipos: 
a) radiação não ionizante natural – como o Sol e o fogo 
b) radiação não ionizante artificial – são encontradas em aparelhos que 
possuem um pequeno reator atômico, por exemplo, fornos microondas, 
ondas de rádio, aquecimento indutivo, ondas de potência, laser, etc. 
 66 
 Ruído – o ruído é o agente físico mais conhecido pelo setor 
prevencionista. O ruído torna-se um agente ou fator de risco nocivo ao 
trabalhador quando seu nível (medido em dB(A)) ultrapassa os limites de 
tolerância estabelecidos legalmente por normas nacionais e 
internacionais. Seus efeitos podem se manifestar no comportamento 
social dos indivíduos, distração no exercício das atividades laborais, 
dores de cabeça, irritabilidade, fadiga e principalmente a perda auditiva 
causada pelo ruído. A exposição dos trabalhadores ao agente ruído 
pode ser nociva, considerando a relação nível de ruído por exposição ao 
mesmo (conforme quadro abaixo), e deve ser analisada e tratada. 
 
 
Nível de Ruído dB(A) Máxima exposição diária 
85 8 horas 
86 7 horas 
87 6 horas 
88 5 horas 
89 4 horas 
90 4 horas 
91 3 horas 
92 3 horas 
93 2 horas 
94 2 horas 
95 2 horas 
96 1 hora 
98 1 hora 
100 1 hora 
102 45 minutos 
104 35 minutos 
105 30 minutos 
106 25 minutos 
108 20 minutos 
110 15 minutos 
112 10 minutos 
114 8 minutos 
115 7 minutos 
 
 
 
 
 67 
 
 
 
7.2.2. Agentes Químicos 
 
 Os agentes químicos são definidos como todo elemento ou substância 
química nociva que possa ser absorvida pelo corpo humano através da pele 
(via cutânia), pela boca e estômago (via digestiva) e pelo nariz e pulmões (via 
respiratória). 
 
 
Via de Contaminação Agente Efeitos 
Cutânea (pele) Ácidos, álcalis e solventes 
Podem causar lesões ou serem 
absorvidos pelo corpo humano. 
Digestiva (boca e estômago) 
Ingestão, acidental ou não, de 
substâncias nocivas, presentes em 
alimentos contaminados, 
deteriorados ou na saliva. 
Dependendo da substância 
ingerida poderão ocorrer lesões 
como queimaduras na boca, 
esôfago e estômago. 
Respiratória (nariz e pulmões) 
Substâncias químicas na forma de 
pó em suspenção no ar, névoas, 
gases, etc. 
As substâncias podem causar 
lesões na garganta e chegando aos 
pulmões. Através da circulação 
sanguinea podem seguir para 
outros órgãos produzindo seus 
efetiso tóxicos. 
 
 No ambiente ocupacional, podemos encontrar seis tipos (mais comuns) 
de agentes químicos ou substâncias contaminantes nocivas ao trabalhador: 
 
 Poeiras – produzidas mecanicamente pela ruptura de partículas 
maiores. Exemplo: fibras de amianto e poeiras de sílica. 
 Fumos – partículas sólidas produzidas pela condensação de vapores 
metálicos. Exemplo: óxido de zinco nas operações de soldagem com 
materiais metálicos. 
 Fumaça – são produzidas pela combustão incompleta. Exemplo: fumaça 
liberada pelos escapamentos dos automóveis, que contém monóxido de 
carbono. 
 68 
 Neblina – são partículas liquidas produzidas pela condensação de 
vapores e podem ser extremamente prejudiciais à saúde. Exemplo: 
quando o elemento químico base é um anidrido sulfúrico, gás clorídrico 
ou outro elemento com características corrosivas. 
 Vapores – são dispersões de moléculas no ar que podem se condensar 
para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e 
pressão. Exemplo: vapores de benzol, dissulfito de carbono, etc. 
 Gases – são dispersões de moléculas que se misturam com o ar e 
podem torna-lo tóxico, mas apenas se esses gases possuírem 
elementos tóxicos em sua constituição. Exemplo: O GLP (Gás Liquefeito 
de Petróleo) para uso doméstico ou industrial, o gás sulfidrico e o gás 
cianídrico, etc. 
 
 Conheça alguns fatores importantes que podem potencializar a 
toxicidade dos agentes químicos ambientais: 
 
 Concentração – quanto maior for a concentração do produto, mais 
rapidamente seus efeitos nocivos de manifestarão. 
 Índice respiratório – quantidade de ar inalada pelo trabalhador durante a 
execução do trabalho. 
 Sensibilidade individual – constitui no nível de resistência de cadaindividuo, que varia de pessoa para pessoa. 
 Tempo de exposição – período real (medido em minutos) em que o 
individuo fica exposto ao agente nocivo. 
 
 
 
 Vejamos agora alguns exemplos de produtos químicos, empregados na 
industria, que podem constituir um risco químico sério caso não haja o controle 
ou mesmo a proteção do trabalhador: 
 
Produto Onde é utilizado? O que causa? 
Antimônio Fabricação de baterias, graxeiras, soldagens, Irritação ocular, pele e mucosa 
 69 
fabricação de tintas, etc. das vias respiratórias, lesões 
pulmonares. 
Chumbo 
Construção civil, tintas, vernizes, 
tubulações, munições, fabricação de 
automóveis, pesticidas e inseticidas, etc. 
Lesões nos rins e no fígado. 
Alguns compostos do chumbo 
podem levar ao surgimento do 
câncer. 
Mercúrio 
Fabricação de termômetros, barômetros, 
bombas de vácuo, contatos elétricos, 
extração de ouro, etc. 
Pode resultar em quedas dos 
dentes e ulceras na boca e nas 
gengivas. 
Níquel 
Utilizado em ligas com o aço na produção 
de máquinas, automóveis e componentes 
elétricos, baterias, fabricação de moedas. 
Provoca dermatites e alergias 
com quadro complexo de difícil 
tratamento. 
Zinco 
Utilizado na fabricação de baterias, pilhas, 
ligas de latão, bronze e galvanização. 
Provocam febre alta, 
prejudicam os olhos, a pele e as 
mucosas. Também causam 
irritações digestivas. 
Acetileno 
Gás básico utilizado no processo de solda e 
corte de metais, transforma-se em 
narcótico quando misturado ao oxigênio. 
Sonolência, perda dos sentidos, 
vertigens, cefaléia, indisposição 
estomacal e dificuldade 
respiratória. 
Ácido Nítrico 
Utilizado na dissolução e tratamento de 
minérios metálicos. 
É tóxico para a pele, os olhos e a 
mucosa das vias respiratórias. 
Pode resultar em edema 
pulmonar. 
Ácido Sulfúrico 
Utilizado como dissolvente na degradação 
de certos minérios. 
Irritação acompanhada de 
corrosão das vias respiratórias, 
dermatites e lesões nos 
pulmões, pneumonia química, 
erosão dos dentes, náuseas, etc. 
Cloro 
Utilizado na extração de alguns minérios e 
na eletrólise de alguns metais. 
Causa irritabilidade nos olhos, 
peles e nas mucosas das vias 
respiratórias. 
Alumínio 
Utilizado na construção, industria 
aeronáutica e automobilística, fabricação de 
cabos elétricos, utensílios de cozinha, etc. 
Irritação ocular, enfisema ou 
fibrose pulmonar. 
Cádmio 
Utilizado na galvanização de outros metais 
para evitar corrosão facilitando o processo 
de solda. Utilizado em foguetes, mísseis e 
aviões. 
Os fumos desse material podem 
provocar envenenamento e 
morte. 
Metanol 
O metanol (álcool metílico) é um álcool 
retirado da madeira e do gás natural e é 
utilizado com combustível de veículos. 
Se ingerido pode provocar 
cegueira e ser fatal. Irritação 
generalizada das mucosas do 
nariz e perturbações digestivas. 
 
 
 70 
7.2.3. Agentes Biológicos 
 
 Os agentes biológicos são nocivos ao homem quando ocorre o contato 
do homem com animais peçonhentos, protozoários, bacilos, vírus, bactérias, 
parasitas, fungos, insetos e outros. Os agentes biológicos também estão 
presentes nos ambientes ocupacionais e sua identificação torna-se deficiente 
pois em sua maioria são seres microscópicos. Em muitas ocasiões a 
caracterização da insalubridade em algumas atividades se dá pela avaliação 
qualitativa. 
 Vamos estudar alguns exemplos de agentes biológicos: 
 Animais peçonhentos – são aqueles que possuem prezas e veneno e 
geralmente atacam para se defender. Exemplos: cobra, escorpião, 
aranha, lagartas (taturana),etc. 
 Bactérias – organismos unicelulares, não visíveis ao olho humano e se 
multiplicam mediante simples divisão celular. 
 Vírus – são agentes infecciosos invisíveis, com algumas exceções, pela 
microscopia ótica, e que se caracterizam por não ter metabolismo 
independente e possuir capacidade de reprodução apenas no interior de 
outras células hospedeiras vivas. Os vírus são transmissíveis pelo 
contato com pessoas infectadas, pelo contato com animais infetados, 
por equipamentos, pelo ar, entre outros. 
 Fungos – são organismos vegetais heterotróficos, saprófitos ou 
parasitos. São subdivididos em vários tipos, e se desenvolvem em 
hospedeiros viviso, tais como dejetos de animais, plantas mortas, 
materiais em decomposição, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 71 
 
7.2.4. Agentes Ergonômicos 
 
 Os agentes ergonômicos estão presentes em praticamente todo tipo de 
atividade, mas de maneira acentuada nas empresas que atuam no terceiro 
setor (setor de serviços) como bancos, instituições escolares, comercio, etc. 
 A ergonomia é a ciência que busca adaptar o trabalho ao homem 
através do estudo da biomecânica, do ambiente de trabalho, do processo de 
produção, dentre outros fatores. 
 Vejamos alguns agentes ergonômicos presentes nos ambientes de 
trabalho: 
 
 Postura Ruim – aquela assumida pelo empregado, mesmo quando o 
posto de trabalho disponibiliza condições adequadas para a realização 
da atividade. 
 Postura Inadequada – diferente da postura ruim, a postura inadequada é 
aquele forçada pelo posto de trabalho, motivada por inadequações 
presentes no posto de trabalho ou no setor de trabalho como cadeiras 
sem encosto, mesa fora da altura adequada, etc. 
 Trabalho Físico Pesado – o sistema osteomuscular humano o habilita a 
desenvolver movimentos de grande velocidade e grande amplitude; 
porém, contra pequenas resistências. Algumas atividades ou situações 
inadequadas forçam o trabalhador a desprender força além de sua 
capacidade gerando risco ergonômico por esforço físico. 
 Estresse Ocupacional – o estresse é outro fator de risco ergonômico no 
ambiente de trabalho e pode ser gerado por diversos outros fatores ou 
uma combinação de vários. Pressão, conflito, responsabilidade, ritmo 
intenso, jornada prolongada, monotonia, treinamento deficiente, excesso 
de responsabilidade, dentre outros. 
 
 
 
 
 
 
7.2.5. Agentes Mecânicos (ou de acidentes) 
 
 Podemos definir como agentes mecânicos (ou de acidentes) como todo 
risco ou fator de risco capaz de causar um acidente de trabalho (com ou sem 
 72 
dano físico) e/ou prejuízo material. Não devemos incluir no risco mecânico 
todos os agentes dos demais riscos. 
 
