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SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO 
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL 
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL 
GERÊNCIA DE CURRÍCULO 
CURITIBA 
2017 
1 
 
 
 
Ficha Técnica 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA 
Rafael Greca de Macedo 
 
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO 
Maria Silvia Bacila Winkeler 
 
SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA 
Oséias Santos de Oliveira 
 
DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA 
Maria Cristina Brandalize 
 
DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO, ESTRUTURA E INFORMAÇÕES 
Elizabeth Dubas Laskoski 
 
SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL 
Elisângela Iargas Iuzviak Mantagute 
 
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
Elidete Zanardini Hofius 
 
DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL 
João Batista dos Reis 
 
DEPARTAMENTO DE INCLUSÃO E ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO 
Gislaine Coimbra Budel 
 
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL 
Simone Zampier da Silva 
 
GERÊNCIA DE CURRÍCULO 
Luciana Zaidan Pereira 
 
2 
 
 
 
 Introdução 
 
A coleção de cadernos “Desenvolvimento de habilidades de leitura e 
resolução de problemas no 5.º ano” chega ao seu 4.º caderno de Língua 
Portuguesa (6.º da coleção), abordando “textos de opinião”. 
A ideia é desenvolver habilidades de leitura ao refletir sobre diferentes 
pontos de vista, que estejam embasados em argumentações consistentes, 
contrapondo-os. 
O pluralismo de ideias, o debate sobre as diferentes opiniões e visões 
sobre determinada temática contribui para a ampliação da percepção de 
diferentes formas de pensar, desenvolvendo o respeito pelo diferente, pelo 
antagônico. 
O objetivo deste material é proporcionar o estudo e reflexão sobre os 
diferentes encaminhamentos metodológicos que propiciam o desenvolvimento 
das habilidades de leitura, em complemento com a formação presencial que 
acontece nos diferentes NREs que compõem a Secretaria Municipal da 
Educação de Curitiba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
Língua Portuguesa 
 
“Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que 
tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” 
 
BOFF, Leonardo (1998) 
 
 
 
 
 
Objetivos do encontro: 
 
 Discutir estratégias de compreensão leitora com o gênero texto de 
opinião. 
 Enfatizar a importância da argumentação. 
 Refletir sobre o desenvolvimento de habilidades de leitura por meio de 
atividades sistematizadas. 
 
 
Reflexão inicial: 
Vale a pena usar textos de opinião para desenvolver a habilidades de leitura com 
foco na compreensão? 
 
 
4 
 
 
 
Leitura de apoio: 
 
"Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos 
que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. 
Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém 
lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso 
faz da leitura sempre uma releitura. 
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é 
essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, 
com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos 
alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o 
animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação. 
Sendo assim, fica evidente que cada leitor é coautor. Porque cada um lê 
e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo 
em que habita." (p. 9) 
 
BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. 16 ed. Petrópolis, 
RJ: Vozes, 1998. 
 
 
5 
 
 
 
Artigo de opinião 
 
O artigo de opinião é um dos gêneros mais conhecidos de matéria 
assinada. Ele pode ser publicado em jornais, revistas ou internet; e é assinado 
por um articulista que, jornalista profissional ou não, normalmente é uma 
autoridade no assunto ou uma “personalidade” cujas posições sobre questões 
debatidas publicamente interessam a muitos. É o que explica a relativa 
frequência com que celebridades da cultura pop, por exemplo, são convidadas 
a se pronunciar sobre o que pensam a respeito de questões sobre educação, 
saúde pública etc., mesmo quando estão longe de ser especialistas no assunto. 
Sem as questões polêmicas, não existe artigo de opinião. Elas geram discussões 
porque há diferentes pontos de vista circulando sobre os assuntos que as 
envolvem. Assim, o articulista, ao escrever, assume posição própria nesse 
debate, procurando justificá-la. Afinal, argumentos bem fundamentos t}em maior 
probabilidade de convencer os leitores. 
Ao escrever seu artigo, o articulista toma determinado acontecimento, ou 
o que já foi dito a seu respeito como objeto de crítica, de questionamento e até 
de concordância. Ele apresenta seu ponto de vista inserindo-o na história e no 
contexto do debate de que pretende participar. Por isso mesmo tende a 
incorporar ao seu discurso a fala dos participantes que já se pronunciaram a 
respeito do assunto, especialmente os mais marcantes. 
Aprender a ler e escrever esse gênero na escola favorece o desenvolvimento da 
prática de argumentar, ou seja, anima a buscar razões que sustentem uma 
opinião ou tese. 
 
