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RESUMO OTITE EXTERNA

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As causas de dor de ouvido geralmente 
ocorrem na orelha externa ou na orelha média. 
 
 
• V NC→ trigêmeo 
• VII NC→ facial 
• IX NC→ glossofaríngeo 
• X NC→ vago 
• Nervos cervicais C2 e C3→occiptal e auricular 
magno 
 
• Membrana timpânica em forma de disco 
• Semitransparente 
• Branco acinzentado 
• O triângulo luminoso é anterior 
 
 
Otalgia primária→ otalgia (intensa) + 
Sintomas otológicos ( otorreia, plenitude 
aural, tontura, hipoacusia) 
Otalgia secundária→ otalgia + Sintomas 
secundários (odinofagia, cervicalgia, 
obstrução nasal, rinorreia) 
Disfunção temporomandibular→ otalgia 
não tão intensa sem outros sintomas, há 
dias ou semanas 
Cerume: Produção no 1/3 externo do MAE 
(pele espessa, folículos pilosos e glândulas 
ceruminosas). Ação bactericida e 
antifúngica; hidrofílico; entrada de insetos 
Rolha de cera”: 
• Produção excessiva 
• Tortuosidade do MAE 
• MAE externo 
• Uso de hastes flexíveis” 
Sintomas: Plenitude aural (sensação de 
ouvido entupido) + otalgia(dor) 
Otoscopia: 
 
 
 
Tratamento: 
• Remoção→ lavagem auricular ou 
remoção manual 
 
• Cerumin®→ amolece a cera para depois 
poder fazer a lavagem 
o Não trata 
o 2 gotas de 8/8h em cada ouvido por 7 dias 
 
ATM→ Articulação entre osso temporal e 
o osso mandibular através da fossa 
temporal e do côndilo mandibular. 
Formada por :cartilagem articular, 
cápsula, ligamentos, disco articular e 
músculos associados. 
 
 
 
Causa multifatorial: 
• fatores congênitos 
• traumas locais 
• doenças sistêmicas 
• fatores psicológicos e psiquiátricos 
• má oclusão dentária 
• próteses dentárias mal ajustadas 
• bruxismo 
• desgaste senil 
Sintomas: 
• Dor leve/moderada 
• Otalgia 
• Irradiação para face 
• Irradiação temporal 
• Cefaleia 
 
• Sintomas auditivos 
• Tontura 
• Parestesia 
• Dor cervical 
Exame físico: 
• Palpação estática e dinâmica dolorosa 
• Oroscopia 
• Palpação cervical 
Otoscopia: 
• Normal 
Tratamento: 
• AINEs 
• Relaxantes musculares (ex.: Tandrilax ®) 
• Analgésicos 
• Compressas frias locais 
Recorrência: cirurgião bucomaxilofacial 
Celulite e erisipela 
Infecção de pele e tecido subcutâneo 
Trauma ou extensão de uma OEA 
Flora: Estreptococos ou estafilococos 
Erisipela - celulite superficial 
Tratamento: 
• Penicilina benzatina 
• Clindamicina ou Cefalexina 
 
 
 DESCRIÇÃO CAUSAS/FATORES DE 
RISCO 
ETIOLOGIA QUADRO CLÍNICO EXAME FÍSICO/OTOSCOPIA TRATAMENTO 
OTITE EXTERNA DIFUSA 
AGUDA 
(Swimmer’s ear or Tropical 
ear) 
Causa comum de 
otalgia 
“Otite do nadador” - 
meses mais quentes 
Doença inflamatória 
difusa do CAE 
Celulite da pele do 
CAE 
 
Trauma local→ cotonetes, 
grampos, tampa de caneta, 
etc 
Contato com água→ 
banhos de piscina, mar, rios 
Remoção frequente de 
cerume/Excesso de cerume 
Uso de prótese auditiva 
pH alcalino 
 
