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Resumos PASS
3° período
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS–aula 1 Lara Canato Micheletto – TXX 01 
↳ importante ao falar com pacientes, anotar em 
prontuários, etc 
↳ só não transformo a palavra em termos médicos 
quando não souber a palavra, ou colocar entre aspas a 
palavra que o paciente falou 
• vertigem: a pessoa ou o ambiente gira 
• tontura: desequilíbrio 
• cefaleia: dor de cabeça, tem regiões, pode ser frontal, 
occipital, se for a cabeça inteira será cefaleia holocraniana 
• diplopia: visão dupla, ao colocar um lápis o paciente 
enxerga dois 
• hipoacusia: ouve pouco, hipo de pouco 
• anacusia: não escuta nada, é surdez 
• otalgia: dor de ouvido, oto de ouvido e algia de dor 
• epistaxe: sangramento nasal 
• anosmia: perda do sentido do olfato 
• dispneia: sensação subjetiva de falta de ar (sintoma), 
se for sinal e vc puder ver com o paciente com alta 
frequência respiratória é taquipneia 
• ortopneia: falta de ar em decúbito dorsal 
• hemoptise: saída de sangue pela boca do sangue 
proveniente do trato respiratório, vem depois da tosse e 
o sangue é vermelho vivo 
• anorexia: falta de apetite 
• taquifagia: comer rápido 
• disfagia: dificuldade de comer, deglutição ruim 
• odinofagia: dor para engolir 
• dispepsia: dificuldade na digestão 
• regurgitação: volta do alimento para boca mas sem 
vomitar (expelir) e pode ser so suco gástrico 
• pirose: queimação retroexternal, queimação no meio 
do peito 
• hematemese: saída de sangue proveniente do 
aparelho digestivo, sangue mais escuro e vem depois 
do vômito 
• sialorreia: excesso de saliva 
• sialosquiese: diminuição da saliva 
• xerostomia: boca seca, sem saliva 
• constipação intestinal: diminuição do habito de evacuar 
• diarreia: fezes amolecidas 
• desenteria: fezes aquosas, mas com muco e sangue 
• melena: fezes enegrecidas (tipo borra de café) 
• enterorragia: sangue nas fezes 
• hemorroida: sangue que pinga no vaso após evacuar 
costuma ser hemorroida 
• menarca: primeira menstruação 
• amenorreia: parada de menstruar, mas ainda tem 
ciclos menstruais regulares, por ex qdo a mulher ta 
gravida 
• menopausa: parada definitiva das menstruações 
• disúria: dor para urinar 
• micturia: começo a urinar mais de noite do que 
durante o dia 
• oliguria: urinando pouco 
• poliúria: aumento do volume de urinar 
• anuria: parada de urinar 
• polaciúria: aumento da freq. Urinaria sem aumentar o 
volume 
• hiperemia: vermelhidão 
• sudorese: suor excessivo 
• mialgia: dor muscular 
• edema: inchaço causado por excesso de líquido 
retido nos tecidos do corpo. 
• anasarca: inchaço geral por todo o corpo 
 
Termos médicos 
Cabeça 
Olhos 
Ouvido 
Nariz 
Aparelho respiratório 
Aparelho digestivo 
Aparelho genitutário 
Outros 
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 2
Caracteres Propedêuticos 
 ↳ Dor: localização; intensidade; tipo; localizada ou 
irradiada; fatores de melhora e de piora (em que 
momentos ela aparece); frequência e tempo de duração; 
intensidade (fraca, média ou forte); sintoma/fenômeno 
que acompanha a dor (sudorese, náusea...)
 ↳ Febre: aferida ou não; melhora ou não com 
medicamento; horário; abrupta ou gradativa.
 ↳ Dispneia (grandes, médios ou pequenos) esforços; 
com ortopneia e/ou dispneia paroxística noturna (sintomas
correlacionados).
 ↳ Tosse: com secreção, se sim que cor, ou seca; com 
hemoptise, em crise ou continua; quais horários são mais 
frequentes
 ↳ Edema: bilateral ou só em um membro; de manhã ou 
à noite.
 ↳ Vômito: quantidade; horários; com restos alimentares 
ou não; melhorou com medicação.
Sinais vitais 
 Pressão Arterial •
 Pulso•
 Freqüência Respiratória •
 Temperatura •
 Ectoscopia 
↳ é a visão geral que eu tenho do paciente, antes de 
partir pro exame físico
 • Estado Geral maneira como eu vejo o paciente, –
pode ser bom, regular ou péssimo
 • Fácies atípica, down, depressiva, hipertireoidismo, –
cushing (face de lua cheia, mais gordinha), paciente 
parece ansioso, com medo
 • Atitude no leito atitude ativa (pessoa levanta sozinha, –
não precisa de ajuda para se movimentar) e atitude 
passiva (pessoa precisa de ajuda para se movimentar)
 • Grau de consciência consciente ou inconsciente –
 • Grau de orientação ( tempo e espaço ) - orientado
 
 • Febre temp normal 36° - afebril ou febril–
 ↳ A intensidade de cada um é demonstrada por cruzes
(1 até 4), variando de paciente para paciente:
 • Mucosas – avisar o paciente antes de mexer nessa 
parte, saber se está corado ou não, as mucosas podem 
estar normocoradas (vermelhinhas, estou satisfeito) ou 
hipocoradas (se está muito branco ou pouco, classificar 
+/4 ou ++/4, +++/4 quanto mais cruzes, mais –
hipocorado, mucosa mais branca)
 • Icterícia está ictérico ou inictérico (mesmo sistema de–
clasisficação da mucosa em relação às mucosas - +/4 , +
+/4 
Lara Canato Micheletto TXX 01–
 • Cianose acianótico ou cianótico–
 • Hidratação hidratado ou desidratado (também usa a –
classificação 4/+
Anamnese 
 ↳ Anamnese do grego ana, trazer de novo e mnesis, 
memória) é uma entrevista realizada pelo profissional de 
saúde ao seu doente, que tem a intenção de ser um 
ponto inicial no diagnóstico de uma doença, ou uma 
resposta humana aos processos vitais.
Identificação do paciente e sua importância
Nome: Antônio Carlos da Silva 
Sexo: Masculino - algumas doenças estão ligadas ao sexo
Idade: 50 anos - doenças relacionadas à idade, por ex:
dificilmente um adolescente será suspeita de neoplasia
Estado Civil: casado relação com IST (infecção–
sexualmente transmissível)
Raça: branca - algumas doenças têm maior incidência em
determinadas raças. Na negra,é a anemia falciforme, a
amarela são problemas gástricos
Profissão: pedreiro pode facilitar o diagnóstico e–
também a relação médico-paciente
Naturalidade: Foz do Iguaçu 
Residência: Cascavel 
Procedência (onde a pessoa estava nos últimos 15 a 30
dias): Cascavel - determinados locais apresentam a
predominância de algumas doenças
Religião: católico - algumas religiões não permitem
determinados procedimentos
Escolaridade: 1º G completo para saber como o medico–
deve se comunicar
Fonte da Anamnese: (quem está falando, fazendo as
queixas): próprio paciente
Data: 28/02/2012
1. Antecedentes
 • Pessoais - perguntar ao paciente se ele fuma, se já foi 
submetido a alguma cirurgia, se possui alguma alergia, se 
já sofreu fraturas, se teve algum tipo de doença na 
infância, se sofre com algum tipo de patologia 
(hipertensão, diabetes, depressão ). …
• Familiares - perguntar se algum familiar possui/possuía 
algum tipo de doença/patologia. 
2. Fonte, data, queixa e história 
 • Fonte - quem relatou a identificação do paciente? Foi 
ele mesmo ou alguém fez isso (mãe, filha)? 
 • Data - importante para se ter uma linha temporal do 
paciente. 
 • Queixa principal e duração (QPD) - relato principal do 
paciente. Deve ser curto, simples e direto. Deve ser 
descrito entre aspas ou utilizando (SIC) após a queixa. −
Exemplo: “tosse a 10 dias” ou tosse a 10 dias (SIC). 
Lara C. Micheletto - TXX 01
• História da doença atual (HDA) - a história que o 
paciente conta serve para identificar qual sistema está 
danificado; as perguntas seguintes devem ser direcionadas
conforme a história. Exemplo: dor na barriga a 10 dias - −
qual o sistema pode estar comprometido? digestivo; 
portanto, as perguntas do médico serão direcionadas a 
esse sistema. Ao terminar o HDA, é interessante que o−
médico passe por uma revisão de sistemas junto ao 
paciente. Assim, não restarão dúvidas e pendências.
3. Revisão de sistemas 
 • Cabeça - cefaléia, tontura, vertigem. 
 • Olhos - diminuição da acuidade visual, dor, vermelhidão, 
ardência, secreção, diplopia. 
 • Ouvidos - diminuição da acuidade auditiva, zumbidos, 
secreção, dor. 
 • Nariz - hemorragia, secreção, dor, congestão. 
 • Aparelho respiratório - dispneia,suscetibilidade a 
resfriados, tosse, expectoração (dor, aspecto, quantidade 
e cheiro), hemoptise, suor noturno, dor ventilatória 
dependente. 
 • Aparelho cardiovascular - dispnéia, palpitação, dor 
precordial (irradiação), comportamento em relação com 
exercício, edema maleolar, sensação de batimentos no 
pescoço, síncope. 
 • Aparelho digestório - apetite, mastigação, deglutição, 
dispneia, eructação, regurgitação, pirose, dor, náusea, 
vômito, sialorréia, funcionamento intestinal, eliminação de 
parasitos, hematêmese, melena, hemorróidas, icterícia. 
 • Aparelho geniturinário -menarca, menstruação 
(regularidade, dor, duração), menopausa (gradual ou 
súbita, se teve complicações), vida sexual, corrimento 
(quantidade, duração, cor, cheiro, consistência), gravidez 
(pré-natal, aborto), micção (incontinência, disúria, nictúria, 
oliguria, polaciúria, hematúria, retenção urinária, doenças 
venéreas). 
• Sistema nervoso - paralisias, convulsões, síncope, perda
de consciência, tremores, movimentos involuntário,s dor. 
 • Sistema osteomuscular - dor muscular, rigidez, sinais de
inflamação, calor, rubor. 
 • Sistema hemolinfopoiético - transfusões, anemia, 
petéquias, manchas roxas, linfonodos aumentados, dor.
 • Sistema psiquiátrico - tentativa de suicídio, uso de 
drogas, uso de álcool, tristeza, angústia, insônia, ansiedade.
Histórias finais 
• História pregressa - doenças da infância, adolescência, 
vida adulta, alergias, asma, rinite, eczema, urticária, 
dermatite de contato, alergia (bacteriana, medicamentosa, 
alimentar), emagrecimento, cirurgias, traumatismos, 
hábitos (sono, exercício, café, fumo, álcool, 
medicamentos). 
 • História familiar - saúde dos familiares. Se mortos, 
atentar à causa e à idade.
 • História psicossocial - história social, ocupação, situação 
econômica, arrimo de família, relação do lar com a 
doença, educação, fatores emocionais, tratamento médico
anterior a doença atual.
4. Propedêutica da dor 
• Tipo - cólica, queimação, pontada. 
• Intensidade - fraca, moderada, forte. 
• Tempo de duração. 
• Irradiação
• Melhora/piora - caso se deite, coma, durma …
• Local. - onde é a dor
• Comentários - “eu tava com tanta dor que suei frio”
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 3
O método clínico centrado na
pessoa
 ↳ O Método propõe um conjunto claro de
orientações para que o profissional de saúde seja
apto a realizar uma abordagem mais centrada na
pessoa. É composto por 6 componentes, que se
complementam O profissional experiente é capaz de
perceber o momento adequado para usar cada um
deles, de acordo com o fluir da sua interação com a
pessoa que procura atendimento. Os componentes
propostos por Stewart e colaboradores são:
1) Explorando a doença e a experiência da pessoa 
com a doença:
 Avaliando a história, exame físico, exames •
complementares;
 Avaliando a dimensão da doença: sentimentos, •
ideias, efeitos sobre a funcionalidade e expectativas 
da pessoa.
Doença x adoecimento
 ↳ O paciente pode ter uma doença, mas não estar 
adoecido.
 ↳ O paciente pode não ter uma doença, mas estar 
adoecido.
 ↳ O paciente pode ter uma doença e estar 
adoecido ou não ter doença e não estar adoecido.
2) Entendendo a pessoa como um todo, inteira:
 A pessoa: Sua história de vida, aspectos pessoais e•
de
desenvolvimento;
 Contexto próximo: Sua família, comunidade, •
emprego,
suporte social;
 Contexto distante: Sua comunidade, cultura, •
ecossistema.
3) Elaborando um projeto comum de manejo:
 Avaliando quais os problemas e prioridades;•
 Estabelecendo os objetivos do tratamento e do •
manejo;
 Avaliando e estabelecendo os papéis da pessoa e •
do profissional de saúde
4) Incorporando a prevenção e a promoção de 
saúde:
 Melhorias de saúde;•
 Evitando ou reduzindo riscos;•
 Identificando precocemente os riscos ou doenças;•
 Reduzindo complicações.•
Prevenção primária: evitar o risco, como: peso, 
tabagismo e atividade física
Prevenção secundária: reduzir risco, controlar 
doenças que já existem.
Prevenção terciária: evitar a complicação da doença.
Prevenção quaternária: “prevenção contra o médico”.
Prevenir uma atitude médica possa causar riscos ao
paciente. Até que ponto a prevenção é saudável.
5) Fortalecendo a relação médico-pessoa:
 Exercendo a compaixão;•
 A relação de poder;•
 A cura (efeito terapêutico da relação);•
 O autoconhecimento;•
 A transferência e contra-transferência.•
6) Sendo realista:
 Tempo e timing;•
 Construindo e trabalhando em equipe;•
 Usando adequadamente os recursos disponíveis.•
Conclusão
 A evolução da capacidade tecnológica para ↳
realizar diagnósticos não acarreta necessariamente na
satisfação dos pacientes com o atendimento, aliás, 
usualmente acontece o oposto. 
 Os profissionais em geral estão mais preocupados↳
com as doenças, enquanto que os pacientes estão 
preocupados com seu sofrimento e dor
 Quanto mais tecnologia, mais afastamento da ↳
experiência da pessoa com a doença e, sobretudo, 
da avaliação das queixas sem uma
correspondência física mensurável. 
