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Ordem Strongylida
- Família Strongylidae;
- 4 subfamílias:
· Subfamília Strongylinae 
(Strongylus spp. e Tridonthophorus sp.)
· Subfamília Cyathostominae 
(Várias Espécies)
· Subfamília Oesophagostominae
(Oesophagostomum sp.)
· Subfamília Chabertiinae 
(Chabertia sp.)
- Presença de expansão cuticular na região posterior dos machos = Bolsa copuladora, com função;
- Ordem conhecida como os Nematodas Bursados;
- Presença de espículos em pares, importante para identificação dos espécimes, com função acessória na cópula;
- Apresentam ciclo parasitário simples e comum a grande maioria das espécies do grupo.
Ciclo Biológico 
- Ovos eliminados nas fezes, eclodem no bolo fecal onde as larvas L1 e L2 permanecem e se alimentam em cerca de 5 a 7 dias (varia em função da temperatura ambiente);
- L3 fica retido na cutícula do estágio anterior (L2), abandonando o bolo fecal e migrando para o ambiente, onde adquire a capacidade de infecção do hospedeiro;
- Forma infectante = L3, encontrada nas pastagens.
Subfamília Strongylinae
Principais espécies de grandes estrongylus:
- S. vulgaris;
- S. edentatus;
- S. equinus;
- T. serratus;
- T. tenuicollis;
- T. brevicauda;
- T. minor.
- Maior importância nos equídeos.
Strongylus vulgaris
Manifestação Aguda:
- Febre, depressão, síndrome cólica (muito importante em equinos), diarreia/constipação;
- Enfartamento/obstrução de artérias;
- Morte súbita;
- 7 dias após a infecção: inflamação das artérias na submucosa do intestino delgado ou ceco e a formação de estrongylus, bem como infiltrados polimorfonucleares na submucosa;
- 8 a 10 dias: arterites nas camadas musculares da mucosa;
- 11 a 21 dias: arterites ao longo da artéria mesentérica cranial e seus ramos (irrigam principalmente intestino grosso e delgado);
- Paredes das artérias tornam-se espessadas pelo infiltrado celular composto principalmente por neutrófilos, macrófagos, linfócitos e células plasmáticas;
- 3ª semana ao 4º mês: a parede da artéria mesentérica cranial apresenta-se espessada e fibrosa. Estrongylus envolvem larvas de L4;
- 4º ao 9º mês: lesões irão cicatrizar (se não houver reinfecções);
- Após 9 meses: endotélio se recupera, porém pode surgir sintomas, bem como outros problemas relacionados, como por exemplo a síndrome cólica.
Strongylus equinus
- Não fazem a mesma migração que os Strongylus vulgaris;
- Após a ingestão, as larvas penetram na mucosa do intestino delgado e seguem no fluxo sanguíneo em direção ao fígado, onde migram por cerca de 2 meses no tecido hepático;
- Após esse período, se transferem para os ligamentos gastroesplênicos e vão para o pâncreas, onde permanecem por algum tempo;
- Depois, retornam à cavidade abdominal, perfuram o ceco pela camada serosa, muscular, submucosa e mucosa, se estabelecendo na luz do ceco, onde irão atingir a fase adulta (onde fazem cópula e postura de ovos);
- 3 dentes – um sub-ventral bífido e dois dorsais;
- L3 migram para/e no fígado;
- Após 2 meses entram no pâncreas ou na cavidade abdominal e depois retornam para o intestino;
- Período total, desde a ingestão da larva infectante, até o adulto maduro, gira em torno de 9 meses.
Strongylus edentatus
- Apresentam ciclo semelhante ao S. equinus, mas não atingem o pâncreas;
- Ciclo um pouco mais longo. 
- Sem dentes;
- L3 migram para/e no fígado;
- Após 2 meses, retornam via cavidade peritoneal para o intestino;
- Período total, desde a ingestão da larva infectante, até o adulto maduro, gira em torno de 11 meses.
	Espécies
	Larvas
	Adultos
	Tamanho
	S. vulgaris
	- Lesões nos vasos intestinais;
- Síndrome clínica de febre (L3);
- Endarterite em artérias.
	- Lesão na mucosa intestinal pela fixação;
- Efeitos: definhamento e anemia.
	15-25 mm
	S. edentatus
	- Lesões fígado e ligamentos peritoniais.
	- Perda de peso.
	24-45 mm
	S. equinus
	- Lesões no fígado, pâncreas e ligamentos abdominais.
	
	25-45 mm
Patologia dos grandes estrongilos
- Tromboemolismo;
- Dano mecânico no intestino;
- Reação alérgica;
- Anormalidades em inervações;
- Distúrbios no fluxo sanguíneo;
- Motilidade intestinal comprometida;
- Manifestações da síndrome “cólica”;
- Alterações sanguíneas:
· Eosinofilia;
· Hipergamaglobulinemia;
· Hipoalbuminemia.
- Nas condições naturais, a ocorrência de infecções por múltiplos agentes (várias espécies de parasitas) é mais frequente.
