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Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 08/02/2011
Alexandra Woods

A USG na reprodução tem uma utilização muito mais ampla do que o método de diagnostico clinico. Como assim, dentro da reprodução agente trabalha com a USG desde o acompanhamento reprodutivo (mostrando por exemplo, qual momento que vou inseminar a fêmea, por ex. amanha e não hoje), acompanhamento reprodutivo, podemos trabalhar fazendo sexagem fetal, isso aumenta o valor de mercado desses animais que vao ser comercializados.
Hj em dia no mercado de embriões faz-se muito essa parte e vc melhora muito o comercio de embrião.

Podemos trabalhar como diagnostico de patologias uterinas e ovarianas
Punção folicular guiada pelo exame USG. (aspiração de oócitos)

Como vou trabalhar:
Existem 2 vias para avaliação do Trato reprodutor:
Via transretal
Via transabdominal

A via transabdominal só permite o acesso em fêmea gestante com mais de 4 a 5 meses de gestação (fêmea gestante), na fêmea vazia vc não consegue avaliar pela via transabdominal. Então quer dizer, é um acesso limitadíssimo, principalmente do ponto de vista da praticidade. Pra eu usar a via transabdominal eu tenho que obrigatoriamente tricotomizar essa fêmea, dá um trabalho vc que a cada fêmea de grande porte que vc for avaliar, vc colocar fazer a tricotomia do abdômen pra poder fazer um ultrassom. Ainda mais sendo uma avaliação de gestação. Nessa via, mesmo vc conseguindo ver o feto, a qualidade de imagem é diferente do que a via transretal.
Na via transretal é muito fácil, não tem esquema de tricotormia e vc tem acesso a ele todo. A via transretal vai ter um inconveniente por volta de 6 meses de gestação, porque: o feto está muito lá em baixo, e as vezes falta braço, seu tamanho as vezes não é compatível com o da égua, então tem momentos que vc não chega no útero onde esta o feto e isso pode dificultar um pouco.
Mas 6 meses de gestação é uma época que vc avalia mais pra estudo, no dia a dia não tem muita utilização.

A nossa via de escolha preferencial será a via transretal de preferência trabalhando com transdutor linear (mas não há obrigatoriedade aqui, vc pode usar também o microconvexo), de 5 ou 7,5 mHz

Procedimento pra realização do exame (essa fase é importante)
- Fêmea no tronco de contenção e o aparelho ao lado do tronco, protegido. Com isso vc está se protegendo (pq é a via transretal), o animal sofre menos risco e vc também coloca o aparelho protegido ao lado.

Útero de égua
É do tipo bipartido, tem um corpo, 2 cornos uterinos, ele vai se posicionar em forma de T distendida na cavidade abdominal. Dorso lateralmente agente encontra os ovários.

Como será nosso protocolo de exame:
Colocamos a fêmea no tronco, limpar o reto, retirar as fezes e o ar. Colocar o transdutor na palma da mão, com os dedos na frente protegendo a frente do transdutor, fazendo como um guia. Vc vai introduzir o transdutor com o transdutor sempre trabalhando com movimento de lateralidade, como se fosse um zig zag. Vou então: cérvix, corpo, chego na bifurcação dos cornos uterinos, escolho um lado pra ir, não importa o lado que vc escolha, desde que vc estipule aquilo como seu protocolo. Por exemplo, lado esquerdo: vou no corno esquerdo todo até o ovário esquerdo e volto pelo corno esquerdo ate a bifurcação dos cornos. Daí vou pro corno direito, ovário direito, vou voltar pelo corno direito, chego na bifurcação dos cornos uterinos, corpo, cérvix e retiro o aparelho.
Eu fui e voltei, cada região foi avaliada pelo menos duas vezes, na ida e na volta. Então dessa forma vc dificulta erros, dificulta deixar alguma região sem ser avaliada.
	Outro detalhe: o exame é contínuo, eu primeiro vou fazendo o exame pra um lado, pro outro, em nenhum momento eu tirei o transdutor do contato direto com o útero, ele está sempre em contato, por isso que é um exame contínuo.
	
