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EDUCAÇÃO, CULTURA E DIVERSIDADE AV em 19_06_2021

Avaliação da disciplina Educação, Cultura e Diversidade: conjunto de questões objetivas sobre retórica na educação antiga (grega/romana), multiculturalismo pedagógico (Resende/Veiga), políticas assimilacionistas na educação indígena e trecho de Freyre.

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andre luiz

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

A retórica era considerada uma competência muito nobre no pensamento pedagógico romano. Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que explica o motivo disso.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada às práticas agrícolas, fundamentais para a sobrevivência material daquela sociedade.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava preocupada com as ciências da natureza, especialmente a física e a matemática.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava vinculada às práticas religiosas, e a igreja católica contava com muito prestígio naquela sociedade.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque era associada à política, fundamental para uma sociedade que bebia na fonte da democracia grega.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada à técnica militar, fundamental para uma sociedade em situação de expansão imperial.

Ao tratar da perspectiva multicultural no projeto político-pedagógico, Resende (In: VEIGA, 1998) compreende o multiculturalismo na imbricação de dois significados: no reconhecimento da diversidade e no caráter intervencionista das ações, desvelando o cotidiano das pessoas, permeado pelas disputas de relações de poder construídas socialmente de forma desigual.
Segundo a autora, abordar o caráter multicultural como transversalidade de um fazer e um pensar no mundo requer:
A valorização de uma monocultura escolar que se expressa pela impermeabilidade em relação tanto às realidades diversas como ao multifacetado mundo das crianças e dos adolescentes.
O reconhecimento da importância de valores neoliberais na construção de um projeto político-pedagógico que vise ao nivelamento dos participantes da comunidade escolar e à eliminação das diferenças interindividuais.
A aceitação da cultura dominante em sala de aula, a qual corresponde à visão de determinados grupos sociais quanto ao currículo e aos conteúdos e objetivos escolares.
O movimento desintegrador de algumas culturas, fundado na desvalorização da diversidade cultural dos povos, atingindo a convivência com o outro, elemento indispensável ao projeto político-pedagógico.
A compreensão de um retrospecto histórico que explica a faceta relativa à dificuldade comumente encontrada em adotar uma postura multicultural nos mais diferentes campos de atuação.

A educação indígena de caráter assimilacionista tem uma longa história que se estende do período colonial à segunda metade do século XX.
Sobre a política assimilacionista assinale a alternativa correta:
A atuação religiosa é por si assimilacionista em seus discurso de salvação. Sua atuação com os indígenas é que pelo trabalho poderiam ser salvos, por isso defenderam amplamente sua escravização.
O paradigma da educação assimilacionista direcionada aos povos indígenas reconhece, com razão, que foi a experiência do contato com os não indígenas que permitiu aos povos indígenas a sua primeira experiência educacional.
O paradigma assimilacionista, embora tenha perdurado por muito tempo, desapareceu por completo com a implementação das políticas educacionais indígenas.
Embora o projeto assimilacionista não se restrinja ao campo da educação, é nele que se investiu os maiores esforços com o propósito de dominação, controle e vigilância sobre os povos indígenas.
Diferente da educação para a emancipação, o paradigma assimilacionista leva em consideração a importância do conteúdo curricular a ser assimilado pelos estudantes indígenas que frequentam a escola.

Com base na leitura dos textos acima, é correto afirmar que:
o texto traz a ideia da necessidade de distinguir raça de cultura, pois algumas diferenças existentes entre brancos e negros seriam de ordem cultural, e não racial.
a chamada democracia racial é uma expressão normalmente atribuída a Florestan Fernandes, que defendia essa ideia sobre o Brasil.
segundo as ideias do texto, no Brasil foi necessária a realização de medidas formais para separar negros de brancos.
as relações raciais no Brasil correlacionadas as desigualdades raciais com outros fatores.
o Brasil seria um país miscigenado não apenas no plano biológico, mas também no cultural.

Sobre o Referencial Nacional para as Escolas Indígenas (RCNE/Indígena), assinale a alternativa correta:
Autodeterminação do povos indígenas, em contraste com a submissão dos interesses da sociedade nacional às demandas territoriais indígenas.
São princípios do RCNE/Indígena a tolerância genérica enquadrando as comunidades indígenas como comunidades especiais e com o direito a existirem, caso mantenham sua cultura original.
Educação intercultural, comunitária, específica e privilegiada: pois os povos indígenas devem ter prioridade em relação aos demais grupos sociais no acesso à educação.
São princípios do RCNE/Indígena: multietnicidade, pluralidade e diversidade, todos eles decorrentes da formação pluriétnica da população brasileira.
Comunidade educativa indígena: os povos indígenas possuem processos próprios de socialização que são superiores aos processos de socialização de não indígenas, corrompidos pela experiência histórica nas cidades.

