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O EU, O OUTRO E O NÓS Crianças pequenas (5 anos) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO CAMINHOS METODOLÓGICOS A CRIANÇA DEVERÁ SER CAPAZ DE: EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. O educador deve oportunizar situações em que as crianças sejam acolhidas, respeitadas e valorizadas em suas expressões e comunicações, bem como em suas explorações e descobertas. Ao mesmo tempo, podem ser convidadas e engajadas a reconhecer e reagir frente a expressões, comunicações e ações de seus colegas de forma respeitosa e afetiva. Tais situações podem envolver: interagir por meio de diferentes linguagens com educadores e crianças, estabelecendo vínculos afetivos; receber visitas e visitar outras turmas reconhecendo os outros grupos da escola; apresentar, identificar e nomear pessoas e objetos culturais da família; perceber as consequências de suas ações com o outro em situações de amizade e conflito; ouvir, compreender e relatar os sentimentos e necessidades de outras crianças; conhecer e conviver com outras pessoas respeitando as diferenças; compartilhar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos respeitando as ideias e sentimentos alheios; Demonstrar respeito pelas ideias e gostos de seus colegas. Brincar com outras crianças que possuem diferentes habilidades e características. Manifestar-se frente a situações que avalia como injustas, bem como compartilhar emoções e sentimentos com adultos ou crianças. Engajar-se em decisões coletivas, aceitando a escolha da maioria. (EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. O educador deve promover situações nas quais as crianças participem das vivências variadas do cotidiano escolar, planejadas ou ocorridas para o reconhecimento de seus esforços e conquistas, bem como os de seus colegas, em situações individuais, de pequenos grupos e também coletivas. O educador precisa promover intervenções em que discutam suas conquistas e limitações e organizar situações nas quais possam: expressar suas emoções e sentimentos de modo que seus hábitos, ritmos e preferências individuais sejam respeitados no grupo em que convive; enfrentar desafios em brincadeiras e jogos para desenvolver confiança em si próprias; realizar ações como ir ao banheiro, alimentar-se, tomar água e frequentar espaços da instituição com autonomia; participar de atividades diversas, dentro e fora da sala de aula de modo independente; agir de forma independente alimentando-se, vestindo-se e realizando atividades de higiene corporal; solicitar ajuda quando tem necessidade ou dificuldade; ampliar, progressivamente, suas atividades com base nas orientações dos educadores. Manifestar iniciativas nas escolhas de brincadeiras e atividades, na seleção de materiais e na busca de parcerias, considerando seu interesse pessoal ou de seus colegas. Ver a si mesmo como competente e capaz de agir por si próprio. Reconhecer-se como um integrante valioso do grupo ao qual pertence. Perseverar frente a desafios ou a novas atividades. Aceitar desafios e correr riscos ao aprender. Realizar escolhas manifestando e argumentando sobre seus interesses e curiosidades. (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. O educador deve promover ações que valorizem fazer coisas juntos, compartilhar brinquedos e materiais e ter objetivos comuns em atividades de pequenos ou grandes grupos e também interação com outras crianças em brincadeiras de faz de conta, atividades de culinária, de manipulação de argila ou de manutenção de uma horta, de reconto coletivo de história, de construção com sucata ou de pintura coletiva de um cartaz. Propiciar ainda, a participação em jogos de regras e aprender a construir estratégias de jogo; arrumar a mesa para um almoço com os amigos e manter a organização de seus pertences. O educador pode organizar situações nas quais as crianças devam: explorar os espaços da instituição, do bairro e da cidade conhecendo ambientes, fatos históricos e interagindo com diferentes pessoas e contextos sociais; relacionar-se com crianças da mesma idade e com outras, colaborando em situações diversas; participar de situações de interações e brincadeiras agindo de forma solidária e colaborativa; compartilhar objetos e espaços com crianças e educadores manifestando curiosidade e autonomia; participar de conversas com educadores e crianças; participar de situações em que é instruída a levar objetos ou transmitir recados em outros locais da instituição; realizar a guarda de seus pertences Participar de brincadeiras de faz de conta (ou outras atividades coletivas), compartilhando propósitos comuns, representando diferentes papéis e convidando outros colegas para participar. Mudar de ideia e/ou materiais no decorrer da brincadeira considerando os interesses e desejos de seus colegas. Esforçar-se por adaptar seu comportamento levando em consideração o ponto de vista de seus colegas. no local adequado; participar de jogos, conduzidos pelas crianças ou pelos educadores, seguindo regras; esperar a vez quando está realizando atividades em grupo; participar de brincadeiras coletivas, assumindo papéis e criando enredos com os colegas; registrar o próprio nome e a idade, bem como o nome e a idade dos colegas. Buscar corresponder à expressão de sentimentos e emoções de seus companheiros. (EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. O educador deve promover diferentes situações em que as crianças sejam convidadas e incentivadas a se comunicar com independência, a fazer coisas por si mesmas, bem como a iniciar uma atividade e persistir por si próprias nas ações e interações necessárias para seu sucesso. É importante que as diferentes formas de comunicação, seja pelo corpo, pela música, pela narrativa, pela arte ou mesmo pela linguagem verbal possam ser valorizadas e incentivadas, evitando a ideia de que a linguagem verbal deve ser a mais valorizada na escola como forma de expressão e comunicação das crianças. O educador pode organizar situações nas quais as crianças precisem: relatar acontecimentos que vivencia, que ouve e que vê; relatar e expressar sensações, sentimentos, desejos e ideias; interagir com pessoas de diferentes idades em situações do dia a dia; expressar, reconhecer e nomear necessidades, emoções, sentimentos que vivencia e observa no outro; mostrar compreensão de sentimentos, sensibilizando-se com o sentimento do outro; interagir com outras crianças estabelecendo relações de troca enquanto trabalha na própria tarefa; transmitir recados a colegas e profissionais da instituição para desenvolver a oralidade e a organização de ideias; representar no desenho ou de outras formas seus conhecimentos, sentimentos e apreensão da realidade; participar de assembléias, rodas de conversas, eleições e outros processos de escolha para vivenciar o exercício da cidadania e de práticas democráticas; oralizar e argumentar sobre reivindicações e desejos do grupo. Identificar emoções ou regulá-las conforme as ações que realizam. Expressar e reconhecer diferentes emoções sem incomodar os colegas e tentando regular sua emoção. Comunicar suas idéias, emoções e sentimentos às pessoas que a cerca, melhorando sua capacidade de se fazer entender. (EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. As crianças precisam conhecer e reconhecer as características físicas do corpo humano, começando a perceber as semelhanças e diferenças entre as pessoas para construir sua imagem corporal, valorizar as características particulares de cada um com atitudes de respeito. O educador deve propor situações nas quais as crianças possam: reconhecer o próprio corpo e o do outro com atitudes de respeito; observar e relatar sobre suas características observando-se em fotos e imagens;reconhecer diferenças e semelhanças das pessoas quanto a cor dos cabelos, pele, olhos, altura e outras características, manifestando atitudes de respeito; valorizar suas próprias características e as de outras crianças para estabelecer boa auto estima e relações de respeito ao outro enquanto pertencentes a uma cultura; reconhecer as mudanças ocorridas nas suas características desde o nascimento percebendo as transformações e respeitando as diversas etapas do desenvolvimento. Perceber seus atributos corporais, expressando-os de diferentes formas e contribuindo para a construção de sua imagem corporal. Reconhecer gradativamente suas habilidades, expressando-as e usando-as em suas brincadeiras e nas atividades individuais, de pequenos ou grandes grupos. Apreciar positivamente seu gênero e respeitar o outro em diferentes situações. Identificar e respeitar as diferenças reconhecidas entre as características femininas e masculinas. (EI03EO06/ES) Manifestar interesse e respeito pelos costumes e manifestações culturais de seu contexto e por diferentes culturas e modos de vida. O educador deve promover cotidianamente um ambiente de respeito e aceitação ao outro, reconhecendo e valorizando como positivas as diferenças identificadas. Oportunizar o conhecimento de outros grupos de crianças ou mesmo outros grupos sociais, seja pessoalmente ou por outro meio de comunicação para que se interessem e respeitem as diferentes culturas e modos de vida, bem como ouvir e recontar histórias dos povos indígenas, africanos, asiáticos, europeus, de diferentes regiões do Brasil e de outros países da América, localizar, em um mapa, com auxílio do educador, sua cidade, aldeia ou assentamento, e o local do Brasil no mapa mundial, pesquisar em casa suas tradições familiares, de modo a reconhecer elementos da sua identidade cultural, estabelecer relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e o de outros grupos, conhecer costumes e brincadeiras de outras épocas e de outras civilizações e explorar brincadeiras, tipos de alimentação e de organização social característicos de diferentes culturas. Também são boas situações de aprendizagem: reconhecer profissões de pessoas que fazem parte de sua comunidade, como o padeiro, o fazendeiro, o pescador etc.; participar de brincadeiras que estimulem a relação entre o Reconhecer pessoas que fazem parte de sua comunidade próxima e conversar com elas sobre o que fazem. Conhecer e se