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0 SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL GERÊNCIA DE CURRÍCULO CURITIBA 2017 1 Ficha Técnica PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA Rafael Greca de Macedo SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO Maria Silvia Bacila Winkeler SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA Oséias Santos de Oliveira DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA Maria Cristina Brandalize DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO, ESTRUTURA E INFORMAÇÕES Elizabeth Dubas Laskoski SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EDUCACIONAL Elisângela Iargas Iuzviak Mantagute DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL Elidete Zanardini Hofius DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL João Batista dos Reis DEPARTAMENTO DE INCLUSÃO E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO Gislaine Coimbra Budel DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL Simone Zampier da Silva GERÊNCIA DE CURRÍCULO Luciana Zaidan Pereira 2 Introdução A coleção de cadernos “Desenvolvimento de habilidades de leitura e resolução de problemas no 5.º ano” chega ao seu 4.º caderno de Língua Portuguesa (6.º da coleção), abordando “textos de opinião”. A ideia é desenvolver habilidades de leitura ao refletir sobre diferentes pontos de vista, que estejam embasados em argumentações consistentes, contrapondo-os. O pluralismo de ideias, o debate sobre as diferentes opiniões e visões sobre determinada temática contribui para a ampliação da percepção de diferentes formas de pensar, desenvolvendo o respeito pelo diferente, pelo antagônico. O objetivo deste material é proporcionar o estudo e reflexão sobre os diferentes encaminhamentos metodológicos que propiciam o desenvolvimento das habilidades de leitura, em complemento com a formação presencial que acontece nos diferentes NREs que compõem a Secretaria Municipal da Educação de Curitiba. 3 Língua Portuguesa “Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” BOFF, Leonardo (1998) Objetivos do encontro: Discutir estratégias de compreensão leitora com o gênero texto de opinião. Enfatizar a importância da argumentação. Refletir sobre o desenvolvimento de habilidades de leitura por meio de atividades sistematizadas. Reflexão inicial: Vale a pena usar textos de opinião para desenvolver a habilidades de leitura com foco na compreensão? 4 Leitura de apoio: "Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação. Sendo assim, fica evidente que cada leitor é coautor. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo em que habita." (p. 9) BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. 16 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. 5 Artigo de opinião O artigo de opinião é um dos gêneros mais conhecidos de matéria assinada. Ele pode ser publicado em jornais, revistas ou internet; e é assinado por um articulista que, jornalista profissional ou não, normalmente é uma autoridade no assunto ou uma “personalidade” cujas posições sobre questões debatidas publicamente interessam a muitos. É o que explica a relativa frequência com que celebridades da cultura pop, por exemplo, são convidadas a se pronunciar sobre o que pensam a respeito de questões sobre educação, saúde pública etc., mesmo quando estão longe de ser especialistas no assunto. Sem as questões polêmicas, não existe artigo de opinião. Elas geram discussões porque há diferentes pontos de vista circulando sobre os assuntos que as envolvem. Assim, o articulista, ao escrever, assume posição própria nesse debate, procurando justificá-la. Afinal, argumentos bem fundamentos t}em maior probabilidade de convencer os leitores. Ao escrever seu artigo, o articulista toma determinado acontecimento, ou o que já foi dito a seu respeito como objeto de crítica, de questionamento e até de concordância. Ele apresenta seu ponto de vista inserindo-o na história e no contexto do debate de que pretende participar. Por isso mesmo tende a incorporar ao seu discurso a fala dos participantes que já se pronunciaram a respeito do assunto, especialmente os mais marcantes. Aprender a ler e escrever esse gênero na escola favorece o desenvolvimento da prática de argumentar, ou seja, anima a buscar razões que sustentem uma opinião ou tese. Pontos de vista. Caderno do professor: orientações para a produção de textos. Egon Oliveira Rangel et all. São Paulo: Cenpec. Coleção da Olimpíada. 