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Nayron Botelho Artigo História da Educação Brasileira A organização Escolar

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS 
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, AGRICULTURA E AMBIENTE - IEAA 
 
 
DISCIPLINA: Legislação do Ensino Básico 
Docente Responsável: Profa Dra Rozane Alonso Alves 
Acadêmico/a: Nayron Botelho Sarmento 
 
Ficha de Leitura – LIVRO História da Educação Brasileira. A Organização Escolar 
(Capítulo 8 – Crise do modelo nacional-desenvolvimentista de industrialização e 
implantação do modelo “associado” de desenvolvimento econômico 
 
Data: 22.06.2021 
 
Autoria da Ficha de Leitura 
 
Autor: Nayron Botelho Sarmento 
Disciplina: Legislação do Ensino Básico 
Número do semestre: 2020/ 1º Semestre 
Curso: Matemática e Física 
 
 
Referência da Obra 
 
RIBEIRO, M. L. S. História da educação no Brasil; a organização 
escolar. São Paulo, Moraes, 1986. 
 
Informações sobre a pessoa autora 
Pedagoga com mestrado e doutorado em Filosofia da Educação pela Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi professora do Programa de 
Mestrado em Educação na mesma Universidade. 
Obras publicadas: Introdução à História da Educação Brasileira (Ed. Moraes); 
Educação em debate: uma proposta de pós-graduação, em coautoria (Ed. Cortez); 
Formação política do professor de 1 º e 2 º graus (Ed. Cortez). 
Pesquisadora da história da educação brasileira, trouxe uma contribuição relevante 
através de levantamentos sobre a historiografia da educação brasileira, para um 
seminário nacional promovido pelo INEP sobre a História da Educação Brasileira, onde 
em todos os dados de catálogos de editoras, e listagens de dissertações defendidas e 
teses defendidas nos programas de pós-graduação existentes no país. Desses dados, foi 
possível derivar dados importantes como a história da educação brasileira, que é uma 
das áreas de conhecimento que geram menos pesquisas acadêmicas. Sua finalidade de 
pesquisa é oferecer uma clara referência metodológica através da qual é possível 
compreender como se dão as determinações sócio-políticas que vão configurando a 
educação em diferentes momentos históricos. Utilizando apenas métodos de 
informação, necessitando assim de informações continuadas devido ao limite do tempo 
de pesquisa originário que foi pesquisado e da busca histórica das informações que 
necessitam dentro do contexto em sua totalidade. Sua intenção é de clareza e rigor com 
as finalidades pedagógicas de ensino. 
 
Estrutura do texto 
 
 O significado da crise: o período anterior ao golpe de 1964 
 Recursos financeiros através de levantamentos de dados estatísticos das 
Despesas realizadas naquele período pela União, pelos Estados e Municípios 
pelo percentuais, pelo levantamentos qualitativos e quantitativos do 
analfabetismo, da distribuição da população brasileira em diferentes zonas, do 
ensino primário comum, ensino elementar, do grau de aproveitamento escolar 
da época e deste também do ensino médio e ensino superior. 
 Teoria educacional anterior ao golpe de 1964 
 O significado do golpe militar de 1964 
 Levantamentos estatísticos dos Recursos financeiros da época do golpe e da 
equiparação antes do regime militar 
 Teoria educacional dentre e depois do regime militar e a perspectiva do futuro 
educacional debatido 
 
