Teorias latino-americanas 2012
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Teorias latino-americanas 2012

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se um humor infamante, divertem-se e comovem-se sem se
transformar ideologicamente, persistem na rebeldia política ao
cabo de uma impressionante despolitização, vivificam, a seu
modo, a cotidianidade e as tradições, convertendo carências
em técnica identificatória.

\u2022Ex: Mulheres em bairros pobres: uma interpelação do político a
partir do cotidiano, uma integração das diversas dimensões da
vida \u201cnormalmente\u201d separadas, compartimentadas, e um
questionamento de dimensões inéditas da opressão.

\u2022Processos de reconhecimento como \u201clugares\u201d de constituição
das identidades (bairros).

\u2022Criatividade estética popular na cidade: grafites (tatuando o
protesto na pele da cidade), pichações, decoração de ônibus,
fachadas, vitrines.

\u2022Reelaboração musical pelo abandono do autêntico, e a
deformação profanatória, a mestiçagem. O folclórico se faz
popular.
\u2022Novos conflitos: lutas contra as formas de poder que
perpassam, discriminando ou reprimindo, a vida cotidiana e as
lutas pela apropriação de bens e serviços.

Debate sobre a identidade:

\u2022Nacionalismo populista buscando o resgate de raízes e as
massas urbanas como contaminação e negação do popular X
progressismo iluminista que continua a ver no povo o obstáculo
para o desenvolvimento (cultura como disciplina, distância,
demarcação x necessidades imediatas) = razão dualista.

\u2022A identidade latino-americana resulta do convívio de tradições \u2022A identidade latino-americana resulta do convívio de tradições
que ainda permanecem vivas com o processo de
modernização.

\u2022O convívio de diferentes tempos e matrizes culturais
permite que se pense em romper com a razão dualista que,
de um lado defende o resgate das raízes, e do outro acredita
que o povo é um obstáculo para o desenvolvimento.

\u2022Considera-se a importância das culturas regionais e locais
na formação das identidades, e a possibilidade dessas
identidades serem construídas ou reafirmadas através dos
meios de comunicação.

\u2022A perspectiva que afirma: é a comunicação que deve ser
tratada no cenário da cultura, que na AL encontra eco na sua
formação híbrida, que propicia múltiplas mediações naformação híbrida, que propicia múltiplas mediações na
recepção das mensagens.

Estatuto transdisciplinar do estudo da comunicação:

\u2022Os meios passaram a constituir o público, a mediar na
produção de imaginários que de algum modo integram a
desgarrada experiência urbana
\u2022 Seja substituindo a teatralidade de rua da política pela sua
espetacularização televisa

\u2022Seja desmaterializando a cultura, e a retirando da história, \u2022Seja desmaterializando a cultura, e a retirando da história,
mediante tecnologias que, como as redes telemáticas ou os
vídeos-game, propõem a hiperrealidade e a descontinuidade
como hábitos perceptivos dominantes.

Referência: MARTIN_BARBERO, J. Ofício de cartógrafo. SP: Loyola,
2004

\u2022A comunicação em processo.

\u2022Espaço de reflexão sobre o consumo como prática cotidiana:
lugar de interiorização muda da desigualdade social.

\u2022O consumo não é apenas reprodução de forças, mas também
produção de sentidos: luta que não se restringe à posse dos
objetos, pois passa pelos usos que lhes dão forma social e
nos quais se inscrevem demandas e dispositivos de ação nos quais se inscrevem demandas e dispositivos de ação
provenientes de diversas competências culturais.

\u2022Novos conflitos: lutas contra as formas de poder que
perpassam, discriminando ou reprimindo, a vida cotidiana e as
lutas pela apropriação de bens e serviços.

Néstor García Canclini (1998)
Culturas híbridas

\u2022A hibridização é vista como processo criativo do contato entre
antigos e novos padrões, resultando desse contato algo
genuinamente novo.

\u2022O popular não deve ser visto como espaço de manutenção de
uma memória passadista e sim como local de constante
elaboração, visto que o importante não é o que se extingue, mas elaboração, visto que o importante não é o que se extingue, mas
o que é possível criar e transformar tendo por referencial antigos
padrões.

\u2022O que surge dessas reflexões é a noção do espaço popular
como instância capaz de criar, de se apropriar e produzir
significados com base em experiências individuais, que
carregam as marcas dos grupos do qual fazem parte, do local
onde vivem.

\u2022O popular não é o que o povo tem, e sim tudo aquilo a que ele
pode ter acesso, que chama sua atenção e quer ou pode usar.

\u2022Um produto midiático, por exemplo, torna-se popular ou não a
partir dos usos, respondendo às necessidades de um grupo ou
de parte dele.

\u2022A hibridização ocorre como consequência de diversos fatores ,
tais como internacionalização econômica, aumento do fluxo
migratório e turístico, transnacionalização dos meios de
comunicação.

\u2022 \u201cTrama majoritariamente urbana, em que se dispõe de
uma oferta simbólica heterogênea, renovada por
uma constante interação do local com redes nacionais e
transnacionais de comunicação\u201d.transnacionais de comunicação\u201d.

\u2022O processo de hibridização coloca no mesmo plano as
diversas manifestações da cultura e rompe as fronteiras
estabelecidas pela modernidade, em que o culto deveria estar
nas galerias ou em grandes museus e o popular nas feiras e
mercados.

Referência: CANCLINI< Néstor Garcia. Culturas Híbridas. Ed. UNESP.
Jessica
Jessica fez um comentário
Muito bom, era esse mesmo conteúdo que estava procurando, me ajudou muito. Recomendo!
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