Pontos de vista. Caderno do professor: orientações para a produção de textos. Egon Oliveira 
Rangel et all. São Paulo: Cenpec. Coleção da Olimpíada. 5ª edição, 2016. 
Disponível em https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-
publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor Acesso em agosto/2017. 
 
 
 
 
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor
https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor
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Sugestão de encaminhamento 
 
5º ano 
OBJETIVO CONTEÚDO CRITÉRIOS DE ENSINO-
APRENDIZAGEM 
- Ler textos (verbais, não 
verbais e multimodais), de 
diversos gêneros textuais, 
atribuindo-lhes significação, 
reconhecendo a 
intencionalidade e o 
processo de interlocução. 
- Conhecer as estruturas 
básicas dos gêneros 
sistematizados. 
- Defender seu ponto de 
vista com argumentos 
consistentes, de acordo com 
as situações apresentadas, 
em gêneros orais e escritos. - 
- Identificar os argumentos 
defendidos pelo(a) autor(a) 
em textos lidos. 
- Distinguir fatos de opiniões 
sobre os fatos em textos 
lidos. 
- Compreensão e 
interpretação de textos. 
- Elementos de 
apresentação e unidade 
estrutural do gênero textual. 
-Argumentação. 
-Infere informações 
implícitas em textos lidos. 
- Infere significado de 
palavras e/ou expressões 
desconhecidas no texto, com 
base no contexto 
- Distingue um fato da 
opinião relativa a esse fato. 
- Identifica as características 
dos gêneros textuais 
sistematizados. 
- Respeita diferentes 
opiniões que surgem nos 
debates. 
- Identifica os diferentes 
pontos de vista sobre um 
mesmo tema (a favor e 
contra). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
Contextualização 
 
Você é contra ou a favor? 
 
Organize o espaço, de preferência no pátio da escola, de forma que os 
estudantes fiquem agrupados em um círculo grande central, e que tenham outros 
dois círculos grandes laterais para que possam se inserir nele, a fim de marcar 
sua opinião. 
A dinâmica também pode ser feita por meio de marcadores, que indiquem “a 
favor” ou “contra”. Dessa forma, todos os estudantes precisam ter um de cada 
marcador. 
A cada tema proposto pela professora, os estudantes se manifestam de acordo 
com sua opinião. A professora pode escolher alguns, aleatoriamente, para expor 
os argumentos que justificam sua escolha. 
 
 Uso do celular na sala de aula. 
 Uso de piercing. 
 Fazer tatuagem. 
 Dar esmolas. 
 Bebês e crianças menores de 5 anos brincarem com celular e tablet. 
 Jogos de videogame ou computador com temáticas violentas. 
 Limitar o tempo de uso do videogame, computador ou televisão para 
crianças e adolescentes. 
 Criançase adolescentes usarem Facebook ou outra rede social. 
 Movimento de espaços “livres de crianças” (childfree). 
 Usar animais para experimentos científicos. 
 
O importante é que os estudantes percebam que: 
 É necessário ter argumentos que embasem sua opinião. 
 Que existem opiniões diferentes da sua. 
 Que as opiniões diferentes precisam ser respeitadas. 
 
