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Imunidade de mucosas

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endotelial causada na doença de Crohn – nessa 
doença, há expressão via MHC de uma ptn da célula endotelial, que passa a ser reconhecida 
como não própria = resposta tipo A 
• 
 
• 2 - Resposta tipo B: pode agir independente dessa apresentação via MHC do tipo 1 
o Na presença de marcadores de dano ou de infecção celular, a partir do dano na célula 
epitelial, a célula epitelial expressa na sua superfície os marcadores do tipo MIC (MIC-A/MIC-
B), que vão ser reconhecidos pelos linfócitos intraepiteliais, pelo receptor NKGD2 (receptores 
de linfócitos) e o linfócito libera perforina e granzima para destruir a célula de forma direta 
sem que haja estímulo via MHC 
o Ex: ocorre na doença celíaca: doença celíaca ocorre por reconhecimento de glúten (ptn 
específica) presente em alguns alimentos; reconhecimento dessa ptn do gluten gera dano na 
célula epitelial, que estimula a resposta tipo B 
• 
Produção de IgA – T dependente: 
• 
• IgA – se associa ao muco e participa diretamente do combate ao patógeno 
• 2 formas de produção de IgA na mucosa: T-dependente e T-independente 
• T dependente: antígeno é transportado via célula M para dentro da placa de Peyer, vai ser 
reconhecido pela célula dendrítica, vai ser processado e vai ser expresso na superfície da célula 
dendrítica; 
o A célula dendrítica por sua vez ativa o linfócito T específico, fazendo com que se diferencie 
numa célula T efetora; 
o Célula T efetora estimula mecanismo do CD40/CD40L, apresentação desse antígeno para a 
célula B, que vai se diferenciar em célula produtora de anticorpo 
o Linfócito B vai reprocessar esse antígeno, e vai apresenta-lo posteriormente para as células 
TCD4 efetoras, e a célula T gera o sinal produzindo citocina, para que o plasmoblasto 
produza IgA 
o Na circulação, o plasmócito se torna plasmócito ativo, que vai liberar IgA direto na mucosa; 
o Esse homing, ou seja, esse plasmoblasto que passou pela parte circulatória até ser liberado 
na mucosa denovo, vai ser atraído pelo próprio processo infeccioso intestinal 
Produção de IgA – T independente: 
• 
• T independente: bactéria/PAMP passa pelo enterócito, entra na lâmina própria e é reconhecida pela 
DC via mecanismo TOLL; 
• Quando a célula dendrítica é ativada por esses polissacarídeos diretos de bactéria, ela secreta citocina 
como TGF beta, mas também a APRIL e o BAFF, e são essas citocinas que estimulam a célula B 
presente na lâmina própria (já residentes) a mudar de classe (switching), para que deixe de expressar 
IgM, e passe a liberar IgA, que vai ser liberada direta na mucosa 
• BAFF + APRIL – atuando no linfócito B que reconhece esse polissacarídeo substitui necessidade do 
reconhecimento CD40/CD40L, necessário para a ativação do linfócito B; e esse estímulo via BAFF/ 
APRIL estimula linfócito B na lamina própria a trocar a classe de anticorpo que é capaz de produzir do 
IgM para IgA, e essa IgA é secretada na luz intestinal 
• Esse caso é uma exceção a regra – de uma maneira geral a apresentação de antígenos e produção 
de anticorpos são mediadas via ativação de DC, apresentação para linfócito T naive, que se 
transforma em linfócito T auxiliar, que apresenta antígeno para célula B, sendo coestimulado, 
ocorrendo diferenciação do plasmoblasto, caindo na circulação, e chega ao tecido lesado como célula 
efetora liberadora de IgA (resposta T dependente) 
• No intestino, no GALT, pode haver produção de anticorpo específico da classe IgA, sem que haja 
necessidade da apresentação via célula T 
Microbiota e produção de IgA: 
• 
• Quando só antígeno reconhecido como comensal adentra, a quantidade da IgA secretada na luz 
intestinal é regulada por conta dessa microbiota; 
• Aumento de microbiota = mais IgA secretada; diminui microbiota = menos IgA secretada 
• Alimento, principalmente os ricos em fibras, fermentam graças a microbiota intestinal; essa 
fermentação produz ácido graxo de cadeia curta (ex: butirato, acetato, propionato), e esse ácido 
