Aula de Dir. Civil II - 3º Período
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das perdas e danos) esclarece que o devedor moroso tem que pagar ao credor juros moratórios, e mais outra quantia a título de perdas e danos, se os prejuízos do credor ultrapassarem o valor dos juros de mora.
Obs.: Existem dois tipos de juros: compensatórios e moratórios, os juros compensatórios traduzem uma espécie de renumeração, pelo capital emprestado, e os juros moratórios servem para punir a mora, e também indenizar os prejuízos por ela causados. Isso significa que os juros moratórios tem caráter indenizatório mas, como nas relações cíveis, travadas entre particulares (excluídas as instituições financeiras), o teto máximo de juros não pode ultrapassar 12% ao ano, o credor, provando um prejuízo excessivo, pode requerer perdas e danos.
Obs.: As instituições financeiras não estão submetidas a esse teto \u2013 súmula 596 do STF.
O art. 399 do CC (Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada). Impõe ao devedor moroso o dever de pagar perdas e danos pela impossibilidade da prestação pela impossibilidade da prestação, mesmo sem culpa, ou seja, mesmo se resultante de fortuito ou força maior, se o dano ocorreu no período do atraso, a não ser que ele prove isenção de culpa no atraso, não se configura mora, ou a não ser que ele prove que o dano teria ocorrido de qualquer maneira mesmo que ele tivesse cumprido a obrigação no seu tempo certo.
O art. 400 (A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação), que trata da mora do credor, esclarece que a partir dessa mora o devedor não tem mais responsabilidade/ cuidado com a coisa devida, não respondendo por perdas e danos caso o bem venha a se perder ou deteriorar-se, a não ser que o perecimento da coisa seja resultado de conduta dolosa. O artigo ainda prevê mais duas sanções ao credor moroso:
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thercio
thercio fez um comentário
muito bom !
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