Destaque de citações relevantes 
 “Programa de Juscelino Kubitscheck e Goulart de fazer o Brasil progredir de 
50 anos em 5’’ (página 133). 
 “Através dela reconhecia-se as empresas estrangeiras, interessadas em operar 
no Brasil, a concessão de favores cambiais para transferir, de seus países de 
origem, maquinarias industriais depreciadas, como se fosse equipamentos 
novos, embora já funcionando aqui indústrias nacionais similares” (Plínio A. 
Ramos, in Basbaum, sd.219; página 134) 
 “(...) A sociedade brasileira, nos últimos anos 20, trocou sua base econômica 
agrícola pela industrial. As exigências de melhor preparo de mão-de-obra 
acentuam-se. Quando a simples alfabetização já não basta, não conseguimos 
sequer oferece-la a mais de 25 milhões de brasileiros! Ora, na sociedade 
industrial a cultura letrada não é apenas condição de ajustamento social, mas 
também de sobrevivência individual. As grandes massas rurais que a partir de 
1960 migraram para as cidades (...), aí permaneceram analfabetas, formando o 
colossal contingente de marginalizados na periferia de metrópoles.” (Reis 
Filho, 1974 página 141) 
 “Toda essa discussão não teria razão de ser há alguns anos. E se hoje a questão 
se coloca é porque partidários do monopólio privado em educação investiram 
contra o ensino público”. (Werebe,1968. Página 149) 
 “Até hoje foi impossível – diz Heron de Alencar – criar entre estudantes e 
professores um espírito autenticamente universitário, capaz de permitir a 
racionalização e a atualização do ensino e de evitar a mão utilização do pessoal 
e material, que é um dos mais graves problemas do ensino superior no Brasil. 
Do mesmo modo foi impossível desenvolver, a nível universitário, os centros 
de investigação e de criação cultural, que tanto necessita o país em sua etapa de 
desenvolvimento”. (Alencar, in Ribeiro,1969 página 154). 
 “Objetivos reais”, vale dizer, dos objetivos que “indicam os alvos concretos da 
ação, aqueles aspectos dos objetivos proclamados em que efetivamente está 
empenhada a sociedade, enfim, a definição daquilo que se está buscando 
preservar e/ou mudar. (...) Nesse quadro, os objetivos reais podem configurar-
se como concretizações parciais dos objetivos proclamados mas podem também 
se opor a eles, o que ocorre com bastante frequência. Neste caso, os objetivos 
proclamados tendem a mascarar os reais”. (Saviani,1980. Página 170) 
 