Bacteriana (90%) 
• Pseudomonas 
aeruginosa (+ 
comum) 
• Staphylococcus 
aureus 
Polimicrobiana 
Fúngica 
Otalgia moderada /intensa 
Rápida evolução 
SINTOMAS DE INFLAMAÇÃO DO 
CAE: 
• Otalgia(intensa),prurido ou 
plenitude aural 
• Com ou sem perda auditiva 
condutiva ou dor na ATM 
SINAIS DE INFLAMAÇÃO DO CAE: 
• Sensibilidade do tragus e/ou 
pavilhão 
• Edema difuso do canal e/ou 
eritema 
• Com ou sem otorreia, eritema 
de MT, celulite do pavilhão ou 
da pele adjacente 
 
 
 
 
 
Gotas otológicas: 
• Quinolonas com ou sem corticoides 
• 2 gotas 12/12h por 7-10 dias 
• Otociriax e oto-betnovate→ podem ser usados se tiver 
perfuração timpanica 
• OBS: aminoglicosideos são ototoxicos→ não usar se 
tiver perfuração timpanica 
 
Analgesia e/ou AINEs 
Orientações (não molhar o ouvido!!) 
ATB orais: Celulites; diabéticos e imunossuprimidos ( OE 
Necrotizante)-;quadros mais intensos 
Curativo otológico→ se edema muito extenso do CAE e em 
refratários 
• Gaze embebida de betametasona e gentamicina ou 
neomicina , coloca no CAE por 48-72h 
 
 
OTITE EXTERNA 
LOCALIZADA 
(Circunscrita/furunculose) 
 
Inflamação do folículo 
piloso capilar no 1/3 
lateral do CAE 
Obstrução das unidades 
pilossebaceas 
Staphylococus aureus Otalgia; sensibilidade no pavilhão 
ou tragus 
Sinais: otorréia; abaulamento 
localizado no CAE; lesões pustulares 
 
Com ponto de flutuação→ drenagem cirúrgica+ ATB 
sistêmico (cefalexina) 
Sem ponto de flutuação→ compressas mornas e/ou ATB 
sistêmico 
OTITE EXTERNA FÚNGICA Chamada também 
de otomicose 
Países tropicais de clima 
quente e úmido 
Imunocomprometidos e 
após uso de antibióticos 
tópicos 
Aspergillus (+ comum) e 
Candida spp. 
Otalgia; Prurido; Edema; Otorréia; 
Plenitude aural 
Otoscopia: Hifas; Material branco 
parecido com algodão. Se for pelo 
Aspergillus tem um aspecto amarronzado 
 
 
Remoção de debris e rifas 
Acidificação 
Gotas otológica com antifúngico 
• Fungirox® 
• Ciclopirox Olamina 
• Oto-betnovate 
OTITE EXTERNA 
NECROZANTE 
Maligna 
Osteomielite do CAE 
que se estende a base 
do crânio 
Diabéticos mal controlados; 
imunocomprometidos 
Pseudomonas 
aeruginosa 
Começa como uma OEDA 
Sintomas: otalgia intensa 
Envolvimento dos pares cranianos 
(VII, X, XI) 
Otoscopia: tecido de granulqação na 
parede inferior do CAE; otorreia. 
Cintilografia 
Internação hospitalar; controle da glicemia e função renal; 
desbridamento diário 
ATB EV→ quinolona 
Cintilografia com gálio a cada 3 semanas 
OTITE EXTERNA CRÔNICA Inflamação crônica 
do CAE 
Hipersensibilidade Cultura negativa/ flora 
não patogênica 
Prurido e otorreia Otoscopia; diminuição da espessura, 
sinais de atrofia e ressecamento do 
epitélio do CAE associado à alteração da 
descamação das camadas superficiais, 
Incluindo muitas vezes a membrana 
timpânica, propiciando e mantendo a 
estagnação de detritos epiteliais, 
Limpeza local 
Gota tópica com corticoide 
Gota acidificante 
Otite Externa