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Geografia política 11

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Leio o texto a seguir: "As rivalidades na região (Europa) levaram à realização, entre 1884-85, da Conferência de Berlim, marco histórico do imperialismo contemporâneo. Sob o disfarce de objetivos humanitários, a conferência reúne vários países europeus, com maior ou menor interesse pelo continente africano, aos quais se unem o Império Turco e os Estados Unidos da América. Nenhuma ação independente africana foi convidada a participar dos assuntos que diziam respeito, diretamente, aos seus territórios. Invocando Deus no seu primeiro parágrafo, o documento que resultou da Conferência pouco cuidou dos objetivos humanitários iniciais, mas estabeleceu "regras" a serem observadas pelas potências signatárias para apropriação "legal" dos territórios africanos. Esta passaria, em primeiro lugar, pela ocupação efetiva do território e, logo após, pela comunicação às demais potências e sua ratificação" (CHAGASTELLES, 2008, p. 119).
Considerando o texto citado acima e tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia Política, analise as afirmacoes abaixo, que abordam as modificações nos significados do termo imperialismo ao longo do tempo:
I. Durante o século XIX, o termo imperialismo não era, necessariamente, empregado como sinônimo de um fenômeno negativo, uma vez que era compreendido como parte de um processo ‘civilizatório’ – e necessário – das populações periféricas pelas nações europeias.
II. No início do século XX a compreensão sobre o imperialismo, paulatinamente, vai incorporando elementos econômicos à análise do fenômeno, definindo-o como uma política de expansão de mercados territoriais com vistas a obtenção de lucros.
III. As leituras marxistas do imperialismo acabaram por impedir a visualização do caráter humanitário envolvido no fenômeno do imperialismo e nos altos custos de manutenção dos instrumentos coloniais ou neocoloniais para os países centrais.
IV. Para as análises marxistas, o termo imperialismo está vinculado ao potencial de expansão cultural e política da classe proletária no mundo, mesmo que isso envolva a constituição de mecanismo formais de dominação de culturas não europeias.
A Apenas as afirmativas I e VI estão corretas.
B Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
E Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

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Questões resolvidas

Leio o texto a seguir: "As rivalidades na região (Europa) levaram à realização, entre 1884-85, da Conferência de Berlim, marco histórico do imperialismo contemporâneo. Sob o disfarce de objetivos humanitários, a conferência reúne vários países europeus, com maior ou menor interesse pelo continente africano, aos quais se unem o Império Turco e os Estados Unidos da América. Nenhuma ação independente africana foi convidada a participar dos assuntos que diziam respeito, diretamente, aos seus territórios. Invocando Deus no seu primeiro parágrafo, o documento que resultou da Conferência pouco cuidou dos objetivos humanitários iniciais, mas estabeleceu "regras" a serem observadas pelas potências signatárias para apropriação "legal" dos territórios africanos. Esta passaria, em primeiro lugar, pela ocupação efetiva do território e, logo após, pela comunicação às demais potências e sua ratificação" (CHAGASTELLES, 2008, p. 119).
Considerando o texto citado acima e tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia Política, analise as afirmacoes abaixo, que abordam as modificações nos significados do termo imperialismo ao longo do tempo:
I. Durante o século XIX, o termo imperialismo não era, necessariamente, empregado como sinônimo de um fenômeno negativo, uma vez que era compreendido como parte de um processo ‘civilizatório’ – e necessário – das populações periféricas pelas nações europeias.
II. No início do século XX a compreensão sobre o imperialismo, paulatinamente, vai incorporando elementos econômicos à análise do fenômeno, definindo-o como uma política de expansão de mercados territoriais com vistas a obtenção de lucros.
III. As leituras marxistas do imperialismo acabaram por impedir a visualização do caráter humanitário envolvido no fenômeno do imperialismo e nos altos custos de manutenção dos instrumentos coloniais ou neocoloniais para os países centrais.
IV. Para as análises marxistas, o termo imperialismo está vinculado ao potencial de expansão cultural e política da classe proletária no mundo, mesmo que isso envolva a constituição de mecanismo formais de dominação de culturas não europeias.
A Apenas as afirmativas I e VI estão corretas.
B Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
E Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