 
Redija aqui uma avaliação crítica do texto. 
A educação é de suma importância para o desenvolvimento humano. Nela alcançamos 
em etapas a autonomia e a contribuição diante da realidade social. A falta desta 
compromete a participação e a condição necessária que todos nós necessitamos para os 
nossos deveres sociais. A autoria é de uma profunda pesquisa do histórico da educação 
brasileira. Dos procedimentos pedagógicos que foram repassados ao longo das épocas 
até as perspectivas dos dias atuais. No início do século XX houve uma grande revolução 
no Brasil, principalmente em decorrência do desenvolvimento humano acompanhado 
da tecnologia, principalmente industrial. Nela também podemos citar as Guerras 
Mundiais e o reflexo desta no país, no sistema de governo diante dos problemas que o 
Brasil até hoje enfrenta. A pobreza em massa de um país rico, a realidade social 
diversificada, o conflito de objetivos populares, o progresso de um país visivelmente 
desorganizado diante do comprometimento de sua própria soberania em relação a 
tomada de decisões políticas e econômicas. A necessidade de mudanças persiste num 
país em crescimento, onde a sociedade brasileira depende de uma autonomia que ainda 
foge do real, da influência de sistemas internacionais na forma de incentivos mas que 
refletem na realidade uma depreciação e atraso em longo prazo que não beneficiam o 
povo brasileiro e então gerando assim um desembolso do nosso sistema nacional. A 
educação e o sistema pedagógico nacional depende das relações políticas, jurídicas, 
sociais e econômicas bem como as regiões onde há competições fiscais a nível de 
educação e bem estar social. Os dados demonstram um avanço ao longo do tempo sobre 
o crescimento das mais diversas e principais áreas sociais, dos conflitos e das 
melhorias. No período do século XX, o país enfrentou inúmeras crises, dentre elas 
sociais, políticas, econômicas e a própria Constituição que passou por reformas de 
Poderes. A criação de um terceiro Poder Nacional, o poder legislativo como forma de 
fiscalizar e auxiliar o Poder Executivo e a tomada política de decisões do Presidente da 
República e das ideologias partidárias. O comprometimento educacional passou por 
debates ao longo dos anos sempre acompanhado da tecnologia, nesta a necessidade do 
avanço dosistema de informações a curto prazo diante do intelecto humano e seu 
desenvolvimento. Diante disso, desses problemas, surgiram ideologias, onde a vontade 
popular ganhou força, diante do enfraquecido sistema público nacional. A fragilidade 
gerou discussões a respeito do futuro do povo brasileiro diante dos acontecimentos que 
fugiam das decisões das autoridades. Então foram surgindo Planos Nacionais para 
debater questões que precisariam de mudanças, tais como a forma de ensino e o reflexo 
desta na realidade do futuro do povo brasileiro. Surgiu a independência educacional, 
que tornou-se acessível ao pensamento democrático. Houve uma expansão de criações 
de Universidades, e então em meados do século XX, surgiram economistas, 
administradores, cidadãos com formações a nível superior. Houve um avanço técnico 
da capacidade de mudança nacional do sistema de ações sociais. Mas também o 
esquecimento do avanço do nível básico de ensino e nesta o empobrecimento de 
informações e a alienação em massa da participação dos cidadãos em sua maioria, do 
acesso público e da falta de incentivos do governo brasileiro em razão da burguesia 
internacional que facilitavam minorias e do prejuízo do reflexo ao longo prazo das 
questões sociais nacionais e do sistema público prejudicado. Surgindo a interferência 
privada e do seu relacionamento com a organização pública, e então houve uma 
iniciativa privada e forte contribuição em âmbito nacional. Também do 
acompanhamento de decisão teológica e das críticas filosóficas que a educação 
enfrentou para então ser debatida. Em meados do século XX, o Brasil sofreu uma 
estabilidade e avanço nas diversas áreas inclusive da educação, como o plano de 
pesquisadores, classe nacional estudantil e das artes que era de um avanço científico na 
esperança de um aceleramento nos dados para um progresso acentuado e 
desenvolvimentista mas que foram frustrados pelo golpe militar, com perseguições, 
torturas e censuras a àqueles que fossem contra as decisões desse regime. Segundo a 
estatística histórica, esse tempo o Brasil teve uma época de ouro, subtendendo que essa 
foi a melhor época, pois este regime investiu em peso no país. Porém, com a fragilidade 
Constitucional, mercados internacionais abalaram a economia brasileira, com o acesso 
facilitado junto com incentivos do sistema monetário brasileiro, aqui se instalaram e 
houve uma expansão industrial, esta que se encontrava arcaica a competição de 
mercado internacional, mas que aqui flexionaram em dados percentuais em avanço a 
Construção civil em larga escala, o sistema financeiro, a moeda de compra e os sistemas 
de juros e financiamentos bancários, o acesso ao crédito, da criação do sistema único 
de saúde unificado, e das fundações de Bancos brasileiros. A organização escolar 
passou a ser novamente debatida, surgindo a necessidade junto com a forma técnica 
