A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS

Pré-visualização | Página 1 de 3

✔ A doença exantemática é definida como 
doença infecciosa sistêmica em que 
manifestações cutâneas acompanham o quadro 
clínico, gerando dificuldade diagnóstica. 
 
✔ Exantema é uma erupção cutânea ao longo 
da superfície do corpo composta de máculas 
ou pápulas que podem apresentar aspecto 
irregular e edemaciado, estando ou não em 
associação com prurido, descamação, lesões 
bolhosas e crostas; acometendo uma região 
especifica ou espalhando-se por todo o corpo. 
✔ Enantema – lesões mucosas. 
✔ Quando é manifestado em mucosas ele é 
chamado de Exantema. 
✔ Exantema maculopapular – manifestação 
cutânea mais comum nas doenças infecciosas 
sistêmicas. 
 RUBEOLIFORME: Semelhante ao 
morbiliforme, porém de coloraão rósea, 
com pápulas um pouco menores. Pele 
lesada intercalada com pele sã. Ex: 
rubéola. 
 
 URTICARIFORME: Erupção 
papuloeritematosa de contornos 
irregulares. Mal delimitada. Tipico de 
reações medicamentosas, alergias, 
mononucleose e malária. 
 
 MORBILIFORME: Pequenas 
maculopápulas eritematosas (3 a 10mm), 
avermelhadas. Áreas lesadas intercaladas 
com aéreas sadias. Ex: sarampo. 
 
 ESCARLATINIFORME: Eritema difuso, 
puntiforme, vermelho vivo, sem solução 
de continuidade. Uniforme, micropapular, 
aspecto de lixa. Ex: escarlatina. 
 
EXANTEMA PAPULOVESICULAR: 
✔ Presença de pápulas e lesões elementares 
de conteúdo liquido (vesicular). 
✔ É comum a transformação de máculo-
pápulas em vesículas, vesico-pústulas, pústulas 
e crostas. Podendo ser localizado (herpes 
simples e zoster) ou generalizada (varicela, 
varíola, impetigo, estrófulo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
✔ Analisar idade, o tipo de exantema e 
sintomas associados. 
✔ CARACTERIZAÇÃO DOS SINTOMAS: 
Perguntar sobre a duração e a gravidade da 
febre, e a relação temporal entre a febre e o 
desenvolvimento do rash. A história também 
deve incluir a região onde o exantema 
começou, a direção da disseminação, a 
velocidade com que se espalhou e a presença 
ou ausência de prurido. 
✔ HISTÓRIA DE VACINAÇÃO: O paciente 
vacinado para RUBÉOLA, SARAMPO e 
CAXUMBA (MMR) torna os diagnósticos de 
rubéola e sarampo menos prováveis, porém 
não os excluem. 
✔ HISTÓRIA DE CONTATO: Se há 
exposição recente a paciente enfermos e 
contato com doenças sexualmente 
transmissíveis. Perguntar sobre contato próximo 
com mulheres gravidas, pois a Rubéola e o 
Parvovirus B19 (causador do eritema infeccioso) 
podem causar lesão ao feto. 
✔ HISTÓRIA DE VIAJENS: Verificar as 
doenças endêmicas nos locais onde o paciente 
esteve. 
✔ ESTADO IMUNOLÓGICO: É importante 
porque muitas doenças que resultam em febre 
e rash apresentam-se de maneira diferente em 
pacientes imunocomprometidos. 
✔ EPIDEMIOLOGIA PARA H I V: Como 
comportamento sexual de risco ou uso de 
drogas injetáveis. 
✔ EPIDEMIOLOGIA LOCAL: Verificar quais 
são as doenças infecciosas frequentes na 
comunidade local e estar informado sobre a 
ocorrência de epidemias. 
✔ USO DE MEDICAÇÕES: Sempre 
questionar a respeito dos fármacos usados nos 
últimos 30 dias devido a necessidade do 
diagnostio diferencial dos exantemas de outras 
etiologias com as farmacodermias. 
✔ EXAME FÍSICO: O médico deve avaliar a 
distribuição, configuração e arranjo das lesões. 
✔ É importante a avaliação dos sinais vitais e o 
estado geral. Devem ser pesquisados sinais de 
toxemia, adenopatia, lesões orais e conjuntivais, 
hepatoesplenomegalia, alterações na ausculta 
pulmonar e cardíaca, evidencia de escoriações, 
alterações das partes moles, dos sistemas 
osteoarticular e neurológicas. 
 