	Tem que estabelecer um protocolo por que: quando vc vai fazer a avaliação de aparelho reprodutor, dificilmente é um animal só, então na hora, vc vai acabar esquecendo aquilo que vc avaliou.
Outra coisa que é muito importante: Palpar sempre antes de fazer o exame USG, isso é muito importante. Porque se vc se acostume com o exame USG, a mão perde a sensibilidade ao tato, e ai se faltar luz, ou o aparelho quebrar, eu perco o trabalho, porque desaprende a palpar.
A indicação é sempre limpar o reto, palpar as estruturas e depois vc vai com o transdutor.

Sobre a utilização:
Vamos trabalhar em relação as imagens de acordo com o que vou diagnosticar.
Se eu for trabalhar com o desenvolvimento reprodutivo, qual o meu objetivo ai: Eu posso por exemplo:
- avaliação do desenvolvimento folicular
- avaliação do edema uterino
Objetivo final disso: é determinação do melhor momento para monta ou para inseminação artificial.
Depois disso, posso continuar avaliando pra avaliar se aconteceu a ovulação e pra ver a qualidade desse corpo lúteo.
- determinação da ovulação, formação e desenvolvimento do corpo lúteo

Associo tudo, começo do desenvolvimento folicular ate chegar ao momento que inseminei, depois que eu inseminei, vou ver se inseminei no momento correto, será que a fêmea ovulou? Como será que estar esse CL? Conseguimos fazer essas fases todas do ciclo estral.

Égua
Tem 7 dias de cio aproximadamente. Então significa que ela aceita a monta todos esses dias. Na hora que eu acompanho com o ultrassom e determino o dia que ela vai ser inseminada, ex. 6º dia, olha quantos dias eu ganho. Eu poderia estar colocando cavalos todos os dias, gastando o sêmen do cavalo, gastando material, correndo risco de contaminar a égua. E ai desse jeito eu consigo definir o melhor momento.

Vamos definir a imagem ultrassonográfica das fases do ciclo estral:
	Estro, Diestro, Anestro

Estro
É a fase de cio. É a fase que vc tem crescimento folicular, produção de estrógeno em alta concentração.
Qual o efeito do estrógeno no útero: fêmeas vão apresentar edema.
No estro, pela presença de estrógeno vc vai ter edema no útero.

Qual é a imagem do edema: é a imagem que agente chama de dobras endometriais.
Vemos um endométrio edemaciado, ele faz como se fosse um monte de voltinhas. Na avaliação USG, vamos perceber que o útero fica com um aspecto de laranja cortado, quando vc avalia corno, vc vê ele redondo, com áreas hipoecóicas e anecóicas. O anecoico aqui é o edema, líquido. Isso é o corno uterino.
Vemos o corno, áreas hiporecóico intercaladas com áreas anecóicas.
Sabemos que é corno pq se vc trabalha com transdutor linear, toda vez que vc tiver passando pelo corpo, a imagem é longitudinal, porque é pelo tipo de corte que vc faz. Quando vc vai avaliar o corno, o corte é transversal sempre, então a imagem é sempre transversal. No corno vc vai ter sempre essa imagem transversal (imagem redondinha, característico do corno). O corpo é sempre longitudinal.
No estro vc vai identificar no útero a presença de dobras endometriais. Essas dobras têm uma imagem que alterna áreas hipoecóicas e anecóicas.

Diestro
Vc tem a influência da progesterona, então não tem edema, não pode ter edema. O útero então vai estar hipoecóica.

Corno: corte transversal, vemos o útero redondinho e hiporecóico (como se fosse uma bolinha), não tem nada dentro dele.
Corpo: corte longitudinal, hipoecóico também. Vemos uma linha branca dorsal ao útero hiperecóica que é um artefato de imagem, isso não é uma estrutura, o que é isso: o útero está tão fechado e contraído, porque teoricamente ele está preservando uma gestação, que é como se fosse um lado colabado com o outro, ai quando o som bate dá impressão que ali está mais grosso, mas não é isso, é um lado colado no outro de tão fechado que está. Isso é um artefato de imagem que algumas fêmeas apresentam no corpo quando estão no diestro.

Anestro
Corno uterino no anestro: achatado. Pois não tem influência de nenhum hormônio.
O que acontece: No diestro agente via ele redondo e hipoecóico. No anestro, como ele não tem influencia de hormônio, principalmente da progesterona, esse corno fica achatado, porque ele está flácido. O corno continua hipoecóico, mas a grande