5ª edição, 2016. Disponível em https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas- publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor Acesso em agosto/2017. https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/biblioteca/nossas-publicacoes/colecao-da-olimpiada/artigo/232/cadernos-do-professor 6 Sugestão de encaminhamento 5º ano OBJETIVO CONTEÚDO CRITÉRIOS DE ENSINO- APRENDIZAGEM - Ler textos (verbais, não verbais e multimodais), de diversos gêneros textuais, atribuindo-lhes significação, reconhecendo a intencionalidade e o processo de interlocução. - Conhecer as estruturas básicas dos gêneros sistematizados. - Defender seu ponto de vista com argumentos consistentes, de acordo com as situações apresentadas, em gêneros orais e escritos. - - Identificar os argumentos defendidos pelo(a) autor(a) em textos lidos. - Distinguir fatos de opiniões sobre os fatos em textos lidos. - Compreensão e interpretação de textos. - Elementos de apresentação e unidade estrutural do gênero textual. -Argumentação. -Infere informações implícitas em textos lidos. - Infere significado de palavras e/ou expressões desconhecidas no texto, com base no contexto - Distingue um fato da opinião relativa a esse fato. - Identifica as características dos gêneros textuais sistematizados. - Respeita diferentes opiniões que surgem nos debates. - Identifica os diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema (a favor e contra). 7 Contextualização Você é contra ou a favor? Organize o espaço, de preferência no pátio da escola, de forma que os estudantes fiquem agrupados em um círculo grande central, e que tenham outros dois círculos grandes laterais para que possam se inserir nele, a fim de marcar sua opinião. A dinâmica também pode ser feita por meio de marcadores, que indiquem “a favor” ou “contra”. Dessa forma, todos os estudantes precisam ter um de cada marcador. A cada tema proposto pela professora, os estudantes se manifestam de acordo com sua opinião. A professora pode escolher alguns, aleatoriamente, para expor os argumentos que justificam sua escolha. Uso do celular na sala de aula. Uso de piercing. Fazer tatuagem. Dar esmolas. Bebês e crianças menores de 5 anos brincarem com celular e tablet. Jogos de videogame ou computador com temáticas violentas. Limitar o tempo de uso do videogame, computador ou televisão para crianças e adolescentes. Criançase adolescentes usarem Facebook ou outra rede social. Movimento de espaços “livres de crianças” (childfree). Usar animais para experimentos científicos. O importante é que os estudantes percebam que: É necessário ter argumentos que embasem sua opinião. Que existem opiniões diferentes da sua. Que as opiniões diferentes precisam ser respeitadas. 8 Antecipação Observe as imagens abaixo: 1. O que elas significam? 2. De onde foram retiradas essas imagens? Veja a imagem completa: Fonte: http://scienceblogs.com.br 9 3. E agora? O que significa a frase “Você deve a vida a ele.”? 4. Qual é a proposta, a campanha que está sendo divulgada? 5. Qual é a opinião defendida e o argumento que a embasa? Agora, observe as próximas imagens: Fonte: https://pt.slideshare.net/guilemosjua/uso-de-animais-em-pesquisas-cientficas Fonte: http://www.modefica.com.br 6. Estas campanhas apresentam a mesma opinião das anteriores? Justifique. 7. Qual é a opinião defendida e o argumento que as embasam? 