 Alguns exemplos de agentes mecânicos que podem desencadear novos 
agentes e causar acidentes: 
 
 Maquinas sem proteção; 
 Equipamentos defeituosos; 
 Ferramentas inadequadas; 
 Manutenção deficiente; 
 Armazenamento inadequado; 
 Falta de planejamento produtivo; 
 Material sem especificação; 
 Risco de incêndio; 
 Fiação exposta; 
 Ambiente sujo; 
 
 
 
 
7.3. Mapa de Riscos Ambientais 
 
 O Mapa de Riscos Ambientais deve ser elaborado anualmente pela 
CIPA e tem como objetivo principal identificar, através da análise qualitativa, os 
riscos presentes no ambiente de trabalho. Essas informações serão 
 73 
transmitidas aos colaboradores através de uma comunicação visual por meio 
do uso de simbologia. 
 
 
Legislação: 
 
 Alínea “a” do item 5.16 da NR-05 do Ministério do Trabalho, aprovada 
pela Portaria nº. 08 de 23 de fevereiro de 1999; 
 A não elaboração do Mapa de Riscos Ambientais sujeita a empresa a 
multa de acordo com o estabelecido pela NR-28 que trata da 
Fiscalização e Penalidades. 
 
 
7.4. Etapas da Elaboração do Mapa de Riscos Ambientais 
 
 A elaboração do Mapa de Riscos constitui-se em 6 etapas, conforme 
quadro abaixo: 
 
Etapa Descrição Procedimentos 
1 
Conhecer o processo de 
trabalho no local analisado. 
Não somente o processo de trabalho. Identificar a população 
trabalhadora, equipamentos utilizados, numero de homens 
e mulheres, etc. 
2 
Identificar os riscos existentes 
no local analisado. 
O treinamento dos membros da CIPA ou designados é de 
fundamental importância para a realização dessa fase, pois é 
necessário um mínimo de conhecimento técnico sobre riscos 
ambientais. Para essa fase o cipeiro deve identificar os riscos 
presentes no ambiente de trabalho através de análisequalitativa (sem utilização de instrumentos). 
3 
Identificar as medidas 
preventivas existentes e sua 
eficácia. 
Identificar as medidas preventivas coletivas, individuais, de 
organização, vestiários, armários, bebedouros, refeitórios, 
áreas de lazer e sua eficácia. 
4 
Identificar os indicadores de 
saúde (queixas, acidentes de 
trabalho, doenças do 
trabalho). 
Identificar as queixas comuns entre os trabalhadores de um 
mesmo setor, expostos ao mesmo risco, acidentes de 
trabalho ocorridos, causas mais freqüentes de afastamento 
do trabalho, etc. 
5 
Conhecer os levantamentos 
ambientais já realizados no 
local. 
Tomar conhecimento dos trabalhos realizados 
anteriormente, sobre SST e em especial o Mapa de Riscos 
Ambientais. 
6 Elaborar o Mapa de Risco 
O Mapa de Riscos Ambientais deve ser elaborado sobre o 
layout atualizado da empresa, indicando através de círculos, 
o grupo que pertence o risco, de acordo com a cor 
padronizada, o numero de trabalhadores expostos ao risco, 
a especificação do agente agressivo e que deve ser anotada 
dentro do circulo no caso de Mapa do tipo geral, e a 
intensidade do risco, de acordo com o tamanho do círculo. 
 
 
 
 74 
 É importante saber que o Mapa de Riscos Ambientais deve ser realizado 
sobre o layout da empresa. Para isso segue uma definição de planta e layout: 
 
 Planta – é uma representação gráfica de um local visto por cima, 
mostrando somente as paredes, portas, janelas, declives, imperfeições 
do terreno, etc. 
 Layout – é mais completo que a planta, porque, porque, além de possuir 
os elementos de arquitetura (paredes, portas, janelas, etc), também 
mostra o interior do setor com os maquinários, equipamentos, mesas, 
cadeiras, armários, etc. 
 A elaboração do Mapa de Riscos Ambientais sobre o layout é importante 
porque em algumas empresas há muitos tipos diferentes de equipamentos ou 
maquinas num mesmo setor, mas com riscos diferenciados. 
 
 
7.5. Representação Gráfica do Mapa de Riscos Ambientais 
 
 Os riscos serão representados por círculos com tamanhos e cores 
diferentes, que devem ser apostos sobre o layout do local analisado. O 
tamanho do círculo indica se o risco é grande, médio ou pequeno (quanto 
maior o circulo maior é o grau de nocividade do risco). 
 
 
 
 
 
 A classificação dos riscos ambientais encontrados nos setores serão 
representados por meio de cores diferentes. Os círculos serão preenchidos 
com essas cores. 
 
 
 
 
 75 
 
 
 A confecção do Mapa de Riscos Ambientais pela CIPA pode ser 
considerada como uma das tarefas mais difíceis, dentre as atribuições da 
CIPA, pois a elaboração do referido mapa necessita de tempo, conhecimentos 
de desenho arquitetônico, materiais diversos, etc. 
 O Mapa de Riscos Ambientais deve ser confeccionado com o máximo de 
cuidado e capricho, pois além de ficar exposto aos funcionários, ficará também 
visível aos visitantes da empresa. 
 
 
 
 
 76 
 
 77 
8.0. Inspeções de Segurança 
 
 As inspeções de segurança podem ser definidas como vistorias 
realizadas nas áreas de trabalho com a finalidade de detecção e registro de 
condições inseguras existentes ou que possam a vir existir e atos inseguros 
que estejam sendo praticados. Essas observações possibilitam a indicação de 
medidas de segurança antes que o acidente aconteça. 
 É muito importante nas inspeções de segurança: 
 
 Conhecer os agentes de risco e perceber quando se apresentam na 
forma de condições inseguras; 
 Ter em mente um conceito claro de ato inseguro e habilidade para 
perceber quando um desses atos está sendo praticado; 
 
 
8.1. Tipos de Inspeções 
 
 Podemos resumir as inspeções de segurança em dois tipos: inspeções 
de rotina e inspeções periódicas. 
 
 
8.1.1. Inspeções de Rotina 
 
 É o tipo mais comum de inspeção. Esse tipo de inspeção é realizada 
pelos profissionais do SESMT (Serviço Especializado em Segurança e 
Medicina do Trabalho), membros e designados da CIPA – Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes, supervisores, trabalhadores, pessoa da manutenção. 
Consiste num trabalho permanente e objetiva a identificação de riscos no 
ambiente de trabalho e acompanhar se as políticas de SST (Segurança e 
Saúde no Trabalho) estão sendo cumpridas pelos trabalhadores. 
 
 
 
 
 78 
8.1.2. Inspeções Periódicas 
 
 É um importante tipo de inspeção. Nesse caso consiste em inspeções 
previamente programadas, em intervalos regulares, considerando sempre um 
cronograma pré-estabelecido. Essas inspeções poderão ser feitas pela CIPA, 
aplicadas nos casos em que a CIPA organiza esse tipo de inspeção e 
essencialmente em empresas de médio e grande porte. Essas inspeções 
também são realizadas por profissionais especializados (chamadas também de 
inspeções especiais), como nos casos de fornos, caldeiras, extintores de 
incêndio, e normalmente atribuídas por lei e/ou ainda exigem a necessidade de 
conhecimento técnico específico e uso de equipamentos de avaliação 
ambiental. 
 
 Vejamos alguns exemplos de irregularidades normalmente encontradas 
nas inspeções de segurança: 
 
 Corredores obstruídos, esburacados, sujos, molhados; 
 Piso escorregadio, sujo, irregular; 
 Parede sem pintura, suja, racha; 
 Teto com rachaduras, furos, vazamentos; 
 Acondicionamento com empilhamento alto, malfeitos, em frente a 
painéis elétricos ou extintores de incêndio; 
 Estoque excessivo de materiais combustíveis; 
 Instalações com higienização deficiente; 
 Bancadas, armários ou prateleiras sujos, mal-arrumados, excesso de 
peso; 
 Uso incorreto de EPI – Equipamentos de Proteção Individual, recusa do 
uso de EPI, guarda incorreta; 
 Equipamentos de transporte com rodas danificadas, carga mal-
acondicionada, manutenção deficiente; 
 Maquinas e equipamentos sem proteção; 
 Vazamentos no sistema hidráulico e pneumático; 
 Sistema elétrico exposto, fios desencapados, ligações improvisadas, 
painéis elétricos não sinalizados ou sem proteção; 
 Ferramentas manuais com defeito ou usadas de forma incorreta; 
 Área sem sinalização; 
 Sistema de prevenção de incêndio deficiente; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 79 
 
 80 
9.0. Investigação e Análise de Acidentes 
 
 A CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes possui como 
principal função prevenir acidentes, mas quando eles ocorrem se faz 
necessária sua investigação e análise. 
 A investigação do acidente de trabalho não poderá possuir aspecto 
punitivo, pois o principal objetivo não é descobrir culpados, mas sim identificar 
as causas que o provocou, para que um trabalho de prevenção seja realizado 
com a finalidade de evitar sua repetição. 
 Uma cuidadosa investigação do acidente oferece elementos valiosos 
para a análise que deve ser realizada. Outros fatores como as providências 
administrativas, técnicas, médicas, entre outras, também deverão ser 
consideradas nesse processo. 
 
 
 
 
 
 
 
9.1. Etapas da Investigação de Acidentes do Trabalho 
 
 A investigação de um acidente, muitas vezes, pode se tornar complicado 
dependendo de fatores como: gravidade, local, instante ou momento, etc. Por 
isso é importante seguir algumas etapas para a correta investigação e análise 
do acidente: 
 
a) Coleta de Dados: nessa etapa consiste na identificação da área, 
atividade, máquina, material, causador do acidente, etc; 
b) Registro: os dados devem ser registrado em formulário próprio; 
 81 
c) Análise do Ocorrido: consiste na análise dos fatos e seus efeitos 
sobre os indivíduos, o grupo e a produção; 
d) Proposição de Medidas: elaboração de medidas preventivas para 
que o acidente não volte a ocorrer; 
e) Verificação dos Resultados: acompanhamento da aplicação das 
medidas com estudo dos resultados obtidos; 
 
 Adicionalmente aos passos acima, os membros da CIPA ou designados 
pela empresa para cumprimento dos objetivos da CIPA, devem: 
 
 Comparecer ao local do acidente o quanto antes possível; colher o 
máximo de informações, anotar vestígios e recolher amostras ou objetos 
quepossam ser úteis na elucidação da ocorrência. 
 Entrevistar: o acidentado, tão logo seja possível; testemunhas; o 
encarregado do acidentado ou do serviço; outros, de acordo com a 
necessidade ou conveniência. 
 Registrar tudo para evitar dispersão de raciocínio. 
 Não se deixar levar pela primeira impressão ou informação; tudo deve 
ser bem observado e investigado com muito cuidado. 
 Repassar todos os pontos importantes para selecionar as medidas 
corretivas que deverão ser aplicadas. 
 