Um desafio compartilhado por diferentes povos indígenas na implementação e continuidade da escola indígena diz respeito à demanda por professores(as) indígenas.
Sobre isso assinale a alternativa incorreta:
A presença de professores(as) indígenas nas escolas indígenas é uma realidade que dialoga diretamente com os princípios da interculturalidade e da educação diferenciada.
A Escola indígena deve ser entendida como uma modalidade própria, comunitária, com professores especializados, de preferência que dialoguem com a da comunidade, sem aspecto segregacionista, mas optativo dentro da própria comunidade em especial na educação infantil.
A exemplo da experiência dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, a demanda por professores(as) indígenas levou ao desenvolvimento de cursos específicos de formação de professores(as) indígenas.
A demanda exclusiva por professores(as) indígenas atuando nas escolas indígenas é uma constante entre todas as etnias, sem distinção.
No contexto da Educação Escolar Indígena, a demanda por professores(as) indígenas e a presença de estudantes indígenas em cursos regulares e licenciaturas indígenas nas Universidades Públicas são faces de um mesmo processo.

Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB) Art. 1º - Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização:
Democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo.
Paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais.
Beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da Abolição.
Internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora.
Política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil.

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Questões resolvidas

A retórica era considerada uma competência muito nobre no pensamento pedagógico romano. Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que explica o motivo disso.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada às práticas agrícolas, fundamentais para a sobrevivência material daquela sociedade.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava preocupada com as ciências da natureza, especialmente a física e a matemática.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava vinculada às práticas religiosas, e a igreja católica contava com muito prestígio naquela sociedade.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque era associada à política, fundamental para uma sociedade que bebia na fonte da democracia grega.
A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada à técnica militar, fundamental para uma sociedade em situação de expansão imperial.

Ao tratar da perspectiva multicultural no projeto político-pedagógico, Resende (In: VEIGA, 1998) compreende o multiculturalismo na imbricação de dois significados: no reconhecimento da diversidade e no caráter intervencionista das ações, desvelando o cotidiano das pessoas, permeado pelas disputas de relações de poder construídas socialmente de forma desigual.
Segundo a autora, abordar o caráter multicultural como transversalidade de um fazer e um pensar no mundo requer:
A valorização de uma monocultura escolar que se expressa pela impermeabilidade em relação tanto às realidades diversas como ao multifacetado mundo das crianças e dos adolescentes.
O reconhecimento da importância de valores neoliberais na construção de um projeto político-pedagógico que vise ao nivelamento dos participantes da comunidade escolar e à eliminação das diferenças interindividuais.
A aceitação da cultura dominante em sala de aula, a qual corresponde à visão de determinados grupos sociais quanto ao currículo e aos conteúdos e objetivos escolares.
O movimento desintegrador de algumas culturas, fundado na desvalorização da diversidade cultural dos povos, atingindo a convivência com o outro, elemento indispensável ao projeto político-pedagógico.
A compreensão de um retrospecto histórico que explica a faceta relativa à dificuldade comumente encontrada em adotar uma postura multicultural nos mais diferentes campos de atuação.

A educação indígena de caráter assimilacionista tem uma longa história que se estende do período colonial à segunda metade do século XX.
Sobre a política assimilacionista assinale a alternativa correta:
A atuação religiosa é por si assimilacionista em seus discurso de salvação. Sua atuação com os indígenas é que pelo trabalho poderiam ser salvos, por isso defenderam amplamente sua escravização.
O paradigma da educação assimilacionista direcionada aos povos indígenas reconhece, com razão, que foi a experiência do contato com os não indígenas que permitiu aos povos indígenas a sua primeira experiência educacional.
O paradigma assimilacionista, embora tenha perdurado por muito tempo, desapareceu por completo com a implementação das políticas educacionais indígenas.
Embora o projeto assimilacionista não se restrinja ao campo da educação, é nele que se investiu os maiores esforços com o propósito de dominação, controle e vigilância sobre os povos indígenas.
Diferente da educação para a emancipação, o paradigma assimilacionista leva em consideração a importância do conteúdo curricular a ser assimilado pelos estudantes indígenas que frequentam a escola.