10 8. E você? É contra ou a favor da utilização de animais em experimentos científicos? Justifique. Neste momento, distribua pedaços de papel para que cada um dos estudantes registre sua opinião, juntamente com um argumento que a embase. Organize um cartaz, separando as opiniões “contra” e “a favor”. Leia, juntamente com a turma, cada argumento apresentado, em cada lado do cartaz, agrupando-os pela proximidade e, se possível, sintetizando-o (coletivamente) de modo a ter a ideia fundamental. Discuta com os estudantes se os argumentos são coerentes, se tem fundamentação e o que teria que ser completado ou modificado para ficarem mais fundamentados. Diferentes opiniões sobre o tema Assista a reportagem apresentada no programa de televisão “Fantástico” para conhecer um pouco mais sobre a polêmica e analise as opiniões apresentadas. https://www.youtube.com/watch?v=-9u2W_8WlL4 1. O que foi possível observar no vídeo assistido? As opiniões sobre o uso de animais em experimentos científicos foram as mesmas? 2. Quais argumentos você considerou adequados? 3. Vamos ver algumas declarações das pessoas que participaram da reportagem identificando o posicionamento destas pessoas. “Não existe interesse dos pesquisadores, na verdade, em buscar métodos alternativos.” (Vanice Teixeira – advogada) “Nós temos que utilizar, é imprescindível, ainda hoje em dia.” (Marcelo Morales – médico) https://www.youtube.com/watch?v=-9u2W_8WlL4 11 “Não é certo usar uma vida e tratá-la como equipamento de laboratório dispensável.” (Justin Goodman – diretor científico da PETA – Pessoas pelo tratamento ético dos animais) “Eu não vejo, ainda, como parar o uso de animais. Não tem como, ainda.” (Rodrigo Vieira Rodrigues – biólogo molecular) “É extremamente improvável que nós sejamos a única espécie com consciência. Existem tecnologias que permitem salvar vidas sem causar dor ou desrespeito aos animais.” (Phillip Low – neurocientista) Não são a resposta definitiva e melhor. Não temos alternativa hoje, e no curto prazo, para substituir esses testes. (Samuel Guerra Filho – bioquímico) Discuta cada declaração lida com os estudantes a fim de que percebam a opinião implícita em cada uma delas. Leve-os a perceber que em algumas falas não aparece palavras como contra ou a favor, sim ou não em relação ao uso, mas que a resposta está por trás do que está sendo dito. Organize as falas, no cartaz já elaborado, separando-os conforme a opinião. Tudo o que apareceu na reportagem assistida era relacionado à opinião contra ou a favor do uso de animais em experimentos científicos? O que mais apareceu na reportagem? Vamos rever alguns trechos e analisá-los. Reflita com os estudantes que em uma reportagem é comum ter entrevistas e opiniões. Comente que há textos específicos para divulgar opiniões. 12 Lendo artigos de opinião Vamos ler dois artigos de opinião sobre a polêmica do uso de animais em experimentos científicos. Será que você manterá sua opinião? Qual a sua opinião quanto ao uso de animais em laboratórios para fins medicinais? Saiba o que pensam dois especialistas. O assunto não é novidade, mas vira e mexe ele volta ao cenário popular, envolvendo cientistas e ativistas. Impossível negar a importância da experimentação animal para o desenvolvimento e qualidade de vida do ser humano. (...) Veja o que pensam dois estudiosos na área e tire as suas conclusões. Pesquisas com animais são dispensáveis Acontecimentos recentes levantaram novamente o debate a respeito do uso de animais em experimentos científicos. Não é de hoje que a ciência tem usado cobaias para testes de novos medicamentos e procedimentos clínicos. Alguns cientistas insistem em afirmar que, sem animais, não há pesquisa, mas, em tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há motivo plausível que justifique o uso de bichos em experimentos. A experiência científica tem mostrado que nem sempre os resultados em animais são os mesmos obtidos posteriormente em humanos. Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas úteis em humanos. Nos Estados Unidos, o doutor John Pippin, membro do Comitê Médico pela Medicina Responsável (PCRM) – grupo de médicos contrários aos experimentos científicos em animais -, afirma categoricamente que os bichos não são indispensáveis às pesquisas e que a maior parte dos resultados obtidos em animais são inúteis para os seres humanos. Além disso, testes em laboratórios são, muitas vezes, cruéis, excessivamente repetitivos e causam sofrimento, ferimentos e até transtornos psicológicos nos animais. Há também pesquisas em animais para fins cosméticos, de perfumaria e de limpeza. Tais experimentos já foram proibidos na Europa, mas ainda são realizados no Brasil. Será que fazer os animais sofrerem em prol do nosso bem- estar não é uma forma de exploração? 13 Pelo exposto, é preciso conscientizar a população de que os testes com animais não são vitais para as pesquisas. Os governos devem incentivar o desenvolvimento de alternativas que substituam as pesquisas com animais. * Carolina Mourão é jornalista e ativista em defesa dos direitos dos animais no Congresso Nacional. Animais ainda são imprescindíveis em pesquisas Ao longo da história, animais têm sido usados em pesquisas científicas. Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos alternativos. Difícil duvidar da importância de testar alguns medicamentos antes de aplicá-los nos seres humanos. Com os testes, diminuem-se os riscos de respostas inesperadas e indesejáveis para o corpo humano. Os trabalhos de pesquisa são feitos em ambientes controlados, sujeitos a comitês de ética e regulados por lei (Lei Nº 11.794/08). Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados prévios são tomados para que não fiquem estressados, não sintam dores e possam, sempre que possível, ficar próximos de seus hábitos naturais. Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam somente o ser humano. Eles são também realizados para o desenvolvimento de vacinas, rações e medicamentos veterinários. Um bom exemplo é a vacina antirrábica, que usou cães como cobaias e hoje salva milhões de animais e vidas humanas. Concluindo, ainda não há como abolir o uso de animais em alguns experimentos científicos. Nada impede, no entanto, que sejam substituídos à medida que surjam novos métodos alternativos de pesquisa de eficácia comprovada. * Cesar Koppe Grisolia é professor PHD do departamento de Genética, Morfologia e Toxicologia da Universidade de Brasília. Disponível em http://gpsbrasilia.com.br/news/p:0/idp:26688/nm:Eles-sofrem/Acesso em 11/08/2017. http://gpsbrasilia.com.br/news/p:0/idp:26688/nm:Eles-sofrem/ 14 Compreendendo os textos 1. Qual dos textos apresenta, em relação ao uso de animais em experimentos científicos: a) Opinião a favor: b) Opinião contrária: 2. Destaque com lápis de cor, pelo menos dois argumentos em cada texto, utilizados para a defesa de cada opinião. Possíveis respostas: Pesquisas com animais são dispensáveis A experiência científica tem mostrado que nem sempre os resultados em animais são os mesmos obtidos posteriormente em humanos. Além disso, testes em laboratórios são, muitas vezes, cruéis, excessivamente repetitivos e causam sofrimento, ferimentos e até transtornos psicológicos nos animais. Será que fazer os animais sofrerem em prol do nosso bem-estar não é uma forma de exploração? Animais ainda são imprescindíveis em pesquisas Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos alternativos. Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados prévios são tomados para que não fiquem estressados, não sintam dores e possam, sempre que possível, ficar próximos de seus hábitos naturais. Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam somente o ser humano. Eles são também realizados para o desenvolvimento de vacinas, rações e medicamentos veterinários. 15 3. Vamos associar alguns argumentos e contra-argumentos para percebermos o ponto de vista de cada autor. ARGUMENTO CONTRÁRIO ARGUMENTO A FAVOR Alguns cientistas insistem em afirmar que, sem animais, não há pesquisa, mas, em tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há motivo plausível que justifique o uso de bichos em experimentos. Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos alternativos. A experiência científica tem mostrado que nem sempre os resultados em animais são os mesmos obtidos posteriormente em humanos. Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas úteis em humanos. Difícil duvidar da importância de testar alguns medicamentos antes de aplicá- los nos seres humanos. Com os testes, diminuem-se os riscos de respostas inesperadas e indesejáveis para o corpo humano. Além disso, testes em laboratórios são, muitas vezes, cruéis, excessivamente repetitivos e causam sofrimento, ferimentos e até transtornos psicológicos nos animais. Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados prévios são tomados para que não fiquem estressados, não sintam dores e possam, sempre que possível, ficar próximos de seus hábitos naturais. Será que fazer os animais sofrerem em prol do nosso bem-estar não é uma forma de exploração? Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam somente o ser humano. Eles são também realizados para o desenvolvimento de vacinas, rações e medicamentos veterinários. Um bom exemplo é a vacina antirrábica, que usou cães como cobaias e hoje salva milhões de animais e vidas humanas. 16 Pelo exposto, é preciso conscientizar a população de que os testes com animais não são vitais para as pesquisas. Concluindo, ainda não há como abolir o uso de animais em alguns experimentos científicos. Os governos devem incentivar o desenvolvimento de alternativas que substituam as pesquisas com animais. Nada impede, no entanto, que sejam substituídos à medida que surjam novos métodos alternativos de pesquisa de eficácia comprovada. 4. O que é possível perceber de semelhante entre o primeiro parágrafo de cada um dos textos? Refletindo sobre a linguagem 1. Os dois textos lidos falam sobre o quê? 2. Você percebeu que para evitar tantas repetições da palavra animal, o texto “Pesquisas com animais são dispensáveis” usa outras palavras? Localize todas as palavras “animal”, “animais” e as equivalentes utilizadas para evitar repetições. Ressalte a importância de usar palavras equivalentes, sinônimas, relativas para evitar repetições e garantir a continuidade do texto. O Descritor 2 aborda essa habilidade de extrema importância para compreender o que se lê. Também consideramos essa habilidade fundamental para o processo de produção escrita, tornando-se assim, uma habilidade a ser desenvolvida para a competência leitora e escritora. 17 3. Observe as palavras destacadas nos trechos a seguir, marcando qual seria o sentido mais apropriado para cada uma, de acordo com o contexto: a) “[...] em tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há motivo plausível que justifique o uso de bichos em experimentos.” A) Aplaudido. B) Aprovado. C) Aceitável. D) Impossível. b) “Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas úteis em humanos.” A) Inúteis. B) Mortais. C) Infelizes. D) Adequados. c) “Ao elaborar um projeto científico que faça uso de animais, cuidados prévios são tomados para que não fiquem estressados[...]” A) Anteriores. B) Amigáveis. C) Preventivos. D) Preocupantes. d) “Ao contrário do que muitos pensam, os testes com animais não beneficiam somente o ser humano.” A) Prejudicam. B) Confundem. C) Alegram. D) Favorecem. 18 Discuta com os estudantes não só essas palavras destacadas nas atividades, mas todas as que eles apresentarem dúvidas. Primeiro, estimule-os a compreenderem-nas no contexto da leitura. Se ainda assim, a compreensão não está acontecendo de maneira integral, permanecendo a dúvida, incentive-os a procurar no dicionário, localizando o significado que mais se relacione ao contexto de leitura. O descritor 3, referente à habilidade de inferir o significado de palavra e expressão, nos indica a necessidade de refletir sobre as palavras e seus significados. 