 Na luta contra os acidentes a utilização da metodologia de investigação 
e análise de acidentes deve ser realizada baseada em alguns princípios: 
 
 Apoiar-se em fatos concretos, que comprovadamente ocorreram. Não 
fazer especulações, basear-se em hipótese, fazer deduções ou 
julgamentos; 
 Não utilizar a investigação de forma tendenciosa; 
 A investigação deve-se apresentar de forma correta, limpa e 
transparente para que não possa ser contestada; 
 
 
9.2. Causas dos Acidentes do Trabalho 
 
 No Brasil, durante muito tempo, os conceitos de Ato Inseguro e 
Condição Insegura foram divulgados como causas dos acidentes e 
principalmente depois de estudiosos americanos terem analisado 75.000 
acidentes na indústria e concluído que 88% estavam ligados a fatores humanos 
(atos inseguros) e 10% a fatores materiais/ambientais (as condições 
inseguras). 
 Em 1975, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) reforça 
essa ideia através do lançamento da Norma Brasileira (NB) nº. 18. Essa norma 
acrescentou ainda o fator pessoal de insegurança, que leva à prática do ato 
inseguro, como causa de acidentes. 
 No ano de 1999 a ABNT cancelou e substituiu a NB nº. 18 pela NBR nº. 
14.280 mantendo três causas de acidentes: 
 
 82 
1. Fator Pessoal de Insegurança: 
Causa relativa ao comportamento humano, que pode levar à ocorrência 
do acidente ou à prática do ato inseguro. 
2. Ato Inseguro: 
Ação ou omissão que, contrariando o preceito de segurança, pode 
causar ou favorecer a ocorrência do acidente. 
3. Condição Ambiental de Insegurança: 
Condição do ambiente que causou o acidente ou contribuiu para sua 
ocorrência. 
 
 O fato é que, no Brasil, constatar o Ato Inseguro, foi sempre uma busca 
por culpados. A partir de março de 2009 essa busca por culpados começa a 
ser mudada, pois a Portaria nº. 84 do MTE retirou da letra “b”, do item 1.7, da 
NR 1, a referência ao Ato Inseguro, isto é, esse termo não existe mais na 
legislação trabalhista. 
 Essa alteração trouxe um avanço muito grande, pois agora, os 
prevencionistas deverão focar o alvo das causas, a raiz dos acidentes. Os 
membros ou designados da CIPA constituem prevenconistas que devem 
trabalhar com o objetivo da identificação das causas e raízes dos acidentes, 
tornando-se imparcial em relação aos envolvidos. 
 Todo acidente de trabalho possui causas imediatas (ato inseguro e 
condições inseguras), causas básicas (são causas de origem administrativa) e 
principalmente causas gerenciais (segurança do trabalho deve ser um conjunto 
ordenado de meios de ação com um resultado). 
 Para uma melhor compreensão das causas dos acidentes, 
apresentamos algumas causas básicas: 
 
 Falta de conhecimento ou treinamento: ocorre quando um funcionário 
vai executar um serviço pela primeira vez ou quando ele não sabe como 
executar; 
 Posto de trabalho inadequado: ocorre quando o trabalhador é forçado a 
executar suas atividades em local que exige a manutenção de posturas 
incorretas, atividades que podem causar fadiga visual ou física, uso de 
ferramentas sem seqüência lógica, etc; 
 Falta de reforço em práticas seguras: ocorre quando determinada 
atividade ou processo exige o reforço periódico das práticas ou 
procedimentos de segurança; 
 Falhas de engenharia (projeto e construção): ocorre em ambientes de 
trabalho com teto baixo, pouco ventilados, maquinas com comandos de 
acesso complicado, etc; 
 Uso de equipamentos de proteção individual inadequados: ocorre 
quando há falhas no processo de seleção dos EPIs (Equipamentos de 
Proteção Individual), ou porque a análise do risco foi incompleta ou 
ainda pela subestimação do risco; 
 Verificações e programas de manutenção inadequados: trata-se de uma 
falha administrativa comum. Muitas vezes o setor de manutenção, 
considerando o volume de serviços, pode esquecer de recolocar as 
proteções em uma máquina, por exemplo; 
 83 
 Compra de equipamentos de qualidade inferior: analisar atentamente a 
relação custo x benefício considerando a proteção requerida para o 
desempenho de determinada tarefa; 
 Sistema de recompensa inadequado: manter um clima negativo com 
advertências, punições, ameaças, dispensas arbitrárias, ao invés de 
elogiar, apoiar, dar atenção ao funcionário. A recompensa inadequada 
cria um clima propicio para ocorrência de acidentes; 
 Métodos ou procedimentos inadequados: utilizar procedimentos que ao 
invés de facilitar o trabalho, podem complicá-lo. Um exemplo é 
realização de trabalhos sem uma supervisão, onde cada trabalhador 
executa a tarefa a seu exclusivo critério; 
 
 
 
9.3. Fatores Pessoais e Atitudes que Podem Causar Acidentes 
 
 Alguns fatores pessoais podem contribuir de forma significativa par a 
ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho. 
 
9.3.1. Negligência 
 
 A ato de negligenciar consiste na omissão voluntária de diligência ou 
cuidado; falha ou demora de prevenir ou evitar um dano. É como se você 
enxergasse o risco mas o ignorasse. 
 
9.3.2. Imprudência 
 
 A imprudência é a forma de culpa que consiste na falha involuntária de 
observância de medidas de precaução e segurança, de consequências 
previsíveis, que se faziam necessárias no momento para evitar um acidente ou 
infração da lei. 
 
9.3.3. Imperícia 
 
 É a falta de aptidão especial, de habilidade, ou de experiência, ou de 
previsão, no exercício de determinada função, profissão, arte, atividade ou 
ofício. Nesse caso, podemos enquadrar os acidentes que geralmente ocorrem 
por falta de treinamento do trabalhador. 
 
 
9.3.4. Outros Fatores 
 
 Outros fatores pessoais podem influenciar direta ou indiretamente a 
ocorrência de uma acidente do trabalho e possuem relação com os tipos 
especificados anteriormente, tais como: 
 
 Menosprezar o risco; 
 Pressa; 
 Desejo íntimo de correr riscos (assume o risco); 
 Machismo; 
 84 
 Alcoolismo ou uso de drogas; 
 
 
9.3.5. A importância de Prevenção de Acidentes 
 
 A prevenção de acidentes é importante pois traz benefícios para o 
trabalhador, para a empresa e para toda a sociedade em geral. 
 Ao trabalhador assegura qualidade de vida, evita perda de rendimentos, 
mantém a auto-estima, realiza seu trabalho com motivação e alegria. Para o 
empregador a prevenção de acidentes traz ganhos de produtividade, 
preservação da imagem da empresa diante da comunidade, redução de custos 
diretos e indiretos, diminuição dos litígios trabalhistas, menor rotatividade de 
mão de obra. Para o governo e para a sociedade em geral a prevenção de 
acidentes traz menores encargos previdenciários, imagem positiva da nação 
diante de organismos internacionais, valorização do ser humano por meio de 
políticas publicas, diminuição do "Custo Brasil". 
 
 
9.4. O Treinamento como Fator de Prevenção de Acidentes 
 
 Podemos definir treinamento como o processo de transmissão de 
conhecimentos de uma pessoa para outra com ou sem uso de recursos que 
visam facilitar esse processo. O ser humano possui uma grande capacidade 
em acumular conhecimento e nada mais natural e previsível que usar esse 
conhecimento em benefício do próximo, em benefício da segurança e saúde no 
ambiente de trabalho. 
 Devemos entender que o trabalhador somente estará preparado para 
executar com êxito uma tarefa se o mesmo for devidamente treinado para a 
mesma. Os treinamentos de segurança devem ser programados com 
regularidade de acordo com a necessidade ligada ao risco presente no 
ambiente ocupacional. A empresa deve promover o treinamento e exigir a 
participação do trabalhadorcondicionando-o ao aproveitamento do treinamento 
à estar apto ou não para executar determinada atividade. O curso de 
treinamento para membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ou 
designado pela NR-5 é um exemplo claro dessa ideia. Nesse treinamento os 
trabalhadores são treinados e preparados para identificar riscos, situações de 
insegurança e inadequações nos locais de trabalho. 
 Outro detalhe importante que devemos considerar em se tratando de 
treinamento é a qualidade do treinamento. Um treinamento sem qualidade não 
vai preparar adequadamente o trabalhador para executar determinada tarefa. 
 Assim, seguem alguns fatores que devem ser observados no momento 
de preparar e ministrar um treinamento: 
 
 Verificar antecipadamente sobre o perfil dos participantes; 
 Definir tema, conteúdo e carga horária adequados ao objetivo do 
treinamento e à legislação pertinente (quando aplicável); 
 Disponibilizar estrutura física adequada proporcionando conforto aos 
participantes durante o treinamento; 
 Viabilizar a participação e empenho de todos os trabalhadores, líderes, 
chefes, diretores, estimulando assim um ambiente de prevenção; 
 85 
 Usar uma comunicação verbal compatível com o nível de entendimento 
dos participantes; 
 Os profissionais que ministrarão o treinamento deverão ter domínio 
sobre os temas e experiência profissional de forma prática; 
 Usar recursos audiovisuais como ferramentas para "prender" a atenção 
dos participantes; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 86 
 
 87 
10.0. Equipamento de Proteção Individual - EPI 
 
 O Equipamento de Proteção Individual é todo dispositivo ou produto, de 
uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado a sua proteção de riscos 
suscetíveis de ameaçar a segurança e saúde no ambiente de trabalho. Há 
ainda o Equipamento de Proteção Conjugado que constitui dois ou mais 
dispositivos de proteção a mais de um risco simultaneamente. 
 A Norma Regulamentadora nº. 06 do Ministério do Trabalho e Emprego 
é a norma que abrange especialmente o tema sobre Equipamentos de 
Proteção Individual. 
 O objetivo do EPI é proteger o trabalhador quando: 
 
 Não for possível a eliminação ou atenuação dentro dos níveis de 
tolerância do agente nocivo na fonte; 
 Quando não foi possível tecnicamente ou eficaz a adoção de 
Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC ; 
 
 Cabe à empresa e ao SESMT analisarem os riscos e a exposição dos 
trabalhadores como base para a definição e/ou adoção de EPI de forma correta 
e eficaz. 
 
 
10.1. Cabe ao Empregador quanto ao EPI 
 
 Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; 
 Exigir seu uso; 
 Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional 
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; 
 Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e 
conservação; 
 Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; 
 Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; 
 Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada; 
 
 
10.2. Cabe ao Empregado quanto ao EPI 
 
 Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; 
 Responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
 Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio 
para uso; 
 Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado; 
 
 
10.3. Controle de Entrega de EPI aos Empregados 
 
 A obrigatoriedade do fornecimento de EPI por parte do empregador e na 
mesma proporção o uso por parte do empregado resulta numa necessidade 
compulsória do controle de entrega de Equipamentos de Proteção Individual. 
 88 
 O empregador deve emitir ficha de controle de entrega de EPI para 
assinatura do empregado que recebe o EPI, constituindo assim, um meio 
documental comprobatório do fornecimento. O uso do EPI, pelo empregado, 
deve ser fiscalizado pelo empregador e o empregado, quando do não uso 
conforme instruções, fica sujeito às penalidades previstas na legislação de 
segurança e saúde do trabalho. 
 Este documento deve conter as seguintes informações: 
 
 Identificação da empresa e do empregado; 
 Tipo do EPI e quantidade; 
 Numero do CA – Certificado de Aprovação expedido; 
 Data da entrega; 
 Data da devolução (quando aplicável) 
 Informações sobre a responsabilidade do empregador e empregado 
quanto ao fornecimento e correto uso, respectivamente; 
 Assinatura do empregado; 
 
 
 
 
 
 
 
10.4. Tipos de Equipamentos de Proteção Individual - EPI 
 
 Como vimos anteriormente o Equipamento de Proteção Individual – EPI 
objetiva proteger o trabalhador, individualmente, contra agentes físicos, 
químicos, biológicos e mecânicos. 
 O Anexo I da Norma Regulamentadora nº. 6 estabelece os tipos de EPI 
que devem ser adotados pela empresa para a proteção de seus trabalhadores. 
 