relacionar com crianças e pessoas de outros grupos sociais por meio de situações presenciais ou por outros meios de comunicação. Conhecer profissões exercidas por pessoas fora do convívio social, identificando a importância destes fazeres na cultura de uma sociedade. Perceber a evolução dos objetos de uso social. educador/criança e criança/criança; construir e respeitar normas e combinados de convívio social, de organização e de utilização de espaços da instituição e de outros ambientes; participar de diferentes eventos culturais para conhecer novos elementos como: dança, música, vestimentas, ornamentos e outros; conhecer diferentes povos e suas culturas por meio de pesquisas, filmes, fotos, entrevistas, relatos e outros; ouvir e compreender relatos de familiares e pessoas de mais idade sobre outras épocas históricas; conhecer objetos antigos como: ferro de passar roupa, escovão, fogão a lenha, lamparina e outros; conhecer modos de vida urbana e rural; compreender e respeitar as diversas estruturas familiares; conhecer as manifestações culturais do município e de outros locais; fazer entrevistas com profissionais de diferentes profissões. (EI03EO07) Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. O educador deve promover situações de interação nas quais as crianças possam tomar iniciativa na busca por resolver os problemas relacionais que aparecem, de forma cada vez mais independente, contribuindo para que percebam as necessidades dos outros e busquem soluções para resolver seus conflitos de forma que satisfaça a todas as crianças envolvidas na situação, e para que possam também discutir em grupo situações-problema ou formas de planejar um evento possibilitando o bem estar de todos.O educador pode propor situações nas quais as crianças precisem: usar o diálogo para resolver conflitos reconhecendo as diferentes opiniões e aprendendo a respeitá-las; realizar a escuta e respeitar a opinião do outro; expressar, reconhecer e nomear necessidades, emoções e sentimentos que vivencia e observa no outro; saber desculpar-se quando sua atitude desrespeitar o outro; cooperar, compartilhar, receber auxílio quando necessário. Utilizar estratégias pacíficas ao tentar resolver conflitos com outras crianças, buscando compreender a posição e o sentimento do outro. Usar diferentes estratégias para resolver seus conflitos relacionais buscando soluções EI03EO08/ES Seguir regras nas brincadeiras e jogos com outras crianças, aprendendo a lidar com o sucesso e a frustração. O educador deve promover situações em que o seguimento de regras seja essencial para o sucesso da atividade em desenvolvimento. As crianças sempre devem ser convidados a avaliar alguma situação-problema, resolvendo questões individuais ou de grupo que levaram ao insucesso de uma situação, ou reconhecendo alguma iniciativa que conduziu ao sucesso da situação proposta. Tais situações podem ser: participar de discussão coletiva sobre questões relacionadas às regras de convivência ou às regras de jogos ou brincadeiras; ou participar das discussões das regras antes de participar das brincadeiras ou jogos nos quais as regras serão utilizadas. Reconhecer que as regras são necessárias para o convivo social. Manifestar-se diante de situações em que a regra não foi seguida ou cumprida. Participar na elaboração das regras e combinados. TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS Crianças pequenas (5 anos) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO CAMINHOS METODOLÓGICOS O ESTUDANTE DEVERÁ SER CAPAZ DE: (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. O educador deve propor situações diversas, nas quais as crianças possam participar de brincadeiras cantadas e coreografadas produzindo sons com o corpo e outros materiais; participar de execução musical utilizando e reconhecendo alguns instrumentos musicais de uma banda; explorar possibilidades vocais a fim de produzir diferentes sons; ouvir e produzir sons com instrumentos musicais; perceber os sons da natureza e reproduzi-los: canto dos pássaros barulho de ventania, som da chuva e outros; explorar os sons produzidos pelo corpo, por objetos, por elementos da natureza e por instrumentos musicais, percebendo os parâmetros do som (altura, intensidade, duração e timbre); produzir sons com materiais alternativos: garrafas, caixas, pedras, madeiras, latas e outros; explorar diversos movimentos corporais (danças, imitações, mímicas, gestos, expressões faciais e jogos teatrais) intensificando as capacidades expressivas; escutar sons do entorno da sala e da escola e estar atento ao silêncio; criar sons a partir de histórias utilizando o corpo e materiais diversos; dançar ao som de diversos ritmos; cantar músicas/hinos com ajuda de recursos sonoros (Hino Nacional, Hino de Linhares etc.). Cantar canções conhecidas acompanhando o ritmo com gestos ou com instrumentos musicais construídos pelo grupo ou industrializados. Reconhecer canções características que marcam eventos específicos de sua rotina ou de seu grupo. Reconhecer alguns elementos musicais básicos: melodia, ritmo e harmonia. Apreciar e valorizar a escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países. (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. O educador deve promover situações nas quaisas crianças (individualmente, em pares, trios ou pequenos grupos) possam expressar-se, comunicar-se e divertir-se, ao mesmo tempo em que exploram, investigam e fazem descobertas e conexões por meio de desenhos, rabiscos, pinturas, construções, esculturas, colagens, dobraduras etc. É preciso organizar situações a partir do interesse das crianças, nas quais façam desenhos de observação, focando nos detalhes e convidando a todos para expor suas produções nos espaços da sala de aula, que devem, preferivelmente, estar acessíveis para que possam exibir suas produções com autonomia. É desejável, ainda, que possam construir brinquedos, potes, cestos ou adornos inspirados no artesanato do campo, indígena ou de outras tradições culturais, construir casas ou castelos de cartas, de madeira, de panos e outros materiais, fazer dobraduras simples, bonecas de pano ou de espiga de milho, construir uma estrutura com gravetos, folhas secas, blocos, copos plásticos, embalagens de papelão, experimentar efeitos de luz e sombra sobre objetos ou espaços, com uso de velas ou lanternas, pintar usando diferentes suportes (papéis, panos, telas, pedaços de metal ou acrílico) e materiais (aquarela, tinta guache, tinta feita com materiais da natureza, lápis de cor, canetas hidrográficas, esmalte de unhas), reconhecer a diversidade de padrões de uso das cores em diferentes culturas e contextos de produção e usar esse conhecimento para fazer suas criações no desenho, na pintura etc. O educador pode ainda propor situações do tipo: conhecer e apreciar produções artísticas de sua cultura ou de outras culturas regionais, nacionais ou internacionais; criar com jogos de encaixe e de construção, explorando cores, formas e texturas; interpretar canções e participar de brincadeiras cantadas para que se estimule a concentração, a atenção e a coordenação motora; manipular e identificar materiais de diferentes texturas: lisas, ásperas, macias, duras, moles etc.; explorar e criar a partir de diversos materiais: pedrinhas, sementes, algodão, argila e outros; separar objetos por cores, tamanho, forma etc.; experimentar diversas possibilidades de representação visual bidimensional e tridimensional, utilizando materiais diversos: caixas, tecidos, tampinhas, gravetos, pedrinhas, lápis de cor, giz de cera, papéis etc.; explorar formas variadas dos objetos para perceber as características das mesmas e utilizá- las em suas composições; apreciar e oralizar sobre diferentes imagens do seu dia a dia; explorar os elementos das artes visuais (ponto, linha e plano) a fim de que sejam considerados em suas produções; criar desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, cor, forma, espaço e Desenhar e construir produções bidimensionais e tridimensionais ou usar materiais artísticos para expressar suas ideias, sentimentos e experiências. Usar uma variedade de materiais artísticos para se expressar ou utilizar a investigação que realiza sobre o espaço, as imagens, as coisas ao seu redor para significar e incrementar sua produção artística. Apreciar as exposições de produções realizadas pela turma e demais da escola. textura; conhecer a apreciar artesanato e obras de artes visuais de diferentes técnicas, movimentos, épocas, estilos e culturas; reconhecer as cores presentes na natureza e no dia a dia nomeando-as, com o objetivo de fazer a correspondência entre cores e elementos; experimentar as diversas possibilidades do processo de produção das cores secundárias e reconhece-las na natureza, no dia a dia e em obras de arte. (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. O educador deve promover situações nas quais as crianças terão contato com diversos sons de diferentes intensidades, durações, alturas, timbres etc. Esse contato pode se dar por meio de brincadeiras, atividades individuais, em duplas ou pequenos grupos e de situações de exploração dos ambientes à sua volta, procurando objetos e coisas que tenham sons diferentes dos que já conhecem. Outras situações como dançar conforme a música e as diferentes manifestações sonoras, encontrar movimentos diferentes para expressar cada uma delas, descobrir a reação dos diferentes tipos de som no seu corpo, criar formas de se expressar por meio dos sons que seu corpo emite, que sua voz pode criar, que são possíveis de serem compostos em duplas ou trios são situações que engajam as crianças pequenas em suas descobertas e aprendizagens em relação aos sons. Há ainda outras situações que o educador pode propor: reconhecer, em situações de escuta de música, algumas características dos sons; conhecer canções, brincadeiras ou instrumentos musicais que são típicos de sua cultura ou de alguma outra cultura que estão conhecendo; explorar possibilidades musicais para perceber diferentes sons e ritmos, em instrumentos sonoros diversos; reconhecer e participar de brincadeiras e cantigas de roda; participar de brincadeiras cantadas do nosso folclore; perceber e reconhecer