ok Diagnostico  01.02.11
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ok Diagnostico 01.02.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 01/02/2011
Alexandra Woods

Temos um uso diferente da USG de grandes animais, como assim: pra pequenos estamos acostumados a fazer um diagnostico clinico e no máximo um diagnóstico de gestação. No caso de grandes animais, algumas patologias eu consigo fazer diagnostico clinico usando o ultrassom como um exame complementar.

O ultrassom em grandes é usado pra 2 sistemas: sistema locomotor e sistema reprodutivo.
No caso do sistema locomotor, agente pode não só fazer o diagnóstico (ex.ultrassom e diagnosticar que o animal está com uma tendinite que é uma inflamação do tendão) como eu posso acompanhar o tratamento e recuperação daquele animal. Então a imagem me permite isso, me permite que eu acompanhe a recuperação daquele animal e também que eu direcione, por ex: acompanho pela imagem e vejo que ele já pode fazer uma fisioterapia ou o animal precisa de mais repouso.

No sistema reprodutor, usamos o ultrassom como um acompanhamento reprodutivo, como assim: porque eu consigo ver desde a fase do ciclo que a fêmea se encontra, por exemplo, eu consigo ver se a femea está no cio ou se não está no cio, se ela está próxima a ovular, isso é uma utilização bem freqüente. O ultrassom ajuda a gente a predizer o dia em que vamos inseminar, pois a imagem sugere que a fêmea vai ovular logo. Eu posso direcionar essa parte.
Posso fazer diagnostico de gestação, com diagnostico precoce de gestação.
Posso fazer um acompanhamento gestacional, vendo se a gestação está se desenvolvendo direito, sem alterações.

E hj em dia vamos ver muito a parte de ultrassom na biotecnologia. Ex: produção in vitro de embriões, porque a coleta dos oocitos é por ultrassonografia, é punção guiada pela USG.

Principios da USG e formação da imagem

Do que é composto um aparelho de USG:
Consólito (telinha com os botões), ligada a um transdutor, e que está ligada a uma tomada (eletricidade).
Como se forma a imagem: o consolito que está ligada a eletricidade recebe os impulsos elétricos, ele transfere esses impulsos elétricos para o transdutor. No transdutor encontramos cristais chamados cristais quiezuelétricos. Esses cristais vibram em contato com essa energia, essa vibração faz com que eles imitem ondas sonoras. Esses cristais conseguem converter impulsos elétricos em ondas sonoras. Essas ondas vão incidir sobre o tecido (onde eu encostei o transdutor).
Todo tecido tem uma resistência (densidade), ex: músculo e osso, tem densidades diferentes, dependendo da densidade, da resistência do tecido, essas ondas vão ser refletidas, com maior ou com menor intensidade. É a mesma coisa que eu jogar uma luz no espelho, onde a luz vai refletir, se eu jogar uma luz muito intensa vai refletir muito.
A partir da resistência desses tecidos, essas ondas vão ser refletidas, com maior ou menor intensidade.
 Os cristais vão novamente receber essas ondas e transformar em impulso elétrico, que vão me dar essa imagem na tela. Sendo os cristais e o transdutor a parte mais importante do USG. Então quando vc pensa em comprar um console usado tudo bem, mas o transdutor é indicado a comprar novo.