 
 
 
 89 
10.4.1. EPI para Proteção da Cabeça 
 
 
 
10.4.1.1. Capacete de Segurança 
 
a) Capacete de segurança para proteção contra impactos de objetos sobre o 
crânio; 
b) Capacete de segurança para proteção contra choques elétricos; 
c) Capacete de segurança para proteção do crânio e face contra riscos 
provenientes de fontes geradoras de calor nos 
trabalhos de combate a incêndio. 
 
 
10.4.1.2. Capuz 
 
a) Capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra riscos de 
origem térmica; 
b) Capuz de segurança para proteção do crânio e pescoço contra respingos de 
produtos químicos; 
c) Capuz de segurança para proteção do crânio em trabalhos onde haja risco 
de contato com partes giratórias ou 
móveis de máquinas. 
 
10.4.2. EPI para Proteção dos Olhos e Face 
 
 
 90 
10.4.2.1. Óculos 
 
a) óculos de segurança para proteção dos olhos contra impactos de partículas 
volantes; 
b) óculos de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; 
c) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação ultra-violeta; 
d) óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infra-
vermelha; 
e) óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos 
químicos; 
 
10.4.2.2. Protetor Facial 
 
a) Protetor facial de segurança para proteção da face contra impactos de 
partículas volantes; 
b) protetor facial de segurança para proteção da face contra respingos de 
produtos químicos; 
c) protetor facial de segurança para proteção da face contra radiação infra-
vermelha; 
d) protetor facial de segurança para proteção dos olhos contra luminosidade 
intensa; 
 
10.4.2.3. Máscara de Solda 
 
a) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra 
impactos de partículas volantes; 
b) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra 
radiação ultra-violeta; 
c) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra 
radiação infra-vermelha; 
d) máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra 
luminosidade intensa. 
 
10.4.3. EPI para Proteção Auditiva 
 
 
 
 
 91 
10.4.3.1. Protetor Auditivo 
 
a) Protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema auditivo contra 
níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR - 15, Anexos I e II; 
b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis 
de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR - 15, Anexos I e II; 
c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo contra 
níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR - 15, Anexos I e II; 
 
 
10.4.4. EPI para Proteção do Tronco 
 
 
 
 
a) Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao tronco contra riscos de 
origem térmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade 
proveniente de operações com uso de água. 
b) Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem 
portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem 
mecânica. 
 
 
10.4.5. EPI para Proteção Respiratória 
 
 
 
 
 92 
10.4.5.1. Respirador Purificador de Ar 
 
a) Respirador purificador de ar para proteção das vias respiratóriascontra 
poeiras e névoas; 
b) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra 
poeiras, névoas e fumos; 
c) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra 
poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; 
d) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra 
vapores orgânicos ou gases ácidos em ambientes com concentração inferior a 
50 ppm (parte por milhão); 
e) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra gases 
emanados de produtos químicos; 
f) respirador purificador de ar para proteção das vias respiratórias contra 
partículas e gases emanados de produtos químicos; 
g) respirador purificador de ar motorizado para proteção das vias respiratórias 
contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; 
 
 
10.4.5.2. Respirador de Adução de Ar 
 
a) respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido para proteção das 
vias respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à 
Vida e à Saúde e em ambientes confinados; 
b) máscara autônoma de circuito aberto ou fechado para proteção das vias 
respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida 
e à Saúde e em ambientes confinados; 
 
10.4.5.3. Respirador de Fuga 
 
a) Respirador de fuga para proteção das vias respiratórias contra agentes 
químicos em condições de escape de atmosferas. 
 
 
 
10.4.6. EPI para Proteção dos Membros Superiores 
 
 
 
 93 
10.4.6.1. Luvas 
 
a) Luva de segurança para proteção das mãos contra agentes abrasivos e 
escoriantes; 
b) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes cortantes e 
perfurantes; 
c) luva de segurança para proteção das mãos contra choques elétricos; 
d) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes térmicos; 
e) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes biológicos; 
f) luva de segurança para proteção das mãos contra agentes químicos; 
g) luva de segurança para proteção das mãos contra vibrações; 
h) luva de segurança para proteção das mãos contra radiações ionizantes; 
 
10.4.6.2. Creme Protetor 
 
a) Creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra 
agentes químicos, de acordo com a Portaria SSST nº 26, de 29/12/1994. 
 
10.4.6.3. Manga 
 
a) Manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra choques 
elétricos; 
b) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes 
abrasivos e escoriantes; 
c) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes 
cortantes e perfurantes. 
d) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra umidade 
proveniente de operações com uso de água; 
e) manga de segurança para proteção do braço e do antebraço contra agentes 
térmicos; 
 
10.4.6.4. Braçadeira 
 
a) Braçadeira de segurança para proteção do antebraço contra agentes 
cortantes. 
 
10.4.6.5. Dedeira 
 
a) Dedeira de segurança para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e 
escoriantes. 
 
10.4.7. EPI para Proteção dos Membros Inferiores 
 
 94 
 
 
10.4.7.1. Calçados 
 
a) Calçado de segurança para proteção contra impactos de quedas de objetos 
sobre os artelhos; 
b) calçado de segurança para proteção dos pés contra choques elétricos; 
c) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes térmicos; 
d) calçado de segurança para proteção dos pés contra agentes cortantes e 
escoriantes; 
e) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra umidade 
proveniente de operações com uso de água; 
f) calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra respingos de 
produtos químicos. 
 
10.4.7.2. Meia 
 
a) Meia de segurança para proteção dos pés contra baixas temperaturas. 
 
10.4.7.3. Perneira 
 
a) Perneira de segurança para proteção da perna contra agentes abrasivos e 
escoriantes; 
b) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes térmicos; 
c) perneira de segurança para proteção da perna contra respingos de produtos 
químicos; 
d) perneira de segurança para proteção da perna contra agentes cortantes e 
perfurantes; 
e) perneira de segurança para proteção da perna contra umidade proveniente 
de operações com uso de água. 
 
10.4.7.4. Calça 
 
a) Calça de segurança para proteção das pernas contra agentes abrasivos e 
escoriantes; 
b) calça de segurança para proteção das pernas contra respingos de produtos 
químicos; 
c) calça de segurança para proteção das pernas contra agentes térmicos; 
 95 
d) calça de segurança para proteção das pernas contra umidade proveniente 
de operações com uso de água. 
 
10. 4.8. EPI para Proteção de Corpo Inteiro 
 
 
 
10.4.8.1. Macacão 
 
a) Macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e 
inferiores contra chamas; 
b) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e 
inferiores contra agentes térmicos; 
c) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e 
inferiores contra respingos de produtos químicos; 
d) macacão de segurança para proteção do tronco e membros superiores e 
inferiores contra umidade proveniente de operações com uso de água. 
 
10.4.8.2. Conjunto 
 
a) Conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, 
para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes 
térmicos; 
b) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, 
para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de 
produtos químicos; 
c) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, 
para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidade 
proveniente de operações com uso de água; 
d) conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó, 
para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra chamas. 
 
 
 
10.4.8.3. Vestimenta de Corpo Inteiro 
 
a) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra respingos de 
produtos químicos; 
 96 
b) vestimenta de segurança para proteção de todo o corpo contra umidade 
proveniente de operações com água; 
c) vestimenta condutiva de segurança para proteção de todo o corpo contra 
choques elétricos. 
 
10.4.9. EPI para Proteção Contra Quedas com Diferença de Nível 
 
 
 
10.4.9.1. Dispositivo Trava-Queda 
 
a) Dispositivo trava-queda de segurança para proteção do usuário contra 
quedas em operações com movimentação 
vertical ou horizontal, quando utilizado com cinturão de segurança para 
proteção contra quedas. 
 
10.4.9.2. Cinturão 
 
a) Cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda em 
trabalhos em altura; 
b) cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de queda no 
posicionamento em trabalhos em altura. 
 
 
10.5. Certificado de Aprovação – CA de EPI 
 
 Todo equipamento de proteção individual, nacional ou importado, só 
pode ser utilizado ou posto à venda se possuir o CA – Certificado de 
Aprovação, devidamente expedido pelo órgão nacional competente em matéria 
de segurança e saúde do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 Os fabricantes de Equipamentos de Proteção Individual - EPI ou 
importadores desses equipamentos devem: 
 
 Cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de 
segurança e saúde do trabalho; 
 Solicitar a emissão do CA ou sua renovação quando vencido o prazo de 
validade expedido anteriormente; 
 Requerer novo CA, quando ocorrer alguma alteração nas especificações 
do EPI anteriormente aprovado; 
 97 
 Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade que deu origem ao 
CA; 
 Comercializar ou por à venda somente o EPI que possui o CA; 
 Comunicar ao órgão nacional competente alterações de dados 
cadastrais fornecidos; 
 Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, 
orientando sua utilização, manutenção, restrição, e demais referências; 
 Providenciar a avaliação do EPI no âmbito do SINMETRO, quando 
aplicável; 
 
 
10.5.1. Validade dos Certificados de Aprovação para EPI 
 
 Os certificados de aprovaçãopara Equipamentos de Proteção Individual 
são emitidos com validade conforme descrito abaixo: 
 
 5 (cinco) anos para os equipamentos que tenham laudo de ensaio 
avaliada no âmbito do SINMETRO. 
 Do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do 
SINMETRO, quando for o caso; 
 de 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data da publicação 
desta Norma, quando não existirem normas técnicas nacionais ou 
internacionais, oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para 
realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua 
aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e 
saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de 
Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, 
podendo ser renovado até 2007, quando se expirarão os prazos 
concedidos; 
 de 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os EPI 
desenvolvidos após a data da publicação desta NR, quando não 
existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente 
reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, 
caso em que os EPI serão aprovados pelo órgão nacional competente 
em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e 
análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação 
técnica de fabricação. 
 
 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o 
nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, 
ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o 
número do CA. Na impossibilidade de cumprir o determinado acima, o órgão 
nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá 
autorizar forma alternativa de gravação, a ser proposta pelo fabricante ou 
importador, devendo esta constar do CA. 
 
 
 
 
 
 98 
 
 99 
11.0. Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 
 
 O Equipamento de Proteção Coletiva – EPC possui finalidade 
semelhante aos EPIs, porém, com uma característica especial, que é proteger 
uma coletividade, como exemplo: um setor, um departamento, o acesso de um 
determinado grupo de pessoas ou visitantes objetivando garantir um ambiente 
ocupacional mais seguro e sadio. 
 