 Desse contexto, e do desejo das pessoas de ↳
serem compreendidas de forma mais integral, surgiu 
a abordagem centrada na pessoa, para ajudar os 
profissionais da saúde a entender as pessoas de uma
forma que fosse além dos aspectos estritamente 
orgânicos e sim olhar para o indivíduo como um ser 
humano
Lara C. Micheletto - TXX 01
 O Método Clínico Centrado na Pessoa pretende ↳
sistematizar uma forma de atendimento que privilegie
a compreensão da pessoa de forma inteira, 
melhorando os resultados e a satisfação de todos.
 A sua aplicação depende de uma forma de atuar ↳
sistemática e reflexiva, e não como uma sequência 
rígida pré-estabelecida.
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 4
Tabagismo
↳ as pessoas não deixam de fumar porque relaxam, para
se distrair, acham que parar de fumar é muito difícil e 
nem tentam
Quais fumantes devem ser abordados?
- todos os fumantes
Durante a abordagem não é importante
- informar sobre os malefícios do tabagismo
É importante 
- saber o momento do paciente, ver se está preparado 
parar de fumar
- falar sobre todos os tipos de tratamento
- falar sobre as dificuldades em parar
Componentes da dependência da nicotina
- físico: estou nervoso, to estressado , vou fumar, isso é 
desencadeado por algumas situações
- psicológico: “estou triste vou fumar”, é uma dependência
na qual o paciente usa em situações de tristeza, mal estar,
quando está se sentindo solitário, etc
- condicionamental: após refeições, assistir Tv, dirigir, está 
presente na rotina e em determinadas situações que eu 
faço, o gatilho que me leva
Programa nacional de controle do tabagismo
- prevenir a iniciação no consumo de derivados do tabaco
entre crianças e adolescentes
- estimular o abandono do fumo entre os já dependentes
do cigarro
- proteção no tabagismo passivo
Abordagem para cessação do tabagismo
*** a pessoa precisa QUERER e fazer a parte dela
- abordagem cognitivo comportamental: é realizado com 
reuniões de grupo, como alcoólatras anônimos 
- tratamento medicamentoso: realizar o uso de 
medicamentos
 
Programa de apoio ao fumante
- primeiro dia faz entrevista inicial
-. preenchimento de questionário, onde é realizada o teste
de dependência química e falam qual é o seu intuito
- encontros realizados 1 vez por semana
- encontros com duração de uma hora
- monitorização dos que param de fumar por um ano
Lara Canato Micheletto TXX 01–
Como ocorre?
- apresentação
- falar dos riscos do tabagismo à saúde
- benefícios para quem deixa de fumar
- atividade física
- determinar um dia “D”: uma data para que o paciente 
pare de fumar, é escolhida em torno de 15 dias depois da 
conversa com o paciente
- monitorar hábitos de vida
- elabora-se um plano de ação
- auto recompensa
- identifica-se medos e barreiras
- identifica-se gatilhos e situações difíceis
- tenta-se aumentar a auto estima
- preparação: alguns dias antes, um dia antes e o dia “D”
- hoje é o dia “D”: é um dia especial, haverá mudanças na
sua rotina
APÓS 1 SEMANASEM FUMAR:
- identificar situações potenciais de recaídas
- incentivar
- melhorar auto estima
- parabenizar os que conseguiram durante a semana
- identificar os que recaíram e marcar um novo dia “D”
Programa de apoio ao ex- fumante:
- monitorização telefônica uma vez por mês
Tratamento medicamentoso:
- “não existe medicamento para parar de fumar se o 
fumante não quer
- avaliação do grau de dependência a nicotina: teste de 
Fagerstrom
Lara C. Micheletto - TXX 01
Medicamentos
- TRN (terapia de reposição de nicotina) 12 semanas: –
adesivos transdérmicos, goma de mascar, spray nasal e 
pastilhas (inalador bucal só fora)
- só é dado medicamentos para quem o resultado do 
teste der maior que 5
Terapia de reposição de nicotina
- age preenchendo os receptores nicotínicos situados no 
SNC
- grau de independência superior a 5
- fornece ao ex fumante a nicotina que ele obtinha dos 
cigarros, mas sem expor o paciente a substâncias tóxicas
BUPROPIONA
- é um anti depressivo
- atua no bloqueio da recaptação neuronal da dopamina, 
noradrenalina e da serotonina de forma expressiva no 
núcleo accumbens
- tomar cuidado com essa medicação para pacientes com
euforia
- antidepressivo mas também é aprovado para cessação 
de tabagismo
- contra indicação: epilepsia, tumor do SNC, traumatismo 
craniano
VARENICLINA - Champix
- a nicotina é absorvida quando o indivíduo fuma o 
cigarro, se liga a receptores colinérgicos, contudo esse 
remédio se liga a esses receptores e faz liberar as 
substâncias do prazer mas de uma forma gradual
- não passar esse medicamento para pacientes que já 
tiveram pensamentos suicidas
Convenção “quadro”
- brasil foi o centésimo país a assinar
- reação do mundo em relação ao tabagismo
- atividades alternativas para o culto do fumo
- governo subsidia para o pequeno produtor rural que 
planta fumo para que ele plante outra coisa
Brasil
- maior produtor de fumo no mundo
- segundo maior exportador de fumo no mundo
- líder em campanhas antitabagismo
- dia internacional de combate ao fumo: 31 de maio
- dia nacional de combate ao fumo: 29 de agosto
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 5
Conceito de família e ciclos de vida
C onceitos: 
 “↳ a família é o lugar onde as mentes entram em
contato entre si”
 ↳ é o lugar do reconhecimento da diferença, cujos
membros pertencem a um mesmo contexto social e
dele compartilham
 ↳ é ser um grupo de pessoas que convivem,tem
laços intensos de proximidade e compartilham o
sentimento de idade e pertencimento que
influenciarão, de alguma forma, em suas vida
Tipos de família
 ↳ família nuclear: uma geração de família, um
homem, uma mulher que se juntaram e tiveram
filhos
 ↳ família extensiva: família nuclear, mas aí também
estão presentes avós, netos, sobrinhos, etc
 ↳ família unitária: formada por uma pessoa só,
regras e dinâmica do lar vão ser diferentes
 ↳ família monoparental: formada só pelo pai ou só
pela mãe junto dos filhos
 ↳ família reconstituída: família se refez com a adição
de novos integrantes, ex: madrasta, padrasto,
enteado, enteada, etc, duas famílias separadas que se
juntaram
 ↳ família institucional: pessoas que tem uma relação
direta entre elas, mas o papel de pai e mão, etc é
feito por uma instituição, quem gera e quem cuida é
uma instituição, ex: asilos
 ↳ família homossexual: formada por casais
homossexuais, com filhos ou não, de origem biológica
ou adotados
Lara Canato Micheletto TXX 01–
k
Aspectos da estrutura da família
 família tem aspectos na sua estrutura que indicam↳
como ela vai funcionar: 
 ↳ vínculos relacionais: relacionamento entre os
membros da família de forma a caracterizá-los
 ↳ território: na estrutura das famílias existe um
território, que é o local onde a pessoa possa se
diferenciar dentro daquela família, e se eu não tiver
fronteiras o filho vai invadir a função do pai, o pai vai
querer virar filho, e isso gera processo de doença,
pois interfere na estrutura, uma vez que gera
conflitos
 ↳ limite: tem a ver com o território, mas
principalmente se relaciona com regras, precisam ser
claros, mas não muito rígido para não gerar conflitos
 ↳ relações: as vezes são muito intensas, mas são
distantes ex: pais separados, onde o filho que nunca
vê o pai vai passar um final de semana na casa dele.
Os relacionamentos se muito intensos podem gerar
conflitos também, fazendo com que os filhos percam
a individualidade e sua essência, uma vez que não
tiveram espaço para desenvolver isso. O ideal é a
relação estar em equilíbrio
Subsistemas familiares
 ↳ conjugal: é o casal, que negocia, organiza as bases
da convivência e mantém uma atitude de
reciprocidade interna e uma relação com outros
sistemas (trabalho, serviço de saúde amigos, religião)
 ↳ parental: constituído pelas mesmas pessoas que
compõem um casal ou pessoas que desempenham
o papel de pais mediante filhos, sejam biológicos ou
adotivos, esse sistema é chamado de executivo, uma
vez que deve promover socialização, proteção,
afeto, etc
Lara C. Micheletto - TXX 01
 ↳ filial: formado pelos filhos e pode ser subdividido
de acordo com características específicas, como
sexo, idade, relação com irmãos, etc
Dinâmica familiar
 a estrutura das relações familiares se manifesta e↳
se mantém através da comunicação e dos papéis,
normas e regras estabelecidos dentro do sistema
1 – comunicação é importante para estabelecer–
boas relações
2 – papeis o que a mãe faz, o que o pai faz, o–
que o filho faz, estabelece os deveres de cada um
3 – regras ou normas o que cada um pode e não–
pode fazer
4 – padrões de comportamento – a maneira como
os integrantes da família se comportam mudam a
dinâmica da família, se os pais forem seguros a
chance das crianças crescerem mais seguras é mais
fácil, já onde existe comportamento abusivo as
crianças talvez não respeitem as autoridades dos
pais, etc
5 – relações triangulares tipo de relacionamento–
particular onde eu tenho por exemplo
relacionamento entre pai e mãe onde já estavam
adaptados na vida de casal e aí nasce um filho, mas a
pessoa fica na de ser mãe e esposa, fica transitando
no triangulo onde a intensidade varia e sempre há
prejuízo para um
6 – coesão/diferenciação a questão do limite, dar–
espaço para as pessoas socializarem
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 6
Ciclos de vida familiar
 É o processo evolutivo que cumpre a família no↳
curso dos anos através da passagem de uma fase a
outra da vida.
 São consideradas etapas previsíveis as situações↳
esperadas no desenvolvimento da vida familiar
 Já as etapas imprevisíveis são os fatos inesperados↳
que alteram o tempo e as funções da família, de forma
a modificar seu ciclo vital (podemos citar como
exemplos morte precoce, gestação na adolescência,
etc.).
 As distintas etapas do ciclo de vida familiar são↳
marcadas por eventos particularmente significativos
como os nascimentos e as mortes, as separações e as
uniões, as inclusões e as exclusões dos membros das
famílias, portanto, eventos que se referem às
mudanças estruturais da família.
 As diferentes etapas do ciclo da vida exigem da↳
família uma série de ajustamentos para que esta possa
cumprir sua função e permitir que seus membros
cresçam livres e autônomos.
 Quando uma família não consegue realizar esses↳
ajustes e bloqueia uma etapa do ciclo vital,
interrompendo a evolução, podem surgir problemas e
perturbações, expressões de uma disfunção
momentânea dentro da família, que não é capaz de
enfrentar este evento.
A família brasileira de classe média possui↳
similaridades estruturais e de funcionamento baseadas
em princípios e expectativas da família de classe média
norte-americana e obedece aos mesmos estágios do
ciclo de vida, o que não pode ser transposto para a
classe popular, a qual necessita de comentários
específicos, já que possui uma diminuição, de seis,
para três ou quatro estágios em seu ciclo.Estágios do ciclo de vida familiar de
classe média
1- Saindo de casa: jovens solteiros
2- A união familiar através do casamento: o novo casal
3- Famílias com filhos pequenos
4- Famílias com adolescentes
5- Lançando os filhos e seguindo em frente
6- Famílias no estágio tardio da vida
Estágios do Ciclo de Vida Familiar
de Classe Popular:
1- Família Composta por Jovem-Adulto
2- Família com Filhos Pequenos
3- Família no Estágio Tardio
Lara C. Micheletto - TXX 01
1. ADULTO-JOVEM
As fronteiras entre a adolescência e a idade adulta
jovem são confusas. Os adolescentes são
responsáveis por si mesmos e utilizados como fonte
de renda a partir dos 10 -11 anos de
idade;
2. FAMILIA COM FILHOS PEQUENOS
Começa sem que ocorra o casamento, mas com a
geração de filhos e a busca por formar um sistema
conjugal, assumir papeis paternos e realinhamento dos
relacionamentos com a família.
3. FAMILIA NO ESTAGIO TARDIO
Ocorre com frequência uma formação familiar com
três ou quatro gerações. Sendo assim, há pouca
possibilidade de haver “ninho vazio”, e muitas vezes, a
base de sustentação familiar depende da aposentadoria
de um dos avos, em geral a avó, que persiste com
responsabilidades sobre a sobrevivência de todos.
Ciclos de vida
A utilidade do modelo de ciclo vital consiste na
possibilidade, por parte do observador, de identificar a
fase na qual se encontra a família em dado momento,
propondo ajuda neste período crítico e, através da
continuidade, observar a mudança e a reorganização
na passagem de uma fase à outra.
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara Canato Micheletto TXX 01–
PASS – aula 7
Abordagem familiar
O QUE É?
 ↳ “É uma abordagem emocionalmente refletida e 
cientificamente adequada ao contexto social e 
familiar, respeitando as concepções, crenças e 
valores pessoais da família abordada.
 ↳ Para tanto, é preciso saber ouvir, explorar o 
entendimento visando potencializar os
recursos familiares para promoção da saúde [...]
 ↳ Além disto realizar avaliações e intervenções 
familiares refletidas na história e contexto familiar.”
OBJETIVOS
 ↳ Entender a família, sua estrutura, 
desenvolvimento, funcionamento e recursos
para facilitar medidas de promoção da saúde e de 
prevenção de adoecimentos e, ainda, para auxiliar as 
famílias nas suas necessidades de comunicação;
 ↳ A prevenção deve incidir, não apenas nas famílias
que são diretamente alvo de
cuidados, mas também nas que se constituirão no 
futuro.
GENERALIDADES
↳A prática do MFC envolve uma parceria entre o 
médico, a pessoa e família
 ↳ Os problemas clínicos e emocionais podem ser 
tratados com uma abordagem individual, centrada na 
pessoa, como uma dor de garganta na qual você 
resolve com uma abordagem individual
 ↳ ...mas alguns vão alcançar maior benefício com a 
abordagem familiar, estando a
família presente ou não na consulta.