TIPO DE LESÃO 
 Máculas 
 Pápulas 
 Eritema 
 Vesiculas 
 Pustulas 
 Petequias 
 Equimoses 
 Urticária 
 Bolhas 
COR 
 Rosado 
 Roxo 
 Violeta 
 Purpura 
DISTRIBUIÇÃO 
 Localizado 
 Generalizado 
 Assimétrico 
 Centrípeto 
 Centrifugo 
 Cefalocaudal 
 Palmas e plantas 
 Dobras 
PADRÃO MORFOLOGICO 
 Morbiliforme 
 Rubiliforme 
 Escarlatiforme 
 Reticular 
 Urticaria 
 Vesiculoso 
 Purpurico 
 Polimorfo 
ANTECEDENTES 
 Idade 
 Vacinações prévias 
 Enfermidades exantematicas passadas 
 Ambiente epidêmico escolar ou familiar 
 Contatos com enfermos portadores 
 Exposição ambiental e com animais 
 Viajens a zonas de risco 
 Tratamento farmacológico 
SINTOMAS E SIGNOS 
ACOMPANHANTES 
 Período prodomico: clínica e duração 
 Febre 
 Sintomas respiratórios/digestivos/gripais 
 Prurido 
 Aferição ocular e de mucosas 
 Faringoamigdalites 
 Adenopatias 
 Hepatoesplenomegalias 
 Artralgias/artrites 
 Edemas 
 Enfermidades sistêmicas 
 Sinais meníngeos 
 Sinais de shock 
 Sinais patognomonicos 
 
Menina de 10 anos com dor de garganta e febre baixa há 4 dias é levada ao hospital infantil, devido 
aparecimento há 48 horas de erupção discreta, eritematosa maculopapular e não coalescente em 
face e no mesmo dia se espalhou pelos membros inferiores. O exantema diminui de intensidade, mas a 
menina passou a se queixar de dores em joelho e cotovelo. Ao exame físico apresenta exantema 
maculo papular róseo, aumento de linfonodos retroauriculares cervicais posteriores e occipitais 
discretamente dolorosos. 
 Qual diagnostico provável? Diagnostico provável de RUBÉOLA. 
 Quais dados falam a favor desse diagnostico? Primeiro dia com exantema na face e depois nos 
membros. Linfonodos e suas localizações, o fato da febre baixa, erupção maculo papular. Dores 
articulares. 
✔ A Rubeola é uma doença causada por um 
vírus da família Togavirus, do gênero Rubivirus 
✔ Tem um período de incubação de 14-21 dias 
(2-3 semanas) 
✔ É transmitida por gotículas de saliva ou 
secreções com partículas virais. Pode se dar 
por contato direto com secreções ou objetos 
contaminados e ainda por transmissão 
transplacentária. Essa transmissão começa 5 
dias antes do início do exantema e vai até 7 
dias após o exantema. 
✔ Rubéola em mulheres em idade fértil: 
rubéola congênita 
 
✔ PERÍODO PRODRÔMICO/PRÓDROMO 
Febre baixa, dor de garganta, conjutivite, 
cefaleia, mal estar, anorexia e linfadenopatia 
uboccipital e retroauricular. Crianças geralmente 
não cursam com o prodromo da rubeola, 
geralmente elas já iniciam com o aparecimento 
dos exantemas. 
✔ EXANTEMA: Maculopapular, róseo, inicio 
em face e dissemina-se para o tronco e 
extremidades. Com duração de 3 dias. Some 
geralmente sem descamação. 
✔ SINAL DE FORSCHHEIMER: Lesoes 
pequenas, roseas ou etequias no palato mole e 
não são patognomonicas da rubeola
✔ Trata-se de uma complicação da infecção 
pelo virus da rubéola durante a gestação, 
geralmente é uma condição clínica grave. 
✔ Quanto mais precoce a idade gestacional, 
mais elevadas são as taxas de malformações 
congênitas. 
✔ A infecção é adquirida por via intra-uterina 
(transmissão vertical) 
 
 
CONSEQUÊNCIAS DA INFECÇÃO – SRC 
 Infecção placentária sem infecção fetal 
 Morte e reabsorção do embrião 
 Abortamento espontâneo, natimorto 
 Anomalias congênitas 
 Recém-nascido que vai desenvolver a 
doença depois 
MANIFESTAÇÕES CLINICAS DA SRC 
✔ A SRC constitui importante complicação da 
infecção pelo vírus da Rubéola durante a 
gestação, especialmente no primeiro trimestre, 
a rubéola pode causar aborto, morte fetal, 
parto prematuro e mal formações congênitas. 
 
✔ Clinico epidemiológico 
 Sorologia: IMG (aparece 1 ou 2 dias 
depois do início do exantema e continua 
detectável por até um mês) e IGG. 
 Hemograma: leucopenia, neutropenia, 
trombocitopenia, plaquetopenia. 
✔ A rubéola é de notificação compulsória. 
✔ Tratamento basicamente de suporte com 
antitérmicos e analgésicos. 
✔ Em crianças uma das principais complicações 
da rubéola é a trombocitopenia grave então 
utiliza-se nesses casos corticoides ou até 
imunoglobulinas. 
✔ Artrite, trombocitopenia, complicações 
neurológicas e SRC. 
✔ Pode-se evitar a rubéola através da vacina