alguns estilos musicais; vivenciar jogos e brincadeiras que envolvam música; escutar e cantar músicas de diferentes ritmos e melodias, e culturas; dar sequência à música quando a mesma for interrompida; escutar e perceber músicas de diversos estilos musicais, por meio da audição de CDs, DVDs, rádio, MP3, computador ou por meio de intérpretes da comunidade; conhecer fontes sonoras antigas como: som de vitrola, fita cassete e outros; participar e apreciar apresentações musicais de outras crianças; perceber sons graves e agudos, curtos e longos produzidos pelo corpo, objetos e instrumentos musicais; gravar e ouvir a própria voz e de outras crianças; apreciar produções audiovisuais como musicais, brinquedos cantados e teatros a fim de reconhecer as qualidades sonoras; manipular e perceber os sons de instrumentos sonoros diversos. Brincar com a música explorando objetos ou instrumentos musicais para acompanhar seu ritmo. Apreciar, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais. Imitar, inventar e reproduzir criações musicais. Explorar, em situações de brincadeiras com música, variações de velocidade e intensidade na produção de sons. (EI03TS04/ES) Selecionar junto a seus pares, espaços, objetos, materiais, roupas e adereços para brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais ou para festas tradicionais. O educador deve promover situações nas quais as crianças participem de festas culturais e/ou de momentos de brincadeiras de “faz de conta” e observem a seleção de roupas e adereços, dos objetos de decoração e ou utensílios de diversas culturas, criando formas de expressões e identificando a beleza e as expressões culturais como marcas próprias de diferentes grupos culturais. Resgatar histórias, cantigas, canções e brincadeiras que foram ensinadas por nossas mães, avós ou membros da comunidade para produzir encenações em espaços preparados e com vestes próprias. O educador pode propor situações nas quais as crianças devem: organizar espaços e materiais (junto com o educador) para brincadeiras e encenações criadas ou recriadas a partir da cultura local; confeccionar adereços para apresentações a partir de pesquisas próprias (com a ajuda do adulto); participar de brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais e festas tradicionais. Organizar espaços e materiais para brincadeiras e encenações criadas ou recriadas a partir da cultura local. Confeccionar adereços para apresentações a partir de pesquisas próprias ou apresentadas pelo educador. (EI03TS05/ES) Apreciar diferentes apresentações, apresentando sua opinião verbalmente ou de outra forma. O educador deve promover, em situações contextualizadas, a apreciação de apresentações culturais de diferentes grupos através de filmes, documentários, teatros e musicais locais possibilitando aas crianças momentos de cultivar a percepção, o imaginárioe o simbólico. Apreciar práticas artísticas diversas presentes na comunidade escolar e na região. Apreciar e conversar sobre as diferentes manifestações culturais que tiver acesso. (EI03TS06/ES) Demonstrar interesse, respeito e valorização pelas diferentes manifestações culturais brasileiras. O educador deve organizar situações em que sejam envolvidas em variadas manifestações artísticas (musicas, danças, dramatizações entre outras) por grupos étnicos variados apreciando as expressões artísticas e culturais, com o objetivo de desenvolver suas habilidades e expressá-las individualmente e em grupo. Devem ser criados espaços de investigação, de construção e apreciação de práticas artísticas diversas, promovendo rodas de conversa onde as crianças discutem seus pontos de vista sobre as diversas manifestações artísticas culturais presentes no grupo local, fazendo pesquisas sobre o processo de constituição destas manifestações. O educador, sempre com a escuta ativa, oferece oportunidades do olhar de valorização e respeito sobre o diferente. Demonstrar respeito pelas manifestações culturais assistidas e vivenciadas. Envolver-se em brincadeiras próprias de outros grupos socais. Manifestar-se frente a situações que participa como apreciador, compartilhando emoções e sentimentos em relação à manifestação cultural. ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO Crianças pequenas (5 anos) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO CAMINHOS METODOLÓGICOS A CRIANÇA DEVERÁ SER CAPAZ DE: (EI03EF01/ES) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos, vídeos e outras formas de expressão. O educador deve garantir às crianças espaços de expressões na linguagem oral, musical, corporal, na dança, no desenho, na escrita, na dramatização e em outras linguagens em vários momentos; as crianças precisam participar de rodas de conversa aonde discutem seus pontos de vista sobre um assunto, aonde se descreve como foi feita uma produção individual ou coletiva de um texto, uma escultura, uma coreografia etc. A roda de conversa é o espaço apropriado para se debater um assunto polêmico do cotidiano da escola, por exemplo, de como organizar o uso dos brinquedos do parque, como organizar oralmente as etapas de uma tarefa, os passos de uma receita culinária, do preparo de uma tinta ou as regras para uma brincadeira ou, ainda, expressar oralmente e à sua maneira, opinião sobre um relato apresentado por um colega ou pelo educador. É indicado também conversar com as crianças sobre suas fotos, desenhos e outras formas de expressão, garantindo um clima seguro e receptivo — isso contribui para que se expressem e busquem fazer uso de uma linguagem cada vez mais complexa para se fazerem entender. O educador deve proporcionar situações nas quais as crianças escrevam umas às outras, aos seus familiares e a pessoas da comunidade escolar, pois cria um contexto significativo e envolvente para produzirem suas escritas, mesmo que de forma não convencional ou tendo o educador como escriba nas produções coletivas. Elas podem ainda produzir narrativas orais e escritas em situações que apresentem função social significativa e organização da sequência temporal dos fatos. Esse convite à produção de escrita autônoma para representar idéias, desejos e sentimentos através da elaboração de textos favorece a compreensão de que aquilo que está no plano das idéias pode ser registrado graficamente através de desenhos, números e letras. Comunicar-se com diferentes intenções, em diferentes contextos, com diferentes interlocutores, respeitando sua vez de falar e escutando o outro com atenção, interagindo socialmente. Interessar-se por fazer uso da escrita autônoma para comunicar suas ideias e opiniões aos colegas e adultos. Fazer uso das diferentes linguagens como a escrita, o desenho, a dança, escultura etc. para expressar suas ideias, desejos e sentimentos. Interagir com outras pessoas por meio de situações mediadas ou não pelo educador.. Ampliar seu vocabulário por meio de músicas, narrativas (poemas, histórias, contos, parlendas, conversas) e brincadeiras para desenvolver sua capacidade de comunicação. (EI03EF02/ES) Inventar enredos para brincadeiras cantadas, histórias, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos. O educador deve oportunizar a participação das crianças em situações que desenvolvam o hábito e o prazer por escutar, recitar e ler textos poéticos. Em tais atividades, vão observando a importância dos recursos gráficos, além da estrutura dos textos como poemas, parlendas e canções, brincando e declamando diversas vezes em suas brincadeiras ou em outras situações significativas os textos conhecidos. Assim, divertindo-se e conversando sobre as palavras rimadas ao brincar com seu ritmo, identificando rimas, assonâncias e aliterações, elas têm a possibilidade de construir novas histórias, novas narrativas e novos enredos. Identificar que os textos poéticos (poesias, poemas) e ainda as parlendas, quadrinhas, trava-línguas e canções se dividem em partes (versos), que podem ou não rimar. Ordenar textos de memória, utilizando as estratégias de leitura Declamar suas poesias e parlendas preferidas fazendo uso de ritmo e entonação. Divertir-se e interessar-se por brincar com os textos poéticos em suas brincadeiras livres com outras crianças. Elaborar individualmente e/ou em colaboração com colegas ou educador novos enredos para textos já conhecidos, criando rimas e ritmos. Conhecer textos poéticos típicos de seu território. Dramatizar situações do dia a dia e brincadeiras cantadas (trava-línguas, cantigas, quadrinhas) no sentido de manifestar as experiências vividas e ouvidas. (EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. O educador deve fazer a seleção de livros poéticos, narrativos ou informativos oportunizando um ambiente rico, com várias possibilidades de acesso e manuseio de livros pelas crianças, possibilitando a construção de repertório de histórias conhecidas e reconhecidas em seus portadores e que sejam utilizadas em situações de leitura compartilhada (em voz alta), feita pelo adulto, ou a leitura feita pela criança para os colegas, sendo convidada a recontar narrativas, apoiadas nas ilustrações ou na identificação de partes do texto ou de palavras conhecidas ou outros critérios apontados pelo leitor. É importante também, que as crianças tenham acesso aos livros em diferentes momentos do seu cotidiano escolar e que possam explorá-los e manuseá-los com tempo, fazendo suas investigações, brincando com seu enredo e criando contextos de leitura individuais ou em pequenos grupos. O educador pode também proporcionar situações nas quais as crianças possam: manipular, escolher e ler livros de literatura, a sua maneira; folhear livros e outros materiais tendo como referência o modo como outras pessoas fazem; participar coletivamente da leitura e escrita de listas, bilhetes, recados, convites, cantigas, textos, receitas e outros, tendo o educador como leitor e escriba; perceber as características da língua escrita: orientação e direção da escrita. Ordenar ilustração e corresponder com o texto. Localizar no texto o nome dos personagens e escrever lista dos personagens da história, tendo ou não o educador como escriba. Interessar-se por folhear livros e escolher aqueles que mais gostam para ler em momentos individuais. Relacionar fatos da história contada ou lida, com situações do dia a dia. Perceber que imagens e gestos representam ideias. Perceber as características da língua escrita: orientação e direção da escrita. Reconhecer as ilustrações/ figuras de um livro. Diferenciar desenho de letra/escrita, relacionando à função social. Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégia de observação gráfica. Ler sem saber ler convencionalmente, tentando ajustar o falado ao escrito, através do uso das Estratégiasde Leitura. (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história. O educador pode promover diversas escutas de histórias, seja por meio da leitura compartilhada (em voz alta) feita por ele mesmo ou por outra criança, apresentações de teatro, dança, filmes ou áudios. A partir do envolvimento nessas situações, as crianças têm a oportunidade de se apropriar das narrativas e interessar-se por conversar e brincar com elas, desenvolvendo sua imaginação e sua criatividade, ao mesmo tempo em que se aproximam da linguagem escrita. O educador deve criar situações em que o envolvimento nas leituras vai proporcionar a discussão acerca dos elementos da estrutura narrativa, identificando personagens, cenários, trama e sequência cronológica, apoiando as crianças na construção de roteiros de vídeos ou encenações. Identificar personagens, cenários, trama, sequência cronológica, ação e intenção dos personagens dos diversos textos trabalhados. Encontrar diálogos memorizados no texto escrito ou ditar partes da história ao participar da construção de roteiros de vídeos ou encenações. Podem ser oferecidas situações que favoreçam o conhecimento do gênero textual que está sendo utilizado para a construção do roteiro para a dramatização; as crianças precisam ter contato com autores e atistas locais; elas também devem produzir histórias e dramatizá-las, dramatizar situações do dia a dia e narrativas (textos literários, informativos, trava-línguas, cantigas, quadrinhas, notícias), elaborar roteiros simples de encenações e vídeos; precisam ainda reconhecer cenários de diferentes histórias e estabelecer relação entre os mesmos, identificar os personagens e oralizar sobre fatos e acontecimentos das histórias ouvidas para dramatizá-las. Envolver-se em situações de pequenos grupos, contribuindo para a construção de roteiros de vídeos ou encenações coletivas. Dramatizar histórias, criando personagens, cenários e contextos. Relatar fatos e ideias com começo, meio e fim. Desenvolver escuta atenta da leitura feita pelo educador, em diversas ocasiões, sobretudo nas situações que envolvem diversidade textual para a ampliação de seu repertório linguístico. (EI03EF05/ES) Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, individual ou no coletivo, tendo o educador como escriba. O educador pode organizar situações prazerosas de escuta atenta das mesmas histórias ou de histórias diferentes, de forma que as crianças se apropriem de elementos de sua estrutura narrativa (personagens principais, espaço, acontecimentos principais). É necessário oportunizar situações em que as crianças relatem aos colegas histórias lidas por alguém de sua família, escolham e gravem poemas para enviar a outras crianças ou aos familiares. Então, a partir de um bom repertório de narrações, as crianças, por um motivo significativo, podem recontar para reescrever o texto tendo o educador como escriba ou podem reescrevê-lo a partir de sua própria escrita, mesmo não sendo a escrita convencional. Também é importante a participação das crianças em momento cultural, narrando ou recitando seus textos favoritos, promovendo de forma significativa o reconto de textos. Perceber a diferença entre dizer (expressar-se sobre algo) e ditar (expressar-se sobre algo que já foi dito por alguém). Participar de situações coletivas de criação ou reconto de histórias. Recontar histórias ouvidas, expressando satisfação e gosto por sua produção, seja ela coletiva ou individual. Compreender que a escrita representa a fala. Produzir reescritas utilizando registros convencionais ou não convencionais a partir de suas próprias ideias sobre a escrita Participar de situações de revisão do reconto escrito, percebendo suas evoluções até a escrita final. (EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa. O educador deve promover situações de produção de textos orais ou escritos e que estes sejam discutidos não apenas à luz dos recursos da língua, mas pelas potencialidades significativas de quem são os interlocutores em sua condição social e postos em um contexto que também afeta os sentidos dos textos. Isso significa discutir sempre com os alunos: O que temos a dizer? Para quem vamos escrever/falar? O que o nosso interlocutor sabe? O que ele não sabe e vai ficar sabendo por meio do nosso texto? Que modo de organizar o texto e que estilo de linguagem será mais adequado ao nosso objetivo, ao nosso interlocutor e à situação em que o texto será ouvido/lido? Na escola acontecem inúmeras possibilidades de escritas, dentre algumas destacamos: Registro de visitas que podem ser realizados através de fotografias, desenhos ou ainda por escritos que são feitos e refeitos, reelaborados e, assim, provocamos a observação de que a escrita não é realizada exatamente como falamos. Estes registros têm a finalidade de garantir a memória do que foi estudado ou para uma exposição ou outra finalidade. Pode ser registro para enviar à família em forma de carta, bilhetes ou outros, para informar a família diversas situações de estudos ou garantir um recado importante. Outras possibilidades de escritas são as cartas, cartões, bilhetes para pessoas queridas; os endereços, os números de telefones, listas diversas com finalidades próprias. Nas brincadeiras de supermercado fazemos listas de compras, anotações dos preços, entre outras. Com as brincadeiras/jogos registramos os sentimentos provocados, as instruções das brincadeiras/jogos para serem compartilhados, os resultados para verificar o ganhador. Há também um recurso importante para que o estudante perceba como a escrita é organizada, que é a revisão de textos. Toda produção escrita precisa ter função social (o quê, para quê e para quem), mas também precisa ficar legível no sentido Perceber aspectos da linguagem escrita em suas produções. Produzir individual e coletivamente, tendo ou não o educador como escriba, bilhetes, convites, comunicados, panfletos, listas, regras de um jogo dentre outros, observando algumas características próprias de cada texto. Levantar hipóteses sobre o que está escrito e como se escreve, utilizando os conhecimentos já adquiridos sobre o sistema de escrita. Produzir textos orais e escritos a partir de narrativas próprias utilizando novos vocabulários e recursos próprios da língua oral e escrita. Fazer uso de expressões da linguagem da narrativa. de compreensível. Por isso, a revisão de textos é uma estratégia que deve ser incorporada após a produção de textos e precisa começar a partir da revisão coletiva de textos, quer dizer, reescrita de texto coletivo = revisão de texto coletivo para que as crianças compreendam o processo de revisar um texto, que se faz repetidas vezes, até torná-lo “gostoso” de ler. Depois que estes compreendem o processo, serão capazes de fazer a revisão em grupos e depois individualmente. Vale também propor situações para que as crianças possam: nomear objetos, pessoas, personagens, fotografias e gravuras para ampliar seu vocabulário; criar histórias a partir de imagens ou temas sugeridos para desenvolver sua criatividade; oralizar contextos e histórias contadas, ao seu modo; produzir escritas autônomas, utilizando letras como marcas gráficas; ler a seu modo textos literários e seus próprios registros para outras crianças; demonstrar o que sabem e pensam sobre a escrita através das hipóteses que apresentam em relação à linguagem escrita, realizando registros por meio da escrita autônoma. Escrever utilizando os conhecimentos que tem sobre a escrita. (EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. O educador precisa oportunizar situações para que as crianças possam conversar e explorar a lógica dos diferentes textos e seus portadores, nomeando alguns de seus elementos, como, por exemplo, a capa, a ilustração,o título, falando de sua estrutura, personagens, ações, informações, estrutura gráfica e observando atitudes típicas de um leitor, como buscar informação de ingredientes em uma receita, buscar o título de uma história na capa do livro etc. Nessa perspectiva, apontamos que a exploração de diversos gêneros textuais precisa ser algo constante na vida da Educação Infantil uma vez que são inseridas nas práticas da cultura escrita. Se queremos registrar uma receita, que informações precisamos e como organizamos estas informações? Como preparo uma agenda de telefone? O que e como escrevo um convite? Ao mesmo tempo é preciso discutir sobre os locais nos quais estes textos circulam (portadores de textos) e sua relação com os gêneros. É necessário que os textos estejam em seus reais portadores para que possam explorar suas características: conteúdo, finalidade, destinatário, imagens, entre outros aspectos. O educador deve ainda planejar atividades para que as crianças possam: manusear, explorar e escutar explicações sobre para que servem os diferentes portadores textuais como: livros, revistas, jornais, cartazes, lista telefônica, caderno de receitas, bulas e outros; expressar suas hipóteses sobre “para que servem” os diferentes gêneros textuais como (receita, classificados, poesia, bilhete, convite, bula e outros); conversar com outras pessoas e familiares sobre o uso social de diferentes portadores textuais; compreender como se organiza a escrita em nossa cultura: de cima para baixo, da esquerda para a direita; identificar símbolos que representam ideias, locais, objetos e momentos da rotina: a marca do biscoito preferido, placa do banheiro, cartaz de rotina do dia etc; acompanhar a leitura apontada do texto realizada pelo educador; atentar-se para a escuta da leitura feita pelo educador, em ocasiões variadas, sobretudo nas situações de leitura de história e na diversidade textual para a ampliação de seu repertório linguístico e observação gráfica das