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SINAIS: manifestações clínicas visíveis e perceptíveis pelo profissional, através de seus sentidos naturais. SINTOMAS: manifestações subjetivas percebidas pelo paciente e relatadas ao profissional. SINTOMATOLOGIA/QUADRO CLÍNICO: Representa um conjunto de sinais e sintomas presentes em uma determinada doença. CONCEITOS IMPORTANTES: Exs.: Mobilidade dental, tumefação na face (abcesso, tumor), úlceras na mucosa bucal (aftas), mal hálito, etc Ex.: dor, náusea, cansaço, prurido, dormência, etc Ex.: disfunção temporomandibular EXAMES CLÍNICOS BEATRIZ CÂMARA DE OLIVEIRAODONTO 115 II - Exame físico ou exame objetivo - Sistemática do Exame Clínico Objetivo: a colheita de dados que constituirão a base do diagnóstico. Para um bom exame clínico exige-se: apuro dos sentidos, capacidade de observação, bom senso, critério e discernimento, além do conhecimento básico sobre a doença O exame clínico divide-se em : I - Anamnese ou exame subjetivo. o diálogo franco entre examinador e o doente; a disposição para ouvir, deixando o paciente falar a vontade, interrompendo-o mínimo possível; demonstrar interesse não só pelos problemas do paciente, mas por ele, como pessoa; possuir conhecimento científico, controle emocional, dignidade, bondade, afabilidade e boas maneiras, a fim de obter um relato completo e poder chegar a um diagnóstico. a) Técnica do interrogatório cruzado: Anamnese ou Exame Subjetivo tudo o que se refere à manifestação dos sintomas da doença, desde suas manifestações prodrômicas (do início da doença) até o momento do exame. *É importante ao profissional durante a anamnese : *Técnicas de anamnese: (examinador conduz as perguntas: sente dor? onde? há quanto tempo?, etc.) técnica procura identificar os sintomas! realizada tanto pelo profissional, como por pessoal auxiliar recomendado, sempre que possível, que os elementos de identificação sejam tomados por um auxiliar antes que o paciente entre em contato com o profissional 1° noção de quem atenderá, facilitando a conversa inicial b) Técnica de escuta: O paciente tem a capacidade de relatar com as próprias palavras suas preocupações pessoais. OBS: Estas duas técnicas não são de todo independentes; freqüentemente se juntam e se justapõem * Fases do interrogatório: 1 - Identificação (nome, endereço, idade, estado civil, sexo, cor, profissão e prodecência) motivo fundamental que levou o paciente à consulta pode ser representada pela presença de indícios de anormalidade (um ou mais sinais e/ou sintomas) evolução não satisfatória de algum tratamento realizado: paciente irá procurar outro profissional simples consulta de rotina sem sintomatologia presente mais importante, dificil e se aperfeiçoa com experiência abrange a doença desde o seu estado prodrômico, até o momento do exame. queixas: devem ser examinados algumas perguntas são quase sistemáticas, na grande maioria dos casos, e não podem ser omitidas pelo examinador 2 - Queixa principal (sempre que possível o relato da queixa deve ser registrado com as próprias palavras do paciente, desde que razoavelmente inteligíveis e não excessivamente prolixas) 3 - História da doença atual (H.D.A) Resulta no histórico completo e detalhado de queixa apresentada em toda sua evolução temporal e sintomatológica. - tempo de evolução do processo, isto é, quando se iniciou a sintomatologia? - como eram no início os sinais e/ou sintomas? - ocorreram episódios de exacerbação ou remissão do quadro clínico? - recorde-se de algum fato que possa estar ligado ao aparecimento da doença? - no caso de lesões assintomáticas, como era quando percebeu sua existência em relação ao estado atual? 4 - História buco-dental investigar todo antecedente estomatológico do paciente, compondo um completo histórico das ocorrências buco-dentárias *É importante saber: - freqüência de visitas ao dentista; - experiências passadas, durante e depois da aplicação da anestesia local e de extrações dentais; - tratamentos realizados anteriormente - protéticos , periodontais, endodônticos, etc.; - hábitos e dores na região da ATM : a) apertamento dos dentes; b) briquismo; c) mordedura de lábio, mucosa jugal ou língua; d) projeção lingual; e) respiração bucal; f) dificuldade em abrir a boca extensamente; g) movimentos alterados; h) sons articulares. assegura que o tratamento dental não prejudique o estado geral do paciente nem seu bem estar; averigua presença de alguma doença de ordem geral do paciente, ou fato do mesmo estar tomando algum medicamento destinado ao seu tratamento e que poderá prejudicar o correto atendimento odontológico; auxilia no diagnóstico de uma doença ignorada que exija um tratamento especial; representa um documento legal que pode ser útil em casos de reclamação judicial por incompetência profissional. 5 - História médica. obtenção de informações detalhadas sobre todas as doenças de caráter sistêmico que acometeram o paciente desde o nascimento até a data atual *Sua importância: hábitos nocivos, como tabaco, ingestão de bebidas alcoólicas e drogas, devem ser minuciosamente determinados quanto ao tipo, tempo de uso, quantidade, variações ou interrupções 6 - Antecedentes familiares objetivo: obtenção de informações sobre o estado de saúde, principalmente, de pais, irmãos, avós, esposa (o) e filhos, na busca de uma eventual doença herdada ou com tendência familiar *Sua importância: frente à suspeita de diabetes, doença cardiovascular, tuberculose, distúrbios hemorrágicos, doenças alérgicas e nervosas. 