8 
 
 
 
Antecipação 
 
Observe as imagens abaixo: 
 
1. O que elas significam? 
2. De onde foram retiradas essas imagens? 
 
Veja a imagem completa: 
 
Fonte: http://scienceblogs.com.br 
9 
 
 
 
3. E agora? O que significa a frase “Você deve a vida a ele.”? 
4. Qual é a proposta, a campanha que está sendo divulgada? 
5. Qual é a opinião defendida e o argumento que a embasa? 
 
Agora, observe as próximas imagens: 
 
 
Fonte: https://pt.slideshare.net/guilemosjua/uso-de-animais-em-pesquisas-cientficas 
 
Fonte: http://www.modefica.com.br 
6. Estas campanhas apresentam a mesma opinião das anteriores? 
Justifique. 
7. Qual é a opinião defendida e o argumento que as embasam? 
10 
 
 
 
8. E você? É contra ou a favor da utilização de animais em experimentos 
científicos? Justifique. 
 
Neste momento, distribua pedaços de papel para que cada um dos estudantes 
registre sua opinião, juntamente com um argumento que a embase. Organize 
um cartaz, separando as opiniões “contra” e “a favor”. Leia, juntamente com a 
turma, cada argumento apresentado, em cada lado do cartaz, agrupando-os pela 
proximidade e, se possível, sintetizando-o (coletivamente) de modo a ter a ideia 
fundamental. Discuta com os estudantes se os argumentos são coerentes, se 
tem fundamentação e o que teria que ser completado ou modificado para ficarem 
mais fundamentados. 
 
 
Diferentes opiniões sobre o tema 
 
Assista a reportagem apresentada no programa de televisão “Fantástico” para 
conhecer um pouco mais sobre a polêmica e analise as opiniões apresentadas. 
https://www.youtube.com/watch?v=-9u2W_8WlL4 
 
1. O que foi possível observar no vídeo assistido? As opiniões sobre o uso 
de animais em experimentos científicos foram as mesmas? 
2. Quais argumentos você considerou adequados? 
3. Vamos ver algumas declarações das pessoas que participaram da 
reportagem identificando o posicionamento destas pessoas. 
 
“Não existe interesse dos pesquisadores, na verdade, em buscar métodos 
alternativos.” (Vanice Teixeira – advogada) 
 
“Nós temos que utilizar, é imprescindível, ainda hoje em dia.” (Marcelo Morales 
– médico) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=-9u2W_8WlL4
11 
 
 
 
“Não é certo usar uma vida e tratá-la como equipamento de laboratório 
dispensável.” (Justin Goodman – diretor científico da PETA – Pessoas pelo 
tratamento ético dos animais) 
 
“Eu não vejo, ainda, como parar o uso de animais. Não tem como, ainda.” 
(Rodrigo Vieira Rodrigues – biólogo molecular) 
 
“É extremamente improvável que nós sejamos a única espécie com consciência. 
Existem tecnologias que permitem salvar vidas sem causar dor ou desrespeito 
aos animais.” (Phillip Low – neurocientista) 
 
Não são a resposta definitiva e melhor. Não temos alternativa hoje, e no curto 
prazo, para substituir esses testes. (Samuel Guerra Filho – bioquímico) 
 
 
Discuta cada declaração lida com os estudantes a fim de que percebam a opinião 
implícita em cada uma delas. Leve-os a perceber que em algumas falas não 
aparece palavras como contra ou a favor, sim ou não em relação ao uso, mas 
que a resposta está por trás do que está sendo dito. Organize as falas, no cartaz 
já elaborado, separando-os conforme a opinião. 
 
 
Tudo o que apareceu na reportagem assistida era relacionado à opinião contra 
ou a favor do uso de animais em experimentos científicos? O que mais apareceu 
na reportagem? 
Vamos rever alguns trechos e analisá-los. 
 
 
 
Reflita com os estudantes que em uma reportagem é comum ter entrevistas e 
opiniões. Comente que há textos específicos para divulgar opiniões. 
 
