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PRINCÍPIOS DE INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL 
 
 
 
A raspagem tem como definição processo pelo qual 
biofilme e cálculo são removido das superfícies 
dentárias supra e subgengivais. Tem como objetivo 
restaurar a saúde gengival através da remoção 
completa da superfície dentaria dos fatores que 
provocam a inflamação gengival. 
O alisamento radicular é o processo pelo qual o cálculo 
e porções de cemento são removidos das raízes 
tornando-as lisas, dura e limpa (observa-se com a 
sonda n.5). 
PRINCÍPIOS GERAIS DA INSTRUMENTAÇÃO: 
1- Acessibilidade a raspagem: Posição paciente / 
operador: o operador deve ter pés apoiados no 
chão, costas retas e cabeça ereta. O paciente deve 
estar com a boca próxima ao cotovelo do 
operador. 
2- Visibilidade: iluminação/afastamento: a 
iluminação pode ser direta, via refletor ou fotóforo 
e a indireta e feita através de espelho plano. O 
afastamento de bochechas, lábios e língua podem 
ser feitos pelos dedos ou espelho plano ou 
afastadores. Pode ser feito um afastamento por 
isolamento relativo também. 
3- Instrumentos: os tipos, afiação e marcas dos 
instrumentais influenciam diretamente no 
processo. A afiação deve ser feita corretamente e 
na mesa devemos ter uma pedra para afiação 
adequada do instrumento. A pedra deve ser 
hidratada para não desgastar muito o metal da 
cureta. Deve-se ter uma boa preensão dos 
instrumentos e apoio dos dedos. 
PREENSÃO DOS INSTRUMENTOS: a preensão do 
tipo caneta modificada proporciona maior controle e 
eficácia. Se apoia o dedo polegar, indicador e médio na 
cureta e dá uma maior sensibilidade tátil durante a 
instrumentação. 
Apoio dos dedos: tem como função estabilização da 
mão e do instrumento, permitir angulação ótima da 
lamina, prevenção de injurias da gengiva e bochecha 
do paciente, possibilitar o movimento de punho 
 
antebraço utilização geralmente o dedo anular ou 
médio. Os apoios podem ser intrabucais (perto da área 
de trabalho, podem ser convencionais, arcada cruzada, 
dedo sobre dedo ou arcada oposta) ou eixos 
extrabucais (longe da área de trabalho). Nos apoios 
extrabucais podem ser feitos com a palma da mão 
voltada para baixo ou para cima, geralmente se faz com 
espelhos. 
ADAPTAÇÃO: maneira pela qual a ponta ativa do 
instrumento é colocada contra a superfície de um 
dente para melhorar a eficiência da raspagem e evita 
traumas aos tecidos moles e/ou radiculares. A lamina 
ativa é dividida em três partes, o terço inferior da ponta 
ativa deve constantemente manter contato como 
dente. 
ANGULAÇÃO: ângulo entre a face do instrumento e a 
superfície do dente. A introdução do instrumento a 
angulação é próxima do 0° e para fazer a raspagem e 
alisamento a angulação pode variar entre 45 e 90°. 
Angulações menores que 45° brunem o cálculo e 
maiores que 90° causam curetagem gengival. 
PRESSÃO LATERAL: pressão criada quando uma força 
é aplicada contra a superfície de um dente com a borda 
cortante do instrumento afiado. Uma pressão lateral 
firme consegue remover cálculo, uma moderada leva 
remoção de cálculos/alisamento radicular e uma 
pressão leve causa o alisamento radicular. 
MOVIMENTOS: 
Movimento exploratório: tátil 
Movimento de raspagem: deve ser feito em 
movimento de tração, curto e forte. 
Movimento de alisamento radicular: de tração, sendo 
um movimento moderado ou leve. 
 
RASPAGEM SUPRAGENGIVAL: facilita a 
instrumentação subgengival. Permite ao paciente 
praticar o controle do biofilme. Cálculo menos 
retentivo e calcificado. Se faz uso de foices, curetas ou 
até mesmo instrumentos ultrassônicos. 
RASPAGEM SUBGENGIVAL: para resolução da 
inflamação gengival, interrupção da destruição 
progressiva do aparelho de inserção, podendo ser 
fechado ou aberto. Geralmente tem sangramento e o 
cálculo é mais duro e retentivo. O uso é preferencial 
somente das curetas 
AVALIAÇÃO: durante a execução do procedimento, se 
faz a verificação da qualidade da raspagem e após o 
período de cicatrização (14 a 20 dia) se faz a avaliação 
do procedimento novamente. 
AFIAÇÃO DO INSTRUMENTAL PERIODONTAL: é 
impossível realizar a raspagem e aplainamento 
radicular com instrumentos que tenham perdido o 
corte. Objetivo da afiação: transformar um ângulo 
arredondado em um ângulo agudo e afiado. Seja qual 
for a técnica utilizada para afiação do instrumento, a 
angulação do bisel da lamina deve ser rigorosamente 
mantida. Quando o instrumento está afiado, o ângulo 
de corte é uma linha delgada que se estende da parte 
e inferior da haste à extremidade final do instrumento. 
Um sem corte tem o angulo de corte arredondado. 
Avaliação da afiação: pode ser feito pela forma visual: 
através do auxílio da luz (reflexo no ângulo, indica estar 
arredondado) Forma táctil: posicionando o ângulo de 
corte sobre um cilindro plástico (anestubo). 
Instrumentos sem corte requerem pressão além do 
normal e reduzem a sensibilidade táctil e promovem o 
brunimento do cálculo. Pedras de afiação podem ser 
naturais (Arkansas, índia) e artificias (carburúndun). Os 
lubrificantes podem ser óleo ou água. As pedras são 
divididas de acordo com seus cristais abrasivos. 
podendo ter granulação grossa ou fina. Existem as 
pedras montadas, que são cilíndricas, cônicas e em 
forma de disco. As pedras convencionais são 
retangulares, cilíndricas, cônicas ou triangulares. Além 
dessas pedras, existem limas de ferro ou diamantadas. 
 
POLIMENTO: visa a eliminação de ranhuras e 
microssulcos provocadas pela instrumentação. Pode 
usar jatos de bicarbonato, pasta profiláticas: limpeza 
profissional. 
POLIMENTO DENTAL: APÓS A Raspagem 
aplainamento para eliminar sulcos e ranhuras como 
limpeza profissional: realizada em pacientes que não 
necessitaram de raspagem. 
PRINCIPIOS DA AFIAÇÃO: 
Os princípios da afiação é manter a forma original do 
instrumental, selecionar uma pedra com forma e 
abrasividade adequada ao instrumento a ser afiado, 
estabelecer um ângulo correto entre a pedra de afiar e 
a superfície do instrumento, manter uma 
empunhadura firme com a pedra e instrumento, evitar 
pressão excessiva, lubrificar a pedra adequadamente a 
pedra durante a afiação, evitar a formação de 
rebarbas, a afiação do instrumento deverá ser feita tão 
logo se perceba a perda de corte, usar uma pedra 
esterilizada se o instrumento estiver sendo usado no 
paciente e avaliar o corte obtido pela afiação. 
CONCLUSÃO: 
Ordem de instrumentação: foices, enxadas, limas, 
curetas universais, curetas de gracey. 
 
CURETAS GRACEY, NUMERAÇÃO: 
1-2: ANTERIORES 
3-4: ANTERIORES 
5-6: ANTERIORES E PM (faces livres) 
7-8: POSTERIORES (faces livres) 
9-10: POSTERIORES (faces livres) 
11-12: POSTERIORES (face mesial) 
13-14: POSTERIORES (face distal)