palavras. Identificar informações sobre algum tema a ser estudado em portadores diversos (livros, revistas dentre outros). Interessar-se pela escuta da leitura de diferentes gêneros textuais. Ler sem saber ler convencionalmente, utilizando as Estratégias de Leitura. (EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela O educador precisa garantir no cotidiano diversas situações de escuta e de conversa sobre os diferentes gêneros, criando nas crianças o gosto e o hábito pela leitura, construindo com elas um repertório de textos e suportes conhecidos, deixá-las participarem de situações em que são convidadas a falar sobre a estrutura dos textos, identificando elementos gráficos, textuais e de conteúdo. Ao reconhecer elementos dos textos possibilitamos que as crianças desenvolvam o gosto pessoal por alguns textos e tenham a iniciativa de recorrer a eles de forma autônoma. Devem ainda ser planejadas situações nas quais as crianças possam: apreciar e participar de momentos de contação de histórias realizados de diferentes maneiras; ouvir histórias contadas por outras pessoas dentro da instituição: avós, irmãos, pais e outros; Ouvir histórias em outros espaços próximos à instituição: praças, bibliotecas, escolas e outros; contar, a seu modo, histórias para outras crianças e educador; expressar suas opiniões sobre os diferentes textos lidos; escolher suportes textuais para observação e pseudo leitura; criar histórias a partir da leitura de ilustrações e imagens para desenvolver a criatividade e a imaginação; relacionar imagens de personagens e cenários às histórias que Identificar um livro pela leitura do título, apresentar uma história mostrando a capa do livro, o título e o nome do autor, ler o texto de um poema identificando as palavras que rimam etc. Interessar-se por ler diferentes gêneros textuais, e também identificar portadores e gêneros textuais que sejam típicos de seu território. Demonstrar preferências por determinados livros. memória, pela leitura das ilustrações, etc). pertencem; utilizar a literatura como possibilidade de sensibilização e ampliação de repertório; narrar histórias ouvidas utilizando somente a memória como recurso; escutar e apreciar histórias e outros gêneros textuais (poemas, contos, literatura popular, lendas, fábulas, parlendas, músicas, etc.). Utilizar as Estratégias de Leitura para ler os textos de memória (canções, poemas, poesias, trava-línguas, parlendas, quadrinhas). (EI03EF09/ES) Levantar hipóteses em relação as características da linguagem escrita (palavras, frases, espaços em branco, sinais de pontuação, pauta, margem), realizando registros de palavras e textos, por meio da escrita espontânea e compreendendo que a escrita é a representação da fala. O educador deve oportunizar cotidianamente situações de escritas significativas a uma criança ou ao grupo de crianças como o nome de uma história para ser lida em outro dia, foto e legendas para uma exposição, organizar uma lista de colegas para a realização de uma determinada ação, textos construídos pela criança ou de um texto conhecido com uma finalidade própria, convites para exposições realizadas na sala, panfletos sobre situações estudadas para serem divulgados, brincadeiras com palavras que rimam, receita significativa para a turma, uma poesia, nome de autores preferidos, a rotina do dia, a escrita do próprio nome e de colegas, etc. É preciso garantir o jeito de escrever de cada criança e ir oferecendo situações de observação sobre as escritas convencionais como: letra inicial, sons finais quando rimam, a direção convencional da escrita, a categorização gráfica das letras, a pontuação presente nos textos, as acentuações entre outros. As crianças vão compreendendo que nos valemos de muitos recursos para nos expressar e que, por sua vez, utilizamos signos diferentes – na tentativa de estabelecermos comunicação rápida e eficiente, utilizamos de logotipos, marcas, sinais de trânsito, placas indicativas, bandeiras etc. As crianças precisam entender que essas formas gráficas são lidas e que utilizamos em várias situações estes outros sistemas de escrita. Portanto, o planejamento deve prever as situações citadas. Lembrando: desenho e escrita são representações gráficas, portanto, são da mesma natureza. Mas desenho refere-se a objetos do mundo e escrita refere-se à constituição de um discurso próprio. É necessário oferecer situações de aprendizagem sistematizadas de leitura e escrita que evidenciem o trabalho com o nome próprio, as listas, os textos de memória (canções, poemas, parlendas, trava-línguas etc.), nas quais as crianças possam colocar em jogo suas hipóteses sobre a escrita para aproximar-se progressivamente do uso convencional da língua. É importante que brinquem com a sonoridade das palavras, explorando-as e estabelecendo relações com sua representação escrita; que percebam a presença da escrita em diferentes contextos e que compreendam a sua função social. As atividades com o nome próprio são excelentes para o trabalho com a língua, pois o nome tem toda uma carga afetiva e pessoal, exclusiva de cada pessoa, e também apresenta a característica da estabilidade, que pode ser fonte para outras escritas. Produzir listas estabelecendo relação entre grafema e fonema entre os nomes escritos. Escrever o próprio nome e sobrenome e nome de alguns colegas, estabelecendo relação entre grafema e fonema do nome próprio e de colegas. Aceitar o desafio de confrontar suas escritas espontâneas com as dos colegas ou com escrita convencional. Usar o caderno de forma adequada nas suas produções de escrita. Produzir escritas de textos de memória (canções, poemas, poesias, trava-línguas, parlendas, quadrinhas). ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES Crianças pequenas (5 anos) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO CAMINHOS METODOLÓGICOS A CRIANÇA DEVERÁ SER CAPAZ DE: (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entreobjetos, observando suas propriedades. O educador pode propor diversas situações de exploração e investigação de objetos nas brincadeiras ou em atividades organizadas como relações de peso, tamanho e volume de formas bidimensionais ou tridimensionais e explorar materiais como argila e massa de modelar, percebendo a transformação do espaço tridimensional em bidimensional e vice-versa, a partir da construção e desconstrução. As explorações e investigações podem acontecer individualmente, em duplas, trios ou pequenos grupos de crianças; seja no espaço da sala, organizado de forma a desafiá-las e atraí-las em suas investigações, seja no espaço externo ao da sala de aula e da escola, sensibilizadas pelos diferentes elementos da natureza e a diversidade de formas possíveis de explorá-los. Através da escuta atenta e da observação pelo educador, as explorações, comparações e as descobertas que as crianças fazem tornam-se cada vez mais elaboradas. Explorar semelhanças e diferenças, comparar, organizar, seqüenciar, classificar e ordenar (seriação) os objetos e brinquedos seguindo alguns critérios, como cor, forma, textura, tamanho, função, pesos, volumes, temperaturas etc. Utilizar vocabulários próprios ao realizar comparações entre objetos como: O educador pode realizar também diversas situações nas quais as crianças brinquem com objetos e brinquedos de materiais diversos, explorando suas características físicas e suas possibilidades: chupar, produzir sons, apertar, encher, esvaziar, empilhar, colocar dentro, fora, fazer afundar, flutuar, soprar, montar, etc.; ou as posições dos elementos no espaço: em cima, embaixo, dentro, fora, perto, longe, frente, atrás, ao lado de, primeiro, último, de frente, de costas, no meio, entre, à esquerda, à direita; situações que envolvam a contagem de objetos, medição de massa, volume e tempo, sólidos geométricos e formas geométricas. grande/pequeno, comprido/curto entre outros ao falar sobre os objetos. Utilizar diferentes procedimentos ao comparar objetos ou situações. Identificar posições observando objetos no espaço: em cima, embaixo, dentro, fora, perto, longe, frente, atrás, ao lado de, primeiro, último, de frente, de costas, no meio, entre, à esquerda, à direita. Observar e identificar no meio natural e social as formas geométricas, percebendo diferenças e semelhanças entre os objetos no espaço em situações diversas. Observar e reconhecer algumas características dos objetos produzidos em diferentes épocas e por diferentes grupos sociais percebendo suas transformações. (EI03ET02/ES) Observar, descrever e registrar (desenhos, escrita espontânea) mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. O educador pode organizar diversas situações de exploração de objetos (ex.: observar a água em forma de gelo, a água líquida e o vapor d’água), de formular perguntas (ex.: Por que o gelo derreteu?), de construir suas hipóteses (ex.: Será que é porque está calor?), de desenvolver suas generalizações (ex.: O sorvete também derrete quando está muito calor!), de aprender um novo vocabulário (ex.: derreter, evaporar etc.), nas quais explicam o efeito e a transformação na forma, velocidade, peso e volume de objetos, agindo sobre eles; ou exploram algumas propriedades dos objetos, como a de refletir, ampliar ou inverter as imagens, ou de produzir, transmitir ou ampliar sons, entre outros, garantindo o registro das situações vivenciadas, demonstrando o que aprenderam através de desenhos, maquetes, escritas ou por outros registros. Pode ainda realizar diversas situações nas quais as crianças possam: experimentar sensações físicas e táteis; observar o céu em diferentes momentos do dia; observar os astros, estrelas, planetas e suas características, observar sobre o vento, a chuva, a luz do sol, da lua, o efeito da luz e da sombra através da sua presença e ausência; realizar misturas, provocando mudanças físicas e químicas na realização de atividades de culinária, pinturas e experiências com água, terra, argila e outros; conhecer e fazer experimentos com registros dos quatro elementos: ar, água, fogo e terra; produzir com diversos materiais o sistema solar e maquetes variadas, com auxílio do educador. Observação: Em relação ao objetivo, no meio educacional da rede municipal de ensino, já