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Lendo artigos de opinião 
 
Vamos ler dois artigos de opinião sobre a polêmica do uso de animais em 
experimentos científicos. Será que você manterá sua opinião? 
 
Qual a sua opinião quanto ao uso de animais em laboratórios para 
fins medicinais? Saiba o que pensam dois especialistas. 
O assunto não é novidade, mas vira e mexe ele volta ao cenário popular, 
envolvendo cientistas e ativistas. Impossível negar a importância da 
experimentação animal para o desenvolvimento e qualidade de vida do ser 
humano. (...) Veja o que pensam dois estudiosos na área e tire as suas 
conclusões. 
 
Pesquisas com animais são dispensáveis 
 
Acontecimentos recentes levantaram novamente o debate a respeito do uso de 
animais em experimentos científicos. Não é de hoje que a ciência tem usado 
cobaias para testes de novos medicamentos e procedimentos clínicos. Alguns 
cientistas insistem em afirmar que, sem animais, não há pesquisa, mas, em 
tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há motivo plausível 
que justifique o uso de bichos em experimentos. 
A experiência científica tem mostrado que nem sempre os resultados em animais 
são os mesmos obtidos posteriormente em humanos. Alguns medicamentos, por 
exemplo, são fatais em animais, mas úteis em humanos. 
Nos Estados Unidos, o doutor John Pippin, membro do Comitê Médico pela 
Medicina Responsável (PCRM) – grupo de médicos contrários aos experimentos 
científicos em animais -, afirma categoricamente que os bichos não são 
indispensáveis às pesquisas e que a maior parte dos resultados obtidos em 
animais são inúteis para os seres humanos. 
Além disso, testes em laboratórios são, muitas vezes, cruéis, excessivamente 
repetitivos e causam sofrimento, ferimentos e até transtornos psicológicos nos 
animais. Há também pesquisas em animais para fins cosméticos, de perfumaria 
e de limpeza. Tais experimentos já foram proibidos na Europa, mas ainda são 
realizados no Brasil. Será que fazer os animais sofrerem em prol do nosso bem-
estar não é uma forma de exploração? 
 
13 
 
 
 
Pelo exposto, é preciso conscientizar a população de que os testes com animais 
não são vitais para as pesquisas. Os governos devem incentivar o 
desenvolvimento de alternativas que substituam as pesquisas com animais. 
* Carolina Mourão é jornalista e ativista em defesa dos direitos dos animais no 
Congresso Nacional. 
 
Animais ainda são imprescindíveis em pesquisas 
 
Ao longo da história, animais têm sido usados em pesquisas científicas. Mesmo 
com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é possível, em 
algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos alternativos. 
Difícil duvidar da importância de testar alguns medicamentos antes de aplicá-los 
nos seres humanos. Com os testes, diminuem-se os riscos de respostas 
inesperadas e indesejáveis para o corpo humano. 
Os trabalhos de pesquisa são feitos em ambientes controlados, sujeitos a 
comitês de ética e regulados por lei (Lei Nº 11.794/08). Ao elaborar um projeto 
científico que faça uso de animais, cuidados prévios são tomados para que não 
fiquem estressados, não sintam dores e possam, sempre que possível, ficar 
próximos de seus hábitos naturais. 
Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam 
somente o ser humano. Eles são também realizados para o desenvolvimento de 
vacinas, rações e medicamentos veterinários. Um bom exemplo é a vacina 
antirrábica, que usou cães como cobaias e hoje salva milhões de animais e vidas 
humanas. 
Concluindo, ainda não há como abolir o uso de animais em alguns experimentos 
científicos. Nada impede, no entanto, que sejam substituídos à medida que 
surjam novos métodos alternativos de pesquisa de eficácia comprovada. 
* Cesar Koppe Grisolia é professor PHD do departamento de Genética, 
Morfologia e Toxicologia da Universidade de Brasília. 
 
Disponível em http://gpsbrasilia.com.br/news/p:0/idp:26688/nm:Eles-sofrem/Acesso em 11/08/2017. 
 