 
 
 
 
 
 
11.1. Modelos de Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC 
 
 Antecipadamente à adoção de um EPC – Equipamento de Proteção 
Coletiva, devemos, primeiramente, analisar a possibilidade de eliminar ou 
atenuar o agente agressor na fonte. 
 Vamos conhecer os principais EPC utilizados atualmente: 
 Exaustores; 
 Cones para controle de tráfego; 
 Fitas para isolamento de áreas; 
 Enclausuramento acústico; 
 Proteções e sensores em máquinas; 
 Corrimão e fitas antiderrapantes em escadas; 
 Guarda-corpos; 
 Capela química; 
 Grades metálicas dobráveis para isolamento de locais de trabalho; 
 
 100 
 
 101 
12.0. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS 
 
A infecção com o vírus da imunodeficiencia humana (HIV), em muitos 
casos origina a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Apesar do 
desenvolvimento de medicamentos altamente eficazes para limitar a doença, 
ainda não existe nenhuma vacina contra o vírus. 
O HIV infecta e, aos poucos, destrói as células do sistema imunológico, 
enfraquecendo a resposta do organismo contra infecções e cânceres. As 
pessoas infectadas podem não ter sintomas por anos, ou podem ter infecções 
leves e frequentes, ou prolongadas. Quando o sistema imunológico se torna 
gravemente debilitado, então a pessoa infectada tem AIDS. Dessa forma, o 
doente desenvolve infecções graves causadas por organismos que, em geral, 
são inofensivos para pessoas saudáveis e se torna suscetível também a certos 
tipos de câncer. 
Atualmente (dados de 2007) existem no mundo aproximadamente 33 
milhões de pessoas vivendo com a doença. No Brasil, de 1980 a junho de 2007 
foram notificados 474.273 casos. 
 
 
12.1. Como o HIV é Transmitido? 
 
 Os fluidos corporais são o meio de transporte do HIV, incluindo sangue, 
sêmem, secreções vaginais, saliva e leite materno. A transmissão acontece por 
meio de relações sexuais vaginais, anais ou orais, compartilhamento de 
seringas contaminadas entre usuários de drogas por via intravenosa. 
 O HIV pode ser transmitido de mulher grávida para o bebê ou para o feto 
durante o parto ou amamentação. Nesse caso a transmissão pode ser evitada 
com a ministração de drogas antirretroviarais para a mãe e para o bebê 
durante o parto. 
 O vírus também pode ser transmitido por meio de transplantes de orgãos 
ou transfusões de sangue. 
 
 
 
12.2. Quais são os sintomas? 
 
 Os primeiros sintomas de infecção por vírus HIV em geral aparecem seis 
meses após a infecção e são semelhantes à gripe: 
 
 Gânglios linfáticos edemaciados; 
 Febre; 
 Fadiga; 
 Músculos doloridos; 
 Dores de garganta; 
 
Passadas algumas semanas esses sintomas desaparecem e em geral 
as pessoas sentem-se completamente saudáveis. Mas em alguns casos outros 
sintomas desenvolvem: 
 
 Gânglios linfáticos persistentemente edemaciados; 
 102 
 Infecções bucais, como aftas; 
 Doenças das gengivas (gengivite); 
 Infecções graves e persistentes por Herpes simplex; 
 Verrugas genitais; 
 Pele pruriginosa e escamosa; 
 Perda de peso; 
 
O tempo entre a infecção por HIV e o aparecimento da AIDS é diferente 
de pessoa para pessoa, mas pode variar de um a quatorze anos. 
 
 
12.3. Como prevenir a infecção pelo HIV? 
 
 A infecção pelo HIV pode ser prevenida com a prática da seguintes 
recomendações: 
 Divulgação de informações sobre a doença e infecção; 
 Utilizar preservativos nas relações sexuais e evitar ter vários parceiros 
sexuais; 
 Uso de seringas descartáveis e privativas para os usuários de drogas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 103 
 
 104 
13.1. Prevenção Contra Incêndios 
 
13.1.1. Teoria do Fogo 
 
O fogo é um tipo de queima, de oxidação. É um fenômeno químico, uma 
reação que provoca profundas alterações nas substâncias que queimam. 
Oxidação significa uma transformação de um composto ou material da 
qual participa o oxigênio. Ela pode ser: 
 
 LENTA, como no caso da ferrugem, que é uma queima sem chamas. 
 RÁPIDA, como na queima de uma folha de papel, onde há chamas e 
calor. 
 INSTANTÂNEA, como na explosão de uma dinamite. 
 
 Esta reação química que libera luz e calor é chamada de 
COMBUSTÃO. 
 
 Portanto, a combustão é a reação química de oxidação que libera luz e 
calor radiante e tem como resultado gases tais como vapor d’água, gás 
carbônico, enxofre, etc., podendo ainda, dependendo do material que está 
queimando liberar gases ácidos ou altamente tóxicos. A fim de melhor explicar 
vamos nos utilizar do TRIÂNGULO DO FOGO, que se compõe de três 
elementos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 105 
 a) Combustível 
 
É o elemento que alimenta o fogo e facilita a sua propagação e, com 
pequenas exceções, compreende todos os materiais sólidos, líquidos e 
gasosos. 
 
 LÍQUIDOS: gasolina, álcool, éter, acetona, etc.. 
 
 
 
 
 SÓLIDOS: madeira, papel, papelão, plásticos, tecidos, etc.. 
 
 
 
 GASOSOS: butano, metano, propano, etc.. 
 
 
 
 106 
A maioria dos materiais de origem orgânica, devem sofrer transformações 
para a forma de vapores ou gases antes de ocorrer a combustão. O 
combustível também é chamado de agente redutor. 
 
 b) Comburente 
 
É o elemento que ativa e dá vida ao fogo. Trata-se do oxigênio ( O2 ) 
presente na atmosfera, na proporção de 21% ao nível do mar, sendo o restante 
constituído por 78% de nitrogênio (N2) e 1% de outros gases como argônio, 
hélio, gás carbônico, etc. Para que se ocorra o fogo (chamas), é necessário 
que se tenha pelo menos 16% de oxigênio presente no ambiente. 
 
 c) Calor 
 
É o elemento que dá início ao fogo, que o mantém e amplia a sua 
propagação. Ele eleva a temperatura de um combustível até um ponto no qual 
uma quantidade suficiente de vapores seja obtida para ocorrer a combustão. 
Podemos então concluir quepara que possamos ter fogo, é necessário que 
tenhamos os três elementos - COMBUSTÍVEL, CALOR E COMBURENTE – na 
proporção exata para a queima e se retirarmos qualquer um deles não haverá 
a combustão. 
 
 
13.1.2. Característica Físico-química do Fogo 
 
 a) Ponto de fulgor 
 
É a temperatura mínima necessária para que um combustível comece a 
desprender vapores ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do 
ar e em contato com uma chama comecem a queimar. O principal aspecto 
deste ponto é que se retiramos a chama, o fogo se apagará devido a pouca 
quantidade de calor para produzir gases suficientes para manter a 
transformação em cadeia, ou seja, o fogo. 
 
 b) Ponto de combustão 
 
É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda 
vapores ou gases inflamáveis que combinados com o oxigênio do ar e ao 
entrarem em contato com uma chama se inflamem e, mesmo que se retire a 
chama, o fogo não se apagará pois a temperatura faz gerar do combustível 
vapores e gases suficientes para manutenção da combustão ou transformação 
em cadeia. 
 
 c) Ponto de Ignição 
 
É a temperatura mínima em que os materiais, desprendendo gases ou 
vapores, entram em combustão apenas ao contato com o oxigênio do ar, 
independente de qualquer fonte de calor. 
 
 
 107 
13.1.3. Propagação do Fogo 
 
De importância indiscutível, quer nos trabalhos de extinção, quer nos 
trabalhos de prevenção, é conhecer como o fogo pode se propagar. Onde há 
fogo, há calor, e é este calor que faz com que o fogo apareça em pontos onde 
menos se espera. Três são as formas de transmissão de calor: condução, 
convecção e rediação. 
 
 a) Condução 
 
É a transmissão de calor de molécula para molécula, de matéria para 
matéria, isto é, sem intervalo entre os corpos. No vácuo absoluto não há 
condutibilidade de calor. Como exemplo, podemos citar uma experiência 
bastante simples: colocamos a ponta de uma barra de ferro em uma chama. 
Depois de algum tempo a outra ponta estará tão quente que não poderemos 
mais tocá-la. O calor foi transmitido de molécula para molécula da barra de 
ferro tomando conta da mesma como um todo. 
Se, em um incêndio temos treliças, vigas ou outros materiais que se 
comuniquem com áreas adjacentes, mesmo isoladas por paredes, estes se 
aquecerão e materiais que tenham seu ponto de ignição mais baixo e estejam 
em contato com o material aquecido, poderão entrar em combustão do outro 
lado da parede, gerando um novo foco de incêndio. 
 
 
 
 b) Convecção 
 
A transmissão de calor pela convecção é característica dos líquidos e 
gases. Nestas substâncias as partes quentes tendem a subir e as mais frias a 
descer. Normalmente a convecção se faz no sentido vertical, mas, correntes de 
ar podem conduzir o calor por convecção para todas as direções. 
Como exemplo, podemos citar o incêndio em um edifício. Temos por 
exemplo, o segundo andar pegando fogo e de repente verificamos que no 
quarto ou quinto andar também começa um novo foco de incêndio. Como Isto é 
possível? 
 108 
O incêndio que começou no segundo andar super aquece o ar neste 
andar. O ar e os gases de incêndio super aquecidos sobem pelo poço do 
elevador e aquecem materiais dois ou três andares acima. Estes materiais são 
aquecidos até atingirem seu ponto ignição, entrando em combustão e gerando 
novos focos de incêndio. 
 
 
 
 
 c) Radiação 
 
É a transmissão de calor por meio de ondas caloríficas que se propagam 
através do espaço, sem utilizar qualquer tipo de material. A energia é 
transmitida na velocidade da luz e ao encontrar um corpo as ondas são 
absorvidas ou refletidas. Como exemplo podemos citar as ondas de calor 
emanadas do sol, de uma fogueira, de um forno, etc. 
 
 
 
 
 
 
 109 
13.1.4. Classes de Incêndio 
 
Os incêndios são classificados de acordo com as características do 
material, levando-se em conta ainda, as condições em que queimam, sendo 
divididos em quatro classes principais que veremos a seguir. É de suma 
importância que, no combate ao fogo, o brigadista saiba identificar 
imediatamente à que classe de incêndio pertence aquele que está à sua frente. 
Somente com o conhecimento do material que está queimando, poderá 
descobrir o melhor método à ser utilizado para uma extinção rápida e segura. 
 
 a) Incêndios de Classe “A” 
 
Nesta classe enquadram-se os incêndios produzidos por materiais 
sólidos ou fibrosos tais como o papel, a madeira, tecidos, algodão, e outros. 
Uma característica importante, é que estes materiais queimam em superfície e 
profundidade, formando brasas em pontos profundos. 
Outra característica é que deixam como resíduos da queima, brasas e 
cinzas, necessitando para sua extinção um agente extintor que absorva calor e 
tenha poder de penetração ( água e seus derivados ). 
 
 b) Incêndios de Classe “B” 
 
Ocorrem em líquidos inflamáveis, graxas, óleos e em outros líquidos 
voláteis e gases inflamáveis e são incêndios de superfície. Os incêndios de 
classe B ocorrem freqüentemente em tanques abertos, derramamentos ou 
vazamentos. 
 
 c) Incêndios de Classe “C” 
 
Ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores 
elétricos, transformadores, cabos elétricos, etc., podendo ser atacado somente 
com agentes extintores específicos, que não conduzam corrente elétrica. Após 
a interrupção do fornecimento de energia elétrica, podem ser combatidos como 
sendo um incêndio de classe “A”. 
 
 d) Incêndios de Classe “D” 
 
Este tipo de incêndio ocorre em metais pirofóricos tais como o alumínio, 
titânio, lítio, magnésio, etc., exigindo para sua extinção agentes extintores 
especiais que isolem o material em combustão do oxigênio presente no ar 
interrompendo a combustão. 
 