graxo ao penetrar de forma passiva no epitélio (via enterócito) são capazes de estimular o 
desenvolvimento de DC com função tolerogênica/ regulatória; há aumento de desenvolvimento e 
especificidade de DC de função regulatória, que aumentam na lamina própria, a expressão de FOXP3 
(por ex), que é uma citocina de diferenciação que favorece o TREG, e esse aumento de 
diferenciação de TREG + células helper foliculares operam com linfócito B para que haja tolerância da 
mucosa, e consequentemente regulam a liberação da IgA, controlando a presença do microrganismo 
comensal; não estimula doença 
• Presença de microbiota regulada tem ação total no crescimento dos microrganismos comensais; 
diminui possibilidade do crescimento de patógeno ou descompensação do microrganismo comensal 
Transporte da IgA na mucosa: 
• 
• O principal mecanismo da IgA de controle é o mecanismo T independente; plasmócito produtor da 
IgA expressa ptn chamada cadeia J, que faz a junção de 2 cadeias de IgA, formando um dímero 
• A IgA é produzida dentro do plasmócito, e é liberada como IgA dimérica (2 moléculas de IgA 
associadas a ptn de cadeia J) 
• Essa ptn de cadeia J, une duas porções da IgA e é capaz de se ligar a um receptor de 
imunoglobulina (receptor poli-Ig), presente na lamina própria, para direcionar e levar a IgA produzida 
até o enterócito 
• O receptor poli-Ig junto com a IgA vão ser englobados pelo enterócito, passa por dentro da célula 
constitutiva de parede em uma vesícula; a vesícula depois vai ser liberada na luz intestinal 
• Logo, IgA sempre vai ser liberada na luz intestinal com pedaço desse receptor poli-Ig, que é a porção 
secretora do receptor; e a partir do momento em que o receptor ainda está presente, ele tem 
importante papel aonde essa IgA consegue uma sobrevida no lúmen 
• Se a IgA fosse liberada puramente como IgA presa na cadeia J, a sobrevida dessa IgA no lúmen seria 
menor, visto a presença do receptor de passagem 
• Mecanismo T dependente: IgA chega na luz, mas a sobrevida é menor – vai para fazer resposta a 
infecção aguda 
Funções da IgA na mucosa: 
• 
• A função mais comum/ principal é neutralizar diretamente o patógeno na luz do órgão, que é 
recoberto pela mucosa – vai ser liberada e vai se aderir ao patógeno fazendo neutralização 
• Outra capacidade: enquanto a IgA está sendo transportada, se houver presença de toxina no meio do 
caminho, a vesícula da IgA entra em contato com essa toxina e a neutraliza ainda dentro do 
endossomo; logo, quando a célula dendrítica fagocita a IgA, se nesse citoplasma dentro do endossomo 
houver a presença de toxina/ ptn bacteriana, a IgA tem a capacidade de se aderir a essa toxina 
• 3ª possibilidade: durante o transporte, ela captura toxinas presentes na lamina própria do indivíduo, 
levando consigo para o lado de fora; quando IgA foi liberada do plasmócito, sendo direcionada para se 
ligar a ptn que vai carreá-la por dentro da célula, se ela se encontrar algo na lamina própria, ela se 
agarra e leva 
• Resumindo: 1 – ser liberada para se ligar ao antígeno no lado de fora da célula; 2 – quando há algo 
dentro do vacúolo de transporte, ela se liga e carrega essa ptn; 3 – trajeto do plasmócito até 
enterócito, se ela cruzar com substancia reconhecida como patogênica, se liga e leva para lado de 
fora da célula 
Papel da IgD na resposta de mucosas: 
• 
• IgD tem papel no controle da homeostase 
• IgD é produzida pelos linfócitos B, principalmente as da nasofaringe, no tecido NALT 
• IgD é produzido a partir de um switching de IgM para IgD (mudança de classe) 
• Presença de citocina no centro germinativo faz com que célula B naive com presença de IgD seja 
estimulada a hipermutação; e a célula que é liberada para a circulação tem presença de IgM e IgD, 
mas como a presença do estímulo é para a produção de IgD, há switching de célula B naive 
produtora de IgM para célula produtora de IgD 
• O plasmócito produtor de IgD cai na circulação, e será secretor de IgD direto

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