 ↳ A resistência ao convite de trazer a família ocorre
com certa frequência, pois essa
forma de abordagem, ainda parece inusitada
 ↳ É importante envolver a família nos cuidados com
a saúde o mais cedo possível;
 ↳ Especialmente importante para doenças crônicas, 
puericultura, pré-natal, saúde mental e má adesão ao
tratamento.
 como usar no pré natal? Preparar o casal para ↳
relações triangulares, aceitação do novo membro 
dentro da casa, não olhar somente a barriga, mas 
também para as relações daquela família, o pré natal 
 Pode estar perfeito, mas mesmo assim as vezes ↳
é necessário chamar a família para falar de outros 
assuntos
 Na puericultura pode se perguntar se o casal vai ↳
ter outro filho, se a vó e o vô podem apoiar a mãe 
na hora do trabalho, falar sobre introdução alimentar 
do bebê
 Vários problemas mentais surgem da disfunção ↳
das famílias
 A abordagem familiar pode ser usada por ↳
qualquer médico independente da especialidade. Ex: 
doenças crônicas, alguém da família com asma e 
precisa usar bombinha e o médico vê que lele não 
usa, então o médico pode fazer uma abordagem 
familiar para ver o que está acontecendo 
 Uma pessoa doente em casa pode adoecer uma ↳
família inteira, as vezes o paciente só melhora com o
apoio da família
 ↳ Algumas atitudes ajudam na maior aceitação da 
abordagem em família: 
 Respeitar as regras da família; ex: atendimento de •
família adventista e tem o dia que eles precisam 
fazer jejum e não saem de casa, não adianta marcar
consulta para esse dia
 Perceber o funcionamento e respeitar a hierarquia•
da organização familiar; Ex: família de pais rígidos, 
não da para o médico passar sob a autoridade da 
pessoa centralizadora
 Facilitar a comunicação dentro da família; se a •
comunicação for melhor as pessoas vão se sentir 
mais acolhidas e o ambiente vai ser mais pacífico
 Evitar lateralizar com um membro da família; Ex: •
se eu atendo um caso e vejo que precisa de 
abordagem familiar, mas eu já conheço o paciente e 
tenho vínculo, mas isso é ruim pois assim pode 
ocorrer uma preferência em dar mais atenção ao 
paciente do que para a família, é preciso equalizar a 
abordagem
 Adaptar a comunicação ao estilo da família usar • –
vocabulário adequado
 Auxiliar a família na busca de suas próprias •
soluções, a família vai se sentir autônoma, ajudando 
na melhor aceitação
 ↳ Para vencer a resistência é importante não aceitar
a primeira negativa, esclarecer
os benefícios, desmistificar os medos e preconceitos;
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara Canato Micheletto TXX 01–
 ↳ O paciente e o médico devem decidir juntos 
quem deve comparecer a consulta;
 ↳ O único caso em que há contraindicação em 
convidar a família e realizar a consulta em conjunto é
quando existir o risco de violência direta a alguém: ao
paciente, a algum dos membros da família, ou a 
equipe de saúde.
ABORDAGEM FAMILIAR NÃO É IGUAL TERAPIA DE
FAMÍLIA!
 o médico é um facilitador, não significa que ele vai↳
resolver o problema
 ↳ A entrevista com a família pode-se dividir, 
esquematicamente em 4 etapas:
 Apresentação/Associação/Aproximação é • –
preciso de maior aproximação para fazer alguns 
questionamentos específicos
 Entendimento da Situação/Avaliação pensar • –
sobre a situação
 Educação em Saúde/Discussão falar sobre • –
atitudes que a família poderia tomar, o que elas 
podem fazer
 Plano terapêutico/Facilitação ajuda essa família a • –
criar um plano terapêutico e fazer a condução desse
plano nos próximos encontros
Caso clínico
Dona Neusa, 55 anos, queixas frequentes de dores 
de cabeça associadas a ansiedade generalizada. Está 
preocupada devido ao histórico de neoplasia do 
sistema nervoso central da mãe. Paciente diz que o 
marido acredita que tais sintomas são “frescura da 
dono Neusa”.
- Bom dia Neusa! E bom dia senhor...?
- Bom dia doutor! Esse é o João, o meu marido.
- Que bom, dona Neusa, que convidou e trouxe seu 
marido à consulta!
- Obrigado, seu João, por ter vindo! (doutor está 
fazendo aproximação)
- Não há de que doutor, o problema é só o horário 
de trabalho...mas hoje deu para eu
vir...Mas o que aconteceu?
- Com que o senhor trabalha?
- Sou representante comercial. (aproximação e 
quebrando o gelo, mostrando interesse pela vida da 
família)
- Não aconteceu nada de grave.
- É sempre bom poder entender melhor como as 
famílias que atendemos
funcionam.
- Tenho tido algumas dificuldades em ajudar a dona 
Neusa com as dores de cabeça, e talvez, você possa
me ajudar...
- O quê você acredita estar acontecendo? (ouvir e 
avaliar)
- Ah! É isso doutor? Eu já disse para ela deixar de 
besteira. Eu já notei...Toda vez que eu tenho que 
viajar a trabalho e anuncio a viagem ela passa mal! Aí
vem com uma historia que vai morrer, que está 
sozinha em casa e ninguém vai acudi-la! Vai morrer 
nada...tá forte, doutor!
- O que você acha dona Neusa? Tem se sentido 
sozinha? (paciente base era a dona Neusa mas o 
médico foi nele primeiro para não acontecer 
lateralização)
- Tenho sim...tenho ficado muito tempo sozinha e 
como lhe falei antes, doutor...Aí
acho que sobram as lembranças da minha mãe que 
morreu de câncer na cabeça...- Como vocês acreditam que poderiam melhorar 
essa situação? Conversem agora sobre isso.
- Mas Neusa, quantas vezes eu já e falei que tu 
precisas arranjar alguma coisa para fazer fora de 
casa?
- E tu pensas que é fácil? Se eu tivesse o segundo 
grau...
- E por que tu não faz? Volta a estudar...
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara Canato Micheletto TXX 01–
- Tu nunca tinha dito isso antes… (nunca houve boa
comunicação nessa família, uma vez que moram há 
30 anos juntos e não houve esse diálogo)
- Estou vendo que vocês conseguiram achar uma 
excelente solução. Independentemente
de tudo, voltar a estudar sempre é bom dona Neusa.
A senhora tem uma tarefa: até o próximo
encontro vai ter que buscar todas as informações 
sobre o retorno aos estudos. Pode ser? (médico 
propôs solução terapêutica)
- Com certeza, doutor!
- Até lá! Tenham uma boa semana!
Ferramentas da abordagem
familiar
1) CICLOS DE VIDA
2) GENOGRAMA
 ↳ Preencher o genograma não representa um fim 
em si mesmo e nem é uma questão simples, mas 
proporciona uma visão da estrutura familiar e suas 
interações.
 ↳ A informação não é estática, e sugerimos que 
seja usada uma consulta para realizá-lo, sabendo que 
algumas informações deverão ser colocadas e 
modificadas com o tempo por qualquer membro da 
equipe.
 ↳ O genograma é apenas um “esqueleto”, que deve
ser revestido com importantes
informações sobre a família.
 ↳ Dados, relacionamentos e localidades são a 
estrutura para a exploração: dos limites emocionais
 da fusão, dos fatores de proteção;•
 dos fatores de resiliência;•
 de rompimentos;•
 de conflitos críticos;•
 da quantidade de abertura;•
 do número de relacionamentos atuais e potenciais •
na família.
↳O genograma possui dois elementos principais: o 
estrutural e o funcional.
 ↳ Em primeiro lugar dispomos os dados estruturais 
como: nome, idade, profissão, situação laboral, 
mortes na família citando datas e causas, doenças, 
cuidador principal e assinalamos o informante 
(paciente).
 ↳ O genograma funcional complementa as 
informações e traz uma visão dinâmica, pois mostra 
a interação entre os membros da família
 ↳ Existem regras básicas para a construção do 
genograma, como propõem Freitas e De la
Revilla:
1-Há uma simbologia própria para a construção do 
genograma, que facilita a análise de possí
veis influências na dinâmica do grupo, as quais 
podem estar atuando e tendo relação com o
problema do paciente.
2-Sempre fazemos o genograma de, no mínimo, 
três gerações.
3-Primeiramente fazemos o do casal e seus filhos.
4-Fase do ciclo vital.
5-Sistema familiar de origem.
6-Estressores.
7-Rede social de apoio.
8-Interpretações do problema.
9-Relações familiares e vitais mais significativas.
 ↳ Elaborar um genograma supõe três níveis
A) Traçado da estrutura familiar
B) Registro das informações sobre a família.
C) Descrição das relações familiares.
 esse genograma trata muito sobre as relações ↳
familiares e esse é o diferencial com o 
heredograma, que representa em geral a estrutura 
de uma família
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara Canato Micheletto TXX 01–
 ↳ teresa é o caso indice, ela que veio procurar o 
atendimento
 ciclo de vida e genograma são os mais usadaos↳
 genograma ve relacionamento das pessoas↳
Ecomapa
 é o genograma com relação ao ambiente, por ex:↳
relação do indivíduo com a igreja, namorada, centro 
de saúde, trabalho, com instrumentos sociais em 
geral
 vê a relação das pessoas com o ambiente↳
F I R O
 ↳ Fundamental Interpersonal Relations Orientation
 é uma análise da intensidade das relações, é ↳
sobre se sentir parte da família ou não, relações 
intensas ou não
 você não se sente bem na família se não se ↳
sentir parte dela
 o FIRO mede o grau que essas pessoas se ↳
sentem inseridos na família
P R A T I CE
 é um questionário, uma análise↳
 é bom para estudantes do internato, porque dá ↳
um roteiro para o médico seguir
 mas só ate a habilidade for adquirida porque é ↳
uma ferramenta engessada e na verdade ela precisa 
ser dinâmica
A P G A R FAMILIAR
 comum para avaliar recém nascidos fizeram ↳ –
analogia com os cinco critérios para fazer um apgar 
familiar
 vai de 0 a 10 pontos↳
 5 critérios que cada um pontua 0, 1 ou 2↳
 família de 8 a 10 funcional↳ –
 família de 4 a 7 está funcional mas precisa ↳ –
melhorar
 famílias abaixo de 4 disfuncionais ↳ –
 quando mais disfuncional for a família, maior vai ↳
ser a atenção dada a elas
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 8
Sistemas de saúde
 ↳ Conceito
 É o conjunto de relações políticas, econômicas e↳
institucionais responsáveis pela condução dos
processos referentes à saúde de uma dada
população.
 Este se concretiza através de organizações,↳
regras e serviços que visam alcançar resultados
condizentes com a concepção de saúde prevalente
na sociedade.
 Consolidam-se em meados do século XX↳
 Estruturas que visam garantir a prevenção de↳
doenças, oferta de serviço de cura e reabilitação ,
incluindo controle e definição de regras para
produção de alimentos, medicamentos, proteção do
meio ambiente, etc.
 Função de solucionar esses problemas de forma↳
mais ou menos abrangente em cada país.
 Resultado da participação do Estado no controle↳
dos diversos mecanismos que afetam a saúde e o
bem- estar das populações
 Apresentam elementos similares:↳
 Todos tem uma certa forma de organização•
 Contam com algumas instituições responsáveis por•
determinadas atividades, rede de serviços
 Financiamento•
 São a resposta social organizada às condições↳
de saúde da população.
 São Influenciados pela dinâmica social e podem↳
influenciá-la.
Componentes
 Todo sistema de saúde pode ser pensado com↳
base
na articulação de três principais componentes:
 Cobertura•
 Recursos (humanos, econômicos, a rede de•
serviços, os insumos, a tecnologia e o conhecimento).
 Organizações.•
 ↳ Cobertura populacional e catálogo de benefícios e
ações de saúde
 • Cobertura de cidadãos
- Garantia do acesso da população às ações e aos
serviços de saúde
 • Cobertura de serviços
- Amplitude da cesta: conjunto de ações e serviços
aos quais a população tem acesso
 ↳ Recursos
 • Recursos Econômicos
- Financiamento disponível para a atenção à saúde,
ou seja, aos recursos que “entram” para a atenção à
saúde.
- São um componente estratégico para atingir os
objetivos de proteger e melhorar a saúde dos
cidadãos.
 • Recursos Econômicos
 → Recursos públicos
- Provenientes de tributos pagos pela sociedade e
incluem impostos diretos e indiretos e as
contribuições da seguridade social.
- São de arrecadação obrigatória.
 Recursos privados→
- São aqueles pagos diretamente pelas famílias,
empresas e indivíduos e são chamados de
voluntários.
 • Recursos Humanos
- São os profissionais e técnicos que desenvolvem
atividades na atenção a saúde.
 Rede de Serviços•
 → Serviços Coletivos
- Dirigem-se à prevenção
- Ações de impacto sobre o conjunto da população
(controle ambiental, saneamento, vigilância sanitária e
vigilância epidemiológica).
 → Serviços de Assistência Médica
- Serviços ambulatoriais
- Hospitalares
- Atenção a doentes crônicos
Lara C. Micheletto - TXX 01
- Atenção de longa duração
 Insumos•
- Todos os tipos de recursos utilizados no
tratamento e na prevenção em saúde.
- Incluem equipamentos, medicamentos e suprimento
para exames diagnósticos.
 Tecnologia e conhecimento•
- Temas de grande relevância para a melhoria das
condições de saúde da população.
- Discutem alternativas e soluções de novas técnicas,
práticas, procedimentos e insumos que permitem
prevenir e combater os males da saúde.
 ↳ Organizações
- Ministérios, agências e demais estruturas
responsáveis pela condução das atividades, ações e
serviços de saúde.
- Possuem e respondem a certas relações de poder.
Dinâmica dos sistemas de saúde
 ↳ Caracterizada por:
 Funções e relações que se estabelecem entre•
seus componentes, resultam em políticas, ações e
serviços prestados, determinam o desempenho dos
sistemas e contribuempara os resultados nas
condições de saúde da população.
 ↳ Funções dos Sistemas
 Financiamento•
 Prestação de serviços•
 Gestão•
 Regulação•
 São desenvolvidas a partir de relações políticas e↳
econômicas que se manifestam por meio dos
interesses dos agentes e atores envolvidos direta ou
indiretamente com os sistemas de saúde.
 ↳ Financiamento
 Relações entre financiadores e prestadores de•
serviços de saúde nos sistemas
 • Fontes de Recursos
- Impostos gerais (sistemas universais)
- Contribuições sociais sobre o salário (seguros
sociais)
- Recursos privados (seguros ou planos de saúde
particulares)
 • Formas de pagamento
 Pagamento direto→
 Pagamento direto para posterior reembolso pelo→
seguro
 Pagamento indireto por terceiros pagadores→
segundo contrato: prestadores pagos pelo governo,
seguros ou empresas operadoras segundo preços
acordados previamente.
 Pagamento indireto por terceiros pagadores por→
meio de orçamentos ou salários: governo, seguros
ou empresas operadoras pagam a partir de um
orçamento geral e salário fixo.