 
 
 
 
http://gpsbrasilia.com.br/news/p:0/idp:26688/nm:Eles-sofrem/
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Compreendendo os textos 
 
1. Qual dos textos apresenta, em relação ao uso de animais em 
experimentos científicos: 
a) Opinião a favor: 
b) Opinião contrária: 
 
2. Destaque com lápis de cor, pelo menos dois argumentos em cada texto, 
utilizados para a defesa de cada opinião. 
 Possíveis respostas: 
 
Pesquisas com animais são dispensáveis 
A experiência científica tem mostrado que nem sempre os resultados em 
animais são os mesmos obtidos posteriormente em humanos. 
Além disso, testes em laboratórios são, muitas vezes, cruéis, excessivamente 
repetitivos e causam sofrimento, ferimentos e até transtornos psicológicos 
nos animais. Será que fazer os animais sofrerem em prol do nosso bem-estar 
não é uma forma de exploração? 
 
Animais ainda são imprescindíveis em pesquisas 
Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é 
possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos 
alternativos. 
Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados prévios 
são tomados para que não fiquem estressados, não sintam dores e possam, 
sempre que possível, ficar próximos de seus hábitos naturais. 
Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam 
somente o ser humano. Eles são também realizados para o desenvolvimento 
de vacinas, rações e medicamentos veterinários. 
 
 
 
 
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3. Vamos associar alguns argumentos e contra-argumentos para 
percebermos o ponto de vista de cada autor. 
 
ARGUMENTO CONTRÁRIO ARGUMENTO A FAVOR 
Alguns cientistas insistem em afirmar 
que, sem animais, não há pesquisa, 
mas, em tempos modernos, de 
grandes avanços tecnológicos, não há 
motivo plausível que justifique o uso 
de bichos em experimentos. 
Mesmo com os avanços tecnológicos 
das últimas décadas, ainda não é 
possível, em algumas pesquisas, 
substituir os experimentos por 
métodos alternativos. 
A experiência científica tem mostrado 
que nem sempre os resultados em 
animais são os mesmos obtidos 
posteriormente em humanos. Alguns 
medicamentos, por exemplo, são 
fatais em animais, mas úteis em 
humanos. 
Difícil duvidar da importância de testar 
alguns medicamentos antes de aplicá-
los nos seres humanos. Com os 
testes, diminuem-se os riscos de 
respostas inesperadas e indesejáveis 
para o corpo humano. 
Além disso, testes em laboratórios 
são, muitas vezes, cruéis, 
excessivamente repetitivos e causam 
sofrimento, ferimentos e até 
transtornos psicológicos nos animais. 
Ao elaborar um projeto científico que 
faça uso de animais, cuidados prévios 
são tomados para que não fiquem 
estressados, não sintam dores e 
possam, sempre que possível, ficar 
próximos de seus hábitos naturais. 
Será que fazer os animais sofrerem 
em prol do nosso bem-estar não é 
uma forma de exploração? 
Ao contrário do que muitos pensam, 
os testes com animais não beneficiam 
somente o ser humano. Eles são 
também realizados para o 
desenvolvimento de vacinas, rações e 
medicamentos veterinários. Um bom 
exemplo é a vacina antirrábica, que 
usou cães como cobaias e hoje salva 
milhões de animais e vidas humanas. 
16 
 
 
 
Pelo exposto, é preciso conscientizar 
a população de que os testes com 
animais não são vitais para as 
pesquisas. 
Concluindo, ainda não há como abolir 
o uso de animais em alguns 
experimentos científicos. 
Os governos devem incentivar o 
desenvolvimento de alternativas que 
substituam as pesquisas com 
animais. 
Nada impede, no entanto, que sejam 
substituídos à medida que surjam 
novos métodos alternativos de 
pesquisa de eficácia comprovada. 
 