 
13.1.5. Agentes Extintores 
 
Todo material que por ventura possa ser utilizado no combate ao fogo 
podemos considerar como agente extintor. São certas substâncias químicas, 
líquidas ou gasosas, que são utilizadas para extinção de um incêndio, 
dispostas em aparelhos portáteis de utilização imediata (extintores), conjuntos 
 110 
hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (sprinklers ou baterias fixas de 
CO2). 
 
 a) Água 
 
É o mais comum e mais utilizado agente extintor utilizado no combate ao 
fogo, sendo também o mais barato e o mais fácil de encontrar na maioria dos 
casos. É utilizada principalmente nos incêndios de classe A, quando 
necessitamos extinguir as brasas em pontos profundos do material incendiado. 
Para aumento da capacidade de penetração da água nestes materiais é 
comum que se misture à mesma detergentes ou agentes umectantes, que 
quebram a tensão superficial da água, solução esta que recebe o nome de 
“água molhada”. 
Com o esguicho regulável, a água pode ser aplicada em jatos de 30o 
aumentando o seu rendimento no que se refere a área a ser resfriada, além de 
proteger ao mesmo tempo o brigadista ou bombeiro que se encontra 
manejando o esguicho. Também com o esguicho regulável, podemos utilizá-la 
em forma de neblina, aumentando ainda mais o campo de aplicação, sendo 
muito utilizada nesta forma para combater incêndios da classe B. 
Há ainda, o vapor d’água, muito utilizado em locais onde os agentes 
convencionais não podem ser utilizados ou por qualquer motivo se tornem 
ineficazes, agindo, neste caso, por abafamento. Utilizamos ainda a forma de 
espuma, que é formada quase que exclusivamente por água mais um agente 
espumante – Líquido Gerador de Espuma (LGE) – que pode ser a base de 
proteínas ou sintético. É obtida através de um sistema de aeração e batimento 
em um esguicho especial chamado de canhão lançador de espuma. Nos 
líquidos inflamáveis ou combustíveis, a espuma forma uma película em sua 
superfície isolando-o do ar ambiente extinguindo o fogo por abafamento. 
Toda vez que líquidos imissíveis são agitados juntos e um dos líquidos 
se dispersa através do outro em forma de pequenas gotículas, forma-se uma 
emulsão. Pode-se obter por este método a extinção de incêndios em líquidos 
inflamáveis viscosos, pela aplicação deágua, pois o efeito de resfriamento que 
proporcionará na superfície destes líquidos, impedira a liberação de sus 
vapores inflamáveis. 
Normalmente na emulsificação, gotas de inflamáveis ficam envolvidas 
individualmente por gotas de água, dando no caso dos óleos, um aspecto 
leitoso. Com alguns líquidos viscosos a emulsificação apresenta-se na forma 
de uma espumação que retarda a liberação de vapores inflamáveis. 
Precisam ser tomados cuidados especiais na utilização deste método 
em líquidos com grande profundidade, pois o efeito de espumação pode ser 
violento, a ponto de derramar o líquido para fora do tanque que o contém. 
O efeito da emulsificação pode ser obtido por meio de jatos de neblina 
de alta velocidade com partículas pesadas. 
Jatos plenos devem ser evitados nos líquidos inflamáveis viscosos pois podem 
ocasionar violenta efervescência com grande espumação (super ebulição). 
Incêndios em materiais solúveis em água podem, em alguns casos, 
serem extintos por diluição. Por exemplo, a diluição técnica pode ser realizada 
com sucesso em incêndios envolvendo álcool etílico ou metílico derramado e 
espalmado no solo, onde for possível estabelecer-se uma adequada mistura de 
água e álcool não inflamável, não sendo esta técnica recomendável para 
 111 
extinção em tanques ou recipientes contendo grandes quantidades de 
inflamável. 
 
 b) Gás Carbônico 
 
Trata-se de um gás mais pesado que o ar e age por abafamento. Possui 
também a ação de resfriamento e pode ser utilizado em qualquer tipo de 
incêndio, sendo porém mais eficiente em incêndios em equipamentos elétricos 
energizados. 
O dióxido de carbono ou simplesmente gás carbônico, é composto de 
carbono e oxigênio. Neste gás o carbono está ligado ao máximo de átomos de 
oxigênio que quimicamente pode adquirir, portando não pode ocorrer nova 
oxidação e consequentemente isto determina que este gás é incombustível. 
Embora não seja tóxico, pode ocasionar asfixia, pois quando liberado 
provoca o deslocamento do ar respirável, substituindo. São armazenados em 
cilindros de aço e quando liberado da compressão, se vaporiza e sua rápida 
expansão abaixa violentamente a temperatura que pode chegar a menos 78o 
C, sendo que parte do gás se solidifica em pequenas partículas formando uma 
neve carbônica conhecida como “gelo seco” . 
O gás carbônico é utilizado para extinção de incêndios especiais, onde é 
exigido um agente extintor não condutor de eletricidade ou que não deixe 
resíduos, que não tenha ação prejudicial sobre os equipamentos ou pessoas. 
Pode ser utilizado para o serviço de extinção de incêndio por meio de 
extintores portáteis, carretas, instalações fixas e carros especiais. Como agente 
extintor tem inúmeras qualidades: não é corrosivo, não produz estragos, não 
deixa resíduos, fornece sua própria pressão para funcionamento dos extintores, 
penetra e se espalha por todos os lados, não conduz eletricidade, etc. 
 
Apesar de ser um ótimo agente extintor, possui limitações como: 
 
 Superfícies quentes e em brasas pois estas podem reacender após a 
dissipação do gás; 
 Materiais que contenham oxigênio em sua composição, pois neste caso 
há um auto suprimento de comburente e devemos usar os agentes 
oxidantes como o nitrato de celulose ou permanganato de potássio; 
 Produtos químicos reativos como o sódio, o potássio, o magnésio, o 
titânio e o zircônio, ou os envolvendo hidretos metálicos que 
decompõem o gás carbônico. 
 
É considerado satisfatório para proteção nos seguintes riscos: 
 
 Materiais inflamáveis líquidos e gasosos; 
 Equipamentos elétricos energizados; 
 Motores e máquinas que utilizam gasolina ou outros combustíveis; 
 Muitas substâncias químicas perigosas; 
 Auxilia na extinção de combustíveis comuns como o papel, madeira, 
tecido, etc., sendo neste caso bastante efetivo quando usado em 
compartimentos fechados pelo sistema de inundação total. 
 
 
 112 
 c) Pó químico seco – PQS 
 
Os principais produtos químicos utilizados na produção industrial normal 
dos pós químicos para agentes extintores são: 
 
 Bicarbonato de sódio 
 Bicarbonato de potássio 
 Cloreto de potássio 
 Uréia-bicarbonato de potássio 
 Fosfato de monoamônio 
 
Também diversos aditivos são misturados à estes produtos básicos a fim 
de melhorar suas características de armazenamento, fluidez, repelência à 
água, resistência à aglomeração e resistência à vibração. Os aditivos mais 
comuns utilizados são os estearatos metálicos, tricloreto de fosfato e polímeros 
de silicone, que recobrem as partículas do pó para torná-las soltas e fluentes, 
resistentes ao empedramento, à umidade e à vibração. O pó necessita ser 
estável à temperaturas normais e baixas, entretanto, como alguns de seus 
aditivos podem se fundir tornando-se pegajosos sob a ação de altas 
temperaturas, normalmente se recomenda uma temperatura máxima para 
armazenamento de 60o C (140o F). 
Os ingredientes utilizados atualmente nos pós químicos não são tóxicos, 
mas uma descarga de grande volume pode causar dificuldades respiratórias 
temporárias durante e imediatamente após, além de dificultar seriamente a 
visão. 
O tamanho das partículas de pó variam entre 10 e 75 micras, sendo que, 
seu tamanho é muito importante na sua eficiência extintora, exigindo um 
cuidadoso controle não excedam ou fiquem além do tamanho ideal (média 
ideal entre 20 e 25 micras). O sucesso na aplicação de qualquer agente 
extintor depende quase sempre da forma que este é utilizado pelo operador, no 
caso do pó químico segue abaixo algumas regras básicas: 
 
 O efeito extintor aumenta na proporção que a área de queima seja 
envolvida por nuvem de pó, pois abrangendo toda a superfície de 
queima, esta interrompe a reação em cadeia a um só tempo; 
 A nuvem de pó deve pairar sobre a superfície em chamas a uma altura 
entre 30 e 40 centímetros; 
 A nuvem de pó somente será obtida sobre a superfície em combustão, 
se for respeitada uma determinada distância entre a pistola do aparelho 
extintor e a superfície em chamas, variando de três a cinco metros para 
extintores e de cinco a dez metros para unidades móveis providas de 
pistolas. 
 Não havendo distância, ou sendo ela muito pequena, entre a pistola do 
aparelho extintor e a superfície em chamas, o pó atingirá as chamas em 
forma de jato e terá seu efeito muito reduzido, aumentando o consumo; 
 Sendo muito grande a distância a nuvem de pó se formará antes da área 
de queima e o efeito será praticamente nulo; 
 Em qualquer circunstância o fogo deverá ser atacado na direção do 
vento, não só para que este não desfaça a nuvem de pó, como também 
para que o brigadista esteja protegido pela própria nuvem; 
 113 
 Para uma rápida e melhor formação da nuvem de pó recomenda-se logo 
após o acionamento da pistola, realizar movimentos laterais com a mão, 
como um pêndulo, realizando um trajeto em zig-zag; 
 Outra forma de produzir a nuvem de pó, é dirigir o jato sólido para o 
solo, nas proximidades do incêndio. A nuvem se forma próximo a parede 
de chamas e é empurrada para dentro do incêndio à medida que o 
brigadista avança, saturando o ambiente e extinguindo o fogo 
rapidamente; 
 Na extinção com PQS, como com qualquer outro agente extintor, é 
importante notar que a vazão do agente influi decisivamente no sucesso. 
Quando a vazão é pequena nenhuma quantidade de agente extintor é 
capaz de controlar o incêndio; 
 Se um aparelho extintor for insuficiente para garantir boa vazão de PQS, 
em razão do volume do fogo, recomenda-se a utilização conjunta de 
dois ou mais aparelhos; 
 Há casos onde existe obstáculos na área do fogo, os quais seriam uma 
barragem para o pó, atrás do qual o fogo não se extingue. Deve-se 
então utilizar um segundo extintor para extinção dos focos secundários. 
 