Com base na leitura dos textos acima, é correto afirmar que:
o texto traz a ideia da necessidade de distinguir raça de cultura, pois algumas diferenças existentes entre brancos e negros seriam de ordem cultural, e não racial.
a chamada democracia racial é uma expressão normalmente atribuída a Florestan Fernandes, que defendia essa ideia sobre o Brasil.
segundo as ideias do texto, no Brasil foi necessária a realização de medidas formais para separar negros de brancos.
as relações raciais no Brasil correlacionadas as desigualdades raciais com outros fatores.
o Brasil seria um país miscigenado não apenas no plano biológico, mas também no cultural.

Sobre o Referencial Nacional para as Escolas Indígenas (RCNE/Indígena), assinale a alternativa correta:
Autodeterminação do povos indígenas, em contraste com a submissão dos interesses da sociedade nacional às demandas territoriais indígenas.
São princípios do RCNE/Indígena a tolerância genérica enquadrando as comunidades indígenas como comunidades especiais e com o direito a existirem, caso mantenham sua cultura original.
Educação intercultural, comunitária, específica e privilegiada: pois os povos indígenas devem ter prioridade em relação aos demais grupos sociais no acesso à educação.
São princípios do RCNE/Indígena: multietnicidade, pluralidade e diversidade, todos eles decorrentes da formação pluriétnica da população brasileira.
Comunidade educativa indígena: os povos indígenas possuem processos próprios de socialização que são superiores aos processos de socialização de não indígenas, corrompidos pela experiência histórica nas cidades.

Um desafio compartilhado por diferentes povos indígenas na implementação e continuidade da escola indígena diz respeito à demanda por professores(as) indígenas.
Sobre isso assinale a alternativa incorreta:
A presença de professores(as) indígenas nas escolas indígenas é uma realidade que dialoga diretamente com os princípios da interculturalidade e da educação diferenciada.
A Escola indígena deve ser entendida como uma modalidade própria, comunitária, com professores especializados, de preferência que dialoguem com a da comunidade, sem aspecto segregacionista, mas optativo dentro da própria comunidade em especial na educação infantil.
A exemplo da experiência dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, a demanda por professores(as) indígenas levou ao desenvolvimento de cursos específicos de formação de professores(as) indígenas.
A demanda exclusiva por professores(as) indígenas atuando nas escolas indígenas é uma constante entre todas as etnias, sem distinção.
No contexto da Educação Escolar Indígena, a demanda por professores(as) indígenas e a presença de estudantes indígenas em cursos regulares e licenciaturas indígenas nas Universidades Públicas são faces de um mesmo processo.

Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB) Art. 1º - Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização:
Democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo.
Paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais.
Beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da Abolição.
Internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora.
Política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil.

Prévia do material em texto

EDUCAÇÃO, CULTURA E DIVERSIDADE – AV em 19/06/2021
	
	EEL0023 / Turma 9003 / EAD
		Disciplina: EDUCAÇÃO, CULTURA E DIVERSIDADE 
	AV
	
	
	
	
	
	
			Avaliação:
10,0
	Nota Partic.:
	Av. Parcial.:
2,0
	Nota SIA:
10,0 pts
	 
		
	EDUCAÇÃO, CULTURA E DIVERSIDADE - EEL0023
	 
	 
	 1.
	Ref.: 3887319
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	A retórica era considerada uma competência muito nobre no pensamento pedagógico romano. Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que explica o motivo disso.
		
	
	A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada às práticas agrícolas, fundamentais para a sobrevivência material daquela sociedade.
	
	A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada à técnica militar, fundamental para uma sociedade em situação de expansão imperial.
	
	A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava preocupada com as ciências da natureza, especialmente a física e a matemática.
	
	A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava vinculada às práticas religiosas, e a igreja católica contava com muito prestígio naquela sociedade.
	 
	A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque era associada à política, fundamental para uma sociedade que bebia na fonte da democracia grega.
	
	
	 2.
	Ref.: 3887331
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	Ao tratar da perspectiva multicultural no projeto político-pedagógico, Resende (In: VEIGA, 1998) compreende o multiculturalismo na imbricação de dois significados: no reconhecimento da diversidade e no caráter intervencionista das ações, desvelando o cotidiano das pessoas, permeado pelas disputas de relações de poder construídas socialmente de forma desigual. Segundo a autora, abordar o caráter multicultural como transversalidade de um fazer e um pensar no mundo requer:
		
	
	A valorização de uma monocultura escolar que se expressa pela impermeabilidade em relação tanto às realidades diversas como ao multifacetado mundo das crianças e dos adolescentes.
	 