 
4. O que é possível perceber de semelhante entre o primeiro parágrafo de 
cada um dos textos? 
 
 
 
Refletindo sobre a linguagem 
 
 
1. Os dois textos lidos falam sobre o quê? 
2. Você percebeu que para evitar tantas repetições da palavra animal, o 
texto “Pesquisas com animais são dispensáveis” usa outras palavras? 
Localize todas as palavras “animal”, “animais” e as equivalentes utilizadas 
para evitar repetições. 
 
Ressalte a importância de usar palavras equivalentes, sinônimas, relativas para 
evitar repetições e garantir a continuidade do texto. O Descritor 2 aborda essa 
habilidade de extrema importância para compreender o que se lê. 
Também consideramos essa habilidade fundamental para o processo de 
produção escrita, tornando-se assim, uma habilidade a ser desenvolvida para a 
competência leitora e escritora. 
 
 
17 
 
 
 
3. Observe as palavras destacadas nos trechos a seguir, marcando qual 
seria o sentido mais apropriado para cada uma, de acordo com o contexto: 
 
a) “[...] em tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há 
motivo plausível que justifique o uso de bichos em experimentos.” 
A) Aplaudido. 
B) Aprovado. 
C) Aceitável. 
D) Impossível. 
 
b) “Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas úteis 
em humanos.” 
A) Inúteis. 
B) Mortais. 
C) Infelizes. 
D) Adequados. 
 
c) “Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados 
prévios são tomados para que não fiquem estressados[...]” 
A) Anteriores. 
B) Amigáveis. 
C) Preventivos. 
D) Preocupantes. 
 
d) “Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não 
beneficiam somente o ser humano.” 
A) Prejudicam. 
B) Confundem. 
C) Alegram. 
D) Favorecem. 
 
 
 
18 
 
 
 
Discuta com os estudantes não só essas palavras destacadas nas atividades, 
mas todas as que eles apresentarem dúvidas. Primeiro, estimule-os a 
compreenderem-nas no contexto da leitura. Se ainda assim, a compreensão não 
está acontecendo de maneira integral, permanecendo a dúvida, incentive-os a 
procurar no dicionário, localizando o significado que mais se relacione ao 
contexto de leitura. O descritor 3, referente à habilidade de inferir o significado 
de palavra e expressão, nos indica a necessidade de refletir sobre as palavras e 
seus significados. 
 
 
4. Agora, observe os seguintes trechos retirados do texto “Pesquisas com 
animais são dispensáveis: 
 “Alguns cientistas insistem em afirmar que, sem animais, não há 
pesquisa, mas, em tempos modernos, de grandes avanços 
tecnológicos, não há motivo plausível que justifique o uso de bichos 
em experimentos.” 
 “Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas uteis 
em humanos.” 
 “Tais experimentos já foram proibidos na Europa, mas ainda são 
realizados no Brasil.” 
 
a) O que a palavra destacada representa? 
A) Adição. 
B) Alternância. 
C) Conclusão. 
D) Oposição. 
 
b) Como podemos unir as frases abaixo, utilizando a palavra MAS, dando 
a mesma ideia apresentada nas frases do texto lido? 
 
A) Sabemos que não podemos maltratar animais. Os animais são 
necessários em experimentos científicos. 
 
19 
 
 
 
B) As pesquisas científicas são essenciais. É preciso descobrir novas 
maneiras de testar os medicamentos. 
 
Após essa atividade (b), volte às frases do texto no início da atividade 4 e reflita 
com os estudantes as orações que estão contidas ali e como a palavra MAS as 
une, dando ideia de contraposição. 
A palavra MAS é uma conjunção adversativa, ou seja, indica o sentido de 
oposição, contraste entre as duas orações. Sempre que ela for utilizada, deve 
ser precedida de vírgula. Ex: Pedro caiu, mas não se machucou. O contraste é 
que espera-se que quando alguém cai, se machuque. Por isso, nesse caso, a 
palavra MAS foi usada adequadamente. 
Mais importante que saber a nomenclatura ou a classe gramatical a que pertence 
a palavra em questão, o estudante precisa compreender sua função na frase e 
saber utilizá-la de forma adequada. O conhecimento técnico sobre a língua é 
para auxiliar você, professor(a). 
 