 
 
13.1.6. Métodos de Extinção de Incêndios 
 
Para que o combate ao fogo seja realizado de maneira eficiente, o 
brigadista deve conhecer também os métodos de extinção a fim de deles se 
utilizar corretamente.São três os métodos de extinção: 
 
 RESFRIAMENTO que é quando se retira o calor 
 ABAFAMENTO que é quando se retira o comburente (oxigênio) 
 ISOLAMENTO que é quando se retira o combustível 
 
 a) Resfriamento 
 
É o método mais comum de extinção de incêndios, ou seja, quando 
baixamos a temperatura do combustível até um ponto onde não exista mais a 
possibilidade de desprendimento de gases ou vapores. Em grandes 
quantidades a água tem a capacidade de absorver uma grande quantidade de 
calor e pode ser aplicada na forma de jato pleno, neblina ou incorporada à 
espuma. 
 
 
 114 
 
 
 
 
 b) Abafamento 
 
A grande maioria dos combustíveis só queima na presença do oxigênio 
(comburente), presente na atmosfera à uma quantidade de 21%, portanto se 
conseguirmos retirá-lo o fogo será extinto. Quando a porcentagem de oxigênio 
é limitada ou reduzida à 15% o fogo deixa de existir, o que é conseguido 
através da diluição com gás carbônico ou espuma mecânica. 
Convém lembrar que certos materiais queimam em concentrações muito 
baixa de oxigênio, como ocorre com a madeira (sólido) ou o acetileno (gás) que 
necessitam de menos de 4% de oxigênio para manterem a combustão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 115 
 c) Isolamento 
 
A retirada do combustível diminui muito o vulto que tomaria o incêndio, 
pois estaria diminuindo as possibilidades de propagação do fogo por contato ou 
condução. Muitas vezes a retirada do combustível é perigosa e difícil, mas há 
exceções. 
O combustível poderá ser retirado isolando-o, bloqueando seu 
suprimento, transferindo-o, etc., sempre que houver condições de segurança 
para a equipe que está realizando o trabalho. 
Um quarto método é a interrupção da reação em cadeia entre o 
combustível e o agente oxidante. Estudos realizados nos últimos anos têm 
demostrado que o conceito de “remover o calor, o combustível e comburente” 
para extinção do fogo não se aplica quando são utilizados o pó químico seco 
ou compostos halogenados. Estes agentes inibem o produto da queima, 
resultando na diminuição da velocidade da combustão – a velocidade da 
evolução do calor – com conseqüente extinção do fogo. 
 
 
 
 
13.1.7. Medidas de Prevenção de Incêndio 
 
Após a exposição das causas mais comuns de incêndios podemos 
adotar algumas medidas que podem minimizar o risco de incêndios: 
 
 Quando do trabalho com chama exposta certificar-se de que o local da 
realização dos trabalhos não possui materiais inflamáveis ou 
combustíveis próximos; 
 Cobertura de tubulações de passagem de produtos 
 Manter sempre um extintor de incêndio próximo aos trabalhos com 
chama exposta; 
 Não permitir “gatos ou gambiarras” em circuitos elétricos; 
 Não aumentar as saídas das tomadas utilizando-se benjamins; 
 Verificar se máquinas e equipamentos estão desligados e seus plugs 
retirados das tomadas ao término do expediente; 
 Manter equipamentos de combate a incêndios desobstruídos; 
 Não deixar materiais combustíveis ou inflamáveis próximos a tomadas 
ou painéis elétricos; 
 Identificar os processos de produção que possam gerar energia calórica 
e adotar as medidas preventivas necessárias; 
 116 
 
 
13.2. Segurança no Trânsito 
 
 Uma das consequencias da evolução ou modernização dos centros 
urbanos é o caótico trânsito, sobretudo nas grandes cidades. A legislação de 
trânsito vigente objetiva regular a circulação de veículos e estabelecer as 
exigências necessárias em relação ao condutor (habilitação, deveres, direitos, 
proibições,etc). 
 O Código de Trânsito Brasileiro foi instituído em 23 de setembro de 
1997, através da Lei nº. 9.503. O SNT (Sistema Nacional de Trânsito) é o 
conjunto de órgãos e entidades que objetivam estabelecer diretrizes na Política 
Nacional de Trânsito, padronizar as atividades de trânsito em todo o País. 
 
 
 
 
 
13.2.1. Infrações e Penalidades no Trânsito 
 
 Quando cometemos uma infração de trânsito praticamos uma 
inobservância de qualquer preceito legalmente estabelecido no Código de 
Trânsito Brasileiro (CTB) e dessa forma estamos sujeitos às penalidades 
previstas na lei. 
 As infrações de trânsito são classificadas pela gravidade em: leves, 
médias, graves, gravíssimas e puníveis com uma penalização ou poderá sofrer 
uma sanção administrativa. 
 As penalidades são: 
 
 advertência por escrito; 
 multa; 
 suspensão do direito de dirigir; 
 apreensão do veículo; 
 cassação da CNH; 
 frequência obrigatória em curso de reciclagem; 
 117 
 
 Há ainda as medidas administrativas: 
 
 retenção do veículo; 
 remoção do veículo; 
 recolhimento do documento de habilitação (CNH ou Permissão para 
Dirigir); 
 recolhimento do certificado de licenciamento; 
 transbordo do excesso de carga; 
 entre outras; 
 
 
13.2.2. Formação do Condutor 
 
 A formação do condutor para obtenção da permissão para dirigir ocorre 
em duas fases: formação teórica e prática de direção. 
 A parte teórica compreende legislação de trânsito, direção defensiva, 
proteção ao meio ambiente, noções sobre a mecânica básica do veículo, 
noções de primeiros socorros, etc. 
 Na parte prática o condutor vai receber informações e instruções sobre 
como dirigir defensivamente (utilizando-se dos elementos conhecimento, 
atenção, previsão, decisão e habilidade) de modo a reduzir as possibilidades 
de se ver envolvido em acidentes ou de causar danos a terceiros. 
 A prática também deve envolver noções importantes sobre aspectos que 
influenciam a segurança no trânsito como: 
 
 condições dos veículos; 
 condutores; 
 as vias de trânsito; 
 o ambiente; 
 o fator humano (comportamento das pessoas); 
 
 
13.3. Segurança no Trabalho Rural 
 
 A economia do Brasil recebe uma contribuição significativa proveniente 
do trabalho rural. O trabalho rural envolve muitas fontes de riscos, 
principalmente gerada pelo uso inadequado de produtos químicos (defensivos 
agrícolas) e maquinário específico (tratores e maquinas automatizadas). 
 
 
13.3.1. Classificação de Riscos no Trabalho Rural 
 
 Os riscos presentes no trabalho rural são relacionados com: 
 
 Riscos do meio ambiente: terra, sol, vento, tempestades, pó, ruído, etc; 
 Riscos químicos: uso de defensivos agrícolas, corretivos, produtos 
veterinários, combustíveis, etc; 
 Ataques de animais: animais peçonhentos, venenosos, etc; 
 118 
 Riscos mecânicos: resultantes do uso de ferramentas manuais, veículos, 
implementos, etc; 
 
13.3.2. Orientações de Segurança e Saúde no Trabalho Rural 
 
 Conhecendo os risos aos quais estão expostos, todos os trabalhadores 
podem contribuir positivamente para a prevenção de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho no campo. Segue relação de orientações 
indispensáveis para a prática da prevenção no trabalho rural: 
 
 Proteger a cabeça contra a irradiação solar; 
 Andar sempre calçado; 
 Realizar reparos em maquinas e equipamentos somente se for 
devidamente habilitado; 
 Beber bastante água (sendo filtrada ou fervida); 
 Usar todos os Equipamentos de Proteção Individual - EPI adequados ao 
risco e disponibilizados pelo empregador como calçados, botas, luvas, 
vestimentas especiais, etc. 
 Adotar hábitos de higiene como lavar as mãos antes das refeições, lavar 
frutas e legumes antes de ingerir; 
 Seguir rigorosamente as orientações técnicas para aplicação de 
produtos veterinários; 
 Abrigar-se da chuva ou tempestades em locais seguros; 
 Seguir rigorosamente as orientações técnicas e de segurança quando 
do preparo, manipulação e aplicação de produtos químicos como os 
defensivos agrícolas por exemplo; 
 
 
13.4. Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade 
 
 Uma das principais fontes de energia da sociedade moderna é a 
eletricidade. Sua importância é indiscutível. A eletricidade é um fenômeno físico 
originado por cargas elétricas estáticas ou em movimento e por sua interação. 
Quando uma carga se encontra em repouso, produz forças sobre outras 
situadas à sua volta. Se a carga se desloca, produztambém forças 
magnéticas. Há dois tipos de cargas elétricas, chamadas positivas e negativas. 
As cargas de nome igual se repelem e as de nome distinto se atraem. 
 
 119 
13.4.1. Sistema Elétrico 
 
 Energia, como sabemos, é a capacidade de produzir trabalho. 
Apresentando-se sob as mais variadas formas (atômica, elétrica, mecânica, 
química, térmica, eólica, para citar apenas algumas), ela não pode ser criada, 
mas apenas transformada de uma forma para outra, processo em que paga-se 
um preço, denominado rendimento , ou seja, a quantidade de energia obtida na 
transformação é sempre menor que a quantidade original. Energia elétrica é 
uma forma de energia baseada na geração de diferenças de potencial elétrico 
entre dois pontos, que permitem estabelecer uma corrente elétrica entre 
ambos. Existe de maneira aproveitável na Natureza exemplo mais habitual de 
sua presença natural as tempestades elétricas. Ao mesmo tempo, tampouco 
direta para o ser humano, salvo em aplicações muito particulares, como o uso 
de correntes em fisioterapia Mediante a transformação adequada é possível 
transformar-se em outras modalidades de energia de uso direto (com custos 
relativamente baixos) em forma de luz, movimento ou calor, segundo os 
elementos de transforma empreguem (lâmpada, motor ou aquecedor elétrico, 
por exemplo). A energia elétrica é tão importante em nossas vidas que seria 
praticamente impossível conviver nos dias de hoje sem sua existência. Muitas 
vezes não damos da sua importância, somente no momento da sua falta. É a 
forma mais prática de energia, pois pode ser produzida a partir de outras fontes 
de energia, além de poder ser transportada com facilidade por grandes 
distâncias através dos condutores elétricos (fios ou cabos), ao contrário das 
demais formas de energia, que devem ser utilizadas no local da geração. 
 A geração de energia elétrica é uma atividade humana básica, já que 
está diretamente relacionada com os requerimentos primários do homem. 
Todas as formas de utilização das fontes de energia, tanto as convencionais 
como as denominadas alternativas ou não convencionais, agridem em maior ou 
menor medida o nosso ambiente. 
 Um sistema elétrico, na sua concepção mais geral, é constituído pelos 
equipamentos e materiais necessários para transportar a energia elétrica desde 
a "fonte" até os pontos em que ela é utilizada. É o conjunto de todas a 
instalações e equipamentos destinados à operação, transmissão e distribuição 
de energia elétrica até a medição inclusive. 
 A energia elétrica, normalmente, não é utilizada no mesmo local onde é 
produzida. Como é produzida a grandes distâncias dos centros de consumo, é 
necessário que seja transportada e, por motivos estritamente econômicos, 
deve ser feito em altas tensões, para reduzir as perdas elétricas e por questões 
de isolamento dos equipamentos e componentes elétricos. 
 A energia elétrica desenvolve-se em quatro etapas básicas: geração, 
transmissão, distribuição e utilização 
 Conforme definição dada pela ABNT através das NBRs, considera-se 
“baixa tensão”, a tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts 
em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 
1500 em corrente contínua, entre fases ou entre e terra. Da mesma forma 
considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em corrente 
alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 
 