7 - Hábitos hábitos adquiridos pelo paciente = elemento chave para elaborar o diagnóstico e fundamentar o prognóstico observando os traços anatômicos, fisiológicos e psíquicos prontuário do paciente: localização precisa, dimensão, forma, cor, relações com estruturas normais, aspectos da superfície, etc *Manobras clássicas: 1) Identificação avaliação visual sistemática do paciente submetido ao exame “Não basta olhar, há que se ver, não basta ver, há que se analisar, não basta analisar, há que se compreender, não só uma parte, mas o todo” Exame físico ou exame objetivo Geralmente sucede a anamnese e objetiva a pesquisa de sinais presentes. No exame físico, se utiliza fundamentalmente os sentidos naturais do profissional na exploração dos sinais. informações: consistência, limites, sensibilidade, textura superficial, infiltração, pulsação, flutuação, mobilidade e temperatura das lesões exame dos dentes se utiliza da chamada palpação indireta através de sonda exploradora estruturas moles são examinadas pelo que se denominam de palpação bidigital, digital e dígito- palmar 2) Palpação abranger todas as estruturas extra e intra-bucais sob a responsabilidade do C.D. e, inclusive as mais afastadas que possam apresentar alterações tributárias ou não dos tecidos bucais Parotídea: localizada na região anterior e inferior da orelha. subdividida em nódulos pré-auriculares e infra-auriculares. recebe drenagem das partes moles da região do couro cabeludo, face, parótida, conjuntivo, canto lateral do olho e lábio superior. localizada sob a borda inferior interna da mandíbula. dividida em nódulos préglandulares e intra- glandulares. recebe drenagem de glândulas submandibulares, bochecha, gengiva, parte da mucosa bucal, partes laterais do nariz, do lábio superior e inferior, partes médias das pálpebras e bordas antero-laterais da língua. localizada abaixo e atrás do mento. recebe drenagem do lábio inferior, parte anterior da gengiva e da mandíbula é pouco comum serem envolvidos por metástases de tumores. Exame das cadeias linfáticas da face e pescoço Submandibular:, Submentoniano: os linfonodos localizados na linha média da mandíbula, logo abaixo do queixo entre os ligamentos dos músculos digástricos anteriores, drenam também a parte anterior da língua e do assoalho da boca. segue o curso dos nervos espinais acessórios. dividida em nódulos superiores, médios e inferiores. recebe drenagem da nasofaringe, parte do couro cabeludo, porção posterior do pescoço,pele da região e o grupo de gânglios superiores da cadeia jugular. segue o curso da veia jugular e da artéria carótida, situando-se à frente e atrás do músculo esternocleidomastoideo. os nódulos superiores e inferiores profundos encontram-se ao longo do trajeto da artéria carótida e veia jugular interna, situando-se atrás do músculo esternocleidomastoideo. dividida em: Espinal acessória: Júgulo-carotídea: superior que drena parte posterior do pescoço, região occipital, partes do ouvido externo, amígdalas, língua, mucosa bucal, palato, nasofaringe, laringe e parte superior do esôfago; média, que drena a laringe e porções inferiores da faringe inferior, que drena a tireóide, porção cervical do esôfago e algumas áreas abaixo da clavícula. dividida em aguda ou crônica, solitária ou múltipla, regional ou disseminada e específica ou inespecífica linfonodo "normal": o tamanho aproximado de uma ervilha, é indolor à palpação, liso, móvel e de consistência macia nódulo inflamado ou infectado: volume aumentado, pouco ou intensamente doloroso à palpação ou com a própria movimentação da cabeça ou pescoço do paciente, liso, temperatura aumentada e móvel. processos crônicos: sinais e sintomas geralmente atenuados e, ocasionalmente, gera hiperplasia linfóide benigna com persistência do aumento do volume, mas, em muitos casos, assintomática. condições agudas: gânglio pode necrosar e supurar; os nódulos metastáticos se apresentam aumentados de volume, indolores na maioria dos casos, com superfície irregular, bastante duros à palpação e geralmente fixos, em decorrência da proliferação das células tumorais (romper sua cápsula e se fixar às estruturas próximas) Estudo clínico das linfadenopatias Linfonodulite: inflamação e/ou infecção de um linfonodo e, geralmente, aparece em decorrência dos mesmos processos localizados em regiões drenadas pelos gânglios alterados. lesões específicas que ocorrem no interior dos linfonodos são causadas principalmente por tuberculose, histoplasmose, sarcoidose e mononucleose infecciosa. OBS: todo gânglio metastático passa por um processo semelhante ao que ocorre na vigência de uma inflamação crônica ou aguda e que apenas em estádios posteriores apresenta as características citadas! OBS: mononucleose infecciosa atinge com mais freqüência os nódulos do pescoço manobra clínica comumente utilizada em Medicina mas de uso restrito em Estomatologia. teste simples, aplicado principalmente no diagnóstico de odontalgias. normalmente utiliza-se o cabo de um espelho dental batendo-o contra a coroa de um dente, em direção de seu longo eixo vem sendo cada vez mais valorizada sua utilização na ausculta de estalidos da A.T.M., principalmente quando se ampliam esses sons por meio de um estetoscópio. auscultação é um recurso indispensável quando se mede a pressão arterial do paciente. odor exalado por determinadas lesões, bem como o hálito do paciente, podem ser de valor semiológico. pacientes portadores de pênfigo foliáceo, apesar de não apresentarem lesões bucais, exalam odor característico de “ninho de rato”; tumores malignos avançados conferem ao paciente um hálito putrefato significativo. 3) Percussão 4) Auscultação (estetoscópio) 5) Olfato