 
5. Você acha que poderíamos usar a palavra MAIS ao invés de MAS nas 
frases que iniciaram areflexão da atividade 4? Justifique. 
6. Em que situações usamos a palavra MAIS? Qual é a diferença entre MAS 
e MAIS? 
7. Observe as frases abaixo: 
 Eu quero mais um animal de estimação. 
 As pesquisam precisam de mais investimento para encontrar 
alternativas. 
 Os animais têm mais sentimentos que muitos humanos. 
 
a) O que podemos perceber? Quando utilizamos MAS e MAIS? 
 
A palavra MAIS é um advérbio de intensidade e corresponde ao contrário de 
menos. 
 
 
20 
 
 
 
8. Veja alguns trechos do texto “Animais ainda são imprescindíveis em 
pesquisas”: 
 Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não 
é possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por 
métodos alternativos. 
 Concluindo, ainda não há como abolir o uso de animais em alguns 
experimentos científicos. 
 
a) A palavra destacada da ideia de 
A) Modo. 
B) Tempo. 
C) Lugar. 
D) Intensidade. 
 
b) Recorte de revista ou jornal uma frase com a palavra AINDA com o 
mesmo sentido das frases observadas no texto. 
 
 
Reflita com os estudantes que ao utilizarmos a palavra AINDA ela dá ideia de 
algo que é preciso, porém no momento atual, no TEMPO atual, não é possível. 
A perspectiva é de que no futuro pode acontecer, ou seja, uma prorrogação do 
tempo. 
A palavra AINDA é um advérbio de tempo. 
O descritor 12 refere-se à habilidade de estabelecer relações lógico-discursivas 
presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. 
 
 
 
 
21 
 
 
 
Conhecendo o gênero 
O artigo de opinião é um gênero textual jornalístico, de caráter 
essencialmente argumentativo, onde o autor expõe claramente a sua opinião e 
os seus argumentos, que possuem condições de fazer com que o interlocutor 
acredite no que ele diz. 
O autor do artigo de opinião geralmente tem a intenção de convencer os 
seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos. A 
finalidade do artigo de opinião é a exposição do ponto de vista sobre um 
determinado assunto. 
As características do artigo de opinião são as seguintes: 
 Título do texto, geralmente polêmico ou provocador. 
 Exposição de uma ideia ou ponto de vista sobre determinado assunto. 
 Apresenta-se em três partes: exposição, interpretação e opinião. Possui 
um parágrafo introdutório, no qual os elementos principais da ideia são 
apresentados; o desenvolvimento, no qual são expostos os argumentos 
em defesa de um ponto de vista a ser defendido; e a conclusão, onde 
ocorre o fechamento das ideias discutidas ao longo do texto; 
 Predominância dos verbos no tempo presente. 
 Utilização de linguagem objetiva (3.ª pessoa) ou subjetiva (1.ª pessoa). 
 Deve obedecer à linguagem padrão, devendo-se evitar as marcas 
utilizadas na oralidade. 
Disponível em https://www.estudokids.com.br/artigo-de-opiniao/ Acesso em agosto/2017. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.estudokids.com.br/artigo-de-opiniao/
22 
 
 
 
Elementos de um artigo de opinião 
 
 
 
 
 
 
 
Título 
Quem assina 
Veículo/quando 
Fonte 
23 
 
 
 
Você sabia? 
Os testes feitos em animais estão por trás de avanços médicos que salvam 
vidas humanas e proporcionam bem-estar. 
Avanços na medicina a partir dos resultados com experimentos em animais. 
 