superamos a ideia e o uso da nomenclatura “escrita espontânea” para a produção escrita das crianças. Entendemos que é viável e significativo dizer e identificar a produção escrita do estudante como escrita “autônoma”, pois representa o que a criança pensa sobre a escrita e é a forma que ela pode grafá-la. Nomear e descrever características e semelhanças frente aos fenômenos da natureza, estabelecendo algumas relações de causa e efeito, levantando hipóteses, utilizando diferentes técnicas e instrumentos e reconhecendo algumas características e consequências para a vida das pessoas. Reunir informações de diferentes fontes para descobrir por que as coisas acontecem e como funcionam, registrando e comunicando suas descobertas de diferentes formas (oralmente, por meio da escrita, da representação gráfica, de encenações etc.). Interessar-se por reconhecer características geográficas e paisagens que identificam os lugares onde vivem e destacando aqueles que são típicos de sua região. Observar e identificar os fenômenos naturais por meio de diferentes recursos e experiências. Utilizar a água para satisfazer suas necessidades (hidratação, higiene pessoal, alimentação, limpeza do espaço, etc.). Identificar os elementos e características do dia e da noite. Pesquisar e registrar as observações a seu modo, sobre os diversos fenômenos naturais e físicos e sobre os mistérios da natureza. Fazer registros de suas observações por meio de desenhos, fotos, relatos orais e escrita autônoma e/ou convencional. Perceber os elementos (terra, fogo, ar e água) enquanto produtores de fenômenos da natureza e reconhecer suas ações na vida humana (chuva, seca, frio e calor). (EI03ET03/ES) Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos e sua preservação. O educador deve proporcionar vivências enriquecedoras em que a observação, as curiosidades e as questões das crianças sejam transformadas em situações nas quais possam utilizar diferentes estratégias de buscar informações, coletar dados e viver novas situações. É importante que as crianças tenham a oportunidade de observar e criar explicações para fenômenos e elementos da natureza presentes no seu dia-a-dia (calor produzido pelo sol, chuva, céu claro-escuro, tempo quente-frio), estabelecendo regularidades, relacionando-os à necessidade dos humanos por abrigo e cuidados básicos — agasalhar-se, não ficar exposto ao sol, beber líquido, fechar ou abrir janela, acender ou apagar a luz —, apontando algumas mudanças de hábitos em animais ou plantas influenciadas por mudanças climáticas, contribuindo para a aprendizagem das crianças de noções, habilidades e atitudes em relação à natureza, seus fenômenos e sua conservação. Podem ser propostas situações nas quais as crianças possam conhecer, identificar e explorar sobre os seres vivos (plantas, animais), percebendo suas características, seus ciclos e fases de vida, suas espécies e preservação. Utilizar, com ou sem a ajuda do(a) educador(a), diferentes fontes para encontrar informações frente a hipóteses formuladas ou problemas a resolver relativos a natureza, seus fenômenos e sua conservação, como livros, revistas, pessoas da comunidade, fotografias, filmes ou documentários etc., Reunir informações de diferentes fontes e, com o apoio do(a) educador(a), ler, interpretar e produzir registros como desenhos, textos orais ou escritos (escrita autônoma), comunicação oral gravada, fotografia etc. Valorizar a pesquisa em diferentes fontes para encontrar informações sobre questões relacionadas a natureza, seus fenômenos e conservação. Conhecer fontes de informações que são típicas de sua comunidade.Fazer registros autônomos e convencionais sobre as observações feitas nos diferentes espaços de experimentação. Disseminar na comunidade, família e bairro os conhecimentos construídos sobre o tema. (EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, fazendo uso das múltiplas linguagens (desenho, registro por números, escrita espontânea), O educador deve oportunizar a participação das crianças em situações do cotidiano nas quais são instigadas a resolver problemas utilizando as diversas unidades de medida convencionais ou não, como por exemplo: nas atividades de culinária que envolvem definir quantidades ou massa de ingredientes e tempo de cozimento; fazer uso de ferramentas para medir distancia ou comprimento de uma sala ou um espaço para determinada brincadeira; trabalhar com moedas ou equivalentes em contextos diversos que são conduzidos a resolver problemas (compra e venda/barato e caro) entre outras. Além das vivências é importante o desafio dos registros das experiências, seja por desenho, uso de escritas convencionais ou não convencionais, fotografias dentre outros, podendo ter o apoio do educador ou não. Pode ainda propor situações de aprendizagem nas quais as crianças possam medir a altura de si e de outras crianças e utilizar a rotina para favorecer a construção das noções das medidas de tempo. Utilizar ferramentas de medidas padronizadas ou não padronizadas, como os pés, as mãos e objetos pequenos, metros, litros, relógios em suas brincadeiras, construções ou criações. Produzir registros de suas observações e descobertas fazendo-se entender e escolhendo linguagens e suportes mais eficientes a partir de sua intenção comunicativa. em diferentes suportes. Apropriar-se de estratégias para resolver problemas que envolvem situações de unidades de medidas. Explorar o espaço escolar e do entorno, fazendo registros de suas observações. Reconhecer pontos de referência de acordo com as noções de proximidade, interioridade, lateralidade e direcionalidade comunicando-se oralmente e representando com desenhos ou outras composições, a sua posição, a posição de pessoas e objetos no espaço. Utilizar instrumentos e materiais não convencionais (mãos, pés, polegares, barbante, palitos) para comparar diferentes elementos estabelecendo relações de distância, tamanho, comprimento e espessura. Explorar instrumentos não convencionais (sacos com alimentos, saco de areia, garrafas com líquidos) para comparar elementos e estabelecer relações entre leve e pesado. Reconhecer em atividades de sua rotina os conceitos agora e depois, rápido e devagar para que se perceba que a atividade desenvolvida por si e por seus colegas acontecem em um determinado tempo de duração. Observar em atividades da sua rotina a construção da sequência temporal: manhã/tarde, dia/noite, antes/depois, agora, já, mais tarde, daqui a pouco, hoje/ontem, velho/novo, dias da semana, para que possa reconhecer a passagem de tempo e ter noções temporais. Ter noção das características e regularidades do calendário relacionando com a rotina diária e favorecendo a construção de noções temporais. (EI03ET05/ES) Contar e classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. O educador deve promover situações de exploração e investigação de diferentes objetos e figuras em diversas situações de brincadeiras e em contextos individuais, duplas ou pequenos grupos para que comecem a construir conclusões baseadas em suas percepções físicas imediatas e consigam contá-las e classificá-las a partir de atributos ou propriedades que possuem em comum. Outras possibilidades podem ser oferecidas como a apreciação de obras de arte, explorando suas formas simétricas e ainda utilizar materiais com formas semelhantes a figuras geométricas para construir imagens e objetos em espaços bidimensionais e tridimensionais. Observar e identificar características geométricas como formas, bidimensionalidade e tridimensionalidade em situações de brincadeira, exploração e observação de imagens e ambientes e em suas produções artísticas. Pode ainda propor ocasiões nas quais as crianças observem e descrevam várias propriedades dos objetos como: tamanhos, pesos, texturas, espessuras, cores e formas. Agrupar e contar objetos e/ou figuras a partir de observações, manuseios e comparações sobre suas propriedades. Identificar e verbalizar as semelhanças e diferenças em objetos e figuras. Explorar o espaço por meio da percepção, desenvolvendo noções de profundidade e analisando objetos, formas e dimensões. Identificar objetos no espaço, fazendo relações e comparações entre eles ao observar suas propriedades de tamanho (grande, pequeno, maior, menor) de peso (leve, pesado) dentre outras características (cor, forma, textura). Explorar objetos pessoais e do meio em que vive conhecendo suas características, propriedades e função social para que possa utilizá-los de forma independente de acordo com suas necessidades. Observar e comparar com seus pares as diferenças entre altura e peso. Identificar formas geométricas que podem ser agrupadas para criar figuras comuns ao seu cotidiano (exemplo: casa, árvore, sol, lua etc.) (EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. O educador pode promover situações significativas, convidando as crianças a relatar lembranças, a participar e conversar sobre eventos e celebrações. Deve ainda propor questões em que as crianças possam comparar situações de intervalos variados de tempo, percebendo alterações ocorridas em seu próprio corpo, como a perda e o aparecimento de dentes, o aumento na altura, no tamanho das mãos e dos pés, entre outras, e que possam descrever e refletir sobre seqüências de acontecimentos. É importante também que possam conversar entre elas, em pequenos grupos, sobre suas vivências familiares e que tenham diferentes oportunidades de participação na organização de eventos e festas tradicionais, de comemorar os aniversários e algumas passagens significativas do tempo, identificando-as apoiadas no calendário e utilizando a unidade de tempo — dia, mês e ano — para marcar as datas significativas, sejam de seu grupo, de seus grupos familiares, como também da comunidade escolar. As crianças podem ainda fazer pesquisas e entrevistas sobre suas famílias, as moradias, as rotinas de suas famílias, as especificidades de seu nascimento, a escolha de seu nome etc., orientadas pelo educador. Identificar mudanças ocorridas com o tempo em sua família e em sua comunidade, usando palavras ou frases que remetem a mudanças, como “quando eu era bebê”, começando a diferenciar eventos do passado e do presente. Recontar eventos