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Questão 10/10 - Geografia política 
Leio o texto a seguir: 
“As rivalidades na região (Europa) levaram à realização, entre 1884-85, da Conferência de Berlim, marco 
histórico do imperialismo contemporâneo. Sob o disfarce de objetivos humanitários, a conferência reúne 
vários países europeus, com maior ou menor interesse pelo continente africano, aos quais se unem o 
Império Turco e os Estados Unidos da América. Nenhuma ação independente africana foi convidada a 
participar dos assuntos que diziam respeito, diretamente, aos seus territórios. Invocando Deus no seu 
primeiro parágrafo, o documento que resultou da Conferência pouco cuidou dos objetivos humanitários 
iniciais, mas estabeleceu “regras” a serem observadas pelas potências signatárias para apropriação “legal” 
dos territórios africanos. Esta passaria, em primeiro lugar, pela ocupação efetiva do território e, logo após, 
pela comunicação às demais potências e sua ratificação” (CHAGASTELLES, 2008, p. 119). 
Fonte: CHAGASTELLES, Tânia Maria Seggiaro. As sociedades africanas e o colonialismo. In: MACEDO, 
JR., org. Desvendando a história da África [online]. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008. Diversidades 
series, pp. 111-122. Disponível em: http://books.scielo.org/id/yf4cf/pdf/macedo-9788538603832-09.pdf 
Considerando o texto citado acima e tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia 
Política, analise as afirmações abaixo, que abordam as modificações nos significados do termo imperialismo 
ao longo do tempo: 
I. Durante o século XIX, o termo imperialismo não era, necessariamente, empregado como sinônimo de um 
fenômeno negativo, uma vez que era compreendido como parte de um processo ‘civilizatório’ – e necessário 
– das populações periféricas pelas nações europeias. 
II. No início do século XX a compreensão sobre o imperialismo, paulatinamente, vai incorporando elementos 
econômicos à análise do fenômeno, definindo-o como uma política de expansão de mercados territoriais 
com vistas a obtenção de lucros. 
III. As leituras marxistas do imperialismo acabaram por impedir a visualização do caráter humanitário 
envolvido no fenômeno do imperialismo e nos altos custos de manutenção dos instrumentos coloniais ou 
neocoloniais para os países centrais. 
IV. Para as análises marxistas, o termo imperialismo está vinculado ao potencial de expansão cultural e 
política da classe proletária no mundo, mesmo que isso envolva a constituição de mecanismo formais de 
dominação de culturas não europeias. 
Agora, assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
Nota: 0.0 
 
A Apenas as afirmativas I e VI estão corretas. 
 
B Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
 
C Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
 
D Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. 
 
E Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
A alternativa correta é aquela que indica que apenas as afirmativas I e II estão 
corretas. A afirmação I está correta, uma vez que, como se observou na aula 3, o 
termo imperialismo, que é relativamente recente, nem sempre teve conotação 
negativa. Primeiramente era utilizado para caracterizar políticas francesas 
adotadas por Luís Napoleão, entre 1852 e 1870. E, pouco tempo depois, para 
descrever a política externa de Benjamin Disraeli, que estabeleceu o governo e 
controle britânico sobre Cabul, além da manutenção violenta da dominância 
política britânica sobre Estados da África. Nesse último caso, inclusive, o termo 
era empregado tanto como uma estratégia para evitar a secessão das colônias dos 
Estados independentes, quanto para explicar a atitude expansionista sobre os 
países pobres, “não civilizados”, da África, indo em direção ao Pacífico. A 
afirmação II está correta, uma vez que ao passo que essas dúvidas 
cresciam na opinião pública, floresciam também em fins do século XIX e início 
do século XX, as interpretações teóricas e econômicas ligadas ao marxismo. A 
saliência do débito imperialista despertou os ânimos no Quinto Congresso da 
Internacional Comunista, em 1900. O debate dá origem ao livro seminal do 
economista inglês J.A. Hobson em 1902. Em sua obra, o Imperialismo – Um 
estudo (1902), Hobson afirma que o imperialismo é uma política de expansão de 
mercados territoriais com vistas a obtenção de lucros. A afirmação III está 
incorreta porque as leituras marxistas concentravam as suas análises na 
compreensão do imperialismo como um fenômeno que envolve interesses 
econômicos e busca pela consolidação de poder de um Estado. Por conseguinte, 
esse tipo de enquadramento aprofunda o debate por meio de um olhar crítico e 
problematiza o discurso civilizador utilizado na legitimação de políticas 
imperialistas. A afirmação IV está incorreta porque para as leituras marxistas, o 
termo imperialista está vinculado ao processo de expansão do sistema capitalista 
e dos interesses da classe burguesa. O imperialismo seria, na perspectiva de 
Hobson, um misto de orgulho nacional (sobre “a grandeza do Império”) para a 
opinião pública, que remontava o período colonialista, e o reflexo das 
necessidades de expansão de mercados do sistema capitalista. Para Hobson o 
ímpeto das empreitadas imperialistas era baseado nas pressões que capitalistas 
exerciam sobre governos para dar vazão ao suposto excesso da produção. 
Referência: Rota de Aprendizagem de Geografia Política. Aula 3 – Material para 
a Impressão. Tema 1 “O Campo de Estudos sobre o Imperialismo”.

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