 
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http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-
sua.html 
 
 
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html
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Ampliação 
 
Há vários sites e revistas que abordam a polêmica sobre o uso de animais em 
experimentos científicos. Aproveite e amplie o repertório dos estudantes 
propondo novas leituras sobre o tema, a fim de ampliar o debate e possibilitar a 
defesa do ponto de vista embasado em argumentos coerentes. 
 
 
 
Reportagem completa disponível em 
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-
sua.html Acesso em agosto/2017. 
 
 
 
 
 
 
 
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html
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Referências 
 
BRASIL. Língua portuguesa: orientações para o professor, Saeb/Prova Brasil, 
4ª série/5º ano, ensino fundamental. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e 
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009. 
 
CARPANEDA, Isabella; BRAGANÇA, Angiolina. Porta Aberta – Língua 
Portuguesa. 5.º ano. Curitiba: FTD, 2014. 
CURITIBA. Currículo do ensino fundamental. Linguagens, v.2. Língua 
Portuguesa. Curitiba: SME, 2016. 
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre, Artmed, 1998. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ficha Técnica 
 
DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL 
Simone Zampier da Silva 
 
GERÊNCIA DE CURRÍCULO 
Luciana Zaidan Pereira 
 
EQUIPE DA GERÊNCIA DE CURRÍCULO 
Ana Paula Ribeiro 
Angela Cristina Cavichiolo Bussmann 
Daniela Gomes de Mattos Pedroso 
Dircélia Maria Soares de Oliveira Cassins 
Elizabeth Cristina Carassai 
Fabíola Berwanger 
Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro 
Justina Inês Carbonera Motter Maccarini 
Karin Willms 
Kelly Cristhine Wisniewski de Almeida Colleti 
Lilian Costa Castex 
Marcos Alede Nunes Davel 
Magaly Quintana Pouzo Minatel 
Maria Angela da Motta 
Santina Célia Bordini 
Simone Cristine Vanzuita 
Ramolise do Rocio Pieruccini 
Thais Eastwood Vaine 
Vanessa Marfut de Assis 
 
 
 
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ELABORAÇÃO 
Equipe SME 
Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro (Língua Portuguesa) 
Ramolise do Rocio Pieruccini (Língua Portuguesa) 
 
Equipe NREs 
Adriana Rodrigues da Rocha Santos (Alfabetizadora – NRE PN) 
Adriane Alves da Silva (Alfabetizadora – NRE PR) 
Ana Lucia Maichak de Gois Santos (Alfabetizadora – NRE BV) 
Amanda Tracz Pereira Leite (Alfabetizadora – NRE BQ) 
Carla Marcela S. Machado dos Passos (Matemática – NRE CJ) 
Cristiane Antunes Stein (Alfabetizadora – NRE SF) 
Cristiane Célia Bora Sikora (Matemática – NRE PR) 
Cristiane Lopuch Nogueira (Alfabetizadora – NRE MZ) 
Daniela Cristina Pereira Nogueira (Alfabetizadora – NRE CIC) 
Ed Carlos da Silva Rocha (Matemático – NRE BV) 
Edelise Maria Moreira (Alfabetizadora – NRE CIC) 
Greici de Camargo Margarida (Alfabetizadora – NRE TQ) 
Janaína Aparecida Rabelo de Almeida (Matemática – NRE TQ) 
Kátia Giselle Alberto Bastos (Matemática – NRE PN) 
Lidiane Conceição Monferino (Matemática – NRE CIC) 
Luciane Krul Laurindo (Matemática – NRE SF) 
Rosania Kasdorf Rogalsky (Matemática – NRE BQ) 
Roseli Aparecida H. Bueno Barbaresco (Alfabetizadora – NRE CJ) 
Salete Pereira de Andrade (Matemática – NRE BN) 
Sirlene de Jesus dos Santos da Silva (Matemática – NRE CIC) 
Suellen Rodrigues de Oliveira Mazzolli (Matemática – NRE MZ) 
Sumaia de A. Moura Guimarães (Alfabetizadora – NRE BN)

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