importantes em uma ordem sequencial. Perceber, através de registros fotográficos, relatos de pessoas antigas da família ou comunidade ou de outras formas de celebrar ou festejar as festas tradicionais da família e ou da comunidade, iniciando a construção do tempo histórico. Demonstrar valorização das formas de vida de outras crianças ou adultos, identificando costumes, tradições e acontecimentos significativos do passado e do presente. Conhecer celebrações e festas tradicionais da sua comunidade. Relatar fatos de seu nascimento e desenvolvimento com apoio de fotos ou outros recursos. Compreender a história (origem) de seu nome e relatar para outras crianças. Observar as características do meio social ao qual se insere, reconhecendo os papéis desempenhados pela família e escola. (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. O educador deve oportunizar situações às crianças em que os aspectos relevantes da numeração que fazem parte de sua vida cotidiana sejam evidenciados. Pesquisar os diferentes lugares em que os números se encontram, investigar como são organizados e para que servem é tarefa fundamental para que possam iniciar a compreensão sobre a organização do sistema de numeração. Realizar a contagem em contextos significativos da vida real,como, por exemplo, quando contam quantas crianças vieram à escola para colocar a quantidade de pratos certos na mesa para comer e participar de brincadeiras cantadas e atividades lúdicas como parlendas, músicas, adivinhas que envolvam a sequência numérica são imprescindíveis. As situações que envolvem o uso da sequencia numérica podem ter como objetivo a identificação do número que vem antes, do número que está entre dois números, e do número que vem depois de outro número. É importante, ainda, que brinquem de faz de conta com materiais que convidem a pensar sobre os números, como brincar de comprar e vender; pesquisar a localização de algo significativo utilizando uma régua, fita métrica ou calendário – situação que o número está entre uma sequencia; ordenar a idade dos irmãos; analisar a numeração da rua; localizar o número de uma figurinha no álbum; explorar as notações numéricas em diferentes contextos — registrar resultados de jogos, controlar a quantidade de materiais da sala, a quantidade de crianças que vão merendar ou que vão a um passeio, a quantidade de meninos e meninas, de mochilas, de objetos pessoais, contar e comparar quantidades de objetos nas coleções etc.; são situações interessantes também a identificação da função social do número e a correspondência da quantidade ao número, explorando o agrupamento de objetos. Quando a situação propõe a comparação entre quantidades, o educador deve discutir estratégias de pareamento para que possam identificar quantos a mais, quantos a menos, quantos com a mesma quantidade para que possam construir o principio da grandeza do número. Todas essas situações devem ser realizadas de forma significativa, devem estar acompanhadas por registro do número representando a quantidade para que possam trabalhar com a linguagem matemática. Comunicar oralmente suas ideias, suas hipóteses e estratégias utilizadas em contextos de resolução de problemas matemáticos. Ler e nomear alguns números, usando a linguagem matemática para construir relações. Comunicar quantidades utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ou registros (convencionais ou não convencionais). Identificar a posição de um objeto ou número numa série explicitando a noção de sucessor e antecessor. Identificar números nos diferentes contextos em que se encontram no cotidiano, reconhecendo a sua função. Comparar escritas numéricas, identificando algumas regularidades. Representar e comparar quantidades em contextos diversos (desenhos, objetos, brincadeiras, jogos) de forma convencional ou não convencional, ampliando progressivamente a capacidade de estabelecer correspondência entre elas. Realizar agrupamentos utilizando como critérios a quantidade, possibilitando diferentes formas de contagem. Identificar a função social do número em diferentes contextos (como quadro de aniversários, calendário, painel de massas e medidas, número de roupa) reconhecendo a sua utilidade no cotidiano. Compreender situações que envolvam as ideias de divisão (ideia de repartir) com base em materiais concretos, ilustrações, jogos e brincadeiras para o reconhecimento dessas ações em seu cotidiano. Elaborar e resolver problemas que envolvam as ideias de adição e subtração com base em materiais manipuláveis, registros espontâneos e/ou convencionais, jogos e brincadeiras para reconhecimento dessas situações em seu dia a dia. Ter contato e utilizar de noções básicas de quantidade: muito/pouco, mais/menos, um/nenhum/muito Identificar o que vem antes e depois em uma sequência de objetos, dias da semana, rotina diária e outras situações significativas. Identificar a sequência numérica até 9 ampliando essa possibilidade. Comparar quantidades por estimativa ou correspondência biunívoca, através do lúdico. Contar até 20, estabelecendo relação número e quantidade. Participar de situações em que seja estimulada a realizar o cálculo mental através de situações simples de soma e subtração. (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. O educador deve otimizar as diversas experiências investigativas em que as crianças são inseridas no cotidiano com unidades de medidas para produzir diferentes formas de expressão e registro. As crianças poderão ser conduzidas às primeiras oportunidades de iniciar suas reflexões de leitura, construções de gráficos básicos e outras representações para expressar as medidas. Em uma situação em que as crianças expressam suas brincadeiras preferidas pode-se explorar questões de contagem, classificação e a organização numérica: Quantas brincadeiras foram identificadas? Quantos preferem a sua brincadeira? E etc. Estas e tantas outras questões devem ser problematizadas pelos educadores e crianças. O educador pode ainda apresentar diversos gráficos às crianças para que conheçam e se familiarizem com esse tipo de registro, para que posteriormente elaborem seus gráficos que conterão as informações de medidas registradas. Construir coletivamente gráficos a partir dos registros de medições: altura, massa e registros de quantidades. Ler gráficos coletivamente. Comparar informações apresentadas em gráficos. Compreender a utilização social dos gráficos e tabelas por meio da elaboração, leitura e interpretação desses instrumentos como forma de representar dados obtidos em situações de contexto da criança. (EI03ET09/ES) Fazer observações descrevendo (oral ou por registros) elementos e fenômenos naturais como luz solar, vento, chuva, temperatura, O educador deve promover experiências nas quais as crianças possam observar e investigar os elementos e fenômenos naturais como luz solar, vento, chuva, temperatura, mudanças climáticas, relevo e paisagem e como interferem no ambiente natural e na sua importância na vida do planeta. Questões como: Como seria o mundo sem a luz solar? Como o vento se forma? A temperatura do ambiente é sempre a mesma? Por que? Estas e outras situações devem ser discutidas e experienciadas sempre que possível, oportunizando registros variados sobre as aprendizagens produzidas. Apropriar-se de questões que ameaçam o planeta buscando soluções. Fazer uso dos recursos naturais tendo a consciência de seus limites e possibilidades. Desenvolver o prazer da descoberta por meio de perguntas, da curiosidade e da postura investigativa. mudanças climáticas, relevo e paisagem. Produzir diferentes registros de aprendizagem utilizando a escrita não convencional ou utilizando o educador como escriba, produzir maquetes, fotos, desenhos entre outras possibilidades. CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS Crianças pequenas (5 anos) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO CAMINHOS METODOLÓGICOS O ESTUDANTE DEVERÁ SER CAPAZ DE: (EI03CG01/ES) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, ideias, opiniões, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. Observação: emoção: estímulo externo (respostas químicas e neurais) e sentimento é uma resposta à emoção O educador deve propor situações diversas nas quais as crianças, em pares ou pequenos grupos, possam se expressar de formas diversificadas, como, por exemplo, expressar-se corporalmente distinguindo emoções e sentimentos, em si mesmo e nos seus colegas, em situações cotidianas, em imagens observadas ou em narrações escutadas. É desejável também que brinquem de andar como robôs, como zumbis, como gatinhos ou como maria-mole, dentre outras formas, e que possam criar histórias e narrativas, dramatizando-as com os colegas, apropriando-se de diferentes gestualidades expressivas e expressando, ainda, suas opiniões e ideias sobre as expressões. O educador pode promover situações tais como: explorar corporalmente o ambiente (espaço e objetos) da sala de aula e outros espaços da escola e lugares externos; participar de brincadeiras envolvendo cantigas, rimas, lendas, parlendas ou outras situações que envolvam movimentos corporais; realizar e inventar movimentos com gestos, expressões faciais e mímicas em brincadeiras, jogos, e atividades artísticas;vivenciar e participar de brincadeiras de esquema corporal, de exploração e a expressão corporal diante do espelho, utilizando as diferentes formas de linguagens e percebendo suas características específicas; brincar nos espaços externos (fora da sala de aula e da escola, quando possível) e internos (dentro da sala de aula e no pátio) com obstáculos que permitem empurrar, rodopiar, balançar, escorregar, equilibrar-se, arrastar, engatinhar, levantar, subir, descer, passar por dentro, por baixo, saltar, rolar, virar cambalhotas, perseguir, procurar, pegar, etc., vivenciando limites e possibilidades corporais; chutar, pegar, manusear, mover e transportar objetos com diferentes características, identificando suas propriedades e função social; utilizar diferentes movimentos e materiais para o cuidado de si percebendo sensações corporais; cantar, gesticular e expressar emoções acompanhando músicas e cantigas; vivenciar e promover jogos de imitação e de expressão