	A compreensão de um retrospecto histórico que explica a faceta relativa à dificuldade comumente encontrada em adotar uma postura multicultural nos mais diferentes campos de atuação. 
	
	O movimento desintegrador de algumas culturas, fundado na desvalorização da diversidade cultural dos povos, atingindo a convivência com o outro, elemento indispensável ao projeto político-pedagógico.
	
	O reconhecimento da importância de valores neoliberais na construção de um projeto político-pedagógico que vise ao nivelamento dos participantes da comunidade escolar e à eliminação das diferenças interindividuais.
 
	
	A aceitação da cultura dominante em sala de aula, a qual corresponde à visão de determinados grupos sociais quanto ao currículo e aos conteúdos e objetivos escolares.
	
	
	 3.
	Ref.: 3887367
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	A educação indígena de caráter assimilacionista tem uma longa história que se estende do período colonial à segunda metade do século XX. Sobre a política assimilacionista assinale a alternativa correta:
		
	
	A atuação religiosa é por si assimilacionista em seus discurso de salvação. Sua atuação com os indígenas é que pelo trabalho poderiam ser salvos, por isso defenderam amplamente sua escravização.
	
	O paradigma da educação assimilacionista direcionada aos povos indígenas reconhece, com razão, que foi a experiência do contato com os não indígenas que permitiu aos povos indígenas a sua primeira experiência educacional. 
	
	O paradigma assimilacionista, embora tenha perdurado por muito tempo, desapareceu por completo com a implementação das políticas educacionais indígenas.
	 
	Embora o projeto assimilacionista não se restrinja ao campo da educação, é nele que se investiu os maiores esforços com o propósito de dominação, controle e vigilância sobre os povos indígenas.
	
	Diferente da educação para a emancipação, o paradigma assimilacionista leva em consideração a importância do conteúdo curricular a ser assimilado pelos estudantes indígenas que frequentam a escola. 
	
	
	 4.
	Ref.: 3887354
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	"Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo há muita gente de jenipapo ou mancha mongólica pelo Brasil  a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro. No litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em Minas Gerais, principalmente do negro. A influência direta, ou vaga e remota, do africano. Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou. Que nos deu de mamar. Que nos deu de comer, ela própria amolengando na mão o bolão de comida.  FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala, 2005 [1933], p. 367.
Com base na leitura dos textos acima, é correto afirmar que:
		
	
	o texto traz a ideia da necessidade de distinguir raça de cultura, pois algumas diferenças existentes entre brancos e negros seriam de ordem cultural, e não racial.
	
	segundo as ideias do texto, no Brasil foi necessária a realização de medidas formais para separar negros de brancos
	
	a chamada democracia racial é uma expressão normalmente atribuída a Florestan Fernandes, que defendia essa ideia sobre o Brasil.
	
	as relações raciais no Brasil correlacionadas as desigualdades raciais com outros fatores.
	 
	o Brasil seria um país miscigenado não apenas no plano biológico, mas também no cultural.
	
	
	 5.
	Ref.: 3887356
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	Sobre o Referencial Nacional para as Escolas Indígenas (RCNE/Indígena), assinale a alternativa correta:
		
	
	São princípios do RCNE/Indígena a tolerância genérica enquadrando as comunidades indígenas como comunidades especiais e com o direito a existirem, caso mantenham sua cultura original.
	
	Comunidade educativa indígena: os povos indígenas possuem processos próprios de socialização que são superiores aos processos de socialização de não indígenas, corrompidos pela experiência histórica nas cidades. 
	
	Educação intercultural, comunitária, específica e privilegiada: pois os povos indígenas devem ter prioridade em relação aos demais grupos sociais no acesso à educação. 
	 
	São princípios do RCNE/Indígena: multietnicidade, pluralidade e diversidade, todos eles decorrentes da formação pluriétnica da população brasileira. 
	
	Autodeterminação do povos indígenas, em contraste com a submissão dos interesses da sociedade nacional às demandas territoriais indígenas. 
	
	
	 6.
	Ref.: 3887342
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	As reformas do Brasil Independente modificaram a condição dos homens negros no Brasil no que tange à educação.  São elementos componentes deste momento:
		
	
	As propostas de André Rebouças para educar a população negra.
	
	O apoio recebido pela Princesa Isabel no suporte à educação dos jovens negros.
 