 • Formas de pagamento pelos serviços
 Orçamento→
 Pagamentos prospectivos: tipo de diagnóstico e→
tratamento
 Per capita: por quantitativo de pessoas adscritas→
ao prestador.
 Unidades de serviço (fee for service): por→
produtividade.
 • Prestação de Serviço
 É o objetivo final de todo sistema de saúde→
 Depende de quais serviços são prestados, ou→
seja, abrangência deles, assim como do modelo de
saúde adotado.
 Classificação:→
 Complexidade -→
- Atenção básica
- Atenção secundária: ambulatorial especializada
- Atenção terciária: hospitalar
 • Prestação de Serviço
 Classificação:→
 Horizontais de caráter coletivo→
- Vigilância Sanitária
- Vigilância Epidemiológica
- Serviços de promoção da saúde
 Oferta de medicamentos→
Lara C. Micheletto - TXX 01
 ↳ Gestão
 É a função de organizar e estruturar a prestação•
de ações e serviços nos sistemas de saúde.
 Traçar diretrizes, planejar, financiar e contratar•
serviços, estruturar a rede em seus distintos níveis,
dimensionar a oferta e avaliar as ações.
 Gestores são importantes na articulação política•
com os diversos atores sociais.
 ↳ Regulação
 Conjunto de mecanismos legais e normativos que•
conduzem a relação entre os componentes dos
sistemas de saúde.
 Os governos constituem os principais agentes de•
regulação, porém o mercado, os profissionais e os
prestadores também possuem mecanismos
próprios de regulação
.
 ↳ Classificação
 Maioria dos países não tem um modelo puro.•
 Caracterizado por aquele que predomina no país•
 Modelos•
 Modelo de Proteção Social→
- Seguridade Social ou Beveridgiano
- Seguro Social ou Bismarckiano
- Residual ou Assistencialista
 Modelo de Seguro Privado→
Modelos de proteção social
 Correspondem a modalidades de intervenção↳
governamental no financiamento, na condução e
regulação dos diversos setores assistenciais e na
prestação de serviços de saúde, com o consequente
acesso e direito à cidadania.
 Seguridade Social ou Universal ou Beveridgiano↳
 Se concretizam através dos Sistemas Nacionais de•
Saúde;
 Estado presta diretamente os serviços de saúde.•
 Financiamento público com dinheiro dos impostos.•
 Mais eficientes, mais equânimes e portanto, com•
maior impacto positivo nas condições de saúde.
 Trabalhadores são empregados públicos•
 Pode haver serviços contratados do setor privado,•
porém sob controle do Estado.
 Estabelecimento de regras homogêneas para a•
maioria das ações e serviços de saúde, garantindo
serviços similares em todo o país.
 Exemplos•
 ↳ EXEMPLOS:
 • Modelo Semashko
- Rússia e posterior aos países soviéticos,
representado hoje pelo modelo Cubano.
- Anterior ao Beveridgiano
- Revolução soviética de 1917
- Centralizado e integralmente estatal.
- Estrutura vertical, organização hierárquica e
organizada em redes de serviços com
responsabilidades bem definidas.
 • National Health Service
- Sistema Inglês
- Criado em 1946
- Primeiro sistema nacional de saúde Universal no
Ocidente em um país capitalista
 • Seguro social ou Bismarckiano
- Financiamento baseado nas contribuições dos
empregados e empregadores.
- Em geral segmentados por categoria.
- Gera iniquidades pois os serviços e benefícios
podem ser diferenciados entre categorias
profissionais, dependendo da sua importância
econômica.
- Ênfase às ações curativas individuais.
- A assistência médica nesses serviços é separada
das ações de saúde coletiva (promoção e
prevenção)
- Dificuldade de garantia da atenção integral.
Lara C. Micheletto - TXX 01
 Seguro social ou Bismarckiano↳
 Exemplos↳
 • Residual ou assistencialista
- O Estado não assume para si a responsabilidade de
proteção universal à saúde.
- Protege apenas alguns grupos mais pobres.
- Gera enorme ineficiência, devido à baixa
regularização estatal, miríade de prestadores e
provedores de seguros.
- Exemplo
 Estados Unidos→
- Programas públicos de proteção cobrem apenas os
mais necessitados e parcialmente os aposentados.
- Permanece descoberta uma parcela importante da
população, sem acesso a seguros públicos ou
privados.
- Elevado gasto per capita em saúde.
Modelo de seguro privado
 Organização fragmentada e descentralizada↳
 Escassa regulação pública↳
 Organizada através dos planos ou seguros↳
privados de saúde
 Exemplo↳
 Estados Unidos•
 Tipos de Operadoras de Saúde
Operadoras de saúde no Brasil
Tipos de contrato
 • Regulamentação
 Em 1998, foi promulgada a Lei no 9.656, que↳
regulamentou o setor da saúde suplementar no
Brasil, no que se refere às coberturas dos contratos
independentemente do tipo de plano de saúde
contratado, bem como os reajustes anuais no que
tange aos planos de saúde individuais.
 Em 2000 foi sancionada a Lei no 9.961 que criou a↳
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 Está diretamente ligada ao Ministério da Saúde↳
 Tem por objetivo regulamentar e fiscalizar as↳
operadoras de planos de saúde.
 A ANS possui uma diretoria colegiada, indicada↳
pelo Ministro da Saúde, formada por cinco membros,
cada um com mandato de 3 anos não coincidente
entre os membros.
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 9 
História das Políticas de Saúde
no Brasil
Períodos
 Descobrimento ao Império (1500 a 1889)•
 República velha (1889 a 1930)•
 “Era Vargas” (1930 a 1964)•
 Autoritarismo (1964 a 1984)•
 Nova República (1985 a 1988)•
 Pós-constituinte (1989 ...)•
Descobrimento ao Império
(1500 – 1889)
 Cenário Político e Econômico•
- País agrário extrativista
 Perfil Epidemiológico•
- Doenças pestilentas
 • Organização da Saúde
- Não dispunha de nenhum modelo de atenção à
saúde
- Boticários
- Curandeiros
- Medicina liberal
 • Chegada da Família Real Portuguesa - 1808
- Saneamento da Capital
- Controle de navios
- Novas estradas
- Controle Sanitário Mínimo
 • Até 1850 a Saúde Pública
- Delegação das atribuições sanitárias as juntas
municipais
- Controle de navios e saúde dos portos
República Velha
(1889 – 1930)
 • Cenário Político e Econômico
- Economia baseada na agricultura.
- Instalação do capitalismo no Brasil
- Primeiras indústrias
- Investimento estrangeiro
- Precárias condições de trabalho e de vida das
populações urbanas
- Movimentos operários
 • Perfil Epidemiológico
- Febre Amarela
- Varíola
- Tuberculose
- Sífilis
- Endemias rurais
 • Organização da Saúde
- Modelo Sanitarista Campanhista: nascimento da 
saúde pública
- Estado intervém somente naquilo que o indivíduo 
sozinho ou a iniciativa privada não podem fazer: 
liberalismo
- Medicina liberal
- Hospitais filantrópicos
- Medicina curativa
 • Organização da Saúde
- 1890 Conselho de Saúde Pública–
- 1892 Laboratório de Bacteriologia–
- 1894 Instituto Sanitário Federal–
- 1897 Diretoria de Saúde Pública–
- 1900 Instituto Soroterápico–
- 1902 Rodrigues Alves lança campanha de–
saneamento do RJ e combate a febre amarela
urbana em SP.
- 1923 Lei Elói Chaves–
 • Lei Eloy Chaves (1923)- Marco inicial da Previdência Social no Brasil
- Organização dos CAP s (Caixas de Aposentadorias ́
e Pensões)
- 1923- CAP dos Ferroviários
- 1926 Portuários e Marítimos–
 • Lei Eloy Chaves (1923)
 Características dos CAP s→ ́
- Por instituição ou empresa
- Financiamento e gestão: trabalhador e empregador
- Seguro social
- Aposentadoria e pensão
- Assistência médica
- Pouca intervenção do Estado.
 • Período marcado por: Dicotomia da Saúde
 Saúde Pública:→
- Prevenção e controle de doenças (coletiva)
Lara C. Micheletto - TXX 01
- Saneamento
- Campanhas de vacinação
- Previdência Social:
- Assistência médica (individual)
“Era Vargas”
(1930 – 1964)
 • Cenário Político e Econômico
- Arranjo oligárquico da política Café com leite
- Urganização
- Crises de superprodução do café
- Desvalorização da moeda
 • Perfil Epidemiológico
- Predomínio das doenças da pobreza doenças–
infecto-parasitárias
- Início transição demográfica: envelhecimento da 
população (surgimento das doenças crônicas)
 • Organização da Saúde
- Fracionamento da saúde
- Saúde pública
- Medicina Liberal
- Hospital beneficente ou filantrópico
- Hospital lucrativo (empresas médicas)
 • Organização da Saúde
 Fracionamento da saúde→
 Saúde pública →
- 1941 Serviço de combate a endemias; serviço –
especial de saúde pública
- 1956 Departamento nacional de endemias rurais–
- Estado atuava basicamente em campanhas 
sanitárias e programas especiais (materno-infantil, 
epidemias rurais, tuberculose, hanseníase)
- Modelo sanitarista desenvolvimentista
- Criação do Ministério da Saúde
 • Organização da Saúde
 Fracionamento da saúde→
 Medicina Liberal→
- Hospital beneficente ou filantrópico
- Hospital lucrativo (empresas médicas)
 Criação dos IAPs→
 • Organização da Saúde
 Criação dos IAPs→
- Institutos de aposentadorias e pensões
- Unificou CAPs
- Organizados por categorias: marítimos (IAPM); 
comerciários (IAPC); bancários (IAPB); transportes e 
cargos (IAPETEC); servidores do Estado (IPASE)
- Financiamento: Estado, empregado e 
empregadores
- Gerência: indicada pelo Estado
- Aposentadoria, pensão e assistência médica
Autoritarismo
(1964 – 1984)
 • Cenário Político e Econômico
- Regime autoritário
- Governo autoritário e centralizador
- Urbanização e industrialização crescentes
- Milagre brasileiro (1968 a 1973)
 • Perfil Epidemiológico
- Aumento da mortalidade infantil
- Doenças Infecto-parasitárias: tuberculose,
malária, Chagas
- Acidentes de trabalho
- Tripla carga de doenças: doenças da modernidade 
além das doenças da modernidade.
 • Organização da Saúde
 Saúde pública→
 Medicina Previdenciária→
- Em 1966- Unificação dos IAPs e criação do INPS 
(instituto Nacional da Previdência Social)
 • Organização da Saúde
 Saúde pública→
- Programas verticais: materno-infantil, imunizações, 
interiorização das ações de saúde; esquistossomose, 
nutrição
- Surgimento do movimento da Reforma Sanitária.
 • Organização da Saúde
 Medicina Previdenciária→
- Em 1966- Unificação dos IAPs e criação do INPS 
(instituto Nacional da Previdência Social)
- 1972 Previdência para autônomos e empregadas –
domésticas
- 1973 Previdência para trabalhadores rurais:–
FUNRURAL
- 1974 Criação do Ministério da Previdência e –
Assistência Social (MPAS)
 • Organização da Saúde
 Medicina Previdenciária→
- 1974 Plano de Pronta Ação: ampliação do–
atendimento de urgência/emergência a toda a
população nas clínicas e hospitais da previdência
- 1977 Criação do INAMPS (Instituto Nacional de –
Assistência Médica da Previdência Social)
Lara C. Micheletto - TXX 01
 • Organização da Saúde
 1977 Criação do INAMPS (Instituto Nacional de → –
Assistência Médica da Previdência Social)
- Participação do Setor Saúde
- Sem participação popular
- Modelo assistencial médico-curativo, excludente e 
tecnicista
- Pagamento por quantidade de procedimentos
- Ausência de controle ou regulação
- Problemas: corrupção, procedimento e paciente 
fantasmas...
 • Organização da Saúde
- FAS (Fundo de Assistência Social)
- Caixa Econômica Federal
- Financiou a ampliação da rede privada (juros 
mínimos e prazo a perder de vista)
Modelos de Atenção à Saúde
Figueiredo
(1979 – 1985)
 • Programa Nacional de Serviços Básicos de
Saúde (PREV-SAÚDE)
- Iniciativa de reorganização do Sistema de Saúde 
(aumento da integração entre os ministérios e 
secretarias)
- Diretrizes que reforçavam atenção primária
- Participação da Comunidade
- Regionalização e hierarquização dos serviços
- Referência e contra-referência
- Integração das ações curativas e preventivas
 • AIS (Ações Integradas de Saúde) 1982–
- Repasse dos recursos do INAMPS para as
secretarias Estaduais de Saúde
- Tentativa incipiente de descentralização do poder
- Gestão ainda no nível federal
- Amplia as ações de assistência (serviços 
previdenciários) para população não contribuinte)
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 10
Nova República
(1985 – 1988)
 ↳ Cenário Político e Econômico
 Conquista da democracia•
 Interrupção da recessão econômica•
 Inclusão da Saúde na agenda política•
 Resgate da “dívida social” do período autoritário•
↳ Perfil Epidemiológico
 Queda da mortalidade infantil e doenças•
imunopreviníveis
 Manutenção das doenças da modernidade•
(aumento das causas modernas)
 Crescimento da AIDS•
 Epidemias de Dengue•
↳ Organização da Saúde
 Difusão da proposta da Reforma Sanitária→
 Conceito ampliado de saúde•
 Reconhecimento da saúde como direito de todos•
e dever do Estado
 Criação do Sistema Único de Saúde (SUS)•
 Participação popular (controle social)•
 Constituição e ampliação do orçamento•
↳ Organização da Saúde
 8a Conferência Nacional de Saúde 1986• –
 “ Saúde, Direito de Todos e Dever do Estado”•
 Participação, pela primeira vez de entidades da•
sociedade civil organizada
 Relatório encaminhado a Assembléia Nacional•
Constituinte
↳ Organização da Saúde
 SUDS (Sistema Unificado e Descentralizado de→
Saúde 1987)–
 Transição entre AIS e o SUS•
 Repasses feitos através da Programação•
 Orçamentária Integrada (POI)•
 Superava a compra de serviços privados•
 Criação dos Conselhos Estaduais e Municipais de•
Saúde
 Descentralização “Estadualização”• –
 Tudo que era do antigo INAMPS agora é da•
 Secretaria Estadual de Saúde•
 Investimentos agora direcionados ao setor público•
- 1980 público absorvia apenas 28,7%–
- 1987 público absorveu 54,1%–
↳ Organização da Saúde
 Problemas enfrentados na época:→
 Desigualdade no acesso aos serviços de saúde•
 Multiplicidade e descoordenação entre as•
instituições do setor.