4. Agora, observe os seguintes trechos retirados do texto “Pesquisas com animais são dispensáveis: “Alguns cientistas insistem em afirmar que, sem animais, não há pesquisa, mas, em tempos modernos, de grandes avanços tecnológicos, não há motivo plausível que justifique o uso de bichos em experimentos.” “Alguns medicamentos, por exemplo, são fatais em animais, mas uteis em humanos.” “Tais experimentos já foram proibidos na Europa, mas ainda são realizados no Brasil.” a) O que a palavra destacada representa? A) Adição. B) Alternância. C) Conclusão. D) Oposição. b) Como podemos unir as frases abaixo, utilizando a palavra MAS, dando a mesma ideia apresentada nas frases do texto lido? A) Sabemos que não podemos maltratar animais. Os animais são necessários em experimentos científicos. 19 B) As pesquisas científicas são essenciais. É preciso descobrir novas maneiras de testar os medicamentos. Após essa atividade (b), volte às frases do texto no início da atividade 4 e reflita com os estudantes as orações que estão contidas ali e como a palavra MAS as une, dando ideia de contraposição. A palavra MAS é uma conjunção adversativa, ou seja, indica o sentido de oposição, contraste entre as duas orações. Sempre que ela for utilizada, deve ser precedida de vírgula. Ex: Pedro caiu, mas não se machucou. O contraste é que espera-se que quando alguém cai, se machuque. Por isso, nesse caso, a palavra MAS foi usada adequadamente. Mais importante que saber a nomenclatura ou a classe gramatical a que pertence a palavra em questão, o estudante precisa compreender sua função na frase e saber utilizá-la de forma adequada. O conhecimento técnico sobre a língua é para auxiliar você, professor(a). 5. Você acha que poderíamos usar a palavra MAIS ao invés de MAS nas frases que iniciaram areflexão da atividade 4? Justifique. 6. Em que situações usamos a palavra MAIS? Qual é a diferença entre MAS e MAIS? 7. Observe as frases abaixo: Eu quero mais um animal de estimação. As pesquisam precisam de mais investimento para encontrar alternativas. Os animais têm mais sentimentos que muitos humanos. a) O que podemos perceber? Quando utilizamos MAS e MAIS? A palavra MAIS é um advérbio de intensidade e corresponde ao contrário de menos. 20 8. Veja alguns trechos do texto “Animais ainda são imprescindíveis em pesquisas”: Mesmo com os avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não é possível, em algumas pesquisas, substituir os experimentos por métodos alternativos. Concluindo, ainda não há como abolir o uso de animais em alguns experimentos científicos. a) A palavra destacada da ideia de A) Modo. B) Tempo. C) Lugar. D) Intensidade. b) Recorte de revista ou jornal uma frase com a palavra AINDA com o mesmo sentido das frases observadas no texto. Reflita com os estudantes que ao utilizarmos a palavra AINDA ela dá ideia de algo que é preciso, porém no momento atual, no TEMPO atual, não é possível. A perspectiva é de que no futuro pode acontecer, ou seja, uma prorrogação do tempo. A palavra AINDA é um advérbio de tempo. O descritor 12 refere-se à habilidade de estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. 21 Conhecendo o gênero O artigo de opinião é um gênero textual jornalístico, de caráter essencialmente argumentativo, onde o autor expõe claramente a sua opinião e os seus argumentos, que possuem condições de fazer com que o interlocutor acredite no que ele diz. O autor do artigo de opinião geralmente tem a intenção de convencer os seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos. A finalidade do artigo de opinião é a exposição do ponto de vista sobre um determinado assunto. As características do artigo de opinião são as seguintes: Título do texto, geralmente polêmico ou provocador. Exposição de uma ideia ou ponto de vista sobre determinado assunto. Apresenta-se em três partes: exposição, interpretação e opinião. Possui um parágrafo introdutório, no qual os elementos principais da ideia são apresentados; o desenvolvimento, no qual são expostos os argumentos em defesa de um ponto de vista a ser defendido; e a conclusão, onde ocorre o fechamento das ideias discutidas ao longo do texto; Predominância dos verbos no tempo presente. Utilização de linguagem objetiva (3.