	
	As reformas de Rivadávia Correa.
	
	A Lei do Ventre Livre, que obrigava aos senhores a darem educação básica aos jovens que tinham direito à liberdade.
	 
	O grande número de alforriados, em especial, nos centros urbanos.
	
	
	 7.
	Ref.: 3887359
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	Um desafio compartilhado por diferentes povos indígenas na implementação e continuidade da escola indígena diz respeito à demanda por professores(as) indígenas. Sobre isso assinale a alternativa incorreta: 
		
	 
	A demanda exclusiva por professores(as) indígenas atuando nas escolas indígenas é uma constante entre todas as etnias, sem distinção.
	
	No contexto da Educação Escolar Indígena, a demanda por professores(as) indígenas e a presença de estudantes indígenas em cursos regulares e licenciaturas indígenas nas Universidades Públicas são faces de um mesmo processo. 
	
	 A exemplo da experiência dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, a demanda por professores(as) indígenas levouao desenvolvimento de cursos específicos de formação de professores(as) indígenas.
	
	A presença de professores(as) indígenas nas escolas indígenas é uma realidade que dialoga diretamente com os princípios da interculturalidade e da educação diferenciada. 
	
	 A Escola indígena deve ser entendida como uma modalidade própria, comunitária, com professores especializados, de preferência que dialoguem com a da comunidade, sem aspecto segregacionista, mas optativo dentro da própria comunidade em especial na educação infantil.
	
	
	 8.
	Ref.: 3886768
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	A história da evolução do debate desenvolvido pela Unesco a respeito da diversidade foi sintetizada na Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural. Segundo essa síntese, a discussão é desenrolada em quatro fases, sendo a terceira fase:
		
	
	Tem como característica a correlação entre cultura e democracia, enfatizando a indispensabilidade do princípio da tolerância, não apenas entre as nações, mas, sobretudo, no interior delas.
	
	Com a ideia de diversidade tinha um sentido ainda restrito às relações entre os Estados-nação, entendidos como uma unidade de composição cultural homogênea.
	 
	Desenrolou-se quando o conceito de cultura foi associado ao princípio do desenvolvimento, isto é, quando se reconheceu que a valorização da cultura é uma aliada não apenas dos processos de paz, mas também do desenvolvimento de melhores índices econômicos.
	
	Em sua reação aos efeitos homogeneizantes característicos da força e da ideologia dos Estados imperialistas que emergiram com a Guerra Fria.
	
	Passou a abranger também a questão da identidade individual e étnico-racial
	
	
	 9.
	Ref.: 3887346
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB) - Art. 1º ‒ Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.
(Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931)
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização:
		
	
	Internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora.   
 
	 
	Política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil.   
	
	Democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo.   
	
	Beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da Abolição.   
	
	Paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais.   
	
	
	 10.
	Ref.: 3887348
	Pontos: 1,00  / 1,00
	
	(UEL ‒ 2010) No romance de Monteiro Lobato O Presidente Negro (1926), livro de ficção sobre os EUA, o personagem principal vê o futuro, o século XXI, ano de 2228, através de um porviroscópio, e tece algumas considerações sobre o estágio do choque das raças naquele contexto:
[...] Até essa época a população negra representava um sexto da população total do país. A predominância do branco era, pois, esmagadora e de molde a não arrastar o americano a ver no negro um perigo sério.
Mas com o proibicionismo coincidiu o surto das ideias eugenísticas de Francis Galton. As elites pensantes convenceram-se de que a restrição da natalidade se impunha por 1001 razões, resumíveis no velho truísmo: qualidade vale mais que quantidade. [...] Os brancos entraram a primar em qualidade, enquanto os negros persistiam em avultar em quantidade. [...] Mais tarde, quando a eugenia venceu em toda a linha e se criou o Ministério da Seleção Artificial, o surto negro já era imenso. [...] (Felizmente), muito cedo chegou o americano à conclusão de que os males do mundo vinham dos três pesos mortos que sobrecarregam a sociedade ‒ o vadio, o doente e o pobre. Em vez de combater esses pesos mortos por meio do castigo, do remédio e da esmola, como se faz hoje, adotou solução mais inteligente: suprimi-los. A eugenia deu cabo do primeiro, a higiene do segundo e a eficiência do último. LOBATO, M. O Presidente Negro. São Paulo: Globo, 2008, p. 97 e p. 117, grifos do autor.
Assinale a alternativa que contém a figura que representa o ideal de branqueamento no Brasil do final do século XIX.

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