 Desorganização dos recursos empregados nas•
ações de saúde, curativas e preventivas.
↳ Organização da Saúde
 Problemas enfrentados na época:→
 Baixa resolutividade e produtividade dos recursos•
existentes.
 Falta de integralidade da atenção•
 Escassez de recursos financeiros.•
 Gestão centralizada e pouco participativa.•
↳Períodos
 Pós-constituinte (1989 ...) G, H, 7, 8• –
Constituição da República de 1988
“Constituição Cidadã”
 Saúde como direito de todos e dever do Estado;•
 Ampliação do conceito de saúde;•
 Cria o SUS•
↳ Seguridade Social
 Art. 194 A seguridade social compreende um• –
conjunto integrado de ações de iniciativa dos
Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a
assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência
e à assistência social.
Constituição da República de 1988
 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do•
Estado, garantido mediante políticas sociais e
Lara C. Micheletto - TXX 01
econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal
igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação”.
 Art. 197. São de relevância públicas ações e•
serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor,
nos termos da lei, sobre sua regulamentação,
fiscalização e controle, devendo sua execução ser
feita diretamente ou através de terceiros e, também,
por pessoa física ou jurídica de direito privado.
 Art. 198. As açõese serviços públicos de saúde•
integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único, organizado de acordo
com as seguintes diretrizes:
 I - descentralização, com direção única em cada→
esfera de
governo;
 II - atendimento integral, com prioridade para as→
atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
 III - participação da comunidade.→
 Parágrafo único. O sistema único de saúde será•
financiado, nos termos do art. 195, com recurso do
orçamento da seguridade
social, da União, dos Estados do Distrito Federal e dos
Municípios, além de outras fontes.
SUS
↳ Objetivos
 Melhorar a qualidade da atenção à saúde•
 Romper com o passado de descompromisso e•
irracionalidade técnico-administrativa
 Servir de norte ao trabalho do Ministério da Saúde•
e das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
↳ Organização da Saúde
 O Sistema Único de Saúde, o SUS, é formado•
pelo conjunto de todas as ações e serviços de saúde
prestados por órgãos e instituições públicas federais,
estaduais e municipais, da administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.
 À iniciativa privada é permitido participar desse•
Sistema de maneira complementar.
↳ Organização da Saúde
 Art. 200 - Ao Sistema Único de Saúde compete,•
além de outras atribuições, nos termos da lei:
 I Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos→ –
e
substâncias de interesse para a saúde e participar da
produção de medicamentos, equipamentos,
imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos
 II Executar as ações de vigilância sanitária e→ –
epidemiológica, bem como as de saúde do
trabalhador
 III Ordenar a formação de recursos humanos na→ –
área da
saúde
↳ Organização da Saúde
 Art. 200 - Ao Sistema Único de Saúde compete,•
além de outras atribuições, nos termos da lei:
 IV Participar da formulação da política e da→ –
execução das ações de saneamento básico
 V Incrementar em sua área de atuação o→ –
desenvolvimento científico e tecnológico
 VI fiscalizar e inspecionar alimentos,→ –
compreendido o controle de seu teor nutricional,
bem como bebidas e água para consumo humano
↳ Organização da Saúde
 Art. 200 - Ao Sistema Único de Saúde compete,•
além de outras atribuições, nos termos da lei:
 VII Participar do controle e fiscalização da→ –
produção, transporte, guarda e utilização de
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e
radioativos
 VIII Colaborar na proteção do meio ambiente,→ –
nele compreendido o do trabalho
↳ Princípios Doutrinários
 Universalidade•
 Equidade•
 Integralidade•
Princípios doutrinários SUS -
Universalidade
 Todo o cidadão tem direito ao atendimento,•
independente de sexo, idade, cor, religião, raça...
 A saúde é um DIREITO de todos.•
 A saúde é direito de todos e dever do Estado,•
garantido mediante políticas sociais e econômicas que
visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e
recuperação. (Const. Federal art. 196)
Princípios Doutrinários SUS-
Integralidade
 Cada pessoa é um todo indivisível•
 Homem é um ser integral, biopsicossocial e será•
atendido em uma visão holística
 Ações de promoção, proteção e recuperação•
Lara C. Micheletto - TXX 01
 Composto por unidades de saúde nos diversos•
níveis de atenção.
 Atendimento integral, com prioridade para as•
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais. (Const. Fed. art. 198)
 Integralidade de assistência entendida como um•
conjunto articulado de serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada
caso em todos os níveis de complexidade do sistema.
(lei 8080 - art 7)
 Promoção: ações que favorecem adoção de•
comportamentos menos arriscados à saúde.
 Prevenção: ações que objetivam a redução dos•
fatores de risco relacionados aos agentes
patogênicos e ao ambiente.
 Recuperação: ações que envolvem o diagnóstico•
de doenças e tratamento.
 Reabilitação: recuperação parcial ou total das•
capacidades no processo de doença e na
reintegração do indivíduo.
 Proteção: ações que buscam desencadear as•
medidas dirigidas à prevenção e ao controle das
doenças.
Princípios Doutrinários SUS -
Equidade
 Tratar os desiguais de maneira desigual.•
 Levar em consideração as diferenças entre as•
pessoas e disponibilizar ações que ajudem na saúde.
 Tratar as diferenças com o objetivo de alcançar a•
igualdade
 Todo cidadão é igual perante o SUS e será•
atendido conforme as suas necessidades.
 Igualdade com justiça.•
Diretrizes - SUS
 ↳ Descentralização
 Descentralização, com direção única em cada•
esfera de governo.
 Gestores Federal, Estadual e Municipal•
 Quanto mais próximo a gestão melhor a qualidade•
do serviço.
↳ Regionalização
 Serviços de saúde devem se organizar em•
regiões de saúde.
 As ações e os serviços públicos de saúde•
integram uma rede regionalizada e hierarquizada e
constituem um sistema único. (Const. Federal, art. 198)
↳ Objetivos da regionalização 
 Garantir acesso, resolutividade e qualidade;•
 Garantir direito à saúde, reduzir desigualdades e•
promover equidade;
 Garantir a integralidade na atenção;•
 Potencializar a descentralização;•
 Racionalizar os gastos e otimizar recursos.•
↳ Hierarquização
 Organização em níveis de assistência•
 Acesso a partir da atenção primária.•
↳ Resolutividade
 Serviço de saúde deve resolver os problemas de•
saúde de acordo com o seu nível de competência
 ↳ Participação Popular em Saúde
 Conselhos de Saúde→
 Permanentes•
 Paritários•
 Deliberativos•
 Conferências de Saúde→
 Provisórios•
 Consultivo•
 Paritários•
↳ Setor privado complementar
 As instituições privadas poderão participar de•
forma complementar do Sistema Único de Saúde,
segundo diretrizes deste, mediante contrato de
direito público ou convênio, tendo preferência as
entidades filantrópicas e as sem fim lucrativos (Cosnt.
Federal Art 199)–
 Vedada destinação de recursos públicos para•
auxílios à essas instituições e a participação de
empresas ou capital estrangeiro na assistência à
Saúde
Lara C. Micheletto - TXX 01
 ↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Constituição da Repúbica 1988•
 Lei Orgânica da Saúde 8080/90•
 Lei Orgânica da Saúde 8142/90•
 Normas Operacionais Básicas NOB• –
 Normas Operacionais de Assistência à Saúde • –
NOAS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006• –
↳ Legislação Estruturante do SUS
 Lei Orgânica da Saúde 8080/90 de 19/09/1990→
 Dispõe sobre as condições para a promoção,•
proteção e recuperação da saúde, a organização e
o funcionamento dos serviços correspondentes e dá
outras providências.
 Formulação de Políticas de Saúde•
 Trata do processo de descentralização, das•
competências das diferentes esferas do governo e
da organização do Sistema.
↳ Legislação Estruturante do SUS
 Lei Orgânica da Saúde 8142/90 de 28/12/1990→
 Dispõe sobre a participação da comunidade na•
gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)
- Conferências de Saúde
- Conselhos de Saúde
 Sobre as transferências intergovernamentais de•
recursos financeiros na área da saúde e dá outras
providências
- Recurso Federal: varia conforme PIB
- Recurso Estadual: 12%
- Recurso Municipal: 15%
 ↳ Legislação Estruturante do SUS
 Lei Orgânica da Saúde 8142/90 de 28/12/1990→
• Dispõe sobre a participação da comunidade na
gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)
 Conferências de Saúde•
- § 1°. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada
quatro anos com a representação dos vários
segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e
propor as diretrizes para a formulação da política de
saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo
Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta
ou pelo Conselho de Saúde.
↳ Legislação Estruturante do SUS
 Lei Orgânica da Saúde 8142/90 de 28/12/1990→
• Dispõe sobre a participação da comunidadena
gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)
 Conselhos de Saúde•
- § 2°. O Conselho de Saúde, em caráter
permanente e deliberativo, órgão colegiado
composto por representantes do governo,
prestadores de serviço, profissionais de saúde e
usuários, atua na formulação de estratégias e no
controle da execução da política de saúde na
instância correspondente, inclusive nos aspectos
econômicos e financeiros, cujas decisões serão
homologadas pelo chefe do poder legalmente
constituído em cada esfera do governo.
 ↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Normas Operacionais Básicas NOB→ –
 1991, 1992, 1993 e 1996•
 Aspectos de divisão de responsabilidades,•
relações entre gestores e critério de transferência
de recursos federais para estados e municípios.
 Municipalização•
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Normas Operacionais de Assistência à Saúde → –
NOAS
 01/2001 e 01/2002•
 Trata das especificidades do regionalismo da•
assistência à saúde.
 Regionalização•
 Integralidade•
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006→ –
 Pacto em Defesa do SUS•
 Reafirmar a defesa do SUS•
 Projeto permanente de mobilização social•
 Elaborar e divulgar a carta de direitos dos•
usuários.
Lara C. Micheletto - TXX 01
 ↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006→ –
 Pacto de Gestão•
 Descentralização; Regionalização•
 Financiamento; Planejamento•
 Regulação; Participação e Controle Social•
 Gestão do Trabalho; Educação na Saúde•
 Fortalecimento da gestão compartilhada no SUS.•
 Novas diretrizes para o Financiamento do SUS•
 ↳ Blocos do Financiamento
 Atenção Básica•
 Média e Alta Complexidade•
 Vigilância em Saúde•
 Gestão•
 Assistência farmacêutica•
 Mudança: CUSTEIO E CAPITAL.•
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006→ –
 Pacto pela Vida•
 Compromissos sanitários.•
 - Saúde do Idoso
 - Controle do câncer do colo do útero e da mama
 - Redução da mortalidade infantil e materna
 - Fortalecimento da capacidade de resposta às
doenças emergentes e endemias, com ênfase na
dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza
 - Promoção da Saúde
 - Fortalecimento da Atenção Básica
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006→ –
 Pacto pela Vida•
 Compromissos sanitários 2009•
 - Saúde do trabalhador;
 - Saúde mental;
 - Fortalecimento da capacidade de resposta do
sistema de saúde às pessoas com deficiência;
 - Atenção integral às pessoas em situação ou risco
de violência; 
 - Saúde do homem.
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Portaria 399 Pacto pela Saúde 2006→ –
 Pacto em Defesa do SUS•
 Implementar um projeto permanente de•
mobilização social com a finalidade de:
 - Mostrar a saúde como direito de cidadania e o
SUS como sistema público universal garantidor
desses direitos;
 - Alcançar, no curto prazo, a regulamentação da
Emenda Constitucional no 29, pelo Congresso
Nacional;
 - Garantir, no longo prazo, o incremento dos
recursos orçamentários e financeiros para a saúde.
 - Aprovar o orçamento do SUS, composto pelos
orçamentos das três esferas de gestão, explicitando
o compromisso de cada uma delas.
 - Elaborar e divulgar a carta dos direitos dos
usuários do SUS.
↳ Arcabouço Jurídico do SUS
 Decreto 7508 de 28 junho de 2011→
 Regulamenta a lei 8080/90•
 Estabelece:•
- RENASES relação nacional de ações e serviços–
de saúde
- RENAME relação nacional de medicamentos–
 Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde•
(COAP) cujo objetivo é a organização e a integração
das ações e dos serviços de saúde, sob a
responsabilidade dos entes federativos em uma
Região de Saúde, com a finalidade de garantir a
integralidade da assistência aos usuários.
↳ Segundo o Ministério da Saúde, o SUS tem 6,1 mil
hospitais credenciados, 45 mil unidades de atenção
primária e 30,3 mil Equipes de Saúde da Família
(ESF).
↳ O sistema realiza 2,8 bilhões de procedimentos
ambulatoriais anuais, 19 mil transplantes, 236 mil
cirurgias cardíacas, 9,7 milhões de procedimentos de
quimioterapia e radioterapia e 11 milhões de
internações.
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 11
As condições de saúde
As condições de saúde podem ser definidas como↳
as circunstâncias na saúde das pessoas que se
apresentam de forma mais ou menos persistente e
que exigem respostas sociais reativas ou proativas,
eventuais ou contínuas e fragmentadas ou integradas
dos sistemas de atenção à saúde.
 Tradicionalmente trabalha-se em saúde com uma↳
divisão entre doenças transmissíveis e doenças
crônicas não transmissíveis. Essa tipologia é
largamente utilizada, em especial pela epidemiologia.
É verdade que essa tipologia tem sido muito útil nos
estudos epidemiológicos, mas, por outro lado, ela não
se presta para referenciar a organização dos
sistemas de atenção à saúde.
 Do ponto de vista da resposta social aos↳
problemas de saúde, certas doenças transmissíveis,
pelo longo período de seu curso natural, estão mais
próximas da lógica de enfrentamento das doenças
crônicas que das doenças transmissíveis de curso
rápido.
 Por isso, tem sido considerada uma nova↳
categorização, com base no conceito de condição
de saúde, desenvolvida, inicialmente, por teóricos
ligados aos modelos de atenção às condições
crônicas, e depois acolhida pela OMS (2003): as
condições agudas e as condições crônicas.
 Essa tipologia está orientada, principalmente, por↳
algumas variáveis-chave contidas no conceito de
condição desaúde:
 O tempo de duração da condição de saúde•
(breve ou longo).