de sentimentos; discriminar e nomear as percepções ao experimentar diferentes sensações proporcionadas pelos órgãos dos sentidos; criar expressões corporais a partir de jogos dramáticos. Representar-se em situações de brincadeiras ou teatro, apresentando suas características corporais, seus interesses, sentimentos, sensações ou emoções. Criar com o corpo formas de expressar seus sentimentos, sensações e emoções. Expressar e comunicar suas características por meio de diferentes movimentos. Aceitar e valorizar suas características corporais, expressando-se de diferentes formas e construindo uma imagem positiva de si mesmo. (EI03CG02/ES) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo nos momentos de interação com seus pares, em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, O educador deve proporcionar situações nas quais as crianças possam testar diferentes formas de controlar e adequar o uso do seu corpo, como, por exemplo, dançar ao som de músicas de diferentes gêneros, imitando, criando e coordenando seus movimentos com os dos companheiros, usando diferentes materiais (lenços, bolas, fitas, instrumentos etc.), explorando o espaço (em cima, embaixo, para frente, para trás, à esquerda e à direita) e as qualidades do movimento (rápido ou lento, forte ou leve), a partir de estímulos diversos (proposições orais, demarcações no chão, mobiliário, divisórias no espaço etc.). É importante também participarem de situações em que possam regular e adaptar seu comportamento em função das necessidades do grupo e/ou de seus colegas em situações de interação e em função das normas de funcionamento do grupo, conquistando progressivamente a autorregulação de suas ações. Adaptar seus movimentos às situações proporcionadas nas brincadeiras coletivas, de pequenos grupos ou duplas. Participar de conversas em pequenos grupos escutando seus colegas e esperando a sua vez de falar. Adequar seus movimentos aos de seus colegas em situações de brincadeiras com o ritmo da música ou da dança. atividades artísticas, entre outras possibilidades. O educador pode organizar atividades tais como: participar e promover situações que envolvam comandos (dentro, fora, perto, longe, em cima, embaixo, ao lado, frente, atrás, muito, pouco); percorrer trajetos inventados espontaneamente ou propostos: circuitos desenhados no chão, feitos com corda, elásticos, tecidos, mobília e outros limitadores e obstáculos para subir, descer, passar por baixo, por cima, por dentro, por fora, na frente, atrás, contornar; participar de brincadeiras de expressão corporal cantadas: “Escravos de Jó”, brincadeiras de roda, “A linda rosa juvenil”, “Seu lobo está?”; movimentar-se nos jogos e brincadeiras: andar e correr de diversas maneiras, saltar e gesticular com controle e equilíbrio; produzir sons com diferentes materiais durante brincadeiras, encenações, comemorações etc.; participar de leituras e contação de histórias; movimentar-se e deslocar-se com controle e equilíbrio; participar de jogos e brincadeiras que permitam: andar e correr de diversas maneiras, saltar e gesticular; participar de atividades que desenvolvam noções de proximidade, interioridade, lateralidade e direcionalidade. Movimentar-se fazendo uso de diferentes movimentos corporais cada vez mais complexos; Movimentar-se seguindo orientações dos(as) educadores(as), de outras crianças ou criando suas próprias orientações; Movimentar-se seguindo uma sequência e adequando-se ao compasso definido pela música ou pelas coordenadas dadas por seus colegas em brincadeiras ou atividades em pequenos grupos. Valorizar o esforço em adequar seus movimentos corporais aos de seus colegas em situações de brincadeiras ou atividades coletivas. (EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. O educador deve propor situações aas crianças relacionadas à criação de movimentos, gestos, olhares e mímicas, e formas de expressar suas preferências, interesses e necessidades afetivas, bem como que possam também participar de situações em que fruem, descrevem, avaliam e reproduzem apresentações de dança de diferentes gêneros e outras expressões da cultura corporal (circo, esportes, mímica, teatro etc.) feitas por adultos amadores e profissionais ou por outras crianças; teatralizem histórias conhecidas para outras crianças e adultos apresentando movimentos e expressões corporais adequados às suas composições; encenem histórias com bonecos, fantoches ou figuras de sombras destacando gestos, movimentos, voz, características dos personagens etc, O educador pode organizar situações nas quais as crianças tenham que: conhecer brincadeiras e atividades artísticas típicas de sua cultura local; pular, saltar, rolar, arremessar, engatinhar e dançar em brincadeiras e jogos; vivenciar situações de deslocamento e movimento do corpo fora e dentro da sala; deslocar-se em ambientes livres ou passando por obstáculos; deslocar-se de diferentes modos: andando de frente e de costas, correndo, agachando, rolando, saltando etc.; deslocar-se de acordo com ritmos musicais: rápido ou lento movimentando-se de forma condizente; participar de jogos de imitação; vivenciar diferentes papéis em jogos e brincadeiras; dançar ao ritmo de músicas; vivenciar brincadeiras e jogos corporais como amarelinha, roda, boliche, passa anel, bola ao cesto e outras, conhecendo suas regras; dramatizar situações do dia a dia, músicas ou trechos de histórias. Envolver-se em situações nas quais utilizem criativamente os seus movimentos e solucionem problemas relacionados a eles. Explorar movimentos corporais ao dançar e brincar. Criar movimentos dançando ou dramatizando para expressarem-se em suas brincadeiras, combinando seus movimentos com os de outras crianças Explorar novos movimentos usando gestos, seu corpo e sua voz. Demonstrar prazer em criar movimentos e gestos ao brincar, dançar, representar etc. (EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados à higiene, alimentação, conforto e aparência. O educador deve valorizar as ações das crianças de protagonismo e independência em situações de cuidado com o próprio corpo. Portanto, é importante que eles tenham oportunidade de participar de experiências relacionadas à adoção de hábitos de autocuidado, observando de que forma isso impacta seu corpo, observando hábitos dos educadores e de outras crianças, por exemplo, relacionados a cuidados básicos, ou participando de situações em que reconhecem e fazem uso de noções básicas de cuidado consigo mesmas, como colocar o casaco ao sentir frio, limpar o nariz quando está escorrendo, ir ao banheiro quando sente vontade, dar descarga no vaso, colocar a comida no prato, retirar o resto de comida do prato e colocá-lo no local apropriado, arrumar e desarrumar o ambiente para se alimentar, dentre outras. O educador deve promover situações nas quais as crianças possam: conhecer hábitos de sua cultura local; identificar, nomear e localizar as partes do corpo em si, no outro e em imagens, adquirindoconsciência do próprio corpo desenvolvendo atitudes de cuidados; realizar ações de higiene: ir ao banheiro, lavar as mãos e escovar os dentes com autonomia; conhecer, cuidar e utilizar de forma autônoma seu material de uso pessoal; alimentar-se de modo Realizar, de forma independente, ações de cuidado com o próprio corpo — buscar água quando sente sede, pentear os cabelos e etc. Identificar e valorizar alguns alimentos saudáveis. Reconhecer e fazer uso de noções básicas de cuidado consigo mesmo ou servir-se e alimentar-se com independência e utilizar talheres. Interessar-se por participar do cuidado dos espaços coletivos da escola, como o banheiro e o refeitório. independente, manuseando os alimentos; vivenciar práticas que desenvolvam bons hábitos alimentares: consumo de frutas, legumes, saladas e outros; entrevistar com auxílio do(a) educador(a), profissionais da área da saúde e nutrição; perceber, oralizar e solucionar as necessidades do próprio corpo: fome, frio, calor, sono, sede. (EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas. O educador deve envolver as crianças em situações nas quais a coordenação de habilidades manuais sejam necessárias para o cumprimento de ações, como, por exemplo, circular pelo ambiente em que convivem, pegar objetos ou brinquedos que estão em posições e alturas diferentes, posicionados estrategicamente pelo educador; manipular objetos de diferentes tamanhos e pesos em situações que envolvam habilidades manuais, tais como: empilhar, encaixar, rosquear e pinçar, chutar, arremessar e receber, cortar e recortar com tesoura. O educador pode propor situações nas quais as crianças possam: explorar materiais com barro, massinha de modelar etc., buscando reproduzir modelos; manipular objetos pequenos construindo brinquedos ou jogos e utilizar instrumentos como palitos, rolos e pequenas espátulas nas suas produções; realizar conquistas relacionadas às suas habilidades manuais; manusear e nomear elementos do meio natural e objetos produzidos pelo homem; pintar, desenhar, rabiscar, folhear, modelar, construir, colar utilizando diferentes recursos à sua maneira, dando significados às suas ideias, aos seus pensamentos e sensações; vivenciar situações em que é feito o contorno do próprio corpo, nomeando suas partes e vestimentas; manusear diferentes riscadores em suportes e planos variados para perceber suas diferenças e registrar suas ideias; construir e participar de jogos de montar, empilhar e encaixar para desenvolver a motricidade; executar atividades manuais utilizando recursos variados: linha, lã, canudinho, argolas e outros; expressar-se por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura, escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais; manusear livros, revistas, jornais etc. com crescente habilidade; participar de jogos e brincadeiras de construção: encaixe, quebra-cabeça e construções com sucatas. Criar movimentos dançando ou dramatizando para expressarem-se em suas brincadeiras, Combinar seus movimentos com os de outras crianças e explorar novos movimentos usando gestos, seu corpo e sua voz. Demonstrar prazer em criar movimentos e gestos ao brincar, dançar, representar etc. Demonstrar autocontrole e concentração Controlar suas emoções