industrial a necessidade de acréscimos de anos de ensinos no sistema educacional 
brasileiro. Então foram construídas em largas escalas, escolas públicas, com a 
finalidade de facilitar o acesso à educação, mas os dados demonstraram o inverso, 
houve um aumento significativo de analfabetos e de evasão escolar, junto também de 
amadores na área da educação e da falta de professores qualificados nas redes públicas 
de ensino. As relações econômicas, políticas e sociais ficaram evidentes quando 
percebemos que a escola pública tinha desvios de finalidades, pois a principal 
característica disso era de que a escola pública seria uma finalidade política, passou a 
ser construída para fins eleitorais e até hoje ainda persiste esta finalidade. Então um 
novo Plano Nacional de Educação foram criado, com mais quatro anos e dividido em 
graus, dentre estes o ensino básico o ginásio e o colegial posterior. Dividido em dois 
graus acompanhado do último um ensino técnico para capacitação no mercado de 
trabalho, foi assim então criado o magistério. Com a crise econômica, o país e os 
cidadãos ficaram à mercê do mercado internacional e de queda de profissionalismo 
brasileiro, onde aqui os qualificados teriam apenas cargos em empresas com a expansão 
industrial em larga escala e que persiste até hoje esse modo técnico, no que então foi 
criado o sistema de assalariados, que era uma forma de dar acesso e autonomia 
financeira aos envolvidos com o capitalismo. O Brasil então passou por uma mudança, 
de sistema desenvolvimentista para uma modelagem econômica, onde houve 
competições mais intensas, inclusive nas modalidades educacionais de ensino. O 
capitalismo mais evidente, o sistema agrário fora deixado de lado, a oportunidade mais 
competitiva, então a zona rural se tornou um êxodo econômico, passou então o povo 
brasileiro para um flexão migratória para as zonas urbanas, surgindo assim o termo 
marginalidade acelerada em massa, um descontrole social, uma oposição a educação, 
um grave ferimento a Constituição. Até os dias atuais, o sistema agrário jamais fora 
revertido, por mais que houvera um avanço do setor primário no modelo econômico, 
surgindo assim danos ambientais para recomposição do erro cometido nas décadas do 
século passado e que pouco surtiu efeito de melhoria econômica. Dados científicos 
demonstram que o Brasil é um país rico mas com a população na pobreza. A autoria 
carece de soluções, enfatizando apenas a história da educação brasileira, dados estes 
únicos mas que não foram totalmente suficientes devido ao levantamento estatístico 
aproximado. A Organização escolar depende de fatores, como decisões políticas, que 
de tempos em tempos é um dinamismo brusco que afeta o desenvolvimento 
educacional brasileiro. A crítica daquilo que é formalizado, sempre haverá uma 
oposição, a utopia de um país progressista, tudo faz sentido dizer que a educação está 
avançando. O ensino básico de tempos em tempos é reformulado de acordo com o nível 
social momentâneo, o governo brasileiro nos dias atuais incentiva com programas de 
financiamento e de acesso à educação, também do mercado de trabalho com concursos, 
mas que não atende na sua totalidade ainda a vontade popular e sim uma competição 
com privilégios a poucos e que pouco interfere em um país em desenvolvimento. O 
ensino superior ainda é uma alienação de educação, pois o objetivo principal ainda é 
duvidoso, se é uma preparação para o mercado de trabalho ou um avanço na 
modalidade científica. Necessitamos de um incentivo maior do governo brasileiro, 
onde o acesso ao ensino superior seja totalmente financiado pelo governo, para um 
lançamento garantido no campo científico e no mercado de trabalho. Mas também não 
quer dizer que o povo brasileiro não deixe de pagar por um ensino de qualidade. O país 
carece de políticas públicas, os representantes são fracos e não qualificados em ações 
de quem é verdadeiramente qualificado e não participam por questões políticas e estes 
em pouco contribui com o funcionalismo público e maquiam cada vez mais as ações 
sociais com excessos de decisões e desvios de finalidade com leis que não tem 
propósito e finalidade em massa, ainda persistindo a alienação da vontade popular e o 
prevalecimento da minoria, mas que nos últimos tempos a população brasileira 
tangenciou uma participação maior na política, no júri popular e no poder de vontade 
de mudança popular, essa pressão trouxe uma significativa esperança de que a 
população está deixando a sua própria alienação de suas próprias ações sociais. A 
educação entra cada vez mais na tecnologia, e sua relação é evidente, pois influencia 
cada vez mais no ensino educacional, possibilitando um controle maior e um dado de 
levantamento estatístico mais aproximado da realidade apesar do despreparo que o 
plano pedagógico a nível nacional possui em relação ao aceleramento do ensino 
continuado, dessa nova forma de expansão da política de facilitação do acesso ao meio 
de ensino junto a tecnologia da informação globalizada e entra em um nívelde escala 
mais próximo e acelerado com a finalidade de desenvolvimento educacional.

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