 A forma de enfrentamento pelo sistema de•
atenção à saúde:
- Episódica, reativa e feita sobre a queixa principal, ou
- Contínua, proativa e realizada por meio de cuidados
continuados.
 O modo como se estrutura o sistema de atenção•
à saúde:
- Fragmentado
- Integrado.
 As condições agudas, em geral, apresentam um↳
curso curto, inferior a três meses de duração, e
tendem a se autolimitar; ao contrário, as condições
crônicas têm um período de duração mais ou
menos longo e nos casos de algumas doenças
crônicas, tendem a apresentar-se de forma definitiva
e permanente 
 As condições agudas, em geral, são↳
manifestações de doenças transmissíveis de curso
curto, como dengue e gripe, ou de doenças
infecciosas, também de curso curto, como apendicite
ou amigdalites, ou de causas externas, como os
traumas. As doenças infecciosas de curso longo são
consideradas condições crônicas.
 As condições crônicas vão, portanto, muito além↳
das doenças crônicas, ao envolverem as doenças
infecciosas persistentes, as condições ligadas à
maternidade e ao período perinatal; as condições
ligadas à manutenção da saúde por ciclos de vida; os
distúrbios mentais de longo prazo; as deficiências
físicas e estruturais contínuas; as doenças
metabólicas; e a grande maioria das doenças bucais.
 Se, de um lado, as condições agudas manifestam-↳
se inequivocamente por eventos agudos, percebidos
subjetiva e/ou objetivamente, as condições crônicas
podem apresentar, em determinados períodos,
eventos agudos, decorrentes de sua agudização,
muitas vezes, causados pelo mal manejo dessas
condições crônicas pelos sistemas de atenção à
saúde. Portanto, os eventos agudos são diferentes de
condições agudas e é comum que ocorram,
também, nas condições crônicas.
As situações das condições de saúde revelam uma•
importância relativa crescente das condições crônicas
no quadro epidemiológico.
 Os principais fatores determinantes do aumento•
das condições crônicas são as mudanças
demográficas, as mudanças nos padrões de
Lara C. Micheletto - TXX 01
consumo e nos estilos de vida, a urbanização
acelerada e as estratégias mercadológicas.
Mundo e no Brasil
 Em todo o mundo, as taxas de fecundidade↳
diminuem, as populaçõesenvelhecem e as
expectativas de vida aumentam. Isso leva ao
incremento das condições crônicas pelo aumento
dos riscos de exposição aos problemas crônicos. O
que muda em relação aos países é a velocidade com
que esse processo é desenvolvido.
 Há uma correlação direta entre os processos de↳
transição demográfica e epidemiológica
(CHAIMOVICZ, 1997). A princípio, o declínio da
mortalidade concentra-se seletivamente entre as
doenças infecciosas e beneficia os grupos mais
jovens que passam a conviver com fatores de risco
associados às doenças crônicas e, à medida que
cresce a população idosa, incrementando a
expectativa de vida, as doenças crônicas tornam-se
mais prevalentes.
 A modificação dos padrões de consumo↳
repercute nos comportamentos e nos estilos de vida.
Padrões de consumo e de comportamentos não
saudáveis vão se impondo e incrementando as
condições crônicas. Dentre eles, destacam-se o
tabagismo, o consumo excessivo de bebidas
alcoólicas, o sexo inseguro, a inatividade física, o
excesso de peso, a alimentação inadequada e o
estresse social.
 Entre 1950 e 1985, a população urbana dos países↳
desenvolvidos duplicou e dos países em
desenvolvimento quadruplicou. Esse fenômeno da
urbanização, de um lado, acelerou a transição
demográfica, mas, de outro,
pressionou os serviços de saúde, especialmente por
parte das populações pobres que vivem nas
periferias dos grandes centros urbanos. Por isso,
menciona-se que as condições crônicas são doenças
da urbanização.
 Paralelamente ao processo de urbanização,↳
desenvolveram-se estratégias mercadológicas
eficazes de produtos nocivos à saúde, especialmente
aqueles provenientes das indústrias de cigarro, álcool
e alimentos industrializados. As estratégias
mercadológicas assentam-se nas privações sociais e
combinam privação social e exposição precoce aos
produtos prejudiciais à saúde.
 As doenças crônicas e os distúrbios mentais•
representam 59% do total de óbitos no mundo.
 Presume-se que esse percentual atingirá 60% até•
o ano 2020 e as maiores incidências serão de
doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e
câncer.
 Até o ano 2020, as condições crônicas serão•
responsáveis por 78% da carga global de doenças
nos países em desenvolvimento (OMS, 2003).
 Em 2005, dos 58 milhões de óbitos por todas as↳
causas ocorridos no mundo, estima-se que 35
milhões (60,3%) ocorreram por doenças crônicas
(25 milhões por doenças cardiovasculares e câncer),
o dobro de mortes causadas por doenças
infecciosas, incluindo HIV/aids, tuberculose e malária;
desses, 80% aconteceram em países de renda baixa
ou média. Nos próximos dez anos, 388 milhões de
pessoas morrerão, no mundo, por doenças crônicas
(OMS, 2005).
 Em 1995, havia 135 milhões de portadores de•
diabetes no mundo, 3/4 dos quais localizados nos
países em desenvolvimento. As projeções indicam
que haverá 300 milhões de portadores de diabetes
no ano de 2025 (KING et al., 1998).
 Em relação aos distúrbios mentais há, atualmente,•
mais de 400 milhões de pessoas portadoras dessas
condições no mundo (OMS, 2003).
 Nos Estados Unidos, a situação epidemiológica é↳
fortemente marcada pelas condições crônicas: 133
milhões de americanos apresentam, pelo menos,
uma doença crônica; as doenças crônicas são
responsáveis por 70% das mortes e representam
um terço da carga da doença antes dos 65 anos de
idade.
Lara C. Micheletto - TXX 01
 Nos Estados Unidos, os gastos com a atenção às↳
doenças crônicas representam mais de 75% de um
total de 2 trilhões de dólares anuais despendidos em
saúde; as doenças crônicas são responsáveis por 1/3
dos anos potenciais de vida perdidos na população
de menos de 65 anos de idade;
 Os custos diretos e indiretos do diabetes somam↳
174 bilhões de dólares anuais, os de artrites 128
bilhões de dólares anuais, os de doenças
cardiovasculares 448 bilhões de dólares anuais e os
custos diretos de câncer são de 89 bilhões de
dólares anuais (HEALTH DISPARITIES
COLLABORATIVES, 2004; INSTITUTE OF
MEDICINE, 2008).
 No Reino Unido, seis em cada dez adultos↳
apresentam uma doença crônica que exige cuidados
de longa duração e que não pode ser curada. Essas
pessoas, frequentemente, apresentam mais de uma
doença crônica, o que torna a atenção mais
complexa. Além disso, 80% dos atendimentos na
atenção primária à saúde são por doenças crônicas
e 2/3 das internações nos hospitais do Reino Unido
são causadas por essas doenças (SINGH e HAM,
2006).
 Nos Estados Unidos, cada dia, são diagnosticadas↳
4.100 pessoas com diabetes e, em consequência
dessa doença, são feitas 230 amputações, 120
pessoas apresentam falência renal e 55 pessoas
ficam cegas; situação semelhante pode ser
observada na Europa (BENGOA, 2008). Nesse país,
estima-se que, em 2015, 73% dos homens e 68%
das mulheres terão sobrepeso; que as mortes por
doenças crônicas crescerão 15%; que as mortes por
diabetes aumentarão 44% (SPASOFF, 2011).
 As doenças crônicas determinam impactos fortes:↳
apresentam grandes efeitos adversos na qualidade de
vida dos indivíduos, causam mortes prematuras e
geram grandes efeitos econômicos negativos para as
famílias, as comunidades e os países.
 As relações entre condições crônicas e pobreza↳
estão bem estabelecidas e compõem um círculo
vicioso. De um lado, a pobreza favorece o
aparecimento das doenças crônicas; de outro, as
condições crônicas aprofundam a pobreza.
 As mortes causadas por doenças transmissíveis,↳
por condições maternas e perinatais e por
deficiências
nutricionais, combinadas, devem diminuir 3% nos
próximos 10 anos. Estima-se que, no mesmo período,
os óbitos devidos às doenças crônicas devem
aumentar em 17%. Isso significa que da estimativa de
64 milhões de óbitos, no mundo, em 2015, 41 milhões
(64,0%) serão por alguma doença crônica (OMS,
2005).
 A situação das condições de saúde no Brasil não↳
é muito diferente, ainda que singular, conforme se
pode analisar através das mudanças das situações
demográfica e epidemiológica.
 No Brasil, a transição demográfica é muito↳
acelerada. O efeito combinado de redução dos níveis
de fecundidade e de mortalidade resulta numa
transformação da pirâmide etária da população. O
formato triangular, com base alargada, do início dos
anos 2000, irá ceder lugar, em 2030, a uma pirâmide
com parte superior mais larga, típica de sociedades
envelhecidas.
 A população brasileira, apesar de baixas taxas de↳
fecundidade, vai continuar crescendo nas próximas
décadas, como resultado dos padrões de fecundidade
anteriores. Mas, manifesta-se um envelhecimento da
população em decorrência da queda da fecundidade
e do aumento da expectativa de vida.
 O percentual de jovens de 0 a 14 anos que era↳
de 42% em 1960 passou para 30% em 2000 e
deverá cair para 18% em 2050. Diversamente, o
percentual de pessoas idosas maiores de 65 anos
que era de 2,7% em 1960 passou para 5,4% em
2000 e deverá alcançar 19% em 2050, superando o
número de jovens.
Lara C. Micheletto - TXX 01
 Os resultados da PNAD 2008, mostraram que↳
71,9% das pessoas de 65 anos ou mais declararam
ter, pelo menos, um dos 12 tipos de doenças
crônicas selecionadas. Do total de pessoas, 31,3%
reportaram doenças crônicas, o que significa 59,5
milhões de brasileiros. 5,9% da população declarou
ter três ou mais doenças crônicas (IBGE, 2010).
A situação epidemiológica brasileira pode ser↳
analisada por várias vertentes: a mortalidade, a
morbidade, os fatores de risco e a carga das
doenças.
 A transição epidemiológica singular do país,↳
observada pelo lado da mortalidade, indica que, em
1930, as doenças infecciosas respondiam por 46%
das mortes e que esse valor decresceu para um
valor próximo a 5% em 2000; ao mesmo tempo, as
doenças cardiovascularesque representavam em
torno de 12% das mortes em 1930, responderam, em
2000, por quase 30% de todos os óbitos.
 Uma outra forma de analisar a situação↳
epidemiológica é pela carga de doenças. A análise da
carga de doença no Brasil mostra que o somatório
das doenças crônicas e das condições maternas e
perinatais que constituem condições crônicas – –
representam 75% da carga global de doenças no
país, medidas em anos de vida perdidos ajustados
por incapacidade (AVAIs).
 A prevalência dos fatores de risco no Brasil↳
aponta no sentido de uma produção social de
condições crônicas, já que eles respondem pela
grande maioria das mortes por doenças crônicas e
Lara C. Micheletto - TXX 01
por fração significativa da carga de doenças devida a
essas condições de saúde.
 A taxa de mortalidade padronizada por idade por↳
doenças crônicas no Brasil, em pessoas de 30 anos
ou mais, é de 600 mortes por cem mil habitantes, o
que representa o dobro da taxa do Canadá e 1,5
vezes a taxa do Reino Unido (OMS, 2005). Como
consequência, estima-se que morram, a cada dia, no
Brasil, quase 500 pessoas em decorrência de infartos
agudos do miocárdio e acidentes vasculares-
cerebrais.
 Tomando-se as doenças cardiovasculares, as↳
taxas de mortalidade padronizadas por idade por cem
mil habitantes, por doenças cardiovasculares, em
pessoas com mais de 30 anos, caem
sustentadamente nos países desenvolvidos, enquanto,
no Brasil, apresentam tendência de queda em anos
recentes, Com relação ao diabetes há um aumento
da mortalidade por esta doença (MS, 2005).
 Boa parte das mortes por doenças crônicas•
poderia ser evitada. A estimativa é de que poderiam
ser evitadas, no mundo, em 2015, com medidas de
prevenção de doenças crônicas, 36 milhões de
mortes (OMS, 2005).
 A Tabela 7 compara os anos de vida perdidos•
ajustados por incapacidade (AVAIs) do Brasil com os
países do Grupo América A que inclui os países
americanos que apresentam taxas muito baixas de
mortalidade infantil e de adultos (Canadá, Cuba e
Estados Unidos).
 Os dados mostram que existe uma carga•
potencialmente evitável de doenças crônicas muito
significativa, especialmente relacionada com as
doenças cardiovasculares, com o diabetes, com as
doenças respiratórias crônicas e com alguns tipos de
câncer.
 Há que se observar ainda que, mesmo nesses•
países de melhores níveis de saúde, os do grupo
América A, há, ainda, uma margem grande de carga
evitável das doenças crônicas.
As consequências econômicas de um↳
enfrentamento inadequado das condições crônicas no
Brasil é que, no período de 2005 a 2015, as perdas
financeiras decorrentes de mortes prematuras
causadas por doenças cardiovasculares e diabetes
são estimadas em, aproximadamente, 50 bilhões de
dólares. A perda estimada em 2005 foi 2,7 bilhões de
dólares e poderá atingir, em 2015, 9,3 bilhões de
dólares (OMS, 2005).
Lara C. Micheletto - TXX 01
 Pode-se afirmar que o mundo e o Brasil↳
apresentam um processo de envelhecimento de sua
população e uma situação de transição das
condições de saúde, caracterizada pela queda relativa
das condições agudas e pelo aumento das condições
crônicas. Ou seja, manifesta-se, universalmente, o
fenômeno da transição epidemiológica.
 Existem padrões diferenciados de transição↳
epidemiológica, especialmente, verificáveis nos países
desenvolvidos e em desenvolvimento.
 Nos países desenvolvidos a transição fez-se,•
classicamente, por etapas sequenciais, segundo o
modelo de Omram (1971).
 Nos países em desenvolvimento, apresenta•
características específicas ao se superporem uma
agenda tradicional e uma nova agenda da saúde
pública.
 Por isso, em vez de falar transição epidemiológica↳
nos países em desenvolvimento, é melhor dizer de
acumulação epidemiológica ou modelo prolongado e
polarizado (FRENK et al., 1991) ou de dupla carga de
doenças ou de duplo risco, caracterizada pela
persistência de doenças infecciosas e desnutrição e
pela escalada rápida das doenças crônicas (OMS,
2003).