 
 
 120 
13.4.2. Riscos em Instalações e Serviços em Eletricidade 
 
 Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores no setor de energia 
elétrica são, via de regra, elevados, podendo levar a lesões de grande 
gravidade e são específicos a cada tipo de atividade. 
 Contudo, o maior risco à segurança e saúde dos trabalhadores é o de 
origem elétrica. A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de 
risco ao homem. Mesmo em baixas tensões ela representa perigo à integridade 
física e saúde do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque 
elétrico com conseqüências diretas e indiretas (quedas, batidas, queimaduras 
indiretas e outras). Também apresenta risco devido à possibilidade de 
ocorrências de curtoscircuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico 
originando grandes incêndios, explosões ou acidentes ampliados. 
 É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada não 
elimina o risco elétrico, tampouco pode-se prescindir das medidas de controle 
coletivas e individuais necessárias, já que a energização acidental pode 
ocorrerdevido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos 
energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, 
descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalho, fontes de 
alimentação de terceiros. 
 São três os principais riscos elétricos ao qual está sujeito o trabalhador: 
choque elétrico, arco elétrico e campo eletromagnético. 
 
 a) Choque elétrico: 
 
 O choque elétrico é o principal causador de acidentes no setor elétrico e 
geralmente originado por contato do trabalhador com partes energizadas. 
Constitui-se em estímulo rápido e acidental sobre o sistema nervoso devido à 
passagem de corrente elétrica, acima de determinados valores, pelo corpo 
humano. Seus efeitos diretos são contrações musculares, tetania, queimaduras 
(internas e externas), parada respiratória, parada cardíaca, eletrólise de 
tecidos, fibrilação cardíaca e óbito (eletroplessão) e seus efeitos indiretos 
quedas, batidas e queimaduras indiretas (externas). 
 
 
 
 
 121 
 A extensão do dano do choque elétrico depende da magnitude da 
corrente elétrica, do caminho por ela percorrido no corpo humano e do seu 
tempo de duração. O risco de choque elétrico está presente em praticamente 
todas as atividades executadas no setor elétrico, tais como: construção, 
montagem, manutenção, reparo, inspeção, medição de sistema elétrico 
potência (SEP) e poda de árvores em suas proximidades. 
 
 b) Arco elétrico: 
 
O arco elétrico (também chamado de "arco voltaico") constitui-se em outro risco 
de origem elétrica. De maneira um incidente de arco elétrico, a anergia elétrica 
é convertida em calor, pressão, luz visível e radiação. Caracteriza-fluxo de 
corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o ar, e geralmente é 
produzido quando da conexão desconexão de dispositivos elétricos e em caso 
de curto-circuito. Um arco voltaico produz calor que pode exceder de tolerância 
da pele e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico 
possui energia suficiente queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo 
vapores de material ionizado e raios ultravioleta. A duração do elétrico é da 
ordem de milisegundos. Quanto maior a duração do arco (e a consequente 
exposição ao arco), a distância o trabalhador e o arco e a potência elétrica do 
arco na sua origem (potência de curto-circuito), maiores serão as suas 
consequências danosas para a instalação e para o trabalhador. 
 A energia liberada pelo arco elétrico é medida e expressa em calorias 
por centímetro quadrado (cal/cm2). Pode calculada pelo produto da potência de 
curto-circuito e o tempo de sustentação do arco. Observa-se que a energia pelo 
arco elétrico diminui com o aumento da distância do arco, ou seja, quanto mais 
afastado do ponto de falha, efeitos do arco elétrico. 
 
 c) Campo eletromagnético: 
 
 É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios 
condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores 
manifestam-se especialmente quando da execução de serviços na transmissão 
e distribuição de energia elétrica, nas quais empregam-se elevados níveis de 
tensão e corrente. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da 
exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Os 
efeitos do campo elétrico já foram mencionados acima. Quanto aos de origem 
magnética citamos os efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias 
produzidas pela interação das cargas elétricascom o corpo humano. 
 O campo eletromagnético está presente em inúmeras atividades 
humanas, tais como trabalhos com circuitos ou linhas energizadas, solda 
elétrica, utilização de telefonia celular e fornos de microondas. Não há 
comprovação científica, porém há indícios de que a radiação eletromagnética 
criada nas proximidades de meios com elevados níveis de tensão e corrente 
elétrica, possa provocar a ocorrência de câncer, leucemia e tumor de cérebro. 
Contudo é certo que essa situação promove nocividade térmica (interior do 
corpo) e efeitos endócrinos no organismo humano. Especial atenção deve ser 
dado aos trabalhadores, expostos a essas condições, que possuam em seu 
corpo próteses metálicas (pinos, encaixes, articulações), pois a radiação 
(campo magnético intenso) promove aquecimento intenso nos elementos 
 122 
metálicos podendo provocar as necroses ósseas, assim como aos 
trabalhadores portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos 
(marcapasso, auditivos, dosadores de insulina, etc..), pois a radiação interfere 
nos circuitos elétricos e poderão criar disfunções e mau funcionamento desses. 
 
 
13.4.3. Prevenção ao Risco Elétrico 
 
 Os acidentes com eletricidade ocorrem por diversos motivos e as causas 
mais comuns são: 
 
 defeitos nos fios elétricos causados por roedores e pelo envelhecimento; 
 fiação imprópria; 
 diâmetro ou material do fio inadequados; 
 corrosão dos contatos; 
 rompimento da linha por queda de galhos; 
 falta de aterramento do equipamento elétrico e outras mais; 
 
Existem diversas providências que podem evitar acidentes com eletricidade: 
 
 Uso de fusíveis e disjuntores adequadamente dimensionados; 
 Aterramento; 
 Utilização de materiais isolantes e de equipamentos de proteção 
individual durante o manuseio; 
 Nos serviços de manutenção, o trabalhador deve considerar a fiação ou 
equipamento energizado, mesmo que esteja desligado; 
 Checar periodicamente a fiação elétrica e realizar os reparos ou 
substituição necessárias; 
 Usar fios recomendados e adequados a cada caso (serviço); 
 Utilizar ferramentas "isoladas", que fornecem uma barreira adicional 
entre o trabalhador e a corrente elétrica; 
 
 
13.5. Segurança no Trabalho na Construção Civil 
 
 Certamente a construção civil é uma das atividades que mais acidenta e 
mutila seus trabalhadores. Dada as condições da execução das atividades 
somada à baixa instrução dos trabalhadores, que geralmente não são 
alfabetizadas. Realizar um trabalho de segurança e principalmente de 
conscientização aos trabalhadores dessa atividade é extremamente delicado e 
necessita de um grande emprenho por parte dos profissionais de SST e da 
empresa. 
 Os acidentes de trabalho que ocorrem na construção civil são acidentes 
evitáveis típicos. Geralmente, ocorrem por falta de treinamento adequado, não 
fornecimento de proteção (EPI/EPC) ou ausências ou deficiências de 
tratamento dos agentes na fonte. 
 
 
 
 123 
 
 
 
 
 A NR-18 trata, especificamente, da segurança e saúde dos 
trabalhadores na industria da construção civil. A atividade de construção civil 
envolve as áreas de vivência, demolições, escavações, fundações, desmonte 
de rochas, carpintaria, armações de aço, estruturas de concreto, estruturas 
metálicas, trabalho em altura, movimentação e transporte de materiais e 
pessoas, etc. 
 
 
 
13.6. Segurança no Trabalho na Mineração 
 
 A NR-22 trata, especificamente, da segurança e saúde dos 
trabalhadores que atuam na área de mineração, que envolve o trabalho 
atividades em minerações subterrâneas, mineração a céu aberto, garimpos (no 
que couber), beneficiamentos e pesquisas minerais. A normalização para o 
setor de mineração é ampla e deve ser observada pela empresa com o objetivo 
de prevenir acidentes do trabalho e o acometimento do trabalhador por 
doenças do trabalho tão comuns nessa atividade. 
 
 
13.7. Segurança no Trabalho Portuário 
 
 A NR-29 trata, especificamente, da segurança e saúde dos 
trabalhadores no trabalho portuário envolvendo tanto o trabalho em terra como 
também os trabalhos a bordo. Nos tempos atuais os portos se tornaram 
imensos "pontos" de circulação de mercadorias com ancoradouros de navios 
cada vez maiores. O uso de containeres facilitou o trabalho de carregar e 
descarregar navios, porém ainda ocorre e de forma significativa a carga e 
descarga de produtos a granel envolvendo um alto risco de acidentes do 
trabalho. 
 
 124 
13.7.1. Prevenção de Riscos nas Operações Portuárias 
 
 Para adequar os equipamentos e acessórios necessários à manipulação 
das cargas, os operadores portuários, empregadores ou tomadores de serviço, 
deverão obter com a devida antecedência o seguinte: 
 
 Peso dos volumes, unidades de carga e suas dimensões; 
 Tipo e classe do carregamento a manipular; 
 Características específicas das cargas perigosas a serem movimentadas 
ou em trânsito. 
 
 Devem ser previstos os recursos necessários, bem como linhas de 
atuação conjunta e organizada, sendo objeto do Plano de Controle de 
Emergência (PCE) e Plano de Ajuda Mútua (PAM) as seguintes situações: 
 
 Incêndio ou explosão; 
 Vazamento de produtos perigosos; 
 Queda de homem ao mar; 
 Condições adversas de tempo que afetem a segurança das operações 
portuárias; 
 Poluição ou acidente ambiental; 
 Socorro a acidentados. 
 
 A prevenção de acidentes e doenças do trabalho na atividade portuária é 
um grande desafio, dada a grandiosidade desse setor, que deve ter objeto de 
ações preventivas e corretivos no campo da SST. A NR-29 é uma ferramenta 
importante que deve ser aplicada rigorosamente e somada a outras políticas da 
gestão de segurança e saúde ocupacional trarão, sem dúvida, uma melhora 
constante nesses locais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 125 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
- PONZETTO, GILBERTO. Mapa de Riscos Ambientais (NR-05) - 2ª Edição – São Paulo : Ltr, 
2007. 
- MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Legislação de Segurança e Medicina do 
Trabalho. 
- SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. Legislação de Segurança e Medicina do 
Trabalho – 3ª Edição - Editora Saraiva, 2009. 
- MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Legislação Previdenciária. 
- MENEZES, JOAO SALVADOR REIS. O acidente de trabalho em perguntas e respostas, 2ª 
Edição – Ltr, 2003. 
- TAVARES, João da Cunha. Tópicos de Administração aplicada à segurança do trabalho – ed 
9 – Ed. Senac, 2009. 
- CAMPOS, Armando. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;uma nova 
abordagem. Ed 14. Ed. Senac, 2009. 
- CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Uma nova abordagem – 14ª Edição – 
Editora SENAC, 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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