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Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinais semiológicos Sinais semiológicos Sinal de Faget — Dissociação pulso-temperatura → paciente bradicárdico, mas com febre; — Manifestação clínica da brucelose, febre tifoide (febre alta, dor de cabeça, mal- estar geral, anorexia, bradicardia relativa, roséola tífica, obstipação intestinal ou diarreia e tosse seca). Sinal de Koplik — Pequenos pontos brancos, como grãos de areia, com cerca de 2 – 3 mm de diâmetro, envoltos por um halo vermelho; — Aparecem dentro da boa e não causam dor ou desconforto; — Sarampo. Sinal de Cacifo — Depressão que se forma após a pele ser comprimida no local por um dedo (geralmente indicador); — Avaliação do edema (tamanho, consistência e dor). Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal de Troisier ou de Virchow — É o achado de um linfonodo supraclavicular esquerdo aumentado e endurecido; — Indicativo de CA abdominais, em particular o gástrico; — O linfonodo geralmente palpado é o nodo de Virchow; Sinal de Stemmer — Sinal diagnóstico confiável para reconhecer linfedema; — Puxa-se uma prega de pele para cima. Se isso se mostrar difícil, ou impossível, diz-se: Stemmer positivo; — Além deste, pregas naturais mais profundas da pele sobre as articulações, inchaço no dorso da mão e nos pés e pele tensa indicam linfedema. Tríade de Charcot — Febre, dor abdominal no quadrante superior direito e icterícia; — Encontrada na colangite aguda; Obs: Tríade neurológica de Charcot (esclerose múltipla) → nistagmo, tremor de intenção e fala de varredura. Sinal de Gorlin — Habilidade que uma pessoa tem de tocar a ponta do nariz com a língua Sinal de Steinberg — Sinal usado para avaliar a evolução clínica da síndrome de Marfan; — Pede-se para o paciente dobrar o dedão da mão em direção a palma e abraça-lo com os outros dedos. Esse sinal é positivo se a extensão do dedão ultrapassar a palma da mão. Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Obs: Síndrome de Marfan é uma doença de herança autossômica dominante do tecido conjuntivo, que envolve principalmente os sistemas músculo-esquelético, ocular e cardiovascular. Sinal de Walker-Murdoch — Mesmo propósito clínico do sinal de Steimberg; — Sinal positivo se isso acontecer: Sinal de Chvostek — Consiste na presença de espasmos dos músculos faciais em resposta à percussão do nervo facial na região zigomática; — Indicativo de hipocalcemia, hipomagnesemia. Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal de Trousseau — Precipitação do espasmo carpal pela redução do suprimento sanguíneo para as mãos, por meio de um torniquete, ou por inflar-se o manguito da pressão arterial 20 mmHg acima da pressão sistólica, aplicado ao antebraço por 3 minutos; — Observado nas mesmas condições que o sinal de Chvostek. Sinal de Romanã — Edema inflamatório bipalpebral, associado a conjuntivite, dacriadenite e aumento ganglionar pré-auricular, ocorre em 10 a 20% dos casos agudos de doença de Chagas, sendo sinal patognomônico desta doença. Sinal de Lemos-torres — Sinal médico de abaulamento expiratório intercostal localizado nas bases pulmonares, na face lateral do hemitórax; — Característico da presença de derrame pleural livre, mas não ocorre em grandes derrames pleurais. Sinal de Murphy — Dor à palpação da vesícula biliar; — Indicativo de colecistite aguda; Sinal de Courvosier — Paciente ictérico e com vesícula biliar indolor palpável; — Sinal de neoplasia de cabeça de pâncreas ou de vias biliares pós-vesiculares Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal de Rovsing — Se a palpação do quadrante inferior esquerdo do abdômen do paciente resultar em dor no quadrante inferior direito, diz-se que o paciente é positivo para o sinal de Rovsing; — Apendicite aguda; Sinal de Blumberg — Dor ou piora da dor à compressão e descompressão súbita do ponto de McBurney (ponto apendicular); — Apendicite aguda; Sinal do Obturador — Consiste em dor na região deste músculo durante rotação interna ou externa da coxa mantendo-se a mesma fletida a 90°; — Sinal médico de irritação do músculo obturador interno, estando presente na apendicite. Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal do Psoas — Resposta clínica associada à irritação do peritônio, que é a camada que cobre a cavidade abdominal; — A manobra consiste em pedir ao paciente para esticar a perna direita para trás enquanto está deitado em decúbito lateral esquerdo; Sinal de Cullen — Equimoses azuis-pretas na região periumbilical devido à hemorragia retroperitoneal, associada principalmente à ruptura de gravidez ectópica, mas também eventualmente presente na pancreatite aguda. Sinal de Grey-Turner — Equimoses nos flancos. Este sinal leva 24-48 horas para aparecer e prediz um ataque severo de pancreatite aguda, com taxa de mortalidade crescendo de 8-10% para 40%. Pode ser acompanhado pelo sinal de Cullen. Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal de Babinski — Sinal do reflexo plantar patológico, quando há a extensão do hálux (1º dedo do pé). A presença do reflexo (extensão do hálux) é uma reação normal em crianças até 1 ano de idade. Em adultos indica lesão neurológica. Sinal de Giodarno — Dor à punho-percussão lombar; — Indicativo de doença renal. Sinal do Rechaço — Vísceras boiando no líquido ascético. Sinal do Piparote Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB — Sinal de onda líquida é um sinal médico indicativo de ascite. Um impulso percebido através da transmissão pelo líquido acumulado, através de uma percussão em um dos flancos. Sinal de Jobert — Desaparecimento da macicez hepática e aparecimento de hipertimpanismo; — Sinal observado nos grandes pneumoperitônios. Sinal do Guaxinim ou bléfaro-hematoma — Equimose periorbital bilareral; — Forte indicativo de lesão de base de crânio, e surge algumas horas após traumas. Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB Sinal de Battle — Equimose retroauricular bilateral; — Aparece juntamente com o sinal do Guaximim. Sinal de Levine — Paciente coloca o punho fechado no peito para descrever dor torácica intensa; — Sinal característico da dor anginosa → em aperto. Sinal de Kernig — Paciente apresenta resistência e dor quando o joelho é estendido com o quadril totalmente flexionado; — Pode ser encontrado em: lombocitalgia, traumas, irritação meníngea, hérnias de disco e hemorragias subaracnóideas. Sinal de Brudzinski — Sinal em que há flexão de ambas as pernas e coxas em resposta a flexão passiva do pescoço; Pedro Macedo – Turma 09 – Medicina UFOB — O examinador coloca uma das mãos abaixo da cabeça do paciente e flexiona o pescoço; uma flexão espontânea dos quadris e joelhos bilateralmente indica sinal positivo.