 Essa situação epidemiológica singular dos países↳
em desenvolvimento define-se por alguns atributos
fundamentais (MENDES, 1999; OMS, 2003):
 Superposição de etapas, com a persistência•
concomitante das doenças infecciosas e carenciais e
das doenças crônicas.
 Contratransições, ou seja, movimentos de•
ressurgimento de doenças que se acreditavam
superadas (doenças reemergentes como a dengue
e febre amarela).
 Transição prolongada, a falta de resolução da•
transição num sentido definitivo.
 Polarização epidemiológica, representada pela•
agudização das desigualdades sociais em matéria de
saúde.
 Surgimento das novas doenças ou enfermidades•
emergentes.
 Essa complexa situação epidemiológica tem sido↳
definida, recentemente, como tripla carga de
doenças (FRENK, 2006):
 Uma agenda não concluída de infecções,•
desnutrição e problemas de saúde reprodutiva.
 O desafio das doenças crônicas e de seus fatores•
de riscos, como tabagismo, sobrepeso, inatividade
física, uso excessivo de álcool e outras drogas e
alimentação inadequada.
 O forte crescimento da violência e das causas•
externas
Determinantes Sociais em Saúde
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 12
Atenção primária à saúde
 ↳ Internacionalmente tem-se apresentado a
“Atenção Primária à Saúde” (APS) como uma
estratégia de organização da atenção à saúde
voltada para responder de forma regionalizada,
contínua e sistematizada à maior parte das
necessidades de saúde de uma população,
integrando ações preventivas e curativas, bem como
a atenção a indivíduos e comunidades.
 • Historicamente, a ideia de atenção primária foi
utilizada como forma de organização dos sistemas de
saúde pela primeira vez no chamado Relatório
Dawnson, em 1920.
 • O documento do governo inglês procurou, de um
lado, contrapor- se ao modelo flexineriano americano
de cunho curativo, fundado no reducionismo
biológico e na atenção individual, e por outro,
constituir-se numa referência para a organização do
modelo de atenção inglês, que apresentava elevado
custo, crescente complexidade da atenção médica e
baixa resolutividade.
 ↳ O relatório organizava o modelo de atenção em
centros de saúde primários e secundários, serviços
domiciliares, serviços suplementares e hospitais de
ensino. Os centros de saúde primários e os serviços
domiciliares deveriam estar organizados de forma
regionalizada, onde a maior parte dos problemas de
saúde deveriam ser resolvidos por médicos com
formação em clínica geral.
 ↳ Os casos que o médico não tivesse condições de
solucionar com os recursos disponíveis nesse âmbito
da atenção deveriam ser encaminhados para os
centros de atenção secundária, onde haveriam
especialistas das mais diversas áreas, ou então, para
os hospitais, quando existisse indicação de internação
ou cirurgia. Essa organização caracteriza-se pela
hierarquização dos níveis de atenção à saúde.
 ↳ Esta concepção elaborada pelo governo inglês
influenciou a organização dos sistemas de saúde de
todo o mundo, definindo duas características básicas
da APS.
• A regionalização
 • A integralidade
↳ Os elevados custos dos sistemas de saúde, o uso
indiscriminado de tecnologia médica e a baixa
resolutividade preocupavam a sustentação
econômica da saúde nos países desenvolvidos,
fazendo-os pesquisar novas formas de organização
da atenção com custos menores e maior eficiência.
↳ Em contrapartida, os países pobres e em
desenvolvimento sofriam com a iniquidade dos seus
sistemas de saúde, com a falta de acesso a cuidados
básicos, com a mortalidade infantil e com as
precárias condições sociais, econômicas e sanitárias.
 ↳ Em 1978 a Organização Mundial da Saúde (OMS)
e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
realizaram a I Conferência Internacional sobreCuidados Primários de Saúde em Alma-Ata, no
Cazaquistão, antiga União Soviética, e propuseram
um acordo e uma meta entre seus países membros
para atingir o maior nível de saúde possível até o
ano 2000, através da APS.
 ↳ Essa política internacional ficou conhecida como
“Saúde para Todos no Ano 2000”. A Declaração de
Alma-Ata, como foi chamado o pacto assinado entre
134 países, propôs uma definição para APS,
denominada cuidados primários de saúde.
 • Os cuidados primários de saúde são cuidados
essenciais de saúde baseados em métodos e
tecnologias práticas, cientificamente bem
fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas
ao alcance universal de indivíduos e famílias da
comunidade, mediante sua plena participação e a um
custo que a comunidade e o país possam manter
em cada fase de seu desenvolvimento, no espírito
de autoconfiança e autodeterminação.
 ↳ Os cuidados primários de saúde representam o
primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e
da comunidade com o sistema nacional de saúde,
pelo qual os cuidados de saúde são levados o mais
proximamente possível aos lugares onde pessoas
vivem e trabalham, e constituem o primeiro
elemento de um continuado processo de assistência
à saúde (Opas/OMS, 1978).
 ↳ No que diz respeito à organização da APS, a
declaração de Alma-Ata propõe a instituição de
serviços locais de saúde centrados nas necessidades
de saúde da população e fundados numa perspectiva
interdisciplinar como a participação social na gestão e
controle de suas atividades.
 ↳ A Declaração de Alma-Ata representa uma
proposta num contexto muito maior que um pacote
seletivo de cuidados básicos em saúde. Nesse
sentido, aponta para a necessidade de sistemas de
saúde universais, isto é, concebe a saúde como um
direito humano; a redução de gastos com
armamentos e conflitos bélicos e o aumento de
Lara C. Micheletto - TXX 01
investimentos em políticas sociais para o
desenvolvimento das populações excluídas.
 ↳ Representa a compreensão de que a saúde é o
resultado das condições econômicas e sociais, e das
desigualdades entre os diversos países; e também
estipula que os governos nacionais devem
protagonizar a gestão dos sistemas de saúde,
estimulando o intercâmbio e o apoio tecnológico,
econômico e político internacional (Matta, 2005).
 ↳ A APS tornou-se uma referência fundamental
para as reformas sanitárias ocorridas em diversos
países nos anos 80 e 90 do último século. Entretanto,
muitos países e organismos internacionais, como o
Banco Mundial, adotaram a APS numa perspectiva
focalizada, entendendo a atenção primária como um
conjunto de ações de saúde de baixa complexidade,
dedicada a populações de baixa renda, no sentindo
de minimizar a exclusão social e econômica
decorrentes da expansão do capitalismo global.
 ↳ A expressão “atenção primária à saúde” tem sido
utilizada com distintas acepções, sendo duas
predominantes:
• APS como um nível de atenção do sistema de
saúde
• APS como modelo de organização do sistema de
saúde
Atenção Primária à Saúde -
Atributos
ATRIBUTOS ESSENCIAIS
↳ Constituir a porta de entrada do serviço
• Espera-se da APS que seja mais acessível à
população, em todos os sentidos, e que com isso
seja o primeiro recurso a ser buscado. Dessa forma,
a APS é o Primeiro Contato do usuário com o
Sistema de Saúde.
 ↳ Continuidade do cuidado
• A pessoa atendida mantém seu vínculo com o
serviço ao longo do tempo, de forma que quando
uma nova demanda surge esta seja atendida de
forma mais eficiente; essa característica também é
chamada de longitudinalidade.
↳ Coordenação do cuidado
• Mesmo quando parte substancial do cuidado à
saúde de uma pessoa for realizado em outros níveis
de atendimento, o nível primário tem a incumbência
de organizar, coordenar e/ou Integrar esses cuidados,
já que frequentemente são realizados por
profissionais de áreas diferentes ou terceiros, e que
portanto têm pouco diálogo entre si.
↳ Integralidade
• O nível primário é responsável por todos os
problemas de saúde; ainda que parte deles seja
encaminhado a equipes de nível secundário ou
terciário, o serviço de Atenção Primária continua
corresponsável. Além do vínculo com outros serviços
de saúde, os serviços do nível primário podem lançar
mão de visitas domiciliares, reuniões com a
comunidade e ações intersetoriais. Nessa
característica, a integralidade também significa a
abrangência ou ampliação do conceito de saúde, não
se limitando ao corpo puramente biológico.
ATRIBUTOS DERIVADOS
↳ Orientação Familiar
• Na avaliação das necessidades individuais para a
atenção integral deve-se considerar o contexto
familiar e seu potencial de cuidado e, também, de
ameaça à saúde, incluindo o uso de ferramentas de
abordagem familiar.
↳ Orientação Comunitária
• Reconhecimento por parte do serviço de saúde
das necessidades em saúde da comunidade através
de dados epidemiológicos e do contato direto com a
comunidade; sua relação com ela, assim como o
planejamento e a avaliação conjunta dos serviços.
↳ Competência Cultural
• Adaptação do provedor (equipe e profissionais de
saúde) às características culturais especiais da
população para facilitar a relação e a comunicação
com a mesma.
 ↳ Com o movimento sanitário brasileiro, as
concepções da APS foram incorporadas ao ideário
reformista, compreendendo a necessidade de
Lara C. Micheletto - TXX 01
reorientação do modelo assistencial, rompendo com
o modelo médico-privatista vigente até o início dos
anos 80.
 ↳ Essas experiências somadas à constituição do
SUS (Brasil, 1988) e sua regulamentação (Brasil, 1990)
possibilitaram a construção de uma política de
Atenção Básica em Saúde que visasse à
reorientação do modelo assistencial, tornando-se o
contato prioritário da população com o sistema de
saúde.
 ↳ PORTARIA N ° 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 
2017
 • Aprova a Política Nacional de Atenção Básica,
estabelecendo a revisão de diretrizes para a
organização da Atenção Básica, no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS).
PNAB - PORTARIA No 2.436/2017
 ↳ Art. 2o A Atenção Básica é o conjunto de ações
de saúde individuais, familiares e coletivas que
envolvem promoção, prevenção, proteção,
diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de
danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde,
desenvolvida por meio de práticas de cuidado
integrado e gestão qualificada, realizada com equipe
multiprofissional e dirigida à população em território
definido, sobre as quais as equipes assumem
responsabilidade sanitária.
 • §1o A Atenção Básica será a principal porta de
entrada e centro de comunicação da RAS,
coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e
serviços disponibilizados na rede.
 • §2o A Atenção Básica será ofertada
integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de
acordo com suas necessidades e demandas do
território, considerando os determinantes e
condicionantes de saúde.
Política Nacional de Atenção
Básica
↳ Utiliza tecnologias de elevada complexidade e
baixa densidade, que devem resolver os problemas
de saúde de maior frequência e relevância em seu
território.
↳ É o contato preferencial dos usuários com os
sistemas de saúde.
↳ Orienta-se pelos princípios da universalidade,
acessibilidade e coordenação do cuidado, vínculo e
continuidade, integralidade, responsabilização,
humanização, equidade, e participação social.
 ↳ Atualmente, a principal estratégia de configuração
da AB no Brasil é a saúde da família que tem
recebido importantes incentivos financeiros visando à
ampliação da cobertura populacional e à
reorganização da atenção.
 ↳ A saúde da família aprofunda os processos de
territorialização e responsabilidade sanitária das
equipes de saúde, compostas basicamente por
médicogeneralista, enfermeiro, auxiliares e/ou
técnicos de enfermagem e agentes comunitários de
saúde, cujo trabalho é referência de cuidados para a
população adscrita, com um número definido de
domicílios e famílias assistidos por equipe.
 • Equipe de Saúde da Família composta por, no
mínimo, médico generalista ou especialista em Saúde
da Família ou médico de Família e Comunidade,
enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da
Família, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes
comunitários de saúde (ACS), responsável por, no
máximo, 4.000 pessoas.
 • O número de ACS deve ser suficiente para cobrir
100% da população cadastrada, com um máximo de
750 pessoas por ACS e de 12 ACS por equipe de
Saúde da Família. 
Política Nacional de Atenção
Básica: 
 Características do Processo de
Trabalho
↳ Definição do território de atuação e de população
sob responsabilidade das UBS e das equipes.
↳ Programação e implementação das atividades de
atenção à saúde de acordo com as necessidades de
saúde da população, com a priorização de
intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de
saúde segundo critérios de frequência, risco,
vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o
planejamento e organização da agenda de trabalho
compartilhado de todos os profissionais e
recomenda-se evitar a divisão de agenda segundo
critérios de problemas de saúde, ciclos de vida, sexo
e patologias, dificultando o acesso dos usuários.
Lara C. Micheletto - TXX 01
↳ Desenvolver ações que priorizem os grupos de
risco e os fatores de risco clínico-comportamentais,
alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de
prevenir o aparecimento ou a persistência de
doenças e danos evitáveis.
↳ Realizar o acolhimento com escuta qualificada,
classificação de risco, avaliação de necessidade de
saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a
responsabilidade da assistência resolutiva à demanda
espontânea e o primeiro atendimento às urgências.
↳ Prover atenção integral, contínua e organizada à
população adscrita.
↳ Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de
Saúde, no domicílio, em locais do território (salões
comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em
outros espaços que comportem a ação planejada.
↳ Desenvolver ações educativas que possam
interferir no processo de saúde doença da
população, no desenvolvimento de autonomia,
individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida
pelos usuários.
↳ Implementar diretrizes de qualificação dos
modelos de atenção e gestão, tais como a
participação coletiva nos processos de gestão, a
valorização, fomento à autonomia e protagonismo
dos diferentes sujeitos implicados na produção de
saúde, o compromisso com a ambiência e com as
condições de trabalho e cuidado, a constituição de
vínculos solidários, a identificação das necessidades
sociais e organização do serviço em função delas,
entre outras.
↳ Participar do planejamento local de saúde, assim
como do monitoramento e avaliação das ações na
sua equipe, unidade e município, visando à
readequação do processo de trabalho e do
planejamento diante das necessidades, realidade,
dificuldades e possibilidades analisadas.
↳ Desenvolver ações intersetoriais, integrando
projetos e redes de apoio social voltadas para o
desenvolvimento de uma atenção integral.
↳ Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão
local e do controle social.
↳ Realizar atenção domiciliar destinada a usuários
que possuam problemas de saúde
controlados/compensados e com dificuldade ou
impossibilidade física de locomoção até uma unidade
de saúde, que necessitam de cuidados com menor
frequência e menor necessidade de recursos de
saúde, e realizar o cuidado compartilhado com as
equipes de atenção domiciliar nos demais casos. 