	Citamos que vc tem tecidos de resistências diferentes, e que eles refletem essas ondas com maior ou menor intensidade, com isso a imagem formada vai ser diferente. Que tipo de imagem agente pode encontrar:
Imagem anecóica ou anecogênica, também chamada não ecogênica. O que significa isso: “A” é prefixo de negação, então não produz eco, isso significa que o som atravessou totalmente aquela estrutura.
As imagens anecoicas são imagens negras. Ex: liquido sem celularidade.
Como assim: se eu tiver pus, não vai ser uma imagem anecoica pq eu tenho celularidade. Então pode ser por ex uma urina, liquido folicular, liquido sinovial, alguns tipos de cistos, estes são todos imagens anecoicos.
Já uma imagem hiperecóica também chamada de hiperecogênica, é uma imagem que produz hiper, muito eco, então tem que ser um tecido muito resistente, muito denso.
É uma imagem branca.
Por exemplo: fibroses, calcificações, corpo lúteo de egua, pelve renal, capsula de abscesso, capsula de baço, capsula renal. O osso NÃO é uma imagem hiperecóica.
Imagem hiporecóica ou hipoecogênica é aquela imagem que agente considera que produz um eco mediano, é a imagem cinza, com os vários tons de cinza, por isso que é a imagem mais variada que agente tem (pois preto é preto e branco é branco, já o cinza vc tem tons de cinza). A imagem mais variada que agente tem é a imagem hiporecóica.
Ex de imagens hiporecóicas: ovário, todo órgão parenquimatoso é hiporecóico, então ovário, testículo, fígado, baço, etc. rim (tem capsula, pelve, que vai interromper a imagem hiporecóico).
Imagem isoecóica: uma imagem isoecoica agente costuma a usar em comparacao com alguma outra estrutura.
Ex: o fígado está isoecoico ao Baco, o que quero dizer com isso: o fígado está com a mesma ecogenicidade do baço. Então isoecoico é um termo de comparação, agente nunca o usa isolado, usamos para comparar.

Aparelho de ultrassom
Para saber a formação de imagem formada, precisamos aprender sobre o aparelho:
Os transdutores tem diferenças em relação as posições dos cristais, em relação a sua freqüência. Em relação a posição dos cristais, vc tem posições diferentes dos cristais, o que vc percebe é que cada transdutor desse tem uma utilidade, porque: qnd eu tenho todos os cristais dispostos numa linha reta, eu tenho o transdutor linear. O que vai acontecer com a emissão do som: na hora que os cristais começarem a emitir o som, vai perceber que o som está sempre linear. O que vai acontecer então: a imagem formada também é linear (como se vc tivesse cortando uma fatia daquela estrutura). Não posso esquecer que o ultrassom é um “modo B” que é o modo bidimensional, que é um exame em tempo real de imagem bidimensional.
O ultrassom 3-D usado pra fazer gestação de humano é um só, não é uma imagem ao vivo, vc faz um ultrassom normal, e ai o aparelho de ultrassom converte em tridimensional, vc não vê uma imagem ao vivo, é um exame (imagem) que já foi gravado. Pois em tempo real é o bidimensional.
Esse tipo de transdutor linear, vc pode usar em estruturas muito próximas que não tenham impedimento a sua visualização. Ex: pata de um cavalo onde eu quero avaliar o tendão e os ligamentos desse cavalo: o que vem antes dos tendões e ligamentos: pele. O que vou fazer: pegar o transdutor e colocar em cima da pele sem impedimento a passagem do som.
Já um transdutor setorial, é um transdutor cujo os cristais estão dispostos em um único local. Então o que acontece: Qnd esses cristais emitem as ondas sonoras, essas ondas seguem em varias direções, ele “abre” essas ondas sonoras, então ele se espalha em varias direções, formando uma imagem em forma de pizza, que é uma imagem que começa pequena e que se abre mais profundamente, ai agente pode analizar. Esse transdutor é MT útil qnd eu tenho algum impedimento.
Ex: vou avaliar o fígado do eqüino: onde fica localizado o fígado no eqüino: lado direito, sendo que o fígado do cavalo é enorme, boa parte do fígado está sobre os pulmões, em baixo das costelas, com isso eu tenho 2 impedimentos: pulmão porque o som não atravessa o ar, e o osso que o som Tb não atravessa. Então vc pega o transdutor setorial e coloca no espaço intercostal, com isso eu consigo ver tanto o espaço intercostal quanto em baixo das costelas. É diferente de pegar um linear, se eu colocar o linear no espaço intercostal ele vai cortar em baixo do espaço intercostal, e o que está em baixo das costelas eu não consigo ver.

Transdutor convexo:
Não tem MT utilização para grandes, ele é muito mais utilizado para abdômen de pequenos. Como funciona: da mesma forma que o setorial, os cristais estão dispostos numa curva, logo, o som vai acompanhar essa disposição, a imagem formada é uma imagem em pizza mordida (na parte mais gostosa da pizza).

Freqüência
Está relacionada ao comprimento de onda. Como assim: ao alcance do transdutor. Agente percebe que quanto mais alta a freqüência, menor o comprimento de