Triodontophorus sp.
- Considerados estrongilos de porte médio;
- Não fazem migrações extensas na fase imatura;
- Ficam restritos a mucosa intestinal, onde penetram e formam nódulos;
- Ao atingir a fase final, rompem as paredes dos nódulos e se fixam na mucosa intestinal;
- Por tanto, não há migração por outros órgãos;
- Adultos medem de 10 a 25 mm, são hematófagos e se alimentam em grupos, lesionando a superfície da mucosa e podem desenvolverem úlceras e desencadear diarreias;
- Cápsula bucal e lâminas importantes para a identificação das espécies.
Subfamília Cyathostominae
- Considerados pequenos estrongilos de equídeos;
- Larvas não migram no organismo;
- São importantes pelo fenômeno da hipobiose;
- Período prepatente de aproximadamente 3 meses;
- São reconhecidos 14 gêneros e 50 espécies.
- Todas as espécies com comportamento muito semelhantes;
- Se comportam de forma semelhante aos Triodontophorus;
- Larva infectante perde a bainha e penetra na mucosa do intestino, formando nódulos, permanecendo neles até que atinja o estágio de pré-adulto e emerja para a luz intestinal;
- Formas imaturas de L4 podem interromper o desenvolvimento e ficarem inibidas nos nódulos intestinais (hipobiose);
- Tempo depois, larvas se reativam e retornam ao desenvolvimento;
- Hipobiose frequente em áreas com clima temperado, onde interrompem o desenvolvimento no inverno, pois as condições ambientais não são favoráveis para o desenvolvimento do ciclo, reativando na primavera;
- Reativação simultânea das formas imaturas determina lesões amplas, especialmente quando o animal estiver em condições de estresse. 
Morfologia
Principais gêneros presentes nas regiões do brasil central
- À medida que as infecções se sucedem, as reações inflamatórias se tornam mais severas;
- Alguns nódulos apresentam reação inflamatória do tipo granulomatoso;
- Pode haver a calcificação desses nódulos;
- Parasitismo determina a competição por minerais e outros nutrientes subtraídos dos animais hospedeiros, assim como os processos inflamatórios determinam redução do apetite, redução do crescimento, anemias e até mesmo diarreias com consequente emagrecimento dos animais.
Organismos imaturos presentes na mucosa.
Organismos imaturos presentes na mucosa.
- Apesar de não serem hematófagos, determinam perdas proteicas pelas lesões teciduais (principalmente na emergência de adultos jovens), determinando irritações e hemorragias locais, ocasionando diarreias profusas;
Formas inseridas na submucosa. 
- Quando em grande número, determinam má condição corporal dos animais;
- Pode haver resistência anti-helmíntica.
Infiltrado polimorfonuclear acompanhando as infecções.
Subfamília Oesophagostomum spp.
- Cápsula bucal pequena, podendo estar rodeada por coroas lamelares;
- Vesícula cefálica ao redor da cápsula bucal;
- Vesícula cervical – logo em seguida à vesícula cefálica.
- Semelhantes aos Cyathostominae, inclusive em relação a formação de nódulos na mucosa e submucosa do intestino;
- Esôfago bem desenvolvido;
- Presença de dois espículos muito longos;
- Formas adultas pouco patogênicas.
	Espécies
	Hospedeiros
	Oesophagostomum radiatum
	Bovinos
	Oesophagostomum columbisnum
	Bovinos
	Oesophagostomum venulosum
	Ovinos e caprinos
	Oesophagostomum dentatum
	Suínos
	Oesophagostomum quadispinulatum
	Suínos
- Formas imaturas causam enterites graves, penetram na mucosa, provocam a formação de nódulos na parede do intestino e até mesmo na camada serosa, formando nódulos calcificados;
- Lesões se tornam mais severas à medida que as infecções se sucedem pois os animais desenvolvem alguma imunidade, que reflete na retenção e até mesmo nas formas invasoras;
-Em infecções maciças pode-se encontrar colite ulcerativa;
- Principal ação patogênica decorre da penetração da larva na mucosa intestinal;
- Quando a larva abandona o nódulo, ocorre hemorragias, observadas em fezes diarreicas;
- Resposta inflamatória se acentua, nódulos apresentam-se maiores e algumas vezes repletos de pus, formando abscessos e depois calcificando, determinando alterações na motilidade intestinal;
- Em infecções com elevado número de larvas, linfonodos regionais aumentam de tamanho e a serosa apresenta inúmeros nódulos.
Subfamília Chabertiinae 
- Forma adulta se localiza no cólon de ovinos e caprinos, raramente é encontrada em bovinos;
- Apresenta morfologia sui generis pela cápsula bucal em forma de sino/globosa, sem dentes e com deslocamento do eixo da abertura bucal para a face ventral;
- Tem preferência por regiões com predomínio de clima temperado;
- Diarreia é a manifestação clínica mais frequente, perda de peso e anemia também são observadas;
- Sinais clínicos podem ser observados ainda no período pré-patente;
- Se comporta como os demais, formando pequenos nódulos.

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