ª pessoa) ou subjetiva (1.ª pessoa). Deve obedecer à linguagem padrão, devendo-se evitar as marcas utilizadas na oralidade. Disponível em https://www.estudokids.com.br/artigo-de-opiniao/ Acesso em agosto/2017. https://www.estudokids.com.br/artigo-de-opiniao/ 22 Elementos de um artigo de opinião Título Quem assina Veículo/quando Fonte 23 Você sabia? Os testes feitos em animais estão por trás de avanços médicos que salvam vidas humanas e proporcionam bem-estar. Avanços na medicina a partir dos resultados com experimentos em animais. 24 http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto- sua.html http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html 25 Ampliação Há vários sites e revistas que abordam a polêmica sobre o uso de animais em experimentos científicos. Aproveite e amplie o repertório dos estudantes propondo novas leituras sobre o tema, a fim de ampliar o debate e possibilitar a defesa do ponto de vista embasado em argumentos coerentes. Reportagem completa disponível em http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto- sua.html Acesso em agosto/2017. http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/10/b-vida-dele-valeb-tanto-quanto-sua.html 26 Referências BRASIL. Língua portuguesa: orientações para o professor, Saeb/Prova Brasil, 4ª série/5º ano, ensino fundamental. – Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2009. CARPANEDA, Isabella; BRAGANÇA, Angiolina. Porta Aberta – Língua Portuguesa. 5.º ano. Curitiba: FTD, 2014. CURITIBA. Currículo do ensino fundamental. Linguagens, v.2. Língua Portuguesa. Curitiba: SME, 2016. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre, Artmed, 1998. 27 Ficha Técnica DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL Simone Zampier da Silva GERÊNCIA DE CURRÍCULO Luciana Zaidan Pereira EQUIPE DA GERÊNCIA DE CURRÍCULO Ana Paula Ribeiro Angela Cristina Cavichiolo Bussmann Daniela Gomes de Mattos Pedroso Dircélia Maria Soares de Oliveira Cassins Elizabeth Cristina Carassai Fabíola Berwanger Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro Justina Inês Carbonera Motter Maccarini Karin Willms Kelly Cristhine Wisniewski de Almeida Colleti Lilian Costa Castex Marcos Alede Nunes Davel Magaly Quintana Pouzo Minatel Maria Angela da Motta Santina Célia Bordini Simone Cristine Vanzuita Ramolise do Rocio Pieruccini Thais Eastwood Vaine Vanessa Marfut de Assis 28 ELABORAÇÃO Equipe SME Haudrey Fernanda Bronner Foltran Cordeiro (Língua Portuguesa) Ramolise do Rocio Pieruccini (Língua Portuguesa) Equipe NREs Adriana Rodrigues da Rocha Santos (Alfabetizadora – NRE PN) Adriane Alves da Silva (Alfabetizadora – NRE PR) Ana Lucia Maichak de Gois Santos (Alfabetizadora – NRE BV) Amanda Tracz Pereira Leite (Alfabetizadora – NRE BQ) Carla Marcela S. Machado dos Passos (Matemática – NRE CJ) Cristiane Antunes Stein (Alfabetizadora – NRE SF) Cristiane Célia Bora Sikora (Matemática – NRE PR) Cristiane Lopuch Nogueira (Alfabetizadora – NRE MZ) Daniela Cristina Pereira Nogueira (Alfabetizadora – NRE CIC) Ed Carlos da Silva Rocha (Matemático – NRE BV) Edelise Maria Moreira (Alfabetizadora – NRE CIC) Greici de Camargo Margarida (Alfabetizadora – NRE TQ) Janaína Aparecida Rabelo de Almeida (Matemática – NRE TQ) Kátia Giselle Alberto Bastos (Matemática – NRE PN) Lidiane Conceição Monferino (Matemática – NRE CIC) Luciane Krul Laurindo (Matemática – NRE SF) Rosania Kasdorf Rogalsky (Matemática – NRE BQ) Roseli Aparecida H. Bueno Barbaresco (Alfabetizadora – NRE CJ) Salete Pereira de Andrade (Matemática – NRE BN) Sirlene de Jesus dos Santos da Silva (Matemática – NRE CIC) Suellen Rodrigues de Oliveira Mazzolli (Matemática – NRE MZ) Sumaia de A. Moura Guimarães (Alfabetizadora – NRE BN)