 ↳ Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e Fluviais
• As equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e as
Unidades Básicas de Saúde Fluviais estão
direcionadas para o atendimento da população
ribeirinha da Amazônia Legal e Pantanal Sul-Mato-
Grossense, respectivamente. Considerando as
especificidades locais, os municípios podem optar
entre dois arranjos organizacionais para equipes de
Saúde da Família, além dos existentes para o
restante do País:
I. Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas (eSFR):
desempenham a
maior parte de suas funções em Unidades Básicas de
Saúde (UBS) construídas/localizadas nas comunidades
pertencentes a regiões à beira de rios e lagos cujo
acesso se dá por meio fluvial; 
II. Equipes de Saúde da Família Fluviais (eSFF):
desempenham suas funções em Unidades Básicas de
Saúde Fluviais (UBSF).
↳ Consultório na Rua
• O Consultório na Rua é uma proposta que procura
ampliar o acesso da população de rua e ofertar, de
maneira mais oportuna, atenção integral à saúde, por
meio das equipes e serviços da atenção básica.
• As equipes de Consultórios na Rua (eCR) devem
realizar as atividades de forma itinerante e, quando
necessário, utilizar as instalações das Unidades Básicas
de Saúde (USB) do território, desenvolvendo ações
em parceria com as equipes dessas unidades, e
devem cumprir carga horária mínima semanal de 30
horas. O horário de funcionamento deve se adequar
às demandas das pessoas em situação de rua,
podendo ocorrer em período diurno e/ou noturno,
em todos os dias da semana.
• As equipes poderão ser compostas pelos
seguintes profissionais de saúde:
- Enfermeiro
- Médico
- Assistente Social
- Terapeuta Ocupacional
- Psicólogo
- Agente Social
- Técnico ou Auxiliar de Enfermagem
- Técnico em Saúde Bucal
↳ De acordo com a Portaria N° 122, de 25 de
janeiro de 2012, as eCR terão acesso a processos de
educação permanente, contemplando a abordagem
das diferentes necessidades de saúde da população
em situação de rua, bem como o desenvolvimento
de competências para a prática da redução de
danos.
Lara C. Micheletto - TXX 01
↳ São equipes multiprofissionais que podem se
organizar em três modalidades, o que definirá os
recursos financeiros a serem destinados, conforme
observado a seguir:
• Modalidade I
• Modalidade II
• Modalidade III
↳ Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF)
• Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF)
foram criados pelo Ministério da Saúde em 2008
com o objetivo de apoiar a consolidação da Atenção
Básica no Brasil, ampliando as ofertas de saúde na
rede de serviços, assim como a resolutividade, a
abrangência e o alvo das ações.
• Atualmente regulamentados pela Portaria no
2.488, de 21 de outubro de 2011, configuram-se como
equipes multiprofissionais que atuam de forma
integrada com as equipes de Saúde da Família (eSF),
as equipes de atenção básica para populações
específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e
fluviais) e com o Programa Academia da Saúde.
• Esta atuação integrada permite realizar discussões
de casos clínicos, possibilita o atendimento
compartilhado entre profissionais tanto na Unidade de
Saúde como nas visitas domiciliares, permite a
construção conjunta de projetos terapêuticos de
forma que amplia e qualifica as intervenções no
território e na saúde de grupos populacionais.
• Com a publicação da Portaria 3.124, de 28 de
dezembro de 2012, o Ministério da Saúde criou uma
terceira modalidade de conformação de equipe: o
NASF 3, abrindo a possibilidade de qualquer
município do Brasil faça implantação de equipes
NASF, desde que tenha ao menos uma equipe de
Saúde da Família.
↳ Atenção Domiciliar (AD)
• A atenção domiciliar (AD) configura-se como
atividade a ser realizada na atenção básica pelas
equipes de atenção básica (eAB) e pelos Serviços
de Atenção Domiciliar (SAD) para atender pessoas
incapacitadas ou com dificuldade de locomoção. O
processo do cuidar em AD está ligado diretamente
aos aspectos referentes à estrutura familiar, à
infraestruturado domicílio e à estrutura oferecida
pelos serviços para esse tipo de assistência.
• Deverá, portanto, ser organizada em três
modalidades: AD1, AD2 e AD3, e definida a partir da
caracterização do paciente, do tipo de atenção e dos
procedimentos utilizados para a realização do cuidado.
Modalidade AD1 – Atenção
Básica
 ↳ Destina-se a pacientes que possuam problemas
de saúde controlados/compensados e com
dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até
uma unidade de saúde; e/ou pacientes que
necessitem de cuidados de menor intensidade,
incluídos os de recuperação nutricional, de menor
frequência de visitas, com menor necessidade de
recursos de saúde e dentro da capacidade de
atendimento de todos os tipos de equipes que
compõem a atenção básica.
Modalidade AD2/AD3 – Melhor
em Casa (SAD)
 ↳ Destina-se, na modalidade AD2, a usuários que
possuam problemas de saúde e dificuldade ou
impossibilidade física de locomoção até uma unidade
de saúde e que necessitem de maior frequência de
cuidado, recursos de saúde e acompanhamento
contínuo, podendo ser oriundos de diferentes
serviços da rede de atenção, com necessidade de
frequência e intensidade de cuidados maior que a
capacidade da rede básica. A modalidade AD3
destina-se aos usuários semelhantes aos da AD2,
mas que façam uso de equipamentos específicos.
São pacientes de maior complexidade que
dificilmente terão alta dos cuidados domiciliares.
↳ Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar
(EMAD)
• Modalidade AD2: aos usuários que possuam
problemas de saúde e dificuldade ou impossibilidade
física de locomoção até uma UBS e que necessitem
de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e
acompanhamento contínuos, podendo ser
provenientes de diferentes serviços da rede de
atenção. A prestação de assistência à saúde na
modalidade AD2 é de responsabilidade da equipe
multiprofissional de atenção domiciliar (EMAD) e da
equipe multiprofissional de apoio (EMAP).
• Modalidade AD3: destinada aos usuários que
possuam problemas de saúde e dificuldade ou
Lara C. Micheletto - TXX 01
impossibilidade física de locomoção até uma unidade
de saúde, com necessidade de maior frequência de
cuidado, recursos de saúde, acompanhamento
contínuo e uso de equipamentos, podendo ser
oriundos de diferentes serviços da Rede de Atenção
à Saúde. A prestação de assistência à saúde na
modalidade AD2 é de responsabilidade da equipe
multiprofissional de atenção domiciliar (EMAD) e da
equipe multiprofissional de apoio (EMAP), ambas
designadas para essa finalidade.
Política Nacional de Atenção
Básica
↳ A Atenção Primária à Saúde enquanto ciência
constitui-se como o primeiro contato de indivíduos,
famílias e comunidades com o sistema de saúde.
Tem o papel centralizador de organização,
coordenação e responsabilização dentro de um
sistema de saúde.
↳ Quando não exerce o papel centralizador, verifica-
se a fragmentação da atenção. Essa fragmentação
provoca a diminuição da resolutividade, aumento dos
custos e a prevalência, dentro dos serviços que
compõem o sistema local de saúde, da organização
de atender as condições agudas.
↳ A evidência científica revela para o SUS que há
uma situação de tripla carga de doenças, com
convivência de doenças infecciosas e parasitárias,
causas externas e doenças crônicas. E que a sua
resposta social é provida por um sistema de atenção
à saúde fragmentado e voltado para a atenção às
condições e aos eventos agudos.
↳ A evidência revela também que alguns países e
alguns estados brasileiros que adotaram a Atenção
Primária à Saúde, exercendo papel centralizador do
Sistema de Saúde, têm conseguido responder
melhor às necessidades colocadas pela situação de
tripla carga de doenças e produzir resultados mais
relevantes para a população.
Lara C. Micheletto - TXX 01
PASS – aula 13
Redes de Atenção à Saúde
↳A Situação de Saúde no Brasil
 A transição Demográfica•
 A Carga de doenças•
As condições de saúde 
A transição demográfica
M ortalidade por grupo de causas 
A tripla carga de doença
 Uma agenda não concluída de infecções,•
desnutrição e problemas de saúde reprodutiva.
 A forte predominância relativa das doenças•
crônicas e de seus fatores de riscos, como
tabagismo, sobrepeso, inatividade física, uso
excessivo de álcool e outras drogas e alimentação
inadequada.
 O forte crescimento da violência e das causas•
externas.
T ipologia das condições de saúde 
Condições Agudas X Condições Crônicas 
 Qual a importância destes conceitos na↳
organização dos sistemas de atenção à saúde?
Os sistemas de atenção à saúde
C onceitos fundamentais 
 Os sistemas de atenção à saúde são definidos↳
pela Organização Mundial da Saúde como o conjunto
de atividades cujo propósito primário é promover,
restaurar e manter a saúde de uma população
(WHO, 2000). Daí que os sistemas de atenção à
saúde são respostas sociais, organizadas
deliberadamente, para responder às necessidades,
demandas e representações das populações, em
determinada sociedade e em certo tempo.
Objetivos dos Sistemas de Atenção à Saúde
 O alcance de um nível ótimo de saúde, distribuído•
de forma equitativa;
 A garantia de uma proteção adequada dos riscos•
para todos os cidadãos;
 O acolhimento humanizado de todos os cidadãos;•
 A garantia da prestação de serviços efetivos e de•
qualidade;
 A garantia da prestação de serviços com eficiência•
Lara C. Micheletto - TXX 01
Tipologia de Organização dos Serviços
 Os sistemas de atenção à saúde podem↳
apresentar-se, na prática social, por meio de
diferentes formas organizacionais. Na experiência
internacional contemporânea, a tipologia mais
encontrada é de sistemas fragmentados e redes de
atenção à saúde.
Sistemas Fragmentados
 O Brasil apresenta incoerência entre uma situação↳
de saúde que combina transição demográfica
acelerada e tripla carga de doença, com forte
predominância de condições crônicas, e um sistema
fragmentado de saúde que opera de forma episódica
e reativa e que é voltado principalmente para a
atenção às condições agudas e às agudizações de
condições crônicas.
Os fundamentos da construção
Redes de Atenção à Saúde
 Os serviços de saúde estruturam-se numa rede↳
de pontos de atenção à saúde, composta por
equipamentos de diferentes densidades tecnológicas
que devem ser distribuídos espacialmente, de forma
ótima, em arranjos produtivos híbridos que
combinam a concentração de certos serviços com a
dispersão de outros (eficiência, efetividade e
qualidade dos serviços).
A estrutura operacional
Redes de Atenção à Saúde
 Elementos constitutivos↳
 a população adscrita à rede de atenção à saúde•
 estrutura operacional•
 o modelo de atenção à saúde•
A estrutura operacional das redes de atenção à
saúde expressam-se materialmente em seus cinco
componentes:
 Centro de Comunicação da Rede•
 Pontos de Atenção•
 Sistemas Logísticos•
 Sistemas de Apoio•
 Sistemas de Governança•
 → Primeiro Componente - O centro de
comunicação está localizado na atenção primária à
saúde, no qual se coordenam os fluxos e os contra-
fluxos do sistema de serviços de saúde, objetivando
uma perfeita interação de todos os elementos
integrados na rede. Deve exercer um conjunto de
ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que
abrange a promoção e a proteção da saúde, a
prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a
reabilitação e a manutenção da saúde.
 → Atributos da APS
- Primeiro contato
- Longitudinalidade
- Integralidade
- Coordenação
- Orientação familiar
- Orientação comunitária
 Para desempenhar seu papel de centro de↳
comunicação da rede horizontal de um sistema de
serviços de saúde, a atenção primária à saúde deve
cumprir três papéis essenciais:
 Papel resolutivo•Papel organizador•
 Papel de responsabilização•
Lara C. Micheletto - TXX 01
 → Segundo Componente - Os pontos de atenção
à saúde são os nós da rede da saúde e configuram-
se como um local que se presta um serviço de
saúde singular, segundo uma função de produção
específica (atenção secundária e terciária). Não há
uma hierarquização entre os distintos nós, nem entre
eles e o centro de comunicação, apenas uma
diferenciação dada por suas funções de produção
específicas e por suas densidades tecnológicas
respectivas. Ou seja, não há hierarquia, mas poliárquia
entre os pontos de atenção à saúde.
 → Terceiro Componente - Os sistemas de apoio 
são os lugares institucionais das redes onde se 
prestam serviços comuns a todos os pontos de 
atenção à saúde, nos campos do apoio diagnóstico e
terapêutico, da assistência farmacêutica e dos 
sistemas de informação em saúde.
 → Quarto Componente - Os sistemas logísticos são
soluções tecnológicas, fortemente ancoradas nas
tecnologias de informação, que garantem uma
organização racional dos fluxos e contra-fluxos de
informações, produtos e usuários nas redes de
atenção à saúde. Os principais sistemas logísticos das
redes de atenção à saúde são os cartões de
identificação dos usuários, as centrais de regulação,
os prontuários clínicos e os sistemas de transportes
sanitários.
 → Quinto Componente - A governança é definida
pela ONU como o exercício da autoridade política,
econômica e administrativa para gerir os negócios do
Estado. É o arranjo organizativo interinstitucional que
permite a governança de todos os componentes das
redes de atenção à saúde, de forma a gerar um
excedente cooperativo entre os atores sociais em
situação e a obter resultados sanitários efetivos e
eficientes nas regiões de saúde (macro e
microrregiões).
Redes de atenção à saúde
A governança regional
Elementos constitutivos
Redes de Atenção à Saúde
 A população adscrita à rede de atenção à saúde↳
 Territórios•
 Populações•
 Estrutura operacional↳
 Centro de Comunicação da Rede•
 Pontos de Atenção•
 Sistemas Logísticos•
 Sistemas de Apoio•
 Sistemas de Governança•
 O modelo de atenção à saúde↳
Modelo de Atenção à Saúde
 O modelo de atenção à saúde é um sistema↳
lógico que organiza o funcionamento das redes de
atenção à saúde, articulando, de forma singular, as
relações entre os componentes da rede e as
intervenções sanitárias, definido em função da visão
prevalente da saúde, das situações demográfica e
epidemiológica e dos determinantes sociais da saúde,
vigentes em determinado tempo e em determinada
sociedade.
O Modelo de Atenção às
Condições Crônicas (MACC)
 As evidências encontradas na literatura↳
internacional sobre os modelos de atenção à saúde
e a singularidade do SUS fizeram com que Mendes
desenvolvesse um Modelo de Atenção às Condições
Crônicas (MACC), capaz de ser aplicado no sistema
público de saúde brasileiro.
Lara C. Micheletto - TXX 01
Lara C. Micheletto - TXX 01

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